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IMG_6325.jpgCréditos: Robinson Kanes e GC

 

 

Carro a trabalhar... A tempestade ainda a dizer presente, embora mais calma... Primeira paragem, as cascatas do Poço da Ribeira do Ferreiro e depois a Fajã Grande - não foi por acaso que esta ainda não foi falada e ficou para o fim.

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No Poço da Ribeira do Ferreiro ainda se notavam os danos de um tempo mais agreste, por sua vez, ao longo da estrada já se procediam a algumas limpezas. Se pensamos que é impossível ficarmos impressionados como na primeira vez, esse mito cai por terra. A aproximação, mesmo por estrada, já antevia aquilo que estaria daqui a minutos diante de nós. Algum vento forte empurrrava a água para cima num espectáculo único de luta entre duas forças da natureza. O corta-vento e a roupa resistente são agora obrigatórios, muita lama, alguns aguaceiros ainda surpreendem - e claro, o vento...

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A chuva não nos demove, nada nos pode demover daquele espectáculo embora o mero do Sr. Rogério já esteja esquecido pelo estômago! É essa necessidade que nos faz partir em direcção à Fajã Grande e voltar a comprar umas latas de atum numa pequena mercearia gerida por um senhor, já com alguma idade - uma mercearia das antigas mas que ainda abastece os habitantes daquele local. Pão e atum, uma ou outra recordação e em frente ao mar - que não está pelos ajustes - saboreamos aquele repasto que, nos Açores, tem um sabor especial - além disso é ótimo para quem pratica desporto! O pão não, pronto...

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Na Fajã Grande o tempo oscila entre a chuva e algumas abertas - agora uma "chuva miúda", que conseguimos aguentar melhor. Dentro do carro, acabamos o atum que nos sabe pela vida e contemplamos aquele mar, um mar infinito e que nos coloca em sentido apesar da paixão que temos pelo mesmo. Pensamos nas lutas de muitos e muitos daqueles que se dedicaram as suas vidas à pesca... Regresso a uma das minhas origens, ou pelo menos a alguns dos locais onde, na minha infância, assitia à azáfama da faina.

IMG_6047.jpgO mar está forte, bem como o gostamos de ver em terra. Olhamos para o relógio... Ainda temos tempo, é hora de regressar a Santa Cruz - vamos conseguir visitar o Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão - embora nos choque como é que é possível matar um animal como a baleia, entendemos que também está por detrás um sem número de histórias de vida e de pessoas que deram essa mesma vida para poderem sobreviver naquela ilha dos Açores. 

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Aproveitamos, damos mais uma volta para sentir o frio das cascatas e da chuva no nosso rosto!

 

Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

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A Peste dos Porcos!

por Robinson Kanes, em 07.06.19

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Créditos: https://sg.news.yahoo.com/dead-pig-found-beach-cheung-060130076.html

 

A sexta-feira tende a ser um dia dedicado a algumas sugestões ou algo mais descontraído, no entanto, não posso deixar escapar uma notícia que não tem tido o eco que deveria ter - por cá é daquelas que passa completamente à margem.

 

O sudoeste asiático está a debater-se com aquela que já é considerada a maior pandemia animal de sempre - inclusive em comparação com doenças que ficaram conhecidas pelo grande público como "doença das vacas loucas" e a "gripe das aves".

 

A febre suína africana começou na China, alastrou-se ao Vietname, Cambodja Mongólia, Coreia de Norte, Hong Kong e é possível que já esteja na Coreia do Sul e na Tailândia. Entretanto, os próximos alvos já estão sinalizados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO): Myanmar, Filipinas e Laos.

 

Acresce que não existe qualquer vacina e por isso os suínos ficam sujeitos a uma hemorragia interna ate à morte e que obriga ao abate imediate dos mesmos pois o risco de contaminação é altíssimo entre animais - não em pessoas, pelo menos para já (afinal as mutações existem).

 

Nestas situações, os riscos acabam também por aumentar devido ao medo em informar as autoridades - até porque não existe compensação pelo abate dos animais - e também devido à falta de informação, sem esquecer as dimensões destes países e as fracas condições de vida em alguns deles. Consequências? Disseminação da doença e surgimento de um mercado negro altamente descontrolado e com riscos inimagináveis. Escusado será também falar do aumento do preço da carne de porco, afinal em muitos destes países, o consumo desta carne está também na base da alimentação.

 

Estamos a falar de milhões de animais abatidos, de muitos milhões de "euros" e de um risco muito grande para o Mundo - apesar do tema, o "ébola dos porcos" não preencher capas de jornais - um pouco como o ébola dos humanos, afinal um está na Ásia e o outro em África.

 

... ainda.

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O Turismo, o Instagram e Santorini...

por Robinson Kanes, em 06.06.19

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Créditos: Xuan Nguyen

 

Recentemente li um artigo do "The Economist", da autoria de Jessica Bateman, que dava conta de uma preocupação crescente em relação ao turismo nas ilhas gregas, particularmente em Santorini. Ao ler esse artigo, mais uma vez, dou-me conta da necessidade de encarar o turismo como uma verdadeira indústria e também de apostar na sustentabilidade deste sob pena de termos mais uma indústria que financia uns tantos e destrói milhões. 

 

Quem já foi a Santorini, rapidamente vai perceber o encanto da ilha, sobretudo se visitarem a mesma durante a época baixa - embora a visita a ilhas menos conhecidas possa ser uma surpresa ainda maior. Como refere o artigo, a verdade é que redes sociais como o "instagram" têm aumentado o desejo em visitar a ilha - e como eu entendo, apesar de preferir a aurora ao crepúsculo, este último, o momento mais desejado na ilha.

 

O "instagram", entre outras redes sociais, levou a um aumento de 66% nas dormidas sobretudo numa época em que o turismo na Grécia sofria os efeitos da crise. Tudo isto é fantástico, no entanto, num país onde nem sempre as leis são respeitadas, temos um aumento da pressão e da especulação imobiliária e um sem número de situações de corrupção - esse panorama já é visível em Lisboa. Segundo o artigo, que cita Ioannis Glinavos, Professor na Westminster University em Londres, existem algumas restrições que passam ao lado de quem legisla e basta pisar o local para perceber que a impunidade reina - mais uma vez, é um exemplo que podemos ter em Portugal! A título de exemplo, visitem Alcochete e reparem como se constrói "em cima" do Tejo e de uma Reserva Natural - por sinal, uma das mais importantes da Europa e (estranhamente) menos importantes de Portugal.

 

O aumento do número de visitantes (totalmente descontrolado) e as consequências desse efeito vão acabar por destruir a autenticidade da ilha, fazer desaparecer outras actividades (a vinha é um exemplo) bem como o tecido social e a própria natureza - já é a própria União Europeia que o diz, acentuando também o facto de que a gestão urbanística da ilha está sob dependência do Governo Central. Num país com as características da Grécia, é totalmente inconcebível!

 

Por outro lado, aqueles que investem no turismo da ilha tiram o máximo proveito da situação e esforçam-se por aumentar legitimamente as suas receitas - actualmente, o posicionamento de talheres e copos tem em conta as fotografias que irão ser tiradas pelos clientes. Redes como o "instagram" são, neste momento, o maior aliado em termos de marketing - a "foto feita" tem um impacte sem precedentes e todos querem tomar parte na mesma! Numa sociedade onde todos queremos ser diferentes também acabamos todos por querer pertencer a um grupo e seguir a mesma tendência. Deixo essa análise para outras "letras"...

 

Mas colocando o foco no "instagram" ou em que faz uso do mesmo, também é preciso educar o turista: não são raras as invasões de espaço e a destruição do mesmo - vale tudo por uma fotografia e corremos o risco de criar o efeito de repulsa! Alguns exemplos são dados e muitos acabarão por se rever nos mesmos: bater às portas, entrar dentro de espaços privados, subir a telhados e a falta de respeito com os locais. Temos aqui um paradoxo, pois aquilo que atrai turistas à ilha acaba efectivamente por ser destruído pelos "mesmos canais" que criam esse desejo de experimentar. 

 

Acredito também que temos de ter em conta que o turismo é uma actividade que se pode considerar de luxo e que, não raras vezes, é desenvolvida num precipício em que de um lado temos o turista (rico ou aparentemente rico) e do outro o autóctene (mais pobre). Quando a invasão e destruição tende a ser em demasia podemos ter efeitos nocivos, sobretudo quando a exploração turística não é feita pelos locais e os mesmos não são consultados nos processos de desenvolvimento da mesma.

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Créditos: https://rr.sapo.pt/noticia/56402/marcelo-e-costa-com-a-seleccao-com-moral-muito-elevado

 

O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo.

Agustina Bessa-Luís

 

 

“estabelece o regime fiscal aplicável às competições UEFA Nations League Finals 2019 e UEFA Super Cup Final 2020”, determinando que “são isentos de IRC e IRS os rendimentos relativos à organização e realização das provas”. Vide mais em Lei n.º 38/2019

 

E é assim que começa mais uma cuspidela e uma real risada na cara de todos os portugueses! Temos um Governo que utiliza a bancada parlamentar do PS para fazer sair mais um atentado à nação - vive impunemente o futebol que ainda, ao longo de tantos anos, não justificou se os investimentos (e corrupção) em torno do mesmo efectivamente valeram de alguma coisa ao país! Vejamos os beneficiários de mais um atentado a Portugal: "entidades organizadoras das finais, representantes e funcionários, bem como associações dos países e clubes de futebol, desportistas e equipas técnicas (treinadores, equipas médicas e de segurança privada e outro pessoal de apoio).

 

O termo cuspidela pode ser forte, mas porque é que, mais uma vez, um Governo (cujos membros também se vendem por bilhetes de futebol) e um Presidente (que hipócritamente justificou como sendo um compromisso internacional) cederam às tentações do futebol? Porque é que este tema tem sido tratado de forma tão recatada? E onde andam os humoristas - os tais que "não têm" filtros - e comentadores que habitualmente se sentam nos camarotes/bancadas VIP dos estádios? Basta ver muitas dessas cadeiras para ter uma real noção de como o futebol ainda dita as regras na política e não só!

 

Como é que um país pode aceitar a inútil justificação de que até pode existir dupla tributação? Que preocupação é esta do Governo (não só deste) e de políticos que há anos continuam a infringir as "directivas" de Bruxelas na dupla tributação relacionada, por exemplo, com o imposto automóvel, esse sim que prejudica a grande maioria dos portugueses?

 

Permitam-me perguntar porque é que os portugueses têm de ser verdadeiramente achincalhados por mais um pseudo-espectáculo futebolístico? E não me venham com prestígio! Prefiro ter o prestígio de ser um país industrializado, sério e justo ao invés de um país recheado de estrelas de futebol, muitas delas que fogem aos impostos e pagam a vítimas de violação para ficarem caladas (Já lhes tiraram as condecorações?).

 

Hoje "estaremos" alegremente a apoiar Portugal e o conluio futebolístico reinante! Alegremente estaremos num circo que, muito honestamente, temos todo o gosto em participar como autênticos palhaços. Se só cantamos o hino para o futebol, se também hoje o "fizermos", pensemos nas palavras do mesmo e pensemos no que é ser português... Talvez as bancadas fiquem vazias e as televisões e as rádios sem audiência... Ou talvez não, talvez não...

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Fechados em respeito pela Grande...

por Robinson Kanes, em 04.06.19

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Créditos: https://www.skoob.com.br/autor/3238-agustina-bessa-luis

 

E porque aqui sempre se seguiu Agustina... E porque aqui não nos lembramos dos grandes só quando morrem ou quando dão mais visualizações... E porque aqui sabemos que somos parolos e sempre seremos sem ser necessário camuflar tal facto com pseudo-intelectualidades... E porque aqui continuaremos a ler Agustina, mesmo quando o hype de falar da sua morte passar já amanhã... E porque aqui sabemos que existe alguém que está de rastos com a morte de uma das suas escritores de eleição... E porque aqui Vila Meã será sempre ponto de paragem... E porque aqui somos assim e sabemos que "as grandes obras nascem assim: dum sujo porto, entre fezes e urina” (quem leu Fanny Owen sabe o que quero dizer) estaremos de luto.

 

E agora, sem perceber porquê, recordei-me do grande Eugénio de Andrade...

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Os Fura-Casamentos!

por Robinson Kanes, em 03.06.19

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Créditos: https://www.weddingjournalonline.com/10-brilliant-wedding-fails-caught-on-camera/

 

A popularidade e as redes sociais continuam a ditar as políticas do Governo. E como a economia parece estar a crescer, pelo menos é o que nos dizem, e as pessoas tendem a casar mais, pelo que, não vamos deixar que esse eleitorado se vire contra nós.

 

Só em Portugal é que a Autoridade Tributária não pode actuar em casamentos ou festas para não ferir susceptibilidades! O cancelamento de uma mega-operação que visa o interesse de todos os contribuintes não pode simplesmente ter lugar porque os "pombinhos" que fogem ao fisco não podem ser perturbados no dia mais feliz das suas vidas - pobre gente que chega ao casamento a pensar que este será o dia mais feliz da sua vida. Segundo o Ministério das Finanças, "uma ação inspetiva que perturbe o normal funcionamento de uma cerimónia ou festa de casamento não pode ser considerada proporcional face ao objetivo de fiscalização de cumprimento de obrigações fiscais”. Abre-se aqui uma porta interessante: e que tal começarmos a praticar todos os delitos e mais alguns aproveitando a realização de um casamento? Criminosos deste país, apresentem-se!

 

Portanto, o que isto quer dizer é que as floristas, as empresas de catering, os espaços, os organizadores de casamentos, os decoradores e um sem número de fornecedores (sem esquecer os pombinhos - ou os pais, que normalmente são quem paga e se endivida) pode fugir ao fisco impunemente mas não pode ser perturbado para não estragar um dia tão feliz! Um dia tão feliz que faz com que o dia de muitos, por exemplo numa cama de hospital, seja horrível porque não existem condições nem dinheiro para os tratamentos! Esses podem sofrer.

 

Em Portugal, quem trabalha na área da organização de eventos, sobretudo casamentos, sabe como funciona este negócio! Não são raras as empresas que perdem milhões em facturação porque o "vizinho do lado" facilita no IVA! Muitas dessas organizações prestam inclusive serviços ao Estado! É prática comum, habitual e até recomendada e incentivada entre casais! 

 

É mais do que comum os noivos puxarem por esta questão para conseguir que o dia do casório seja de ostentação mesmo que não paguem os impostos! Esses são os mesmos que as finanças querem proteger, ou melhor, o Ministro das Finanças! Esses são os mesmos que prejudicam quem quer negociar de forma séria em Portugal - esses sim devem ser atacados pela Autoridade Tributária, e porquê? Porque perdem negócio e o pouco que fazem é declarado expondo-os a um maior risco de infracção e fiscalização!

 

Se quem não deve não teme, porque é que temos de proteger esses criminosos fiscais que brindam ao casamento e gozam com a cara de todos os outros que pagam impostos? Brindemos pois aos pombinhos, às organizações e pessoas que promovem estes casamentos criminosos - deste modo vamos contribuir também para a fuga aos impostos e a destruição de negócios bem montados, bem geridos e sustentáveis que acabam por fechar ou não prosperar apenas porque cumprem com as suas obrigações legais!

 

Vamos fazer com que a Autoridade Tributária e a Polícia Municipal não exerçam as respectivas competências! Vamos deixar crescer a ideia de que facturas e licenças são dispensáveis! Já tive ituações em que a Polícia Municipal esteve à porta pelo simples facto de ter declarado o que estava a fazer - aliás, segundo alguns agentes, se tivesse ficado "calado", não teria fiscalização! Mas aqui, a culpa não é de quem anda na rua, mas de quem está ao Comando!

 

E como tenho referido desde as eleições europeias, depois admiram-se da condescendência com a corrupção (que em Portugal é assustadora) e com o facto de ninguém perceber o porquê de tanta abstenção quando as razões estão mesmo à frente de todos! 

 

P.S.: enquanto escrevia este artigo, fui informada da morte de Agustina Bessa-Luis. A ela voltarei, deixo o espaço agora para aqueles que gostam de ser os arautos da desgraça ou eventualmente apreciam mais um "like" que um livro da autora.

 

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Busy Twist e dois vinhos para entrar em Junho..

por Robinson Kanes, em 31.05.19

Está aí Junho e está aí o fim de semana... Mesmo que o fim de semana não seja ao Sábado e ao Domingo, temos oportunidade de viajar, nem que seja nas paredes do quarto e recordar os sons, as paixões e aquele calor de África. Talvez por isso, esta entrada quente em Junho me faça trazer aqui os Busy Twist, uma banda nascida em Londres mas que junta os ritmos africanos, londrinos e até latinos como ninguém...  Por isso, coloquem as colunas mais altas e preparem a cadeira ou o colchão para uns bons balanços: "Friday Night". Não só o título é sugestivo, como vamos ficar a cantar e a dançar... E muito! "Let it go... Let it go..."

Honestamente, não sei como é que estes senhores chegaram até mim... Talvez entre um contacto ou outro, uma partilha, uma viagem...  A partir desse momento, pode-se dizer que os meus ombros e as minhas pernas nunca mais foram os mesmos!

Deixo-vos mais uma sugestão para shake that ass, Traveller (aqui com Zongo Abongo)... Vamos lá, toca a largar a televisão e o temor de ir para a praia ficar com a sensação de que se acabou de chegar a Teerão!

E porque festa não regada não é festa, duas sugestões diferentes para gostos diferentes: o Head Rock, um vinho branco com 75% de Alvarinho e 25% de Gouveio o que o torna num vinho branco com um toque bem forte de verde. Fresco é uma maravilha e traz boas memórias cá a casa, sobretudo porque vem de Nozedo, pequena localidade em Vila Pouca de Aguiar - Trás-os-Montes! O resto dos sabores e dos taninos deixo para se entreterem noutros espaços... Aqui importa é beber e gostar.

Finalmente, "Fazer as Onze - Premium 2015" - um tinto interessante, aprovado por alentejanos com um mix de castas interessante, nomeadamente; Trincadeira, Aragonês, Syrah e Alicante Bouschet. Nada mau, para quem gosta de um sabor mais quente e mais forte. O nome deve-o à tradição de em Borba os homens se deslocarem à taberna mais próxima para beber um copo pelas onze da manhã e "matar o bicho".

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Bem regados e bem dançados... Bom fim de semana...

Ah! Circulem pela direita, sobretudo na Ponte Vasco da Gama! São três faixas não duas...

 

Imagens: Robinson Kanes

 

 

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E não me digam que é cultural!

por Robinson Kanes, em 30.05.19

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Créditos: http://www.comicstripoftheday.com/

Alemanha (é só um exemplo)

Início dos trabalhos às 08h:00, cada um sabe bem o que tem a fazer - existe espaço para falar dos problemas e a chefia está presente para, com as orientações necessárias, conduzir os processos. Tudo está no caminho correcto, mostrar stress é mal visto, pois além de tirar o foco do essencial toma conta das pessoas e torna a questão, pontualmente, muito emocional - não se fala disto em revistas e depois pratica-se exactamente o contrário, sobretudo quem escreve sobre...

 

Reuniões que começam a horas, duram o minímo de tempo e sem temas laterais que pouco interessam...

 

Hora de almoço rápida, não se perde muito tempo com cafés e com assuntos que não interessam a ninguém! Alguém está a sair muito tarde! Porquê? Demasiado trabalho, incompetência ou ineficiência? Se é demasiado trabalho vamos encontrar uma solução e se necessário, para já, garantir que as horas adicionais são pagas ou gozadas!

 

Existem colaboradores que falam em flexibilidade, vamos testar... Se os resultados forem positvos, nada como uns dias em home-office.

 

Remunerações? Ponderadas, justas e com tabelas salariais bem estrturadas, transparentes e equitativas.

 

Portugal (claro que não é em todos os casos)

Início dos trabalhos às 08h:00m! Não, isso foi um que chegou a essa hora, a maioria chega entre as 09h:30m e as 10h:00m. A chefia chega tarde (sempre stressada - vá-se lá saber porquê). Começa a disparar tarefas num ambiente que estava calmo e que rapidamente se torna, além de tenso, mais stressante! Também existe aquele em que não se passa nada e todos estão agarrados ao computador a trabalhar, perdão, no "insta"! Não fiquem quietos, mostrem stress e andam como "baratas tontas"! Tentem permanecer calmos e rapidamente alguém diz que vocês não fazem nada!

 

Tarefas atiradas ao ar e ninguém percebe! Não existe wrap up semanal e muito menos diário, vai-se fazendo. Pelo meio uns cafés, excepto aqueles que têm um "medo que se pelam" de levantar o rabo da secretária e por isso serem despedidos porque não estão a fingir que trabalham.

 

Demasiado tempo perdido com conversas e temas que não interessam a ninguém: o futebol, o vestido da "Carolina", o "Manuel" que anda metido com a "Carla", os videos dos filhos da "Mariana" (Who cares?) e a chefia que é tudo e mais alguma coisa mas quando está presente as opiniões tendem a mudar e é o "Rei Sol" - ninguém se atreve a dizer que algo não está bem. Sempre que se fala de algo ou em temas que envolvem discussão as emoções escalam... É sempre pessoal, como se o trabalho fosse uma coisa pessoal...

 

Hora de almoço com as conversas do costume ou então com a temática do trabalho e a chefia que tem muitas reuniões à tarde - umas vezes no shopping, outras na esplanada e outras tantas em eventos de networking. Responde em segundos a emails pessoais, nomeadamente de colegas de outras empresas ou das maçonarias que existem nas diferentes áreas profissionais e demora dias a responder a solicitações que surgem no seio da organização, nomeadamente de quem está abaixo.

 

Reuniões que nunca começam a horas e que duram e duram e duram... E no fim, maioria das vezes, não dão em nada. Almocinhos - e como o português gosta de almocinhos intermináveis nem que seja só para definir um ponto no início ou no fim da frase - e resulta, é mais fácil fechar um negócio carregado de vinho tinto numa taberna, do que numa sala de reunião com todos os detalhes à frente).

 

O colaborador que entrou às 08h:00m está a sair às 17h:00m! Mas que raio!!! Este tipo não trabalha, como é que tem a lata de sair a esta hora? Não faz nenhum, a secretária está limpa e passa o dia tranquilo! Pelas 17h:00m, quando não é mais tarde, chega a chefia - despeja mais uns temas e das duas uma: ou fica e retém toda a gente até altas horas ou sai e pede que as coisas estejam prontas amanhã de manhã! Entretanto, 10% esteve a trabalhar no duro e os outros 90% ficam mais umas horas para dar a sensação de que fizeram o mesmo que os demais 10%. Entretanto, os outros 10% já saíram para estar com a família e arriscam-se a perder o emprego em breve, esses preguiçosos que chega a hora e "toca a bazar".

 

No meio de todas estas horas, o habitual "estou cheio de trabalho" ou o "estão muitas coisas a acontecer". Sim, muitas notificações nas redes sociais, dois emails e pelo meio uns minutos de trabalho.

 

Dia seguinte, pela manhã, vários emails disparados, uns 100! Cerca de 80 não interessam e a maioria foi enviada durante a noite - gente que trabalha muito (ou então gente que não tem vida nem nada para fazer e a ainda acredita que enviar emails às tantas, quando podiam ter sido enviados durante o dia, lhe vai garantir o emprego).

 

Entretanto, algumas pessoas estão doentes mas não vão para casa - todos vão falar mal e não é bem visto! Outros até pensaram na questão de home-office e flexibilidade de horário! Mas quem é que eles pensam que são? Depois como é que se pode dizer que temos muitos trabalhadores e fazer gala de que somos uma empresa que recruta muita gente... Muitas vezes para não fazer nada... E flexibilidade? Eles querem é boa vida... Quando chegarem as avaliações importa é ver o "ponto" (uma das razões porque cerca de 95% dos profissionais de RH não passam da cepa torta, a fixação com o "ponto" - perdoem o ponto entre aspas, mas como estou a falar de algo do século XVIII).

 

Remunerações: há estagiários? De preferência curriculares, caso contrário falem com o IEFP. Não estamos a conseguir? Coloquem no "net-empregos" mas não revelem o range salarial. Não queremos séniores, queremos sim júniores com pouca ambição económica, de preferência com contas para pagar - limita-lhes o empowerment. E já nem falo de empresas que têm um ou dois colaboradores e estagiários que davam para encher um estádio de futebol.

 

Depois falem-me de produtividade...

 

Uma nota final: também existem aqueles que trabalham de sol a sol, ou de lua a lua! Esses trabalham verdadeiramente e são os que não têm voz! São os que não escrevem artigos, não estão em jantares e cafés de interesses e apesar de tudo, desdobram-se para conseguir uns minutos em família. Desses pouco se fala... Como também se fala pouco daqueles em que um faz o trabalho de dez.

 

 

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Adeus TAM!

por Robinson Kanes, em 29.05.19

rinoceronte51.jpgCréditos: https://www.lifegate.com/people/news/sumatran-rhino-is-extinct-in-the-wild-in-sabah

E assim... Todos os dias nos vamos despedindo de mais uma espécie, desta feita foi o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)... Perdemos o TAM, o último representante da espécie... A vida selvagem, mais uma vez, agradece ao ser-humano e à sua estupidez crónica! Adeus TAM... Hoje, mais uma vez, enchemo-nos de vergonha!

P.S.: poupem-nos ao argumento de que a Terra se regenera e também as espécies acabam por sofrer com isso! Estes animais desaparecem porque alguém se lembrou de dar valor aos cornos dos mesmos (fins medicinais que ninguém consegue explicar, decoração e até como afrodisíaco!) e também porque alguém se tem lembrado de destruir o habitat destes animais.

 

 

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IMG_5964.jpgImagens: Robinson Kanes e GC

 

A manhã está chuvosa e ventosa, a noite foi agitada, mal se conseguiu dormir (aquele ruído bom das tempestades)... O mar agitado não traz boas perspectivas. Tomamos o pequeno-almoço, não no Porto Velho, pois ainda é cedo, mas em Santa Cruz - o mar não mudou, a chuva também não e o vento muito menos. E perdoem-me a piada com o Eduardo Nascimento, também "ele não voltou".

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Vamos entregar o carro, desta feita, como em tantas outras vezes, foi na "Ilha Verde". Sempre simpáticos e impecáveis, quer à chegada - que se deu com um dia de atraso - quer à partida quando nos disseram que o melhor seria não entregar já o mesmo! Conhecendo a pista das Flores, ficamos com a sensação que o voo que deveria chegar da Horta para nos levar para Ponta Delgada (São Miguel) poderia não vir. No check-in, pediram-nos para aguardar. 

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A chuva e o vento não acalmaram e quem já vai viajando entre ilhas, percebe que o voo não vai sair! Esperamos pelo Q400 que não chegará! Temos a certeza quando somos chamados ao balcão e nos dizem que o voo foi cancelado e indagam se precisamos de transporte e alojamento! A simpatia e a forma como tal é feito pelo staff da SATA é sempre irrepreensível! Ficar nas Flores não é a pior coisa do mundo, apesar dos compromissos em São Miguel... 

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Primeira situação, o carro de aluguer! Problema resolvido, mais um dia e com total apoio do rent a car. A mim não me pagam para publicidade, mas se há coisa que não me canso de elogiar nos Açores é a "Ilha Verde" (a Sixt também) e a "Sata"... Outros também, mas já fui falando e também os abordarei.

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Alojamento e refeições... Um voucher e aí vamos nós para o Servi-Flor! O Servi-Flor tem várias particularidades que o tornaram num dos pontos altos desta aventura - é um hotel antigo, onde os materiais são antigos, de facto, mas onde o estado de conservação dos mesmos e a limpeza são irrepreensíveis! Não importa se os móveis são dos anos 50, estão bem mantidos, limpos, pelo que é viajar no tempo naquela que foi a antiga messe da base militar francesa nas Flores! Simplesmente formidável, até porque os pratos ainda fazem menção a esse passado...

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Somos bem recebidos pelo Sr. Rogério, aquele ar mais austero acaba por esconder um dos indivíduos mais simpáticos da ilha! Vamos almoçar e quando temos a ideia de que vem aí uma comida "à hotel" eis que... Uma surpresa... Um peixe (Mero com banana) maravilhoso e um outro prato que já não me recordo! Um queijo da ilha como entrada e tudo com um sabor único! Ficamos impressionados, até porque só depois de deixarmos o hotel é que percebemos que o cozinheiro é o próprio dono do hotel, o Sr. Rogério!

 

Melhor do que isso, mais uma daquelas coisas que só a Sata consegue fazer: somos informados no hotel de que a Sata prolongou o nosso voucher para o almoço do dia seguinte para que a viagem fosse mais tranquila e pudessemos ir de... "estômago aconchegado"! Nem a Qantas, a Air New Zealand sequer alguma vez me nos fizeram uma coisa destas!

 

Pouco passa do meio-dia, o tempo piora... Piora bastante, vem aí uma tempestade. O Sr. Rogério, conhecedor da ilha, rapidamente nos diz que podemos pegar no carro ao fim de uma hora e partir para visitar as cascatas pois vão ficar cheias de águas e o espectáculo será outro! Como somos doidos, nem perguntamos como é que será possível pegar num carro, percorrer meia ilha enquanto o fim do mundo se está a aproximar! Ficamos radiantes e dizemos que é isso mesmo que iremos fazer, mesmo quando os estores parecem estar prestes a ser arrancados pelo vento! No final da conversa, e é importante dizer, mais um grande elogio, por parte do Sr. Rogério, ao Comandante Luis Gouveia da Sata! É um herói dos céus dos Açores!

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Mais do que por nós, ao espreitar pela janela do quarto, tememos pelo carro... Afinal não somos os proprietários do mesmo. A verdade é que o tempo abrandou... Vejamos, deixou de ser o fim do mundo e passou a ser algo como o fim da Terra... Metemo-nos ao caminho não sem ver na cara do Sr. Rogério um sorriso! Acredito que terá pensado: "para continentais não estão nada mal! Eu a pensar que hoje já não deixavam o quarto com medo".

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Não é nas Flores, mas é no apaixonante Corvo... E porque no dia em que foi escrito este artigo, o Sapo publicou esta notícia.

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Continua...

 

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

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