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Artes e Empresas?

por Robinson Kanes, em 08.11.16

 

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No contexto económico contemporâneo onde as empresas se deparam com uma necessidade premente de estar na linha da frente do mercado, quer ao nível da inovação e criatividade, quer ao nível da gestão e criação de valor, é importante encontrar instrumentos que permitam enfrentar os diversos desafios colocados.

 

Segundo Rob Austin, professor da Harvard Business School “a economia do futuro basear-se-á em criar valor e formas apropriadas, e ninguém sabe melhor como isso se faz, do que os artistas” (cit. Adler, 2006: 487). Já as Nações Unidas, numa abordagem mais próxima aos impactes benéficos da cultura, não só na economia mas em outras frentes como a inclusão social e o desenvolvimento dos seres-humanos defendem que [...] a ligação entre criatividade, cultura, economia e tecnologia, deve expressar-se de um modo que permita criar e fazer circular um capital intelectual, com potencial para gerar retorno, empregos e valor de exportação enquanto ao mesmo tempo promovam a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Isto foi o que as emergentes indústrias criativas começaram já a fazer tendo como objectivo exaltar a componente de crescimento económico, emprego, comércio, inovação e coesão social em economias cada vez mais avançadas (Nações Unidas, 2008).

 

Neste século de grandes mudanças e adaptações, é necessário que as empresas possam abandonar uma certa lógica racionalista e o pragmatismo que caracterizou séculos anteriores. Os modelos herdados desde os tempos de Adam Smith, e que   se prolongaram até finais do século XX, em que a gestão empresarial assentava sobretudo na previsibilidade e nas relações causa-efeito estão em desuso, senão completamente obsoletos. Os mercados são sobretudo complexos e encontram-se em constante mutação, além do sem-número de relações estabelecidas a uma velocidade nunca antes vista – a era da imprevisibilidade está aí e chegou para ficar.

 

No nosso caótico século XXI, o ambiente empresarial e as tradicionais ligações causa-efeito são indetermináveis por um conjunto simultâneo e contraditório de acções que colidem umas com as outras, mesmo quando interagem com um vasto leque de forças e actores de mercado em permanente conflito. Estas condições, estão a ser de dificílima gestão nas organizações que ainda assentam nos modelos de planos estratégicos a vários anos, ou num processo rígido de decisão, culpa de estruturas hierárquicas demasiado pesadas e sobretudo em abordagens monolíticas ao mercado. Por outro lado, empresas com capacidade inventiva suficiente para seguir em frente por todos os caminhos, flexíveis o suficiente para responder rápido (e bem) ao imprevisto e ainda espontaneamente o suficiente para prosseguir um processo de mudança efectivo, estão a descobrir que uma cultura organizacional bem adaptada e bem interligada, provoca uma significativa vantagem competitiva.

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5 comentários

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O ultimo fecha a porta a 08.11.2016

A globalização, o rápido avanço tecnológico e uma concorrência cada vez mais feroz fazem da previsão, algo dificílimo de concretizar. Basta pensar as expetativas das empresas europeias em 2010 (há seis anos atrás) com os de hoje.
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Robinson Kanes a 09.11.2016

Verdade. Já lá vai o tempo dos planos estratégicos a 1o, 5 ou até 2 anos. Existem inclusive algumas organizações que fazem a sua gestão estratégica trimestralmente. Se por um lado esta rapidez assusta, pelo outro tem de permitir abrir o espectro daqueles que têm um papel na estratégia e nas operações.
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O ultimo fecha a porta a 09.11.2016

É verdade. Acho que cada vez mais os gestores para a vida toda estão a cair em desuso, embora lentamente. Algumas empresas já têm periodicidade definida para a sua Administração. Aliás acho "business plans" uma das maiores tretas da teoria empresarial, precisamente por serem uma teoria em que muitas variáveis são exógenas aos gestores e às empresas.
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Robinson Kanes a 10.11.2016

Boa abordagem!
Já existem escolas que defendem que os Business Plans são inúteis, adivinha-se, faz-se futurologia e por vezes existe uma tendência para não prever "embates".
Sou adepto do planeamento, mas defendo que o mesmo não deve ficar agarrado, por exemplo, a um Business Plan.
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O ultimo fecha a porta a 12.11.2016

Acho que faz sentido falar em planeamento e orçamento. Não um business plan. O segundo nome é mais pomposo, mais americano, mais business, mas muito mais teórico que dá para o lado que der jeito. Um orçamento é bem diferente.

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