Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A Tunísia de Brahem...

por Robinson Kanes, em 12.01.18

le-voyage-de-sahar-2.jpg

 Fonte da Imagem: Própria

 

A Tunísia, um país lindíssimo, está de novo num turbilhão interno de contestação. Podemos invocar muitas razões de um lado e de outro. Num país como este, nem sempre é fácil trazer algumas das linhas orientadoras do ocidente no que toca à gestão económica e política. Esta estabilização nunca foi fácil, até porque o aumento de preços e outras medidas que exigem sacrifícios a uma população, já por si pobre, tem consequências... Consequências maiores, sobretudo quando a corrupção volta a ser um dos actores principais – é interessante ver os tunisinos na rua a pedirem o fim da corrupção e nós por cá a acolher a mesma de braços abertos...

 

Aguardemos pelo futuro, até porque ainda temos bem presentes os reflexos da “Revolução de Jasmim” e dos ecos que a mesma teve, mais tarde, em países como Egipto ou Síria.

 

 

Mas é sexta-feira, vésperas de fim-de-semana. Da Tunísia - além das belas paisagens, património e da Medina de Tunes - recordo Anouar Brahem e os sons do seu “oud” que não deixam ninguém indiferente a uma cultura poderosa, antiga e forte.

 

Mais uma vez, este ano, talvez tenha oportunidade de voltar a ouvir tão envolventes sons, quiçá em em Abril, na Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Por isso vos sugiro... Atravessem o Mediterrâneo, lentamente... Sem pressa... Para que os sons vos cheguem embalados pelas ondas que chegam e balançam num, nem sempre amigável, choque de culturas.

 

O “oud” de Brahem é mágico, e entre muitos que poderia recomendar, escolho o álbum de 2006, “Le Voyage de Sahar” que ainda esta semana voltei a colocar na leitor e a ouvir, deixando-me navegar, calmamente, entre os gritos da contestação de um povo, mas também da sua força e da sua cultura, tal como Sahar...

 

 

Façam esta viagem... E se tiverem que escolher... “Sur le Fleuve”, “L'Aube”, ou porque não, “Les “Jardins de Ziryab”.

 

Bom fim-de-semana,

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Amor do Homem à sua Enxada...

por Robinson Kanes, em 10.01.18

Foto0006 (2).jpg

 

Fonte da Imagem: Própria.

Autor: Um apaixonado pela sua enxada.

 

 

Confesso que não tenho que escrever... Como não faço reserva de "artigos", admito... Não tenho que escrever...

 

Todavia, devo admitir que não posso ficar indiferente ao amor que um homem pode sentir pela sua enxada! Se passarem pela N3 e virem uma enxada, não hesitem um segundo e contactem o feliz proprietário da sua tão amada sachola!

 

A isto chamo serviço público e a oportunidade de fazer alguém encontrar a sua "Gioconda" das enxadas. Ainda dizem que tenho mau feitio. Não sei escrever e falta-me inspiração, mas nem sou má pessoa.

 

P.S: quem não tem que escrever inventa destas coisas... Enfim...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Perguntas a Centeno e a Tantos Outros Reis Nus...

por Robinson Kanes, em 06.01.18

 

IMG_20170916_184221.jpg

Fonte da Imagem: Própria.

 

Em Roma tudo se compra

Juvenal, in "Sátiras"

 

Como é que podemos ter confiança num qualquer político que se vende por um bilhete de futebol (entre muitos, Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira) colocando em causa a sua imagem, o país, a ética, os valores, o Estado e a honra?

 

Como é que podemos acreditar que quem se vende por um bilhete de futebol não se vende por coisas de maior dimensão?

 

Como é que podemos acreditar que um economista se esqueça de uma das máximas da economia, nomeadamente de que não existem almoços grátis?

 

Como é que ainda existem pessoas que acham normal este tipo de situações quando podem ser muitas vezes os interesses dos país em jogo? Por menos, Marcelo Rebelo de Sousa, nos tempos da ditadura, foi corrido da tribuna dos ministros porque ao acompanhar o pai ouviu que aquele espaço era para os ministros e não para os filhos dos mesmos.

 

Porque é que são escândalos atrás de escândalos mas é sempre a mesma coisa - impunemente se vai caminhando?

 

Porque é que se faz um escândalo (e até certo ponto, bem) com a "Raríssimas" (aquela de que já não se fala porque muitos nomes começaram a vir para a Praça Pública) e se fala menos da Fundação "O Século" que imediatamente após buscas teve logo indivíduos que foram constituídos arguidos? Importa lembrar que foi o escândalo que levou a Polícia à Raríssimas, no caso da Fundação "O Século", foi o contrário.

 

Mas também não é de admirar... Se o verdadeiro Cristiano Ronaldo não paga impostos e ainda se dá ao luxo de provocar a justiça espanhola, porque é que o Cristiano Ronaldo das finanças deveria ter vergonha de vender a honra por um bilhete de futebol para si e para o filho...

 

Porque é que o Dia de Reis em Portugal passa completamente ao lado das celebrações natalícias? Será porque ostentar um bolo-rei não provoca (na nossa cabeça) uma grande aceitação social? Será que é por não podermos dizer que fomos às compras adquirir um... bolo-rei?

 

Feliz dia de reis... Mesmo que eles caminhem nus... 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão? Gozem e Apreciem o "Mau Tempo"!

por Robinson Kanes, em 05.01.18

IMG_9054.JPG

Fonte das Imagens: Própria. 

 

 

Já começou a inundação com as notícias, comentários e dissertações deprimentes sobre o "mau tempo"! Ainda nem passou o Natal - lembram-se que amanhã é dia de reis? - e já estamos no campo ideal (Janeiro) para promover a depressão.

IMG_0981.JPG

 O "mau tempo" pode não ser agradável, mas contra a Natureza nada podemos fazer... Depois de nos acautelarmos, porque não aproveitar o tempo mau que anda por aí e transformá-lo numa feliz aventura? Não temos de ficar em casa a deprimir ou a dizer mal da nossa vida... Pode ser a oportunidade para grandes momentos indoor e outdoor, quem já viveu em países de clima frio agreste sabe do que falo.

IMG_1741.JPG

A minha sugestão para este fim-de-semana é que, na medida do possível e sem correr riscos desnecessários, aproveitem o mau tempo, regozijem-se com a chuva, aqueçam numa boa caminhada perante a agressividade do frio e... Acima de tudo... Se os vossos rostos congelarem, que congelem a sorrir...

IMG_1697.JPG

Bom fim-de-semana...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marcelo e um Veto à Partidocracia...

por Robinson Kanes, em 04.01.18

mw-860-2.jpeg

Fonte da Imagem:http://expresso.sapo.pt

 

Por aqui sou conhecido e ostracizado por nem sempre falar bem do Presidente da República. Todavia, também é hora de elogiar Marcelo Rebelo de Sousa pelo veto à lei do financiamento dos partidos. O mais alto magistrado da nação passa uma mensagem clara do que se quer para o futuro, e sobretudo, faz jus ao conceito que espera ver explorado neste ano de 2018: reinvenção.

 

Reinvenção passará por começar lentamente a passar a mensagem de que não se procurará cair nos mesmos erros de sempre, de que uma máfia partidária terá de ter os seus limites e de que basta de andar a enganar os portugueses... Embora a linha entre ser enganado e não se importar de o ser seja ténue. Esperemos que se operacionalize e se esclareça tamanho conceito...

 

Espera-se também que Marcelo, na sua postura de estar sempre de todos os lados de modo a que isso lhe garanta popularidade, não tenha cedido à tentação de vetar somente porque a pressão mediática foi intensa, esse seria o seu maior erro, pois continua também ele a ter o seu cartão de militante que retira do bolso quando lhe é conveniente e o esconde quando lhe pode trazer problemas – só por esse motivo fico com esta preocupação.

 

No entanto, vamos ver como vai acabar esta situação, porque com o veto presidencial, os holofotes vão procurar outros temas vendáveis e temo que o assunto possa cair no esquecimento. Se a lei for aprovada com a maioria de dois terços no parlamento, Marcelo praticamente será obrigado a assinar. Temo emo que a discussão pública se fique por aqui.

 

Este tema não pode cair no esquecimento e é de extrema importância que os portugueses não se esqueçam daquilo que lhes tentaram fazer. O veto da lei não apaga o comportamento vergonhoso, ou até criminoso, que os deputados e as máquinas partidárias tiveram, faça-se uma excepção ao CDS-PP e ao PAN, embora sejam coniventes com os moldes actuais no que toca ao financiamento destas instituições e que não ficam muito longe das leis que se pretendem aprovar.

 

Ficaremos a aguardar e que as luzes não se apaguem, sob pena de, mais uma vez, contribuirmos para a alimentação de grupos que nada têm feito pelo desenvolvimento do país. Num país onde a vergonha existe, esta discussão já nem voltaria a ser levada ao parlamento e muitos dos direitos/benefícios já vigentes seriam reavaliados.

 

E deixo finalmente uma inquietação: como é interessante ver os “partidos anti-práticas semelhantes” (sobretudo PCP e BE) a salivar para que a lei avance.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Pingo Demasiado Doce da Autoridade...

por Robinson Kanes, em 02.01.18

novos-gnr.jpg

 Fonte da Imagem: http://www.postal.pt/2016/09/gnr-conta-mais-457-novos-militares-partir-de-hoje/

 

 

Um destes dias, andava eu pelo Pingo Doce quando dei por mim a assistir a uma cena daquelas que pensamos que já não deveriam existir... Mas existem.

 

Uma senhora, dos seus quarenta anos, aquele tipo "pandorca" e cuja filha herdou os genes todos, decidiu ir às compras de Natal. Foi de tal modo imbuída no espírito que quis oferecer caixas e cestos de chocolates a todos os amigos, no entanto, como o dinheiro não chega para tudo, algumas delas íam escondidas no carrinho de bebé - daquele que deveria ser mais um filho.

 

Abordada pelo segurança, ao início hesitou e até colocou em causa a moral do cavalheiro. Mas na verdade, debaixo da mantinha e depois de confirmado o recibo das compras, a nossa "pandorca" decidiu colocar as culpas na "herdeira da parada", a filha que já lhe segue os passos em termo de imagem e comportamento "pandorqueiro". O marido, um senhor magro e visivelmente destruído pela vida, nem a boca abria. Já o segurança, procurou resolver a questão pelo bem e lá disse à senhora para ir pagar, porque "enganos" acontecem a todos e pronto... Assunto resolvido...

 

No entanto, enquanto escolhia um bolo rei quentinho - "estimados clientes, acabou de sair uma fornada de bolinho rei quentinho só a €8.99 o quilo" - só consigo ouvir um guarda da GNR a dizer "não me falta ao respeito". A partir daqui:

 

- A senhora não me falta ao respeito. Vá pagar as suas coisas e não me falte ao respeito.

 

Assim a autoridade mostrava que não estava para brincadeiras e procurava também sanar a situação rapidamente, no entanto, a nossa pandorca não estava pelos ajustes e:

 

- Mas quem és tu? Digo o que me apetecer, vai falar assim com a tua mãe!

 

Vai falar assim com a tua mãe... Quando vejo um indivíduo com o dobro do meu tamanho e com a farda da GNR, a primeira coisa que faço para evitar problemas é dizer-lhe "vai falar assim com a tua mãe"! A verdade é que imediatamente o guarda solicitou a identificação da senhora, aliás, até de forma bastante respeituosa até levar dois empurrões e a pandorca armada em big mama lhe ter dito:

 

-Não me dentifique! Vai pró ca_ _ _ _ _  - e enfrentando o guarda - tu é que não me respeitas nem me bateste a pala!

 

Continuamos a tentar evitar problemas, por isso, nada como mandar uma autoridade policial para aquele cesto que era colocado nos mastros das caravelas com o objectivo de servir de mirante. Também achei interessante o facto da nossa pandorca se ter em grande conta e achar que um militar lhe deve o direito de continência, mesmo quando esta o manda maltratar a mãe. Gosto desta coisa tão portuguesa do "eu tenho todos os direitos e tu só tens deveres".

 

E a saga continua... Empurrão daqui e dali, eis que o nosso guarda (muito paciente, por sinal... demasiado) agarra a senhora e a aperta. Isto não sem levar mais empurrões e um ou outro murro no braço. E não, nem a ameaça de que esta verdadeira dama poderia ser algemada a demoveu dos seus intentos.

 

Este género de cenas repetiu-se, e a insistência da senhora para que o guarda fosse para o cesto que era colocado nos mastros das caravelas com o objectivo de servir de mirante, continuava a ser bem marcada. Pessoalmente, não sou adepto da violência, mas se fosse comigo era imediatamente dominada, colocada no chão e algemada! Eu sei que depois vinham as associações do costume dizer que eu tinha sido violento... Afinal quem é um indivíduo, por sinal uma autoridade policial, para me dizer que não devo roubar e ainda por cima me algemar depois de o ter agredido e injuriado sem causa aparente? É que nem pensar! Temos direitos!

 

Casos como estes, não faltam... Começo a temer que a figura da autoridade comece a perder a sua força e quando assim acontece, é mau para os nossos agentes de autoridade que se encontram sujeitos ao desrespeito e ao aumento das agressões e também não é bom para os cidadãos, que podem estar a criar espaço para que seja dada, no futuro, mais margem de manobra na utilização da violência por parte das nossas autoridades.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 2/2



Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Mensagens

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



subscrever feeds




Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB