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 Fonte da Imagem: http://alfarrabio.di.uminho.pt/arqevo/arqetnoevo.html

 

 

Rio de Onor para o Futuro

 

Uma economia mais humana procura outro modo de fazer economia, outro modo de instalar vida nos territórios, surgindo aqui a questão da materialidade que acaba também por ser um meio, Não se desvincula das relações sociais e culturais e vai buscar formas de auto-governação o que lhe dá também uma dimensão política (França Filho, citado por Estivill).

 

É daqui que devem partir as comunidades do futuro. Rio de Onor é hoje uma vila museu, uma vila que habita na memória de alguns interessados pela temática antropológica. No entanto, Rio de Onor pode ser também numa óptica sistémica e policêntrica (Laville, 2013) um exemplo para o futuro - e para desenvolver no futuro - quer no território da própria vila, quer servindo como inspiração para outras, com os devidos ajustes que até a História já se encarregou de fazer (17).

Os Rios de Onor do futuro terão de incorporar a visão macaronésica defendida por Amaro, mas também ser uma alternativa e não um ataque à economia dominante, apresentando-se como uma academia/economia doméstica através do “doar” sem grandes contrapartidas mas mais afectiva. A grande história da humanidade foi sempre neste ramo da economia e não no capitalismo (Polanyi: 2000). À visão da Macaronésia já desenvolvida, importa não somente defender esta, é importante aliar a questão da sua sobrevivência. É neste contexto que Estivill defende sete pontos fundamentais para o sucesso destas iniciativas:

 

  1. Articulação entre a dimensão económica e social;

  2. O nascimento da “organização” tem de ser parte do processo e não um entusiasmo do momento, que se perde ao fim de alguns dias;

  3. A importância dos fundadores, terem alguma experiência em trabalhos colectivos ou em gestão de equipas;

  4. Enraizamento territorial com correspondência às necessidades dos locais e que projectem mais a terra que a organização em si (o exemplo galaico português é um mau exemplo que poderia ser revisto para o bem das terras da raia);

  5. O triunfo do geral face ao particular – numa sociedade cada vez mais individualista este aspecto é fundamental.;

  6. Liderança. Esta é uma das questões-chave. Uma liderança participativa e democrática, é o garante de sucesso para toda e qualquer organização;

  7. Capacidade de adaptação: num mundo que muda a cada segundo, quem não conseguir acompanhar a mudança, está condenado a afogar-se no passado.

 

Com este conjunto de factores a trabalhar entre si, podemos efectivamente olhar para comunidades de sucesso e que poderão ser os "Rios de Onor" do futuro.

 

 

17. Seria hoje impensável que as mulheres fossem afastadas do conselho, somente pela questão de género, num país como Portugal.

 

Continua...

 

O Falso Comunitarismo e as Aldeias Comunitárias do Norte de Portugal - Rio de Onor (1)

O Falso Comunitarismo e as Aldeias Comunitárias do Norte de Portugal - Rio de Onor (2)

O Falso Comunitarismo e as Aldeias Comunitárias do Norte de Portugal - Rio de Onor (3)

O Falso Comunitarismo e as Aldeias Comunitárias do Norte de Portugal - Rio de Onor (4)

O Falso Comunitarismo e as Aldeias Comunitárias do Norte de Portugal - Rio de Onor (5)

 

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2 comentários

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De HD a 27.04.2018 às 19:39

Bela viola :-)
Continua com a contribuição e visibilidade para esta iniciativa :-)
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De Robinson Kanes a 27.04.2018 às 21:21

A fazer por isso :-)

Obrigado pela força!

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