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A Ortodoxia do Livre Arbítrio...

por Robinson Kanes, em 28.01.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

Quem nunca, durante a eucaristia, escutou o "eu serei vosso amigo, se fizerdes o que vos mando"? Eu já ouvi, muitas vezes. Aliás, fico espantado com o amor e compaixão que chega até a mim e com esse forte laço de amizade.

 

No entanto, não me parece que isso seja grande novidade - eu serei sempre muito amigo de todos aqueles que fizerem aquilo que eu mandar: Imaginem que crio uma divindidade, destruo todas as outras, e me assumo como o líder lá do bairro. Aproveito essa onda de poder e começo a dizer que se me derem o pouco dinheiro que têm para eu fazer uma Igreja - para "todos" - eu serei amigo dos respectivos. Também passo a mensagem que tal submissão pode levar a que morram à fome, pelo que, eu os salvarei (nem eu sei explicar como) e ainda deixo um aviso: ai daquele que não quiser a minha amizade! Melhor mensagem para vender aos nossos jovens não há, mesmo que apregoe esta mensagem vestido de ouro, viva faustosamente e me desloque em automóveis topo de gama. Quem não deseja?

 

Mas o mais interessante é que todo aquele que entre em minha casa, neste caso em particular, em Vila Viçosa, fica logo com o aviso dado: "Fazei tudo o que Ele vos mandar"! Não restem dúvidas. Será que Marcelo Rebelo de Sousa, convicto católico, e desconhecedor que Portugal é um país laico, terá passado por Vila Viçosa e esperado que, via Papa Francisco, Deus lhe desse autorização para se candidatar a um segundo mandato? Até já estou a imaginar, o amigo de Marcelo, João Miguel Tavares, no 10 de Junho, qual arauto de Belém, a dizer (Isto sem alguém perceber o perceber) que Portugal não existiria sem Deus e sem Marcelo, até porque os favores com os ricos e com os jornalistas têm de ser pagos. 

 

Fazei tudo o que Ele vos mandar... Com amigos destes quem precisa de inimigos...

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Sapo 24 em campanha eleitoral por Marcelo!

por Robinson Kanes, em 24.01.19

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Créditos: vide imagem

 

 

O texto (especialmente o título) fala por si... Jornalismo, uma espécie em vias de extinção... 

Nota pós-publicação: após a publicação deste meu artigo o conteúdo da notícia foi alterado. 

"

Há três anos que Marcelo mudou Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa completa esta quinta-feira três anos desde que foi eleito como Presidente da República, com a atual legislatura prestes a ser concluída, num período de estabilidade política, e enfrenta agora um novo ciclo de decisões eleitorais.

A conclusão da legislatura pelo Governo minoritário do PS, suportado, numa solução inédita, pelos partidos à sua esquerda no parlamento, foi um objetivo que assumiu desde a campanha para as presidenciais de 24 de janeiro de 2016, em que se apresentou como um moderado empenhado em "fazer pontes".

O ex-comentador político e professor universitário de direito, entretanto jubilado por ter completado 70 anos no mês passado, foi eleito Presidente da República à primeira volta, com 52% dos votos, e tomou posse a 9 de março de 2016, após um ciclo de dez anos de Aníbal Cavaco Silva em Belém.

Cumprida mais de metade do seu mandato, sem nenhuma crise política, Marcelo Rebelo de Sousa tem pela frente um ano eleitoral que começa com eleições para o Parlamento Europeu, em maio, seguindo-se regionais na Madeira, em setembro, e legislativas, em outubro, que irão reconfigurar as instituições europeias e o quadro político interno.

No plano nacional, o chefe de Estado tem insistido na importância de haver "alternativas de poder claras e fortes" - uma na área da governação e outra na esfera na oposição - que assegurem aos eleitores opções diferentes. Face à recente agitação no PSD, com Luís Montenegro a desafiar, sem sucesso, a liderança de Rui Rio, reiterou essa posição.

Marcelo Rebelo de Sousa leva 1.050 dias em funções e tem sido um Presidente popular e interventivo, no centro da vida política, com uma agenda intensa de contacto próximo com a população, bem como com os partidos e parceiros económicos e sociais, que ouve regularmente.

Na sequência das legislativas, marcadas para 6 de outubro, terá em mãos, pela primeira vez, a missão de nomear um primeiro-ministro, tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos os partidos, e dar posse ao respetivo Governo.

Sobre a futura solução de Governo, o chefe de Estado já adiantou, em setembro do ano passado, que não considera "essencial haver acordo escrito" entre partidos - ao contrário do que aconteceu há quatro anos, quando o seu antecessor, Cavaco Silva, exigiu ao PS certas garantias acordadas por escrito com PCP, BE e "Os Verdes" para empossar o executivo chefiado por António Costa.

O Presidente da República quis deixar definido com antecedência o calendário eleitoral de 2019, que anunciou no início de dezembro passado.

"Assim, neste momento, e a partir de janeiro de 2019, os portugueses sabem e os partidos políticos sabem exatamente qual é a data das três eleições", justificou, na altura.

Marcelo Rebelo de Sousa tem repetido que "o povo é quem mais ordena" quanto à próxima solução política: "Os portugueses é que têm de dizer o que é que preferem, se preferem uma solução mais à esquerda ou mais à direita, com maioria absoluta ou sem maioria absoluta, eles têm isso na cabeça e ao votarem escolherão o futuro para os próximos quatro anos".

Antes disso, haverá eleições europeias, em 26 de maio, em relação às quais, como europeísta, se tem referido expressando preocupação com o futuro da União Europeia, face ao crescimento de correntes populistas e radicais na Europa.

O Presidente tem advertido para um contexto de maior fragmentação e do Parlamento Europeu com consequências na composição da Comissão Europeia.

Em 2018, foram momentos marcantes do seu mandato o encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Casa Branca, e a decisão de nomear uma nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, por proposta do Governo, não reconduzindo Joana Marques Vidal.

Um ano depois dos incêndios de junho e outubro de 2017 que no seu conjunto fizeram mais de cem mortos, Marcelo Rebelo de Sousa passou parte do mês de agosto a banhos em piscinas e praias fluviais do interior do país atingido pelos fogos, num registo não oficial, embora com ampla cobertura mediática.

Em dezembro de 2018, promulgou o quarto Orçamento do Estado do atual Governo, após ter dramatizado a sua aprovação, meses antes, avisando que podia antecipar as legislativas num cenário de chumbo, que esteve longe de acontecer.

O chefe de Estado continua sem recorrer ao Tribunal Constitucional. Quanto ao veto o político, usou-o até agora onze vezes, a primeira das quais em junho de 2016 em relação a um diploma do parlamento sobre gestação de substituição.

O seu veto mais recente foi no final de 2018 ao decreto-lei sobre contagem do tempo de serviço dos professores, para que o Governo cumpra a normal orçamental que prevê um processo negocial sobre esta matéria que tem dividido o executivo e os sindicatos.

Dias depois, na mensagem de Ano Novo, referiu-se à contestação social em Portugal, incentivando os cidadãos a expressarem-se "pela opinião, pela manifestação, pela greve" neste ano eleitoral, mas sem criarem "feridas desnecessárias e complicadas de sarar" e com respeito pelos outros, atendendo aos "que podem sofrer as consequências" da sua luta.

Sobre uma candidatura a um segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa tem remetido sempre uma decisão para o verão de 2020. Em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, em maio de 2018, declarou que uma nova tragédia como os incêndios do ano anterior será um "impeditivo de uma recandidatura" sua.

Contudo, retomou este tema posteriormente, diversas vezes, em tom mais descontraído, uma das quais num encontro com participantes na Web Summit, em que discursou em inglês e admitiu uma recandidatura como "efeito colateral" da permanência desta cimeira tecnológica por 10 anos em Portugal.

"

in https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ha-tres-anos-que-marcelo-mudou-portugal

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Jamaica Beat...

por Robinson Kanes, em 24.01.19

1323428.jpgImagem: www.publico.pt

 

Lisboa e arredores puderam, nos últimos dias, ter uma amostra do que é viver em Kingston e até no resto da verdadeira Jamaica: os portugueses acordaram para o facto de, embora a uma pequena escala, se conseguir em horas mobilizar centenas de indivíduos de bairros algo distantes entre si tendo em vista a prática de crimes violentos. Os barris de pólvora por cá também existem e paióis abertos a todos não existem apenas em Tancos.

 

Os portugueses também ficaram a saber que um ataque contra uma academia de futebol é terrorismo mas o ataque a polícias e o incitamente à violência contra as forças de defesa do Estado por parte de indivíduos desocupados, partidos/ajuntamentos políticos (alguns até suportam o actual Governo) e associações "pacíficas" é apenas um delito menor. Como frisam o Presidente da República e o Ministro da Administração Interna, o povo português é sereno... Sereno como se pudesse aceitar tudo e mais alguma coisa, desde que não seja o futebol, tudo é permitido e... Sereno.

 

Quem está à frente de associações como a SOS Racismo e de partidos políticos como o Bloco de Esquerda, entre outros, tem de ter cautela com o que publica e com o que diz, caso contrário, faz-nos pensar se a diferença entre fascimo, populismo, comunismo e uma certa extrema esquerda não é de facto uma semelhança. O ataque gratuito às forças políciais tem sido uma constante, isto talvez porque muitos partidos políticos não tenham a sua própria força policial, uma espécie de Stasi ou Milítsia. Também fico algo pensativo quando escuto o discurso de que todos os extremos são maus, no entanto, alguns ditos moderados começam a assumir um papel demasiado extremista...

 

Também é de estranhar que num país democrático, manifestações como as dos "coletes amarelos" sejam vistas como acontecimentos fascistas e populistas e este tipo de actos seja encarado como algo isolado e que não merecem tanta atenção. Se por um lado temos manifestações com um intuito claro de lutar contra um certo estado de coisas que nem sempre é o melhor, por outro temos violência gratuita. Mais grave é quando o mencionado Presidente da República, já em campanha eleitoral, adquire também a atitude de repudiar os primeiros e aceitar como normal os segundos. 

Também pergunto onde andavam os telemóveis dos membros de partidos do Partido Comunista e o Bloco quando a Polícia carrega sobre aqueles que defendem um país mais justo e menos corrupto? 

 

Mais uma vez, a polícia, em Portugal é um alvo a abater por determinados quadrantes políticos e sociais, a mesma polícia que nem sempre pode executar as suas funções porque presta serviço a esses mesmo quadrantes e aos "ópios" do povo - no entanto, pode ser que um dia a polícia seja tão pacífica e tão neutra que não actue sob pena de ser acusada de violência. Afinal, como refere  dirigente da SOS Racismo e assesor do Bloco de Esquerda, a Polícia é uma bosta... Que chatice zelar pelo bem público... A Polícia, essa sim, parece ser cada vez mais deixada à mercê de uma certa bandidagem e altamente solicitada quando alguém decide dizer que esta Democracia já teve (se é que alguma vez teve) dias melhores.

 

Cabe também apurar responsabilidades em termos sociais - afinal, que têm feito as instituições estatais, autárquicas e sociais no sentido de empoderar muitos dos habitantes destes bairros para que arranjem um emprego (muitos já o têm e são cidadãos exemplares) e possam comprar/arrendar as suas casas e assim acabar com estes guetos? Continua a preferir-se o assistencialismo e as recolhas dos bancos alimentares com direito a câmeras de televisão, permitindo assim que a taxa de empowerment seja maior - até porque cidadãos com mais empowerment questionam o status quo e exigem mais da política, algo mais que subsídios, exigem uma política séria.

 

No entanto, para mal de muitos, Portugal é um país que ainda respeita os seus polícias e não será uma minoria com assento parlamentar e uma ou outra instituição que conseguirá abalar este sentimento. Entretanto, os dias de violência continuam e o povo está sereno, isto até um polícia agredir um hooligan num estádio de futebol, aí é que vamos ter a revolta nacional ou bando de desocupados invadir um centro de treinos. 

 

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Ghent, Gand, Gent... Não Interessa o Nome!

por Robinson Kanes, em 23.01.19

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Imagens: Robinson Kanes

 

Deixemos Bruges e façamos cerca de 50 quilómetros até outra cidade, menos divulgada mas, em meu entender, ainda mais agradável que a anterior. Falo de Gent, uma daquelas cidades que é tão bonita de inverno como de Verão - apesar de tudo, o calor faz das suas e as áreas junto ao rio enchem-se de habitantes que o aproveitam para apreciar uma cerveja ou uma outra qualquer bebida. Já conheci a Gent mais escura e a Gent mais soalheira, ambas não desiludem.

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Uma das formas mais surpreendentes de iniciar uma visita à cidade é começar pelas imediações - seguir o rio até ao centro é uma das mais belas surpresas que se podem ter, um pouco como já senti em Aachen (mas sem o rio). Chegar à noite e entrar madrugada adentro na Abacho 2K18 é também uma boa opção - ABACHO 2K18, a discoteca silenciosa! Bem... Não é silenciosa, somos é convidados a utilizar headphones onde podemos escolher a música que queremos ouvir e assim personalizar a mesma! Demasiado individualista? Nem por isso, os headphones adquirem diferentes cores consoante o canal que se ouve, ou seja, conseguimos saber quem é que está a ouvir a mesma música que nós! Devo dizer que ao início estranha-se mas depois é uma experiência daquelas...

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Começar o dia em Gent é simples... Nada como conhecer o centro da cidade logo pelo Graslei e pelo Korenlei, as duas margens do rio. Dá para voltar atrás no tempo e imaginar a azáfama típica do comércio na Flandres, um pouco aquela sensação que também temos em Amesterdão, por exemplo. As fachadas são tipicamente flamengas e o movimento de gente nas ruas, contrastando com o resto da cidade, dá uma ajuda. Confesso que as viagens de barco ao longo do rio se dispensam, aqui o caminho a pé é, sem dúvida, a melhor opção! Se tiverem em conta que no século XII a cidade banhada pelo "Leie/Lys" era só a quarta maior cidade da Europa, também vão ter uma grande surpresa.

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Gent é também conhecida pelo Belfry, Património da Humanidade, e que encerra o dragão que zela pela vigilância não só da torre mas também da cidade! Escutar o seu carrilhão é também algo singular, bem como a escalada ao topo, todavia, gosto de ver a cidade de Gent com a sua fila de três torres, algo que não posso assistir se subir ao Belfry.

Continuando pelo património histórico, nada como passar pela Sint-Baafskathedraal (Catedral de São Bavão), o exemplo da rebeldia de Gent porque, ao longo da história, foi sofrendo diferentes intervenções, um pouco de acordo com as tendências e desejos da época, no entanto... A grande mais-valia deste espaço, como não poderia deixar de ser é a tela da "Adoração do Cordeiro Místico" de Jan Van Eyck! Quase que Gent merece uma visita só por esta obra! Seguindo a rota pelos templos católicos, não podemos esquecer a igreja de "Sint-Niklaaskerk/São Nicolau" um exemplo de gótico e com uma torre bastante peculiar, nomeadamente na sua localização em relação à planta do edifício.

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E porque o tempo escasseia, a pressa não nos deve deixar perder o Castelo de Gravensteen, mandado construir por Filipe da Alsácia e que além de ser conhecido pela sua história de horror e tortura foi também um símbolo de poder sendo hoje um local de espectáculos e festividades! Aliás, a celebração de casamentos naquele espaço é comum.

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E despedimo-nos já de Gent? Nem por isso... Apesar da comida não ser a melhor (ainda hoje me faz confusão como é que se pode gostar tanto de batatas fritas - se fosse só em Gent) existem outros atrativos e um deles é um espaço menos divulgado e por isso menos conhecido mas que merece indubitavelmente uma visita: o Museu Dr. Guislain. Um pioneiro psiquiatra, nascido em Gent, com uma abordagem muito diferenciadora acerca das doenças mentais e que fundou este asilo numa lógica de acolher todos aqueles que precisavam de apoio - isto numa época (século XIX) em que as doenças mentais ainda eram olhadas (quando o eram) como obra do diabo. Agora...

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...Peguem numa bicicleta e percorram a cidade! Se tiverem companhia, não se esqueçam de parar na ponte de São Miguel e dar um daqueles beijos apaixonados, apoiados, cada um, nas vossas bicicletas - quando lá chegarem vão perceber...

 

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De Volta?

por Robinson Kanes, em 12.01.19

É verdade, estive uns tempos fora...

Motivos foram muitos: excesso de trabalho (aqui não se vive disto), outras culturas e muito tempo para reflectir. De vez em quando é bom parar, reflectir, pensar...

No entanto, tenho de admitir que ficar fora disto ainda não passa pela minha cabeça (que me perdoem aqueles que são obrigados a levar comigo mesmo que tentem ocultar a coisa...). A verdade é que recebi um telefonema do presidente Marcelo que quase se babou quando lhe atendi o telefone. Qual Xin Jinping, senti-me verdadeiramente honrado por merecer este carinho do presidente de todos os media e de todos os Salgados e dos ricos (foi ele que disse que melhor do que ser rico é ser amigo dos ricos). Ah! E dos bancos alimentares contra a fome cujos alguns daqueles dinossauros(as) que controlam os mesmos há uma eternidade fogem do pagamento do IVA como o diabo da cruz, já diz o povo. Quero ver quando acabar o dinheiro físico como é que se vai dizer via telefone que no dia "y" passo lá para pagar em "cash" porque por transferência posso ser apanhado e isso ficar-me-ía mal perante os pobrezinhos. Mas sim, quando temos um presidente que além de babão já telefona para programas de televisão, percebemos porque é que o Batatoon e os Batanetes são dispensáveis. Como dizem essas poetisas da língua portuguesa, as Bombocas...

Mas pronto, isto tudo para dizer que ainda ando por aqui e que também tenho de acabar de falar da Bélgica sob pena de ser atirado da ponte por um indivíduo que me abordou por email! Ao menos por essa temática, já que por norma só surgem quando atiro algumas farpas.

E para terminar ao bom estilo que me foi caracterizando: porque raio é que um Governo de esquerda que ao estilo "gerigonça com sotaque espanhol" quer retirar os restos do General Franco do "Valle do los Caídos"? Apagar a História nem coisa de fascista é. Além disso, os espanhóis não o querem como, para o bem ou para o mal, Franco quis que mortos de um lado e outro cumprissem o sono eterno, juntos... Juntos, como vítimas de um conflito que, penso, nem o próprio compreendeu... Em Portugal não faltam adeptos dessa tomada de posição só não encontro os adeptos que se esquecem de fazer chegar as notícias que mostram aquilo que o presidente desse Governo de esquerda faz com os bens públicos em proveito pessoal. Em Portugal poucos o sabem, mas em Espanha, as férias e as pausas de Pedro Sanchez são muito bem aproveitadas em Palácios públicos com helicópteros e aviões públicos, sem falar no resto... Temos, em Espanha, um republicano de esquerda mais monarca que o próprio rei. Mas pronto, vamos entretendo o povo com Bolsonaro e Trump enquanto apertamos as mãos a ditadores que recebemos no nosso país com honras de Estado...

Por falar em Bolsonaro! Não era o já falado Marcelo que, antes das eleições no Brasil, atirava mensagens contra certos populismos e contra o próprio Bolsonaro mas não perdeu um segundo quando teve de ir ao "beija mão" a Brasília? 

Entretanto, mesmo contra a lei e a vontade de um país, o aeroporto do Montijo vai avançar! Ao invés de investirmos na protecção do estuário do Tejo vamos destruir umas das mais importantes zonas húmidas do mundo! É assim mesmo, vamos lá promover o ambiente circulando em carros eléctricos mas fomentando a destruição de um património ambiental de valor incalculável! Não será de admirar vindo de governantes que estavam no poder aquando do célebre "margem sul é um deserto".

Ainda vou a tempo... Um Excelente 2019!

 

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