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Há Festa no Panteão! E Mais Houvesse!

por Robinson Kanes, em 13.11.17

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 Fonte da Imagem: Própria

 

E mais uma vez, a ditadura das redes sociais ditou que um não-tema se tornasse num dos mais comentados. O segredo para se conseguir algo do Governo, da Justiça ou seja lá do que for é colocando o mesmo nas redes sociais pois são estas bem mais importantes que a palavra ou a acção dos cidadãos. Liderarmos com base no que dizem as redes sociais vai-nos levar por um caminho perigoso...


Festas e outros eventos sempre existiram em monumentos nacionais! Fossem religiosos ou não, este tipo de eventos sempre existiu ou os jantares e as festas privadas de uns iluminados deste país nos Jerónimos (que rapidamente são abafadas quando se descobrem) são o quê? E outras tantas festas que acontecem em conventos e igrejas, são o quê? 

 

Será que os portugueses se revoltariam tanto se soubessem quanto custam aqueles jantares de Estado em Queluz, Mafra ou mesmo na Ajuda. Será que os portugueses se revoltariam com os luxos que pagam às autarquias, poder central, outras tantas instituições do Estado e subsidiodependentes de toda esta máquina? 

 

Não entendo a revolta com um jantar de gala num espaço que tem um custo de aluguer de €3.000.00! São os que criticam esses jantares que se revoltam por pagar para entrar nesses espaços! No entanto, se o Panteão estiver a cair aos bocados já nos revoltamos porque ninguém o repara ou fica em estado de choque quando vê o valor dos seus impostos reflectido no funcionamento dos mesmos! Quem me dera que todos os dias existisse um jantar no Panteão e outros monumentos nacionais, desde que salvaguardando o património.

 

Vamos proibir as visitas turísticas, porque são entretenimento, vamos proibir os espectáculos musicais porque são entretenimento, até o artigo que escrevi em tempos sobre o Panteão é uma devassa do espaço e deve ser proibido! Não sugiro que se façam "raves" no Panteão, todavia um jantar de gala é um evento nobre, protocolar! Só num país onde as pessoas estão habituadas a ter tudo de mão beijada se pode colocar esta questão, não admira por isso que as contas públicas sejam o que são.

 

Eu ficaria do lado dos contestatários se estes perguntassem porque é que algumas figuras lá estão sepultadas e outras não... Se são estes os nossos heróis, diria que alguém não estudou história. Sobre isso não vejo ninguém a colocar questões. Destes contestatários, quantos já foram ao Panteão? Quantos sabem quais as figuras que lá estão sepultadas? De repente os comentadores de tudo e de nada tornaram-se patriotas porque sempre dá mais uns "likes".

 

Todos os dias existem eventos em Portugal e não são só aqueles que surgem nas televisões. Todos os dias somos visitados por grupos de empresas que realizam imensos eventos e usufruem também destes espaços, pagando pelos mesmos e garantido a conservação e funcionamento destes. Até naquilo que é de todos queremos ter a nossa "quintinha"? Ainda criticamos o orgulhosamente sós que um estadista em tempos proferiu. 

 

Surpreende-me também que o próprio Primeiro-Ministro tenha apelidado esta iniciativa de indigna aproveitando a mesma para, políticamente, criticar o Governo anterior, esquecendo que bem antes do mesmo já haviam lá sido realizados eventos com a chancela do seu partido e até do próprio António Costa, quem diria! Então não estarão lá potenciais investidores na economia do país? Não estamos a trabalhar pelo desenvolvimento de Portugal? Até porque alguns dos que lá estão sepultados ao invés de darem algo ao país, sempre viveram foi à sombra do dinheiro deste país. Uma nota de destaque para Paddy Cosgrave que rapidamente veio a público pedir desculpas. Reconheço que foi um acto de nobreza, mas não o deveria ter feito - solicitou um serviço que lhe foi prestado. Também Marcelo Rebelo de Sousa, na sua já habitual atitude de cata-vento da nação criticou o jantar, tudo a bem das sondagens e depois de perceber a reacção popular. Eu criticaria as feiras do livro (comerciais) em Belém... Sobretudo quando este tem um histórico de promover livros na televisão, maioria dos quais nunca leu... É sempre mais confortável seguir a linha da popularidade, sempre nos dá um destaque...

 

Mas finalmente falemos de mercantilização - se para os partidos e senhores deputados deste país o Panteão não deve ser mecantilizado, então deixemos de financiar também os partidos que devem ser independentes na sua acção a favor do país! Deixemos também de mercantilizar as almas de muitos deputados, sindicatos e funcionários deste país a bem da sobrevivência do mesmo! Será que se não fosse a mercantilização dos reais interesses da nação muitos destes senhores optariam pelo caminho político? Não me parece!

 

O dinheiro não cai do céu, embora por cá todos tenhamos a ideia de que podemos gastar o que temos e o que não temos que depois alguém paga a conta... Não é assim! As coisas têm custos e esses custos têm de ser pagos e se for através do encaixe que advém pela dinamização e divulgação destes espaços, porque não?

 

Quem se quiser revoltar, revolte-se com isto: em tempos tive de organizar um evento num monumento nacional, um dos mais importantes deste país! Pagámos o espaço e alguns serviços adjudicados em exclusividade (que o mesmo espaço obrigava a contratar) e no final, aquando da recepção das diferentes facturas, temos um recibo ("recibo-verde") da pessoa que acompanhou o processo (receber-nos e enviar os custos somente). Questionámos e foi-nos dito pela mesma que era assim! Estranhámos a situação e indagámos junto de entidades que já haviam passado pelo mesmo e que nos aconselharam a não falar muito e pagar sob pena da respectiva pessoa nos dificultar a vida ao máximo e quase embargar o evento! Estamos somente a falar de uma técnica que trabalhava naquele espaço! Mas mais uma vez, criticar uma festa é mais cómodo do que criticar corrupção, porque aí pode algo pode explodir bem perto de nós e ninguém quer levar com estilhaços!

 

Que bom seria, se todos os dias existisse um jantar no Panteão e que toda esta raiva por parte de muitos cidadãos e políticos tivesse sido demonstrada quando mais de 100 heróis nacionais perderam a vida há menos de 6 meses! Que esta raiva se unisse contra os grandes problemas estruturais deste país e deixássemos os afectos e os aspectos decorativos para depois...

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71 comentários

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Psicogata a 13.11.2017

A nossa opinião afinal não é muito diferente, a minha apenas difere da tua num detalhe, um detalhe que faz toda a diferença, os monumentos devem ter eventos de acordo com as suas características e uma igreja/sepulcro não deve servir para um jantar.
Se é preciso fazer um circo à volta disto? Claro que não e tal como tu gostava de ver a mesma indignação e atenção a outros assuntos bem mais importantes.
Não obstante, trate-se de qualquer tipo de convidado ou evento, importante ou completamente inconsequente para a imagem do país, para mim existem limites e não me parece de todo que o Panteão Nacional seja adequado para este tipo de eventos como não me parece adequado que alguém vá para um funeral ou para um cemitério fazer uma festa ou tirar selfies, a prova que o espaço não é adequado para isso é que peça aos visitantes silêncio durante as visitas.
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Robinson Kanes a 13.11.2017

Eu diria até que é adequado, é uma forma de divulgar e celebrar tão ilustres personagens. Eu até iria mais longe e faria uma visita guiada antes do jantar explicando a história do espaço e a vida de cada um daqueles que lá se encontram... Aposto que nenhum se arrependeria, falo dos mortos, claro. Ficariam até orgulhosos.

Somente algumas questões: um funeral é uma celebração, uma cerimónia, não um espaço. E em muitas culturas a morte celebra-se com festa.

Um cemitério, bem, depende do ponto de vista. Não me chocam cemitérios no centro da Europa e até nos Estados Unidos onde as crianças brincam entre campas... Os chamados jardins de pedra - eles são educados para saberem o que lá está e respeitarem aqueles que lá repousam, todavia, não deixam de celebrar a vida.

Pedir silêncio, penso que é importante caso contrário não se consegue fazer a visita. O Panteão em Roma, por exemplo, tem uma acústica que, se todos começarem a falar ninguém consegue lá estar. Além disso nas visitas tem de existir respeito pelos demais visitantes que podem não querer ser incomodados com ruído.
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Psicogata a 13.11.2017

Existem locais e ocasiões para tudo e penso que não é um local apropriado para uma festa, em Portugal, que é onde estamos, nas igrejas e nos cemitérios pede-se silêncio e respeito.
Se as pessoas respeitam isso? Nem sempre, mas permitir jantares e festas num local como o Panteão Nacional para mim não faz sentido.
Existem um sem fim de outras opções de monumentos, não há necessidade de o fazer junto aos túmulos. O nosso Estado é laico mas ainda existem tradições e uma cultura a ser respeitada, se esta certa ou errada, isso é outra questão, mas em Portugal não faz sentido dar-se um jantar num "cemitério", não faz se coaduna da nossa cultura.
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Robinson Kanes a 13.11.2017

Uma igreja é uma coisa, um cemitério é outra. Mas vejamos: quando expropriamos terras que foram cemitérios, estamos a ter respeito pelos mortos? Não! E ainda bem, caso contrário o mundo inteiro já era um cemitério com tantos que já morreram a merecer o seu devido espaço.

Para respeitar aqueles que partiram não preciso de me comportar com um morto também. Talvez seja a minha visão, mas mais do que respeitar o mortos eu sugiro que se respeitem os mortos enquanto estão vivos e, depois de mortos, numa "danse macabre" se assim quisermos chamar, celebremos sim essa certeza da vida: a morte.

Tocaste na questão de sermos laicos - somos (ou deveríamos ser, mas isso é uma boa discussão, até mais interessante que esta) mas mesmo que não fosse assim a própria Igreja não defende a tristeza nem o máximo recolhimento, bem pelo contrário.

Os mortos não precisam de estar encerrados e serem olhados com medo. Mas seria interessante, e tocas na questão cultural, se seria da vontade daqueles que lá estão sepultados, que este e outros eventos não se realizassem por lá.

Para mim, mais grave, é muitos nem saberem quem são as personalidades que lá estão! Ou então conhecerem apenas duas ou três que nos levantam muitas dúvidas acerca da presença das mesmas por lá.

O respeito pela cultura de um povo é muito importante, mas não podemos sempre utilizar a desculpa da cultura para não evoluir... Se me derem a escolher, prefiro que quem utilize o Panteão pague a manutenção do mesmo e que o dinheiro dos meus impostos seja aplicado noutras áreas, onde mercantilizar não é uma opção.

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Psicogata a 13.11.2017

Uma igreja é diferente de um cemitério, mas mesmo numa igreja não se fazem jantares, fazem-se festas e celebrações, mas religiosas.
Por acaso não concordo, acho que se devem respeitar sempre os mortos assim todos como todos os vestígios arqueológicos de todas as civilizações, é para isso que existem arqueólogos e o respeito não é sinónimo de não evolução, bem pelo contrário, devemos ser capazes de respeitar a cultura dos outros e não varre-la e usurpa-la a custo da evolução.
Sem dúvida que a discussão do Estado ser laico é bem mais interessante, falo muitas vezes disso.
A Igreja não quer que as pessoas sejam tristes e que fiquem presas ao passado, mas defende que existe um tempo e um local para tudo, a morte na Igreja é uma celebração, não deixa de o ser, mas não deixa de convidar à reflexão e à introspeção.
Tenho para mim que algumas das pessoas que lá estão sepultadas possivelmente nem lá quereriam estar, mas isso é outra questão, estando lá deve ser respeitado o local cuja principal função é acolher os ilustres do país e não ser palco de eventos.
Como disse não sou contra o aluguer do espaço, mas existindo tantos outros, este pela sua especificidade deveria estar vetado a certo tipo de eventos.
Se era preciso esta controvérsia toda? Se existem coisas bem mais preocupantes que ninguém parece querer fala? Claro que sim.
Aliás esta polémica só veio mais uma vez trazer à tona duas coisas a incapacidade das autoridades reconhecerem responsabilidades o quão fácil é estourar um não tema nas redes sociais.
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Robinson Kanes a 13.11.2017

"Uma igreja é diferente de um cemitério, mas mesmo numa igreja não se fazem jantares, fazem-se festas e celebrações, mas religiosas.".

Pelo menos é assim que "deveria" ser, mas... Todavia, ao abrir a porta para outros eventos que não jantares, e extremando posições, também não estamos a mercantilizar os mortos?

"todos os vestígios arqueológicos de todas as civilizações, é para isso que existem arqueólogos e o respeito não é sinónimo de não evolução, bem pelo contrário, devemos ser capazes de respeitar a cultura dos outros e não varre-la e usurpa-la a custo da evolução.".

Muitos dos vestígios que existem tinham, à época, uma função que nem sempre era lúdica ou religiosa, era somente funcional. Realizar espectáculos ou qualquer outro tipo de eventos nestes espaços não só é rentabilizar os mesmos, garantindo fundos de conservação, como dar vida a algo que, de outro modo, estaria muitas vezes abandonado. Se fosse por aí, não faríamos espectáculos em coliseus como o de Verona, Roma e outros que foram um espaço de carnificina e divertimento das gentes por intermédio do sangue.

O acordo aqui não será fácil :-) Fica o debate de ideias e sim, aí sim em acordo total: a temática inútil, as redes sociais como canal nestas situações e outros temas que poderiam merecer muito mais a nossa atenção e indignação.

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Psicogata a 13.11.2017

Não se for um evento que esteja dentro do registo por exemplo um concerto de Natal, não me parece desrespeito, é o tipo de evento que se adequada ao espaço.

O Coliseu apesar de ser criado para um espetáculo bárbaro foi criado para um espetáculo, mas percebo o teu ponto de vista.
Sim neste ponto não vamos concordar, mas no mais importante sim, concordamos.
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Maria Araújo a 13.11.2017

Não conheço o Panteão, é mais um espaço a visitar quando voltar a Lisboa.
Ouvi a notícia e apesar de não concordar com este tipo de evento, o jantar, porque dos outros nunca ouvira falar, pelo facto de haver túmulos e isso para mim é um sinal de respeito, independentemente que quem lá está.
Mas se o espaço de festas fica afastado das salas de túmulos, e repito que não conheço o Panteão, então que façam o que acharem adequado ao tipo de evento.
Mas Robinson, lendo este post, que refere assuntos muito mais polémicos e importantes, e que todos devíamos prestar mais atenção, o que se passa nas redes sociais, o desrespeito de qualquer notícia, acontecimento, seja lá o que for, estou de acordo com a sua argumentação e destaco isto:

"...toda esta raiva por parte de muitos cidadãos e políticos tivesse sido demonstrada quando mais de 100 heróis nacionais perderam a vida há menos de 6 meses! Que esta raiva se unisse contra os grandes problemas estruturais deste país e deixássemos os afectos e os aspectos decorativos para depois...".

Com sempre, um bom post..

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Robinson Kanes a 13.11.2017

É sim senhor :-)

Um dia por cá organizamos um outro almoço/jantar de frequentadores do espaço e até o Robinson aparece para fazer a visita guiada :-)

As salas dos túmulos não são na nave central, estão lá sim os cenotáfios, ou seja túmulos/monumentos que não incluem os corpos dos "heróis". Além disso, alguém tem de pagar e eu prefiro que seja o utilizador do que aqueles que descontam e podem ver os seus impostos canalizados para áreas como a saúde.

Andamos muito distraídos com não-temas... E andamos muito atentos às redes sociais...

Obrigado Maria,

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Anónimo a 13.11.2017

Também concordo que o nosso dinheiro seja canalizado para outras áreas, sim, e no caso da saúde, como mencionou, pois ficamos muito caros ao estado, e é de importância máxima.
Mas que se gira o SNS de forma eficaz e não tenhamos de esperar 5 ou mais anos por uma consulta ou cirurgia.

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Robinson Kanes a 13.11.2017

Ficamos caríssimos... Os custos com a saúde são qualquer coisa e a tendência é para que os mesmos aumentem... Entre ter um melhor SNS ou um Panteão só para lágrimas e vazio, eu prefiro a primeira opção.
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Marta Elle a 13.11.2017

Sim, concordo que é demasiado alarido por uma treta.
Eu não gostaria de jantar num local onde há gente morta, mas cada um sabe de si.
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Robinson Kanes a 13.11.2017

Tenho mais medo de jantar num lugar onde estão alguns vivos :-)
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cheia a 13.11.2017

Já tínhamos as sondagens a Governar! Agora, temos, também as redes sociais a ajudar.
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Robinson Kanes a 13.11.2017

Vamos por um lindo caminho...
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HD a 13.11.2017

Cá está, mais um exemplo de condenação fácil de quem escolhe convenientemente defender os valores que lhes convém... -.-
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Robinson Kanes a 13.11.2017

O problema mais grave nem é a revolta das "redes sociais", é o modo como imediatamente tudo se movimenta para reparar o que não há para reparar.
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HD a 14.11.2017

Heróis de virar de página...
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O ultimo fecha a porta a 13.11.2017

Oh pah, estive a escrever o meu post de amanhã e vai precisamente de encontro ao que tu escreveste.

Este é não tema que enveredou para a questão partidária e o meu interesse esvaziou-se com uma balão.

Não vejo ninguém preocupado com a seca que está atingir o Interior do país. Hoje falava-se de Mangualde e os custos elevados que está a ter abastecer as populações de água potável e os malefícios para a agricultura e gado. O mesmo se aplica ao Alentejo. Era uma noticia de fim do telejornal (não dá audiência). Não vejo ninguém preocupado com as preocupações do chamado "país real", porque isso não cria buzz, não cria soundbite, não traz votos.

Ontem Marques Mendes, qual ditador de tendências cuja opinião é noticia, o que inacreditável num país democrático no século XXI, lá vinha encarneirado com o discurso politico. Em todo o que era homepage dos jornais tugas ontem à noite, vinha a opinião dele como noticia principal. As preocupações das populações do Interior, nada. E dizes tu, que não há pensamento míope nas decisões em Lisboa...
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Robinson Kanes a 13.11.2017

Seca? Enquanto jorrar água nas grandes cidades bem o país pode secar por completo. E além disso a seca é uma "seca", não dá para dizer coisas "cool" e fazer humor...

Marques Mendes é somente o herdeiro de um outro que chegou a um lugar cimeiro do Estado. Aliás, por muito tempo um foi muleta do outro e pelos vistos continua... Além de que é vergonhoso para um indivíduo que é Conselheiro de Estado!

Se reparares, contudo, tanto Marcelo como Marques Mendes não nasceram em Lisboa... Até nasceram bem perto um do outro, um no concelho de Celorico de Basto e outro no de Guimarães.
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O ultimo fecha a porta a 13.11.2017

Boa perspetiva. Quando MRS não se puder candidatar, vamos tê-lo como candidato.
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Robinson Kanes a 14.11.2017

Quem sabe... Quem sabe...
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Ana a 14.11.2017

As pessoas e os seus motivos para polémicas estão cada vez mais insuportáveis. Tudo serve, já não há pachorra.
3 milhões? Hoje fiz um post sobre os preços e a Time Out falava em 3000. Será que eles erraram nos zeros?
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Ana a 14.11.2017

Também escreveste 3000, tinha lido mal.
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Robinson Kanes a 14.11.2017

Pronto... Pronto... Pensei que alguém tinha escrito esse valor :-)
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Robinson Kanes a 14.11.2017

Nunca três milhões, quem o disse? :-)
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José da Xã a 14.11.2017

Como sabes já escrevi sobre este assunto... que é um não-assunto.
Neste pobre país o seu pior defeito é a inveja.

Alguém deve ter querido ir ao jantar e não foi convidado . Despeitado... pimbas... há que denegrir a coisa. E os parvos dos nossos políticos vão na onda que é algo que me admira!

Será que estes não têm conselheiros?
Já ninguém pensa pela sua cabeça...
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Robinson Kanes a 15.11.2017

A vontade de aparecer e ficar bem na fotografia é tal que...


"Já ninguém pensa pela sua cabeça..."

Aí está o cerne da questão...

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