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Isto está a aquecer...

por Robinson Kanes, em 10.07.20

Polar-Bear-on-Iceberg.jpg

Créditos: https://lakeshoresolar.com/index.php/home-extended/polar-bear-on-iceberg/

 

O clima... Só podemos andar "apanhados do clima", de facto. Eu hipócrita me confesso, afinal ando de avião, tenho carros a gasóleo e não consigo ter uma pegada nula, esforço-me mas não é o suficiente.

 

Todavia, a realidade, por muito assustadora que se apresente, não parece estar a fazer-nos compreender que o futuro em termos de alterações climáticas não se avizinha risonho. Entendo que muitos ainda pensem que "isto já não vai ser no meu tempo", mas a verdade é que pode ser mesmo e se não for no tempo destes será no tempo dos adoráveis filhos concebidos na lógica da perpetuação dos genes. Como é que podemos ser solidários com o próximo se nem com aqueles que amamos o somos.

 

Junho foi um mês óptimo para fazer uma fogueira, afinal, desde que existem registos meteorológicos, nunca existiu ano mais quente (Fevereiro, Março e Abril foram os segundos). Se em Portugal nem terá sido dos piores e os incêndios também andaram doentes com Coronavírus, juntando-se ainda uma certa frustração pela perda de tempo de antena para a epidemia, a verdade é  que o assador esteve bem quente, sobretudo no Árctico. Não me enganei, falei mesmo do Árctico e foco também a Gronelândia. A título de curiosidade, se a Gronelândia, aquela pequena ilha em comparação com a Antárctida, derreter, o nível médio da água do mar irá subir 7 metros! Imaginem que calçamos o chinelo de enfiar no dedo, toalha da Coca-Cola e cadeira pirosa debaixo do braço e vamos à Costa da Caparica ou a Matosinhos e de repente... Só vemos a geleira carregada de cervejas e uvas a aterrar em Pegões.

 

Tudo isto para chegar ao ponto em que temos de nos preocupar seriamente com as consequências deste fenómeno e especialmente com o facto do mesmo suceder cada vez mais vezes e ainda com mais intensidade de ano para ano. Quem o diz é a NASA, a agência daquele país onde muitos associam aquecimento global a propaganda. Sugiro a quem ainda tiver dúvidas que invista 2 minutos do seu tempo com uma reportagem da Reuters filmada nos campos de arroz do Vietname e onde os trabalhadores que fazem a colheita deste cereal já só o podem fazer de noite! Estamos a falar de campos de arroz e não em recolha de cactos. 

 

Penso que ainda não temos real noção dos cataclismos que todos estes fenómenos podem causar e com impactos em tudo aquilo que possamos imaginar, nomeadamente em relação ao ambiente, às pessoas e às sociedades, mas também em relação à economia. A epidemia de COVID-19 já nos mostrou como algo, à partida tão vulnerável, pode destruir a economia mundial e por arrasto muitas outras áreas. 

 

2020 tem tudo para ser o ano mais quente de sempre, mas voltemos ao Árctico: no dia 20 de Junho e em Verkhoyansk (Sibéria/Rússia) iremos encontrar temperaturas de uns assustadores 38º centígrados que, associados aos dados do Copernicus Climate Change Service (C3S*) revelam, até à data, um ano negro para a o Globo.

era_t2m_Arctic_Siberia_time_series_June_1900_scale

 

Entendo que se lance o medo global (ou se tente) por causa de um infectado com "peste negra" (como se a mesma não estivesse já controlada) mas não estará na altura de lançar o "pânico" também em relação ao clima? Se não chega, juntemos o permafrost do Árctico que está a derreter e cujas consequências são apenas o desaparecimento de cidades inteiras que estão sob o mesmo e a libertação para a atmosfera de uma quantidade astronómica de gases que provocam efeito-estufa, nomeadamente dióxido de carbono e metano.

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Fonte:  NASA: The 1980-2015 seasonal cycle anomaly in MERRA2 along with the 95% uncertainties on the estimate of the mean.

E porque não ter em conta algo que nos é tão próximo nestes tempos que vivemos e encarar que um perigo maior poderá estar à nossa espera, pois o permafrost armazena bactérias e vírus que não conhecemos e que podem ser letais para homens e animais.

 

Finalmente, e porque é importante falar em números, por muito que queiramos  ignorar os mesmos, e tomando apenas como exemplo os Estados Unidos, segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), só nos primeiros seis meses deste ano, 10 desastres climáticos provocaram um prejuízo de 10 biliões de dólares! Argumentar que financeiramente é difícil fazer algo, não pode servir de desculpa sob pena de que as perdas superem os dividendos em larga escala.

Billion $ 1120 x 534_v2 (1).png

Fonte: NOAA: Assessing the U.S Climate in June 2020

 

É tempo da economia e dos nossos comportamentos começarem a ser mais eco-friendly e também estarmos dispostos, como consumidores, a procurar os produtos oriundos de produtores e/ou vendedores ambientalmente e socialmente responsáveis. Não chegam as palavras, são precisas acções, porque ao contrário dos humanos, a Natureza não se deixa convencer tão facilmente.

 

P.S.: também a Ucrânia tem sido fustigada, desde segunda-feira, dia 6 de Julho, por vários incêndios (sim, a Ucrânia) e que já mataram 5 pessoas, colocando no hospital cerca de 30 à data da publicação deste artigo. Incêndios deste género já têm existido desde Abril e até ameaçaram Chernobyl...

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39 comentários

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Anónimo a 10.07.2020

Excelente texto e bem documentado como se quer.Sempre a alertar Robinson.
LC
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Robinson Kanes a 10.07.2020

É uma temática que, no conceito da epidemia de COVID-19 poderia sair reforçada, infelizmente não está a acontecer. Estamos a perder excelentes oportunidades para tomar medidas imediatas e outras no médio-longo prazo...
Obrigado :-)
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Sandra a 10.07.2020

É verdade, isto não está nada fácil para a nossa Terra...
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Não está... Mas a culpa nem é da Terra, é dos que habitam nela.
Obrigado pela visita ;-)
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o cunhado a 10.07.2020

Ó Rob, mas olhe que é. É mesmo culpa da terra! 90% culpa da terra e 10% de ajuda nossa.
Alguns factores para o degelo são naturais. Variações climáticas fazem parte da evolução natural do planeta em função de variações orbitrais tais como distância terra sol, inclinação do eixo do planeta, ciclos que ocorrem a cada 26000 anos, mais anito menos anito.
A gente é que não se lembra, mas olhe que os nossos antepassados passaram-na bonita por cá.
Ciclos: calor extremo, frio extremo, o que leva à extinção de algumas espécies e metamorfoses de outras.
Isto é um planeta que confiar a gente nele e num saco de lacraus à solta num quarto fechado connosco lá dentro, não sei não qual será pior.
Nós também ajudamos, e muito. Não há como negá-lo. Mais poupadinhos e comedidos poderíamos atrasar o processo cíclico, mas não eliminá-lo porque desde há biliões de anos da formação do planeta é assim que tudo se processa.
E quando digo todos ajudarmos refiro-me mesmo a todos, porque o caro Rob a andar de avião pouco ajuda dá e muito prejuízo traz, porque eu, por exemplo, com pouco mais de 100 litros de combustível ponho-me em París, e o caro Rob quantos milhares de litros consome no seu avião para se lá pôr. Hã, hã??


Ab,,, do C.
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Comentário bem esgalhado, muito bom! ;-)

Sim, sem dúvida e sem questionar. Isto já esteve mais quente e também já esteve mais gelado, aliás, se isto mexer à séria com a "corrente do golfo" (e vai mexer), vamos ter é um congelador daqueles. Todavia, ao contrário do passado, hoje existe tecnologia e pensamento que permite retardar a situação. Não é pelo facto de ter uma esperança média de vida de 77 anos que vou desatar a viver como se não houvesse amanhã, afinal, vou mesmo morrer... A não ser que seja uma efémera, e mesmo aí é bom aproveitar o dia de vida... Falei em pensamento porque em tempos a chuva "era" obra dos deuses, hoje o Homem consegue "criar" chuva e reverter alguns problemas no solo. Tecnologicamente, também já temos algo para evitar e colmatar muitos estragos, infelizmente, os Elon Musk deste Mundo, mais do que sonharem com a "conquista" do espaço, sonham com a imortalidade e enquanto assim for, podemos esperar sentados por uma emigração em massa da terra para outro local mais aprazível. Poucos o conseguirão.

Se mesmo assim a Terra é que comanda as operações, sem dúvida... Até porque o sol já está na meia-idade e também por aí o perigo é algo que se avizinha, nem que seja daqui a muitos milhões de anos.

Vamos a contas:
Terreiro do Paço - Place de la République (não me pergunte o porquê desta praça, caso contrário ainda me confundem com um antigo PM muahahahahaha) =1793km por estrada (cerca de 17h40m)

Vamos pegar numa viatura normal. Para mim é 5****, mas para a realidade portuguesa é normal, mas já sabemos como é o nosso país, carros abaixo dos 40/50K não são grande coisa :-)))
Peugeot 308 1.6 HDI de 2018, tem cerca de um consumo em estrada entre os 8,9 e os 12,9 L por cada 100km. Façamos a conta a 10.

10l x 1800 km = 180L (sem contar com paragens, desvios, arranques e reduções). Ainda lhe coloco mais 2 pessoas no carro, ou seja:

180L / 3 PAX= 60L/PAX (tenha em conta que três pessoas já faz mossa no consumo, mas vamos ignorar esse facto a "seu" favor)

Agora vamos de avião, escolho um Airbus A320 (até vou escolher o NEO que é de última geração), normalmente é o que me leva a Paris (A Easyjet, a TAP usam também os A319) e a Ryanair ou a Transavia ficam-se pelos (Boeing 737-800) e não raras vezes a Air France manda cá o A318.

A320 NEO: vamos colocá-lo com 170 lugares (isto pode variar). A capacidade do depósito é de 26730 L para 6300km, ou seja:

26730L / 6300km: 4,34L p/km, que por sua vez dá 424,28L/100. (isto não será assim tão certo mas permite-nos ter uma ideia)

Gasta mais, mas demora cerca de duas horas e meia e o 308 vai demorar quase 18, sempre a debitar gases.

Partindo do princípio (e jogando também a favor do automóvel) que os km percorridos serão os mesmos, que não são, temos:

424,28L X 18= 7637,04 L

É uma diferença gigante... Mas agora vejamos...

7637,04 / 170 = 44,92L p/Pax

Ainda temos margem para deixar alguns passageiros em terra.

Imagine também que todos decidimos ir de carro para Paris... Um avião leva 170 de cada vez, além de que as rotas limitam o número de viagens. A isto, junte ainda a manutenção das estradas e a poluição causada pelas paragens que poderão ser feitas. Junte-lhe ainda as infra-estruturas de apoio ao longo de 1800km de percurso.

Grande Abraço e grato pela excelente participação.

P.S.: o avião não aterra propriamente na Place de la République, mas assim dá margem para a deslocação de autocarro que de Charles de Gaulle ou Orly. Beauvais, honestamente, é ideal para quem já quer ir para Norte. E se o avião fosse meu ainda incluía Le Bourget mas este ano decidi não comprar o jacto ahahahahaahah :-)
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Robinson Kanes a 10.07.2020

"que de Charles de Gaulle ou Orly"

Leia-se quer de Charles de Gaulle quer de Orly".

E claro, isto são contas com o lápis atrás da orelha, é importante não esquecer. .-)
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o cunhado a 10.07.2020



Ora aqui está como o bom entendimento entre as partes dissipa as trevas e ilumina o mundo.

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Robinson Kanes a 10.07.2020

ahahahahahah e ao sétimo "post" descansaram ahahahahahaha

Esquecemo-nos que somos apenas poeira, acho que nos esquecemos disso, sabe...
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cheia a 10.07.2020

Muito obrigado, por este alerta. Os desastres climáticos estão a acontecer, quase todos os dias, no Japão são as cheias.

Um Abraço
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Infelizmente :-(
Na verdade, também as doenças podem ser um reflexo e que depois também evoluí para consequências sociais e políticas... Estou neste momento a conversar com um contacto em Belgrado, espero conseguir matéria para um artigo.

Abraço, José,
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cheia a 10.07.2020

Todos os alertas são muito importantes, para consciencializar os mais distraídos.

Um abraço
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Sem dúvida, meu Caro...

