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Na Rota do Trancão...

por Robinson Kanes, em 22.11.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

O Rio Trancão é um dos rios mais conhecidos de Portugal, sobretudo por causa da poluição. É um rio que nasce na Póvoa da Galega (concelho de Mafra) e desagua em Sacavém (concelho de Loures).

 

O que talvez muitos de nós não saibamos é a importância história deste rio: foi nas margens deste que se deu a Batalha de Sacavém, o primeiro embate entre as tropas de D. Afonso Henriques e os Mouros aquando da conquista de Lisboa. Também foi por este rio que muitas materiais (sobretudo a pedra) foram transportados para as obras de construção do Convento de Mafra. Este foi também, até ao século XIX, a linha de abastecimento de Lisboa que assim recebia os produtos da zona saloia. Ainda hoje o imaginário desta época está presente nos grupos folclóricos saloios. Em qualquer festival de folclore saloio vão reparar que o rio estará sempre presente nas vestes (o pescador), nas danças e na própria música.

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Hoje, a Foz do Trancão, particularmente, é um espaço de lazer e desporto onde podemos praticar desporto ou simplesmente contemplar o Tejo. No entanto, uma das rotas mais interessantes do Trancão é aquela que liga Granja (freguesia de Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira) a Sacavém, passando pelo bela lezíria de Loures com os seus campos agricolas muito férteis.

 

A bicicleta é sem dúvida o parceiro ideial, afinal o caminho é longo, todavia também pode ser feito a pé, aliás, uma parte desse caminho é "Caminho de Fátima" e "Caminho de Santiago". Lembro-me da primeira vez que fiz este percurso, ainda à descoberta e com uma bicicleta "amadora", a minha BERG. Talvez tenha sido, aliás, o meu primeiro percurso BTT a doer e onde fiquei a perceber que uma bicicleta cheia de lama é um transtorno.

 

Mas todo este percurso coloca-nos numa Lisboa onde é possível atravessar pequenos montes e vales junto ao curso de um rio observando campos agrícolas, pequenas quintas, e uma riqueza faunística singular, sobretudo dominada por aves de estuário, ou não fosse o Trancão um afluente do Tejo. Podemos também encontrar alguns equinos que deambulam pelas margens do Trancão enquanto dividem o seu espaço com as garças. 

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É difícil imaginar os barcos de mercadores a cruzarem este rio, sobretudo se nos sentarmos na relva junto ao chamado "Parque Tejo". O crescimento urbanístico torna difícil essa memória e a poluição não nos deixa perceber como foi um dia possível por ali tomar um banho. De facto, hoje o rio está mais limpo devido ao forte investimento feito na sua limpeza, sobretudo aquando da "EXPO 98", no entanto, o forte assoreamento também não ajuda.

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E na verdade, muitos de nós já atravessámos este rio, nomeadamente quando entramos em Lisboa pela A1 ou até mesmo pela estrada nacional 10 em Sacavém.

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47 comentários

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De P. P. a 26.11.2017 às 19:19

Eu não conhecia :)
Mas a poluição é algo assustadora.
Uma das fotos é do meu agrado, a da casa em ruínas. É do tipo de fotografia que aprecio. Talvez porque, em meu entender, esses espaços têm tanto para nos contar...
Abraço
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De Robinson Kanes a 26.11.2017 às 19:29

É uma catástrofe muito comum nas zonas limítrofes de Lisboa...

As ruínas geram sempre em mim um misto de tristeza e fascínio, sem dúvida devido pelas histórias escondidas, um pouco como apontas. Existem mais quintas em estado de "abandono" ao longo do percurso... Tenho de voltar ao mesmo, até porque existem mais percursos interessantes, como mencionei ao José.

Um Abraço e espero que as coisas por aí estejam bem...
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De P. P. a 26.11.2017 às 20:20

Por aqui, ... tudo na mesma.
Não fosse a minha placa de dados NOS e as limitações, sobretudo nas "horas de ponta"...
Pelo menos, perco o vício da internet, mas não ganho o da TV :( Sinto-me perder alento para muito o que aqui não irei relatar, por forma a não me expor.
Tivesse mais coragem, e estas já não seriam palavras minhas.
Abraço.
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De Robinson Kanes a 26.11.2017 às 20:58

Sim, e olha que demasiada internet não faz bem a ninguém.

Entendo-te e, penso que te disse uma vez, fazes muito bem. No que precisares, há um email ou até telefone.

Abraço e nada de ir abaixo, tudo tem solução... Lembro-me de uma célebre frase de Jean-Louis Chrétien que li em tempos na obra de uma outra autora e que dizia mais ou menos isto: "se a única coisa que tivesse a dizer, fosse que tudo está perdido, calar-me-ia". Não te cales...
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De P. P. a 26.11.2017 às 21:24

Creio que eu próprio devo calar-me de vez.
Não venço este estado emocional negativo, para o qual tanto contribuíram algumas ações na escola. De que têm adiantado estes quase 2 meses de baixa médica? O meu mal estar é crescente. A medicação parece não resultar. E quando regressar... Como enfrentar os falsos "já estás bom?", quando, em muitos casos, nada lhes interessa.
A diferença de muitos passa por não me queixar nem fazer de coitadinho no lugar de trabalho, muitos do quais têm os familiares em lares. Não faço uma coisa nem outra. Só que, subitamente perdi todo o interesse em sair de casa, se já não gostava de selfies (as quais serviam, regra geral, para "Olha como estás com mau aspeto rapaz?! Tens que mudar.", agora nem fotografar faz parte dos meus passatempos)... Queixei-me do horário, de não ter sido respeitado... Sei que espera-me o mesmo, com alguns reajustes, novamente fora do meu ciclo de ensino, apesar de adorar os miúdos. Mas o que faço durante intervalos e hora de almoço? Para onde fujo? Não, não sou dos que se queixa dos ordenados dos profs, apesar de, vá-se lá entender, com 20 anos de serviço, continuar no 2.º escalão. O ordenado é mau quando voltar dar aulas para a escola onde for efetivo (170 a 210km de distância, com despesas a duplicar). Porém, o atual, tem que dar para mim e qualquer eventualidade que possa acontecer com a minha avó e mãe. Engordei... Odeio exercício físico...
Sou um fraco. Sempre fui um fraco, reles... Não sirvo para nada a não ser dar aulas. Mesmo assim, desde certa altura, tenho necessidade de faltar 2 vezes por mês. É certo que não prejudico os alunos e mesmo assim consigo ter os melhores ou dos melhores alunos em exames, quando não pego em turmas "modelo". Mas logo sou apontado pelos que em outros tempos faltavam a torto e a direito e agora são modelos. Aqueles que dizem que fazem isto e aquilo nas aulas e quando tens oportunidade de ver...
Amanhã farei a 2.ª sessão de psicoterapia/psicanálise. Honestamente, há muito não me sentia tão mal. E isto já está instalado há pelo menos 2 meses.
Estou farto, cansado... Como posso ter desejado durante tantos anos ser professor? Como pode a Escola ter mudado tanto? Como posso ter-me formado "via ensino"?
Não ligues...
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De Robinson Kanes a 04.12.2017 às 22:04

Demorei porque este teu comentário não caiu no esquecimento, além de que partilhei o teu casa (sem te identificar) com um excelente especialista em comportamento. Fico contente que estejas a ser acompanhado... Tendo em conta que ainda estás no início, o teu terapeuta vai-te dar a conhecer os instrumentos à tua disposição para ultrapassares esta situação. Com calma vais sentir as coisas a mudar, não tenhas pressa.

