Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O Outono... O Pointer... E as Memórias...

por Robinson Kanes, em 16.11.17

IMG_9323.JPG

Fonte das Imagens: Própria. 

 

Já deixei aqui bem patente a minha paixão pelo Outono. Por lá disse que "o Outono dá cor às nossas telas, inspiração à nossa música, faz-nos dançar com as folhas e gentilmente sentir o chão ao pousarmos e a esvoaçarmos novamente, como as aves que partem para destinos mais quentes. O Outono é arte e não é por acaso que existem lugares neste Portugal e não só, onde o Outono é a época mais bonita do ano: pensem no Douro, no Alentejo ou então vamos até à Toscânia ou deixemo-nos prender pela paisagem de Santorini enquanto bebemos um café grego (aquilo para mim é café turco, mas pronto) e admiramos os telhados azuis. O Outono é talvez a mais poderosa e artística estação nos países do mediterrâneo".

IMG_1737.JPG

O Outono lembra-me sempre um dos meus grandes amigos, o Nilo. O Nilo é Pointer Inglês "cá de casa", um caçador nato  que não faz mal a uma mosca mas que por isso não perde todos os instintos. A propósito disso, o Outono lembra-me também a época de caça (embora não seja caçador) e todo o movimento que em tempos a mesma provocava, sobretudo em zonas mais rurais. Lembro-me da azáfama junto de tabernas e largos de vilas e aldeias... Dos restaurantes típicos cheios de caçadores e de todo aquele convívio em torno de uma actividade que, independentemente do que possamos pensar da mesma, animava, e de que maneira, aqueles locais.

IMG_1693.JPG

Retomando ao Nilo, só posso recordar esta força da Natureza que é capaz de sair às sete da manhã de casa, começar a correr e só parar às sete da tarde e continuar como se nada tivesse acontecido. Costumamos brincar e dizer que esta raça e outras similares têm uma baixa esperança de vida porque vivem tão intensamente essa mesma vida que é impossível um coração aguentar tantos anos de energia ao máximo. Encontrar o Nilo parado é um verdadeiro desafio, pelo que é necessário possuir características de fotógrafo da "National Geographic" e esperar pacientemente que o dono dos campos pare, nem que seja para respirar...

IMG_1726.JPG

Um outro aspecto do Outono que me encata é o musgo nos muros, sobretudo nos muros de pedra. Regressar depois do Verão e ver o musgo seco a ganhar cor no granito é dos espectáculos mais bonitos que a natureza nos proporciona. Muitos de nós desconhecemos a quantidade de vidas que este fenómeno permite que existam e, de facto. é algo único. Existe quem o queira arrancar, nós deixamo-lo estar, afinal, nos muros de pedra, a melhor tinta é a própria natureza e na Primavera, os lagartos aplaudem este ecossistema quando deixam a hibernação e procuram os primeiros raios de sol.

IMG_1724.JPG

 

 

Atenção... Acho que consegui encontrar o Nilo parado...

IMG_4313.JPG

 Bom Outono... E tanto que se fala no Natal quando ainda falta tanto para o mesmo, talvez o melhor presente seja um copo de sol outonal...

Autoria e outros dados (tags, etc)


3 comentários

Imagem de perfil

Maria Araújo a 16.11.2017

O Robinson fez-me recordar os tempo idos de Outono quando meu pai ia à caça de tordos e coelhos. Quem depenava os tordos éramos eu e a minha irmã mais velha. Quando aquela penugem entrava pelo nariz, dava uma comichão!
Mas comíamos um excelente arroz de tordos que a minha mãe tão bem fazia. Belos tempos, esses!
Lembro-me da camisola de lã verde, que usava, as calças, a arma ( esta desapareceu, penso que foi roubada quando ele morava sozinho e alguém a cuidava dele. Só dei fé dela muito tempo depois).
E as vindimas?
Já adulta, adorava as lautas refeições que ofereciam, hummm, que fome! ( logo hoje que estou sem comer até amanhã de manhã, tenho exames para fazer).
O Nilo! Que cão bonito, Robinson.
Que prazer lhe deve dar correr campos e montanhas fora, com toda a vitalidade que tem. Dá-nos grande ensinamentos de liberdade, este seu Nilo.
E não esqueço as fotografias, pois claro. Estão belíssimas.
Parabéns.
Obrigada pelo belo post.
Imagem de perfil

Robinson Kanes a 16.11.2017

Confesso que não sou amante da prática, mas sem dúvida que marcou épocas e muita gente.

Sim, a roupa de caça sempre muito característica, ainda hoje é muito semelhante.

As vindimas? Fantástico! Eu sempre me recordo de ter presente as vindimas na zona do Tejo (Oeste e Ribatejo) e do Sado. Mais tarde fui colocado em contacto com o Douro e aí... Bem, aí tudo mudou e as vindimas passaram a ter algo especial, algo único e com um espírito que só quem sente aquela terra poderá ter. É um trabalho árdua mais ainda dotado de uma camaradagem e festa que são uma verdadeira lição de trabalho para muitos de nós.

O Nilo está para o seus lados, é o habitat dele, não poderia ser de outro modo :-)

Obrigado eu por passar e também por partilhar essas experiências que são sempre tão boas.



Sem imagem de perfil

Anónimo a 16.11.2017

Há bastantes anos que não vou às vindimas.
Os tempos mudaram, já não há quem as faça ou convide para elas.

Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Mais sobre mim

foto do autor





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



subscrever feeds



Mensagens

Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB