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Sardinhada com uma Balada do Pequeno Soldado

por Robinson Kanes, em 11.08.20

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Créditos: http://worldpolicy.org/2012/03/26/nicaragua-forlorn/

 

Hoje, no espaço habitual à terça-feira, estamos no "SardinhasSemLata"... Falamos de indígenas e de crianças-soldado. E também não precisamos de sardinhas para engolir... em seco. Estamos aqui.

 

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O que aprendi nos últimos seis meses...

Por Mami...

por Robinson Kanes, em 30.07.20

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Tiziano Vecellio - Retrato de Settimia Jacovacci (Szépművészeti Múzeum)

Imagem: Robinson Kanes  (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

Os meus últimos seis meses foram anómalos; foram-no para toda a humanidade, sei-o bem.

 

Quiçá esta é uma das poucas vezes em que, enquanto pessoas, num mesmo momento histórico, vivemos preocupações tão semelhantes.

 

Claro que uns somos mais próximos do que outros, quer pelas nossas condições económicas, quer pelas nossas convicções morais. este facto aproxima-nos ou distancia-nos na forma de viver esta nova realidade mundial.

 

O meu filho nasceu no início da pandemia. sai para a maternidade em “liberdade”, regressei a casa em confinamento. não vou fingir que foi um horror, não foi. estar em casa com os meus dois tesouros e com o meu companheiro – que habitualmente está fora em trabalho-, foi bom, foi reconfortante, foi até apaziguador nos tempo que vivíamos. não havia preocupações de emprego - temos uma situação estável e ele estava em teletrabalho. inquietava-nos o isolamento da família alargada, a vontade de estar “nos braços da minha mãe”, de lhe apresentar o neto, de ouvir a casa cheia com os meus sobrinhos e a minha princesa a correr por todo lado.

 

Havia e há uma preocupação latente por não saber o quanto tempo durará a situação.

 

Sai de casa pela primeira vez, para ir às compras, no início do mês de junho. senti-me como uma criança pequena abandonada no bosque. sentia perigo em todo lado, estava nervosa, sentia-me a sufocar. saí apressada, não comprei metade do que estava na lista e comprometi todo o processo de “higienização”. estava confinada, por opção, há demasiado tempo.

 

Começo a trabalhar dentro de quinze dias. daqui a trinta, o meu filho vai para a creche e a minha filha para o pré-escolar. e, se por um lado, sinto que temos de assumir a nova realidade em que vivemos, por outro, sinto-me num filme de ficção científica em que o que me apetece é ficar com a vida “adormecida” até esta invasão passar.

 

Regressando à questão que hoje me trouxe a este poiso “o que aprendi nos últimos seis meses” tenho de confessar que nada aprendi, desculpem a falta de poesia ou dramatismo. posso, com falsa modéstia, assumir que reiterei o que há muito descobri: não vale a pena planear muito a nossa vida, criar expectativas ou sofrer por antecipação. a vida surpreende-nos sempre!

 

Nota: lembrei-me agora, aprendi a fazer pão!

 

Mami

 

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(Anti)Racismo (em)na Baixa...

por Robinson Kanes, em 29.07.20

iStock-1221333903.jpgCréditos: https://www.ies.be/content/covid-19-amplifier-racism-and-inequalities

 

Seriam cerca das quatro da tarde e eis que devorava o meu almoço, um belo prego e um sumo de laranja, coisa saudável e mesmo a condizer com a boa forma (não!)  e um dia de trabalho que teimava em não terminar.

 

Estando de pé, ladeava-me um casal de indivíduos de etnia cigana num habitual aparato onde o filho corria por todo o espaço (e sem máscara) e a gritaria era tal que intimidava todos os que se encontravam no espaço, quer a comer quer a trabalhar. Enquanto saboreava qualquer coisa, a esposa, grávida, pedia ao esposo que lhe fosse buscar um rissol. Carinhosamente, o marido, eis que foi pedir o dito rissol. Não! "Olha, vai lá buscar tu". Até tem outra  sonoridade quando dito sem máscara dentro de um espaço fechado. E assim foi, há que saber tratar uma mulher, então grávida, nada como um mimo - estranhamente os defensores das minorias só apontam as balas num sentido, esquecendo-se que dentro de algumas minorias existem coisas que... 

 

O lado bom da caricata situação é que permitiu à senhora que, de forma arrogante e sem qualquer respeito pela colaboradora do espaço exigisse que a tosta mista, entretanto terminada de confeccionar, fosse aparada. Há que manter os níveis no café low cost esquina que isto de vir o pão com pontas e a alface e o queijo de fora não condiz com nada.

 

E eis que, já com a senhora de volta à mesa e em pé, surge um indivíduo africano, com o aspecto de quem estava a trabalhar no duro numa obra perto. Pede o seu pão, está de máscara e até preserva algum distanciamento social. Eis que, com uma mão no nariz, a frágil senhora grávida, começa com a outra mão a fazer aquele gesto de  afastamento para o indivíduo negro, e com um também habitual "aiiiiii olha queres ver"... 

 

Estava ali uma bela história para o Robinson apreciar. Eis que, tomando as dores da esposa, aquela que mesmo grávida tem de se desenrascar, o esposo profere um "aiiiii queres ver que não ouves, levas já duas chapadas que te virooooo". Este é o momento em que o Robinson pensa... Bem, acho que vou ter de actuar, mas optei por ficar, além de que tinha uma camera mesmo apontada à minha pessoa e a mesma capta gestos mas não sons. Ainda era cedo para contribuir para a criação de um mártir.

 

Sai novamente um "olha queres ver... este filho da.... não sai daqui, levas duas bolachadas que te viro". O indivíduo negro que, provavelmente nem percebia português, dirigiu-se à caixa para pagar, e quando estava a sair ouviu novamente alguém chamar nomes à sua mãe e ainda levantar-lhe a mão ameaçando-o de pancada da grossa. Pousei o prego e dei dois passos, mas optei por seguir a actuação do indivíduo que ignorou totalmente o facto. Alguém tinha de trabalhar para pagar impostos e muito provavelmente enviar dinheiro para uma localização distante e perder tempo não fazia parte das suas prioridades. Os olhares de todos voltaram ao chão, sobretudo depois da minha pessoa ter "recuado". Respirava-se fundo, mas o medo era notório.

 

No espaço todos se sentiram intimidados e o silêncio reinou. Reinou até à saída vitoriosa daquele casal, ainda sem máscara, até ter entrado na viatura de aluguer estacionada na via pública, em zona proibida e debaixo dos olhos dos agentes da Polícia Municipal e da Polícia de Segurança Pública. Não costumam ser tão coniventes com os indivíduos da malta de cargas e descargas, mas esses não têm espaço mediático, são meros trabalhadores e também laboram meio ano só para pagarem impostos.

 

Será que a SOS Racismo aceita esta minha denúncia? Será que se o Robinson tivesse actuado de imediato não apareceria nas televisões com o rótulo de racista? Possivelmente... Não foi o medo que me levou a ficar quieto mas sim a atitude madura e inteligente da vítima e isso foi a maior lição que tive naquele dia. Todavia, a outra lição com que fico é que, independentemente da raça, cor, etnia, a intimidação continua a ter lugar e as baforadas excêntricas e sem qualquer sentido que encontram racismo em tudo, estão a anular a capacidade de encontrarmos e resolvermos as verdadeiras demonstrações desse mesmo racismo e até de violência. Tudo isto sem esquecer a revolta contida de muitos que, em períodos mais débeis, pode facilmente soltar-se... E o perigo está aí. Até porque os temas que estão a afundar o país continuam a ser abafados pela má exploração de tópicos como este e outros...

 

Enquanto andarmos entretidos com manifestações e petições (algumas delas, sobretudo as notícias em torno das mesmas, altamente manipuladoras) para solicitar subsídios vitalícios pelo "simples" facto de alguém ter perdido um ente querido num homicídio (o que é uma tragédia), e ainda não totalmente esclarecido, vamos esquecendo todos os outros e muitos deles que morreram a dar a vida por todos nós. Vamos deixando passar os buracos de milhões que esta crise está a gerar, a falta de dinheiro na segurança social para fazer face aos problemas da crise (existem cidadãos que não estão a receber aquilo a que têm direito por alegada falta de verbas) e os já habituais casos como o Novo Banco. Ainda hoje disse que Portugal parecia a Venezuela a um nacional desse país e a resposta desse foi: "Como a Venezuela? Ainda está é pior!".