Um Abraço,
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Maria Araújo a 10.07.2020

Quando vou à praia da minha infância, adolescência e até quase aos trinta, recordo aquelas extensões de praia que a ligavam a Ofir, para norte, e para sul à Aguçadora,nesta fazíamos os percursos na maré vaza, tínhamos de vir de novo pela praia, pela estrada ficava mais longe.
Para Ofir,íamos pela praia, regressávamos pela estrada,percurso que fiz, sozinha, há dois ou três anos.
Com isto quero dizer que as praias nunca mais acabavam, a distância domar às barracas era bastante grande, exceptuava nas marés vivas que o mar obrigava-nos a sair da praia, por vezes.
Ontem,mais uma vez, estive na praia da minha infância, todo aquele areal é, agora, rochedo.
A zona balnear estendeu-se para outras zonas que nunca imaginei um dia ver.
Ainda nesses tempos, os pescadores diziam que daí uns 30 anos as praias iam ser tomadas pelo mar.
Eu achava quase impossível e que 30 anos era muito tempo.
E agora,vê-se.
E agora dá-me dó ver a "minha" cheias de rochas quando devia ter barracas.
Lamento que estas gerações sofram pelo que estamos a fazer ao ambiente, ainda pensei ( que lírica que sou!) que a pandemia, que nos obrigou a ficar em casa, a natureza revelou-nos que estava livre das nossas asneiras, que ia mexer com a nossa mente, e o nosso coração, faríamos alguma coisa para diminuir o efeito estufa.
Pelo contrário, depressa voltamos ao antes, ou seja, pioramos lançando para as ruas das nossas cidades e para as praias as máscaras da nossa protecção.
É nestes gestos que mostramos que a nossa vida é uma máscara por detrás da que nos protege do vírus.
Não vejo jeito de mudarmos os comportamentos.
Este texto devia estar no destaques da primeira página do Sapo.
Muito bem se escreve por aqui,mas poucos o lêem.
Estes assuntos deviam ser passados de blog em blog, de site em site, nasvárias redes sociais.
Bom fim de-semana.


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Robinson Kanes a 10.07.2020

Interessante testemunho, Maria. A minha relação com essa zona dá-se não só por "termos" lá casa e de facto todas as pessoas dizem o mesmo, quer os ocasionais de fim-de-semana ou férias, quer os locais. Da penúltima vez que aí estive, depois de um arroz de pato, fizemos uma caminhada junto ao mar e quem nos acompanhava falava efectivamente disso e dava exemplos, fiquei abismado com a dimensão que tais praias teriam.
Lembro-me de quando era um puto ter amado a praia de Esposende, depois de uma longa viagem de León amei aquela tarde no mar e... Não estava vento :-))))

As máscaras são o flagelo do ano 2020! Aquilo é "bio hazard", caramba, não entendoas pessoas, simplesmente não entendo.

Pelo menos o tema deve merecer mais importância, o espaço nem por isso, não tenho tamanho talento. :-)

Olhe que não são assim tão poucos... Podia ceder à tentação das redes sociais, já testei com o LinkedIn e teve muitas leituras mas vamos ver... Sabe que poucos abre espaço para uma melhor digestão e discussão e é isso que me agrada muito.

Bom fim-de-semana e muito obrigado, Maria. As suas palavras ficaram cá :-)

Obrigado.
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Maria Araújo a 11.07.2020

Obrigada.
Bom fim-de-semana.
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Maria Araújo a 11.07.2020

"Lembro-me de quando era um puto ter amado a praia de Esposende"

Adoro a praia de Cepães, mas infelizmente, está carregada de pedra.
Há cerca de 15 anos, levava os meus sobrinhos para lá brincarem, em Setembro, antes de as aulas começarem,os dias eram fabulosos.
Fui lá o ano passado, puseram passadiços,o que convida ao passeio e a desfrutar do mar,l mas há pedaços de praia que estão vedados.
Estas praias fazem parte da minha vida.
Tenho de lá voltar para uma bebida na esplanada do bar junto à praia, mas de preferência,lá para Setembro,depois da época balnear alta .
Bem, no geral, prefiro estes passeios nos dias de Outono,Inverno, com sol,claro.
Bom sábado.
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Robinson Kanes a 11.07.2020

E não se esqueça de um bom peixe que também se come por lá... :-)

Bons passeios e bom Sábado.
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José da Xã a 10.07.2020

Robinson,

E o hospital da CUF vai inaugurar um hospital junto ao rio. Um destes dias os doentes vão a banhos...
Fora deste triste comentário há quem não acredite neste gravíssimo problema.
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Tem que fazer no fim-de-semana?
Se não tiver vá comer uma bela de uma Muamba de Galinha (de amendoim - e não há cá manteiga, é mesmo amendoim esmagado) ao "Alternativa". Se entrar em Alcochete pelo lado do Freeport, antes de entrar no centro olhe para a direita. Se sair pela zona da "Praia dos Moinhos", olhe também para a direita... Depois diga-me qualquer coisa... E já nem falo do Freeport, que enfim... Apesar de tudo, reconheço que do ponto de vista arquitectónico e de gestão está muito bem conseguido.
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José da Xã a 10.07.2020

Comida africana não é a minha praia.
Mas agradeço a dica...
Entretanto dia 16 foi para Santa Maria, depois Graciosa e finalmente S. Miguel.
Tem dicas?
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Robinson Kanes a 10.07.2020

Miminhos de Touro Bravo também tem.

