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E é Isto o Amor!

por Robinson Kanes, em 30.10.18

IMG_3982.JPG

Le Baiser, Auguste Rodin - Musée Rodin

Fonte: Robinson Kanes

 

Os seres-humanos não foram feitos para estar toda a vida com a mesma pessoa! Enquanto não percebermos isso, não evoluíremos enquanto pessoas e amantes.

Tenho dito.

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22 comentários

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Rita PN a 04.11.2018

Por trás dos saltitões há muito que o olhar comum não entende. Eu já empenhei o meu tempo em tentar compreender profundamente dois saltitões, totalmente diferentes nos motivos de assim ser, mas com algo em comum. Demorei-me nas histórias, nos passados, no eu mais bem guardado, nos medos e fantasmas, nas tormentas, nas necessidades, na personalidade e essência, nas defesas e reações, nos refúgios. É desgastante, mas são lições de vida. E sentir a gratidão de não julgar sem querer compreender... a confiança para deixar remexer no que dói... Enfim...
Há casos e casos. Nem todos o são desta forma.

Talvez o amor se vista de firmas diferentes. E sim, não temos todos a mesma definição de amor. A minha, de tão simples torna-se tão complexa que julgo nunca a chegar a viver... então prefiro pensar pouco no assunto, porque há muito que considero que não encontrarei amor se não em mim... falar disto faz arder feridas muito recentes...

Olha, eu como não sou praticante de religião alguma, sou agnóstica, não me rejo por princípios ligados a tal. Mas sim, a nossa sociedade tem ideais cimentados em princípios, valores e "regras" instituídas culturalmente. Pouco me importa a definição, quero apenas que o amor nunca seque em mim. Pelo menos isso.
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Robinson Kanes a 06.11.2018

Bem, é um começo... Primeiro amarmo-nos a nós próprios, soa a cliché mas é um facto. Denotei que existiam por aí umas feridas pelos poemas e pensamentos que fui lendo, embora pudessem ser somente reflexões soltas. Espero que estejam a sarar.

O facto de não sermos seguidores de uma religião não impede que não possamos aplicar algumas práticas no nosso dia-a-dia. Repara que na Europa, e até própria UE reconhece isso em muitos tratados, a religião católica, ou melhor, cristã, influenciou a própria construção da mesma. Por exemplo, o casamento, civil ou não, é também largamente uma influência religiosa. Podemos não ser religiosos, mas crescemos num território, numa sociedade onde o pensamento foi moldado ao longo de séculos nesse sentido e é errado pensar que neste ou no outro aspecto não somos influenciados por esse mesmo pensamento. Com a religião cristã a dominar o império romano, muitas coisas mudaram e continuam até hoje - não tivesse isso acontecido e muita coisa seria diferente, algumas para melhor outras para pior.
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Rita PN a 06.11.2018

Pudessem ser só reflexões soltas... mas não, querido Robinson. São feridas em grandes e profundas, que vou tentando esquecer que doem, vou tentando esquecer que ali estão, expostas ao frio dos invernos, o de fora e o de dentro, para ir continuando. Mas há dias e dias...
Sou demasiado transparente, mesmo quando me faço de durona se percebe que não o sou, que é mera defesa. Os meus últimos poemas, desde Junho, são parte da terapia que foi necessário fazer. São catarse. São uma forma de eu mesma expulsar de mim algumas coisas e percebe-las melhor depois.
Acredita que foi uma história muito feia, mesmo... e que pelos piores motivos marcará para sempre. Mas adiante. Mesmo assim, acredito que tudo tem uma explicação e que existe algo bem complexo por trás de tudo o que sucedeu... Mas já não me cabe a mim analisar, perceber e ajudar a ultrapassar (se a pessoa quiser).

Sim, tens razão. Os nossos usos e costumes estão muito interligados à religião católica. Não só a questão do casamento civil (que não é coisa com que sonhe), mas também as comemorações natalícias, da Páscoa, os feriados religiosos... a expressão "se Deus quiser". Tudo isso influencia também a nossa forma de ser e estar em sociedade, porque os princípios que nos foram incutidos, nisso se baseiam. Tem o seu lado bom. Mas também tem o outro mais limitador em termos de visão.
São temas que dariam muita conversa...
Mas olha, o amor é universal, eu creio. Um muçulmano ama como um católico, um judeu, um agnóstico... apenas culturalmente o expressam de maneira diferente. As fronteiras da religião também limitam ou obrigam a seguir determinados caminhos.
Mas o amor é universal no corações dos Homens. (Embora alguns não o sintam). Ou quero acreditar nisso.
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Robinson Kanes a 18.11.2018

O tempo e a vida, encarregar-se-ão de te ajudar. Mas nada como uma porta bem fechada ;-)
As coisas ainda estão quentes, deixemos que o Inverno que se aproxima as possa colocar no frigorífico das emoções e assim, serenamente, deixar que as coisas passem para um outro nível.

Sim, o amor é universal - o modo como cada um o encara é que pode ser diferente. Então mas espera lá! O amor não é um conceito fechado? :-)))

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