Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Busy Twist e dois vinhos para entrar em Junho..

por Robinson Kanes, em 31.05.19

Está aí Junho e está aí o fim de semana... Mesmo que o fim de semana não seja ao Sábado e ao Domingo, temos oportunidade de viajar, nem que seja nas paredes do quarto e recordar os sons, as paixões e aquele calor de África. Talvez por isso, esta entrada quente em Junho me faça trazer aqui os Busy Twist, uma banda nascida em Londres mas que junta os ritmos africanos, londrinos e até latinos como ninguém...  Por isso, coloquem as colunas mais altas e preparem a cadeira ou o colchão para uns bons balanços: "Friday Night". Não só o título é sugestivo, como vamos ficar a cantar e a dançar... E muito! "Let it go... Let it go..."

Honestamente, não sei como é que estes senhores chegaram até mim... Talvez entre um contacto ou outro, uma partilha, uma viagem...  A partir desse momento, pode-se dizer que os meus ombros e as minhas pernas nunca mais foram os mesmos!

Deixo-vos mais uma sugestão para shake that ass, Traveller (aqui com Zongo Abongo)... Vamos lá, toca a largar a televisão e o temor de ir para a praia ficar com a sensação de que se acabou de chegar a Teerão!

E porque festa não regada não é festa, duas sugestões diferentes para gostos diferentes: o Head Rock, um vinho branco com 75% de Alvarinho e 25% de Gouveio o que o torna num vinho branco com um toque bem forte de verde. Fresco é uma maravilha e traz boas memórias cá a casa, sobretudo porque vem de Nozedo, pequena localidade em Vila Pouca de Aguiar - Trás-os-Montes! O resto dos sabores e dos taninos deixo para se entreterem noutros espaços... Aqui importa é beber e gostar.

Finalmente, "Fazer as Onze - Premium 2015" - um tinto interessante, aprovado por alentejanos com um mix de castas interessante, nomeadamente; Trincadeira, Aragonês, Syrah e Alicante Bouschet. Nada mau, para quem gosta de um sabor mais quente e mais forte. O nome deve-o à tradição de em Borba os homens se deslocarem à taberna mais próxima para beber um copo pelas onze da manhã e "matar o bicho".

IMG_20190316_201440.jpgIMG_20190308_213936.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem regados e bem dançados... Bom fim de semana...

Ah! Circulem pela direita, sobretudo na Ponte Vasco da Gama! São três faixas não duas...

 

Imagens: Robinson Kanes

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E não me digam que é cultural!

por Robinson Kanes, em 30.05.19

Every-Vowel-Nightowls-Resized.jpg

Créditos: http://www.comicstripoftheday.com/

Alemanha (é só um exemplo)

Início dos trabalhos às 08h:00, cada um sabe bem o que tem a fazer - existe espaço para falar dos problemas e a chefia está presente para, com as orientações necessárias, conduzir os processos. Tudo está no caminho correcto, mostrar stress é mal visto, pois além de tirar o foco do essencial toma conta das pessoas e torna a questão, pontualmente, muito emocional - não se fala disto em revistas e depois pratica-se exactamente o contrário, sobretudo quem escreve sobre...

 

Reuniões que começam a horas, duram o minímo de tempo e sem temas laterais que pouco interessam...

 

Hora de almoço rápida, não se perde muito tempo com cafés e com assuntos que não interessam a ninguém! Alguém está a sair muito tarde! Porquê? Demasiado trabalho, incompetência ou ineficiência? Se é demasiado trabalho vamos encontrar uma solução e se necessário, para já, garantir que as horas adicionais são pagas ou gozadas!

 

Existem colaboradores que falam em flexibilidade, vamos testar... Se os resultados forem positvos, nada como uns dias em home-office.

 

Remunerações? Ponderadas, justas e com tabelas salariais bem estrturadas, transparentes e equitativas.

 

Portugal (claro que não é em todos os casos)

Início dos trabalhos às 08h:00m! Não, isso foi um que chegou a essa hora, a maioria chega entre as 09h:30m e as 10h:00m. A chefia chega tarde (sempre stressada - vá-se lá saber porquê). Começa a disparar tarefas num ambiente que estava calmo e que rapidamente se torna, além de tenso, mais stressante! Também existe aquele em que não se passa nada e todos estão agarrados ao computador a trabalhar, perdão, no "insta"! Não fiquem quietos, mostrem stress e andam como "baratas tontas"! Tentem permanecer calmos e rapidamente alguém diz que vocês não fazem nada!

 

Tarefas atiradas ao ar e ninguém percebe! Não existe wrap up semanal e muito menos diário, vai-se fazendo. Pelo meio uns cafés, excepto aqueles que têm um "medo que se pelam" de levantar o rabo da secretária e por isso serem despedidos porque não estão a fingir que trabalham.

 

Demasiado tempo perdido com conversas e temas que não interessam a ninguém: o futebol, o vestido da "Carolina", o "Manuel" que anda metido com a "Carla", os videos dos filhos da "Mariana" (Who cares?) e a chefia que é tudo e mais alguma coisa mas quando está presente as opiniões tendem a mudar e é o "Rei Sol" - ninguém se atreve a dizer que algo não está bem. Sempre que se fala de algo ou em temas que envolvem discussão as emoções escalam... É sempre pessoal, como se o trabalho fosse uma coisa pessoal...

 

Hora de almoço com as conversas do costume ou então com a temática do trabalho e a chefia que tem muitas reuniões à tarde - umas vezes no shopping, outras na esplanada e outras tantas em eventos de networking. Responde em segundos a emails pessoais, nomeadamente de colegas de outras empresas ou das maçonarias que existem nas diferentes áreas profissionais e demora dias a responder a solicitações que surgem no seio da organização, nomeadamente de quem está abaixo.

 

Reuniões que nunca começam a horas e que duram e duram e duram... E no fim, maioria das vezes, não dão em nada. Almocinhos - e como o português gosta de almocinhos intermináveis nem que seja só para definir um ponto no início ou no fim da frase - e resulta, é mais fácil fechar um negócio carregado de vinho tinto numa taberna, do que numa sala de reunião com todos os detalhes à frente).

 

O colaborador que entrou às 08h:00m está a sair às 17h:00m! Mas que raio!!! Este tipo não trabalha, como é que tem a lata de sair a esta hora? Não faz nenhum, a secretária está limpa e passa o dia tranquilo! Pelas 17h:00m, quando não é mais tarde, chega a chefia - despeja mais uns temas e das duas uma: ou fica e retém toda a gente até altas horas ou sai e pede que as coisas estejam prontas amanhã de manhã! Entretanto, 10% esteve a trabalhar no duro e os outros 90% ficam mais umas horas para dar a sensação de que fizeram o mesmo que os demais 10%. Entretanto, os outros 10% já saíram para estar com a família e arriscam-se a perder o emprego em breve, esses preguiçosos que chega a hora e "toca a bazar".

 

No meio de todas estas horas, o habitual "estou cheio de trabalho" ou o "estão muitas coisas a acontecer". Sim, muitas notificações nas redes sociais, dois emails e pelo meio uns minutos de trabalho.

 

Dia seguinte, pela manhã, vários emails disparados, uns 100! Cerca de 80 não interessam e a maioria foi enviada durante a noite - gente que trabalha muito (ou então gente que não tem vida nem nada para fazer e a ainda acredita que enviar emails às tantas, quando podiam ter sido enviados durante o dia, lhe vai garantir o emprego).

 

Entretanto, algumas pessoas estão doentes mas não vão para casa - todos vão falar mal e não é bem visto! Outros até pensaram na questão de home-office e flexibilidade de horário! Mas quem é que eles pensam que são? Depois como é que se pode dizer que temos muitos trabalhadores e fazer gala de que somos uma empresa que recruta muita gente... Muitas vezes para não fazer nada... E flexibilidade? Eles querem é boa vida... Quando chegarem as avaliações importa é ver o "ponto" (uma das razões porque cerca de 95% dos profissionais de RH não passam da cepa torta, a fixação com o "ponto" - perdoem o ponto entre aspas, mas como estou a falar de algo do século XVIII).

 

Remunerações: há estagiários? De preferência curriculares, caso contrário falem com o IEFP. Não estamos a conseguir? Coloquem no "net-empregos" mas não revelem o range salarial. Não queremos séniores, queremos sim júniores com pouca ambição económica, de preferência com contas para pagar - limita-lhes o empowerment. E já nem falo de empresas que têm um ou dois colaboradores e estagiários que davam para encher um estádio de futebol.

 

Depois falem-me de produtividade...

 

Uma nota final: também existem aqueles que trabalham de sol a sol, ou de lua a lua! Esses trabalham verdadeiramente e são os que não têm voz! São os que não escrevem artigos, não estão em jantares e cafés de interesses e apesar de tudo, desdobram-se para conseguir uns minutos em família. Desses pouco se fala... Como também se fala pouco daqueles em que um faz o trabalho de dez.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adeus TAM!

por Robinson Kanes, em 29.05.19

rinoceronte51.jpgCréditos: https://www.lifegate.com/people/news/sumatran-rhino-is-extinct-in-the-wild-in-sabah

E assim... Todos os dias nos vamos despedindo de mais uma espécie, desta feita foi o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)... Perdemos o TAM, o último representante da espécie... A vida selvagem, mais uma vez, agradece ao ser-humano e à sua estupidez crónica! Adeus TAM... Hoje, mais uma vez, enchemo-nos de vergonha!

P.S.: poupem-nos ao argumento de que a Terra se regenera e também as espécies acabam por sofrer com isso! Estes animais desaparecem porque alguém se lembrou de dar valor aos cornos dos mesmos (fins medicinais que ninguém consegue explicar, decoração e até como afrodisíaco!) e também porque alguém se tem lembrado de destruir o habitat destes animais.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

IMG_5964.jpgImagens: Robinson Kanes e GC

 

A manhã está chuvosa e ventosa, a noite foi agitada, mal se conseguiu dormir (aquele ruído bom das tempestades)... O mar agitado não traz boas perspectivas. Tomamos o pequeno-almoço, não no Porto Velho, pois ainda é cedo, mas em Santa Cruz - o mar não mudou, a chuva também não e o vento muito menos. E perdoem-me a piada com o Eduardo Nascimento, também "ele não voltou".

IMG_6059 (1).jpg

Vamos entregar o carro, desta feita, como em tantas outras vezes, foi na "Ilha Verde". Sempre simpáticos e impecáveis, quer à chegada - que se deu com um dia de atraso - quer à partida quando nos disseram que o melhor seria não entregar já o mesmo! Conhecendo a pista das Flores, ficamos com a sensação que o voo que deveria chegar da Horta para nos levar para Ponta Delgada (São Miguel) poderia não vir. No check-in, pediram-nos para aguardar. 

IMG_6383.jpg

A chuva e o vento não acalmaram e quem já vai viajando entre ilhas, percebe que o voo não vai sair! Esperamos pelo Q400 que não chegará! Temos a certeza quando somos chamados ao balcão e nos dizem que o voo foi cancelado e indagam se precisamos de transporte e alojamento! A simpatia e a forma como tal é feito pelo staff da SATA é sempre irrepreensível! Ficar nas Flores não é a pior coisa do mundo, apesar dos compromissos em São Miguel... 

IMG_5948.JPG

Primeira situação, o carro de aluguer! Problema resolvido, mais um dia e com total apoio do rent a car. A mim não me pagam para publicidade, mas se há coisa que não me canso de elogiar nos Açores é a "Ilha Verde" (a Sixt também) e a "Sata"... Outros também, mas já fui falando e também os abordarei.

IMG_6437.jpg

Alojamento e refeições... Um voucher e aí vamos nós para o Servi-Flor! O Servi-Flor tem várias particularidades que o tornaram num dos pontos altos desta aventura - é um hotel antigo, onde os materiais são antigos, de facto, mas onde o estado de conservação dos mesmos e a limpeza são irrepreensíveis! Não importa se os móveis são dos anos 50, estão bem mantidos, limpos, pelo que é viajar no tempo naquela que foi a antiga messe da base militar francesa nas Flores! Simplesmente formidável, até porque os pratos ainda fazem menção a esse passado...

IMG_6352.jpg

Somos bem recebidos pelo Sr. Rogério, aquele ar mais austero acaba por esconder um dos indivíduos mais simpáticos da ilha! Vamos almoçar e quando temos a ideia de que vem aí uma comida "à hotel" eis que... Uma surpresa... Um peixe (Mero com banana) maravilhoso e um outro prato que já não me recordo! Um queijo da ilha como entrada e tudo com um sabor único! Ficamos impressionados, até porque só depois de deixarmos o hotel é que percebemos que o cozinheiro é o próprio dono do hotel, o Sr. Rogério!

 

Melhor do que isso, mais uma daquelas coisas que só a Sata consegue fazer: somos informados no hotel de que a Sata prolongou o nosso voucher para o almoço do dia seguinte para que a viagem fosse mais tranquila e pudessemos ir de... "estômago aconchegado"! Nem a Qantas, a Air New Zealand sequer alguma vez me nos fizeram uma coisa destas!

 

Pouco passa do meio-dia, o tempo piora... Piora bastante, vem aí uma tempestade. O Sr. Rogério, conhecedor da ilha, rapidamente nos diz que podemos pegar no carro ao fim de uma hora e partir para visitar as cascatas pois vão ficar cheias de águas e o espectáculo será outro! Como somos doidos, nem perguntamos como é que será possível pegar num carro, percorrer meia ilha enquanto o fim do mundo se está a aproximar! Ficamos radiantes e dizemos que é isso mesmo que iremos fazer, mesmo quando os estores parecem estar prestes a ser arrancados pelo vento! No final da conversa, e é importante dizer, mais um grande elogio, por parte do Sr. Rogério, ao Comandante Luis Gouveia da Sata! É um herói dos céus dos Açores!

IMG_6226.jpg

Mais do que por nós, ao espreitar pela janela do quarto, tememos pelo carro... Afinal não somos os proprietários do mesmo. A verdade é que o tempo abrandou... Vejamos, deixou de ser o fim do mundo e passou a ser algo como o fim da Terra... Metemo-nos ao caminho não sem ver na cara do Sr. Rogério um sorriso! Acredito que terá pensado: "para continentais não estão nada mal! Eu a pensar que hoje já não deixavam o quarto com medo".

IMG_6368.JPG

Não é nas Flores, mas é no apaixonante Corvo... E porque no dia em que foi escrito este artigo, o Sapo publicou esta notícia.

IMG_6373.jpg

Continua...

 

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

Autoria e outros dados (tags, etc)

As Eleições Analisadas nas Escadas do Prédio...

por Robinson Kanes, em 27.05.19

bd2f35568dd4938b43934f321facfae6_XL.jpgCréditos: https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/24/abstencao-estamos-a-votar-menos/48089

 

Estamos todos aqui sentados na escada do prédio: uns desempregados, outros de bem com a vida, outros com muitas dificuldades, outros que emigraram e outros completamente perdidos... Nenhum deles tem filiação partidária e nenhum deles vive das benesses do regime.

 

A análise é simples, dispensamos comentários profundos e que afundam a verdade num vácuo de conceitos e considerações que só protelam a mudança, mesmo que façam a apologia da mesma... Estamos aqui sentados apenas para transmitir o que se sente nas ruas, pelo menos na nossa...

 

Chegamos todos à conclusão que o grande vencedor das eleições foi a abstenção, no entanto, e por muito que o discurso seja esse, nada se vai fazer - os lugares serão à mesma preenchidos. Uns votaram, eu fui dos que não votou, mesmo com a habitual chantagem que é feita pelo nosso Presidente da República.

 

A abstenção venceu e continuará a vencer enquanto o que leva a esta não for analisado e combatido e tal não mudará com campanhas e apelo ao voto, até porque, para alguns partidos, a abstenção é uma mais-valia, pois quem vota maioritariamente é a "velha guarda", as artes e cultura e muitos funcionários públicos. Basta perceber isso para...

 

Numa Democracia estes resultados da abstenção não deveriam sequer se tolerados e desenganem-se aqueles que acham que decidiram pelos outros, meus caros, isto não é uma Democracia Directa mas sim uma Democracia Representativa. Podem efectivamente escolher este ou aquele partido com base em programas que nem conhecem, mas quem decide não são vocês! Votar é importante, é de facto, mas não confundamos as coisas.

 

Também no discurso político o país tende a ser menosprezado sistemáticamente: a Esquerda só vê a Direita e o discurso vai sempre por aí. Por sua vez, a Direita não sabe para onde quer ir e ambos, especialmente a primeira, só fala em legislativas como se a política fosse uma guerra e o país fosse um mero palco! Os estudiosos dirão que é e que nós somos meros papalvos com esta escrita mas, na verdade, só o é se quisermos! Se nada exigirmos, continuaremos a assistir aos retalhos da vida palaciana. Depois admiram-se da abstenção! Por favor, não deixem morrer este tema da abstenção! É demasiado grave para ser esquecido.

 

Os portugueses, em geral, desconhecem a União Europeia, não porque até nem querem saber, mas porque também não são educados a isso - a pequenez crónica da nação leva a que a política também não faça a ponte da Europa para Portugal e vice-versa! Um pouco como trabalhar numa empresa portuguesa, onde a informação simplesmente não circula, um pouco como se isso fosse uma demonstração de poder. 

 

Os media são também os grandes vencedores: a forma como seguem as campanhas, como beneficiam este e aquele e como não dão importância aos pontos essenciais para mudar o país e a Europa - são os grandes vencedores, aliás, têm vindo a ser em muitas eleições atingindo o seu corolário com as últimas eleições para Presidente da República. Os media são importantes, muito importantes, mas em Democracia não podemos absorver tudo o que vemos, ouvimos e lemos e em Portugal a confiança nestes é cega.

 

Retomando a temática, não é a campanha eleitorial que lava a imagem da política em Portugal, é a prática no dia-a-dia, é a demonstração correcta do que é a política, de como bem dirigir os destinos da nação em qualquer instituição pública seja no combate à corrupção seja também por uma melhor justiça.

 

A nossa pequenez deve começar a expandir-se, pois se a dita Esquerda embandeira em arco estas conquistas, faz questão, mais uma vez, de ocultar aos portugueses (até porque é benéfico para a mesma) a escalada monumental da extrema-direita em França, Itália e em muitos países de leste, já para não mencionar a real fantochada que dá pelo nome de Nigel Farage. Também não se pode ocultar os partidos que estão a surgir e que questionam um certo status quo, partidos que se têm formado na ala Direita e nas questões ambientais - os primeiros, não raras vezes, apelidados por esta Esquerda como de extrema-direita sem o serem.

 

Finalmente, e aqui como mero apontamento, o que faz o Partido Ecologista "Os Verdes"? Se a ideia é serem como muitos outros partidos com o "mesmo" nome na Europa, não o tem conseguido, mais perto até está o PAN! Que partido é este que não passa de um braço do PCP para conseguir alguns lugares no parlamente e que, na realidade de verde tem pouco.

 

Mas as Europeias, até como alguém já o disse, não interessam - venham as legislativas, até porque aos partidos portugueses a Europa pouco interessa a não ser para a obtenção de cargos e subsídios, o que importa é governar na província!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Playlist para um Fim de Semana de Maio...

por Robinson Kanes, em 24.05.19

Talvez porque a Primavera oscila entre tempo frio e um sol cálido... Talvez porque Maio é sempre um mês especial... Talvez porque "volta e meia (cão deitado)" me lembre de partilhar um pouco de mim através da música... Talvez porque sim... Ficam aqui as sugestões para um fim de semana que pode ser mais intenso, mais vivido, quem sabe a ouvir estes temas enquanto conduzimos para lado nenhum até percebermos que estamos algures no meio da Extremadura ou em Andaluzia.

 

Falando de Espanha, lembro-me de Buika, que por sinal até vai estar por Portugal num excelente concerto! Buika, uma maiorquina que tem em si o sangue da Guiné Equatorial! Só assim se poderia constituir uma intérprete praticamente perfeita! Partilho "No Habrá Nadie en el Mundo"... Uma canção de amor que não cura feridas mas ajuda, pelo menos, a atenuar as mesmas.

Já que estamos nestes ritmos, não posso deixar passar alguém que já trouxe aqui! Seria injusto deixar passar este fim de semana sem a "minha" Natalia Lafourcade! Deixamos Maiorca e vamos directos para a cidade do México para ouvir "Hasta la Raíz"... Gosto desta senhora, que posso dizer mais?

E agora que preparo esta playlist, vou-me deixando influenciar pela hispanidade e não consigo largar esta língua nem estes ritmos... Além disso, com mais uma ida a Barcelona para breve, torna-se difícil, sobretudo quando pelo meio ainda está uma incisiva exploração das Astúrias! No entanto tenho de quebrar e talvez a melhor forma seja descer à Argentina e começar por uma das minhas composições preferidas de Gustavo Santaolalla - "Endless Flight". A primeira composição que ouvi do filme Babel e que me fez encomendar de imediato o CD - Hoje, o CD, é das melhores peças que por aqui andam... Sugiro também que vejam o filme de Alexandre González Iñárritu, do melhor que se faz... Um filme para ver com atenção... Talvez volte a ele, até porque a melhor música fica por divulgar...

Gosto de Hooverphonic, não sou apaixonado, não são de longe nem de perto a minha banda de eleição, mas existem músicas que não se podem deixar passar... Talvez enquanto as luzes da cidade se reflectem no nacarado que acaba por colorir o DS, seja a música ideal para te olhar enquanto conduzo depois de uma noite no teatro e que termina com um copo no Ferroviário... "Mad About You", é daquelas músicas "James Bond style" e nesta versão é apenas restrita para apaixonados...

Maio não deveria ser mais alegre? Sim, mas agora não me apetece ir por aí... Até porque a alegria nem só de batida é composta... É por isso que me lembro imediatamente de Hozier. Gostas de dança, talvez por isso também acabe por ser obrigatória a escolha de "Movement", e... Talvez uma mensagem para uma certa inspiração que anda por aí presa... Hozier, é do melhor que anda por aí e admito que adoro esta música!

Estamos a meio da lista... As rodas já correm em piso espanhol? Andarei perdido ainda por Portugal? Talvez... E para que digam que não gosto de música portuguesa, escolho uma das melhores bandas do nosso panorama e que me espanta não terem mais divulgação, sobretudo no meio de todo o lixo nacional que por aí circula, falo dos Best Youth! São daquelas bandas que têm tudo para o sucesso e encostam tantas outras a um canto, permitam-me a expressão... Sobretudo uma com uma vocalista que nem as respirações consegue fazer mas se auto-intitula como uma das grandes cantoras deste país (lá se vai qualquer hipótese de destaque). Escolhi "Red Diamond" porque me recorda um destes fins de semana e porque hei-de voltar a esta banda.

Uma música bem a propósito do dia de hoje, aliás, dos dias de hoje... Lembrei-me do "Flow Festival" em Helsínquia e veio-me de imediato à memória "Nobody" de Mitski. Um ritmo descontraído que apesar de tudo esconde sempre uma mensagem interessante... É razão para passar o fim de semana a repetir "Nobody... Nobody..." e pelo meio dançar, porque afinal a música também se presta a isso...

Falei do "Flow Festival"? The Cure, não poderia ficar para trás! Já falámos do Flow Festival e de amor, "só" me recordo de "Lovesong"... "Whenever I'm alone with you... You make me feel like I am free again"! Não digo mais nada...

Volto aos Best Youth, talvez porque acabem sempre por ficar no ouvido... Trago "Renaissance" porque gosto, como em tantos outros casos, chega... Gosta-se e pronto.