Eu ainda estou à espera de solução para todos aqueles voos. Alguns vão cair... Mas não posso deixar escapar o de Nápoles e sobretudo o Uganda, esse é trabalho.

Tenho, mas olhe que quem lá esteve mais recentemente foi o último - fez o mesmo périplo.

https://oultimofechaaporta.blogs.sapo.pt/turistando-pela-graciosa-acores-166500
A Graciosa é pequena, aproveite as gentes e já agora traga-me umas queijadas que são de morrer... Também costuma haver em Ponta Delgada, no Continente do Parque Atlântico. Já agora traga-me também "Bolo Levedo" que cá, mesmo na loja dos Açores da Rua da Madalena e do Saldanha são caros. Mulher do Capote de Maracujá comprei recentemente :-))))))
"Furna do Enxofre é obrigatório". Num voo que fiz das Flores para a Terceira tive oportunidade de sobrevoar a ilha a baixa altitude e com céu limpo - espero que tenha a mesma sorte, porque vai ser qualquer coisa...

Santa Maria vá à praia, e em relação às sugestões do cavalheiro, só acrescento o "Barreiro da Faneca" e a "Cascata do Aveiro" sem esquecer o "Farol de Gonçalo Velho". Naquela ilha, o contraste é qualquer coisa no "Barreiro da Faneca". Comezaina no Garrouchada em Vila do Porto.

Primeira vez em São Miguel?
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Figueiredo a 11.07.2020

Recentemente o ambientalista Michael Shellenberger publicou um artigo de extrema importância sobre o tema:

- O alarmismo ambiental prejudica todos

http://informacaoincorrecta.com/2020/07/01/michael-shellenberger-o-alarmismo-ambiental-prejudica-todos/

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Robinson Kanes a 11.07.2020

Vou ler com atenção e tentar perceber melhor a ideia para poder opinar... Parece-me interessante pelo que li na diagonal, embora o foco em demasia nos "backgrounds" políticos e no livro (vendas) me obriguem a uma leitura mais profunda.
Cá voltarei,
P.S.: Obrigado por trazer um outro lado,
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Figueiredo a 11.07.2020

Mudanças ou alterações no clima existem e sempre existirão, fazem parte da Natureza que as desenvolve para renovar o eco-sistema e adaptá-lo às condições naturais que vão surgindo ou evoluindo.

No que toca ao chamado «aquecimento global» ou «alterações climáticas» é simplesmente uma agenda política, económica, e de engenharia social criada na Década de 1960 pelo regime da Inglaterra e que tem como objectivo impor numa escala global aos cidadãos a aceitação da pobreza ou torná-la aceitável, daí a propaganda difundida pelos ambientalistas, ecologistas, ou empresários das energias renováveis dar ênfase de que se não implementar-mos a economia circular e sustentável, ou seja viver do lixo, andar de trotinetes, ser vegetarianos, e deixar de habitar em casa própria ou alugada para passarmos a viver em quartos e apartamentos partilhados (tipo campo de concentração), etc., virá um apocalipse ambiental.

Isto é somente um pequeno resumo sobre o que está por de trás do chamado aquecimento global, alterações climáticas, alterações climatéricas, mudanças climáticas, mudanças climatéricas, aquecimento global antropogénico, alterações climáticas antropogénicas, alterações climatéricas antropogénicas, mudanças climáticas antropogénicas, mudanças climatéricas antropogénicas… Tem estes nomes todos porque à medida que a ciência vai demonstrando a fraude que isto é e expondo a verdade sobre os movimentos ambientalistas/ecologistas eles alteram a denominação, é tipo o movimento lgbtqabcdefgehi...

Acima aponto a Década de 1960 como a data do surgimento do movimento ambientalista/ecologista, no entanto já nas Décadas de 1930/1940 esta temática já era defendida por Adolfo Hitler que por sinal era também um fervoroso defensor do vegetarianismo.

A principal ameaça para o Meio-Ambiente e a Natureza é simplesmente a poluição, essa sim causada pelo Homem e que pode e deve ser evitada daí ser necessário que a ciência e a tecnologia trabalhem por forma a desenvolver equipamentos e métodos tecnológicos e industriais que minimizem os danos provocados no Ambiente.

Não é com pseudo-ciência, economias circulares, «sustentabilidade», ou «energias renováveis» como apontam os movimentos ecologistas/ambientalistas que se preserva a Natureza, muito pelo contrário isso agravará a situação ambiental e vai criar as condições para uma lenta extinção do Ser-Humano se lhe for imposto este tipo de comportamentos anti-naturais.

Termino e sugiro, para quem não gostar de ler a vasta literatura que existe sobre este tema, o documentário «Planeta dos Humanos» de Michael Moore, que se encontra disponível no «Youtube» e legendado em Português.
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Robinson Kanes a 11.07.2020

"No que toca ao chamado «aquecimento global» ou «alterações climáticas» é simplesmente uma agenda política, económica, e de engenharia social criada na Década de 1960 pelo regime da Inglaterra e que tem como objectivo impor numa escala global aos cidadãos a aceitação da pobreza ou torná-la aceitável, daí a propaganda difundida pelos ambientalistas, ecologistas, ou empresários das energias renováveis dar ênfase de que se não implementar-mos a economia circular e sustentável, ou seja viver do lixo, andar de trotinetes, ser vegetarianos, e deixar de habitar em casa própria ou alugada para passarmos a viver em quartos e apartamentos partilhados (tipo campo de concentração), etc., virá um apocalipse ambiental."

Não vejo as coisas de forma tão radical. Se me falar de adoptar comportamentos mais sustentáveis (não sou ingénuo ao ponto de pensar que tudo se resolve com um estalar de dedos) consigo entender. O mundo como está também não vai lá com uma vida à "Homem das Cavernas", reconheço. A Economia Circular e Sustentável não está só na teoria (e olhe que não é assim tão má) mas também no comportamento que cada um de nós tem... Ubers e outros não são a verdadeira economia circular, bem pelo contrário. Os factos estão aí, e tocou num ponto interessante: a tecnologia! A solução de uma grande parte dos problemas,associado a um comportamento sustentável (e friso o sustentável não deixando o conceito de comportamento isolado para não gerar outras interpretações) pode estar aí.

Na questão do comportamento sustentável de cada um de nós, nas nossas escolhas e sim, a verdade é que as energias renováveis não são só o sol... A força das marés e dos ventos, e até a utilização de outras fontes de energia como o Hidrogénio que levanta desafios em termos de armazenamento (ainda).

Em relação ao facto de Hitler defender determinadas causas, não quer dizer que todas elas também tenham de ser más, imagine que Hitler defendia que os "blogs" eram a melhor forma de falar e partilhar opinião... Bem, talvez não tenha sido o melhor exemplo ahahahahah

Agora mais a sério, o foco deve estar no ambiente e na sustentabilidade, numa lógica de "flourishing" não numa visão mais psicológica, mas numa ligação entre a psicologia positiva e a economia. E também esta visão, e aí estou em pleno acordo consigo, fora de movimentos sociais como o LGBRTYGAREDGREGRGHTRAGREGRAHRQH, feminismo e até do Winnie Pooh ou da apanha da pêra rocha.

Se Shellenberger me merece atenção, admito que Michael Moore,não. :-)
Posso dar um à troca? Mark Lynas e o seu "Seis Graus".
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Robinson Kanes a 11.07.2020

Pelos visto o argumento não é novo, encontrei em Michael Allaby um outro defensor com mais anos de praça.

De facto, reconheço que os argumentos são interessantes, uns bem realistas. Como referi, continuo a achar que o "pânico" (e por isso entre aspas, sem aspas é o caos) tem de ser dado.

A verdade é que a Terra tem o seu caminho, todavia não é por isso que devemos ficar à espera que... Caso contrário, deixemos que os doentes morram porque é a Natureza a escolher, por exemplo. Essa vai ser fácil, basta falar em Malthus e perco logo mei-dúzia de indivíduos que habitualmente me seguem.

As mudanças que a Revolução Industrial provocou em termos de clima são uma realidade, não podemos ignorar isso, acelerámos e muito o processo, negar isso parece-me que é negar a realidade e os factos. Não é a Terra que coloca plástico no mar e não é a Natureza que coloca mercúrio no mar. Só a título de exemplo.

"On behalf of environmentalists everywhere I would like to formally apologize for the climate scare we have created over the past 30 years,’ it began. ‘Climate change is happening. It’s just not the end of the world. It’s not even our most serious environmental problem.’"

Esta frase foi dita pelo próprio, parece um PR que eu conheço quando diz "todos os portugueses".

Mas vejamos:

"Factories and modern farming are the keys to human liberation and environmental progress": aqui não é nada de novo, fábricas e uma agricultura mais inteligente, ajuda a resolver o problema.

"The most important thing for saving the environment is producing more food, particularly meat, on less land": espero que a solução esteja no livro, o que não me parece. Gosto do foco em produzir mais carne...


"The most important thing for reducing air pollution and carbon emissions is moving from wood to coal to petroleum to natural gas to uranium": a defesa do nuclear, sem dúvida que o nuclear resolve muitos dos nossos problemas, mas um investigador deste calibre só agora chegou a esta conclusão? O nuclear deve ser debatido, sobretudo numa lógica de uso comercial, todavia é preciso ter em conta que manusear o nuclear nos EUA não é o mesmo que no Paquistão...

De facto o senhor aponta muitas questões interessantes, algumas com as quais concordo, mas fica a questão - só agora? E a questão de sermos gente a mais para os recursos do planeta, e da mudança de comportamentos no consumidor, por exemplo? Quando é que falamos nisto seriamente? Não vende livros, mas... Vejo demasiado foco na agenda política e no ataque ao capitalismo, o mesmo capitalismo que este cavalheiro também soube aproveitar.

Também lamento o facto de ter sido cortado a este indivíduo algum espaço para expor as suas ideias, concorde-se ou não, não é bonito e a Forbes não esteve bem...

Ficar de braços cruzados à espera que tudo isto possa implodir é que não me parece sensato.
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Figueiredo a 11.07.2020

«...basta falar em Malthus...»

Mas é precisamente a teoria do Maltusianismo que está na base do conceito da economia circular e da sustentabilidade.

«...E a questão de sermos gente a mais para os recursos do planeta, e da mudança de comportamentos no consumidor, por exemplo?...»

Isto é o discurso proferido pelo poder financeiro e clerical, pelos regimes monárquicos ou neoliberais, que veem o bem-estar e desenvolvimento da maioria dos cidadãos como uma ameaça à minoria que representam.

E não se preocupe, não há gente a mais no planeta (no fundo acabámos todos por morrer, sejam pessoas ou animais) e a Natureza disponibiliza a quantidade de recursos suficiente para o Ser-Humano sobreviver.

Quanto à «mudança de comportamentos» os ricos e os poluidores que mudem o seu ao invés de tentarem impor essa mudança aos outros, passem eles a comer vegetais, andar de trotinete, e a viver num hostel, deixando assim a Natureza e os demais cidadãos em paz.
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Robinson Kanes a 11.07.2020

Não concordo, todavia, explique-me lá melhor isso, agora fiquei intrigado :-)...

Não neguemos que somos gente a mais, a capacidade de carga está esgotada, isso são factos, não é mera opinião. Se me falar que 10% consomem mais que 90%, aí a questão é outra.

Em jeito de brincadeira: clerical não, esses sem pobres ficam na miséria também :-))))

"a Natureza disponibiliza a quantidade de recursos suficiente para o Ser-Humano sobreviver."

E para morrer... Na verdade, essa lógica vai ao encontro daquilo que referi num outro comentário: vamos todos morrer mesmo, "so what?". Discordo que isso nos prenda a actuação e a discussão.


Os ricos e os pobres... Está na mão de todos, até porque os ricos também têm o seu papel e ser rico não é crime. E olhe que já são muitos os que só comem vegetais, aliás, os verdadeiramente ricos (nomeadamente os mais assustados) já se preparam para viver com um comprimido-refeição e para viver em ambientes complexos.

Os ricos, são apenas 1%. De facto, detêm o poder, mas se forem só eles a mudar é um pouco como a lógica de que tenho um CEO que é um tipo impecável mas os seus 20 000 colaboradores são umas bestas. Os resultados serão nulos...
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Figueiredo a 11.07.2020

Você aparentemente ainda não percebeu que o «aquecimento global» e o «acordo verde» são simplesmente uma agenda política, económica, e de engenharia social promovida por aqueles que não suportam que os indivíduos possam trabalhar e ascender no elevador social, não suportam que os outros tenham as mesmas oportunidades e busquem uma vida melhor.

São os mesmos que poluem e destroem o Ambiente e a Natureza e depois dizem que o culpado é o cidadão comum.

«...Em jeito de brincadeira: clerical não, esses sem pobres ficam na miséria também :-))))...»

Tem toda a razão, por isso o Clero e o sr. Bergoglio estão constantemente a fazer propaganda à economia circular e ao «acordo verde», pois estes conceitos se forem implementados trarão o desemprego, a pobreza, e a miséria como jamais se viu e aí sim dou-lhe razão, esses sem pobres ficam na miséria, por isso fazem a apologia desses conceitos e comportamentos anti-naturais.

«...Os ricos...»

Atenção que não tem mal nenhum ser rico, não me interprete mal.

«...a lógica de que tenho um CEO que é um tipo impecável mas os seus 20 000 colaboradores são umas bestas. Os resultados serão nulos...»

Este assunto não se enquadra no tema que estamos a comentar, no entanto concordo plenamente consigo relativamente ao exemplo figurativo que apresentou.

Até devia escrever um artigo sobre esse tema que vai levar irremediavelmente à questão da cunha, onde muitas empresas ou organismos públicos e privados sofrem dessa gangrena.

Se aparece alguém que queira por as coisas em ordem está tramado(a), esses 20 000 colaboradores que entraram quase todos (ou todos) por cunha vão fazer tudo para boicotar o trabalho de quem tem razão.
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Robinson Kanes a 12.07.2020

De facto, custa-me perceber que seja somente uma "agenda política". Se me disse que deve fazer parte da agenda política e ser uma prioridade até entendo. Neste momento, e acredite que já pensei e muitas vezes tenho discutido essa questão, ainda não encaro isto como uma espécie de "Nova Ordem Mundial". Acho efectivamente que temos um problema e que tem de ser resolvido. Em relação às oportunidades... Sabe, tenho aprendido que se falar directamente com "Deus" terá mais oportunidades na vida do que se falar com os "Apóstolos", entendamos "Deus" como um CEO e apóstolos como o cidadão comum.

E convenhamos, o cidadão comum também tem pouca atenção quando se refere a mudanças ambientais. Será, como diz, uma conspiração? É óbvio que muitos tirarão partido e se vir uma organização empresarial a lucrar milhões com boas práticas ambientais, porque não. Para já, ainda não tenho elementos que me façam pensar que... E sim, numa coisa estamos de acordo, prefiro a Greta Garbo à Greta Thunberg :-)

Em relação à Igreja Católica, esse é o lema de sempre, apregoar a pobreza, mesmo não a praticando... Todavia, existem mais credos e com as respectivas influências.

Já escrevi vários, amanhã sai mais um... Se o desejar, aqui também terá espaço para... Estou plenamente de acordo consigo, e acredito que aí estamos a falar com experiência. :-)
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o cunhado a 12.07.2020

Figueiredo a 11.07.2020

"Você aparentemente ainda não percebeu que..."

Que sorte a sua, hem! Rob? "aparentemente"
Veja lá se começa a perceber como deve porque pela claridade iluminadora que a coisa trilha, não tarda passa a "concretamente"
O que eu gosto da persuasão argumentativa do "você não percebeu" "você não percebe"

Resto de um excelente Domingo
Ab do C= A de cutilante.
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Robinson Kanes a 12.07.2020

O "Figueiredo" é boa onda, não terá dito com má intenção nem com arrogância, tem trazido uns temas pertinentes até.

Um Excelente Domingo e um Grande Abraço :-)))
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O ultimo fecha a porta a 12.07.2020

O esforço tem de partir de todos, desde governantes, consumidores e empresas. é uma lengalenga repetida, mas que não se consegue pôr em prática, sobretudo quando esta nova vaga de governantes dos países com maior contributo na poluição e maior área florestal têm uma visão agressiva e anti-ambiente.
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Robinson Kanes a 12.07.2020

É aí que temos de pensar na velha máxima: agir localmente para fazer a diferença de forma global...

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