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O Blogger (In)Visível...

por Robinson Kanes, em 18.05.17

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Uma Velha Senhora Lendo (Museu do Louvre)

Fonte da Imagem: Própria

 

Continuando a minha senda pelos cinco artigos a dizer bem do que é português, hoje dou comigo a pensar na comunidade deste alojamento que é o Sapo. E de como aqui também há um pouco do que é Portugal.

 

No Sapo, além dos habituais blogs em destaque e dos mesmos de sempre a serem sugeridos, uma espécie de corrida de fórmula 1, onde já se sabe quem ganha (embora na fórmula 1, ganhe quem tem os melhores motores e os melhores pilotos), existe ainda um sem número de blogs “(in)visíveis” e de uma riqueza acima da média.

 

Os “(in)visíveis” são, de certo modo, os mais visíveis, pelo menos para mim. Com algum tempo dedicado à pesquisa, facilmente se encontram aqui grandes blogs... Blogs verdadeiramente dignos desse nome. Blogs que me fazem pensar se não devo acabar com o meu perante tamanha riqueza e desinteresse na exposição...

 

Não vou destacar ninguém em particular, não quero correr o risco de esquecer algum, até porque também não os conheço a todos, longe disso. Contudo, quero elogiar muitos desses anónimos (outros nem tanto) que têm o dom da escrita, do pensamento, que detêm uma opinião bem formada acerca do mundo que os rodeia, que nos fazem rir e que nos fazem pensar. Existem por aí espaços que são de uma riqueza única e que revelam uma dedicação imensa de quem está por detrás. Muitos nem são demasiado penosos na leitura para o cidadão comum, mas conseguem transmitir uma mensagem clara, com sentido (e sem sentido, pois também faz falta) e dotada de conteúdo. Com uma sensibilidade própria e sem adereços fúteis ou até mesmo discursos construídos, sem lugares comuns, sem serem o prolongamento de uma rede social (ou individual), sem serem estupidificantes... Sem mais do mesmo.

 

Muitos nem os sigo, gosto de ir à procura, de sentir vontade de ir ler e de aprender, chorar ou simplesmente rir. São blogs que nos acrescentam algo, são blogs que não são mais lixo –sem ser em tom pejorativo – que são realidades próprias e que, ao fim do dia, nos dão e fazem acumular um pouco mais de conhecimento e boas emoções. Muitos nem são um verdadeiro tesouro, mas a partilha e a interacção daqueles que os criam, sobretudo nos comentários, são de um valor imenso.

 

Tenho ouvido dizer que em Portugal temos uma maioria silenciosa, os verdadeiros e bons portugueses, os portugueses que estão calados... Os portugueses que não fazem ruído... Talvez por aqui também exista um pouco dessa realidade, no fundo, uma consciência "Nietzschiana" de que existem mais ídolos de que realidades.

 

Para todos esses que andam por aí escrever, que fazem da nossa língua, do nosso pensamento, das nossas vivências e opiniões algo de útil: o meu muito obrigado. E, se por mero acaso, alguns se sentirem esquecidos, lembrem-se que “os grandes actos da vida nunca devem ter público”, já o dizia Vergílio Ferreira no seu “Em Nome da Terra”.

 

 

 

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