Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Hoje a Sardinha traz ódio...

por Robinson Kanes, em 30.06.20

93768475_3309581579052693_8652805195157209088_n.jp

Créditos: https://www.facebook.com/AberdeenSardineFestival/photos/pb.249823545028527.-2207520000../3309581572386027/?type=3&theater

 

Hoje é aquele dia em que grelho umas sardinhas e partilho com todos vós... Podem temperar as mesmas com um pouco de ódio aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

The High Price of Neglecting Mental Health...

por Robinson Kanes, em 29.06.20

0_VCfgw_sRyxcIJH-h.jpg

Créditos: Sydney Sims em Unsplash

 

Hoje partilho em inglês um texto de uma pessoa especial... Mantenho o inglês, perdoem os que não puderem ler, todavia podem sempre recorrer ao "google translate" ou ao DeepL Translate. Não fica a 100%, mas é uma boa ajuda. Também pode ser lido aqui.

"

Mental Health is not a trend in our superheroes world. And we might pay a high price for that in the near future.

Many years ago, one of my colleagues would say that we were living in a world of emotional illiteracy, meaning that people would talk a lot about several topics in their lives but would never touch the subject of emotions, let alone working on them. I believe her statement still holds true.

 

In the last decade, during my work in private Coaching and Human Resources Consulting in several companies, I have been observing that people are in general more aware of the importance of mental health, understanding that our well-being is not only defined by the physical aspect of health but also by the psychological, emotional and social components of our human existence. Nevertheless, it is still quite unusual to see programs that promote all or some of these aspects in the workplace, for example. From my experience and work in several big organizations, many of them in a multinational environment, employees may get more perks and benefits than they used to, but few of them are related to mental health promotion.

 

Many of my clients in Cognitive Behavioral Coaching come from organizations like these ones, while others come from a different working environment, such as small or medium businesses. There is a common denominator in all of them though: they all search for a safe setting to discuss their emotions in certain aspects of life, many times related to work and a lack of purpose in what they do. This holds true also for clients who come to me to discuss topics related to their relationships (romantic or others), in which is clear that people are in general affraid of being judged or criticized if they talk about what they really think, feel and want. By providing them a safe and non-judgemental space to discuss these aspects of their lives, we, as professionals, are already seeing them paving half of the way.

 

It seems there is no space for being truly human in our current superheroes world. Social media and everything around us show us a created and very polished version of what human experiences are, making many people feel inadequate just because they can’t afford to take a picture in a Maldives’ scenario. With all the focus on the external part of life, our internal resources have less and less margin to be properly developed, which, in turn, can cause more space for not dealing with emotions in a more adequate and adaptive way.

 

According to the Gallup 2019 Global Emotions Report — a study of people’s positive and negative daily experiences based on more than 151,000 interviews with adults in over 140 countries in 2018, “even as the U.S. economy was growing, more Americans were stressed, angry and worried”, for example (in https://www.gallup.com/analytics/248906/gallup-global-emotions-report-2019.aspx).This alone can give us an idea about how economic indicators are not the only ones we need to take in consideration when analyzing data related to human development. And also that we might in fact be underrating the importance of stress, angry or worry as indicators of a decrease in our general well-being.

 

What we are seeing already with the coronavirus outbreak is that, while we are all paying full attention to treatments, possible vaccines or containment measures to control the virus, we are not as concerned with the consequences of this crisis in mental health — anxiety, stress levels, depression or other indicators.

 

The price of not looking at all aspects of mental health is indeed high. If we don’t take care of those who might be suffering in silence, opening up the lines of communication and spreading a culture of an emotional healthier society, consequences can be severe to entire humanity. Therefore, we might need to rethink the way we are treating and following up on those who are now unemployed, facing financial constraints, trying to overcome serious interpersonal relationships issues, dealing with divorce or any other challenging time in their lives. Only then, with a model that can include everyone who needs a space to speak, share and feel safe, we can truly say we are becoming more human and evolving as a civilization.

"

Por Enjoyful

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que aprendi nos últimos seis meses...

Por Maria Araújo...

por Robinson Kanes, em 25.06.20

WhatsApp Image 2020-06-24 at 23.07.49.jpegCréditos: GC/ (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

Estávamos todos a par do que acontecia na República Popular da China, pensávamos que um desconhecido, perigoso e invisível vírus, que obrigou a que milhões de pessoas tivessem de ficar fechadas em casa, não chegaria à Europa, muito menos a um cantinho à beira-mar plantado: o nosso país.

Em Fevereiro, fui uns dias de férias para conhecer um pouco mais do Alentejo, dias estes muito bem passados, "que tranquilidade!", de regresso a casa, já se ouvia nas notícias que Itália era o foco de infecção, os media entravam casa adentro a toda a hora, o Coronavírus estava na Europa.


E de Itália a França e Espanha, Portugal começou a sentir o perigo, agiu o governo atempadamente, e, de uma forma inesperada, mudámos o nosso estilo de vida.


Somos um povo de afectos, estavam proibidos os beijos e os abraços, o alerta constante de evitar o contacto físico e manter o distanciamento desencadeou nas pessoas o medo de ser contaminado.


As cidades ficaram desertas.


Às crianças foi-lhes tirada a rotina das creches, da escola. Interromperam-se os afectos, as brincadeiras com os amiguinhos, os parques de rua para brincar. Estava nas mãos da família adaptarem-nas a uma nova rotina, árdua e exigente.


A nossa casa passou a ser o escritório, a escola, as consultas, as reuniões, a fé, a cultura, o ginásio, a loja que procurávamos para comprar alguma coisa que nos satisfizesse o ego de tão triste estávamos neste isolamento forçado.


Passados este seis meses ( comentando com um familiar, a quem foi muito difícil este tempo de confinamento, que, apesar de tudo, parece-nos que já foi há bastante tempo ), não tendo alterado o meu comportamento muito mais que anteriormente, aprendi algumas coisas que em situações normais certamente não pensaria nelas: 

aprendi que fiquei mais tolerante a pequenas coisinhas que me irritavam, sobretudo más interpretações ou juízos de valor que eu mesma fazia; 

aprendi que o medo faz (re)agir perante ocorrências inesperadas, "esquecer" o vírus e seguir em frente, há que proteger os seres mais frágeis; 

aprendi a controlar a minha ansiedade se me doesse um dedo, ou a ponta nariz, e,sim,tive dores no braço, e deixar de procurar o médico especialista disto e daquilo só porque queria ficar tranquila (não vou a uma consulta desde novembro do ano passado); 

aprendi, basta querer, que o tempo que tenho chega para tudo: ler, computar, tomar conta do sobrinho neto quando é preciso, cozinhar, fazer as tarefas da casa, passear, apoiar quem me pede ajuda;

aprendi que os nossos melhores momentos são aqueles que dedicamos a quem mais gostamos: um almoço e/ou jantar convívio via whatsapp;

aprendi que o progresso traz riscos, que a insegurança e a desigualdade social aumentam.

O homem é um ser vulnerável.

Autoria e outros dados (tags, etc)

sardinhada_1_728_2500.jpg

Créditos: https://www.cm-mgrande.pt/pages/357?event_id=1319

 

Siga a dança e a sardinhada que hoje é terça-feira e nas SardinhasSemLata que monto o estaminé... Não são permitidas mais de 10 pessoas junto à grelha e só servimos vinho a martelo até às 20h:00m... Podem ler o artigo aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Movimento Português Anti-Racista e Anti-Colonialista...

E de todas as outras coisas que estão na moda...

por Robinson Kanes, em 22.06.20

Amsterdam.jpg

Rembrandt Harmenszoon van Rijn - "A Ronda Nocturna" - Pormenor (Rijksmuseum)

Imagem: Robinson Kanes

 

Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.

Friederich Nietzsche, in "Para Além do Bem e Mal".

 

Jovem!

 

Não tens nada que fazer para lá das redes sociais e da praia? Não sabes o que é a Democracia? Vives dos meus impostos? Queres apagar a História? Gostas de aparecer e pertencer a causas mesmo sem saberes porquê ou sem teres ideias de futuro? Não tens ideias e  até no teu bairro tens medo de dizer um "ai"? Queres destruir uma sociedade democrática? Se respondeste sim a uma questão que seja, junta-te à nossa causa! Não te esqueças é de criar um instagram ou um facebook para sentires que estás a tomar parte num sentimento de pseudo-maioria!

 

Para atingirmos os nossos objectivos propomos:

 

- Destruição do Mosteiro dos Jerónimos, do Santuário de Fátima e de todas as Igrejas e monumentos ligados à Igreja Católica, essa grande promotora do colonialismo em tempos antigos e causadora de milhões de mortes por esse mundo fora - pelo caminho vai a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, a Feitoria e a Casa da Dízima! Feitoria é coisa de colonialismo e não é propriamente o meu restaurante predilecto, a Casa da Dízima é só porque não gostei propriamente das duas vezes que lá comi pregado, só por isso, o que já é um acto atroz!

 

- Destruição da estátua de D. Afonso Henriques, um indivíduo que batia na mãe e a partir de Guimarães promoveu a causa racista matando árabes por aí abaixo;

 

- No seguimento do ponto anterior, circunscrição de Portugal ao Condado Portucalense e devolução do restante território aos mouros, eles depois que se entendam com os que foram expulsos pela mouraria;

 

- Destruição das estátuas de todos os reis e até do próprio Marquês de Pombal;

 

- Exoneração de um político-mor, um ferranho defensor do colonialismo e cuja opinião pública só mudou com a mudança do regime (efeito cata-vento);

 

- Destruição de milhões de edições de livros, obras de arte, manifestações culturais, gastronómicas e sociais que são herança ou tiveram como base indivíduos racistas e colonialistas! Abaixo os Santos Populares, viva a Festa do Avante!

 

- Abaixo a ciência em todas as suas vertentes;

 

- Fim ao hino nacional, e no fundo, ao ser português;

 

- União com movimentos internacionais tendo em vista a destruição das pirâmides do Egipto, de totos os vestígios do Império Grego e Romano, em suma de praticamente todos os sítios históricos da Antiguidade e outros mais contemporâneos excepto os edifícios históricos que tenham lojas da Primark e da Humana;

 

- Aliás, sugiro a destruição da Europa, dos Estados Unidos, da Rússia, de todo o Médio-Oriente, da China, em suma de toda a Ásia. Mas como também há racismo em África e na América do Sul, vamos destruir tudo. 

 

- Pela quantidade de raças que se aí se encontram, a mudança ou até a destruição do Largo do Intendente em Lisboa, em homenagem a Diogo Inácio de Pina Manique, esse racista absolutista.

 

- Destruição do Bairro Alto, isso é racismo e dá a sensação que os brancos do Alto olham de cima para as outras raças da Baixa. Principe Real é um ultraje e deverá ser renomeado para qualquer coisa como Presidente do Comité ou "influencer square" ou "Game Changer".

 

- Sugiro que o principal acesso ao Hospital de São José, a Avenida Almirante Reis, seja fechada ao trânsito inclusive de ambulâncias para que, e especialmente em períodos de confinamento, te possas manifestar, sem perceberes, em muitos dos casos, bem porquê. 

 

- Em temas verdadeiramente urgentes e fracturantes da nossa sociedade, enterra a cabeça na areia e faz de conta que nada se passa, nomeadamente a corrupção, os incêndios, a propaganda digna de regime ditatorial, o crime, a impunidade e todas as falcatruas e defeitos de um país provinciano. Segue a moda! Segue a moda e não vires os olhos para o lado. 

 

- Não penses, nós pensamos por ti e tens um Presidente da República que também o faz. 

 

Se não tens coragem para isto tudo, mas queres ser um indivíduo bem visto e sentir-te parte do grupo, escreve só meia-dúzia de tretas que encontras nas notícias e partilha na internet, também assim estarás a fazer a tua parte. No entanto, quando o fizeres, não te esqueças que o racismo não existe só contra negros e lembra-te de te esqueceres de tudo isto ao fim de uma semana dedica-te de imediato a outra causa que esteja na berra, o like é garantido e assim a tua opinião contará mais que as outras, mesmo que todos se estejam a borrifar para o que escreves online.

 

Junta-te à nossa causa e vais fazer parte de um movimento único e que defende a liberdade dos povos com violência e hipocrisia. Uma coisa é certa, nunca te sentirás cansado porque todos os dias há novas causas, a próxima será a da existência de gafanhotos gigantes extraterrestres que falam e estão escondidos debaixo dos corpos dos pagadores de impostos - estão prontos a atacar para extinguir a raça humana pelo que se seguirá o ataque ao consumo de vinho branco que é uma clara demonstração de supremacia branca!

 

P.S.: aquela do político-mor, coloca-me a pensar como é que um indivíduo que... chega a presidente de... Enfim, coisas minhas.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Final de dia...

por Robinson Kanes, em 20.06.20

IMG_3295.jpgImagem: Robinson Kanes

 

Ce n'était pas des action de grâces qui pouvaient me monter au lèvres , mais ce Nada qui n'a pu naître que devant de paysages écrasés de soleil. Il n'y a pas de l'amour de vivre san désespoir de vivre

Albert Camus, in "L' Envers et L'Endroit"

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que aprendi nos últimos seis meses...

Por GC...

por Robinson Kanes, em 18.06.20

rubens_nao_e_que_nao_houvesse.jpg

Peter Paul Rubens - "Retrato da Filha do Artista" (Scottish National Gallery) 

Imagem: Robinson Kanes

 

Quando penso nos últimos seis meses tenho a sensação de ter passado já muito tempo. Não por causa da pandemia e do consequente recolhimento forçado, que obriga a mais tempo de reflexão e contacto com a nossa mais íntima realidade, mas porque uma parte de mim parece ter ficado lá atrás - enquanto a minha essência mais profunda está a voltar e a caminhar em frente. Qualquer que seja a razão para isso ter acontecido, parece que devo ter motivos para ficar feliz.

 

Nos últimos seis meses aprendi que, embora seja por vezes doloroso, a escolha pelos nossos ideais e valores em detrimento de títulos (profissionais ou outros) vale sempre a pena. É um caminho solitário e muitas vezes incompreendido. Mas a coerência e consistência com o que temos de mais estrutural traz-nos uma tranquilidade impagável.

 

Aprendi, igualmente, que a minha ignorância é afinal bem maior do que julgava. Há tantos livros para ler, tantos cursos para fazer, tantos filmes e música e poesia para me emocionar, que a única hipótese viável é reservar uma parte do dia para me cultivar e tentar ser melhor a partir do conhecimento e da experiência dos outros.

 

Aprendi ainda que a vida pode ser tão simples para nós, humanos, como é para um cão. O meu Pastor Alemão descobre, à medida que vai ficando mais velho, muito mais sítios interessantes para farejar, brincadeiras muito mais divertidas para me pedir ou técnicas bem mais ardilosas para me obrigar a levá-lo a dar passeios mais longos pela natureza. Quando penso que poderia traduzir tudo isso para a minha própria experiência humana, chego à conclusão de que, tal como para ele, descobrir constantemente novos motivos para me fascinar perante o mundo poderá ser algo verdadeiramente espontâneo - basta estar atenta ao que me rodeia.

 

Aprendi também que, embora não se morra, literalmente, de saudades, é possível morrer metaforicamente. Porque é por dentro, no invisível traço que nos une a alguém, que a falta acontece sem pedir licença. Um dia disseram-me que não era de uma pessoa que sentíamos saudades mas do que ela nos fazia sentir. Talvez seja verdade. Ainda assim, há olhares, aromas, sorrisos, abraços e cumplicidade que não são repetíveis - por muito que outra ou outras pessoas cheguem entretanto à nossa vida. Aquela marca, aquela ausência, aquela memória pertencem unicamente a quem no-la gravou cá dentro.

 

Aprendi, finalmente, que não há nenhuma forma de saber o que cada dia nos reserva, por muito que gostemos de nos defender dessa certeza com falsas seguranças e vidas muito cronometradas. A inevitabilidade e o mistério do desconhecido parecem-nos longínquos quando estamos a viver em piloto automático. Mas o facto de não podermos controlar tudo pode trazer uma bênção impensada: a de sermos, finalmente, aquilo que somos, sem amarras, sem controlo de cada gesto, sem medo que a nossa essência transborde para lá do barco imenso da nossa plena existência.

 

GC

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sardinhada junto ao Zāyandé-Rūd...

por Robinson Kanes, em 16.06.20

iran (2).jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Hoje comem-se sardinhas nas margens do Zāyandé-Rūd, acompanhem-nos nesta comezaina, aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desinformação e o Caos...

Ou a guerra...

por Robinson Kanes, em 11.06.20

thediplomat-ap_18088377013515.jpgCréditos: https://thediplomat.com/2018/04/malaysias-elections-and-the-anti-fake-news-act/

 

 

Sem qualquer censura, no Ocidente os temas da moda em termos de pensamento e ideia são cuidadosamente separados daqueles que não são da moda; nada é proíbido, mas o que não está na moda dificilmente encontra o seu espaço em jornais ou livros ou é mesmo ouvido nas universidades. Legalmente os nossos investigadores são livres, mas estão limitados pela tendência do dia.

Aleksandr Solzhenitsyn, proferido no discurso de 08 de Junho de 1978 em Harvard 

 

 

 

O mundo ocidental não se pode orgulhar de muita coisa, é um facto, sobretudo do hype racista que colocou esse mesmo mundo ocidental, por sinal o que mais respeita os direitos humanos, como todo o foco de racismo no mundo. Fora da Europa e dos Estados Unidos, portanto, não existe racismo... Pouco relacionado com o tópico deste artigo, este é um exemplo de como o comportamento de massas pode ser manipulado e de como, um destes dias, temos uma "guerra" (ou sem aspas?) ou uma total queda das instituições e instalação do caos. Não pretendi, contudo, mesmo sendo um hype, discutir se é certo ou errado.

 

Pela primeira vez na sua história, a União Europeia, pela voz de altos representantes da instituição, nomeadamente o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança (Josep Borrell) e a Vice-Presidente da Comissão Responsável por Valores e Transparência (Vera Jourova) veio apontar o dedo à China na forma como tem promovido ao mais alto nível campanhas de desinformação na Europa. Em relação à Rússia, já não é uma novidade. A existirem provas (e por toda a admiração que tenho por dois países como Rússia e China, espero que não sejam validadas) abre-se, ou volta a abrir-se o debate para uma questão muito sensível e que não se resolve com meras iniciativas de fact-checking até porque são tardias e igualmente manipuláveis.

 

Redes Sociais, plataformas como a Google e claro, meios de comunicação mais tradicionais, são também responsáveis (quero acreditar que também indirectamente) pela situação de propaganda e desinformação que está a ter lugar. Há poucos anos, foram muitos os que avisaram e foram ignorados. Também não sou adepto da teoria da conspiração, no entanto, quando o tema é a Covid-19, os países que mais atenção mereceram foram os do bloco europeu, Estados Unidos e Brasil, como se no resto do mundo não existisse tal problema. Esqueci-me do Irão, que sempre foi um desejo para Rússia e China. Para o mal ou para o bem, se existem países que ao nível de geo-estratégia mais interesse têm na antiga Pérsia são Rússia e China.

 

A campanha de informação e desinformação em torno da Covid-19 é uma lição poderosa, como é a própria questão em torno de George Floyd, na medida em que, bastam uns minutos para semear o caos. Quem quiser iniciar uma guerra ou até enaltecer a mediocridade, vive os tempos ideais para o fazer, tempos em que a polarização está a crescer e mais grave, onde todos nos julgamos demasiado inteligentes que nem questionamos o que nos é colocado diante dos olhos e embarcamos porque, achando também os outros uma maré de mentes iluminadas, não queremos ficar atrás.

 

Vivemos tempos perigosos em que existe um grito quase desesperado pelo apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para que também tenha um papel na prevenção destas estratégias de ataque. A OTAN deixou-se apagar mantendo-se focada na questão bélica de terreno e esqueceu a mudança dos tempos, tem agora mais uma oportunidade de defender a Europa, os Estados Unidos e a Turquia com as "armas" adequadas aos tempos modernos. 

 

O envolvimento de uma organização como a OTAN deve alertar o cidadão comum, que provavelmente desconhecerá muitas das acções entretanto realizadas, para os perigos que se colocam num mundo onde as redes sociais, motores de busca, a imprensa e outros meios de comunicação geral imperam, têm peso e consequentemente também têm ameaças. Está na hora de pensarmos nestes temas como uma ameaça grave, mesmo como cidadãos, até porque, se por um lado alimentamos tentativas de destabilização da sociedade como a conhecemos, também acabamos por alimentar discursos extremistas associados à extrema-direita e à extrema-esquerda, sendo que, a última, em poucos países já vem impondo a sua vontade como lei.

 

Ainda vamos a tempo de fazer algo, até porque o cidadão comum que trabalha arduamente, paga os seus impostos e tem pouco tempo para perder com redes sociais e não só, não dá a importância devida e não encaixa no falso discurso do "toda a gente"... O "toda a gente" ainda não é uma maioria, mas os tempos evoluem e quando o "toda a gente" efectivamente corresponder à verdade, temos a salvação ou temos o problema, depende sempre do contexto e da capacidade de olharmos de frente para as coisas como elas são... E não há desculpa para não o fazer, somos a sociedade mais evoluída que o mundo teve em termos de conhecimento e acesso ao mesmo, por isso não basta dizer que, é preciso pensar que e agir com!

 

Sugestão de Leitura para o feriado: JOINT COMMUNICATION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT, THE EUROPEAN COUNCIL, THE COUNCIL, THE EUROPEAN ECONOMIC AND SOCIAL COMMITTEE AND THE COMMITTEE OF THE REGIONS - Tackling COVID-19 disinformation - Getting the facts right

Autoria e outros dados (tags, etc)

Woke Capital e Racismo na Sardinhada de Hoje...

por Robinson Kanes, em 09.06.20

164453007-1038x519-1492549969.jpg

Créditos: http://www.umgasmagazine.com/museum-failure-failed-inventions/

 

Hoje a sardinha está temperada com "woke capital" e racismo... 

Nada como passarem por e apreciarem uma bela sardinhada com muito pimento vermelho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2



Mais sobre mim

foto do autor




Sardinhas em Lata


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



subscrever feeds



Mensagens

Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB