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Em Limburgo, a Viver Maastricht...

por Robinson Kanes, em 22.02.19

IMG_4406.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Antes de voltar à Bélgica, especialmente a Antuérpia e Leuven, e depois de bons passeios por Ghent, Brugge e Bruxelas, façamos uma entrada na Holanda.

O meu primeiro contacto com a Holanda deu-se, era eu ainda um miúdo, por intermédio de um grupo holandês que me fez sentir como um adulto. O puto português, agarrado ao seu instrumento musical, visitou a casa de uns companheiros belgas em Herent (Bélgica) e rapidamente foi colocado em destaque, a par dos demais numa oportunidade única de partilhar o palco. A noite acabou naquela localidade entre comida belga e holandesa sem esquecer  o continuar da festa onde se tocaram, cantaram e dançaram músicas populares daqueles dois países, e obviamente, de Portugal. Deve ter sido das primeiras vezes em que senti a apreciação do mérito!

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Mais tarde entraria na Holanda por Roterdão, Amesterdão e Arnhem, a cidade onde se encontra a famosa ponte de uma das batalhas mais dramáticas da 2ª Guerra Mundial - foi aqui que a operação "Market Garden" conheceu o seu falhanço... Mas uma outra cidade holandesa merece, apesar de bastante pacata a minha atenção: Maastricht!

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Maastricht é uma cidade de sossego absoluto, mesmo quando deambulamos pela "Praça  Vrijthof" - a mais famosa da cidade - com os seus cafés e a "Basiliek van St. Servaas/Basílica de São Servácio" - uma basílica onde a mistura de estilos românico, barroco e gótico é evidente e onde se encontra o túmulo do patrono que lhe dá o nome. 

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É por esta praça que podemos começar a conhecer esta pequena cidade! Nada como uma passagem pela "Onze-Lieve-Vrouwebasiliek/Basílica de Nossa Senhora" e depois seguir a rede subterrânea que serviu ao longo de séculos para a defesa da cidade, e mais "recentemente", como abrigo durante 2ª Guerra Mundial. O ideal é juntar a esta experiência a visita as "Cavernas" e o "Forte de São Pedro".

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No entanto, ir a Maastricht e não dar um passeio junto ao Mosa é uma verdadeiro sacrilégio que São Servácio não apreciaria. É a oportunidade perfeita para apreciar um pouco de natureza, a pouca movida e atravessar mais uma romântica (e românica) ponte, a "Sint Servasbrug".

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Esta é, aparentemente, a ponte mais antiga dos Países Baixos. Junto ao rio podemos sempre entrar nos arredores da cidade e aproveitar para correr ou andar de bicicleta nos inúmeros parques, aliar o exercício físico a uma viagem é sempre importante.

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Finalmente, e porque já é um hábito: o piquenique! Com tantos parques é impossível não o fazer, sobretudo se os ingredientes forem comprados nos mercados da cidade, pois... a comida holandesa não é propriamente a mais apetecível do mundo, pelo menos para mim.

 Ik wens u een prettig weekend!

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E se o beijo fosse hoje?

por Robinson Kanes, em 20.02.19

kiss3.jpgCréditos: https://nypost.com/2012/06/17/the-true-story-behind-the-iconic-v-j-day-sailor-and-nurse-smooch/

 

Anda nas bocas do mundo a morte de George Mendonsa... O marinheiro que protagonizou, com Zimmer Friedman a imagem acima.

 

A fotografia é um dos marcos da história contemporânea mas... E se fosse hoje? Se hoje, aquele marinheiro, no meio da avenida, se agarrasse a uma desconhecida e lhe "espetasse" um beijo?

 

Imaginem também que a fotografia vinha parar às redes sociais!

 

Por certo, já estaria ser condenado por assédio sexual!

 

 

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Créditos: https://desporto.sapo.pt/modalidades/motores/artigos/africa-eco-race-elisabete-jacinto-vence-etapa-e-mantem-lideranca

 

Elisabete Jacinto é alguém que, com a companhia do marido, tem levado Portugal pelo mundo ao volante do seu camião. Elisabete Jacinto é alguém que chegou a ser alvo de muitas brincadeiras porque andava sempre pelo "Rally Dakar" com o patrocínio do "Trifene 200" e acabava sempre enterrada nas dunas e nem as provas terminava. Elisabete Jacinto é alguém que agora ganhou o "Africa Eco Race", a prova sucessora do Dakar!

 

O que Elisabete Jacinto não é? Não é jogadora de futebol, e mesmo que o fosse não era por aí, pois nesta moda da discussão das questões de género o futebol (como sempre) passa ao lado. Elisabete Jacinto também não investe em popularidade, prefere juntar o que ganha para procurar patrocínios e ir arranjando o seu camião. Foi talvez por isso que Elisabete Jacinto não recebeu um telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa - talvez porque ninguém dos media lá estivesse. Talvez porque, uma mulher ao volante de um camião tenha feito aquilo que nenhum homem português fez até hoje! Talvez porque uma mulher ao volante de um camião, que humildemente até diz que gosta de de dar entrevistas - enquanto outros chamam os jornalistas e queixam-se de que é um enfando tal as solicitações que dizem ter - não é assim tão popular.

 

Não é tão popular que nem foi utilizada como bandeira pela metralhada da questão de género! Talvez porque se esteja a borrifar para isso, talvez porque o "hype" para aquelas bandas não traga visibilidade a ninguém, e portanto, não interesse exaltar a conquista de outrem se a "mim" não me traz popularidade.

 

Mas talvez seja melhor assim! Numa época em que as nulidades são exaltadas todos os dias, talvez seja bom passar ao lado de todo esse ruído - é cada vez mais o sinal de que os bons não precisam de chinfrim!

 

Parabéns Elisabete! Parabéns de quem, honestamente, nunca acreditou que chegarias onde chegaste! Talvez por isso, o orgulho em ti ainda seja maior! 

 

 

 

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Sobre "Vacation Shaming"...

por Robinson Kanes, em 18.02.19

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Créditos: https://www.businessinsider.com/vacation-shaming-millennials-2017-8/?IR=T

 

Recentemente fui confrontado com um artigo sobre a temática do "Vacation Shaming". No fundo, em bom português, uma espécie de "Vergonha por ir de férias". Imediatamente me revi em alguns ambientes onde já trabalhei e em outros que vou tomando conhecimento por intermédio de algumas conversas que vou tendo.

 

O "Vacation Shaming" é uma espécie de pressing no sentido de fazer com que um colaborador (ou até um colega) se sintam mal pelo simples facto de tirarem uns dias para descansar. Não são raros os casos de trabalhadores que são pressionados no sentido de não tirarem férias ou de não gozarem determinadas folgas. Também não são raros os casos em que a ausência durante uns dias permite que os colegas de trabalho possam ter terreno livre para perpetrar actos menos éticos contra quem não está. Neste âmbito, até vamos ao encontro daquilo que defendo, o mal raramente está em quem manda, está mais nos colegas.

 

Tudo isto pode transformar as férias num tempo onde os níveis de stress durante e após o período das mesmas ultrapassam o limite do razoável. Num dos artigos que consultei, é possível aferir de um desses exemplos pela mão de um dos mais conhecidos colunistas da Forbes, Victor Lipman. Num outro artigo, ficamos a perceber que muitas destas situações ocorrem em organizações que prometem um ambiente descontraído e onde o "tirar uns dias" é prática comum - no entanto, a realidade tende a ser bem diferente, e no caso dos Estados Unidos também está relacionado com outras questões, nomeadamente  legislação relativa a férias.

 

Todavia, a questão fundamental passa pela pressão e pelo stress que pode causar o "vacation shaming", sobretudo em culturas empresariais (e até culturais) onde o presentismo - perdoem não utilizar o termo mais aceite "presenteísmo" que julgo ser menos válido - e a avaliação pelo tempo no trabalho têm mais peso que a produtividade. 

 

Mais do que organizar os processos tendo em vista o aumento da produtividade, em algumas organizações (não sublinho somente as empresas, casos destes são imensos na área social e da solidariedade) parece ser mais fácil praticar a cultura do caos instalado, do presentismo e do micromanagement. Em relação à primeira, percebo que muitas chefias instem ao caos pois "tornam-se" indispensáveis, sobretudo quando já estão nas organizações há muitos anos. O segundo  e terceiros casos, acredito que seja mesmo cultural, numa quase aproximação a um conceito muito utilizado em Espanha, o "negrero".

 

Se efectivamente temos muitos colaboradores que são desleixados, podemos, com estas práticas, estar a promover um clima ainda maior de desleixo, e na maioria das situações, a deixar escapar os nossos melhores talentos.

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A Partilhar a Caneca...

por Robinson Kanes, em 14.02.19

Caneca de Letras_ Um Ano Depois - Caneca de Letras

Créditos: Filipe Vaz Correia

 

Hoje sentei-me à mesa com o Filipe Vaz Correia e decidimos entre uma caneca de cappuccino carregada de letras, descarregar um pouco do "Não é que não Houvesse" por aquelas bandas.

Resta-me agradecer o convite deste amigo bem como toda a atenção e dedicação ao meu artigo.

Não deixem de passar por lá hoje e todos os dias, é um espaço bastante eclético e com interessantes temáticas, por vezes, bastante surpreendentes e... Onde ainda se cozinha e não se debitam apenas ingredientes e nomes estranhos para a comida.

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Crianças-Soldado: Os Putos Esquecidos...

por Robinson Kanes, em 12.02.19

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Créditos: https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/9391115/UN-hundreds-of-thousands-of-child-soldiers-kept-in-slavery.html

 

Admito que é revoltante quando chamam de egoísta alguém que, por opção, não quer ter filhos. Por norma, a acusação parte de quem pretende ter filhos, ou já os tem,  mas faz questão que os mesmos tenham os seus genes, nem que para isso tenham de despender milhões em tratamentos - e, em alguns casos, mais valia que tais genes não andassem pela superfície terrestre. Mas o que é ser egoísta?

 

Escrevo sobre este tema no dia seguinte à publicação, por parte da "Child Soldiers International" de uma comunicação que refere a duplicação do número de crianças soldados desde 2012 - nomeadamente um aumento na ordem dos 160%, ou seja, mais 30 000 casos.

 

Esta conclusão, para que possamos perceber a mesma, baseou-se numa análise dos relatórios das Nações Unidas, nomeadamente os relatórios anuais "Crianças em Conflitos Armados" de 2018 e 2013. Estes relatórios tornam-se mais assustadores quando percebemos que estes números, muito provavelmente não correspondem À totalidade dos casos. 

 

Mas as crianças em combate não são apenas do sexo masculino, como se pensa, pois também as raparigas sofrem, muitas vezes como escravas de apoio e como... Escravas sexuais! Aliás, o aumento da violência sexual sofreu também um aumento! Estamos a falar de crianças que chegam a ter 7 anos e menos e que, mesmo quando libertadas, encontram (por motivos religiosos e culturais) o isolamento e a repulsa por parte das comunidades acabando por sofrer as consequências de um passado negro.

 

A dificuldade em acolher estas crianças noutros países é também uma realidade, não só legal mas também cultural, afinal, somos muito humanos com as crianças desde que tenham a nossa cor, os nossos genes e não nos causem problemas administrativos. Também somos humanos se formos uma "pop star" e nos deslocarmos ao Sudão, com um milhar de fotógrafos para assistir à adopção de um "pretinho". Também ignoramos que, aqueles que chegarem a adultos não serão propriamente os adultos mais recomendáveis - nascer no meio de uma guerra, com uma arma na mão, não augura nada de bom para o futuro!

 

Hoje é um bom dia para fazermos um exercício: pensemos que, enquanto estamos no trabalho, os nossos filhos são retirados da creche paga a peso de ouro - ter os filho em creches do Estado já não é cool, mesmo que provoque o endividamente dos pais - e são levados para a guerra. Em troca do tablet e do smartphone é-lhes dada uma kalashnikov e uma valente tareia. Imaginem que nunca mais saberão dos vossos filhos e que, muito provavelmente acabarão mortos em dias! Imaginem que as vossas filhas são levadas para lavar os pés a senhores da guerra e também para serem violadas numa base diária por estes!

 

Fechem os olhos, parem um pouco e imaginem tudo isso! Imaginem que, mais logo, quando deixarem o vosso emprego, é o cenário que irão encontrar... Imaginem também que, é por puro egoísmo que muitas destas crianças nunca terão um lar porque afinal... Não há espaço para elas no mundo dito desenvolvido, onde a solidariedade impera e, aparentemente, não pode have espaço para o egoísmo...

 

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Exames do 9º Ano e a Cultura do Desleixo...

por Robinson Kanes, em 11.02.19

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Créditos: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bloco-de-esquerda-quer-acabar-com-exames-nacionais-do-9-o-ano

 

Lembro-me de ter tido um professor na faculdade que, quando questionado pelos alunos do porquê de se fazer um exame e não se fazer um trabalho de grupo com o peso do exame respondeu: "quando estiverem numa empresa, com um problema para resolver, também vão responder que é preciso fazer um trabalho de grupo?".

 

Esta recordação a propósito de mais uma proposta do Bloco de Esquerda, o partido esganiçado que era contra tudo e contra todos, exigia demissões e agora parece que não existe quando a temática são temas fracturantes. Aliás, existe e continua a alimentar-se de um protagonismo que tem saído caro a todos os cidadãos portugueses.

 

A nova trend do movimento é agora terminar com os exames no 9º ano. De facto, quando ao invés de termos técnicos e pessoas competentes numa assembleia temos a família inteira e o grupo de amigos que reune no Bairro Alto, é natural que surjam propostas como estas. Entretanto, sobre a questão dos professores, este movimento tem estado em silêncio.

 

O que o Bloco de Esquerda tem de entender é que, mais do que fazer um exame,  é preciso incutir nos alunos uma cultura de trabalho, de avaliação e até reconhecimento desse trabalho. É preciso que os alunos percebam que o seu trabalho tem uma consequência, um resultado, independentemente de passarem uma noite a decorar fórmulas ou textos! O que o Bloco de Esquerda tem de perceber é que não pode, sob a pseudo-intelectualidade que caracteriza este movimento, incutir o seu pensamento único com claras consequências para os alunos, futuros trabalhadores e futuros líderes. É um facto que demasiado conhecimento e demasiado mérito é algo com que os partidos de extrema-esquerda não se solidarizam, pois um povo pensante não se submente a políticas de uma pseudo-elite intelectual que se acha dona do saber e dos destinos de outrem.

 

Os exames, mais do que uma mera prova de conhecimentos, são uma forma de educação, são uma forma de formar cidadãos. Cidadãos que um dia trabalharão e por certo não terão duas faces. Serão esses cidadãos que irão a entrevistas de emprego e que alimentarão algumas posições parlamentares com os seus impostos, posições essas cuja prova de conhecimentos possivelmente terá ficado na gaveta...

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Consulta Popular: O Prémio...

por Robinson Kanes, em 07.02.19

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Créditos: https://saultonline.com/2017/01/opinion-the-by-election/

E hoje a voz é do povo...

Imaginem que... Se tivessem que atribuir um prémio a alguém, a quem o fariam? Mas a alguém não mediático e construído... A alguém ou até mesmo a uma iniciativa que merecesse o vosso reconhecimento e consequentemente o da própria sociedade. Poderia ser um padeiro, um polícia, um eco warrior ou até um barman... Que prémios criariam? Quem distinguiriam?

 

Obrigado pela vossa participação!

 

 

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Mínimo... Muito Mínimo...

por Robinson Kanes, em 05.02.19

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Créditos: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/vieira-da-silva-garante-que-vai-resolver-atrasos-nas-pensoes-no-primeiro-semestre-404764

 

Poderia abordar o porquê do salário mínimo em Portugal ser baixo mas também não poder ser mais elevado devido a outros factores como a produtividade e a má organização do trabalho em Portugal - também temos de ter em conta que se o salário mínimo em Portugal não é mais alto se deve ao facto da cultura do querer o mais barato (excepto se gadgets e automóveis) ou até da aquisição título gratuito.

 

Mas, mais que o salário, existem indivíduos que são mínimos e, entre os pingos da chuva, vitórias do Benfica, populismos dos anti-populistas, lá passam sem ninguém dar por eles. Um deles é o ministro Vieira da Silva, um herdeiro do período socrático (mais um daqueles que desconhecia um sem número de irregularidades) e que acha perfeitamente normal a existência de portugueses de segunda e portugueses de primeira - pelo menos, nesse aspecto, é fiel à Constituição, outro marasmo que tem travado o desenvolvimento do país com revisões ténues e nada profundas. 

 

Estabelecer um salário mínimo para a função pública e outro para o sector privado é, no mínimo, uma afronta a todos os que trabalham no sector privado. Mais ainda é o argumento de que no sector privado também existem diferentes patamares salariais. Existem, como existem na função pública mas são em mercado livre e sem interferência estatal e negociados entre empresários e o colaboradores - além disso, mais uma vez, estão sempre sujeitos a um patamar... mínimo.

 

Em ano de eleições o Governo voltou aos tiros no pé, no entanto, por incrível que pareça, os portugueses deixaram passar mais este atentado à sua cidadania - o Governo sabe, Vieira da Silva também sabe, os partidos que suportam o Governo sabem... Sabem que o funcionário público é um votante fiel, que não é dos que mais se abstem e que ainda é uma das grandes massas da população sob o jugo de sindicatos e influências partidárias e isso pode mudar uma votação por completo.

 

Entretanto, as reformas estruturais do Estado vão ficando na gaveta e as políticas de desenvolvimento a longo prazo no papel... Entretanto, os mesmos dinossauros (e não são nada raríssimos) vão ocupando um espaço que, quais eucaliptos, não hesitam em secar, não só em termos económicos mas em termos de ideias e modernidade! Entretanto... Temendo que o futuro fique nas mãos de outros lá vão deixando os seus tentáculos... Mariana Vieira da Silva e Sónia Fertuzinhos são dois exemplos...

 

É motivo para dizer, mínimo... muito mínimo...

 

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Os Amigos são para as Ocasiões...

por Robinson Kanes, em 04.02.19

 

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Imagem: https://tribunaexpresso.pt/um-azar-do-kralj/2018-06-28-Ronaldo-a-presidente--E-bem-capaz-de-resultar

 

Os amigos são para as ocasiões e não é só Rui Rio que se lembra disso quando se trata de defender os seus, mesmo quando cospem nos votos de todos os cidadãos e simulam presenças na Assembleia da República. Mas a política, mais do que sentido de dever, é uma praça de amizades, sobretudo quando também envolve futebol, e, desta vez foi o intocável património nacional (futebol) que saiu impune de mais uma vergonha para qualquer cidadão nacional.

 

A recente atitude de não retirar as condecorações a Cristiano Ronaldo demonstrou - mais uma vez - o poder do futebol em Portugal. O que o Presidente da República quis dizer ao não retirar as condecorações a um criminoso que fugiu aos impostos e até foi condenado a pena de prisão, foi que, desde que o assunto seja futebol, mexa com populismos e votos, tudo é permitido. Também Marcelo cuspiu em todos os portugueses que pagam os seus impostos e não gozam uma vida melhor porque continuam a alimentar instituições que tudo absorvem e viagens a roçar o privado de algumas altas entidades do Estado. Depois da amnistia a um padre que era tido como um ser repugnante e por isso foi condenado, já tudo se espera - afinal, também Marcelo tem de pagar os seus favores, sobretudo à santa Igreja que é um dos pilares da sua popularidade na trilogia, assistencialismo, media e religião. Pelo menos para mim, maior criminoso que o próprio, é aquele que conhece o crime, assiste ao crime e o legitima!

 

Mas deixemos Marcelo e pensemos na forma como toleramos isto: temos em Portugal um jogador de futebol (e toda uma instituição futebolística) que goza de total impunidade, aliás, a clubes e jogadores os portugueses tudo perdoam e tudo dão mas são os primeiros a julgar na praça pública aquele que roubou um quilo de laranjas para alimentar a família. Que cidadania completamente inebriada é esta que se vende desta forma tão... fácil? Que cidadania é esta que pede a cabeça de um bando de desocupados (E até os acusa de terrorismo...) que invade uma academia de futebol mas permite que o terrorismo diária afunde o país num buraco sem fundo?

 

José Sócrates, Zeinal Bava e outros perderam as condecorações da República, os intocáveis que afinal não são mais intocáveis que um jogador de futebol... Andamos de facto inebriados, resta saber até quando, porque não hesitamos em ameaçar e aplaudir a prisão de quem pede uma revisão dos impostos ns combustíveis e na forma como é administrado o Estado mas batemos palmas aos criminosos que, muito provavelmente, sustentam a nossa popularidade. E quando assim é, por norma, as coisas não acabam bem... Pelo menos em países onde o povo ainda pensa e deseja um futuro melhor e não uma embriaguez imediata...

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