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O que aprendi nos últimos seis meses...

Por Folhas de Luar...

por Robinson Kanes, em 23.07.20

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Imagem: Robinson Kanes (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

Vida

Saio para a rua e vejo os olhos que não vejo. Vejo as mesmas faces que via e também as mesmas faces que agora já são outras. Percebi o desencanto de perceber a ínfima partícula do desespero. E também a ínfima partícula da coragem. Percebi que quando o destino nos trespassa... os homens se encerram em máscaras. Fábula e mistério. Vida. Tudo atirado ao imenso abismo da impotência. Dizer exactamente o que aprendi...não sou capaz. Ainda hoje vi crianças a correr no recreio do infantário. Lembrei-me da floração das rosas. Dos calmos riachos. Da espuma das ondas. Contudo...sinto em mim a confusão do mundo. A importância das esplanadas...cheias. Agora vazias...ou quase. O calvário das sombras que se espraiam nos nossos medos. De repente somos irrelevantes. Sentimos a pele a desarticular-se com o frio que nos percorre. E também vejo as lágrimas que se escondem . Percebo que somos fortes. Que somos sonho. Que escalamos colinas. Que todos os dias nos escoamos pelas ruas. Que não podemos fechar-nos em medos. Sublime é o mistério que nos encerra no mundo. Sublime é também a nossa existência. Curta ou comprida. Leve ou pesada. Sublime é a nossa respiração...profunda. Irrisório é o nosso corpo. Somos um e outro. Platónicos crentes em deuses. Ou em nadas. Suspiramos olhando as estrelas. E sabemos que somos apenas...a volúpia das nossas ideias. As folhas arrastadas pelo vento. O encontro com o luar. E sentimos que há uma vida que troça de nós. Aceitamo-la. Porque tudo é belo. Que tudo se desfaz e tudo continua. E a nossa cinza será produzida pelo imenso fogo da vida. Resta-nos ocupar o nosso espaço. E sermos, como dizia Flaubert, “grandeza de pó, majestade de nada!”.

Folhas de Luar

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O que aprendi nos últimos seis meses...

Por menina-mulher.

por Robinson Kanes, em 02.07.20

be68076629107c4fe0814e3187f3a227-1000.jpgCréditos: https://www.wallpaperup.com/528753/mood_sensual_fashion_beauty_beautiful_girl_face_cute_attractive_lovely_woman_female_model.html ( (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

 

Começo com um paradoxo: tenho tentado não pensar demais, passando o dia a pensar – especialmente nos últimos seis meses. Por isso este convite foi um desafio, mas um dos bons, que como vão ver, a seguir, acabou a fazer-me sorrir.

 

Admito que desde dezembro (daí os seis meses) estava atenta às notícias do Oriente, mas, na minha inocência de pessoa pouco ligada às Ciências, acreditava que íamos passar “só” por uma “sequela” do SARS 1, ou seja, volta e meia ouvir falar da nova gripe nos noticiários, quase como um fait-divers, mas a achar que a sua representatividade no nosso “cantinho à beira mar plantado” ia ser mínima.

 

Chega março e percebi... pânico, particularmente em quem me rodeia, ou não seja eu irmã de uma pessoa em imunodepressão e que está dependente de medicações e tratamentos diários. No “nosso umbigo familiar”, o que primeiro percebemos é que a (agora nova) Covid-19 ia mudar os nossos dias e as prioridades do país e logo do curso dos tratamentos com que vivemos, todos os dias.

 

Seguiu-se a muito lenta alteração do espírito e atitudes dos lisboetas nos transportes públicos e nos restaurantes (os meus habitats mais naturais aqui na capital), tanto que, na noite anterior ao decretar do isolamento voluntário pela empresa onde trabalho, estive com amigos a jantar e a Covid não foi, de todo, o principal tema de conversa.

E plim! Na tarde seguinte, entrei em confinamento voluntário e por cá continuo quase 120 dias depois.

 

O que aprendi?

  • Que lido melhor com o confinamento do que esperava. Lido bem com o trabalhar de casa, com as reuniões com câmara e sem ela; que os meus gatos também têm horários e que conseguem ser companheiros de trabalho muito chatinhos...;
  • Que cozinhar me acalma e me dá um foco ao dia: o alimentar os outros, o encontrar novidades seguras, o ganhar coragem para experimentar, mesmo dentro das minhas “quatro paredes”;
  • Que morar numa casa não é o mesmo que viver numa casa, e que passar tanto tempo dentro de casa leva a um graaaande “síndroma de ninho;
  • Que “as dicas certas”, “a produtividade”, o “melhoramento pessoal” não funciona igual para todos, e pode bem até aumentar a ansiedade e o sentimento de alienação;
  • Que morar a 300 quilómetros da nossa família é difícil, mas agora experimentem viver com a regra “não podes sair de casa” e vão ver que centenas de quilómetros se transformam num continente com um oceano pelo meio;
  • Que descer as escadas para ir à mercearia ao lado da porta pode ser todo um programa, agora na companhia de máscara e luvas e um cronómetro.

 

Mas, acima de tudo, aprendi que vivemos num país que se entrega e se ouve quando o mal é comum, mas que se distrai facilmente quando os estímulos são muitos.

Aprendi que informação pode ser demais, mas que o “lava sempre bem as mãos”, o “mantém 2 metros de distância”, o “apoia os negócios locais” já não são informação, mas são sim formação da nossa personalidade no “novo normal”.

 

Venha o copo de vinho à 6ª feira, para brindar a mais uma semana (minimamente) sãos, e cá estaremos daqui a meio ano, para nos abraçarmos virtualmente, outra vez!

Blog da menina-Mulher

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O que aprendi nos últimos seis meses...

Por Maria Araújo...

por Robinson Kanes, em 25.06.20

WhatsApp Image 2020-06-24 at 23.07.49.jpegCréditos: GC/ (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

Estávamos todos a par do que acontecia na República Popular da China, pensávamos que um desconhecido, perigoso e invisível vírus, que obrigou a que milhões de pessoas tivessem de ficar fechadas em casa, não chegaria à Europa, muito menos a um cantinho à beira-mar plantado: o nosso país.

Em Fevereiro, fui uns dias de férias para conhecer um pouco mais do Alentejo, dias estes muito bem passados, "que tranquilidade!", de regresso a casa, já se ouvia nas notícias que Itália era o foco de infecção, os media entravam casa adentro a toda a hora, o Coronavírus estava na Europa.


E de Itália a França e Espanha, Portugal começou a sentir o perigo, agiu o governo atempadamente, e, de uma forma inesperada, mudámos o nosso estilo de vida.


Somos um povo de afectos, estavam proibidos os beijos e os abraços, o alerta constante de evitar o contacto físico e manter o distanciamento desencadeou nas pessoas o medo de ser contaminado.


As cidades ficaram desertas.


Às crianças foi-lhes tirada a rotina das creches, da escola. Interromperam-se os afectos, as brincadeiras com os amiguinhos, os parques de rua para brincar. Estava nas mãos da família adaptarem-nas a uma nova rotina, árdua e exigente.


A nossa casa passou a ser o escritório, a escola, as consultas, as reuniões, a fé, a cultura, o ginásio, a loja que procurávamos para comprar alguma coisa que nos satisfizesse o ego de tão triste estávamos neste isolamento forçado.


Passados este seis meses ( comentando com um familiar, a quem foi muito difícil este tempo de confinamento, que, apesar de tudo, parece-nos que já foi há bastante tempo ), não tendo alterado o meu comportamento muito mais que anteriormente, aprendi algumas coisas que em situações normais certamente não pensaria nelas: 

aprendi que fiquei mais tolerante a pequenas coisinhas que me irritavam, sobretudo más interpretações ou juízos de valor que eu mesma fazia; 

aprendi que o medo faz (re)agir perante ocorrências inesperadas, "esquecer" o vírus e seguir em frente, há que proteger os seres mais frágeis; 

aprendi a controlar a minha ansiedade se me doesse um dedo, ou a ponta nariz, e,sim,tive dores no braço, e deixar de procurar o médico especialista disto e daquilo só porque queria ficar tranquila (não vou a uma consulta desde novembro do ano passado); 

aprendi, basta querer, que o tempo que tenho chega para tudo: ler, computar, tomar conta do sobrinho neto quando é preciso, cozinhar, fazer as tarefas da casa, passear, apoiar quem me pede ajuda;

aprendi que os nossos melhores momentos são aqueles que dedicamos a quem mais gostamos: um almoço e/ou jantar convívio via whatsapp;

aprendi que o progresso traz riscos, que a insegurança e a desigualdade social aumentam.

O homem é um ser vulnerável.

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Movimento Português Anti-Racista e Anti-Colonialista...

E de todas as outras coisas que estão na moda...

por Robinson Kanes, em 22.06.20

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn - "A Ronda Nocturna" - Pormenor (Rijksmuseum)

Imagem: Robinson Kanes

 

Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.

Friederich Nietzsche, in "Para Além do Bem e Mal".

 

Jovem!

 

Não tens nada que fazer para lá das redes sociais e da praia? Não sabes o que é a Democracia? Vives dos meus impostos? Queres apagar a História? Gostas de aparecer e pertencer a causas mesmo sem saberes porquê ou sem teres ideias de futuro? Não tens ideias e  até no teu bairro tens medo de dizer um "ai"? Queres destruir uma sociedade democrática? Se respondeste sim a uma questão que seja, junta-te à nossa causa! Não te esqueças é de criar um instagram ou um facebook para sentires que estás a tomar parte num sentimento de pseudo-maioria!

 

Para atingirmos os nossos objectivos propomos:

 

- Destruição do Mosteiro dos Jerónimos, do Santuário de Fátima e de todas as Igrejas e monumentos ligados à Igreja Católica, essa grande promotora do colonialismo em tempos antigos e causadora de milhões de mortes por esse mundo fora - pelo caminho vai a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, a Feitoria e a Casa da Dízima! Feitoria é coisa de colonialismo e não é propriamente o meu restaurante predilecto, a Casa da Dízima é só porque não gostei propriamente das duas vezes que lá comi pregado, só por isso, o que já é um acto atroz!

 

- Destruição da estátua de D. Afonso Henriques, um indivíduo que batia na mãe e a partir de Guimarães promoveu a causa racista matando árabes por aí abaixo;

 

- No seguimento do ponto anterior, circunscrição de Portugal ao Condado Portucalense e devolução do restante território aos mouros, eles depois que se entendam com os que foram expulsos pela mouraria;

 

- Destruição das estátuas de todos os reis e até do próprio Marquês de Pombal;

 

- Exoneração de um político-mor, um ferranho defensor do colonialismo e cuja opinião pública só mudou com a mudança do regime (efeito cata-vento);

 

- Destruição de milhões de edições de livros, obras de arte, manifestações culturais, gastronómicas e sociais que são herança ou tiveram como base indivíduos racistas e colonialistas! Abaixo os Santos Populares, viva a Festa do Avante!

 

- Abaixo a ciência em todas as suas vertentes;

 

- Fim ao hino nacional, e no fundo, ao ser português;

 

- União com movimentos internacionais tendo em vista a destruição das pirâmides do Egipto, de totos os vestígios do Império Grego e Romano, em suma de praticamente todos os sítios históricos da Antiguidade e outros mais contemporâneos excepto os edifícios históricos que tenham lojas da Primark e da Humana;

 

- Aliás, sugiro a destruição da Europa, dos Estados Unidos, da Rússia, de todo o Médio-Oriente, da China, em suma de toda a Ásia. Mas como também há racismo em África e na América do Sul, vamos destruir tudo. 

 

- Pela quantidade de raças que se aí se encontram, a mudança ou até a destruição do Largo do Intendente em Lisboa, em homenagem a Diogo Inácio de Pina Manique, esse racista absolutista.

 

- Destruição do Bairro Alto, isso é racismo e dá a sensação que os brancos do Alto olham de cima para as outras raças da Baixa. Principe Real é um ultraje e deverá ser renomeado para qualquer coisa como Presidente do Comité ou "influencer square" ou "Game Changer".

 

- Sugiro que o principal acesso ao Hospital de São José, a Avenida Almirante Reis, seja fechada ao trânsito inclusive de ambulâncias para que, e especialmente em períodos de confinamento, te possas manifestar, sem perceberes, em muitos dos casos, bem porquê. 

 

- Em temas verdadeiramente urgentes e fracturantes da nossa sociedade, enterra a cabeça na areia e faz de conta que nada se passa, nomeadamente a corrupção, os incêndios, a propaganda digna de regime ditatorial, o crime, a impunidade e todas as falcatruas e defeitos de um país provinciano. Segue a moda! Segue a moda e não vires os olhos para o lado. 

 

- Não penses, nós pensamos por ti e tens um Presidente da República que também o faz. 

 

Se não tens coragem para isto tudo, mas queres ser um indivíduo bem visto e sentir-te parte do grupo, escreve só meia-dúzia de tretas que encontras nas notícias e partilha na internet, também assim estarás a fazer a tua parte. No entanto, quando o fizeres, não te esqueças que o racismo não existe só contra negros e lembra-te de te esqueceres de tudo isto ao fim de uma semana dedica-te de imediato a outra causa que esteja na berra, o like é garantido e assim a tua opinião contará mais que as outras, mesmo que todos se estejam a borrifar para o que escreves online.

 

Junta-te à nossa causa e vais fazer parte de um movimento único e que defende a liberdade dos povos com violência e hipocrisia. Uma coisa é certa, nunca te sentirás cansado porque todos os dias há novas causas, a próxima será a da existência de gafanhotos gigantes extraterrestres que falam e estão escondidos debaixo dos corpos dos pagadores de impostos - estão prontos a atacar para extinguir a raça humana pelo que se seguirá o ataque ao consumo de vinho branco que é uma clara demonstração de supremacia branca!

 

P.S.: aquela do político-mor, coloca-me a pensar como é que um indivíduo que... chega a presidente de... Enfim, coisas minhas.

 

 

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Sardinhada junto ao Zāyandé-Rūd...

por Robinson Kanes, em 16.06.20

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Imagem: Robinson Kanes

 

Hoje comem-se sardinhas nas margens do Zāyandé-Rūd, acompanhem-nos nesta comezaina, aqui.

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Woke Capital e Racismo na Sardinhada de Hoje...

por Robinson Kanes, em 09.06.20

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Créditos: http://www.umgasmagazine.com/museum-failure-failed-inventions/

 

Hoje a sardinha está temperada com "woke capital" e racismo... 

Nada como passarem por e apreciarem uma bela sardinhada com muito pimento vermelho.

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O que aprendi nos últimos seis meses...

por Robinson Kanes, em 27.05.20

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Créditos: https://soundmacguy.wordpress.com/2018/06/29/good-moaning-london/

 

 

Amanhã, pela segunda vez este espaço estará aberto aos amigos e seguidores do mesmo. Aliás, pela segunda, em tempos alguém (alguém, porque foi anónimo) quis expressar uma opinião e cedi-lhe o "Não é que não Houvesse" por um dia.

 

Todas as quintas, um convidado poderá falar um pouco do que aprendeu nos últimos seis meses. Esta época, por certo, fez-nos pensar e aprender muitas coisas e mesmo que até ao final do ano, os estilhaços (bons e maus) de toda esta crise irão marcar-nos... Pelo menos a todos os que têm coluna vertebral e têm de trabalhar para viver ou, não podendo trabalhar, querem fazer algo pelas suas vidas e dar um significado às mesmas.

 

É também uma forma de nos conhecermos, de conhecermos o outros e quem sabe até de nos deixarmos inspirar.

 

Quem nos acompanha, vá ficando por aí - amanhã o meu convidado será um grande Amigo destas ondas agrestes onde navega o "Não é que não Houvesse", até porque... Haver, havia, não era grande coisa, mas havia.

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