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E é Isto o Amor!

por Robinson Kanes, em 30.10.18

IMG_3982.JPG

Le Baiser, Auguste Rodin - Musée Rodin

Fonte: Robinson Kanes

 

Os seres-humanos não foram feitos para estar toda a vida com a mesma pessoa! Enquanto não percebermos isso, não evoluíremos enquanto pessoas e amantes.

Tenho dito.

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22 comentários

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Rita PN a 30.10.2018

Não foram, efetivamente. Mas também não foram feitos para estar com um sem fim de outros seres humanos: os saltitões. A meu ver, se os primeiros não evoluem, tão pouco os segundos, estejamos a falar em termos pessoais, sociais, valores, personalidade... na verdade, este segundo caso, de tão estudado, chega quase sempre às mesmas conclusões: quebrar regras morais por prazer, ou colmatar carências e vazios interiores. Sejamos correntes na matéria e nem 8 nem 80.

Creio eu, que me considero leiga no assunto, que o ser humano necessita de relações emocionais porque é essa a sua natureza. Podendo, elas, as relações, existirem por amor, por carência, por simples afecto, por companhia, ou apenas porque sim, como se sabe. Mas no que diz respeito ao amor, não creio que existam muitos ao longo da vida. Não verdade, julgo que existe o primeiro e o outro que a dado momento se sente que o é. Os intermédios ou posteriores, percebemos, após ter sentido os atrás referidos, que eram um qualquer outro estágio dentro de nós.

O ser humano evolui em sociedade e não sozinho. Evolui da partilha, do relacionar-se, do aprende consigo e com os outros, evolui de acordo com o ambiente e estímulos a que está sujeito, evolui com carinho, mas também com os dissabores. Não só da estabilidade se faz o Homem, o caos é tantas vezes necessário para que dele nasçam estrelas.

O ser humano não fica com uma só pessoa para o resto da vida, fisicamente. Mas pode ficar com alguém, do lado de dentro...
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Robinson Kanes a 03.11.2018

Não estava a pensar nos "saltitões", mas olha que também muitos desses "saltitões" não o são só porque sim... Há algo de mais complexo por detrás. Penso que está longe daquilo que afirmei...

E porque não pode o amor existir várias vezes ao longo da vida? É que o amor tão depressa pode surgir como desaparecer... Depende também da definição que cada um dá ao amor, ou não? :-)

Mesmo do lado de dentro, acho que muitas vezes sucede porque as portas não são fechadas... Será, no entanto, que se nos fossem tiradas muitas das convenções sociais que herdámos neste âmbito (sobretudo com influência religiosa) o discurso não poderia ser diferente?

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Rita PN a 04.11.2018

Por trás dos saltitões há muito que o olhar comum não entende. Eu já empenhei o meu tempo em tentar compreender profundamente dois saltitões, totalmente diferentes nos motivos de assim ser, mas com algo em comum. Demorei-me nas histórias, nos passados, no eu mais bem guardado, nos medos e fantasmas, nas tormentas, nas necessidades, na personalidade e essência, nas defesas e reações, nos refúgios. É desgastante, mas são lições de vida. E sentir a gratidão de não julgar sem querer compreender... a confiança para deixar remexer no que dói... Enfim...
Há casos e casos. Nem todos o são desta forma.

Talvez o amor se vista de firmas diferentes. E sim, não temos todos a mesma definição de amor. A minha, de tão simples torna-se tão complexa que julgo nunca a chegar a viver... então prefiro pensar pouco no assunto, porque há muito que considero que não encontrarei amor se não em mim... falar disto faz arder feridas muito recentes...

Olha, eu como não sou praticante de religião alguma, sou agnóstica, não me rejo por princípios ligados a tal. Mas sim, a nossa sociedade tem ideais cimentados em princípios, valores e "regras" instituídas culturalmente. Pouco me importa a definição, quero apenas que o amor nunca seque em mim. Pelo menos isso.
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Robinson Kanes a 06.11.2018

Bem, é um começo... Primeiro amarmo-nos a nós próprios, soa a cliché mas é um facto. Denotei que existiam por aí umas feridas pelos poemas e pensamentos que fui lendo, embora pudessem ser somente reflexões soltas. Espero que estejam a sarar.

O facto de não sermos seguidores de uma religião não impede que não possamos aplicar algumas práticas no nosso dia-a-dia. Repara que na Europa, e até própria UE reconhece isso em muitos tratados, a religião católica, ou melhor, cristã, influenciou a própria construção da mesma. Por exemplo, o casamento, civil ou não, é também largamente uma influência religiosa. Podemos não ser religiosos, mas crescemos num território, numa sociedade onde o pensamento foi moldado ao longo de séculos nesse sentido e é errado pensar que neste ou no outro aspecto não somos influenciados por esse mesmo pensamento. Com a religião cristã a dominar o império romano, muitas coisas mudaram e continuam até hoje - não tivesse isso acontecido e muita coisa seria diferente, algumas para melhor outras para pior.
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Rita PN a 06.11.2018

Pudessem ser só reflexões soltas... mas não, querido Robinson. São feridas em grandes e profundas, que vou tentando esquecer que doem, vou tentando esquecer que ali estão, expostas ao frio dos invernos, o de fora e o de dentro, para ir continuando. Mas há dias e dias...
Sou demasiado transparente, mesmo quando me faço de durona se percebe que não o sou, que é mera defesa. Os meus últimos poemas, desde Junho, são parte da terapia que foi necessário fazer. São catarse. São uma forma de eu mesma expulsar de mim algumas coisas e percebe-las melhor depois.
Acredita que foi uma história muito feia, mesmo... e que pelos piores motivos marcará para sempre. Mas adiante. Mesmo assim, acredito que tudo tem uma explicação e que existe algo bem complexo por trás de tudo o que sucedeu... Mas já não me cabe a mim analisar, perceber e ajudar a ultrapassar (se a pessoa quiser).

Sim, tens razão. Os nossos usos e costumes estão muito interligados à religião católica. Não só a questão do casamento civil (que não é coisa com que sonhe), mas também as comemorações natalícias, da Páscoa, os feriados religiosos... a expressão "se Deus quiser". Tudo isso influencia também a nossa forma de ser e estar em sociedade, porque os princípios que nos foram incutidos, nisso se baseiam. Tem o seu lado bom. Mas também tem o outro mais limitador em termos de visão.
São temas que dariam muita conversa...
Mas olha, o amor é universal, eu creio. Um muçulmano ama como um católico, um judeu, um agnóstico... apenas culturalmente o expressam de maneira diferente. As fronteiras da religião também limitam ou obrigam a seguir determinados caminhos.
Mas o amor é universal no corações dos Homens. (Embora alguns não o sintam). Ou quero acreditar nisso.
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Robinson Kanes a 18.11.2018

O tempo e a vida, encarregar-se-ão de te ajudar. Mas nada como uma porta bem fechada ;-)
As coisas ainda estão quentes, deixemos que o Inverno que se aproxima as possa colocar no frigorífico das emoções e assim, serenamente, deixar que as coisas passem para um outro nível.

Sim, o amor é universal - o modo como cada um o encara é que pode ser diferente. Então mas espera lá! O amor não é um conceito fechado? :-)))
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Psicogata a 30.10.2018

Dava aqui uma discussão para o dia todo.
Os seres humanos foram feitos para sentir e para serem felizes, se querem estar com muitas pessoas ao longo da vida força, se querem estar só com uma força.
Enquanto não aceitarmos a liberdade de escolha de cada um, não evoluiremos, isso sim.
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Rita a 31.10.2018

"Se querem estar com muitas pessoas ao longo da vida força, se querem estar só com uma força."

Ora nem mais.
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Robinson Kanes a 03.11.2018

Penso que nem é por uma questão de querer... Acho que é mais complexo que isso (ou mais simples).
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Mamã Silvestre a 30.10.2018

Tudo com conta e medida é o que tenho a dizer sobre isso ;)
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Cecília a 30.10.2018

ame-se verdadeiramente a cada instante [a nós e ao(s) outro(s)]
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Robinson Kanes a 03.11.2018

Independentemente da mudança dos actores...
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cheia a 30.10.2018

Que veredito! Onde estão as provas1
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Robinson Kanes a 03.11.2018

Pode não ser a 100%, mas olhe que provas não faltam...
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Lady a 31.10.2018

Será? depende do ser humano, nem todos são iguais ;)
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Robinson Kanes a 03.11.2018

Claro que não se aplica a 100% dos casos, mas... (ou aplicará?)
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Marta Elle a 04.11.2018

Depende das pessoas. Há umas cuja relação dura para a vida inteira, e outras que não se conseguem adaptar a ninguém.
Um dado que acho curioso, é que se formos ver os casamentos das celebridades estes tendem a ser mais duradouros com o avançar da idade. Calculo que tenha a ver com a maturidade.
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Robinson Kanes a 06.11.2018

Temos de ter em conta que muitas relações são duradouras ou até para a vida toda e não é propriamente por "amor" :-)

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