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 Fonte da Imagem:https://s3-eu-west-1.amazonaws.com/static.wetek.com/storage/events/597f0206-77d4-40df-a5cd-5c6925fc7e5d-websummitlisbon2017.jpg

 

Eventos como a "Web Summit" são, para mim, uma mais-valia para Portugal. São bons para a própria marca "Portugal", para o turismo e todos os seus actores e acima de tudo animam uma cidade que não deixa de ser uma das mais belas do Mundo. Com tantas criticas à mesma, seria interessante perceber os custos vs retorno desta face ao tão aplaudido Festival Eurovisão da Canção, por exemplo.

 

Discutir tecnologia é hoje fundamental. Não tenhamos dúvidas que o futuro passa por aqui e é importante desmistificar (contra a vontade de alguns) que não estamos perante nenhum "bicho de sete cabeças". Todavia, reconheço, que todos estes eventos (salvo algumas situações) são um mero encontro de profissionais e cujo retorno é sempre difícil de quantificar. Políticos e organizadores atiram números de milhões para o ar, mas na realidade, nunca temos contas certas, e neste campo, o Estado é responsável até porque financia, também com milhões, este evento. Eu sei que é aborrecido estragar a festa, mas quem já trabalhou com americanos, alemães e outras tantas nacionalidades sabe que o discurso é sempre interessante, mas os números têm de aparecer no papel e no terreno! Podemos falar de consumos de copos de água e cafés, do número de audiovisuais e afins, mas o que queremos são mesmo os números e os resultados concretos.

 

A "Web Summit", mais que um evento com resultados, é marketing e networking. Do ponto de vista do marketing é positivo, como também é necessário dar imagem ao mercado, ou não fosse a organização especialista em transmitir a ideia às organizações (sobretudo startups) que são convidadas e especiais, mas depois têm de pagar cerca de €1.500 para serem efectivamente tão especiais e dignas de convite. Do ponto de vista do networking também, todavia o foco nesta questão (apontada pela maioria como o ponto fundamental do evento) tira protagonismo à discussão de temas relevantes e ao desenvolvimento de estratégias para o futuro.

 

É neste sentido que, na "Web Summit", ficou também por esclarecer, apesar de ter sido abordado, como é que o mundo se vai preparar para toda esta revolução na robótica e que inclui a Inteligência Artificial (IA). Quais serão os reais impactes nas pessoas, nos negócios e nos países menos desenvolvidos? Eu sei que estamos perante um encontro na área das tecnologias da informação, mas não falar das pessoas... Como é que vamos conviver com este futuro que, para muitos, é visto com optimismo e para outros com grande pessimismo, enquanto a grande maioria não pensa nisso enquanto se diverte a brincar com o cão robot e não tem paciência para um cão de carne e osso. Interessante os risos e a satisfação quando um robot se vira para os humanos e lhes diz que o emprego destes tem os dias contados mas não lhes oferece uma solução... Mas a maioria aplaude. Aplaude até não ter emprego e passar a ser a personagem de um romance-catástrofe.

 

Não sou contra a IA, no entanto, defendo que esta merece uma grande discussão! Não só ao nível da ética mas também das consequências positivas e negativas que trará e, como já referi num outro artigo, comparar esta revolução com a primeira Revolução Industrial é no mínimo patético e revela um total desconhecimento do passado e do presente. Como é que enquadramos esta realidade nos desafios do presente e do futuro? Aqui, estamos perante um enorme  buraco negro em que ninguém arrisca entrar e já nem vamos falar da quase ausência da questão da responsabilidade social - não chega ter Al Gore a lançar desafios... É preciso agarrá-los. A lógica da sensibilização de cada um de nós tem limites, todavia, as mentalidades não se mudam somente com conselhos.

 

Fiquei também com a sensação que a "Web Summit" é um acontecimento político. À boa maneira portuguesa, a presença dos políticos do costume (Presidente da República - que até deixou a questão da água para segundo plano - e Primeiro Ministro incluídos) demonstra o ainda peso do Estado e a propaganda que grassa nestes meios. Até tivemos um presidente de câmara, Fernando Medina, que acompanhou todo o evento, mais parecia a "Web Medina", mas depois disse não ter conhecimento de um jantar no Panteão (um dos momentos altos da conferência), chegando mesmo a estar contra o mesmo.

 

Desta feita até foi bom, porque "apagou" a questão da legionella num hospital público, causando amnésia ao Presidente da República que encarou este facto como único, esquecendo o que aconteceu em Alverca em tempos recentes. Neste âmbito, também foi interessante assistir à presença de João Vasconcelos (ex Secretário de Estado da Indústria) como se ainda ocupasse um cargo de Estado (estando presente inclusive em alguns dos certames oficiais e diplomáticos) após ter sido demitido, perdão, se ter demitido devido ao escândalo com as viagens pagas pela GALP e cujo inquérito ainda decorre. Pelo campanha de comunicação em torno deste indivíduo, então no LinkedIn e em alguns "media" é bem latente que ter saído do Governo foi a melhor coisa que lhe poderia ter acontecido. José Régio escreveu "Há Mais Mundos", eu escreveria "Há Mais Isaltinos".

 

Mais uma vez, passou-se a imagem que Portugal é Lisboa... Tirando um evento de surf na Ericeira, num país pequeno como o nosso não ficaria mal alargar o âmbito da conferência. Contudo, a ideia com que fiquei, e aqui baseio o meu relato somente naquilo que vou ouvindo, é que a "Web Summit" é uma coisa, os portugueses são outra... O português comum é totalmente arredado deste evento não só por falta de informação concreta, bem como pela apresentação dos resultados... Volta a questão do empowerment e da crónica estupidez nacional de não gostar muito de passar a informação toda capacitando assim os outros. Em muitos com quem falei, encontrei a ideia de que a "Web Summit" é um evento elitista, quando não o deveria ser, e muito menos me parece que seja essa a ideia de Paddy Cosgrave. Na verdade, não é por andarmos de t-shirt e calças de ganga que a nossa mentalidade se torna mais cool ou moderna. Não é por se trocar o fato, a gravata e o golfe, por um polo, umas sapatilhas e surf que deixamos de ser aquele executivo labrego e nos transformamos no mais atractivo CEO do mundo.

 

Finalmente, algumas provocações: no país da tecnologia, não é de estranhar que durante os incêndios esta tenha falhado redondamente? No país da tencologia, não é de estranhar que muitas das inovações portuguesas (inclusive na área dos incêndios) não tenham a devida projecção? No país da tecnologia ainda discutimos jantares no Panteão nacional como se a nossa independência estivesse em causa e esquecemos o que realmente tem travado o nosso desenvolvimento? No país da tecnologia, porque é que ainda continuamos com uma mentalidade obsoleta? Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades.

 

Esperemos por 2018 e finalmente por bons resultados... Porque também isso leva o seu tempo e em relação à "Web Summit" quero continuar optimista. Venha a próxima edição...

 

Uma nota: ainda a propósito do famoso jantar, pede-se aos humoristas nacionais (muitos deles tão inteligentes que julgam viver num universo acima daqueles que ainda os sustentam)  que tenham em atenção o facto de personalidades como Camões, Vasco da Gama, D. Nuno Álvares Pereira, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e o Infante D. Henrique (destes quatro últimos nem ninguém se lembrou) não se encontrarem sepultados no Panteão. Na Igreja de Santa Engrácia encontram-se somente os cenotáfios destes. No país da tecnologia e de gente que domina a praça pública e se diz tão evoluída já deveriam saber isso...

 

 

 

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61 comentários

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De Maria a 14.11.2017 às 09:45

Eu sei que nunca to disse (hoje)... És Genial!
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 10:02


É só o meu ponto de vista, nada mais :-)

Obrigado.
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De Corvo a 14.11.2017 às 12:19

Sobre "Web Summit" confesso que os meus conhecimentos são muito parcos, talvez devido ao natural recolhimento da minha idade que me motiva mais a ver futebol, um filme ou ler um livro, mas os recentes acontecimentos deram-me a conhecer e concordo consigo. Traz desenvolvimento e dinheiro ao país e portanto bem-vindo seja e longa vida tenha.
Sobre a indignação do tal jantar; uma profanação à dignidade dos... falecidos; ilustres personagens perpetuadores da nossa gloriosa recordação pátria; para lá do esquecimento desses que menciona, ajunte-lhe Egas Moniz, médico, cientista, professor catedrático, escritor, político, estadista de renome mundial, pioneiro de toda a medicinal cerebral do mundo conhecida e praticada. Prémio Nobel da medicina.
Quanto a mim, isto é cultura.
Sepultado no cemitério da sua terra.
Por contraste; que feitos ou obras deixou ao país Óscar Carmona, que lá repousa, para além de apoiar a incipiente ditadura que despontava e desenvolvê-la a preceito.

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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 12:31

Eu sou a favor do jantar, este e muitos mais venham. Aliás, o mesmo deverá ter servido para mostrar ao mundo quem são aqueles que ali repousam e além disso sempre se paga a manutenção do espaço.

Existem várias figuras dispersas. Não discordo que muitos possam estar sepultados em locais com muito mais significado para os mesmos. Egas Moniz, ontem falámos de Aristides Sousa Mendes, poderíamos falar de Miguel Torga (tantas vezes também na linha para o Nobel), Eça (que até esteve em Lisboa, nos Prazeres, e está agora em Santa Cruz do Douro) e tantos e tantos outros que aí não se encontram e estão a dar lugar a alguns que...

Óscar Carmona teve o seu papel na história e é daquelas personalidades que me faz indagar porque é que está no Panteão, sobretudo depois do 25 de Abril onde a campanha para apagar o mau, mas também o bom, de uma ditadura foi encetada de uma forma cobarde e que ainda hoje perdura. Mas sem dúvida, até chegarmos a este senhor, muitos teriam de ocupar aquele lugar primeiro.
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De Ladys a 14.11.2017 às 12:30

"a grande maioria não pensa nisso enquanto se diverte a brincar com o cão robot e não tem paciência para um cão de carne e osso" generalizando a tua frase, e quando não se tem paciência para outro ser humano.
Eu receio muito a IA, vejo um futuro "robotico" onde os humanos não vão passar de programadores especializados em determinadas áreas, possivelmente estou a exagerar :S
Bjs, Marina
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 12:37

Também... Mas eu não tenho paciência para alguns seres-humanos que já são máquinas mal programadas. :-)

É um tema que ainda não está a ser debatido profundamente ao nível das consequências. Fala-se, mas pouco se tem adiantado e a evolução está a ser muito rápida para perdermos tempo com discursos para palestras.

Beijinhos
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De PP a 14.11.2017 às 12:35

Escusado será dizer que, além do resto, adorei as provocações:

"...no país da tecnologia, não é de estranhar que durante os incêndios esta tenha falhado redondamente? No país da tecnologia, não é de estranhar que muitas das inovações portuguesas (inclusive na área dos incêndios) não tenham a devida projecção? No país da tecnologia ainda discutimos jantares no Panteão nacional como se a nossa independência estivesse em causa e esquecemos o que realmente tem travado o nosso desenvolvimento? No país da tecnologia, porque é que ainda continuamos com uma mentalidade obsoleta? Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades."

E claro, no país da tecnologia, nem há preocupações com a seca!

Abraço.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 12:38

:-)

Só quando a água parar de jorrar nas grandes cidades...

Abraço
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De PP a 14.11.2017 às 12:45

Acredito e assusta-me tal postura.
Aqui, é uma zona hidrográficamente rica (3 rios que se unem numa barragem, entre ribeiras, ribeiros, pequenas lagoas) e nunca vi o caudal dos rios tão fraco. Os poços secam...
Abraço
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 12:49

E muito honestamente, não acredito que a situação se resolva de forma rápida, até porque não somos um país de muita pluviosidade ao que acresce o facto e muitos dos nossos rios mais importantes terem a sua origem em Espanha, um país que também não é dos mais "chuvosos".

Soluções existem, como o aproveitamento da água do mar e até das águas residuais, mas o investimento não foi feito e agora está aí o resultado.
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De PP a 14.11.2017 às 13:00

Como sempre!

E eis-nos perante outro papel importante dos meios de comunicação, o de alertar e ensinar a poupar/reciclar, quase como se de religião se tratasse pois o assunto é sério, mas nada é feito!
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 13:03

Estas campanhas ajudam, mas não bastam... Há mudanças de mentalidades que têm de obrigar a uma responsabilização directa e celebrada na lei... Neste momento, as questões ambientais, onde a água tem também um importante papel, têm de ter uma legislação mais dura.
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De a le-lo com atencao a 14.11.2017 às 13:27

Ó Robinson e porque é que no pais da tecnologia este blog não tem nem facebook e anda aqui escondido quando só vejo trampa nos destaques?


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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 13:51

O "fakebook" é um tema a pensar :-)
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De Maria Araújo a 14.11.2017 às 14:00

Mais uma vénia que lhe faço, Robinson.
Pouco ou nada conheço de tecnologia, mas sou a favor dela e do quanto nos possa trazer para o futuro.
Portugal , digo, os nossos políticos e também os portugueses gostam de meter o nariz em tudo o que é grandioso, só não o meteram, ou metem, como deveriam em resolver os grandes males que nos assolam.
Questões pertinentes deixou aqui registas, e esta é sem dúvida, a que melhor nos caracteriza.

"No país da tecnologia, porque é que ainda continuamos com uma mentalidade obsoleta? Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades.

Espero que tenho um bom dia.

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De Maria Araújo a 14.11.2017 às 14:01

corrijo:

"registadas"
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 14:33

Obrigado Maria :-)

Acho que me deixei levar e o pensamento foi para além do controlo da escrita :-)

Desejo-lhe o mesmo. Pelo menos em termos de saúde, que é o mais importante, está bom!
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De Terminatora a 14.11.2017 às 14:15

De tecnologia percebo pouco, ou muito pouco. Leio algo aqui e ali, soube que houve um "mini frigorífico" controlado por uma aplicação, para aquelas pessoas que precisam de ter a medicação a temperaturas controladas, ganhou um prémio. Gostei muito de saber isto, depois de ir lendo sobre a inteligência artificial, ou sobre as pessoas que por lá andaram e deram palestras (a meu ver algumas sem cabimento para aquele evento), algo realmente útil retirou-se dali.

Se precisamos de mais tecnologia? Talvez. Como lidaremos com a inteligência artificial no futuro? Sinceramente, eu nem quero pensar nisso. É algo que me assusta para falar a verdade. E porquê? "Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades."

Estamos mais preocupados com a evolução tecnológica do que com os problemas reais. Alguns aqui já referiram. A seca, os incêndios, as mudanças climatéricas, o desaparecimento de espécies, desaparecimento de áreas terrestres no futuro (imagino eu). Estamos perante problemas sérios, mas o ser humano preocupa-se em criar IA para competir com os humanos ou vir a substitui-los no futuro. Enquanto não estabelecerem as prioridades como deve ser, eu abomino a IA. Para mim não tem qualquer utilidade. Se querem acabar na verdade com uma parte da população, porque não são frontais? Porque não admitem que realmente o planeta tem muita gente e o que está a matar a bio-diversidade são as pessoas?! Por acaso nascemos nós de robôs?! Por acaso fomos criados com tecnologia? Nós é que criámos a tecnologia. Temos que usar a tecnologia sabiamente. Eu louvo todas as invenções que foram criadas e nos permitiram tratar melhor as pessoas a nível de saúde, e por aí fora. Se vem melhorar a saúde e a natureza, muito bem! Invista-se... se é somente mais alguma coisa a nos facilitar a vida, eu abomino.
O que vai trazer de útil a IA?!? Ainda estou para perceber.

Quanto ao Panteão... não consigo perceber a indignação do jantar e concordo contigo, quando referes, talvez as mais ilustres figuras da nossa História! Não só de Portugal, mas Mundial. Sempre os admirei a todos, foram eles que elevaram Portugal e fizeram da História aquilo que é hoje. Esses sim, por direito deviam lá estar...

Continuações de bom dia :)
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 14:51

Fica sempre algo e sim também há lá temas que não se percebe muito bem o que estão ali a fazer... Alguns são demasiado forçados.

"Estamos mais preocupados com a evolução tecnológica do que com os problemas reais."

Grande frase. Embora algumas tecnologias já se desenvolvam para resolver muitos problemas, mas será que os problemas ao nível da sociedade e da civilização são tidos em conta?

A questão que colocas e que está relacionada com a IA é pertinente e, no fundo, é a mesma que vai na cabeça de muitos... Isto ainda está a ser relegado para segundo plano e avisos não faltam...

Sobrepopulação? Desde o século XVIII que esta situação é apontada friamente por indivíduos como Malthus e Adam Smith. É uma das grandes ameaças ao futuro do planeta, mas é politicamente incorrecto falar disso... Até ser necessário tomar medidas drásticas. É um tema que, sempre que é trazido para cima da mesa, me granjeia grandes inimizades.

O Panteão é mais um daqueles não-temas...

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De Terminatora a 14.11.2017 às 15:08

É verdade que a tecnologia veio ajudar em muito e tal como disse, se nos vem ajudar, seja bem vinda. Mas devíamo-nos focar mais naquelas que são essenciais. Não creio a IA seja essencial.

Já li alguma teorias da conspiração sobre a sobrepopulação. Não me recordo como encontrei este blogue (provavelmente alguém o partilhou aqui no Sapo) http://muitoalem2013.blogspot.co.uk/2015/02/pedras-guia-da-georgia.html, mas esse artigo é curioso, e confirma o que diz... há séculos que já se fala em reduzir a população!
Acredito que na "escuridão" se tentam arranjar formas de acabar com quem está a mais... Intituladas por vezes de doenças, tragédias e por aí fora.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 15:23

Sim, muitos falam do Clube Bilderberg e sobretudo do Clube de Roma (este tem essa "preocupação" como meta principal). Teorias não faltam, mas eu prefiro focar-me na questão cientifica e aí não existam dúvidas, somos gente a mais, e pior que isso, com muito poucos a consumirem recursos como se não existisse amanhã...

Em relação ao tema do artigo que partilhou, é mais uma declaração de boa vontade e esperança de alguém que sonha por um mundo melhor.

Obviamente também não vamos começar a matar humanos só para erradicar milhões da face da terra, todavia temos de encontrar mecanismos que consigam gerir este excesso, isso é inegável.
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De Terminatora a 14.11.2017 às 15:26

Ah... mas não duvido que possivelmente chegaremos a esse ponto. Quando o assunto for desesperante veremos.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 15:36

Se continuarmos assim e não existirem cataclismos de monta, vamos chegar...
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De Terminatora a 14.11.2017 às 15:37

Não dizem que vivemos numa simulação? Provavelmente provocam uma catástrofe natural.. E já está.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 15:49

Muitas pessoas vivem numa simulação, disso não tenho a mínima dúvida :-)))))

Acho que nem será necessário, o planeta está a atravessar uma fase de mudança... Além disso, basta alguém carregar no botão errado e temos um conflito nuclear com consequências catastróficas. Se por um lado o equilíbrio de poderes é bom, porque evita a guerra, por outro é mau porque existem loucos para tudo.
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De Sílex a 14.11.2017 às 14:37

Eu também não sou contra o jantar! Não é o jantar, que decorrendo em termos normais e respeitosos, "ofende" os que lá estão, como dizes divulga-os e leva outros a saber quem foram. Outros, que provavelmente como muito bem apontas nem sabem bem quem são, ou não diriam que sepultado no Panteão está, quem nunca lá esteve.
Quanto aos incêndios, esperemos com calma sentados e para o ano (deus permita que não, ou quem possa intervir nisso) é o mesmo fadário. Sem mortes, porque é inadmissível que tenham morrido da forma que morreram e esta corja toda continua com o ping pong do laxismo e da pouca vergonha. Quando, na casa do Primeiro ministro faltar a água para a primeira dama se lavar por baixo, resolve-se o problema da seca. Quando Marcelo deixar de ser cínico, com Costa e Medina, saberemos que todos eles sabiam, como autorizaram o jantar no Panteão que depois negaram saber que ia dar-se. Boa semana, Robinson! Fantástico post. Os destaques... é aquela. Uma miséria. Publicações assim, passam-lhes ao lado. Deve-lhes custar a ler, ou então a perceber o que deve ser privilegiado. Tudo de bom!
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De Anónimo a 14.11.2017 às 14:59

O Sapo diz que anda atento a este e outros blogs, mas vai-se a ver só destacam caca ( incluo-me nesta, claro).

