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A Doença Que Nos Acossa!

por Robinson Kanes, em 19.01.17

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Jean Baptiste Greuze, A Maldição Paternal (Museu do Louvre)

 

Cada vez mais, tenho a impressão que andam todos tão empenhados em ser felizes nas redes sociais e junto dos amigos que se esquecem de ser felizes em casa, no trabalho ou até quando ninguém está a ver.

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Naturalmente, estarão a pensar, porque é que me atrevo a afirmar tamanho ultraje... na realidade, é que nem a desculpa do “solinho faz bem à saúde” permite a uma grande parte de nós estar bem de saúde! Se é na Irlanda é porque chove e ficamos doentes, em Inglaterra o mesmo, na Suécia morre-se com depressão... então e o “solinho” em terras de D. Afonso Henriques? Parece não ajudar.

 

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o cidadão português é o indivíduo mais” doente” do dito mundo desenvolvido, ou melhor, o que mais se sente em baixo no que toca a essa variável. Desenganem-se todos aqueles que pensam que o rosto fechado do alemão é por doença, ou que a frieza do holandês ou do norueguês é causa de uma patologia no intestino e sem qualquer cura possível...

 

Os portugueses são o povo que se vê como o mais doente à face da terra! Até o húngaro carrancudo e com ar de prisão de ventre consegue ter mais saúde que nós! Até os gregos andam melhores que nós e comem molho Tsatziki antes de atacarem um borrego grelhado com especiarias que nunca mais acabam! Até nos Estados Unidos, onde ir ao médico é o mesmo que comprar um apartamento de luxo na baixa de Chicago sem saber como é que se vai pagar, até aí... as pessoas se sentem mais saudáveis que nunca! Mesmo em países onde a sigla SNS (Serviço Nacional de Saúde) é uma espécie de sonho em ganhar o Euromilhões... até aí, as pessoas se sentem mais saudáveis.

 

O que se passa com o portugueses? Será que a minha lógica do “cara de atum” afinal tem uma base científica que corrobore o meu devaneio?

 

Daqueles que se queixam por tudo e por nada seja o reino dos céus, já dizia Cristo, segundo S. Mateus, pois deles serão os estudos que corroboram tanto mal-estar!... 

 

Fonte da Imagem: Própria

Fonte do Gráfico: OCDE Estatísticas da Saúde, 2015.

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O dia 16 de Julho de 2016 foi um dia com uma certa alegria, mas também com o seu "quê" de tristeza. A doce Lia, aquele talento de quatro patas do qual falei no último post, foi finalmente adoptada/recrutada.

 

No entanto, e como em qualquer recrutamento, não é fácil conseguir o lugar. Tentem seguir os conselhos de muitos "pseudo-gurus" da área que nos ensinam a elaborar um bom curriculum vitae, uma boa carta de motivação, a fazer um bom networking ou mesmo a cultivar a arte do personal branding. Sempre a mesma conversa e perdoem-me a intransigência... baseada sempre nos mesmos conceitos, muitas das ocasiões... por pessoas que nunca concorreram a um emprego.

 

Mas a Lia - sim... pisámos o risco e escolhemos um nome - conseguiu uns tutores que não valorizaram a técnica, nomeadamente uma base de formação em obediência básica que lhe proporcionamos, mas sim as suas qualidades como verdadeira companhia: instinto protector, simpatia, inteligência, carinho, dedicação e gratidão, ou seja... simplesmente a Lia, como ela é! Ainda escrevo este artigo com um sentimento de culpa, na medida em que três semanas por cá foram realmente uma mais-valia nas nossas vidas, quer a nível pessoal quer mesmo a nível profissional.

 

Um dos processos de recrutamento da Lia visou um casal que pretendia um "cão de raça", hoje em dia é fundamental - um cão de raça... o prolongamento da ostentação de ter um bom carro, uma boa casa e de impressionar os amigos. Na entrevista, o primeiro comentário: "é... pequena". Normal, uma expectativa defraudada, mas nada de assustador... O segundo comentário: "é 30% pastora alemã e 70% rafeira" - nada mais errado pelo que nem merece argumentação. Ou seja, na cabeça do Robinson, um pensamento: "jamais cometeria o erro de aconselhar a Lia a esta gente". O pior foi quando a miúda do Robinson se sai com esta e diz algo como: "a cadela não sei, mas o vosso comportamento está a ser 30% humano".

 

Acabou? Não, no dia seguinte a famosa e formal "mensagem automática": "gostámos muito da cadela mas não reúne o perfil pretendido". Confesso que, para quem sempre procurou emprego pela via da candidatura e por acreditar que o seu trabalho fala por si, não deveria ter ficado indiferente... já perdi a conta à quantidade de respostas que tive deste género... aliás, desisti depois das 4000. Não reúne o perfil pretendido... caramba, depois de passar a vida a ouvir e a ler isto em relação à minha pessoa só faltava mesmo ouvir tamanha aberração em relação a uma cadela. É perante isto que me recordo sempre de Behlen quando nos diz "que o homem, é por natureza uma criatura em perigo".

 

Em suma, só lamentei que neste processo de recrutamento se tenha valorizado um pseudo-status ao invés das qualidades da candidata e da sua capacidade de surpreender e se tornar uma companhia verdadeiramente genuína e dedicada, até porque percebemos que... se tivéssemos utilizado, com uma certa má fé, o networking do cão que a acompanhava, um pastor alemão puro, muito provavelmente a Lia teria sido logo ali recrutada (não, não seria pelos motivos que expliquei acima).

 

Obrigado Lia, pelo que nos ensinaste e pela honra que nos deste, sem esquecer o impagável favor de nos teres dispensado três semanas da tua carreira e do teu know-how. Talvez o maior arrependimento tenha sido o facto de não termos retido o teu talento e aturar espécies que são só 30% humanas.

 

P.S.1: não temos redes sociais de cariz pessoal, ou seja, tivemos a ajuda de um centro veterinário e de uma escola de treino... nem imaginam a quantidade de pseudo-solidários que apareceram a mostrar interesse para o show off virtual mas nunca se dignaram a dar seguimento ao "ai que linda, eu quero, contem comigo"...

 

P.S. 2: a Lia foi adoptada por um casal simpático com idades acima dos 65 anos. Não foram as redes sociais, mas as relações de vizinhança da minha mãe que fizerem com que tudo acontecesse (a pensar). O casal adoptou a Lia sem sequer a ver e sabendo de algumas maleitas que iriam requerer acompanhamento durante umas semanas/meses. Hoje, a Lia está "gorda como um pote" e é feliz. Conseguiu a proeza de alegrar aquele simpático casal e... conseguir que uma das filhas que os visita ao fim de semana, que tem uma fobia a cães "milenar", se comporte como uma miúda de 5 anos a brincar com um cão.

 

Fonte da Imagem: Própria

 

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O Talento Também Tem 4 Patas - "Pata 1/2"

por Robinson Kanes, em 17.01.17

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Estávamos na aurora do Verão, todos tiram férias nessa época. O próprio país molda-se, como se todos os trabalhadores portugueses o fizessem. Daqui, podemos tirar uma conclusão: aumento do revenue em determinados sectores e outros que ficam paralisados quase três meses, só porque se tem a ideia de que o país está parado e, portanto, esperemos por Setembro.

 

Como é do Verão e de férias que falamos, ainda são muitos os portugueses, e não só, que nunca se esquecem do subsídio, da praia, de visitar a família, de vestir coisas que não vestiriam de outro modo se não vissem determinados indivíduos por demais vezes utilizá-las e assim seguir a tendência, a chamada silly season (infelizmente, pois o Verão tem tanto para dar). Todavia, ainda são muitos os que se olvidam dos seus animais de estimação e dão mais valor a um par de chinelos de praia que aos primeiros. Vou centrar as minhas palavras nos cães.

 

Ter sido criado entre a cidade e o campo, cedo percebi que Verão era sinónimo de cães abandonados - últimos dias de Junho e começavam estes a vaguear pelas ruas. Os tempos são outros, agora os cães já não são “coisas” e os donos já não são “proprietários” mas sim tutores, no entanto... o abandono continua.

 

Numa terça-feira de Junho, e com o carro cheio de cães, decidi que não seria má ideia lavar o mesmo. Na verdade... não o lavei, tendo em conta que dou comigo a ver uma pequena cadela “pastora alemã” (um ponto fraco para mim) a vaguear numa rotunda movimentada e inclusive, a perceber que os automóveis são simpáticos e velozes mas também aleijam. Não resisti e fui recolher a mesma. Escusado será dizer que tinha um problema para resolver (veterinário, alimentação, alojamento e, talvez o único verdadeiro problema, porque o resto não é de todo assim tão penoso, arranjar um tutor).

 

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As explicações... pois encontrava-me num posto de abastecimento de combustível, foram várias - pelo menos após eu e dois agentes da autoridade (aos quais agradeço a boleia e as pernas a mais que eu) termos perseguido um indivíduo que estranhamente me pareceu o “tutor” da cadela, mas sem chip, não há como provar - as explicações: “vêm aí as férias”; “foi abandonada para aí, é normal”; “já foi atropelada e tudo”; "era ele, eu aposto que foi ele"... e por aqui ficaria, não fossem os portugueses especialistas no acto de emitir pareceres.

 

Quando chega o Verão esquecemos que são estes amigos que aturam, ao longo de todo o ano, o nosso stress laboral, são eles que nos ajudam também a ultrapassá-lo, são eles que em alguns casos, até nos acompanham para o trabalho, são eles que nos fazem sorrir quando o mundo parece estar de um lado e nós do outro e, infelizmente e cobardemente, são eles que veem a raiva de muitos ao "chefe" orientada para eles e pagam no pêlo, literalmente, esse comportamento.

 

Em suma, tive em mãos uma cadela que, em dois dias aprendeu a sentar, a deitar, a entrar e a ficar na crate (caixa), reaprendeu a sorrir (sim, eles sorriem), aprendeu que a água é uma coisa boa (vide foto), aprendeu a não fazer necessidades em casa e por fim, erro cá de casa, aprendeu subtilmente a dar pequenas indicações do que quer... influências do auto-proclamado rei do espaço que também é um Pastor Alemão. Este é perito em descobrir animais selvagens feridos e em muitos casos protegidos por lei, cadáveres e afins, o que significa: mais expediente. Como ser-humano, o meu respeito é enorme, sobretudo porque tenho noção que levei um pouco mais de tempo a aprender as mesmas coisas, como praticamente todos nós. Além disso, e tendo em conta o trabalho com a mesma, pareceu-me que estava ali uma profissional certificada bem mais depressa que eu. 

 

Podemos ter os filhos mais queridos do mundo, os pais mais fantásticos, os amigos e os cônjuges perfeitos mas ninguém, mesmo ninguém, todos os dias, quando deixamos a vida profissional, nos recebe com tamanha festa e euforia como os cães. Isso é inegável e... se têm dúvidas, arranjem um cão.

 

Finalmente lembrem-se, também gostariam de se dedicar 100% a uma empresa/pessoa durante quase uma vida e chegarem a um dia e ninguém vos abrir a porta?

 

Continua...

 

P.S: A propósito desta temática vide também: http://curiosidadefeminina78.blogs.sapo.pt/sobre-pessoas-estupidas-61534

 

Fonte das Imagens: Própria.

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Veneno e Prioridade...

por Robinson Kanes, em 16.01.17

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Este fim de semana, e perdoem-me a arrogância, foi mais um daqueles em que tive oportunidade de observar porque é que o provincianismo “rasca” ainda está bem latente em muitas almas lusas.

 

A primeira situação ocorreu no Sábado... alguém de quem sou amigo abordou-me dizendo que o administrador do prédio onde reside o tinha informado que existia uma pessoa que se queixava do barulho do cão... de um outro vizinho. Até aqui nada de novo... a questão foi quando eu lhe perguntei se este já tinha ouvido o dito cão, pois trabalhava a partir de casa não deveria ser difícil. A resposta imediata foi um redondo “não”. Sugeri que falasse com o administrador e colocasse as questões, nomeadamente “quem?” e “quando?”. Tal veio a acontecer no Domingo e, perante as questões, o administrador referiu que também ele tinha as suas folgas e nunca ouviu tal criatura, mas escusou-se a dizer nomes. Conclusão, não deveriam estes indivíduos ser alvo de um processo tendo em vista a expulsão do prédio? Apesar dos cães ladrarem não conheço nenhum que destile veneno, já outras espécies...

 

A segunda situação foi directamente comigo... estava na fila de um supermercado, daqueles que “fazem mais para mim”... sim, eu detesto supermercados e centros comerciais ao fim de semana mas estava com falta de cogumelos frescos (alguém consegue comer de lata?).

 

Dizia eu, estava na fila e vejo um casal, na ordem dos 30 anos, acompanhados dos pais. Na verdade, a senhora, que rapidamente furou as três filas que existiam, iniciou um diálogo com um dos indivíduos da caixa contestando o porquê da caixa prioritária não estar aberta. Segundo o funcionário, a caixa estava com problemas... embora e honestamente, eu acredite que estava fechada para evitar problemas.

 

Nisto, a mesma senhora exige atendimento prioritário chamando a sua mãe que, trazia no “carrinho de compras” uma criança na ordem dos 3 anos confortavelmente sentada. Perante a passividade do funcionário esta ultrapassa duas outras senhoras que estavam na fila e foram condescendentes, mas não ultrapassa um senhor que já tinha as suas compras no tapete rolante... nova discussão... e teve de ser o funcionário a serenar os ânimos.

 

Não sou adepto das tradicionais “peixeiradas”, mas tinha o meu cão a “sufocar” no carro e soltei um “quem paga impostos e paga as vidas de quem pouco faz  tem direito a prioridade?”.  Coloquei toda a gente a rir... excepto o casalinho maravilha e respectivos pais. No entanto, há coisas que acontecem que nos fazem sorrir também... a primeira foi que os pais do casal pagaram a conta do... casal... há que ser independente aos trinta anos e inclusive ter filhos, mas os pais que paguem, embora isso já parte da visão de cada um e não me cabe a mim aprofundar essa lógica... embora, quem não tem fundos para pagar uma conta de supermercado também não deve ter dinheiro para uma station wagon com matrícula SF (o meu lado comadreiro).

 

A segunda... foi um senhor, em cadeira de rodas, que se colocou na minha fila, lá bem atrás e sossegado. Perante esse cenário, um outro senhor que se encontrava na cauda da fila, e mais tarde todos nós, insistiu para que o primeiro passasse. O que aconteceu? Este recusou dizendo que estava bem sentado e os outros de pé! Não nos conseguiu demover, sobretudo quando um dos indivíduos até referiu não se sentir bem com o facto de deixar aquela pessoa à espera.

 

Em suma, tanta prioridade, tanta discriminação positiva (será?) e não estaremos a castigar uns quantos a troco de pseudodireitos de outros? Se tiver um familiar doente em casa, tenho prioridade para o ir ajudar? Se estiver atrasado para ir trabalhar tenho prioridade ou terei de dar prioridade a quem tem um “carrinho com uma criança” e vai passar o dia a ver um programa de televisão? Não estaremos a criar uma elite de gente que tem todos os direitos e uma casta menor que só tem deveres para com os demais? Legisla-se o bom senso, mas não se punem os maus comportamentos.

 

Fonte da Imagem: http://msnbcmedia.msn.com/i/MSNBC/Components/Photo/_new/pb-110224-crowd-da.jpg

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No seguimento de um artigo de 21 de Novembro de 2016 (vide aqui) e como não devo ter que fazer num Sábado de Janeiro, volto a abordar um tema que me interessa bastante.

 

As intervenções ao nível da gestão baseadas nas artes podem assumir um sem número de formas que vão desde o teatro organizacional, workshops de teatro passando pela poesia, pintura, escultura, dança e até formações musicais dirigidas por maestros ou agrupamentos.

 

No entanto, ainda não percebemos o porquê desta importância. O que mudou? Porque são efectivamente necessárias as artes? Serão elas a solução? Será que as artes enfrentam também o dilema de se assumirem como um instrumento de desenvolvimento e sustentabilidade nas sociedades pós-modernas? Destaco alguns pontos, e acrescento outros, com base num estudo de Adler (Adler, 2006):

 

  • O modo como estamos interligados actualmente: o mundo gira de forma tão rápida e está de tal modo ligado que as técnicas de planeamento analíticas e pragmáticas não bastam, bem como uma simples oferta de produtos. É preciso inovar porque eventualmente os MBA como os conhecemos actualmente poderão estar obsoletos.

 

  • Domínio das forças de mercado: o sector privado é agora o grande actor internacional, com cerca de metade das 100 grandes economias a serem multinacionais e não países. Além de que os países estão mais limitados na prossecução de um estado providência. Como então garantir o sucesso da economia actual, garantindo a cidadania activa participativa e livre? A sociedade actual está em construção, é o momento dos artistas se afirmarem nessa construção com inputs válidos e benéficos para todos. Além disso, estes já não trabalham, como em épocas anteriores para regimes autoritários ou Estados tendo de voltar-se agora para o mercado.

 

  • Ambiente turbulento, complexo e caótico: o ambiente controlado já não existe, ou seja a melhoria contínua já não é suficiente. O que hoje é o “último grito”, amanhã estará obsoleto. Existe assim a profunda necessidade de ter o processo criativo em constante movimento dentro das empresas. Não basta gerir, é preciso criar e, não é por acaso que é lugar comum dizer que os artistas tendem a estar à frente do seu tempo. Acresce a questão da organização dentro das próprias empresas que já não funcionam em pirâmide (hierarquia) mas em rede. Também o trabalho “isolado” é neste contexto forçado a ser um trabalho em equipa. Aqui, os artistas podem desenvolver um papel preponderante, senão vejamos uma peça de teatro ou uma orquestra e imaginemos as lições de consistência e sucesso que daí podemos tirar no que concerne ao trabalho em equipa. Uma outra nota para o planeamento que não é mais o que era: improvisar e bem, saber reagir, estar atento são cada vez mais as palavras de ordem. Em tempo real é preciso reagir muitas vezes perante o fracasso do planeamento ou até diante da inutilidade do mesmo face a determinada adversidade. Para tal acontecer, é preciso criar relações entre as equipas assentes na confiança e na interacção. O planeamento sequencial está obsoleto. Quem melhor que um actor de teatro, por exemplo, para passar o conhecimento de como improvisar sem vacilar, atingindo o sucesso da peça?

 

  • A tecnologia reduz o custo da experimentação: mais que experimentar, actualmente procura-se criar, aliás os dois conceitos chegam a confundir-se. É fundamental que o espírito criativo esteja presente, posto que a própria tecnologia já é um garante de experimentação low-cost.

 

  • Sucesso: já não chegam os bons salários ou até o status laboral. São cada vez mais os indivíduos que procuram com o seu trabalho mudar as vidas de alguém, perceber que todo e qualquer acto tem a sua marca e muda alguma coisa. Esse tem sido um dos focos dos estudos sobre motivação no trabalho. Humanizar é preciso. O antigo Presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy já dizia que “se os políticos soubessem poesia, e mais poetas soubessem de política, estou convencido que o mundo seria um lugar melhor para se viver” (Palavras proferidas num discurso na Universidade de Harvard a 14 de Junho de 1956 ainda como senador).

Teria Kennedy razão naquilo que dizia?

 

O estudo de Adler: 

Adler N. J. (2006), “The Arts & Leadership: Now that we can do anything, what will we do?” Academy of Management Learning & Education, Vol. 5, No. 4, 486-499.

 

Fonte da Imagem: www.pixbay.com

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Operação "Anthropoid"

por Robinson Kanes, em 13.01.17

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Foi em Praga, perto da Igreja dos Santos Cirilo e Metódio (Svathéo Cyrila a Metodeje), que um americano, em viagem, meteu conversa comigo. Por norma é ao contrário, não descanso enquanto não falo com toda a gente de uma cidade, vila ou aldeia. Este americano, já de provecta idade, deu-me a conhecer um episódio bastante interessante da Segunda Guerra Mundial e cujo cenário, ou parte dele, tinha sido exactamente num local onde eu próprio já tinha passado e não havia dado por nada.

 

A Igreja, ou melhor, a sua cripta, presenciaram a luta pela vida e pela honra de 7 pára-quedistas checoslovacos responsáveis pelo assassinato do General das SS e responsável pelo governo do Protectorado da Boémia e Morávia, Reinhard Heydrich (os dois militares que estiveram directamente envolvidos foram Josef Gabcik e Jan Kurbis).

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Para terem uma ideia de tal personagem, este senhor foi o Comandante do Einsatzgruppen1 e ainda hoje, na República Checa e até na Eslováquia, mesmo após o domínio soviético, é conhecido pelo “Carniceiro de Praga”.

 

No decorrer da conversa, saltou o nome “Anthropoid” (antropoide em português, ou seja, semelhante ao homem, uma espécie de transição entre macaco e homem), nem mais nem menos que o nome de código da operação. Para uma pessoa que tem alto interesse por este tempo histórico, devo dizer que fiquei um pouco envergonhado pela minha ignorância.

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Fiquei a saber que este acontecimento, desconhecido por muitos, acabou com dois dos pára-quedistas (com o apoio do Reino Unido) a atentarem contra Heydrich e a morrerem sem saberem que tinham sido bem sucedidos, pois este viria a morrer mais tarde e não no local.

 

Após o atentando, os militares refugiram-se na cripta da Igreja  e com a colaboração do pároco (Matej Pavlík) e da congregação - estes viriam a ser detidos e executados - acabaram por conseguir guarida até serem denunciados por um traidor (Karel Curda que viria a ser executado por traição aquando do fim da guerra). Todavia, até chegarem aí, já Hitler ordenara uma perseguição e retaliação tal que se saldara em cerca de 5 mil mortos, crianças incluídas! Muitos viriam a ser executados e exterminados em campos de concentração.

Descobertos na cripta, ofereceram toda a resistência possível e só quando a Waffen SS2 pediu apoio aos bombeiros para inundar a mesma é que a situação se virou contra os pára-quedistas.

IMG_4527.JPGNo meio desta luta de 6 horas, contra 750 homens, tendo abatido dezenas e ferido outros tantos, estes bravos acabariam por ceder, ora suicidando-se com tiros na cabeça, ora sendo abatidos pelos nazis.

 

Perante esta dramática, mas empolgante ocorrência, parti à procura de mais informação e descobri que existe um filme sobre esta temática, datado de 1975 e um outro de 2016 (não é brilhante, mas é uma lição de história também). Infelizmente não passou em Portugal, pelo menos que tenha conhecimento. Estranho, até porque não tem de ser somente uma memória para os checos.

 

Enquanto, hoje em dia, mais que ser é preciso parecer, deveríamos olhar para estes “anónimos” e outros tantos como exemplo de coragem. Depois de ter tido conhecimento destes factos, poucos conheci na República Checa que não conhecessem estes heróis. Entrando na cripta, o que se sente não é agradável - facilmente, se conhecedores dos factos, vamos sentir o cheiro de morte mas também da luta que aqueles homens sentiram. Ao olhar pela pequena abertura existente na cripta, veremos aquelas 6 horas a passarem-nos à frente dos olhos e os rostos destes homens que   enverdaram por uma luta sabendo que tinham cumprido o seu dever, mas que jamais voltariam a casa.

 

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Fonte das Imagens: Própria

Legenda das Imagens (por ordem de apresentação): 

Foto 1: Sargento Jaroslav Svarc e Subtenente Josef Valcik.

Foto 2: 1º Tenente Adolf Opalka.

Foto 3: 1º Tenente Josef Bublík e Sargento Jan Hruby.

Foto 4: Subtenente Josef Gabcík e Subtenente Jan Kurbis.

Foto 5: A abertura por onde se deram os combates e o bombeamento de água.

 

Notas:

  1. Grupo de Esquadrões de Morte Nazis, responsável pela morte de mais de dois milhões de pessoas.
  2. Guarda Pessoal de Hitler, Tropa Regular e Braço Armado do Partido Nazi.

 

Para os que quiserem pesquisar mais sobre esta temática:

 

Trailer do filme “Anthropoid” de 2016 em https://www.youtube.com/watch?v=blAKCJcXC5c

 A cena do atentado no filme de 1975 em https://www.youtube.com/watch?v=FhpSaQ05Nts (denotem que o atentado ia falhando porque a metralhadora não disparou).

A cena final no filme de 1975 em https://www.youtube.com/watch?v=v5YVAqwC5UU 

Operação Anthropoid: http://www.holocaustresearchproject.org/nazioccupation/heydrichkilling.html

 

 Actualização a 14/01/2017

Como o prometido é devido deixo algumas imagens da Igreja e da Cripta.

Fonte das imagens: Própria

 

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Fachada lateral da Igreja dos Santos Cirilo e Metódio

 

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Pormenor da "abertura" por onde foi bombeada a água e se deram os combates.

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Panorâmica do interior da cripta.

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Escada interior de acesso à cripta.

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 Pormenor da cripta.

 

 

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A Luz dos Céus... Ou Talvez Não...

por Robinson Kanes, em 12.01.17

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Paolo Veronese, A Ressureição de Cristo (Gemäldegalerie Alte Meister)

 

Depois de uns dias de terapia, dou com mais uma coisa boa... aquelas noites de automóvel em que passo por uma placa azul que diz Portugal e tenho a sensação de ser iluminado por uma luz dos céus!

 

Qual estrada ou via rápida que me ilumina e me faz sentir um halo de protecção divino à minha volta. Sinto que Portugal está mesmo sob a protecção de Fátima e do Divino Espírito Santo tal é o encandeamento que me provoca tamanha luz sagrada.

 

Dou sempre por mim numa paz e calma que quase levantam as quatro rodas do carro e me fazem erguer aos céus (isto já sou eu a inventar, provavelmente são aqueles montes, e respectiva inclinação antes de chegar a Elvas, ou então as serras que ladeiam Chaves, Valença ou Vila Velha de Rodão).

 

Mas... quando estou quase a atingir a luz, aquele túnel que está ali tão perto e se desvanece à minha aproximação, olho mais atentamente pelo espelho retrovisor e reparo que afinal é o carro que circula atrás de mim que vem colado como se de uma carruagem de comboio se tratasse. É aí que caio em mim e tenho a confirmação dos céus que, provavelmente, apesar de circular a 100 ou 100kms numa estrada nacional (limite de 90kms) estou em Portugal e a ser perseguido pelo típico condutor de carro novo (por norma de alta cilindrada e com as cadeirinhas atrás e equipado com ESP, ABS, TTP, ABC, TAP, RTP, SIC, EDP, TVI, TSF, IRS, TSU e CTT) e que provavelmente vai a conduzir de dentes cerrados que só se abrem para proferir algo como “este atrasado não anda e eu estou cheio de pressa, anda lá, burro!”. Se levar companhia ao lado, provavelmente a pessoa que o acompanha pensará “qual é a pressa, sim... qual é a pressa?”.

 

É assim que, defraudado na minha expectativa de ser abençoado pelos céus e por todos os santos, caio em mim e sigo pelo caminho das pedras... que saltam sempre que as rodas não se conseguem desviar de mais um buraco.

 

P.S: também me esqueci dizer que esta magia angelical fica finalmente encerrada quando olho para o preço dos combustíveis num qualquer posto de abastecimento e reparo que fica mais barato ir de Zafra a Almeria do que do Cais do Sodré a Algés.

 

Fonte da Imagem: Própria.

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Happy Working Weekend

por Robinson Kanes, em 06.01.17

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Léon Lhermitte, La paye des moissonneurs (Museu D'Orsay)

 

Sempre que chega a sexta-feira, vejo praticamente toda a gente, sobretudo no LinkedIn (única rede social, a nível pessoal, que tenho praticamente por obrigação) a desejar um excelente fim de semana e naquele espírito algo... "yuppiiiieeee vem aí farra". Quando ouvia rádio, também de manhã era sempre aquela história... "yuppieeeeeee, fim de semana da loucura, finalmente acabou o trabalho"... como se o trabalho não financiasse a loucura do fim de semana e as rádios fossem feitas para o típico trabalhador "nine to five"...

 

Quem não ouve ou lê recorrentemente o Thank God is Friday? E aqueles emails que, supostamente quem está a trabalhar, vos envia com imagens estúpidas de bonecos felizes, ainda por cima uns atrás dos outros? Estes últimos são deveras interessantes, sobretudo se vierem dos "monos" que toda a semana andam com a típica... cara de atum... e olham sempre para vocês com aquele ar de... "não nos vais pedir nada pois não?".

 

Por vezes, tento perceber se o conteúdo desses emails ou conversas vem de pessoas que estiveram 25 anos encarceradas numa prisão em Bangalore, tal é a euforia momentânea. 

 

De facto, vamos ter mais tempo para estar com a família e com os nossos pets, vamos passar mais horas à espera de uma mesa no restaurante, provavelmente não conseguiremos fazer BTT na Serra do Louro porque está cheia de... praticantes da modalidade e... com quase toda a certeza vamos aturar os indivíduos que aproveitam o fim de semana para exibir os veículos na estrada.

 

Mas, ao fim do dia, quem sabe se não teremos aquele jantar com uma vista fantástica para o Atlântico e onde seremos atendidos por um simpático indivíduo que nos vai proporcionar um momento único? Esse está a trabalhar. E aqueles cujo conceito de fim de semana se confude com o de centro comercial... as pessoas que estão lá, muitas vezes a suportar as nossas frustrações (de estar bem e de fim de semana?), estão a trabalhar...

 

Por isso, é para esses que desejo um grande "Fim de Semana de Trabalho", o "Happy Woking Weekend"... apesar da maioria pensar que trabalhar ao fim de semana é um mito....

 

E por fim, na segunda-feira, depois de um fim de semana em grande... não coloquem a famosa cara de pargo capatão e venham com um sorriso... e procurem espalhar um "Happy Monday" por todos os locais onde passarem.

 

Eu... vou para a minha terapia Andaluza...

 

Até Breve...

 

Fonte da Imagem: Própria

 

 

 

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Nascem os Filhos, Morre o Casal.

por Robinson Kanes, em 05.01.17

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Esta manhã dei com uma "notícia" que me surpreendeu, pelo menos durante uns minutos pois... comecei a matutar... a matutar... e...

 

Falava a notícia, de um casal japonês, de Nara, cujos indivíduos não falavam um com o outro, apesar dos três filhos e de estarem a partilhar a mesma casa, há mais de 20 anos. Confesso que não consigo estar uma hora sem falar com quem gosto, mesmo quando me zango seriamente... imaginem 20 anos.

 

Mas, lendo um pouco mais, apercebi-me que o motivo da "querela" ainda era mais absurdo: ciúmes! Ciúmes daquele "marmanjo" a quem a Sra. Katayama começou a fazer "sorrisinhos"? Não! Ciúmes, por parte do Sr. Yumi (nome interessante para máquinas de cozinha) porque a esposa começou a colocar toda a sua atenção nos filhos.

 

Não batam no Sr. Yumi! Coloquem-se numa posição em que a mulher (ou homem) que amam vos deixa de dar aquela atenção e aquele carinho que sempre vos havia dado até surgir aquele "intruso"...

 

Comecei a matutar... a matutar...

 

Hélas! Conheço algumas situações em que isto acontece, ou mais ou menos. Quem nunca conheceu um casal, muitas vezes bastante apaixonado, que aquando do nascimento de um ou mais filhos viu essa paixão esmorecer ou extinguir-se? O canalizar de toda a atenção (doentia, por vezes) para o filho e ignorando a vida em casal... quem nunca conheceu aqueles casais que utilizam a desculpa dos "filhos" para não viverem? Quem nunca conheceu aquela senhora para a qual os americanos criaram a expressão mama bear?

 

O nascimento de um filho pode ser uma verdadeira dor de cabeça ou o fim da paixão, sobretudo quando a pressão social também tem um papel importante. É egoísta viver a relação e não desejar ter um filho? Malthus diria que não (e eu também), gente no mundo não falta pelo que não seria assim tão grave, pelo contrário.

 

Estudos sobre esta matéria não faltam:

Doss, Brian D.; Rhoades, Galena K.; Stanley, Scott M.; Markman, Howard J.
Journal of Personality and Social Psychology, Vol 96(3), Mar 2009, 601-619. http://dx.doi.org/10.1037/a0013969

The Effect of the Transition to Parenthood on Relationship Quality: An Eight-Year Prospective Study

 

Ahlborg, T. and Strandmark, M. (2001), The baby was the focus of attention – first-time parents’ experiences of their intimate relationship. Scandinavian Journal of Caring Sciences, 15: 318–325. doi:10.1046/j.1471-6712.2001.00035.x

The baby was the focus of attention – first-time parents’ experiences of their intimate relationship

 

The baby and the marriage: Identifying factors that buffer against decline in marital satisfaction after the first baby arrives.
Shapiro, Alyson Fearnley; Gottman, John M.; Carrére, Sybil
Journal of Family Psychology, Vol 14(1), Mar 2000, 59-70. http://dx.doi.org/10.1037/0893-3200.14.1.59

The baby and the marriage: Identifying factors that buffer against decline in marital satisfaction after the first baby arrives.

 

Estão convidados a dar mais contributos.

 

Aproveito o facto de estarmos a falar dos filhos, e posto que os temas interessantes devem ser discutidos, para vos remeter para uma discussão bastante actual no blogue "O Último Fecha a Porta", nomeadamente Mummydaddy blogs ou mummydaddy business

 

Fonte da imagem: http://sciencenordic.com/sites/default/files/imagecache/620x/skilsmisse_kort.jpg 

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Ano Novo, Cara Velha!

por Robinson Kanes, em 04.01.17

atum 3.jpg

 

 

Nos últimos anos, talvez porque não seja propriamente um ancião, tenho sentido que o Natal e o Ano Novo se assemelham àquelas conquistas que depois de concretizadas perdem o interesse. Uma espécie de... “desejo-te tanto... ai como te desejo, quero-te na minha cama” e que, após a consumação do acto ou um dia a conviver com a outra parte, perdem todo o interesse.

 

Se repararem, a euforia do Natal, por exemplo, começa em Outubro! Em finais de Outubro já são muitos os que pensam no Natal, que correm a comprar pinheiros e bolas de Natal, que compram tudo e mais alguma coisa, para terem a impressão de que aquilo que compram ninguém mais vai comprar. Em minha opinião, até o dia de Finados ganhou outra cor com o cheiro a Natal, e mais tarde ou mais cedo vamos ter de colocar presentes nas campas de quem já partiu... eu sugiro uns perfumes ou um “Pronto” para limpar o pó.

 

Chega Dezembro e é a euforia... não se comprou tudo e é preciso continuar naquela luta... chegam os jantares, somos todos amigos, são as músicas, é o “Feliz Natal”, o “Boas Festas”, o sorriso na cara e a face de raiva nas filas dos centros comerciais.

 

Chega o Natal, aliás, a véspera de Natal, e eis que se consuma o primeiro acto de conquista... come-se, abrem-se prendas, perdão, presentes... e volta-se a comer no dia de Natal e já passou... agora é preciso pensar no Ano Novo. Não importa esquecer que no dia após o Natal já se assiste ao tradicional “então, esse Natal?” e à respectiva moeda de troca “foi bom, não gosto muito desta época, mas tem de se passar”. Claro que esta narrativa se aplica aos que ainda se lembram que o Natal foi “ontem”.

 

Chega o Ano Novo, vem a febre do marisco, do leitão, da bebida, da loucura e da euforia do dia 31 - “vou ser livre, vou percorrer o mundo de bicicleta, vou emagrecer, vou correr, vou... vou... vou...” - não vão nada! Deixem-se disso, tiveram um ano e mais para pensar nisso e o que fizeram? Nada!

 

No entanto, chega o dia 1 e a ressaca é tal que já todos se esqueceram do que haviam prometido a si próprios há umas horas.

 

Mas o que me irrita, confesso, é o espírito do dia 2 com o “então essa passagem de ano?”... e eis que se segue aquele... “passou-se... mais um ano”. Asco da minha parte em relação a todos os que proferem tamanhas palavras... “passou-se” dizem eles... “passou-se” com aquele rosto de cara de atum!

 

É a cara de atum que se apossa das ruas, dos locais de trabalho, a cara de peixe cozido ou de pargo capatão que toma o lugar no trânsito, nas ruas e nos transportes públicos.

 

Confesso que fujo na época pós-passagem de ano e corro para Espanha... pelo menos, por lá, a festa dura até aos Reis (se é que se pode dizer que em Espanha a festa chega propriamente a acabar). Enquanto por cá, com aquele ar de cara de atum se desmonta a árvore de Natal à pressa, qual lei que proíbe o prolongamento de tamanha prática após o dia 6 ou o dia 1.

 

Pode ser que o Carnaval dê para fazer uma “ponte” ou então a Páscoa, caso contrário vamos andar com cara de atum até às férias “grandes”!

 

Não precisamos de andar sempre a falar do Natal ou do Ano Novo, mas convenhamos... lá porque já passou, podemos prolongar o espírito positivo, não?

 

Para semblantes pesados já bastam as tristezas da vida que, quando comparadas com as de outros, não são nada. Reencontrem a vossa maturidade, como dizia Nietzche em “Para Além do Bem e do Mal”, e nela reencontrem também a seriedade que se teve nas brincadeiras de infância.

 

Fonte da imagem: http://kireipescados.webnode.com.br/products/atum-fresco-bati/

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