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Fonte da Imagem: http://www.movenoticias.com/wp-content/uploads/2016/08/bombeiros.jpg

 

(texto escrito após o Verão de 2016 e que se encontra conforme publicado naquela época - é bom lembrar que andámos esquecidos destes senhores durante praticamente um ano e só nos vamos lembrar novamente porque a nossa casa pode estar a arder, ou porque é cool aparecer a falar disto ou, simplesmente... porque queremos ir para a praia e está uma fumarada que não se pode. Surge o presente no âmbito de "cinco artigos a dizer bem de Portugal".)

 

Some regions in Portugal are dealing with huge fires and our Heros are not just Football Players, Pop Politicians or TV Stars.

 

Summer in Portugal means beach, parties and happy people everywhere. However, in Portugal, it is also the season when some of our true heroes show us their best – they sacrifice their families - and, unfortunately, sometimes even their lives. After celebrating the conquest of EURO 2016 and other achievements mostly overrated by politics and media, we find a nice beach... we rest a while and we tend to forget the true heroes of our forest, our people and our heritage… Portuguese firefighters. This is a tough job, saving a country of burning while more than 50% of our population enjoy their holidays and just get information on the news (mostly when the tragedy is almost out of control). At that moment it is easy to see "famous" people showing their concern… too late, and words… (I started this text 5 days ago, and now that this catastrophe is in all news around the world finally I see more people showing support in social media).

 

I have meet many firefighters, from soldiers to National Operations Commanders and I should say that you need to see the effort of leaving a family and fight for others’ family. You need to see, sometimes even badly trained people, working hard, risking their lives in some cases just for patriotism, not for money or exposure! General Schwarzkopf, a contemporary American General, once said that “the true courage is being afraid and going ahead and doing your job anyhow.” That’s what courage is and that’s what firefighters do. Like others, I have learned a lot with them!

 

When you visit Portugal and you see so many beautiful landscapes, I can assure you that, part of that beauty is “provided” by these fellows - firefighters, soldiers, forest guards and other people involved in this area – they also take part in our tourism, in our lives and in your safety. Those are some of the true heroes, the true Portuguese people; those are the big Portuguese team. And if you think it’s easy, just try to fight a fire alone or spend a week or more working in hell. If you feel sick or feel the pain of an accident, they will be there also for you and will make you feel better only with their words!

 

They do not have a name, agents or social media, but they have the courage and the feel of duty that we should be proud of. I have helped in the field and believe me, they are a true example of how to react to an unknown situation and keep the team spirit and the communication even when there is a lack of formal strategy and good leaders.

 

Those are the Heroes we are proud of! Thank you for taking care of us.

 

And please, dear traveller, ignore some media sensationalism (it’s summer and they need news to survive in the “silly season”) and do not forget to visit our beautiful country, despite everything, we still have the most beautiful country in the world and people that will stay in your heart to the rest of your lives.

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A Praia de Vale dos Homens

por Robinson Kanes, em 16.05.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Inauguro hoje, uma série de cinco artigos que visam dizer bem de Portugal. Procurarei mostrar o que temos de bom e, com isso, apontar também que não é só Espanha e outros países mediterrânicos que me apaixonam.

 

Hoje vou estar na Praia de Vale dos Homens, aproveitando o facto de ter falado deste local em artigos anteriores. A Praia de Vale dos Homens é uma das praias que podemos encontrar na Costa Vicentina e que também faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ou seja, uma área protegida.

 

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Em plena zona de planalto, é depois de Odeceixe, na freguesia de Rogil que encontramos este pequeno paraíso. As formas de chegar são imensas, sendo a mais recomendada, a EN120. Já dentro da freguesia do Rogil existe uma placa a indicar o caminho. Quem não gosta de sujar o carro, que não se aventure nas dicas que o colaborador do posto de combustível (REPSOL) da entrada norte da vila dá! No entanto, são óptimas!

 

Chegados a esta praia, nada como seguir pelo passadiço até uma das encostas. Aí, temos uma vista paisagística mais abrangente e, se a maré estiver baixa, as águas e as rochas serão o mote perfeito para não nos fazerem hesitar na descida dos 285 degraus. Não custa muito e o ar do mar ajuda. As pessoas com mobilidade reduzida podem apreciar a partir da encosta já mencionada.

 

Cuidado com as arribas, pois são instáveis, e também com os banhos, pois quando a maré sobe pode levar ao engano os menos cautelosos - grande parte da praia tem um fundo rochoso. Esse fundo rochoso, apesar dos perigos que encerra, cria pequenas poças durante a baixa-mar que fazem a delícia dos mais pequenos! Bem... E dos graúdos...

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Mas nem só as águas e as rochas tornam esta praia especial, pois também a típica Esteva marca presença e divide o seu espaço com a Armeria e o Rosmaninho. No entanto, o que a mim mais me apaixona é quantidade de Ulex Erinaceus.  Fui procurar e é uma planta endémica, exclusivamente portuguesa!

 

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De facto, o sossego que esta praia transmite, mesmo em meses de Verão, é algo que já vai sendo difícil de encontrar e é o mote perfeito para pousar as bicicletas, parar o carro ou conter a caminhada e fazer uma pausa. Mas cuidado! Quando andarem por lá, não saiam das zonas de circulação pois além da Flora, muitas outras preciosidades, como as rochas, são protegidas por lei! Além de que, as autoridades andam atentas a qualquer movimento em falso, nomeadamente a GNR. E nunca se esqueçam, levem sempre o Código de Conduta convosco, o download pode ser feito aqui.

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Cá em Casa Celebra-se o Giro com Risotto!

por Robinson Kanes, em 15.05.17

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 Fonte da Imagem: http://www.giroditalia.it

 

Tinha prometido a alguns leitores deste espaço que esta semana seria dedicada a dizer bem de Portugal, posto que, a minha paixão por Espanha era notória e seria necessário demonstrar a minha portugalidade. Todavia, não têm faltado indivíduos a dizer bem do nosso país, pelo menos até amanhã...

 

No entanto, guardei esta segunda-feira para ir a Itália. Parece-me estranho que, num país onde o uso da bicicleta sempre foi uma imagem de marca e onde cada vez mais se utiliza a bicicleta, o "Giro" de Itália seja algo perfeitamente desconhecido. Se, por um lado, o povo gosta é de bola e Fátima, também me parece que alguns meios não desejem que outras modalidades ganhem destaque.

 

Sou apaixonado por ciclismo de estrada, embora pratique BTT. Para mim, do ponto de vista da prática, poder sair de estrada é algo que me aproxima da natureza e de localizações que nunca conheceria de outra forma.

 

Mas o "Giro"! O "Giro" está hoje a descansar antes de amanhã se fazer à estrada! E quem ainda não se lembra do "pirata", Marco Pantani, a desfilar com o seu lenço na cabeça pelas paisagens de Itália?

 

Entretanto, já se fizeram milhares de quilómetros de Alghero até Blockhaus. Pelo caminho já ficaram locais magníficos como Tortolí, Cagliarí (sim a Sardenha), Cefalú, Etna, Messina (sim a Sicília), Reggio Calabria e Alberobello! É extraordinário como, muitos de nós, que gostamos de viajar, nem sequer percamos 5 minutos para ver estas belíssimas paisagens. Para mim, recordar algumas dessas zonas é um bálsamo de memórias e paixão. Até porque, as memórias são isso mesmo, memórias. As fotos de muitos desses lugares ficaram perdidas num disco rígido que nem um dos melhores técnicos informáticos conseguiu salvar. Só me resta apaixonar no site da corrida.

 

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Fonte da Imagem: http://www.giroditalia.it

 

E, importa lembrar, que se encontra um português, um daqueles que tende a passar ao lado dos holofotes, a competir para um bom lugar na geral, nomeadamente o Rui Costa que está agora na 17ª Posição... Nada mau, tendo em conta que estamos a falar de 191 corredores! Estão ainda em prova os portugueses José Mendes e José Gonçalves.

 

Por estes lados, o apoio recai em Rui Costa (está a 46 segundos do líder que é Bob Jungels), mas também vai ser interessante assistir a uma disputa entre Vicenzo Nibali e Nairo Quintana. Sigam aqui todas as emoções!

 

Foi por isso mesmo que, na sexta-feira, numa forma de juntar Itália a Portugal e torcer pelo Rui Costa, me dediquei a um Risotto de Maçã e Morcela com Cogumelos. Afinal, este prato da Lombardia (Norte de Itália), deve-se ao facto dos Sarracenos terem trazido o risotto da Sicília para aquela região.

 

Acho que o resultado não foi mau...

 

... Sobretudo porque, depois da refeição e de toda a gente ter dito que estava óptimo, reparei que a validade do arroz já tinha passado há mais de 7 meses! Ainda estamos vivos, não há sinal para alarme.

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 Fonte da Imagem: Própria

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A Cura do Teu Sorriso...

por Robinson Kanes, em 12.05.17

 

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Fonte da Imagem: Própria

 

Previa-se um dia de chuva mas, como sempre, não foram as previsões que nos demoveram de acordar cedo e partir à aventura.

 

Na estrada, ao longo da linha longitudinal, os pneus secos confirmavam as falsas profecias. A prometida enxurrada não atrasaria a viagem e agora, só o sol do Alentejo nos acompanhava entre a secura do interior e a frescura daquele litoral que segue entre ravinas e pequenos areais até à Ponta de Sagres. É aí que o atlântico encontra o calor da terra, é aí que se aquece e se deixa afundar entre xisto e areia.

 

Foi também nessa paz terrena, enquanto percorríamos a estrada britada da Praia de Vale dos Homens, que te olhei e entre a sombra dos pinheiros e o azul do mar contemplei a tua forma de ser. O nosso Billy Joel retrata-te na perfeição, lê-me os pensamentos quando diz que o teu sorriso me consegue curar, mesmo eu não sabendo como.

 

Vejo-te sair do carro, caminhas em direcção ao mar - mar calmo - como se de repente tenha decidido conter as suas ondas e aproximar-se da costa, lentamente, para diante de ti se debruçar e venerar-te qual pretendente de Turandot que não teme o risco da morte só por te desejar.

 

Contemplo-te, observo-te a caminhar qual menina da serra que encontra no mar o equilíbrio perfeito entre a frieza pérfida das montanhas e o temperamento dócil de menina... Tão teu, tão único. Só consigo ver esse sorriso quando caminhas na chuva, qual Senhora que não corre, mas caminha de cabeça erguida apreciando com os teus lábios cada gota e deixando a pele absorver a natureza no seu estado mais puro.

 

Ao longe, fotografas os únicos seres humanos que ocupam a praia, um casal que, de calças arregaçadas, observa o filho a brincar nas pequenas poças de água que sobrevivem à maré baixa. Não tenho dúvidas que pensaste na fotografia de Druet e na praia de Trestignel. Com a tua capacidade de conjugar o passado e o presente, encontraste aquele menino, vestido de marinheiro, pela mão do pai a sentir as pequenas ondinhas que invadiam aquele pequeno lago...

 

A ti, o mar acolheu-te e tu aplaudiste. Lançaste aquele olhar longínquo de quem abandona o espaço dos homens e entrega a alma às águas. Deixaste que o mar, também submisso à força da tua natureza te envolvesse. Tens noção do ser mortal que és e de como fazes parte dessa natureza finita é assim - mesmo quando te digo, a ti crente, que Deus é uma criação dos homens para não se suicidarem - que encontras a plenitude e o equilíbrio entre o teu ser e aquilo em que acreditas realmente, que sentes no contacto e na união do teu corpo com todas as coisas que te rodeiam. Deixas que as tuas emoções, ali bem contidas, qual onda que espera irromper pela praia, sejam uma forma de apreender o mundo. Deixas que o halo da natureza te cubra e te afaste de tudo, inclusive de mim.

 

Tens uma luz em ti, diz o Billy... E eu, na minha insignificância perante tal espírito puro, aceito que, onde quer que vás, te rodeia um milhão de sonhos de amor!

 

 

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O Dia da Rendição de Granada...

por Robinson Kanes, em 11.05.17

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Fonte das Imagens: Própria

 

Com a morte do lendário Muza, esta aventura começa a aproximar-se dos seus momentos finais. (Sugiro que vão ao fim do texto e "liguem" a Banda Sonora).

 

No Pátio dos Leões, em pleno Alhambra, a azáfama aumenta, sobretudo porque, temendo mais tumultos, Boabdil acelerou a entrega da cidade aos Reis Católicos.

 

A última noite da família real naquele Palácio sem igual foi de dolorosas lamentações, lamentações que se estenderam a toda a cidade enquanto dentro das muralhas se despiam as salas do complexo, se embalavam os tesouros e, no fundo, se embalavam também séculos de história, de cultura e de momentos sem igual. Era o fim do Reino de Granada.

 

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A família real abandonou a cidade antes de Boabdil, por um dos bairros menos movimentados de Granada, pois não se queria colocar esta à mercê do regozijo do inimigo e dos mercadores. Relatos da época sugerem que as esposas de Boabdil choravam e lamentavam aquela sorte e que só a mãe deste, a sultana Ayxa la Horra, não exteriorizou qualquer mágoa e se manteve firme, apesar do semblante carregado. As crónicas da época relatam o momento da saída, com as sentinelas da cidade a abrirem portas, enquanto derramavam lágrimas pela sorte que havia calhado a estas e à família real que agora se dirijia em direcção à nova morada nas Alpujarras.

 

No dia da rendição da cidade, Boabdil encarregou Yusuf Aben Comixa do protocolo da entrega do Alhambra. Segundo Irving, baseado no relato de Agápida, Boabdil ainda se dirigiu ao Comandante do Destacamento de Castela e Leão e proferiu as seguintes palavras: "ide senhor e tomai posse daquelas fortalezas que Alá outorgou aos vossos poderosos Soberanos, como castigo pelos nossos pecados". Após estas palavras abandonou a cidade.

 

Do lado de Castela, o regozijo aumentou aquando do desfraldar das bandeiras na Torre da Vela, em pleno Alhambra. O estandarte daquela cruzada e também o estandarte com a cruz de Santiago tomavam agora conta do Alhambra e consequentemente de toda a cidade, de todo o reino.

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Deixando a nossa cerveja Alhambra e umas tapas de pão com presunto ibérico na Plaza San Miguel Bajo, podemos continuar a nossa caminhada pela Calle Santa Isabel la Real. Aí paramos para olhar Mosteiro com o mesmo nome, seguindo depois para a Plaza de S.Nicolás. É aí que encontramos o Miradouro com o mesmo nome... O miradouro que poderá relembrar-nos a agonia, a tristeza, a impotência e a dor que terão sentido os habitantes do Albaicín ao verem ser retirados os seus estandartes do Palácio de Alhambra. Nas nossas costas, a Igreja de S. Salvador em plena Plaza de la Santíssima Trinidad e do nosso lado esquerdo, ladeando o Alhambra o Sacromonte.

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Sentamo-nos a admirar a paisagem e a relembrar esses tempos... Sentamo-nos com os Palácios Nazaríes e a Serra Nevada em frente e ouvimos uma guitarra espanhola a percorrer os acordes dos Concertos de Aranjuez, dos Recuerdos de Alhambra ou, com sorte, a acompanhar um Andaluz a beber as letras de Agustin Lara e do seu Granada... Granada, tierra soñada por mi, mi cantar se vuelve gitano cuando es para ti, mi cantar hecho de fantasia, mi cantar, flor de melancolia que you te vengo a dar...

 

 

 

Para os recém-chegados a esta aventura:

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/aben-hacen-e-zahara-17518

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/el-zegri-e-ronda-18287

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/salobrena-e-a-morte-de-aben-hacen-19240

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/cordoba-o-quartel-general-cristao-19524

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/malaga-o-inicio-das-hostilidades-20973

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/malaga-o-desastre-e-a-capitulacao-21257

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/da-serra-nevada-e-das-alpujarras-se-22619

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/granada-cada-vez-mais-perto-23369

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/o-alcazaba-do-alhambra-e-a-inspiracao-24720

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/a-conversa-com-o-zagal-na-sala-dos-25527

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/ainda-com-o-zagal-o-palacio-e-o-26537

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/um-lanche-com-o-zagal-no-generalife-27602

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/entre-os-ataques-de-muza-e-as-facanhas-28754

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/granada-o-capricho-da-rainha-em-zubia-e-29976

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/granada-a-decisao-da-rendicao-e-a-31735

http://naoequenaohouvesse.blogs.sapo.pt/a-historia-de-muza-e-os-tumultos-em-33531

 

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13 de Maio é Dia de "Regime Sunset Party"!

por Robinson Kanes, em 09.05.17

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Fonte da Imagem: Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkien

 

Quer-me parecer que no dia 13 de Maio alguém para os lados do Vimieiro e outro alguém para os lados do Rio de Janeiro terão motivos de sobra para montar uma psicadélica no túmulo e dançar. Dançar qual festa underground em Reiquejavique ou Copenhaga! Untz... Untz... Untz... (imaginem esta batida a acompanhar o resto das minhas palavras). 

 

É verdade, o Professor Marcelo (o Caetano) e o Professor Salazar mal sabiam que após 43 anos do golpe militar que fez cair o regime ditatorial iriam ter um dia inteiramente dedicado aos próprios... E logo no "Maio, Maduro Maio", imortalizado por Zeca Afonso.

 

O 13 de Maio arrisca-se a ser a celebração dos três pilares que a história e os críticos celebraram como as bases do regime: Fátima, Futebol e Fado! Senão vejamos: o Benfica (o antigo clube do regime para muitos) arrisca-se a ser campeão nacional já no dia 13 de Maio! E quando o Benfica é campeão, o país entra em modo de feriado, aliás, só a expectativa de ser já está a parar a nobre nação! E pára literalmente... Até eu parei quando a comitiva do ano passado foi recebida em festa na Câmara Municipal de Lisboa em hora de ponta. Quem estava a trabalhar teve de ficar debaixo de um calor intenso na rotunda do Marquês de Pombal cerca de uma hora à espera que passasse um autocarro! Isto será festa para durar umas duas semanas e aumentar dramaticamente a taxa de natalidade do país.

 

O dia 13 de Maio também será o mote para a visita do Papa Francisco e para a celebração do centenário das aparições de Fátima! A classe política já lá está para o beija-mão e o país vai parar. Não entendo é todo o aparato, pois nem em cimeiras da Nato vi tanto exercício de segurança. A BMW é que não se fez rogada e já “ofereceu” uma viatura para a GNR fazer publicidade! Com 10 milhões a ver, só em Portugal, fora no resto do mundo, é o investimento em marketing mais lucrativo do ano. Eu faria o mesmo!

 

Mas o dia 13 de Maio também pode ser um dia para festejar um outro “F” e não é o Fado. O Fado agora é só para alguns e trocou a “tasca” pelos grandes palcos, pelos vestidos de estilita e jóias caras, logo, perdeu esse estatuto. Algum fado já parece mais Pop e Soul do que propriamente a canção tradicional que qualquer um canta desde que diga "Aiiiiiiiiieeeen Mooooooooouuuuurariaaaaaaa". Já dizia Fernando Farinha na sua Canção de Lisboa, "O fado é chique".

 

Agora, e como alguém da nossa praça já o disse, o outro “F” são os Festivais ou “Fest” como se convencionou chamar. Até o mais típico festival português apanha com o “Fest”, ou não duvidem que a existir, ainda teríamos um “Coirato Portugal Fest” (eu sei que é courato, mas é como o touro e toiro para os aficionados).

 

Mas, em minha opinião, o terceiro “F” é o Facebook - que engloba aqui outras redes sociais. Tivessem Marcelo (o Caetano) e Salazar conhecido Mark Zuckerberg, o Facebook teria sido o substituto perfeito da PIDE e com sede em Portugal, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, e não em Menlo Park na Califórnia. Imaginem como a PIDE seria desnecessária pois voluntariamente os cidadãos fariam chegar as informações a quem os quisesse controlar, além de que, viveriam uma vida que julgavam ser em plena liberdade mas com os constrangimentos de fazer uma vida para os outros de modo a não serem ostracizados pela turba. Mais que controlar cidadãos era importante controlar a exposição. Um trabalho bem mais fácil, em meu entender.

 

Acredito que os dois professores estarão também satisfeitos pelo facto do Presidente da República ter sido uma pessoa do regime anterior, embora os portugueses, sobretudo os críticos do regime, só conheçam a imagem construída no pós-revolução. Acresce a este um sem número de indivíduos que hoje tem destaque na vida pública portuguesa e bebeu muito do regime ditatorial.

 

Em suma, tivessem aqueles dois governantes pensado bem e trocado o “F” do fado pelo “F” do Facebook e ainda hoje seriamos um país a viver numa ditadura, assim, vivemos em várias... menos mal...

 

(Actualização: 09/05/20167 12:00 GMT)

Graças aos poucos que ainda se dedicam a ler-me, venho a informar que se junta mais um "F": o de Festival da Canção! Em suma, já montei a tenda no Poço do Bispo e pode ser que apareçam alguns fantasmas para entrar nesta "Sunset Party", até o DJ vai ter aquela voz de rádio dos anos 50)

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O Sagres Celebra 80 Anos!

por Robinson Kanes, em 08.05.17

 

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Fonte das Imagens: Própria (Tall Ships Race - Ao Largo de Sines, Maio de 2017)

 

Este ano o NRP Sagres (NRP é a sigla para Navio da República Portuguesa) celebra 80 anos!

 

Confesso que, por mais que me tentem impingir a selecção nacional, clubes de futebol e indivíduos que, para mim, nada representam Portugal, tenho por este navio uma particular afeição. Aliás, devia encher-nos de orgulho por levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo utilizando a "estrada" que nos fez reconhecidos e grandiosos: o mar!

 

No dia 01 de Maio o Sagres, ao largo da Ilha do Pessegueiro (Porto Covo) despediu-se, temporariamente, do seu congénere NRP Creoula. Enquanto o segundo regressou a casa para se juntar ao Santa Maria Manuela (privado) para celebrar os anos do irmão, o primeiro partiu em direcção a Las Palmas para iniciar uma viagem que o levará ao Rio de Janeiro, Santos e São Salvador Baía, passando ainda pelo Mindelo (Cabo Verde)! É no Rio de Janeiro que será o estandarte da comemoração do Dia de Portugal a 10 de Junho!

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Ao contrário do que alguns dizem, o NRP Sagres também nunca fez parte da Frota Bacalhoeira ou da Frota Branca que tanto nos honra! O NRP Sagres é, aliás, um navio de fabrico alemão e que data de 1937, cuja missão era entrar ao serviço da Marinha de Guerra Alemã (Kriegsmarine). É curioso e fascinante perceber que este navio teve como nome de baptismo: Albert Leo Schlageter! E, mais curioso ainda, é o facto de, no fim da guerra (2ª Guerra Mundial), aquando da partilha dos despojos, a propriedade deste navio ter passado para os americanos que não encontraram um porto que quisesse acolher esta relíquia. O destino acabaria por ser a Marinha de Guerra Brasileira.

 

O NRP Sagres só é, através de aquisição, propriedade Portuguesa desde 1961, substituindo um navio que tinha o mesmo nome (teve um outro: Flores) que foi alvo de arresto durante a 1ª Guerra Mundial nos Açores!

 

Com o Infante D. Henrique à proa do Sagres a guiar este senhor dos mares, não há como não identificar a Cruz de Cristo gravada nas velas desta embarcação e que não deixa ninguém indiferente a um dos navios mais bonitos do mundo e, sem dúvida, um dos símbolos de Portugal... Talvez aquele que mais aproxima os portugueses daquilo que outrora os tornou uma das nações mais temidas do mundo!

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Resta-nos agora esperar pelo dia 28 de Julho para vermos esta nossa jóia entrar novamente em Portugal através do Funchal e depois a 05 de Agosto em Lisboa, com aquela entrada triunfante que começa no Farol do Bugio e é engalanada com a passagem pela Ponte 25 de Abril.

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No Estuário do Tejo com os Flamingos

por Robinson Kanes, em 05.05.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Um dos locais mais aprazíveis e mais tranquilos para um bom passeio e, sem ir para muito longe, é o Estuário do Tejo...  sobretudo quando a maioria dos residentes em Lisboa e na margem sul do rio Tejo não sabem que existe a Reserva Natural do Estuário do Tejo. Este estuário é, aliás, uma das maiores Zonas Húmidas da Europa mas continuamos a insistir na sua destruição!

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Confesso que uma das minhas grandes paixões são as Aves de Presa e como tal, também é nesta zona que já tive oportunidade de apreciar verdadeiros momentos National Geographic de ataques sem piedade. Não me julguem sanguinário, aí é a natureza a desempenhar o seu papel, eu sou um mero espectador que não intervém.

 

Mas existem mais que aves de presa no Estuário do Tejo, existe também o Flamingo (Phoenicopterus roseus). O Estuário do Tejo é um verdadeiro Santuário, à semelhança do Estuário do Sado, Ria Formosa e Reserva Natural de Castro Marim e algumas zonas do Alentejo. Apesar de serem avistáveis praticamente todo o ano os flamingos não se reproduzem em Portugal e não é de todo incomum que se encontrem alguns com anilhas espanholas. Aliás, o maior santuário mediterrânico desta espécie  fica bem perto, nomeadamente na Reserva Natural da  Laguna de Fuente de Piedra em Málaga. Vale bem a visita... sobretudo se já trouxerem o Parque Nacional de Doñana na memória (património UNESCO).

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Quantos fins de tarde ou piqueniques não são feitos na companhia destes senhores de pernas longas e com uma cor peculiar que dão cor a pequenas lagoas ou aos céus daquela região. Não é de todo anormal vermos um bando destes senhores a atravessar os campos e o Tejo à procura de alimento ou simplesmente em busca de abrigo. Um fim de tarde pode ser verdadeiramente a tela perfeita, quando as cores alaranjadas de fim de dia, se juntam ainda com o azul do céu e com o branco e rosa destas aves. Juntem-lhe uma manta aos quadrados verdes e brancos, um cesto com um lanche, uma máquina fotográfica e claro uma boa companhia para, com a devida distância, terem talvez um dos momentos mais agradáveis e memoráveis das vossas vidas!

 

Quem não estiver muito interessado nesse momento, pode sempre ir a Alcochete, onde gente simpática e boa comida a bom preço (preço muito simpático, verdadeiramente) fazem a delícia dos mais gulosos. Nada como um pulo à Taberna D. Manuel I, bem perto do rio, com um atendimento que parece ser feito pela nossa mãe e com uma comida de sabor verdadeiramente caseiro. Entre carne e peixe é difícil de escolher, mas pode ser que ainda encontrem a Açorda de Sável com o respectivo Sável frito, ou então o Pregado Grelhado e o Robalo no ponto. Nas carnes, a carne de porco, tem aí um sabor especial. Na companhia da D. Zézinha e do Sr. Manuel vão ver que se vão sentir em casa. Cuidado é com a D. Zézinha, que fala demais na sua pureza de quem não vê mal em nada.

 

Podem também experimentar carne de touro ou iguarias de terras africanas no Restaurante Alternativa, na praça central da vila. À semelhança da sugestão anterior, o atendimento tem as falhas devidas de quem atende sem protocolo, mas com a mais-valia de um atendimento genuíno e de uma comida saborosa, sem adereços ou elementos distractores do paladar. A Espetada de Touro Bravo ou os fabulosos Mimos de Touro Bravo são delícia. Dos pratos africanos, cá voltarei um dia, pois a cozinheira de S. Tomé e Príncipe é uma verdadeira "MasterChef". (publicidade não paga, porque acredito que as melhores sugestões não se compram). 

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E não se esqueçam! Mantenham distância e sigam as recomendações, só assim poderemos apreciar estes amigos em segurança, garantindo que o bem-estar dos mesmos não é afectado. Resistam à tentação das aproximações! Até porque não terão muita sorte.

 

Têm aqui o Código de Conduta que deverão seguir: http://www.icnf.pt/portal/turnatur/resource/docs/ap/codigos/codig-condut

 

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Em Abril Feriados Mil!

por Robinson Kanes, em 04.05.17

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Hilaire-Germain-Edgar Degas, Cena na Praia (National Gallery)

Fonte da Imagem: Própria

 

Terei sido só eu, ou foram mais alguns que sentiram que no mês de Abril o país parou? Aliás, continua parado pelo menos até ao final da primeira quinzena de Maio, que começou com um feriado logo no dia 1 e uma espécie de feriado (para privilegiados) no dia 13.

 

A sensação com que fiquei, foi de que em Abril, salvo em algumas áreas, o país esteve completamente a meio-gás. Seria interessante ver o lado positivo - para o turismo e restauração foi bom com toda a certeza - mas também o lado negativo... até porque o Verão, na cabeça de muitos, já está aí e....

 

O problema, em meu entender, não residiu na questão de existirem vários feriados. Parece-me que a grande questão está relacionada com o facto de, em Portugal, sempre que existe um feriado (especialmente se for entre uma segunda-feira e uma sexta-feira) toda a semana que antecede ou que segue a esse mesmo feriado fica condicionada. Uma espécie de long-term happy friday.

 

Dou um exemplo: quantas vezes não ouvimos “para a semana vai ser difícil fazer isso", ou "agendar uma reunião por causa do feriado, já sabe como é”. Ao que sei, o feriado é apenas de um dia, mas na mente de muito boa gente, o contágio é tal que a semana se transforma toda ela numa espécie de feriado. Nesse campo, Abril foi um mês atípico! Foi a antevisão da Páscoa, com as férias e com a Páscoa propriamente dita, foi a ponte e o feriado do 25 de Abril, foi o fim de semana prolongado do 1 de Maio e vai ser a visita do Papa!

 

O problema é que Julho e Agosto estão aí e não é de todo incomum ouvirmos dizer em Junho, “isso agora só lá para Setembro, depois das férias”, isto sem esquecer os feriados desse mês de Junho!

 

A isto junta-se a dificuldade do regresso. Parece que o regresso ao trabalho arranca tão devagar que o dia seguinte ao feriado é revestido de uma espécie de long-term blue monday. Quem nunca se debateu por reparar que à segunda-feira, por exemplo, é por vezes, impossível conseguir que alguém faça alguma coisa? É um arrastar de zombies à procura de se alimentarem da carne e do sangue do fim do dia.

 

Mais interessante ainda, é quando não temos/aproveitamos tolerâncias de ponto, não gozamos férias nesses dias, trabalhamos mais, ou vemos o nosso trabalho parado, porque muitos estão de “férias” e aquando da chegada dos mesmos após esse período somos olhados de lado porque... vamos descansar... um pouco o síndrome de quem trabalha no Verão (muitas vezes a fazer o trabalho dos colegas) e quando vai de férias em Setembro ou Outubro é olhado de soslaio ou então ainda ouve um “outra vez de férias, rica vida!”.

 

Honestamente, não sei até que ponto é que não estamos também a dar feriado e descanso à nossa economia... e à sustentabilidade das nossas vidas.

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Contas ao Salário e Amnésia Selectiva...

por Robinson Kanes, em 03.05.17

 

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 Fonte da Imagem: https://ak3.picdn.net/shutterstock/videos/10361234/thumb/12.jpg 

 

Já vem sendo recorrente a discussão em torno dos salários de alguns gestores de grandes empresas em Portugal (ou seja, pouco mais que meia dúzia). Ficamos chocados com os números numa espécie de misto de inveja e revolta - inveja na medida em que criticamos o facto de muitos destes senhores levarem uma vida de reis (esquecendo o essencial da questão) e de revolta pelo facto dos números serem, por vezes, autênticas provocações.

 

Comecemos por aqui: por muito que nos queira ser vendido e por muito que eu possa desejar e tenha objectivos traçados para ser o CEO de uma organização, tenho perfeita consciência de que não nascemos todos para auferir milhões! Nem todos podemos ser CEO como nos vendem nas revistas, nos seminários e nas universidades! Todos podemos ser óptimos, os melhores, mas nem 1% vai chegar a esse cargo! Convençamo-nos disso e já é uma forma de sermos mais felizes! Até porque muitos estão aptos para a posição de CEO em termos de salário mas não em termos de competências. E não! Não há lugar para todos!

 

Também vivemos num mercado livre e o Estado não pode nem deve intervir nas tabelas salariais de organizações empresariais privadas. O Estado tem de estar preocupado com a corrupção, desigualdade, má gestão e outros problemas que existem nas empresas públicas ou outros órgãos estatais. E já tem muito por onde se preocupar. Se eu estiver descontente posso sempre recursar-me a trabalhar numa organização assim. É fácil...

 

Não podemos censurar o CEO ou até o “gerente” de uma organização por auferir mais de um milhão de euros sem perceber os lucros que a organização gera e a responsabilidade deste na mesma! Haverá sempre quem ganhe mais! Moralmente podemos questionar algumas situações mas... caberá sempre aos accionistas, à administração da organização ter a palavra final. Mais uma vez, penso que é o facto do outro é rico e eu não que entra em jogo. Eu estou mais preocupado se a máquina do Estado garante que todos os impostos são pagos, se todas as regras de concorrência são cumpridas e se a organização paga o salário devido aos colaboradores e, mais que isso, lhes garante condições de bem-estar dentro e fora do local de trabalho. Finalmente, as organizações são muitas vezes "pertença" destes senhores! Gostariam que alguém vos entrasse em casa e vos limitasse os gastos e vos desse ordens de como gerir a vossa própria casa? Se andamos a celebrar o fim de ditaduras, mais uma vez, temos de ter cuidado para não cair noutras.

 

Contudo, à semelhança do que sucedeu com o episódio da Padaria Portuguesa, os críticos destas práticas, que têm na família Soares dos Santos e na família Azevedo grandes inimigos, por exemplo, são aqueles que não perdem uma promoção nos hipermercados destas organizações! Se temos de apontar a culpa a alguém que apontemos a nós próprios! Existem serviços ou produtos que simplesmente não compro por não concordar com as políticas das organizações!

 

Também vamos criticar algumas tecnológicas, marcas de desporto, marcas automóveis, imobiliárias e outras tantas organizações por explorarem populações, inclusive mão-de-obra infantil, e por poluírem o ambiente? Porque é que não criticamos os salários dos jogadores de futebol e outras indivíduos remunerados associados a este sector (comentadores, quadros desportivos, empresários...), ou os media? Tocar no futebol, num país como Portugal, torna as pessoas impopulares, talvez por isso nem o nosso Presidente da República, quando falou sobre este tema após recuperar da amnésia selectiva, tenha mencionado este desporto... ou os media que lhe permitiram que por menos de 4 horas mensais de trabalho auferisse €10.000 por mês! Uma grande maioria dos portugueses não aufere esse valor num ano por mais afectos que tenha! E o nosso Presidente da República não chegou recentemente a Portugal e sempre se moveu em muitos destes círculos, não entendo o choque...

 

Eu estou mais preocupado com a produtividade, com a competitividade, com as condições de trabalho, com a competência e qualidade das chefias e acima de tudo com o populismo à volta da tolerância de ponto com a vinda de um Papa. Do ponto de vista económico, qual será o prejuízo? Se bem calculado será bem superior ao salário anual de muitos destes gestores! E o impacte em termos sociais? Vivemos num Estado laico e estamos a ter uma situação de tratamento desigual entre indivíduos de religiões diferentes... Afinal estamos a favorecer uma confissão religiosa em detrimento de outras e... pior que isso, estamos, mais uma vez, a criar um fosso constitucional em termos de direitos entre funcionários do privado e funcionários públicos.

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