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O Fogo Que Fala...

por Robinson Kanes, em 17.08.17

 

 

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Foi logo depois dos incêndios de Sertã e de Nisa que andei por aquela zona e tive oportunidade de ouvir vários relatos, sobretudo na primeira pessoa, mais fidedignos mas sempre com margem para exageros... Se por um lado consegui verificar no terreno que alguns correspondiam à verdade, outros nunca saberei...

 

A impressão com que fiquei é que existe um conjunto de indivíduos que combate incêndios dando o seu melhor (bombeiros, polícia, militares e outros cidadãos, sobretudo com postos subalternos) e um outro conjunto que percebe muito de incêndios mas... Eu admito, tirando alguns em que já me vi envolvido a ajudar, nada percebo. Mas vejamos:

  

Sabes, quando o fogo de Nisa começou a chegar perto da fronteira de Espanha, os gajos entraram no nosso país com aviões, máquinas de rasto, bombeiros e apagaram o fogo. Quem apagou o fogo de Nisa em horas foram os espanhóis e nós andámos cá uma semana e não conseguimos controlar o fogo. Aqui ainda nem vi nenhuma máquina de rasto.

Disse-me um conhecido. Se é verdade ou mentira não sei, mas já não é a primeira vez que escuto isto! Algo se passa e levo a crer que são falhas no comando e na forma como são geridos os operacionais no terreno. Mas os cargos perpetuam-se.

  

Então o comandante que estava aqui e é daqui (Vila Velha de Ródão) chamaram-no para o incêndio de Proença (Proença-a-Nova), mas isto ainda estava muito mau. Deixaram isto aqui com outro gajo que não conhecia o terreno como o outro.

 Motivos operacionais?

 

E os gajos da Protecção Civil? Então os gajos trazem o gerador de Lisboa e quando chegam aqui parecem baratas tontas porque precisam de gasóleo porque o gerador não tinha? Lá tive de ir às oito da noite correr à bomba do ------- buscar gasóleo! Os gajos trazem aquela m---------- sem gasóleo?

 Organização?

  

Se não fosse o gajo do helicóptero a vê-los e a largar-lhes um balde de água em cima tinham lá ficado todos, estes gajos não conhecem o terreno e ainda levavam um dos nossos. Então ninguém viu que por ali não dava, o ------ bem lhes disse que por ali não dava? Por falar em helicópteros, vão lá ver quem é que manda naquilo.

Não comento.

 

Qual força-aérea, qual combate, os pilotos deles é que andam aí a encher os bolsos a apagar os fogos nos helicópteros e nos aviões do outro que também... (não digo mais por causa das acusações que foram feitas).

 (À minha afirmação "está bem, mas os pilotos da força aérea são pilotos de combate e não estão preparados para combate a incêndios?")

Idem

 

Gente dessa não precisamos cá, eles não querem meter os carros nem dar cabo deles no meio do fogo. Eles querem lá saber isto não é deles e os carros são, eles não querem perder nem estragar os carros. Andam a deixar arder.

 Idem

 

Eles estavam à rasca lá em baixo, e eu como tinha o barco disse logo para arranjarem uma bomba que nós íamos para lá e do rio conseguíamos dominar daquele lado, uns gajos que deviam ser de Lisboa ainda nos mandaram estar quietos que não percebíamos nada de fogos. Eu já conheço esta zona há mais de 40 anos e sei como chegar a sítios onde eles nem sonham.

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(não é a fotografia que está mal tirada, são pequenos "tornados" que se formam das cinzas no alto da serra criando um ambiente ainda mais dantesco) 

 

 

Quem sabe é que manda. Ouvi muitos relatos em que muitos indivíduos do alto da sua "sabedoria" ignoram todo e qualquer conselho que venha de quem conhece o terreno.

 

Esses querem é encher o rabo com o mal dos outros olha que dinheiro a eles não lhes falta, é só encherem-se de casas e carros novos desde que lá andam. 

A propósito de uma entidade de que se dedica à acção social.

 

 

Os jornalistas querem é ver miséria mas não ouvem o que nós lhes dizemos. Na televisão não dizem aquilo que a gente lhes diz e só querem filmar-nos em pânico. Dão é conversa aos políticos que não sabem nada disto.

Não comento, mas penso que não perco muito por não ver televisão ou outros media.

 

 

E pagarem-se 15000 euros à esposa de um responsável da Protecção Civil para esta elaborar um estudo tendo em vista a aquisição de uma viatura ligeira que custa pouco mais que o próprio estudo? A esposa do responsável é geógrafa e trabalha numa câmara municipal. 

Esta fui eu mesmo que disse e está no website onde são divulgados alguns contratos e adjudicações públicas. Estudos do estudo com vista à elaboração do estudo para estudar o estudo que vai servir de apoio ao estudo que vai estudar a aquisição de uma viatura.

 

Foram algumas das coisas que ouvi. Se são verdade, algumas presenciei, outras nem por isso... Ainda há muito a fazer e ao invés de andarmos a pensar em listas e em discursos bonitos, temos de começar a pensar no fogo como um todo, na prevenção, mas mais que tudo, na máquina que está por detrás...

 

Mais uma vez, obrigado pelo esforço daqueles que presenciei visivelmente cansados (bombeiros e soldados) às portas de quartéis como o de Vila Velha de Ródão, Sertã, Abrantes, Nisa, Idanha-a-Nova e outros... 

  

Só me consigo lembrar de alguém que um dia, abandonando a Assembleia da República por não se identificar com o cargo de deputado disse que "se o povo soubesse o que por ali se passava invadia o edifício e matava todos os que lá estão".

 

E o fogo continua à espera de mortos para alguém interromper as férias e colher mais uns votos de popularidade... Os feridos não trazem ou tiram votos, já os mortos sim...

 

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Na Vanguarda da Indústria 4.0

por Robinson Kanes, em 16.08.17

 

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Fonte da Imagem: indeed.pt

Captura e Edição da Imagem: Própria

 

 

Perante a entrada na "4ª Revolução Industrial" ou  "Indústria 4.0" (agora convecionou-se chamar as novidades ou as mudanças sociais desta forma como se toda e qualquer alteração ou evolução fosse uma nova versão de software) existem organizações que já se assumem como seguidoras do novo modelo. Algumas até já procuram autênticas máquinas e cyborgs, contudo, ainda 100% humanos... O futuro está aí e existem organizações que já estão na vanguarda.

 

P.S: não sei se foi uma máquina que escreveu, eu sugeriria "admitem-se máquinas".

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O Fogo Que nos Continua a Queimar...

por Robinson Kanes, em 14.08.17

 

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Fonte da Imagem: Própria. 

 

E as coisas tendem a não mudar... Quando a temperatura está prestes a aumentar e o vento a soprar com mais intensidade, anunciamos logo que vêm aí dias favoráveis a incêndios. Eu, se fosse incendiário, andava sempre informado como os surfistas o fazem em relação ao estado do mar... Mas esses ainda têm de ir à procura, já estes avisos caem de bandeja em cima daqueles que incendeiam e mandam incendiar... Mandam incendiar... Não são poucos os casos de incendiários (muitos com deficiências cognitivas) que perante a ameaça de pena máxima de prisão não ousam dizer quem lhes encomendou o serviço! É o medo e o poder de quem ordena. Não é um lugar-comum, são as palavras de quem já assistiu a situações do género!

 

Aposto também que o incendiário, no seu modus operandi, verifica se tem o bidão de gasolina, os fósforos e outros apetrechos logo que é anunciada a "época de incêndios" tal qual caçador de perdizes antes da abertura da "época de caça"...

 

O tema está gasto? Também a minha paciência, também os solos deste país, um país que só acorda para os incêndios se alguém morrer (tristes cidadãos). É Verão e posto que até ao Natal não há tema, já só fala de eleições... Eleições para cargos responsáveis também pelos grandes incêndios... O papel de tristes vítimas dos presidentes de câmara durante os incêndios é lamentável! Quem é responsável pelo PDM? Quem também faz a fiscalização? O esquecimento, o rótulo do reaccionário, o rótulo do "sempre a falar do mesmo", é a capa perfeita para continuar a perpetuar a impunidade, a irresponsabilidade e a incompetência! Mas o que importa agora são as autárquicas e presidentes que não se podem recandidatar a passarem para candidatos na presidência das assembleias municipais para daqui a quatro anos voltarem a conduzir os seus pequenos impérios "demcocráticos". Não é por acaso, que existem municípios onde existe um medo generalizado qual campo de concentração! 

 

Mais uma vez, as coisas vão acontecendo, vamos engolindo em seco... Até passam à história, de um dia para o outro, aqueles(as) que procuraram protagonismo com listas, mas pelas suas amizades (sem aspas) com alguns meios de comunicação social e perante a vergonha, rapidamente são absorvidos por um programa de protecção de criminosos (não me enganei e não queria dizer testemunhas)... Volto a dizer que não seria má ideia que, ao invés do tão aguardado terramoto, Lisboa e outras localidades pudessem passar por um incêndio de grandes dimensões que dizimasse metade da população... E, mesmo assim, tenho dúvidas que os portugueses chegassem à conclusão de que os incêndios não são espectáculos de solidariedade mas sim um crime de lesa-pátria!

 

Com o país em chamas levata-se também uma questão: onde estão aqueles partidos que gostavam de virar o país do avesso quando ardiam meia-dúzia de hectares e agora permanecem em silêncio perante este e outros factos de extrema gravidade? Onde estão aqueles supostos intelectuais, artistas, profissionais do mal dos outros e gentes da "ribalta" que protestam por tudo e por nada e, nas horas em que realmente o país precisa de mentes capazes de abanar o status quo, temem dar a cara ou preferem um mergulho no mar?

 

Temos uma Constituição que dá para tudo e para nada mas... Aos maiores crimes contra a pátria, esta parece ter sido omissa, ou também silenciada... Sejam solidários e continuem a contribuir com donativos e a assinar por baixo a carta de destruição do país...

 

Uma nota para Inês Henriques: parabéns pela vitória, pois não fosse o ouro e a necessidade de ocultar algumas tragédias, a maioria dos portugueses continuava a desconhecer a modalidade de "marcha" e também que estão a decorrer os Mundiais de Atletismo (ao que sei, se não fossem as medalhas era temática que passava ao lado). Os do costume já deram os parabéns... Agora é a vez do teu povo! Parabéns.

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Abençoado Agosto e Bendito Vento!

por Robinson Kanes, em 11.08.17

 

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  Fonte das Imagens: Própria.

 

O português tem um problema crónico: nunca, mas mesmo nunca, irá dizer... Estou bem! 

 

No Inverno é porque não chove! Vem a chuva... É porque não faz sol. É porque está calor e na sua senda consumista acredita que tem de vir o frio para se vestir de acordo com a estação. Vem o frio... É porque está frio! Por acaso, no Verão não se importa que o país seque. Desde que o calor esteja no pico, queremos lá saber que meio-mundo esteja a morrer à sede, que não faltem caipirinhas e água do mar na praia! E como é Verão e a silly season está aí a queimar muitas mentes o principal inimigo passou a ser... O fogo? Não, já ninguém quer ouvir falar de incêndios... Mas em Abrantes está o pânico! E? Espero que não morra ninguém, caso contrário ao invés de querermos inflacionar listas de mortos vamos querer é eliminar as mesmas só para não tirar o brilho às férias...

 

Mas o drama, o verdadeiro horror, a tragédia (gostaram do momento Artur Albarran?) dos herdeiros de Viriato é o vento! Maldito Éolo que ainda vives no Império Romano a atormentar estes lusitanos cuja principal preocupação são os teus ventos! 

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Adoro uma boa chuva de Verão e o vento, desde que não se ande sempre a dizer na comunicação social que vai continuar (os incendiários agradecem), também me é agradável. Além de que não é preciso ir para os trópicos ou até para o Algarve para assistir a profissionais de alto gabarito a fazerem acrobacias aproveitando aquele sobre o qual quase toda a gente, por estes dias, decidiu descarregar a sua frustração. Além disso... Sempre se partilham umas fotografias mal tiradas.

 

Posto isto, a minha sugestão para estes dias de fim de semana é simples: ponham-se ao vento e voem! Voar também faz bem!

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Até porque afinal, a verdade é esta: enquanto muitos de vós se refugiam no conforto de um espaço fechado com medo de uma brisa, ainda há quem aproveite, e bem, o Bóreas das nortadas!

 

Bom fim de semana...

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SOS EMIGRAGOSTO

por Robinson Kanes, em 10.08.17

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 Fonte da Imagem:http://minhoemfesta.pt/história/dedicado-todos-os-emigrantes-que-estão-de-partida-o-minho-em-festa-deseja-boa-viagem

 

Num país onde dizer que um cigano (sublinho, um) não pagou impostos ou cometeu um crime é considerado racismo e extensívo a toda a uma comunidade! Num país onde dizer que um imigrante (volto a sublinhar um) não quer trabalhar é considerado xenofobia e ódio a todos os imigrantes! E quem é que protege os emigrantes que cometeram o pecado de serem portugueses e regressam em Agosto e até Julho?

 

Comecemos com uma banda sonora que está lá em baixo para vos acompanhar na leitura deste texto.

 

As redes sociais, os media, associações, que não sei bem do que vivem e o que fazem, e alguns "partidos" políticos agitam-se contra comentários isolados, muitas vezes fundamentados e confirmados por toda uma comunidade mas não defendem os emigrantes, vulgo "emigras" ou "avecs", que nos visitam em Agosto! Aliás, defendem desde que tenham adquirido "papel comercial" do BES!

 

Foi por isso que decidi criar a SOS EMIGRAGOSTO, uma associação que defende todos os emigrantes que regressam à sua terra natal no Verão! Defendemos o direito a falar um "francês de Alcochete"; a vestir roupas novas compradas em Salamanca, Ciudad Rodrigo, Vilar Formoso, Badajoz ou Elvas; a utilizar vernáculo nacional intercalado com um francês de Île-de-France e a utilizar carros carregados de presuntos, bacalhau e chouriços! Defendemos também o tuning german style, ou os vidros escurecidos à Lausanne nas viaturas automóveis com matrículas estrangeiras! Defendemos o direito aos churrascos carregados de entremeadas, sardinhas e entrecosto bem regados com vinho Cachinhos ou Almocreve! Defendemos a gasosa, o Joy e o Frutol! Defendemos a "música pimba"! Defendemos os tradicionais "eile na arretou toute suite ele tinha era que arretar", "vien ici Maria, vien a ton pére sua mula dum..." ou então o "un pain prá moi e outro aqui pó me colega".

 

Muitos dirão: essa raça emigra vem para cá exibir carros novos, muitos até são alugados, e vem também mostrar que está bem na vida com roupas novas e a pagar jantares a torto e a direito mas depois, na casa da porteira, é só sopinha! Digam-me lá, o que é que fazem os portugueses que vivem no nosso país o ano inteiro? Estes ao menos fazem-no em Agosto e estão no seu direito, começo a pensar que muitos sentem que o protagonismo lhes está a ser retirado. E não vão a Espanha fazer perguntas, pois aquilo que vocês dizem dos emigrantes é o mesmo que os espanhóis pensam de nós.

 

Para o mal ou para o bem, os emigrantes trazem vida a muitas aldeias e até cidades, essa é a realidade. Trazem vida e jovens para as ruas, animam as aldeias e acima de tudo animam também a economia local. Não se esqueçam que muitos deles ainda fazem investimentos na terras que os viram partir e outros continuam a enviar remessas de dinheiro. Também não tratemos mal os que partiram porque não os soubemos acolher no seu próprio país, porque quer queiramos quer não, a vontade de muitos é voltar. Temos o discurso (com o qual concordo) de sermos muito receptivos com os imigrantes, mas somos os primeiros a expulsar os portugueses lá para fora... E em muitos casos, mesmo lá fora, não peçam ajuda a um português sob pena de ficarem com a impressão que são mais bem acolhidos pelos nacionais desse país...

 

Não tenhamos asco de ver os restaurantes cheios de emigrantes ou as lojas cheias de indivíduos sedentos de gastarem o dinheiro ganho durante o ano. Deixemos que as ruas e os bailaricos se encham de gente bem disposta que vem à procura das suas raízes. Alguns são parvos? Alguns comem com as mãos mesmo que estejam no "Darwin"? E então, quem é que em casa não come o franguinho com as mãos? Quem é que quando abre a boca não mostra o bolo alimentar qual almôndega gigante? Quem é que não fica com os queixos besuntados com o molho das sardinhas? Nos Santos Populares não vejo outra coisa e não são emigrantes...

 

Deixem-nos andar por aí que  ao menos a economia mexe e algumas terras também. Deixemos que invadam o nosso espaço e que dinamizem as nossas praias fluviais enquanto vamos todos mendigar um lugar nos areais do Algarve... Deixemos que o direito a não ter cara de atum seja uma realidade! Não há mal nenhum em invadirem o nosso pequenino mundo, não abram só as fronteiras territoriais, abram também as fronteiras da vossa cabeça...

 

A SOS EMIGRAGOSTO está cá para defender todos os emigrantes que queiram entupir as fronteiras do Caia e de Vilar Formoso, de Tui a Vila Real de Santo António estamos cá para vos apoiar! Mesmo nos voos low-cost em Charlles de Gaulle, Lyon, Basileia ou Dusseldorf estamos lá para vos apoiar! Não são só os estrangeiros que recebemos de "braços abertos".

 

Emigrante que escutas Graciano Saga ou Alizée na tua viagem de regresso à Pátria, a SOS EMIGRAGOSTO está contigo! 

 

P.S: só agora é que reparei que escrevi extensível ao invés de extensivo.

 

 

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Quando Cai a Cruz...

por Robinson Kanes, em 09.08.17

 

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 Fonte da Imagem: Própria.

 

Numa deslocação a pé, eis que me deparei com a imagem que dá cor a este artigo. Pensei imediatamente numa frase de Rousseau que podemos encontrar no "Contrato Social"... Dizia Rousseau que "quando a cruz expulsou a águia todo o valor romano desapareceu".

 

Olhando o cenário que partilho convosco, penso no que diria Rousseau se estivesse no meu lugar àquela mesma hora e encontrasse este cenário.

 

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Carta ao Assaltante do Meu Carro...

por Robinson Kanes, em 08.08.17

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 Fonte da Imagem: http://pirinsko.com/apashi-zadignaha-bmv-ot-blagoevgradskiq-kvstrumsko-32475.html

 

Exmo. Sr. Assaltante do Peugeot cinzento que ontem, dia 07 de Agosto de 2017, estava estacionado em frente ao futuro terminal de cruzeiros de Lisboa,

 

Antes de mais, permita-me dizer-lhe que nunca pensei que alguém levasse tão à letra o velho ditado popular que diz "ladrão que rouba ladrão, 100 anos de perdão"! No entanto, apesar do meu carro se encontrar em frente à Autoridade Tributária não significa que tenha de trabalhar na mesma - acho que fez um erro de cálculo e o perdão divino não virá.

 

Queria também agradecer-lhe o facto de não ter danificado a viatura e o cuidado com que retirou o cinzeiro traseiro sem partir! Sabia que só aquela "caixinha" é coisa para custar mais de 50 euros? Eu nunca o retirei com medo de partir! Fico-lhe grato pelo cuidado, bem como por ter revelado algum cuidado em não colocar os pés em cima dos estofos. Não partiu vidros, permita-me que lhe "tire o meu chapéu" ao ter-me poupado a essa despesa. Terei isso em conta se algum dia o vir e tiver de decidir entre uma manobra de "mata-leão" ou um corte a la Palaçoulo.

 

No entanto, queria dizer-lhe algumas coisas: porque raio é que andou no porta bagagens a remexer na capa protectora e não levou sequer o "macaco"? Se levou os coletes levava o macaco, certo? Lamento também que o meu "macaco" de 42kg não estivesse lá, como até é hábito... Acredito que a história não acabaria bem... Para o seu lado...

 

Agradeço-lhe também pelo facto de ter aberto o porta-luvas com cuidado, mas diga-me: porque é que não voltou a colocar tudo no sítio? Olhe que não foi fácil apanhar o livro das revisões e as chaves que por lá andavam. Eu sei que no meu carro sou muito minimalista e não tenho lá nada, mas não era preciso ficar zangado! Para a próxima deixo lá uma Bola de Berlim e uma garrafinha de Ucal bem fresca.

 

Denotei que levou um crucifixo e uma pequena cruz: pode devolver-me? Não sou um indivíduo dado à religião, mas para a minha mãe é fundamental que eu tenha esses haveres no porta-luvas, aliás, foi ela que me deu e quando descobrir que alguém me roubou, prepare-se para Alfama ficar virada do avesso até ela lhe arrancar a pele! Uma nota: não tente vender aquilo porque não é prata, parece mas não é, são bugigangas religiosas compradas em Fátima. Além disso, a rede de contactos da minha mãe vai de Lisboa até Vladivostok passando pelo Mali - mal saiba que andam a vender as bugigangas de Fátima que roubaram ao filho, acredite em mim, fuja...

 

Outra questão: tem noção que me levou um pack de 8 CD's de música clássica? Não me responsabilizo se a sua pessoa aparecer a boiar no Tejo encostada a algum rebocador ou coberta de alforrecas naquela pequena enseada no Poço do Bispo, onde costumam andar os pescadores. As bugigangas de Fátima ainda tolero, agora aquele pack é que não! Por falar nisso, contacte-me porque levou a caixa com a banda sonora do filme "Black Hawk Down", mas o CD ficou no leitor, não vai ser fácil vender a mesma lá para os lados do Panteão.

 

Uma outra questão, se me é permitido: a "árvore mágica"? A minha até estava escondida debaixo dos bancos... Mas porque é que alguém rouba uma "árvore mágica"? Ainda por cima com cheiro a baunilha!

 

No final disto tudo, contudo, você deu-me uma grande lição: mais vale ser um indivíduo a roubar que um indivíduo a trabalhar, pois o carro encontrava-se ali estacionado porque eu tinha ido a uma entrevista de emprego, com o objectivo de... Trabalhar! Talvez não saiba o que isso é e até os impostos do meu trabalho o sustentem, pelo que sugiro um assalto a uma livraria e o roubo de um dicionário de português.  Gabo-lhe contudo, o nicho de mercado, pois não fosse a minha insistência, nem um relatório de ocorrência existia - empreendor o seu acto ao descobrir que a Teoria das Janelas Partidas ainda é escondida nas gavetas - afinal são os pequenos delitos, que por serem pequenos se repetem ad aeternum. Também nunca percebi porque é que o plano Giuliani não foi tido em conta por Portugal...

 

Se eu passar na entrevista vamos os dois tomar um copo ao Jardim do Tabaco e quem sabe não possamos colocar em prática a Teoria das Janelas Partidas nas águas do Tejo, nunca se sabe se pode vir a ser um passageiro clandestino das correntes do Bugio... Ou sempre posso dizer ao mundo que você andou a roubar "árvores mágicas", que vergonha, se ainda fossem cogumelos...

 

Com os Melhores Cumprimentos,

 

Robinson Kanes 

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 Fonte da Imagem:http://image.sciencesource.com/preview/JF4203-Spanish-Inquisition-Burning-Heretics-at-Stake.jpg

 

Ainda alguém se lembra de uma avioneta que aterrou de emergência numa praia da Costa da Caparica a semana passada? Pelo meio houve futebol, estamos em tempo de praia e a nossa cabeça já não é comandada por outrem porque já não se fala disso nos media. A vantagem de não ter televisão, não acompanhar blog tags e não acompanhar também os meios de comunicação nacionais é que sabemos de algumas coisas em diferido... E isso é bom, pois a poeira já assentou e as personagens de um qualquer "Resident Evil" já recolheram aos covis, além de que o admirável mundo novo das hashtags torna-se menos contagiante.

 

Por vezes, tenho a sensação que vivemos num país de cobardes... Reparem como um país pediu a cabeça e o sangue de um instrutor e de um aluno de aeronáutica aos comandos de um avião que "perdeu" o motor mas parece, entretanto, ter permitido que as mortes dos incêndios sejam esquecidas... Ou até que o dinheiro dos seus donativos ande por aí sem destino... É mais fácil bater num cidadão anónimo do que num criminoso com nome e sempre nos permite assinar por baixo o nosso estado de miserabilidade social. 

 

Parece que nada mudou e continuamos a canalizar a nossa raiva para os mais fracos... Nada mudou desde que se apedrejavam e queimavam seres-humanos no Terreiro do Paço porque não havia coragem para questionar a alta autoridade real e eclesiástica (agora lembrei-me dos milhões da Cáritas). Não só continuamos a ter o mesmo espírito, como também começo a sentir que qualquer dia tenho um dominicano e um sem número de populares atrás de mim com um machado só porque existo, qual personagem do "Último Cabalista de Lisboa", de Richard Zimler.

 

Mais grave: fui procurar informação sobre esta temática e dei com "comentadeiros" e "pseudo-jornalistas" a tecerem considerações sobre pilotos, decisões e comportamentos dos mesmos, descrevendo taxativamente que os acidentes aéreos ocorrem porque estes se têm em boa conta e só fazem acrobacias... Honestamente, este tipo de notícias, comentário ou linchamento público vindo por parte de um jornalista deveria provocar a entrega da carteira profissional... A estes deixo uma nota: trabalhem uns tempos em aviação depois falem sobre a mesma ou pelo menos façam aquilo que um jornalista tem de fazer: procurar fontes e informação e responder às questões básicas ao invés de ventilar veneno para os mais fracos e encontrar muitas dessas fontes no ressabiamento das redes sociais... Talvez percebam que em aviação o double-check (quando não é triple ou mais) é uma regra seguida por todos, ao contrário do que vai sucedendo na actuação de alguns jornalistas. Reina a sensação de impunidade, também no jornalismo, e não parece existir grande vontade em acabar com isso...

 

Espero também que a fúria destes sedentos por sangue (jornalistas e cidadãos sem capacidade de pensar pela sua própria cabeça) seja transportada para as manobras altamente perigosas que são praticadas nas nossas estradas... Talvez comece uma guerra civil e ninguém fique por cá! Andamos todos preocupados com uma criança de 8 anos que morreu devido a um acidente aéreo mas não nos preocupamos com aquelas que morrem todos os dias nas estradas por nossa incúria, negligência e acima de tudo estupidez! Não é por gastarmos centenas de euros na "cadeirinha" de última geração que protegemos a nossa adorável criançinha de uma embate a 180km/h.

 

Finalmente, sou levado a pensar que o grande problema se deveu ao facto da aterragem ter ocorrido na Costa da Caparica, bem perto de Lisboa e sobretudo numa praia - aquele local amado pelos portugueses no Verão... Se caísse em cima da casa de alguém em Sendim ou em Santa Eulália ninguém quereria saber.

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Na Flor da Rosa com "La Traviata"...

por Robinson Kanes, em 04.08.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Dizem que este espaço andou à boa vida por estes dias... É possível, desde que não seja atacado pela silly season ainda se vai tolerando...

 

Esta semana, e posto que ainda se vai relendo o Sr. Garcia Márquez e o seu "Amor em Tempos de Cólera" - Fermina Daza volta a pensar em Florentino Ariza, mas lá acaba por se aproximar mais uma vez de Juvenal Urbino - deixo apenas uma sugestão que combina música e representação: a ópera "La Traviata" de Verdi... Por aqui até costumamos dizer, "Não é que não houvesse, haver havia, mas eram verdis".

 

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E porquê "La Traviata"? Primeiro porque tivemos a experiência de assistir a esta ópera em exterior, mais propriamente no jardim da Pousada do Convento da Flor da Rosa (localidade no concelho do Crato), numa noite quente e onde a companhia "Ópera del Mediterráneo" deu um espectáculo daqueles, sobretudo a Soprano Gema Scabal (Violetta) e o Barítono Carlos Andrade (Giorgio Germont). Falta "Alfredo", mas Vicenç Esteve Madrid poderia ter estado melhor. O facto de se ter realizado no Convento da Flor da Rosa e de ser "La Traviata" não nos fez hesitar um minuto, sobretudo quando já tinhamos visto Rolando Villazón e Anna Netrebko nos papéis de Alfredo e Violetta. O cenário é fascinante, não se nota tanto pseudo-elitismo e o convento fica situado dentro da aldeia - enquanto a ópera se desenrolava sob a luz das estrelas conseguíamos ouvir pontualmente os cães a ladrar e os sinos a tocar - ao invés de prejudicarem a peça, só lhe deram mais força!

 

Mas a "La Traviata"... Adoro esta ópera, apesar de algum dramatismo exagerado, talvez pela inspiração que a mesma tem na obra de Alexandre Dumas Filho, "A Dama das Camélias" (o libretto é de Francesco Maria Piave). No entanto, é também apaixonante na medida em que estreou em 1853 numa das mais belas salas de ópera que conheço, a "La Fenice" (em Veneza) e depois porque tem árias como "Libiamo ne' lieti calici", "Sempre Libera" e "Addio del passato"... Verdadeiramente brilhantes e das quais partilho convosco alguns vídeos. 

 

A história? Tudo começa com um baile em casa de Violetta, uma cortesã mundana, e a quem é apresentado Alfredo, um nobre que se apaixona por esta, mesmo sabendo que existe um amante: o Barão Douphol. Perante a abordagem de Alfredo, Violetta admite sempre ser incapaz de amar pois mais uma vez é uma imoral mundana! A ária "Sempre Libera" vem daí e perante a insistência de Alfredo à qual Violetta acaba por ceder. Acabam ir viver juntos para a casa de campo da cortesã.

 

Será também na casa de campo que Alfredo descobre as dificuldades financeiras de Violetta e secretamente se oferece para as colmatar. Contudo, O Sr. Germont, pai de Alfredo e regressado da Provença, receando ver o seu filho enamorado por uma cortesã de má fama, pede a esta que se afaste do seu amado sob pena da irmã de Alfredo não ser desposada e do nome da família ficar manchado. Violetta acaba por ceder, contra todos os seus desejos, e abandona Alfredo. Já vi isto em qualquer lado...

 

O reencontro dá-se quando Violetta aceita o convite para uma festa em casa da amiga Flora e se faz acompanhar pelo Barão... Nessa festa está também Alfredo que entra em vários desafios com o Barão, quer no jogo (onde o vence) quer depois quando o desafia para um duelo! Este desafio surge porque, a sós com Violetta, Alfredo tenta reaver a sua amada mas esta, satisfazendo o pai de Alfredo, diz amar só e só o Barão! Alfredo humilha e trata Violetta como uma prostituta, chama todos os convidados e atira o dinheiro ganho no jogo para cima desta e sente o repúdio de todos, inclusive do pai que entra em cena já no fim do segundo acto.

 

Violetta abre mais um acto numa Paris que celebra o Carnaval, tísica e esquecida pelos amigos, excepto Grenvil, médico e amigo (mais um toque de Verdi à sociedade da época). É aqui que recebe uma carta do pai de Alfredo e onde este confessa ter falado ao filho do sacrifício de Violetta. Giorgio Germont diz também na carta que Alfredo se encontra a caminho para pedir o seu perdão. Violetta, contudo, teme que Alfredo não chegue a tempo e é aqui que canta "Addio del passato bei sogni ridenti"... Maravilhoso!!! A gravação da albanesa Ermonela Jaho (último vídeo) é um hino!

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Alfredo chega entretanto, acreditando que o amor vencerá a doença mas... Logo após a chegada deste, de Grenvil e de Giorgio Germont, Violetta cai sob os seus braços e morre, não sem antes ter conseguido forças e esperança para acreditar num amor tão poderoso capaz de desafiar o destino cruel.

 

Como muitos lhe chamaram, uma ópera imoral... Eu iria mais longe e diria que é uma ópera romântica e real que aos morais de capote provoca o asco de se reverem em alguns comportamentos. Uma ópera cujo amor vence tudo, mas só não vence a doença. Um amor que não pode escapar ao destino mortal mas tem de escapar ao, muitas vezes, desejo de morte e à moral.   Sobre isso, dizia Ferreira de Castro (in "A Experiência") que "uma moral, qualquer que seja, se, por um lado, se renova, por outro envelhece, e há normas de moralidade colectiva que, com o tempo, revelam toda a sua desumanidade e tornam-se, portanto, imorais".

 

Apesar da morte de Violetta, talvez seja a lição de que o amor por nada deve ser trocado e contra tudo e contra todos deve ser defendido, porque só a morte tem o direito natural de pôr fim a tudo.

 

Bom fim de semana...

 

As três árias para vos contagiar:

 

"Libiamo ne'lieti calici"

 

 

"Sempre Libera"

 

 

 

"Addio del passato"

 

 

 

 

 

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Pela Cordoama, Barriga e Castelejo...

por Robinson Kanes, em 03.08.17

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 Fonte das Imagens: Própria.

 

Apesar de ser Verão e as praias se encherem de cor e festa, a verdade é que existem praias que são mais belas longe desta época... Três delas situam-se lado-a-lado, bem perto de Vila do Bispo: a Praia do Castelejo a leste, a Praia da Cordoama ao centro e a Praia da Barriga a oeste. É interessante como não nos cansamos de percorrer esta costa, como cada praia é uma descoberta, cada penhasco um desafio e o oceano o nosso companheiro mais fiel e que se vai transformado quilómetro a quilómetro.

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Comecemos pela Cordoama, uma praia com extenso areal e ideal para a prática de desportos náuticos (sobreutdo surf) e também para a prática de parapente, mas pouco recomendável para crianças ou pessoas que não queiram arriscar no mar devido à ondulação. À semelhança da Praia da Barriga é ideal para observar as escarpas e contemplar o oceano. No entanto, a Cordoama e o Castelejo têm uma particularidade: são divididas por uma colina e é daí que se consegue ter também uma das melhores vistas da Costa Vicentina. É um local icónico e que permite, por vezes, apreciar de cima verdadeiras acrobacias aquáticas ou então aéreas devido à prática de parapente. A Cordoama não se pode considerar uma praia romântica nem das mais belas da Costa Vicentina, mas é sem dúvida um ponto obrigatório, quanto mais não seja para deixarmos que os ventos que acompanham o atlântico nos purifiquem.

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A Praia da Barriga é ideal para ser o ponto de partida para uma caminhada até à Cordoama e depois ao Castelejo na maré-baixa. É conhecida sobretudo pelos praticantes de surf e bodyboard.

 

Finalmente, a jóia da coroa destas praias, a Praia do Castelejo: além da ondulação forte oferece ainda um contraste singular entre o negro xisto e a areia dourada a que se junta a Pedra da Laje que pela sua semelhança a um castelo é apontada como a responsável pelo nome da praia. Uma das outras mais-valias deste local é o Trilho Ambiental do Castelejo e que ainda integra uma área de Rede Natura 2000! Circular e com apenas 3,5km é obrigatório percorrer o mesmo, seja a pé ou de bicicleta. Apesar de não ir dar à praia, é possível fazer um piquenique junto ao lago antes de se abandonar o trilho, até porque os cheiros do Castelejo não nos deixarão fugir sem pisarmos aquelas areias. Mais informação sobre o trilho aqui.

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E como estamos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina não deixem de consultar e levar convosco o Código de Conduta e Boas Práticas.

 

 

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