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O Candidato a Emprego em Portugal. Um Exemplo.

por Robinson Kanes, em 20.08.19

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Créditos: https://i.pinimg.com/originals/ee/78/8e/ee788eb436efe391d18d272ab28052e8.jpg 

 

 

Em nada o homem está, ainda hoje tão perto do macaco como no que diz respeito aos negócios.

Elias Canetti, in "Massa e Poder"

 

Em Portugal existe a tendência para o queixume em relação à forma como os candidatos a um emprego são tratados pelas organizações. É um facto que existe uma mais que proeminente tendência para a ausência de clareza e respeito nos recrutadores, no entanto, não são raras as situações em que nem sempre o "lado negro da força" está na entidade recrutadora/empregadora.

 

Partilho uma situação que me chegou, e que me leva a crer que em Portugal existem vários mundos, mesmo entre candidatos: o mundo daqueles que se mexem muito bem em termos de compadrio e nem se podem considerar candidatos, o mundo daqueles que pouco fazem para conseguir um emprego mas ele lá acaba por surgir (muito networking, muito show off, muitos louros por intermédio de outros e falta de ética) e ainda aqueles que, por mais que se esforcem, não conseguem um emprego com facilidade. Ainda há espaço, curto, para aqueles que se esforçam e até conseguem alguma coisa.

 

A situação que relato é verídica e encontra-se, muito provavelmente, no segundo patamar. Portugal é um país de corporativismos que se reflectem também nas classes profissionais e por isso, embora existam muitos profissionais no mercado, só meia-dúzia parece ter a atenção dos recrutadores.

 

Imaginem um indivíduo que não é genial mas vos é remetido por uma empresa de recrutamento (genial é, pelo menos na forma como se promove). Não é o vosso preferido, mas também não são vocês que têm de escolher, é dada a liberdade para o supervisor directo o fazer. Este indivíduo, não sendo brilhante, sofre do excesso de confiança de quem está confortável num emprego e está alheio a muitas dificuldades - sobretudo as que virão num futuro não longínquo. Em todo o processo e com o indivíduo a merecer a preferência, é tida em conta a oferta de um salário bruto acima dos €3000 - bastante acima - viatura (algo que nem estava no plano) e os habituais seguros e benesses que já vão sendo prática em algumas empresas.

 

A verdade é que existem red flags que alguns de nós já vão conseguindo identificar, nomeadamente o medo de sair da actual empresa (porque se tem um contrato efectivo e com alguns anos de permanência) e a interpelação ao recrutador com perguntas do género, e passo a citar: "Qual é a marca,o modelo, tipo de combustível e qual o plafond de combustível?". É importante focar que este profissional, no seu trabalho, não tinha nem metade dos benefícios e muito menos viatura própria para uso pessoal - sim, porque a função mal exige que se desloque. Bons tempos em que um Fiat Uno ferrugento servia muito bem para mim e nem isso tive! E não sou assim tão velho, aliás, já nem sou do tempo do Fiat Uno.

 

Apesar de tudo, e porque existem boas pessoas neste país (por mim tinha sido imediatamente descartado), são dados todos os esclarecimentos. São prestados os esclarecimentos e ao fim de alguns dias chega o compromisso de que a oferta vai ser aceite. 

 

A organização mobliza-se, tudo se prepara para receber o candidato e eis que, o departamento de recursos humanos recebe um email numa madrugada de um fim de semana. O grande candidato, esse "terror" do LinkedIn, o "profissional top" (ainda estou para perceber onde) informa que vai voltar atrás na proposta - na segunda-feira era o primeiro dia. 

 

Contactado pela organização, ignora todas as chamadas! Fá-lo também em relação à empresa de recrutamento e, até hoje, ainda não existe retorno. Entretanto, já se passaram umas semanas e casos destes não faltam. Talvez seja um aviso à navegação, talvez para procurar naqueles currículos que são enviados por candidatos que ainda acreditam que alguém um dia vai olhar para os mesmos e reconhecer todo o seu valor.

 

Em relação à nossa "estrela cadente" (porque o mundo é pequeno), "profissionais" destes não faltam, sobretudo num país onde são sempre os mesmos, onde não existe abertura para recrutar pessoas diferentes e até com diferentes backgrounds. Ainda por estes dias, à procura de uma pós-graduação, em várias instituições de ensino dou sempre comigo a ter de ver os suspeitos do costume, sempre a mesma gente e em alguns casos, sempre a mesma súcia.

 

São também estes mercenários que não permitem a "ascensão" ou chegada ao mercado de trabalho de outros indivíduos que efectivamente são bons, se esforçam, e perdoem a expressão, dão o litro! Dão o litro, e sejamos francos e racionais, até trabalham por muito menos - embora eu não defenda políticas de baixos salários só porque sim. Os outros, os outros são os "profissionais" que trabalham apenas por ganância e com total ausência de ética, que trabalham para a viatura que impressiona amigos e vizinhos mas que, na realidade, o trabalho em si, pouco os move.

 

Mas afinal, talvez seja eu que estou errado e não consigo conceber um emprego sem uma dose de paixão. 

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30 comentários

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Folhasdeluar a 20.08.2019

Eis uma das minhas máximas de vida: tudo o que faças,(ainda que não gostes do que fazes), fá-lo com paixão. É que é muito mais difícil fazer algo de que não se gosta se estivermos contrariados.
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Sem dúvida.

Considero que nem sempre é possível, numa base diária é impossível, existem altos e baixos e também temos de fazer coisas com as quais, enfim... Mas fazer disso um factor constante na caminhada já tem muito que se lhe diga.

E nem é só a questão de estar contrariado, e o balanço final ;-)
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Folhasdeluar a 20.08.2019

O balanço final é só um...as coisas têm que ser feitas. Assim é melhor fazê-las de boa-vontade do que de má-vontade...eu sempre assim procedi e sempre tirei algum prazer mesmo das coisas de que não gostava...
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Ao contrário do que costuma ser, aí nem estava a ser tão prático (até porque não aceito desculpas para não se fazer algo que tem mesmo de ser feito). Falava do balanço a que alguém preferiu chamar de "último pensamento" um destes dias ;-)

E ter níveis de motivação que nos levam a gostar de coisas que nem... É aí que está um dos segredos e que o "Folhas" identificou.

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Folhasdeluar a 20.08.2019

É isso mesmo...a motivação é o motor que põe a engrenagem da disponibilidade a funcionar...;)
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Sofia a 20.08.2019

Cada vez mais existem duas realidades! As propostas "indecentes" por parte do recrutador e quando digo "indecentes", estou a falar do ordenados ridículos e das condições de trabalho. Acontece também chamarem pessoas, sem lerem o seu CV e se reúnem as condições para o lugar.

A situação especifica que referes é das que mais me revolta! E depois as pessoas que "dão o litro", como tu bem dizes, nunca terão as condições que ofereciam ao "profissional top"...
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Robinson Kanes a 20.08.2019

São coisas distintas, nomeadamente em relação ao texto do artigo. Aqui o foco não é propriamente o recrutador/empregador mas o candidato. Até porque não são raras as vezes em que a má escolha inicial se revela muito interessante com o tempo.

Defendo que, e sempre que é possível, a remuneração deve constar na oferta de emprego, ou pelo menos os tectos. Chamar alguém sem ver o CV é perder tempo e dinheiro.

Nesta situação, não sendo brilhante, poderia ocupar a posição. Só foi entendido como estando "overated". No caso desta organização a pessoa que está à frente dos RH faz um ótimo trabalho na tentativa de andar atenta ao que se passa para lá dos "contactos".
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Sofia a 20.08.2019

Sim! O teu post é muito claro. Só estava a referir outras situações. Trabalhar nos recursos humanos, não é fácil! Fez sim. A lata das pessoas é infinita...
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Luísa de Sousa a 20.08.2019

Quantas injustiças existem Robinson!!!!
E na Madeira??? O compadrio, as cunhas, as amizades, os delfins, enfim .... não importa o CV.
E temos tantos profissionais que "dão o litro" e não são reconhecidos!!!

Mas ainda continuo a acreditar que devemos tentar procurar um trabalho que seja motivador e trabalhar com paixão.

"Queimei" 6 anos da minha vida num trabalho que odiava e detestava, não era reconhecida nem valorizada mas nunca perdi de vista o que queria.
Insisti, insisti, procurei, muitas portas se fecharam porque havia outro candidato "melhor", mas nunca desisti,e a cada porta que se fechava, maior era a minha motivação para encontrar outra. Até beirou a teimosia.
Há 2 anos consegui a mobilidade que tanto queria e agora estou a adorar o meu novo trabalho, com uma equipa que me valoriza.

Este desabafo serve para quê?
Para mostrar que, apesar de haver profissionais com falta de ética a ocuparem postos e que não têm assim tanta competência para tal, nunca devemos deixar de procurar um trabalho que nos faça felizes!!!

Desculpe ter ocupado assim tanto a sua caixa de comentários!!!

Feliz Dia!


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Robinson Kanes a 20.08.2019

Olá Luísa,

Nas minhas andanças lá para os lados de um Porto Santo não ouvi nada diferente do que me diz. Qualquer tema acabava com essa revolta, com essa sensação de injustiça. Se no continente é como é, imagino na Madeira.

Desculpas, de quê? De ter trazido este exemplo? Só tenho a agradecer, eu e quem se deparar com o mesmo. Mais do qualquer coisa que escreva, não são raros os "posts" em que os comentários é que fazem a diferença!

Ainda bem que conseguiu e essa felicidade nota-se na forma como se apresenta a todos nós!

Sabe que para mim tem sido uma luta grande, se por um lado tenho o meu lado, de não me desviar do rumo, sou/fui também responsável por garantir que outros não se desviam e que outros não se tentam desviar e que... Outros são punidos por más práticas. Ainda não estou no meu caminho (viragem profissional) mas lá chegarei... Afinal, não sou dos que se podem queixar em demasia.

Feliz dia e muito, mas muito obrigado!


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MJP a 20.08.2019

Olá, R.! :-)

O teu relato traz-me à memória situações (que bem conheço) e abomino! :(
Lamentavelmente... o mundo em que me movi, durante 20 anos, mostrou-me o lado mais negro da falta de carácter, de ética, de profissionalismo, de competência... e o expoente máximo do "lambebotismo" e do "compadrio"... mas, apesar de tudo, continuo a acreditar que, sempre, estive do "lado certo" e que, quando se ama aquilo que se faz, o resultado só pode ser Bom...

Resto de dia Feliz!

Beijo
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Hi MJ,

A minha carreira começou logo assim. Os primeiros estágios correram muito bem, para o último estágio, foi um milagre... Um milagre porque ainda hoje nem sei como é que lá cheguei (um estágio curricular...). Foi nesse estágio que fui bastante reconhecido, apesar da idade. Na altura gostava daquilo e fazia mais em meio-dia do que outros num dia inteiro - por querer ficar? Não, sabia que se não assinasse aquele papel da "jota" que estava na minha secretária em casa tal não poderia acontecer... Gostava era mesmo daquilo e por isso trabalhei de "borla" mais uns meses depois do fim do estágio!

Chegou a altura do "sim ou sopas", até porque se abriram duas vagas. Imagine o que é ter 21 ou 22 anos e ter um departamento inteiro (já com muita gente "entradota") a querer trabalhar consigo, inclusive a direcção... Mas existe sempre um mas... E as sobrinhas do tio do primo (e por aí adiante) tiveram preferência. Se há coisa que me recordo são as palavras do grande profissional daquele departamento (e número 2 por competência) para a sua directora e dizer: "vocês vão deixar o puto ir embora e colocar aquelas duas? Mas o que é que elas aqui estão a fazer, ainda ninguém percebeu!". Também me recordo da directora a dizer que não podia fazer mais e que tinha tentado tudo, inclusive "passar por cima" de... (Directora com poder...).

Meses mais tarde o executivo dessa instituição estava a cair por práticas de corrupção e gestão danosa...

Beijo,

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MJP a 20.08.2019

Olá, R.! :-)

Creio que o maior elogio que já me fizeram (a nível profissional), foi terem tido a "lata" de me chamar ao gabinete e dizer: "você é, de longe a mais competente, mas... tem um grande defeito... não é "flexível"... se quer "subir", tem de fechar os olhos a muita coisa e perceber que, "quem manda, pode"!"
(depois de contar, mentalmente, até 100, coloquei o melhor sorriso que consegui e respondi: "muito obrigada pelo elogio... a minha integridade tem muito valor... mas, não tem preço!... passe muito bem!")

Beijo
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Robinson Kanes a 20.08.2019

ahahahahahahah

Vamos começar a trocar? Temos é tema para abrir um conjunto de "posts". Mas ainda bem que tocaste no "quem manda, pode". Já tive uma parecida, mas a resposta foi "você manda aí, eu mando aqui e existe alguém que manda mais que nós e não vai gostar nada disto!"

Ser flexível também é tudo menos ser isso que te disseram... Flexível é darmos o melhor de nós em tempos complicados, não virar as costas e até abraçar o risco ou pegar em "peças de artilharia" que nem sabemos onde se colocam as munições.
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MJP a 20.08.2019

Pois... parece que temos muitos "cromos" p'ra troca!!! ;)

Também era "muito boa" a "mandar no meu território", ou seja, defender "com unhas e dentes" os direitos dos "meus" utentes, enfrentando quem quer que fosse (o que me valeu muitas inimizades, a muitos níveis...)!

"Flexibilidade" é, por exemplo, estares num piquete de greve (porque sabes o que estás a defender) e dizeres aos teus utentes que, apesar de estares de greve, vais prestar-lhe todos os cuidados que eles precisarem (apesar de não receberes esse dia de "trabalho"), porque, acima de tudo, tens um enorme respeito por eles e nunca serias capaz de os prejudicar... ;)
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Começas a perceber a minha aversão a uma "certa forma de trabalhar". Mas isso é o menos, afinal era o início da coisa.

Eu não ando no trabalho para arranjar amigos, colegas e boas equipas (empáticas também :-) ). Se surgirem amigos, é um "must" e trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.

Greves, não comento... Nunca participei em nenhuma e por duas vezes tive de garantir que nenhum dos meus estava de greve numa altura delicada... (E não foi à força...).
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MJP a 20.08.2019

A tua "aversão" não parece diferir da minha...

"Eu não ando no trabalho para arranjar amigos, colegas e boas equipas (empáticas também :-) ). Se surgirem amigos, é um "must" e trabalho é trabalho, conhaque é conhaque."

Exactamente!!! ;-)

(As greves... "têm muito que se lhes diga"... deverão ser, sempre, "o último recurso" e nunca, usadas como "arma de arremesso"... perdi a conta às que fiz... mas, nunca permiti que os "meus" utentes fossem "reféns"...)
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Conheço uma pessoa que choca toda a gente quando diz o mesmo que eu "que não é amiga de ninguém no trabalho", quando muda de desafio arrasta um sem número de amigos com ela...

Sim. As greves existem, são um direito e estão consagradas na lei. Não sou adepto de greves, sou adepto de diálogo e justiça. Sou adepto de cada um, por si, tentar fazer a diferença, mas sim... Não abato a tiro quem faz greve, aliás... E o "Filipe da Caneca" pode confirmar, até estive mais do lado dos motoristas do que do lado de um Governo que claramente pactuou com o eleitoralismo e com um lobby - aliás, o porta-voz desse lobby, era quem era.
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MJP a 20.08.2019

"Conheço uma pessoa que choca toda a gente quando diz o mesmo que eu "que não é amiga de ninguém no trabalho", quando muda de desafio arrasta um sem número de amigos com ela..."

Ahahahah!!!... também pertenço a esse "clube"! ;-)

As greves "incomodam-me" (e, estou a ser "meiga" na escolha da palavra), no sentido em que, estão a ser "banalizadas", e que muitos, que se dizem "grevistas", não conhecem sequer as "motivações" da greve... simplesmente, são "arrastados na onda" (ou... "deixam-se arrastar")... enfim... é mau!...
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Robinson Kanes a 20.08.2019

É mau e acaba mal...

Bom descanso...
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MJP a 20.08.2019

Obrigada! :-)

Bom descanso para ti, também!

Beijo
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Maria Araújo a 20.08.2019

Não está errado, não, Robinson.
Escuto alguns desabafos que confirmam o que aqui escreveu.
Uma boa noite.
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Robinson Kanes a 20.08.2019

Menos mal :-)

Boa noite, Maria...
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cheia a 20.08.2019

Paixão! O que muitos querem é um emprego, não um trabalho.
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O ultimo fecha a porta a 21.08.2019

A forma como cada um se vende é fundamental. é a chamada auto cofiança. é a verdade!
há aquelas pessoas que não percebem muito do assunto, mas vão com uma confiança que parece dominar tudo. Só com alguém do outro lado que perceba os detalhes é que poderá apanhar essa pessoa em falso.
Tenho um bocado de inveja dessas pessoas, porque sou tímido e muitas vezes não falo porque tenho medo de errar. Mas no fim do dia, elas ficam melhor que eu.
Quanto ao networking, já o disse que ex-colegas me recomendaram para a minha atual função e que estava em vantagem no recrutamento externo em que participei. No entanto, não foi por Juventudes partidárias nem padrinhos nem favores. foi pelo desempenho num emprego passado. Irrita.me essa malta que não faz nada, tem um CV do caraças, altos cargos e salários pq teve os padrinhos certos.
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Robinson Kanes a 21.08.2019

E é tão fácil apanhar a mesma. Uma das modas mais recentes é debitar voluntariados e associativismos como se ser solidário ou preocupado com algo fosse o mais importante. A alguns até se pergunta como é que têm tempo para o trabalho...

Inveja não, não tens essa "skill" bem desenvolvida, mas tudo se trabalha...

Eu desconfio sempre de um CV onde a pessoa faz tudo e mais alguma coisa num dia que só tem 24h. Por norma "não estão" em nada propriamente dito, deambulam entre compromissos.

P.S.: a questão da recomendação não é má de todo e até acho bem, temos é de ter em conta que uma grande maioria nem sempre é por profissionalismo, sobretudo em países latinos.

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