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No Estuário do Tejo com os Flamingos

por Robinson Kanes, em 05.05.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Um dos locais mais aprazíveis e mais tranquilos para um bom passeio e, sem ir para muito longe, é o Estuário do Tejo...  sobretudo quando a maioria dos residentes em Lisboa e na margem sul do rio Tejo não sabem que existe a Reserva Natural do Estuário do Tejo. Este estuário é, aliás, uma das maiores Zonas Húmidas da Europa mas continuamos a insistir na sua destruição!

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Confesso que uma das minhas grandes paixões são as Aves de Presa e como tal, também é nesta zona que já tive oportunidade de apreciar verdadeiros momentos National Geographic de ataques sem piedade. Não me julguem sanguinário, aí é a natureza a desempenhar o seu papel, eu sou um mero espectador que não intervém.

 

Mas existem mais que aves de presa no Estuário do Tejo, existe também o Flamingo (Phoenicopterus roseus). O Estuário do Tejo é um verdadeiro Santuário, à semelhança do Estuário do Sado, Ria Formosa e Reserva Natural de Castro Marim e algumas zonas do Alentejo. Apesar de serem avistáveis praticamente todo o ano os flamingos não se reproduzem em Portugal e não é de todo incomum que se encontrem alguns com anilhas espanholas. Aliás, o maior santuário mediterrânico desta espécie  fica bem perto, nomeadamente na Reserva Natural da  Laguna de Fuente de Piedra em Málaga. Vale bem a visita... sobretudo se já trouxerem o Parque Nacional de Doñana na memória (património UNESCO).

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Quantos fins de tarde ou piqueniques não são feitos na companhia destes senhores de pernas longas e com uma cor peculiar que dão cor a pequenas lagoas ou aos céus daquela região. Não é de todo anormal vermos um bando destes senhores a atravessar os campos e o Tejo à procura de alimento ou simplesmente em busca de abrigo. Um fim de tarde pode ser verdadeiramente a tela perfeita, quando as cores alaranjadas de fim de dia, se juntam ainda com o azul do céu e com o branco e rosa destas aves. Juntem-lhe uma manta aos quadrados verdes e brancos, um cesto com um lanche, uma máquina fotográfica e claro uma boa companhia para, com a devida distância, terem talvez um dos momentos mais agradáveis e memoráveis das vossas vidas!

 

Quem não estiver muito interessado nesse momento, pode sempre ir a Alcochete, onde gente simpática e boa comida a bom preço (preço muito simpático, verdadeiramente) fazem a delícia dos mais gulosos. Nada como um pulo à Taberna D. Manuel I, bem perto do rio, com um atendimento que parece ser feito pela nossa mãe e com uma comida de sabor verdadeiramente caseiro. Entre carne e peixe é difícil de escolher, mas pode ser que ainda encontrem a Açorda de Sável com o respectivo Sável frito, ou então o Pregado Grelhado e o Robalo no ponto. Nas carnes, a carne de porco, tem aí um sabor especial. Na companhia da D. Zézinha e do Sr. Manuel vão ver que se vão sentir em casa. Cuidado é com a D. Zézinha, que fala demais na sua pureza de quem não vê mal em nada.

 

Podem também experimentar carne de touro ou iguarias de terras africanas no Restaurante Alternativa, na praça central da vila. À semelhança da sugestão anterior, o atendimento tem as falhas devidas de quem atende sem protocolo, mas com a mais-valia de um atendimento genuíno e de uma comida saborosa, sem adereços ou elementos distractores do paladar. A Espetada de Touro Bravo ou os fabulosos Mimos de Touro Bravo são delícia. Dos pratos africanos, cá voltarei um dia, pois a cozinheira de S. Tomé e Príncipe é uma verdadeira "MasterChef". (publicidade não paga, porque acredito que as melhores sugestões não se compram). 

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E não se esqueçam! Mantenham distância e sigam as recomendações, só assim poderemos apreciar estes amigos em segurança, garantindo que o bem-estar dos mesmos não é afectado. Resistam à tentação das aproximações! Até porque não terão muita sorte.

 

Têm aqui o Código de Conduta que deverão seguir: http://www.icnf.pt/portal/turnatur/resource/docs/ap/codigos/codig-condut

 

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5 comentários

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fashion a 05.05.2017

Fiquei com uma vontade... Qual a zona, que mais aconselhas? beijinhos
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Robinson Kanes a 05.05.2017

A zona de Alcochete, para mim, é das melhores.

Por vezes é possível vê-los junto às antigas salinas junto à estrada que vai de Alcochete para o Porto Alto/Samora Correia. Aí é comum encontrarem-se muitos patos bravos também e uma outra ave de presa (mais raras). Fica logo a seguir a Alcochete. Outra hipótese são as próprias Salinas do Samouco, embora nem seja o local que explore mais.
Outra hipótese é o "Sítio das Hortas" também em Alcochete. Após passares o Freeport e uma fábrica de produtos de cortiça, encontras um cruzamento à direita e que tem uma placa que informa a direcção da Reserva Natural. Aí consegues avistar outras aves também...
Existe outra que é a estrada de campo pela Quinta de Pancas (depois das antigas salinas), mas a distância ao rio é alguma e uma grande área é privada. Não recomendo a pé ou por via terrestre.
A Ponta da Erva e as lezírias são outra opção, mas com acesso condicionado sendo necessária a autorização da Associação de Beneficiários da Lezíria Grande.
Podes também, se eles andarem pelas Salinas do Samouco, apreciá-los a partir da Praia dos Moinhos, faz-se bem. Com sorte ainda consegues ver um bando a passar mesmo por cima de ti, tens é de caminhar na direcção da Ponte Vasco da Gama.


A melhor forma é por via fluvial, ou seja, por barco. A Câmara Municipal organiza passeios, pode ser uma hipótese. Ou então podes sempre falar com um pescador, ou claro se tiveres embarcação ou amigos com uma, também ajuda :-)
Todas as fotos aqui publicadas foram tiradas a partir do Rio Tejo.

Não é muito complicado avistar estas aves naquela zona.
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fashion a 05.05.2017

Grata, querido Rob! Vou seguir as tuas indicações. Beijinhos, uma vez mais, obrigada.
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Robinson Kanes a 05.05.2017

Depois dá-me feedback. :-)
No site do ICNF também tens algumas dicas.

Ah! Esqueci-me… na zona da Barroca D'Alva também se encontram (estrada nacional 118) mas são mais raros. Aí reinam as Garças…

Boa sorte!
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fashion a 05.05.2017

Dou, sim! obrigada pela dica. beijinhos

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