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E Bolsonaro é que é Manipulador?

por Robinson Kanes, em 11.10.18

cae-e-gil.jpg

Créditos: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/por-seiscentos-mil-por-show-e-facil-ser-de-esquerda/ 

 

 

Acabo de ler aqui que agora Bolsonaro também é o grande responsável por um homicídio no Brasil. Apesar de recorrer às aspas e tentar esconder o português do brasil do teor da notícia, o próprio SAPO, acredito que ingenuamente, acaba por se tornar mais um anti-Bolsonaro.

 

Mas também esta notícia surge logo a seguir ao meu artigo em que me referia àqueles que se dizem as vozes do Brasil, os caducos Gilberto Gil, Caetano Veloso e até outros que sempre contestam todo e qualquer candidato presidencial que possa fechar a torneira que os alimenta - em Portugal também os há, lembrem-se sempre que se fala em RTP e TAP quem são aqueles que aparecem.

 

Estes democratas humildes, amigos das gentes das favelas mas que vivem nos melhores apartamentos de Ipanema ou até de grandes cidades europeias, são aqueles que agora acusam Bolsonaro da responsabilidade de uma morte no país simplesmente porque um mero apoiante da sua campanha matou um apoiante de Fernando Haddad. Conhecendo um pouco do Brasil, casos destes não terão faltado de um lado e de outro...

 

É estranho que estes senhores, que também "genuínamente" se preocupam com o seu país não se preocupem com as mortes diárias devido ao narcotráfico e da corrupção, muitas delas com a chancela daqueles que frequentam as suas próprias casas. Ainda os vamos ver em Madrid com Pablo Iglesias, do "Podemos", a celebrar no apartamento de 600 000 euros - apartamento que este comprou com fruto do seu humilde trabalho e paixão por Espanha.

 

São também agora estes senhores, apoiados por alguma comunicação social, que acusam Bolsonaro de uma morte. No entanto, ainda há pouco tempo acusaram este de alegadamente ter ensaido um atentado contra a sua pessoa. Meus senhores, em que ficamos? Deixem Bolsonaro ser o manipulador fascista (como agora se gosta de chamar fascista a quem pensa diferente, como se comunista ou até esquerdista fosse um elogio)... Agora não queiram é ser como ele! 

 

Caetano Veloso chega a cair no ridículo de dizer que não acompanha redes sociais, que só viu a notícia no Yahoo, mas acaba por expressar este seu sentimento no... Instagram! E também é ridículo como estas notícias ganham tamanha visibilidade. 

 

Ridículo é também o tempo de antena (que é justo) dado a Carlos Carvalhas na TSF e onde este ainda anteontem afirmou, no programa "Pares da República", que tudo isto é uma armação do capitalismo contra os trabalhadores brasileiros e dos serviços secretos norte-americanos que querem dominar o Brasil! No entanto, é o mesmo que contesta o modelo eleitoral alemão porque é... Mais justo? É o mesmo que nem fala sobre a Venezuela... É o mesmo que chafurda na lama com os porcos de Orwell como os seus camaradas do PCP e do BE. Continuamos a ouvir sempre os mesmos, com os mesmos discursos e completamente desacreditados mas que insestentemente entram nas casas e nas vidas de todos nós!

 

Se querem liberdade e democracia, deixem o povo ser livre e votar! Deixem que a liberdade não seja a vossa mas a de todos... Mesmo que esteja a cometer um erro histórico! Algo que não seria novo, afinal Lula e Dilma... 

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50 comentários

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De Pedro Neves a 11.10.2018 às 11:31

Bom dia,
interessa-me pouco a política, e o meu contacto com a realidade brasileira limita-se àquilo que vou lendo e vendo nas notícias, mas há um dado novo, que se manifestou nas últimas semanas. Esse sinal é a quantidade de amigos brasileiros, em Portugal ou no Brasil, que pouco ou nada se manifestaram em termos políticos antes, e que no meu mural do facebook se têm levantado, por assim dizer, contra a possibilidade do seu país vir a ser liderado pela extrema-direita, na pessoa de alguém que já ofendeu e denegriu todas as minorias. A política mexe com todos, mas os meus amigos parecem mais assustados do que outra coisa qualquer. E é isso que me diz, mais do que as notícias, que o que está em causa nestas eleições é mais do que a típica disputa entre a esquerda e a direita. Uma candidatura que causa medo e ansiedade desta forma, a pessoas que se posicionam em todo o espectro político, levanta sérias dúvidas sobre o que pode vir a fazer uma vez cheada ao poder. Pela minha parte, só me resta escutar com o coração e esperar que o medo não ganhe.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 12:17

Olá Pedro! E obrigado pelo comentário, é sempre bom ter a moderação por aqui, também atenta aos problemas ou coisas boas deste mundo.

Não acredito que os brasileiros votem em Bolsonaro por medo... O medo poderá vir a seguir, mas agora parece-me prematuro falar disso.

Ainda hoje, uma viatura que seguia à minha frente, tinha um autocolante a exaltar Bolsonaro.

As opiniões andam divididas e o medo que este ou aquele ganhe também não nos pode cegar... E volto a referir, se eu votaria em Bolsonaro? Não! Mas também não votaria no PT!

Em relação às notícias, sejam elas quais forem e onde forem, têm poder... nós sabemos que têm :-)

Obrigado, mais uma vez, pela participação e pelo importante testemunho.
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De Sarin a 11.10.2018 às 11:37

Já cá mora, sim. Um "bocadinho" mais extenso do que o inicial "leio no" - fiquei intrigadíssima, já pensava em distraídos lapsos ortográficos por conta de relaxantes banhos, aromáticos copos de vinho e... Bolsonaro?!

Sobre o actual morador:
A manipulação de uns não serve para elidir a de outros.
Que os ataques se têm intensificado desde Bolsonaro, é indiscutível. Se auto-inflingidos ou não... têm aparecido alguns com contornos muito estranhos.

O "fascista", insultuoso para qualquer democrata que se preze, banalizou-se. Entre os que propõem medidas fascizantes várias, poucos são realmente fascistas. Bolsonaro é fascista. Revela desprezo absoluto pela vida dos outros, faz a apologia da violência, não ouve não respeita não reconhece a paridade e a igualdade de direitos civis, associa poder executivo e poder judicial, defende a moral convencional e os papéis tradicionais de género assim como a ingerência do Estado na fiscalização de tal moral, ... ... ...

em relação a Bolsonaro, fascista não é insulto. É constatação.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 12:21

Culpe a nós, Bolsonaro ainda não me consegue tirar do sério :-)

"O "fascista", insultuoso para qualquer democrata que se preze, banalizou-se. Entre os que propõem medidas fascizantes várias, poucos são realmente fascistas."

Alguns nem sabem o que é ser fascista...
Tem razão, mas quando estiver no poder, não irá conseguir fazer tudo o que quer... É também uma das vantagens da Democracia.

Esperemos para ver até onde é que Bolsonaro é fascista... Até porque há muitas formas de ser fascista, uma delas pode ser, por exemplo, ser comunista, só muda o nome...
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De Sarin a 11.10.2018 às 13:05

Não, não muda apenas o nome. Convém esclarecer se falamos de regimes ou de ideologias. Porque regimes auto-proclamados comunistas houve bem mais do que auto-proclamados fascistas - e, no entanto, ideologicamente há mais diferenças entre as ditaduras comunistas do que entre as ditaduras de direita, a maioria delas proto-fascista. Abordagens à sexualidade, aos direitos individuais, ao papel do Estado, às dinâmicas de mercado, às artes, à indústria, à propriedade privada... Todos foram totalitários e autocráticos, todos mataram impunemente, mas as sociedades que criaram/criam caracterizam-se pela maior ou menor abertura ao exterior e a si mesmas. Falar de uma Roménia ou de uma Hungria ou de uma China ou de uma Cuba, coexistentes, é falar de países distintos; falar de uma Itália ou de uma Espanha ou de uma Grécia ou de um Chile ou de um Brasil, cujas ditaduras nem chegaram a coexistir, é falar praticamente da mesma realidade, com as devidas idiossincrasias culturais (cultura como etnia e não como erudição).


Que B. é fascista, não restam dúvidas. Se exercerá um mandato fascista? Depende de conseguir ou não colocar os seus homens-de-mão onde precisa.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 15:21

Ideologias que normalmente acabam em regimes cuja diferença entre comunismo e fascismo não parece existir? Convenhamos que o método pode ser diferente aqui ou acolá, mas pouco muda... E sim, boas obras também existiram, como cá... Onde parece que dizer que algo do Estado Novo até foi bem feito dá direito a pelotão de fuzilamento. Então temos de criticar toda uma História e deitar muitas estátuas ao chão...

Sabe, tenho mais receio daqueles que podem aproveitar a "hora Bolsonaro" do que propriamente do próprio... No Brasil, desde a esfera militar à política, existe muita gente com convicções que...


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De Sarin a 11.10.2018 às 15:44

Lamento se não fui clara: um regime totalitário e autocrático é um regime a abater, comunista, fascista ou proto-fascista. A semelhança entre regimes comunistas (entre si) é que é muito menor que a semelhança entre regimes fascistas e até proto-fascistas (entre si).
Não fiz a defesa de existência de "coisas boas" a uns ou a outros.


Exactamente, "existe muita gente que..." só que não se aproveitarão, serão convocados. Foi o próprio que fez o elogio da Ditadura.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 16:26

Ok! Percebi ;-)
Grato.

Como diz o cego, "a ver vamos"...
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De Rita PN a 11.10.2018 às 12:04

Partindo da veracidade de que toda a comunicação social no Brasil é comprada, e é desta forma que a mesma funciona, convém sempre a alguém ter as "vozes do Brasil" do seu lado. São uma "arma" poderosa, movem milhares (milhões, até) nas redes e fora delas, chegam ao mundo inteiro e, dentro do país, são credo para muitos. É cada vez mais frequente ver as Grandes Vozes dos vários países assumirem discursos políticos (não é só o Bono) e aqui, neste caso concreto que denuncias, é clara a finalidade.
Tudo são meios para atingir fins e sejamos honestos, todos sabemos como funcionam as coisas no Brasil. Até no que respeita às empresas, o poder compra-se e o estatuto também. Se tens os "amigos" certos, podes ser quem desejas. Chegas lá. O que pagas recebes em dobro (ou triplo, ou quadruplo...).

"É estranho que estes senhores, que também "genuínamente" se preocupam com o seu país não se preocupem com as mortes diárias devido ao narcotráfico e da corrupção, muitas delas com a chancela daqueles que frequentam as suas próprias casas." - Ui, não coloques os senhores em situações dificeis e perigosas! Afinal, ainda é mais seguro acusar o Bolsonaro de homicídio.

Liberdade e democracia são dois termos utópicos, sabemos isso, ou não? (Não queremos aceitar, eu sei...). E se toda a liberdade é condicionada (até pelas próprias fronteiras terrestres), como pode existir democracia? E se não existe democracia, como poderemos falar em liberdade? (Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galainha?)

Isto dava uma conversa infinita... bom post, para não variar :)
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 15:18

São vozes capazes de influenciar mas que nem sempre se comportam de acordo com os valores que defendem... Parece-me uma decrépita geração com medo de perder uma certa estabilidade intocável...

São, até porque (e em alguns casos ainda bem) nunca poderemos viver em total democracia e liberdade... Isso é um facto inegável, caso contrário seria o caos.

Dava uma grande conversa... Parece que estamos a andar para trás em termos oivilzacionais... E não é para repetir o lado bom da História.
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De Rita PN a 11.10.2018 às 17:00

"nem sempre se comportam de acordo com os valores que defendem" - nem sempre podem. Também eles vão sabor do conveniente ou auto-imposto. Se parecem ter receio de perder estabilidade ou determinadas regalias? É normal que sim, então adaptam-se aos ventos, mesmo que isso signifque ir contra os seus princípios básicos. No fundo, eles também ganham ao assumir determinadas posicições políticas. O povo gosta, segue e fala, projecta. Por outro lado, sentirem a sua estabilidade ameaçada por uma mudança eminente, também não deixa propriamente confortáveis. No entanto, priviligiam de um "ombro amigo" que lhes garante a proteção necessária para vir a público demonstrar "solidariedade para com as vítimas de Bolsonaro". Não atacam directamente, mas subtilmente passam a mensagem.
Se não fosse o estatuto e o que dele retiram, duvido que tomassem partido(s), pelo menos publicamente.

É cada vez mais notório o recurso a figuras fortemente ligadas à cultura de um país, por parte de partidos políticos, para se fazerem valer em maior escala junto de um público heterogénio.

Total democracia e liberdade seria instaurar a anarquia.
Mas democracia também não é fomentar o fosso cada vez maior entre ricos e pobres, porque a igualdade, convenhamos, não é propriamente o objectivo. E quanto ao conceito de liberdade, julgo não ser o mesmo para quem rouba milhares e para quem rouba um pão... está claramente a favor dos primeiros.

A História é ciclica, já faz tempo que o caminho que o mundo leva é exatamente para a necessidade de surgirem forças extremistas, não as defendo, jamais. Mas a sua existência é necessária para que o equilibrio se faça valer. (E mesmo para que se abram os olhos e se corrijam determinadas coisas). Mesmo que Bolsonaro vença, não fará o que quer, isso é uma certeza, sofrerá as pressões externas, e o equilíbrio entre forças será quem governa. Espero que alguma coisa tenhamos aprendido com anos e anos de História e que sejamos inteligenes o suficiente para evitar a repetição de acontecimentos trágicos. O Homem é o seu pior inimigo.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 17:14

Poder até podem, é preciso que queiram... É preciso que ousem correr riscos e também exijam mais para todos e não somente para si... É fácil falar dos pobres de um país quando se está instalado num outro e num apartamento de luxo - e atenção que nada tenho contra ricos, tenho é contra pseudo-pobres que dizem estar no meio dos respectivos pobres mas na realidade... Aliás, ainda bem que existem ricos! Pronto, já arranjei mais uns amigos com esta :-)

Sim, as pessoas ligadas às artes (sobretudo música, cinema e televisão, não incluo aqui os humoristas) passaram a deter um poder grande de influência. Até no desporto isso acontece... Sentido esse poder, até porque têm mais visibilidade usam-no e muitas vezes são também usados, veja-se o PS com o defunto Saramago...

Ricos e pobres sempre existirão, e é isso que faz andar o mundo, imagina se todos fossem ricos ou todos fossem pobres... O fosso é que tem de ser menor e mesmo na pobreza, esta tem de ser menos miserável. Essa análise que fazes, da questão do roubo já não é uma questão de liberdade mas sim de justiça e de falta de cidadania, só acontece porque deixamos... Lembra-te que a justiça é poder do povo, os tribunais apenas a aplicam em nome de...

Bolsonaro bebe de Trump e de tantos outros... Pode ser que ainda seja uma surpresa pela positiva... Não o sendo... Também no Brasil, o povo tem o poder de acabar com "fantochadas políticas". O que o povo está farto é de corrupção, fome e de que gozem com a sua cara... E uma coisa é certa: em prol de algum bem-estar no dia-a-dia, há muito boa gente que abdica de algumas liberdades... E aí é que está o risco...

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De Rita PN a 11.10.2018 às 21:31

Ahaha é assim que se ganham inimigos, dizendo a verdade! (Com a mentira também, mas essa um dia é sempre desmascarada e nunca abona a favor de quem a usou). Deixa-te estar, não sigas o rebanho.

Os humoristas não são muito bem vistos nestas (an)danças, vá-se lá perceber porquê...
Se até as marcas usam nomes influentes para se promoverem e alcançarem determinado público, porque haveria a política e o desporto ficar de fora? Nestas situações usa-se e é-se usado, resta acada um saber o que quer.

"O fosso é que tem de ser menor e mesmo na pobreza, esta tem de ser menos miserável" - era exatamente aqui que queria chegar!

A respeito do roubo, creio que não me expliquei devidamente. O que quis dizer foi que a liberdade não é igual para todos, o povo condena com mais afinco quem rouba pão do que quem rouba milhões. Ou seja, o poder também "compra" liberdades... se é que me entendes. Há liberdade para que a corrupção aconteça.

Bolsonaro poderá ser uma surpresa, caso vença. Isto porque não fará apenas o que quer e, talvez se equilibre a balança em certos aspectos. Contudo, há que ter atenção.
Creio que o perigo não reside num Trump isoladamente, nem num Bolsonaro, reside na possibilidade de as forças extremistas virem a conquistar o poder noutras grandes potências mundiais e, aí sim, serem maioritarias.

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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 23:25

"Porque haveria a político e o desporto ficar de fora" - nem mais, tive um professor em Milão que me dizia que um dos erros crassos de muitos empresários passava por pensar que o cliente era inteligente... De facto...

Há liberdade, mas no caso português, por exemplo, existe uma cultura nesse sentido... Mais que liberdade...

O poder nunca reside naqueles que dão a cara, sobretudo nos líderes políticos actuais.
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De O ultimo fecha a porta a 11.10.2018 às 23:33

A situação do Brasil está cdaa vez extremada. Deixemos o povo brasileiro tomar a sua decisão.
O problema é que se está em extremos onde o bom senso parece não imperar.
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 23:38

Está tudo desesperado... Uns por chegarem ao poder... Já outros, desesperados pelo fim das mordomias...
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De Chic'Ana a 12.10.2018 às 09:38

Sempre foi um país de extremos, mas acho que está a chegar a um ponto em que todo o cuidado é pouco. Uma luta desenfreada por chegar ao poder, uma luta desenfreada por reconhecimento... Não vai acabar em bem! A ver vamos.

Beijinhos, já tinha saudades de passar por cá.
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De Robinson Kanes a 14.10.2018 às 11:29

E promete continuar a ser...

Já tinha saudades de te ver por cá :-)
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De Mamã Silvestre a 12.10.2018 às 13:36

Eu diria que é o retrato de um país de contradições e extremismos.
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De Robinson Kanes a 14.10.2018 às 11:30

Sem dúvida...
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De HD a 12.10.2018 às 21:27

Gostei da observação dos 'caducos'... :-)
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De Robinson Kanes a 14.10.2018 às 11:30

És do pior :-)
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De Maria Araújo a 12.10.2018 às 21:49

O poder é a ambição dos homens, e no caso da América latina vê-se o quão radicais são, seja para direita, seja para a esquerda, e daí concordar com isto:

"Até porque há muitas formas de ser fascista, uma delas pode ser, por exemplo, ser comunista, só muda o nome..."

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De Robinson Kanes a 14.10.2018 às 11:30

Essa citação :-)
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 04:43

As eleições para eleger o novo presidente colocam o eleitor brasileiro numa situação que nunca aconteceu antes. Normalmente, eleições são uma das ferramentas mais importantes da democracia, mas na eleição do fim de semana passado um dos lados tem como objetivo, caso ganhe a eleição, acabar com o regime democrático no Brasil. É uma droga de democracia, como todo mundo está cansado de saber, mas por pior que seja ainda é menos ruim do que uma droga de ditadura, e é justamente isso que o consórcio formado pelo ex-presidente Lula, o PT e a sua vizinhança querem fazer no país. Não falam assim, é claro, mas os atos concretos que prometem praticar depois de assumir o governo vão deformar de tal maneira o poder público, os direitos individuais e a máquina do Estado que o resultado prático vai ser a construção de um regime de força no Brasil. Não se trata apenas, como já aconteceu tantas outras vezes, de eleger um presidente ruim. O problema, agora, é que um dos possíveis finalistas, pelo que dizem há meses as “pesquisas de opinião”, tem um projeto público de ditadura para o país.

Acabar com o Poder Judiciário, por exemplo, anulando o seu tribunal mais elevado e interferindo nas decisões dos juízes e desembargadores, isto é ou não é uma providência básica que a toda ditadura, sem exceção, julga indispensável tomar? Sim, é. Então: o candidato a presidente do PT promete que, se eleito, irá criar um negócio chamado “controle social na administração da Justiça”. Isso quer dizer que as sentenças dos magistrados estarão sujeitas, no mundo real, a comitês externos ao Poder Judiciário, com membros nomeados pelo governo. Promete-se, também, “repensar” os conselhos nacionais da Justiça e do Ministério Público. Todo mundo sabe muito bem o que significa “repensar” alguma coisa neste país: é virar a mesa. No caso, querem criar “ouvidorias”, compostas por pessoas que representem a “sociedade”, para vigiar juízes e o Ministério Público. Também querem criar algum sistema de cotas para a escolha de juízes, de forma a “favorecer o ingresso e a ascensão” de “todos os segmentos da população” nas carreiras do Judiciário, sobretudo as “vítimas históricas de desigualdades”. A coisa vai por aí afora, de mal a pior, mas o ex-deputado José Dirceu achou uma boa ideia acrescentar um plus: segundo disse, "deveriam ser tirados todos os poderes do Supremo Tribunal Federal”. Segundo o pensador-chefe do PT, "o Judiciário não é um poder da República. Quem manda é o povo, através do voto. Além do mais, o que interessa é 'tomar o poder'. Eleição é outra coisa".
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 04:43

(conclusão)

O futuro governo Lula também promete criar oficialmente a censura à imprensa no Brasil (isso mesmo, 'governo Lula': o ex-presidente está na cadeia, condenado como ladrão em 1ª e 2ª instâncias, mas toda a estratégia do PT é provar que quem vai mandar de verdade no país é ele, e não o seu preposto nas eleições). Como acontece em relação à democracia, não se utiliza a palavra “censura”, assim abertamente; o que anunciam é o “controle social dos meios de comunicação”. O que é exatamente a mesma coisa. Esse “controle” não vai ser exercido pelo Espírito Santo. Quem vai “controlar” são pessoas de carne e osso nomeadas pelo governo, e “controlar” significa decidir o que a mídia pode ou não pode publicar. Isso é censura, e o resto é conversa, sobretudo os desmentidos de que haverá censura. A partir daí, só fica pior. Falam em “fortalecer” a prodigiosa TV Brasil, que eles mesmos inventaram, que consegue gastar 1 bilhão de reais por ano de dinheiro publico e até hoje tem audiência próxima de zero. Falam em dar concessões de tevês e de rádios para sindicatos, “coletivos” e “movimentos sociais” ─ e mais do mesmo.

O projeto do PT também inclui uma “Assembleia Constituinte” paralela ao Congresso, como se fez na Venezuela, para criar um novo regime político e social no país. O que será isso? Nada fica dito em português claro, mas nem é preciso, basta ouvir o que dizem todos os dias as lideranças do partido. Propõe-se orientação “política” para o ensino básico, a parceria com governos criminosos, como os da Venezuela e Nicarágua, e com ditaduras africanas, e um governo dos “povos do campo, das águas e das florestas”, seja lá o que isso for. Mais do que tudo, a candidatura do PT quer a volta dos governos Lula-Dilma, que acabam de ser acusados pelo ex-ministro Antonio Palocci (o nrº 3 do PT depois de Lula e José Dirceu, e que está preso, assim como o nrº 1, o 2, o 4, o 5 e por aí vai...)) de gastarem 800 milhões de reais em dinheiro basicamente sujo para se manterem no poder na última campanha presidencial. Enfim, não é preciso mais nada...

Fonte: Revista Veja, 05/10/2018
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De Robinson Kanes a 14.10.2018 às 11:34

Testemunho importante que desmonta uma espécie de ditadura que se diz verdadeiramente democrática. Tudo isto a ser verdade, dá que pensar muito acerca do futuro do Brasil... Falou do voto do povo, tão defendido, neste caso pelo PT. O voto do povo acima de todos os outros poderes só existe na nomeação, no momento em que delega todos os poderes em alguém... O grande problema está depois no desequilíbrio de poderes que esse alguém aproveita para contaminar o voto desse povo...

Não é preciso mesmo mais nada... Muito, mas muito obrigado pelo comentário.

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