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O Meu Reino por um Cavalo!

por Robinson Kanes, em 28.02.19

A Liberdade. Como é difícil. Numa carroça, quem tem menos problemas é o cavalo.

Vergílio Ferreira, in "Conta Corrente III"

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Cavalo inteligente? É o cavalo que não se deixa montar.

Entre vinho branco do Tejo e petiscos... Uma conversa onde o Robinson estava metido... Algures na Chamusca...

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O corpo humano é a carruagem, eu, o homem que a conduz, os pensamentos as rédeas, os sentimentos são os cavalos.

Platão, in "República"

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Um cavalo, o meu reino por um cavalo.

William Shakespeare, in "Ricardo III" 

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Fotos: Robinson Kanes

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Vistos Junk

por Robinson Kanes, em 27.02.19

junk.jpgCréditos: https://ama.com.au

 

Nem tudo o que brilha é ouro... O povo agarrou esta expressão e o povo raramente se engana... O povo e a Comissão Especial do Parlamente Europeu que analisou as políticas no âmbito da emissão de "vistos gold" praticadas em 20 países da União Europeia. Esta chega mesmo a mencionar que os mesmos apresentam um alto risco de segurança e fomentam crimes de branqueamento de capitais e evasão fiscal.

 

Em Portugal, o impacte destas medidas ainda é um tema que amedronta, sobretudo os suspeitos do costume que aqui, têm a sua origem no Governo de Passos Coelho e terminam no de António Costa. Nunca foram apresentados dados claros dos resultados destas iniciativas.

 

O que dirá agora Fernando Medina, o paladino da habitação e da Teixeira Duarte, quando recordar o facto de em Outubro do ano passado ter dito que  os "vistos gold" eram para manter e que deveriam ser flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada região? Que dirá o deputado Carlos Peixoto? Que dirão o PSD, o PS e o CDS-PP, partidos que chumbaram a proposta de fim dos "vistos gold" apresentada pelo Bloco de Esquerda? Que dirão Filipe Neto Brandão do PS, e Telmo Correia do CDS-PP, que defenderam, em nome das suas bancadas e com unhas e dentes, que os "vistos gold" eram o "plano perfeito"? E que dirá o "Ministro da Propaganda Iraquiano" Augusto Santos Silva? Que defesa farão estes e tantos outros de quase todas as cores partidárias da falta de transparência e sustentação da criminalidade? 

E os resultados? Onde estão os biliões e a criação de emprego? Onde é que a nossa economia beneficiou de facto com estas iniciativas? Apresentem-nos resultados e como também diz o povo por outras paragens "cut the bullshit".

 

 

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Marcelo, não seja Arnaldo...

por Robinson Kanes, em 26.02.19

img_817x460$2019_01_06_19_34_43_346024.jpgCréditos: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/marcelo-diz-que-brexit-sem-acordo-seria-quase-caotico

 

A vontade de aparecer e estar em todas tem levado a que Marcelo Rebelo de Sousa vá ficando arquivado na História como um dos piores Presidentes da República. A forma como este reage a certos acontecimentos, precipitada e muitas vezes "atabalhoada" tem levado a situações que envergonham a Democracia e o próprio.

 

De facto, Marcelo nem sempre está em todas de corpo presente, a sua máquina de comunicação, por vezes, talvez por desconhecimento, também se antecipa ao Presidente e dispara material de pura propaganda (palavra que foi banida da política e do jornalismo) que nem sempre tem o efeito desejado. 

 

A apologia de Arnaldo Matos foi o mais recente fracasso, com um presidente a elogiar um anti-democrata, logo o Presidente que fala tanto em preservar esse regime. A apologia de Arnaldo Matos foi também um falhanço tremendo pois não podemos esquecer que Marcelo não foi, nem era o maior admirador de Arnaldo Matos e mesmo que o fizesse em nome de todos os portugueses - como gosta de referir para legitimar algumas das maiores alarvidades da Democracia portuguesa - tinha de ter em conta que também o poderia ter feito quando ele, Marcelo, estava do lado de um regime ditatorial que perseguia indivíduos como Arnaldo Matos - nessa época não o fez.

 

Quero contudo, acreditar que Marcelo teve apenas a gentileza de retribuir as palavras de Arnaldo Matos de 25 de Junho de 2018 ("Meu caro Marcelo. Saúde! Aguenta-te porra!"), quando o segundo apelou à luta armada contra o regime vigente. O que não quero acreditar é que Marcelo desejou retribuir as palavras de Arnaldo Matos quando defendeu a legitimidade dos atentados em Londres e Nice.

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A Fuga em Massa...

por Robinson Kanes, em 25.02.19

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Créditos: https://www.ceskatelevize.cz/porady/1108935721-cesky-sen/

 

E se alguém dissesse que nas próximas semanas seriam desenhadas políticas efectivas (e eficientes) de combate à corrupção em Portugal?

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Em Limburgo, a Viver Maastricht...

por Robinson Kanes, em 22.02.19

IMG_4406.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Antes de voltar à Bélgica, especialmente a Antuérpia e Leuven, e depois de bons passeios por Ghent, Brugge e Bruxelas, façamos uma entrada na Holanda.

O meu primeiro contacto com a Holanda deu-se, era eu ainda um miúdo, por intermédio de um grupo holandês que me fez sentir como um adulto. O puto português, agarrado ao seu instrumento musical, visitou a casa de uns companheiros belgas em Herent (Bélgica) e rapidamente foi colocado em destaque, a par dos demais numa oportunidade única de partilhar o palco. A noite acabou naquela localidade entre comida belga e holandesa sem esquecer  o continuar da festa onde se tocaram, cantaram e dançaram músicas populares daqueles dois países, e obviamente, de Portugal. Deve ter sido das primeiras vezes em que senti a apreciação do mérito!

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Mais tarde entraria na Holanda por Roterdão, Amesterdão e Arnhem, a cidade onde se encontra a famosa ponte de uma das batalhas mais dramáticas da 2ª Guerra Mundial - foi aqui que a operação "Market Garden" conheceu o seu falhanço... Mas uma outra cidade holandesa merece, apesar de bastante pacata a minha atenção: Maastricht!

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Maastricht é uma cidade de sossego absoluto, mesmo quando deambulamos pela "Praça  Vrijthof" - a mais famosa da cidade - com os seus cafés e a "Basiliek van St. Servaas/Basílica de São Servácio" - uma basílica onde a mistura de estilos românico, barroco e gótico é evidente e onde se encontra o túmulo do patrono que lhe dá o nome. 

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É por esta praça que podemos começar a conhecer esta pequena cidade! Nada como uma passagem pela "Onze-Lieve-Vrouwebasiliek/Basílica de Nossa Senhora" e depois seguir a rede subterrânea que serviu ao longo de séculos para a defesa da cidade, e mais "recentemente", como abrigo durante 2ª Guerra Mundial. O ideal é juntar a esta experiência a visita as "Cavernas" e o "Forte de São Pedro".

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No entanto, ir a Maastricht e não dar um passeio junto ao Mosa é uma verdadeiro sacrilégio que São Servácio não apreciaria. É a oportunidade perfeita para apreciar um pouco de natureza, a pouca movida e atravessar mais uma romântica (e românica) ponte, a "Sint Servasbrug".

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Esta é, aparentemente, a ponte mais antiga dos Países Baixos. Junto ao rio podemos sempre entrar nos arredores da cidade e aproveitar para correr ou andar de bicicleta nos inúmeros parques, aliar o exercício físico a uma viagem é sempre importante.

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Finalmente, e porque já é um hábito: o piquenique! Com tantos parques é impossível não o fazer, sobretudo se os ingredientes forem comprados nos mercados da cidade, pois... a comida holandesa não é propriamente a mais apetecível do mundo, pelo menos para mim.

 Ik wens u een prettig weekend!

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E se o beijo fosse hoje?

por Robinson Kanes, em 20.02.19

kiss3.jpgCréditos: https://nypost.com/2012/06/17/the-true-story-behind-the-iconic-v-j-day-sailor-and-nurse-smooch/

 

Anda nas bocas do mundo a morte de George Mendonsa... O marinheiro que protagonizou, com Zimmer Friedman a imagem acima.

 

A fotografia é um dos marcos da história contemporânea mas... E se fosse hoje? Se hoje, aquele marinheiro, no meio da avenida, se agarrasse a uma desconhecida e lhe "espetasse" um beijo?

 

Imaginem também que a fotografia vinha parar às redes sociais!

 

Por certo, já estaria ser condenado por assédio sexual!

 

 

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Créditos: https://desporto.sapo.pt/modalidades/motores/artigos/africa-eco-race-elisabete-jacinto-vence-etapa-e-mantem-lideranca

 

Elisabete Jacinto é alguém que, com a companhia do marido, tem levado Portugal pelo mundo ao volante do seu camião. Elisabete Jacinto é alguém que chegou a ser alvo de muitas brincadeiras porque andava sempre pelo "Rally Dakar" com o patrocínio do "Trifene 200" e acabava sempre enterrada nas dunas e nem as provas terminava. Elisabete Jacinto é alguém que agora ganhou o "Africa Eco Race", a prova sucessora do Dakar!

 

O que Elisabete Jacinto não é? Não é jogadora de futebol, e mesmo que o fosse não era por aí, pois nesta moda da discussão das questões de género o futebol (como sempre) passa ao lado. Elisabete Jacinto também não investe em popularidade, prefere juntar o que ganha para procurar patrocínios e ir arranjando o seu camião. Foi talvez por isso que Elisabete Jacinto não recebeu um telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa - talvez porque ninguém dos media lá estivesse. Talvez porque, uma mulher ao volante de um camião tenha feito aquilo que nenhum homem português fez até hoje! Talvez porque uma mulher ao volante de um camião, que humildemente até diz que gosta de de dar entrevistas - enquanto outros chamam os jornalistas e queixam-se de que é um enfando tal as solicitações que dizem ter - não é assim tão popular.

 

Não é tão popular que nem foi utilizada como bandeira pela metralhada da questão de género! Talvez porque se esteja a borrifar para isso, talvez porque o "hype" para aquelas bandas não traga visibilidade a ninguém, e portanto, não interesse exaltar a conquista de outrem se a "mim" não me traz popularidade.

 

Mas talvez seja melhor assim! Numa época em que as nulidades são exaltadas todos os dias, talvez seja bom passar ao lado de todo esse ruído - é cada vez mais o sinal de que os bons não precisam de chinfrim!

 

Parabéns Elisabete! Parabéns de quem, honestamente, nunca acreditou que chegarias onde chegaste! Talvez por isso, o orgulho em ti ainda seja maior! 

 

 

 

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Sobre "Vacation Shaming"...

por Robinson Kanes, em 18.02.19

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Créditos: https://www.businessinsider.com/vacation-shaming-millennials-2017-8/?IR=T

 

Recentemente fui confrontado com um artigo sobre a temática do "Vacation Shaming". No fundo, em bom português, uma espécie de "Vergonha por ir de férias". Imediatamente me revi em alguns ambientes onde já trabalhei e em outros que vou tomando conhecimento por intermédio de algumas conversas que vou tendo.

 

O "Vacation Shaming" é uma espécie de pressing no sentido de fazer com que um colaborador (ou até um colega) se sintam mal pelo simples facto de tirarem uns dias para descansar. Não são raros os casos de trabalhadores que são pressionados no sentido de não tirarem férias ou de não gozarem determinadas folgas. Também não são raros os casos em que a ausência durante uns dias permite que os colegas de trabalho possam ter terreno livre para perpetrar actos menos éticos contra quem não está. Neste âmbito, até vamos ao encontro daquilo que defendo, o mal raramente está em quem manda, está mais nos colegas.

 

Tudo isto pode transformar as férias num tempo onde os níveis de stress durante e após o período das mesmas ultrapassam o limite do razoável. Num dos artigos que consultei, é possível aferir de um desses exemplos pela mão de um dos mais conhecidos colunistas da Forbes, Victor Lipman. Num outro artigo, ficamos a perceber que muitas destas situações ocorrem em organizações que prometem um ambiente descontraído e onde o "tirar uns dias" é prática comum - no entanto, a realidade tende a ser bem diferente, e no caso dos Estados Unidos também está relacionado com outras questões, nomeadamente  legislação relativa a férias.

 

Todavia, a questão fundamental passa pela pressão e pelo stress que pode causar o "vacation shaming", sobretudo em culturas empresariais (e até culturais) onde o presentismo - perdoem não utilizar o termo mais aceite "presenteísmo" que julgo ser menos válido - e a avaliação pelo tempo no trabalho têm mais peso que a produtividade. 

 

Mais do que organizar os processos tendo em vista o aumento da produtividade, em algumas organizações (não sublinho somente as empresas, casos destes são imensos na área social e da solidariedade) parece ser mais fácil praticar a cultura do caos instalado, do presentismo e do micromanagement. Em relação à primeira, percebo que muitas chefias instem ao caos pois "tornam-se" indispensáveis, sobretudo quando já estão nas organizações há muitos anos. O segundo  e terceiros casos, acredito que seja mesmo cultural, numa quase aproximação a um conceito muito utilizado em Espanha, o "negrero".

 

Se efectivamente temos muitos colaboradores que são desleixados, podemos, com estas práticas, estar a promover um clima ainda maior de desleixo, e na maioria das situações, a deixar escapar os nossos melhores talentos.

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A Partilhar a Caneca...

por Robinson Kanes, em 14.02.19

Caneca de Letras_ Um Ano Depois - Caneca de Letras

Créditos: Filipe Vaz Correia

 

Hoje sentei-me à mesa com o Filipe Vaz Correia e decidimos entre uma caneca de cappuccino carregada de letras, descarregar um pouco do "Não é que não Houvesse" por aquelas bandas.

Resta-me agradecer o convite deste amigo bem como toda a atenção e dedicação ao meu artigo.

Não deixem de passar por lá hoje e todos os dias, é um espaço bastante eclético e com interessantes temáticas, por vezes, bastante surpreendentes e... Onde ainda se cozinha e não se debitam apenas ingredientes e nomes estranhos para a comida.

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Crianças-Soldado: Os Putos Esquecidos...

por Robinson Kanes, em 12.02.19

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Créditos: https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/9391115/UN-hundreds-of-thousands-of-child-soldiers-kept-in-slavery.html

 

Admito que é revoltante quando chamam de egoísta alguém que, por opção, não quer ter filhos. Por norma, a acusação parte de quem pretende ter filhos, ou já os tem,  mas faz questão que os mesmos tenham os seus genes, nem que para isso tenham de despender milhões em tratamentos - e, em alguns casos, mais valia que tais genes não andassem pela superfície terrestre. Mas o que é ser egoísta?

 

Escrevo sobre este tema no dia seguinte à publicação, por parte da "Child Soldiers International" de uma comunicação que refere a duplicação do número de crianças soldados desde 2012 - nomeadamente um aumento na ordem dos 160%, ou seja, mais 30 000 casos.

 

Esta conclusão, para que possamos perceber a mesma, baseou-se numa análise dos relatórios das Nações Unidas, nomeadamente os relatórios anuais "Crianças em Conflitos Armados" de 2018 e 2013. Estes relatórios tornam-se mais assustadores quando percebemos que estes números, muito provavelmente não correspondem À totalidade dos casos. 

 

Mas as crianças em combate não são apenas do sexo masculino, como se pensa, pois também as raparigas sofrem, muitas vezes como escravas de apoio e como... Escravas sexuais! Aliás, o aumento da violência sexual sofreu também um aumento! Estamos a falar de crianças que chegam a ter 7 anos e menos e que, mesmo quando libertadas, encontram (por motivos religiosos e culturais) o isolamento e a repulsa por parte das comunidades acabando por sofrer as consequências de um passado negro.

 

A dificuldade em acolher estas crianças noutros países é também uma realidade, não só legal mas também cultural, afinal, somos muito humanos com as crianças desde que tenham a nossa cor, os nossos genes e não nos causem problemas administrativos. Também somos humanos se formos uma "pop star" e nos deslocarmos ao Sudão, com um milhar de fotógrafos para assistir à adopção de um "pretinho". Também ignoramos que, aqueles que chegarem a adultos não serão propriamente os adultos mais recomendáveis - nascer no meio de uma guerra, com uma arma na mão, não augura nada de bom para o futuro!

 

Hoje é um bom dia para fazermos um exercício: pensemos que, enquanto estamos no trabalho, os nossos filhos são retirados da creche paga a peso de ouro - ter os filho em creches do Estado já não é cool, mesmo que provoque o endividamente dos pais - e são levados para a guerra. Em troca do tablet e do smartphone é-lhes dada uma kalashnikov e uma valente tareia. Imaginem que nunca mais saberão dos vossos filhos e que, muito provavelmente acabarão mortos em dias! Imaginem que as vossas filhas são levadas para lavar os pés a senhores da guerra e também para serem violadas numa base diária por estes!

 

Fechem os olhos, parem um pouco e imaginem tudo isso! Imaginem que, mais logo, quando deixarem o vosso emprego, é o cenário que irão encontrar... Imaginem também que, é por puro egoísmo que muitas destas crianças nunca terão um lar porque afinal... Não há espaço para elas no mundo dito desenvolvido, onde a solidariedade impera e, aparentemente, não pode have espaço para o egoísmo...

 

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