Não estou a fazer de propósito para colocar aqui à força uma música italiana. Afinal... o fim de semana tem de acabar em grande e só me consigo recordar de uma "grande malha" que trouxe de Itália, "Una Vita in Vacanza" -  aquela música que faz aumentar o volume do som, no carro ou em casa... Aquela música que me faz recordar a Sardenha e que também, apesar da boa disposição, acaba por carregar uma mensagem curiosa. É com Lo Stato Sociale, que termino e também aproveito para vos desejar um Excelente fim de semana...

E votem... E aqueles que não votem não se sintam mal por isso... A Vossa mensagem também acabará por ser passada, mesmo que a tribo política prefira enterrar a cabeça na areia e ignorar o facto da abstenção ser sempre tão grande. Até hoje ainda ninguém se preocupou com uma estratégia nacional para "acabar" com a mesma, porque será?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hellofriend - Uma "Rede Social" em Blockchain...

por Robinson Kanes, em 23.05.19

1_aF6wfKMlgMmf55ssIKPjVg.png

Créditos: https://medium.com/joinhellofriend/announcing-hellofriends-community-engagement-program-proof-of-friendship-28c8c47092d8

 

Este artigo deveria começar com uma descrição do que é "blockchain", no entanto, dada a complexidade do tema não é de todo o local ideal, além de que o grande objectivo do mesmo é chegar à necessidade e não propriamente ao processo.

 

Redes sociais como o "Facebook", por exemplo, estão apenas preocupadas em gerar dados e capturar insights para que estes possam ser rentáveis, mais uma vez a título de exemplo, em publicidade. O "Facebook", como outras redes sociais estão pouca interessadas na verdadeira interacção entre indivíduos, chegando a ser uma espécie de paradoxo. No entanto, e porque existem indivíduos que ainda pensam, e de uma forma empresarial, existe a "Hellofriend" que não é mais do que uma rede social que tem por base blockchain.

 

Mas em que difere a "Hellofriend" de outras redes sociais? A "Hellofriend" não grava e muito menos utiliza (é o que nos dizem) os dados dos seus utilizadores! Tal leva-nos à grande questão... E como é que gera revenue? A "Hellofriend" é paga - paga quando a interacção tem lugar! Talvez soe estranho para a maioria das pessoas, embora eu seja defensor que, se utilizamos algo, devemos pagar.  

 

Esta rede social, vive basicamente da promoção e concretização da interacção entre os indivíduos/amigos! Procura efectivamente servir de plataforma para a promoção de redes sociais no mundo real, sendo uma espécie de facilitador de contactos e de relações! Entremos mais a fundo no funcionamento da rede... Cada membro pode ser um facilitador capaz de organizar um sem número de actividades, desde festas, encontros em cafés até viagens em grupo! Por sua vez, este facilitador factura um valor aos participantes e a rede social recebe 10% de comissão - simples, não é? Ou seja, quanto mais vezes os indivíduos estiverem longe da rede social, melhor é para a mesma e além disso ainda retira daí proveitos! Por norma, os valores procuram, sobretudo, suportar a organização e os custos inerentes.

 

A utilização de blockchain é importante na medida em que além de eliminar qualquer espécie de advertising  protege os dados e a fiabilidade dos utilizadores. A "presença" de blockchain permite também a utilização de tokens e que os pagamentos sejam feitos em criptomoeda.

 

Em resumo, se a ideia é óptima, porque olhando à oferta o é efectivamente, tudo isto tem um lado interessante e social: também nos faz pensar no porquê de terem que existir este género de plataformas para promover a interacção entre seres-humanos...

 

Vejamos se terá o sucesso esperado...

Mais informações sobre a Hellofriend aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Portugal: o País dos Alegremente Corruptos!

por Robinson Kanes, em 21.05.19

2016-corruption-perceptions-index-our-rotten-world

Créditos: https://newatlas.com/2016-corruption-perceptions-index-our-rotten-world/47566/

 

Pior do que Itália, Portugal é o país da alegre corrupção e real bandidagem - até porque em Itália a generalidade da população não gosta da máfia e só não faz mais contra esta porque tem medo. Portugal também não é só um barril de pólvora, como Itália e outros países, porque alegremente aceita coisas que nunca seriam toleradas por outras paragens.

 

A desculpa de que há países piores, e há, só resulta porque pactuamos com muitas situações e porque - permitam-me a provocação - talvez a larga maioria dos portugueses tenha o seu esquema que, só não é maior, porque não tem acesso a outros meios. Talvez uma larga maioria dos portugueses também tenha a sua agenda escondida, seja nas associações, no clube recreativo, no trabalho, no IRS e em tantas outras coisas que... Temos também aqueles que vivem apoquentados com a corrupção e a política em países como Angola e Brasil mas dentro de portas assobiam para o lado - ou usufruem do status quo, porque uma coisa é a corrupção e a ausência de ética e moral lá fora, cá dentro é diferente... Porque dá jeito e não é bem corrupção ou má prática, é cultural...