Penso que estás a colocar muitos problemas à tua frente e a assumir que tudo depende de ti ou de circunstâncias que não consegues controlar... Além disso tens tido uma carga enorme (já falámos sobre isso e não se deve só ao campo profissional), e nesse campo, deixa-me dizer que admiro a tua força. És um excelente professor, mas se achas que podes mudar de carreira, porque não? Já mostraste grande competência para outras áreas.

Não coloques tanto peso em ti, de fraco nada tens! Bem pelo contrário e olha que não é discurso de ocasião, penso que tanto eu como quem por aqui anda partilha dessa opinião, que és um ser bem forte... Não te destruas... Vais ver que lá mais para a frente o discurso já vais ser outro.

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De P. P. a 04.12.2017 às 23:23

Olá.

Obrigado pela atenção.
Ainda há pouco falava a respeito dos instrumentos que o terapeuta tem posto ao dispor com uma amiga. 3.ª sessão e... só falo, falo. As sessões são semanais, de 60 min. Até ao momento, apenas ouvi que tenho problemas em enfrentar a autoridade. Em muitos aspetos tal tem a ver com a minha irreverência na educação. Ainda hoje, disse ensinar a usar o preservativo no 6.º ano. Para ele tal não importa. A sexualidade é algo que se aprende "sem ser ensinado". Eu não sabia que que se dava um nó no preservativo até há alguns anos atrás. Não tenho vergonha em dizê-lo. Por outro lado, e por eu aconselhar pais e alunos a trazerem um preservativo no estojo para qualquer eventualidade... Lá sabemos quando vai ser a nossa primeira vez? Se assim não fosse, eu teria sido pai muito novo, copulando com uma rapariga que nada me dizia e que me pediu para a ... (um palavrão). Para ele, sexualidade é somente vista como algo biológico (tens necessidade, não precisas de aprender,...). Já eu, sigo a definição da OMS, com destaque para o início "energia motivadora que nos leva à procura de afetos, carinho... e só em última instância do ato sexual".
Já constatamos que eu devia ter seguido a carreira de psicólogo clínico. Algo que o meu pai não deixou, embora tenha colocado nas 3.ª a 5.ª opções, entrando em todas elas (principais faculdades do país). Agora, como trabalhar a minha impulsividade, estes aspetos de cuidador, etc, etc... nenhuma ferramenta, nenhum exercício de reflexão para casa. Estou confuso. Não sei se hei de procurar outro, já que o médico de família tem confiança e conhece ambos...
Até há data, só tinha feito psicoterapia com psiquiatras. O melhor de todos foi o 1.º. As sessões demoravam 1h30min e até livros eram-me propostos para ler. O mesmo se passou com a 2.ª (pecava pelo excesso de medicação, o que fez com que não voltasse nesta altura). Estou indeciso.
Na educação sempre gostei de quebrar barreiras, de experimentar. Nunca atribuí muitos níveis negativos apesar de muito exigente. Antes da ministra M.ª de Lurdes Rodrigues, até tinha melhores resultados: 0 a 3 negativas por ano (90 a 120 alunos) em CN e 6 a mat.

Infelizmente, a minha formação é via ensino. Logo, como mudar? Ou mudar, mantendo mais ou menos o mesmo nível? A verdade é que tenho antigos colegas na CM e no Agrupamento de Escolas da terrinha, que nem eram bons alunos... Podem ter um vencimento menor, mas estão perto de casa, sem se sujeitarem a tudo o que um professor efetivo longe de casa se submete. :(

Grande abraço.
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De Ladys a 27.11.2017 às 08:47

Parabéns pelo destaque ;). Bjs, Marina
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De Robinson Kanes a 27.11.2017 às 09:23

Obrigado :-)

Boa semana...
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De Terminatora a 01.12.2017 às 11:32

E assim se fica a conhecer mais um pedacinho de Portugal
Muito bom.

Bom feriado!
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De Robinson Kanes a 03.12.2017 às 07:30

Obrigado :-)

Bom Domingo :-)

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