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forest-fire-1164329_1920.jpg

 Fonte da Imagem:https://pixabay.com/pt/users/JosepMonter-1007570/

 

E porque é que inauguro o texto com este título? Serei sanguinário? Adoro a tragédia? Gosto da morte? Não... Mas em Portugal só existem incêndios quando morrem muitas pessoas, até lá o país pode arder todo, desde que não chegue perto da praia e incendeie o parque de estacionamento! Pior que um incêndio na praia onde passamos férias é o carro a arder!

 

Sem mortos e o foco na pessoa humana, parece que nunca é uma tragédia, mesmo que ardam hectares e hectares de flora, morram animais e sejam destruídas infra-estruturas! E as associações do costume, as dos peditórios, onde é que andam? Estão à espera da primeira meia centena de mortes para encaixar mais uns donativos, ou estão na praia? A "solidariedade" também vai a banhos ou também precisa de sangue para ser mais eficiente na recolha do donativo?

 

Será que o retorno solidário para as celebridades e para os media só existe quando existem muitos mortos? Ou será que falar de números de algo que já aconteceu sempre ajuda a esquecer o que está a acontecer? Podiamos fazer um concerto solidário em Vilamoura - com sorte até se recolhiam mais donativos, mas isso não é cool, não liga bem com sol, biquini e mojitos! Lembro a visita do Papa em que de um momento para o outro todos os portugueses se converteram ao catolicismo praticante e de repente até os ateus partilhavam selfies na Cova da Iria. Ao que sei "também" não se olhou a gastos para prevenir um incidente, doesse a quem doesse...

 

A verdade é que esta semana está a ter lugar uma calamidade (mais uma) no Centro do País (e se fosse só o Centro...): Mação, Coimbra, Sertã, Castelo Branco, Vila Velha de Rodão e por aí adiante... Mas ainda não morreu ninguém e aconteceu um outro azar: é Julho e é mês de férias... Este ano não foi preciso esperar por Setembro e Outubro para esquecermos os incêndios... Os incêndios de Alijó foram há menos de uma semana, ainda alguém se lembra? Não, agora queremos é festival da Eurovisão... Esperemos é que o fogo não chegue a Lisboa nem às grandes cidades e as pessoas comecem a perceber que o mesmo não se apaga com donativos e que a cidadania não é algo que se venda a troca de uma chamada solidária.

 

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33 comentários

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O ultimo fecha a porta a 27.07.2017

Se não tivesse lido o teu post ia fazer um do género porque hoje estava no carro de manhã a ouvir as noticias e estava a pensar exatamente nisso

Na mouche.
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Robinson Kanes a 27.07.2017

E porque não? É outra visão... Fico a aguardar :-)
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O ultimo fecha a porta a 31.07.2017

Ia falar disso e dos fundos de "solidariedade" que ninguém sabe quanto foi amealhado, quem gere e como vai ser aplicado na realidade ...
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Robinson Kanes a 01.08.2017

E ainda estamos à espera...
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Maria Araújo a 28.07.2017

A imagem é impressionante, o título muito mais.
Estes dias, na minha pequena viagem para os lados de Vieira do Minho, cruzámo-nos com vários camiões carregados de troncos.
Fiz uma pergunta silenciosa, a mim mesma: " será que estes são fruto de incêndios passados?"
Quando não houver floresta para queimar com que vão entreter-se os incendiários e os seus capangas?
Coisas minhas, sem sentido, mas são pensamentos de quem dói o coração de anos e anos de verões com fogos.
Bom fim-de-semana.
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Robinson Kanes a 28.07.2017

Era essa a ideia, de facto...

Provavelmente serão para a pasta de papel, essas florestas são bem geridas e raramente lá existem incêndios. Já estou como diz a "Kalila", os eucaliptos não se incendeiam sozinhos.

O tema dos incêndios, além de complexo tem muito que se lhe diga e envolve muita gente... Já estou como dizem as pessoas que viveram os tempos da Ditadura... Depois do "Verão Quente" de 1975 foi o descalabro... E a culpa não é só das alterações climáticas. É uma pergunta que se impõe, aliás, duas: porquê isto todos os anos e porquê a inoperância política em relação a esta matéria.

Bom fim de semana...

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Maria Araújo a 30.07.2017


" Depois do "Verão Quente" de 1975 foi o descalabro".
Há anos, e depois desta data, fui dar um passeio pela Galiza.
No regresso, via-se uma intensa e muito escura nuvem de fumo.
O meu namorado comentara comigo que os incêndios eram de mais e não tinham fim.
Minha mãe faleceu no verão de 1982. Esta data é a referência que tenho do começo dos incêndios que todos os anos no verão, uns mais anos mais que outros, matam a nossa floresta.
Por isso é que cada verão que se aproxima é, na minha opinião, um tormento.
E, confesso, nesta altura, desligo-me de ver notícias.
E as temperaturas deste mês de Julho estão como eu gosto. Mas a terra seca, a falta de chuva e o vento que assola o país, são, contudo propícios aos incêndios.
Bom domingo.
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Robinson Kanes a 01.08.2017

É uma realidade que continua. Esta semana estive com alguns envolvidos nos incêndios de Sertã, Ródão e Nisa e não quis ouvir aquilo que ouvi... Talvez fale disso por aqui, mas tenho de tratar do assunto com pinças.

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