 

O paternalismo também pode ser uma justificação para um certo estado da arte - um Estado que se endivida largamente para manter alguns sectores mais calmos, mas também u,ma certa apatia e desinteresse da população que, muito provavelmente pela má educação pelos pais e pelas escolas a isso é levada. Por outro lado temos os mais velhos que ainda são produto dos "anos dourados", portanto conseguem uma estabilidade na vida que não os faz querer mudar muito o país actual, até porque muitos também acabam por usufruir de regalias com que os jovens já nem podem sonhar. 

 

Por outro lado, gerações que começam nos 25 e se estendem até aos 45 também não se preocupam - é importante passar a imagem de que tudo está bem (sobretudo perante amigos e redes sociais) e acima de tudo preservar a vida do casal feliz, com filhos e de bem na vida - suportado pelos pais, tantas e tantas vezes - arriscar perder o emprego ou a aceitação de outrem porque se disse "não" é incómodo e não causa boas impressões! Poder dizer "não" é uma das maiores liberdades que podemos ter... E até dizemos, entre um círculo fechado no café... Aí somos os maiores, não podemos é sair a porta.

 

As gerações abaixo, nem se fala... Ter e parecer, todos os meios justificam os fins, nem que para isso se torne algo censurável numa coisa "cool" - também aprenderam com os mais velhos.

 

Independentemente da idade, temos aqueles que sofrem da ausência do conceito de empowerment por terras lusas e que desistem de lutar ou nem o fazem sob pena das consequências nefastas que tal exercício de cidadania possa ter. Os culpados? Sobretudo os educadores e os políticos, desde o Presidente da República (e o caso actual então) até ao Presidente da Junta.

 

Temos também o mundo dos comentadores, dos media, das artes (os disruptivos que mudam o mundo e que só se revoltam quando o tema são subsídios), daquelas pessoas que podem colocar questões mas não as colocam... Até no humor e nos nossos humoristas ninguém quer correr o risco de pôr o dedo na ferida sob pena de perder o palco. Pontualmente, poucos são os que falam - são aqueles que realmente não estão dependentes do aparelho do Estado, dos partidos, das maçonarias, dos corporativismos e tantos outros poderes que por aí andam...  São aqueles que não temem perder a fortuna, o emprego (como se só houvesse uma oportunidade) ou os amigos.

 

Os exemplos dos últimos dias, mais um lote deles a juntar a tantos outros dão que pensar: o INEM, a deputada que recebe dinheiro de subsídios para construir algo que já o foi, a lei sobre a transparência em cargos políticos, Marques Mendes (o seguidor de Marcelo) que defende que se tirem condecorações a José Sócrates mas não a Mourinho ou Ronaldo e desconfio que até a Berardo - Berardo, outro caso, a diferença é que este tem mais sentido de humor do que aqueles que fizeram exactamente o mesmo. Estranho, e já alguém o disse, é que toda a gente censure Berardo mas continue a aplaudir um dos maiores cancros e centros de corrupção, violência e outros crimes neste país: o futebol! Aí tudo é permitido!

 

Pelo menos para mim, quem pactua com corrupção (sabendo que ela existe) é corrupto e... talvez por isso sejamos um país de corruptos que alegremente não tardará a exacerbar tal comportamento no Facebook ou no LinkedIn com a designação "corrupto" ao invés de "trabalhador em". Mais do que ser integro, é bom que o perfil exponha o conceito de corrupto, mesmo que por outras palavras...

Autoria e outros dados (tags, etc)

IMG_6253.jpg

Fotografias: Robinson Kanes e GC

 

Acabamos uma refeição que nos sabe pela vida no "Pescador". A simpatia, os sabores e o momento para relaxar numa decoração rústica e com artes de pesca, deixa-nos com vontade de regressar. 

IMG_6233.jpg

É hora agora de deambular por Ponta Delgada, apreciar o mar daquela costa e ir ao encontro daquele que será um dos pontos altos desta aventura, pelo menos para nós: o Farol da Ponta do Albarnaz e toda a Costa Norte. Este é um dos faróis mais pitorescos do nosso país e também aquele com maior potência em termos de luminosidade - é aqui que os navegantes oriundos das américas entram na Europa habitada!

IMG_6257.jpg

O local fala por si, é inigualável e faz-nos esquecer que estamos, efectivamente, em Portugal! Não muito longe, já descendo a costa oeste encontra-se também o Ilhéu de Monchique, este sim o ponto mais ocidental da Europa e ponto de referência para calibrar os instrumentos de navegação e confirmar as rotas daqueles que navegavam no Atlântico. Seguindo em linha recta, não havia como enganar em direcção às américas ou à Europa.

IMG_6247.jpg

O sol espreita, parece querer dar-nos o postal ideal para aquele momento e também para nos convidar a deixar o carro - pensamos várias vezes antes de abandonar o mesmo e começar a caminhar junto à costa - e é o que fazemos! A panorâmica proporcionada, a companhia dos bichos que deambulam pelas encostas e o aroma do atlântico dão-nos energia para apreciar um local como poucos - e o queijo da Fazenda também, não ficou para trás e trouxemos algum connosco. Foi mesmo sem pão! Em Santa Cruz o pão fresco já tinha acabado para aquele dia e o pão embalado aguardava nova chegada do navio que abastece a ilha.

IMG_6237.jpg

Não queremos voltar, não queremos mesmo voltar - faz-nos relembrar um certo dia na Terceira em que quase ficávamos em terra porque a vontade de abandonar uma paisagem idílica nos fez perder tempo a mais... Observamos o Corvo... Absorvemos o grasnar das aves... Deixamos que os sons do gado ecoem pelos campos... Sentimo-nos intrusos num território que não é nosso e por isso mesmo ficamos quietos. Deixamos que aquele mundo de uma inquietação pacífica se desenhe perante os nossos sentidos... Somos aliens num mundo que não é o nosso! Gostamos de nos isolar no bulício dos sons da natureza, encontramos aqui mais um local!

IMG_6263.jpg

A noite já ameaça e queremos terminar a tarde em Santa Cruz, entre um copo e até uma ida à eucarístia - do meu lado, a religião não é prioridade, todavia, quando as celebrações são feitas sem sangue, gosto de assistir e de também presenciar a tradição.

IMG_6240.jpg

Chegados a "casa", não me entrego a Morfeu sem voltar à porta e olhar, mais uma vez, a nossa companhia daquelas noites - a luz do Farol das Lajes

Amanhã é dia de regresso - vamos regressar, também mais uma vez, a São Miguel... Ou talvez não...

IMG_6239.jpg

 

Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Robinson no País dos Doutores e Engenheiros...

por Robinson Kanes, em 17.05.19

0.jpg

Créditos: linkedin

 

Ao ver a imagem acima, uma pérola do LinkedIn, acabo por perceber, até pelo enfâse dado aos conceitos, que o tema mais debatido num fórum de educação foi o "doutorismo e o engenheirismo".

 

Aliás, um dos desafios que os pais devem aferir na educação dos filhos é a preocupação real sobre quem é doutor e engenheiro. Que muitos professores universitários até sejam "doutores" pelo facto de possuírem um doutoramento, ainda posso aceitar, agora que o desgraçado do Inspector da Polícia Judiciária, que provavelmente até tem mais habilitações que todos os outros, não tenha título já dá que pensar - é inspector da "Judite" leva com o José e já é bom. Provavelmente, até foi o Inspector José que abdicou, ou então para os lados de Torres Vedras pensam que um inspector da Polícia Judiciária é um praça da GNR!

 

Mas vejamos, além do Doutor universitário (por momentos até pensei que fosse o Rui Santos), temos professoras do ensino básico e secundário que também ousam utilizar o título - é assim que os nossos filhos irão ser disruptivos, "sô dotora, como é que posso aprender mais sobre a tabela periódica?".

 

Entretanto, o senhor engenheiro também não abdica do título (nem do cabelo à Adamo) e arrasta consigo um coordenador de uma escola e uma psicóloga - se uma psicóloga é doutora, talvez até seja (inclusive o facto de estar por extenso pode justificar isso), mas as que me são próximas e até são oriundas da clínica, fogem a sete pés dessa forma de tratamento.

 

Mas não ficamos por aqui, temos uma terapeuta da fala que também é doutora e claro, a área social e solidária que não tivesse também a sua doutora! Sempre estranhei porque é que as pessoas que presidem e trabalham em associações solidárias e sociais nunca abdicam do título, título esse que muitas vezes nem existe na prática. Nesse campo, uma das coisas que mais aprecio, é o facto de que quando estão a "ajudar os coitadinhos", numa relação de proximidade, fazem questão de manter essa distância. Outra das coisas que aprecio é o facto de que as palavras que mais se repetem quando existem encontros e conferências "solidárias" são essas mesmo: "doutor" e "doutora". Afinal, não gostasse a maioria dos actores que deambulam pela área do social, de dizerem sempre que são do "social"...

 

Com tantos doutores e engenheiros, até acredito que muitos potenciais participantes não tenham estado presentes sob pena de não atingirem a estratosfera que o cartaz exige.

 

Não me posso ir embora sem dar conta de que, por momentos, também pensei que o lobby da família Aveiro estivesse metido nisto, nomeadamente a D. Dolores e a sua filha Katia, mas descobri que não, até porque uma não é professora e a outra não preside a associações solidárias. Menos mal..

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/3



Mais sobre mim

foto do autor





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



subscrever feeds



Mensagens

Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB