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Críticas ao "Centralismo"?

por Robinson Kanes, em 02.09.19

centralization.png

 

Créditos: https://thesaurus.plus/antonyms/centralization

 

Nota introdutória: se as coisas em Portugal estão demasiado centradas na capital? Estão!

 

É recorrente, inclusive por estas bandas, a critica contra o centralismo: ou porque o evento "x" é em Lisboa, ou porque Lisboa vai receber mais dinheiro para isto e para aquilo, é porque em Lisboa há de tudo e no resto do país não existe nada. Não concordo e passo a explicar o porquê:

 

- Algumas cidades e os seus arredores sempre quiseram ser Lisboa. Lisboa é a capital, como em qualquer outro país, é natural que tenha mais investimento e consequentemente um maior índice de desenvolvimento. Querer ser uma outra capital, além de mentalidade tacanha e bairrista, é simplesmente ignorar a realidade e perpetuar o tão apregoado isolamento. 

 

- Na hora de votar, os eleitores dos círculos eleitorais fora de Lisboa, votam em deputados que irão representar as respectivas regiões na Assembleia da República... em Lisboa. Será que são interpelados pelos cidadãos dessas regiões no sentido de aferirem o que tem sido feito em prol da região que os elegeu? Não esperem que sejam os eleitores de Lisboa a fazê-lo.

 

- Em muitas vilas e cidades, existem autênticos impérios de determinados indivíduos e instituições que controlam esses mesmos locais. Esses impérios que vão desde autarquias, misericórdias e um ou outro indivíduo da terra, são responsáveis por muito do centralismo. As localidades ficam fechadas sobre si próprias e, no caso das autarquias e outras instituições públicas (inclusive IPSS), o poder é tal que ninguém questiona sob pena de perder o emprego em toda a família ou até sofrerem represálias! Não são raros os casos em que, quem vem de fora empreender, rapidamente é excluído. O forasteiro que traz algum know-how ou investimento não é bem-vindo. É mais fácil conseguir apoios junto dos munícipios para esta ou aquela associação que ninguém sabe propriamente o que faz do que para constituir um negócio com impactes na economia local.

 

- Existem também os indivíduos que criticam um certo centralismo e a própria capital, mas temos os outros que fogem para a mesma por já estarem a sufocar nas respectivas vilas/cidades, o motivo? Muito do que referi acima e não só.

 

- Também não podemos querer ser como a capital e dizer que não estamos dispostos a passar duas horas no trânsito e nem pensar em trabalhar fins de semana, feriados ou horas extraordinárias. Não podemos quer ser como a capital e chorar porque todos os dias temos de fazer 20km para o trabalho! Na capital, 20km é para quem "trabalha de casa".

 

- Mais do que criticar ou querer ser como este ou aquele, o ideal passa por fazer mais e melhor, ser cidadão e ir contra poderes obscuros e instituidos que em nada abonam a favor desta ou daquela região. É ser coerente e aproveitar sim o associativismo e muito do know how existente para fazer diferente, para realçar e unir todos em prol do desenvolvimento das regiões que não são Lisboa! Descentralização não é só andar por Lisboa à procura de dinheiro e fundos para viadutos de milhões onde passam "meia dúzia" de automóveis por ano... Um exemplo? Cabeceiras de Basto!

 

- O centralismo não existe apenas em Lisboa, existem cidades em Portugal que também exercem uma espécie de centralismo mas a um nível regional.

 

- Finalmente, falem-me de localism, e aí já faz sentido voltarmos a abordar esta questão.

 

E em jeito de provocação, muitas vezes não entendo a critica do isolamento e do "pouco dinheiro", pois o parque automóvel, em algumas vilas/cidades/aldeias é bem mais apetecível que em Lisboa... O parque automóvel, as casas, a qualidade de vida e até para se conseguir um restaurante é uma luta... Se a isso juntarmos hipermercados sempre a abarrotar, dá que pensar.

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43 comentários

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Cecília a 02.09.2019

Também não podemos querer ser como a capital e dizer que não estamos dispostos a passar duas horas no trânsito e nem pensar em trabalhar fins de semana, feriados ou horas extraordinárias. Não podemos quer ser como a capital e chorar porque todos os dias temos de fazer 20km para o trabalho! Na capital, 20km é para quem "trabalha de casa".


está mal informado, é o que posso dizer.





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Robinson Kanes a 02.09.2019

Ou contactamos com realidades diferentes... Mas tem espaço para apresentar a sua leitura :-)

Também é uma generalização e não uma particularização :-)
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Cecília a 02.09.2019

por norma não gosto de generalizações - e neste assunto "caem-me" quase sempre mal.

mas, sim, posso dizer-lhe que vivendo no norte e já tendo estado em diferentes zonas do norte, é tão fácil encontrar pessoas que trabalham a 2 ou 3 km, como pessoas que trabalham a 25 ou 30 km de casa. muita gente de viana e braga no porto ( e vice- versa), muita gente de santa maria da feira em aveiro, de ovar em aveiro e por aí vai.
é um ponto que caducou há muito.

e eu nem sou avessa a trabalhar longe. as pessoas têm é que se sentir bem com o que fazem e com tudo o que diz respeito a. talvez por isso as pessoas muitas das vezes nem liguem à distância: é preferível fazer 30 e gostar do que se faz - e valorizando o custo/beneficio - do que ir a pé para o "matadouro".

pessoalmente fez-me pior trabalhar a 8 km de casa do que agora a 39 km.

preciso de tempo para passar entre mundos.

e já agora também lhe posso dizer que achar que as outras cidades querem ser Lisboa é algo de quem... só pode ser de Lisboa.

(risos)

;)

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Robinson Kanes a 02.09.2019

Por vezes é necessário, isto sem desrespeitar os particularismos.


Mas também encontramos o inverso, com mais incidência, ou não? Acha que é um ponto que caiu mesmo?

Bem, eu já fiz cerca de 220, (é preciso gostar-se mesmo) - actualmente são menos. E ainda bem :-)

Olhe que não... Olhe que não... :-))))

Também já trabalhei a norte e havia muita gente (políticos incluídos) que desprezando Lisboa, queriam o Porto no papel da mesma. E também tenho que lhe ser sincero, particularizando - ainda hoje lido com muita gente (inclusive familiares) que dizem mal de produtos de Lisboa só porque sim... Todavia, acho que estamos a esquecer o essencial da questão que é: o que estamos a fazer para tornar Lisboa menos central?

No entanto, no meu trabalho e na vida pessoal, ser de Lisboa até me ajudou imenso aquando da minha estada a Norte.
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Cecília a 02.09.2019

ser de Lisboa até me ajudou imenso aquando da minha estada a Norte.

claro que sim... somos um povo com compaixão pelos infortunados

também já fiz 150. era uma delícia. dava para ouvir uma ópera inteira

eu não quero o Porto a capital - como sabe, sou tripeira -: há certas ETAR que dispenso na minha cidade-paixão. mas, claro, já se sabe, os interessados nessas ideias são aqueles que, estejam onde estiverem, só sabem minar ( e extrair para o próprio bolso) - não criar.

eu gosto de dizer mal de Lisboa só porque sim. os Lisboetas afinam logo (risos).

pessoalmente a única coisa que posso fazer para tornar Lisboa menos central é votando. e acreditar que quem me representa - circulo eleitoral, entenda-se - faça o melhor pela região em que estou.

há certas coisas que acontecem em Lisboa simplesmente porque ser capital é isso mesmo: arcar com o prazer e as responsabilidade em igual medida. não ando sempre de olho nisso.
e não ando porque se descentralizar significa plantar "estádios" que depois não se conseguem manter sozinhos, mais vale estar quietinho.

aborrece-me mais cortarem comboios entre Porto e Lisboa do que um evento X acontecer em Lisboa. aborrece-me DE MORTE uma TAP "obrigar-me" ir a Lisboa para conseguir fazer um voo qualquer.. (e a CP não aproveitar a coisa...) mas isto não é uma questão de mentalidade ou de regionalismos. já não acredito que seja: é mesmo incompetência.
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Sim, é um infortúnio ser alfacinha, que fazer? ;-)

Então, não me diga que quer o Porto como um país? Mas olhe que o "Porto" não raras vezes, gosta de se assumir como a capital do Norte, centralismo regional?

Eu não digo mal do Porto e do Norte porque sim- toda a região é um local que já me deu muito e onde também já criei algumas raízes. Quando dizem mal de Lisboa só porque sim, o ideal é afinar mesmo, ignorar e seguir caminho sem perder muito tempo :-))))


"pessoalmente a única coisa que posso fazer para tornar Lisboa menos central é votando. e acreditar que quem me representa - circulo eleitoral, entenda-se - faça o melhor pela região em que estou. "

Acreditar ou exigir? Votar por votar... :-)

A TAP oscila entre a vontade do privado e a vontade da política... Faz-nos falta uma gestão competente para ambas, mas quem quer tocar nas duas? Tem logo aí as borlas do regime a protestar. Mesmo assim, o Porto está melhor em termos de voos do que há uns tempos (entendam-se tempos como tempos não muito longínquos). E convenhamos, no caso da TAP, existem rotas que não fazem sentido existir no Porto só para se dizer que se tem voos do Porto - podem-se testar algumas rotas? Sim! Podem-se aproveitar outras com retorno efectivamente garantido? Sim!

P.S.: e cá por baixo também temos Beja às moscas e até querem construir um novo aeroporto.
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Cecília a 02.09.2019

já sabe qual é a minha forma de acreditar nas coisas ou pessoas. acreditar sem exigir ( e sem dar tudo por tudo)...


podia-se ter deixado a Portugália em Paz? - sim! ( risos)
uma enchente de ofertas low cost não é estar propriamente bem servido.


isso da capital do norte é tão lindo como a capital dos mirtilos e do móvel e afins... é uma parolada.

o aeroporto de Beja... o tal que serviria para todos os voos low cost e desafogar o Humberto Delgado. mas «a vontade do privado e a vontade da política...»

os Lisboetas quando afinam desandam logo porque não conseguem ir a jogo. risos.
há um video muito giro - apatetado - de u mexcerto de um programa - não menos apatetado - que fala muito bem sobre estas coisas de falar sem sentido algum - vou ver se o encontro.

diz tudo.
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Cecília a 02.09.2019

quando digo acreditar sem exigir - atente-se às reticencias ;)
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Robinson Kanes a 02.09.2019

A Portugália ainda existe e é de um profissionalismo extremo. "Old School" em bom. Concordo que a TAP Express deveria trabalhar um pouco mais o Porto.

É uma parolada real e que tem consequências... :-)

Não vou entrar numa guerra Lisboa "vs" Porto, mas talvez o não querer ir a jogo seja mesmo deixar uns a falar enquanto as coisas vão acontecendo, algo mais carregado de maturidade? Pelo menos essa é a minha postura - vou ver o vídeo.

Em jeito de brincadeira: tenho uma amiga que diz: "enquanto alguma malta bairrista do Porto anda alimentar ódios com Lisboa, Lisboa está-se completamente a borrifar para eles e segue caminho" :-))))

Só uma nota, que já tive oportunidade de deixar a outro comentador: o texto não se refere apenas a Lisboa e ao Porto. Há um país enorme por aí, e ao focar apenas a questão no Porto, estamos a criar dois centros. Só dou um exemplo: em Mangualdade temos uma indústria de louvar e com grande impacte nas exportações, falo da PSA, mas muitos nem sabem onde fica Mangualde. Portugal não é só Lisboa e Porto :-)

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Cecília a 02.09.2019

sabe bem meu caro que levei a conversa para o Porto Lisboa por brincadeira pura. a pureza faz falta em tudo, não?

eu sei que a Portugália ainda opera (abençoados Porto- Madrid logo pelas 6h) mas sem a operação estava melhor...

Lisboa está-se a borrifar para eles - seja de que maneira for: está a ver como bate certo?



esses de que fala que nem falam em Mangualde serão provavelmente aqueles que acham que depois de Lisboa só Palmela, não? ;)

eu conheço Mangualde - passei lá verões - até porque o meu pai trabalhou uns anos na SIAF. ;)
a mesma Mangualde terra de um sr. Coelho...



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Robinson Kanes a 02.09.2019

Sei... Só estou a tentar levar as coisas para outras paragens :-)

Não diga isso, ainda desperta o espírito de desunião, também não é assim tão linear :-)

Não, antes de Palmela há Setúbal que contribui mais para o PIB e não está dependente do encerramento de uma só empresa.

SIAF :-)

Não se meta com esse, se não leva :-)))))



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Cecília a 02.09.2019

há muita forma de levar... ( eu não levo de qualquer das maneiras porque)
- não trabalho na Mota Engil
- não sou familiar dos que morreram na queda da Hintze Ribeiro


ui que má.
vou orar e já volto.

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Robinson Kanes a 02.09.2019

A Cecília é terrível :-))))

Sabe, nem foi a queda da ponte que me deixou de pé atrás com o cavalheiro: era algo que não poderia controlar e nem sabia. É claro que é o responsável e tem de responder por isso, mas a forma abrupta como abandonou essa responsabilidade foi vergonhosa, ainda por cima para trabalhar numa construtora logo a seguir :-)
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Cecília a 02.09.2019

obrigada. é bom ler um elogio de quando em vez.



óbvio que me refiro à forma como se comportou em relação ao cargo ( que se tivesse sido cumprido sem medos... talvez...)

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Robinson Kanes a 02.09.2019

Ui, a velha conversa "E Lisboa? E o Porto?" :-)))))
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Cecília a 02.09.2019

não! a velha conversa é os inteligentes que compram carro e com ele fazem lisboa-porto em 1h5.

pergunto sempre: quando foi a última vez que esteve em lisboa / porto?

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Folhasdeluar a 02.09.2019

Caro Robinson...muito embora o texto "toque" determinados pontos do nacional "apatismo"( não sei se esta palavra existe, nem sequer isso é importante), em minha opinião descentralizar não é tanto dizer mal de Lisboa ou criticar o governo. E também não é a queixa de se trabalhar a maior ou menor distância de casa Descentralizar é atribuir poderes às autarquias. A questão é quais os poderes e se vêm acompanhados do respectivo pacote económico, mas não é só isto. Mas há mais, descentralizar é também ter um plano de desenvolvimento para o interior. Plano que passaria, por exemplo, de imitarmos a China e criar ZEE, (zonas económicas especiais) nas zonas mais carenciadas, onde quem lá invistisse tivesse direito a pacotes fiscais favoráveis. Sei por experiência que as autarquias são geridas por pessoas, umas competentes, outras medianamente competentes e outras completamente incompetentes. Conheço de perto três Câmaras Municipais, uma muito bem gerida Mafra. Outra medianamente gerida Vila Franca de Xira e outra complemente mal gerida Loures. Essas guerrrinhas entre Lisboa e Porto não levam a nada. São completamente estéreis. É preferível apresentar ideias e soluções, ou seja, planear e depois....atribuir poderes.
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Atribuir demasiado poder às autarquias levanta várias questões que vão ao encontro de alguns pontos que referi - nem todas as autarquias sabem lidar com o poder, se é que me faço entender. Falei em "localism", e esse é um dos pontos que se colocam sempre em termos de fragilidades. O poder local em Portugal nem sempre tem sido um exemplo de transparência... Além disso, as entidades que deveriam seguir a actuação das autarquias nem sempre desempenham o seu papel, os motivos são vários.

E a comunidade? Mais do que ZEE - a China é um regime totalmente diferente daquilo que temos na Europa? Será que estamos a criar "empowerment" na comunidade? É aí que também pode estar o segredo.

O texto não fala de Lisboa "vs" Porto, mas de todo um país :-)

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Folhasdeluar a 02.09.2019

Eu sei que não fala de Lisboa vs Porto, embora haja uma tendência para se entrar nessa "guerrinha"...a verdade é que muitas autarquias não possuem as "competências" para implantar projectos inovadores...a diferença e a inovação são sempre considerados "papôes" neste nosso tão atrasado,( de mentalidades quero eu dizer), Portugal...:)))
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Robinson Kanes a 02.09.2019

É inevitável... :-)

Concordo... :-)
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Luísa de Sousa a 02.09.2019

Eu, que vivo numa Região Autónoma, estou um pouco à margem do centralismo/descentralismo que o Robinson aqui fala!!!

Acho importante dar autonomia ao poder local para descentralizar e, por conseguinte haver mais desenvolvimento nestas localidades onde quase ninguém quer viver nem investir!!!

Mas, como atrás disse, não estou assim tão informada para poder opinar de forma correcta!!!

Feliz Dia!
Beijinhos

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Robinson Kanes a 02.09.2019

Olá Luísa,

Bem, da Madeira muito se pode dizer em termos de governação e que já falámos também.

Já opinou muito bem :-)

Beijo,
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MJP a 02.09.2019

Olá, R.! :-)


"- Mais do que criticar ou querer ser como este ou aquele, o ideal passa por fazer mais e melhor, ser cidadão e ir contra poderes obscuros e instituidos que em nada abonam a favor desta ou daquela região. É ser coerente e aproveitar sim o associativismo e muito do know how existente para fazer diferente, para realçar e unir todos em prol do desenvolvimento das regiões que não são Lisboa!"

Plenamente de acordo! :)

Sempre vivi no Algarve, por opção! Não "invejo" as, supostas, "mordomias" da Capital (sempre que me "apetece" alguma dessas coias, vou lá e usufruo)... gosto da "pacatez" do Meu Algarve... mas confesso que, cada vez tenho menos paciência para as "criaturas" que o"entopem e poluem", sobretudo, durante o Verão e passam a Vida a reclamar!!!... é simples... não venham! ;)

Resto de dia Feliz!

Beijo
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Hi MJ,

Como sabes, para mim, o Algarve não é nem nunca foi destino de Verão.

Também, durante algum tempo, tive a ideia de que os algarvios eram "maus" para os portugueses... Anos mais tarde, percebi que não o eram para os estrangeiros, de facto.

Entretanto fui convivendo e conhecendo muitos algarvios e percebi que muitos portugueses só tinham experiências menos boas no Verão porque eram arrogantes e faltavam ao respeito aos algarvios que os serviam... Reclamar dos/nos serviços, muitas vezes, é uma forma de deitar cá para fora alguma frustração.

Beijo,
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MJP a 02.09.2019

Olá, R.! :)

Eu, também, reclamo de muitas coisas, com as quais não concordo (o ano todo, porque vivo cá o ano todo)... mas, aquilo a que me refiro é o reclamar "só porque sim, sem qualquer fundamento"... há, mesmo, quem tenha "a lata" de dizer que, por estar de férias, merece um tratamento especial!!! (obviamente que, também, há muitas pessoas educadas, respeitáveis e respeitadoras)

Cada vez mais, sinto que as pessoas não aproveitam as férias, vêm demasiado "irritadas", espalham o seu "veneno" e voltam "frustradas"...

Beijo
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Hi MJ,

Sim, é a esses que me refiro. Bem, isso é uma óptima dica em termos de marketing - clientes tratados como se fossem especiais, é o mote de qualquer unidade hoteleira e não só (ou deveria ser).

Concordo em pleno com: "Cada vez mais, sinto que as pessoas não aproveitam as férias, vêm demasiado "irritadas", espalham o seu "veneno" e voltam "frustradas"..."

Beijo,
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O ultimo fecha a porta a 02.09.2019

Este post foi inspirado por mim.
Muita coisa não concordo, mas faz parte da democracia.

Acho um pouco arrogante, não me leves a mal, dizer que "Querer ser uma outra capital, além de mentalidade tacanha e bairrista, é simplesmente ignorar a realidade e perpetuar o tão apregoado isolamento. "
Quando critico o centralismo, não pretendo que haja uma outra capital, nem acho que assim seja. Acho sim, que as oportunidades devem ser distribuídas por todos o país, pois todos fazem parte do país (e pagam impostos). Acho que não há inveja, mas sim a necessidade de uma melhor afetação dos diversos setores económicos no país.

Quanto ao ponto dos círculos eleitorais, estou de acordo contigo.
Aliás, é precisamente por haver tanta coisa na capital, que os poucos que têm poder nas suas autarquias/localidades dominam tudo. Diz-se que em terra de cegos, quem tem olho é rei. Assim, quanto mais centralizado estiver em Lisboa, mais se acentua este desequilibro que não é bom para o país.

Mas sim, é um tema a ser discutido e deve ser discutido. Não é mera "inveja" ou ser tacanho como o post faz crer. Se olharmos para os centros de decisão político, estão em Lisboa, a sede dos bancos estão todas em Lisboa, as sedes do PSI 20 (exceção à Sonae) estão em Lisboa, os media (exceção do JN) estão em Lisboa.
Na minha opinião é uma atrofia ao desenvolvimento do país.
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Um reparo: inspirado no teu artigo e muitas conversas e experiências. Não é inspirado na pessoa :-)

Portanto, a minha resposta terá em base isso e não somente o teu comentário.

Concordo com a defesa de que o país é mais que Lisboa e que a afectação dos recursos nem sempre é a mais justa... Mas a verdade é que existe uma certa classe política e não só que teima em comparar-se com Lisboa - quando pode pensar nas mais-valias da sua região, isso é inegável.

Os centros de decisão política são, por norma, nas capitais... Tens cidades como Berlim e Frankfurt, embora aqui seja poder económico "vs" poder político. Nesta equação, até há bem pouco tempo ainda tinha Bona. Mas a Alemanha é federalista. Em relação aos bancos, sendo privados é uma opção dos mesmos, excepção à CGD que também faz sentido que esteja na capital. Os media, sendo privados também, mas em termos públicos, a RTP tem uma grande representação no Porto.

Apenas uma correcção: No PSI20, não é só a Sonae (aliás a Sonae Capital também está em bolsa, logo são duas empresas distintas) que tem sede fora de Lisboa. O BCP, a EDP Renováveis, a Ibersol e a Altri têm sede no Porto; a Amorim (corticeira) perto de Espinho; a Mota Engil divide-se em Lisboa e Porto, mas penso que está registada em Amarante; a Ramada tem sede em Ovar e finalmente a Navigator tem sede em Setúbal.


Aliás, a própria sede da Euronext em Portugal fica no Porto :-)
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O ultimo fecha a porta a 02.09.2019

Acho injusto apelidar essas comparações como bairristas ou tacanhas. Pode haver quem o faça como em tudo na vida (então no futebol ...) , mas acho que em Portugal existe muito esse desnível. Claro que uma capital serve para tomar decisões, mas não colocar tudo lá. Não me parece adequado que seja tudo tratado em Lisboa e o resto é "paisagem"

O BCP e EDP Renováveis podem ter sede formal no Porto (o BPI tb tinha) mas o centro operacional de decisão é em Lisboa. Altri/Ramada/Cofina tem as fábricas no país, mas a Cofina é em Lisboa (não dá dinheiro mas dá influência). As Sonaes valem por uma se sim, essas têm peso. Lembrei-me da Amorim, mas não sabia se estava cotada no psi 20. No caso da Ibersol, a sede fiscal é no bom sucesso, mas honestamente penso que se trata de uma cadeia de franshing e embora com um volume de negócios elevado, contribui pouco para o país.
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Respeito, mas essa é a impressão que me fica. Alimentar discursos vazios e pouco fazer não é mais que tacanhismo e bairrismo e atirar areia para os olhos dos cidadãos. Aqui divergimos na opinião, mas respeito e consigo perceber o porquê de vermos as coisas de forma distinta.

Sim, mas sede é no Porto, falávamos disso, fiscalmente é isso que importa. BPI já era, apesar da sede cá, agora fala catalão :-)

A Cofina não está no PSI 20, acho... A Ibersol, em restauração, catering e não só, é um mundo, olha que nao contribui assim tão pouco... Mesmo... Além de que, se o volume de negócios é elevado, contribui com algo.
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cheia a 02.09.2019

Na capital temos tudo à mão, enquanto que o interior está, cada vez, mais deserto. Tem de haver mais equilíbrio entre o interior e litoral.
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Robinson Kanes a 02.09.2019

Não só na capital, mas no litoral mais desenvolvido. Esse é um problema que nós e outros países atravessamos.
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HD a 03.09.2019

Assegurem os acessos e formatem 'as mentalidades que só estacionam em segunda fila'...
Localizem-se! :-D
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Robinson Kanes a 03.09.2019

Se fosse em segunda fila, pelo menos quebravam as regras :-)
Andas madrugador :-)))))
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HD a 03.09.2019

Hoje tive uma 'Manhã Milagrosa'... ;-p
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Rão Arques a 04.09.2019

Recuperação de Maio de 2012 (sem emenda)
Freguesias e fregueses
Actualização do estatuto e reformulação das freguesias, claro que sim.
Mas não se acomodam anexos antes de se dimensionar a nave principal.
Se os partidos da actual maioria feitos patos-bravos querem assentar tijolo sem cuidar dos alicerces, dos socialistas registe-se que quando na governação não gerem, atrapalham, diluem e transferem. Catastróficos ao leme, ciclone arrasador na oposição.
Não há solução para o País com um sistema eleitoral talhado á conta e medida como alimento das clientelas partidárias do arco dominante, em que as permutas de poder, entre estafados e viciados ocupantes se sucedem ciclicamente em restrita escala a dois comparsas, com pendura de ocasião em permanente estado de alerta.
Inundados de naftalina trocam de actores e fatiotas, preservando á vez a chave bem guardada do palheiro que os vai engordando, repartindo e enfardando entre si em palco de simulação de guerrilhas para entretenimento público.
Só uma emenda constitucional de emergência máxima constituirá receita curativa para tão nociva moléstia, com renovação de gentes, refrescamento e distribuição com renovados e legítimos peões em tabuleiro a arejar com destreza.
Das quase duas centenas e meia de deputados ensacados em turbilhão, aí uns 50% não tem feito mais que coçar cadeiras, agarrados, tolhidos e obedientes por vícios fósseis desde á mais de 30 anos, em que nunca foram capazes, ou intencionalmente mascararam a emergência de parir uma nova, escorreita e transparente lei eleitoral.
O modo e tempo da actual discussão do número de freguesias não passa de um mal encenado número circense, quando tudo deveria iniciar-se por uma constituição adulta e sem sofismas, pelo modo de eleição e assento no parlamento e órgãos autárquicos para que com legitimidade renovada se arquitecte o edifício administrativo do País.
A redução do número de deputados deve andar perdida, a descentralização, (que não uma regionalização multiplicadora de benesses e burocracia), parece que se perdeu.
Se os governantes de turno apenas rodeiam habilidosamente as questões estruturais de fundo, os anafados opositores enquanto arregalam o olho á espera de vez, vão-se coçando com um chega para lá macaco, que em vez de apontar alternativas decentes insistem em inundar-nos a pele, tossindo e salivando gafanhotos.
Saltam de galho em galho como quem muda de camisa, de Faro para Braga como de Sintra para Lisboa.
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Robinson Kanes a 04.09.2019

"Não há solução para o País com um sistema eleitoral talhado á conta e medida como alimento das clientelas partidárias do arco dominante, em que as permutas de poder, entre estafados e viciados ocupantes se sucedem ciclicamente em restrita escala a dois comparsas, com pendura de ocasião em permanente estado de alerta. "

:-)

"
Das quase duas centenas e meia de deputados ensacados em turbilhão, aí uns 50% não tem feito mais que coçar cadeiras, agarrados, tolhidos e obedientes por vícios fósseis desde á mais de 30 anos, em que nunca foram capazes, ou intencionalmente mascararam a emergência de parir uma nova, escorreita e transparente lei eleitoral. "

Outra vez :-)

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Rão Arques a 04.09.2019

Não me diga que já tinha entrado com isto no seu espaço e me estou a repetir.
Se for o caso só tenho que pedir desculpa e estar mais atento para evitar duplicações.
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Robinson Kanes a 04.09.2019

Não, nada disso... Convenhamos é que muito do que ali diz não tem grande contestação. É a mais pura realidade!

Agradeço o facto de também ter ajudado a tornar este artigo mais completo.

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