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De Maria Araújo a 14.11.2017 às 14:59

Bolas, o anónimo é aqui a cantinho.
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De Sílex a 15.11.2017 às 18:03

Vês como dá resultado a alguns falarem sobre aquilo a que o Sapo anda atento?! "Alguns", claro.
Espero meu amigo, sinceramente, mas estou em crer que sim, também sejas um dos "convocados" para os Sapos do Ano! A nova moda da "estação" Outono/Inverno Sapal.
Eu até te podia adiantar já alguns resultados do que ganharão.
Esta plataforma cada vez está mais podre.
Beijoca, grande e desculpa não comentar o teu post de hoje mas quando não vou acrescentar grande coisa, ou assumo a minha pouca informação sobre o assunto não me pronuncio, para dizer bacoradas mais vale estar calado, embora goste sempre de te ler e aprender imenso também, sobre algumas coisas o que desconhecia. Bom resto de noite! Tudo a correr bem.
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De Robinson Kanes a 16.11.2017 às 08:39

Desde que não seja engolir sapos :-)))))

Ora essa, não é uma obrigação...

Que tenhas um excelente dia :-)
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De Sílex a 14.11.2017 às 15:38

A beleza e a humildade de nos considerarmos "caca," no meio da "caca" geral, é isso mesmo. Reconhecer que somos todos iguais. Ninguém é mais "caca" que ninguém. Desculpe, responder-lhe, mas o seu comentário apareceu-me no email e pensei fosse também do Robinson e vinha dizer isto mesmo, numa graçola sadia.
No fundo não importam os destaques. Para mim, nem existiam. Se a ideia é dar a conhecer outros blogs, de acordo, torna-se mais fácil. Se é premiar, há premiações a meu ver lamentáveis (não querendo menosprezar ninguém, ou dar a impressão que me estou a considerar alguma coisa de jeito, tenho perfeita noção da caca que sou ) e nesse caso estamos completamente de acordo. Acho que esta "coisa" de destaques só traz ao de cimo o pior das pessoas. E a muita vontade que alguns têm de se "salientar" quando há por aí pessoas fenomenais a escrever (aqui temos um caso) que passam ao lado do merecimento que lhes é devido. Mas como disse. Para mim, e já o disse há muito os destaques não valorizam em nada o que às vezes se pretende valorizar. Pelo contrário.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 15:00

Tanta coisa e andamos a criticar o jantar. Depois choramos se o evento não se repetir por cá. Paddy Cosgrave e a organização foram apunhalados nas costas pelos políticos que lhes apertaram a mão... E cidades para receber a "Web Summit" não faltarão...

Os incêndios é como tenho dito, esperemos pelo folclore natalício com as fotos e "selfies" em Pedrogão e outras localidades. Algumas medidas foram tomadas, mas...

E sim, todos sabem dos jantares no Panteão, quem se move no meio sabe...

O resto, já sabemos...

Obrigado "Sílex"...


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De Sílex a 14.11.2017 às 15:40

De nada é sempre um gosto ler-te! Boa semana!
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 15:42

:-)

Boa semana!
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De cheia a 14.11.2017 às 20:05

A inovação não para! Portanto, não vale a pena estar contra ou a favor. O que interessa é coloca-la ao serviço das pessoas, o que não tem acontecido, principalmente com algumas categorias profissionais, que se tornaram escravas da tecnologia.
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 20:45

Também é uma grande verdade! Muita já está ao serviço das pessoas efectivamente, nós é que estamos tão habituados que nem reparamos...

Categorias profissionais e pessoas no seu dia-a-dia não profissional...
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De HD a 14.11.2017 às 20:35

E a aplicação de toda esta tecnologia de ponta... no que realmente interessa?! :s
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 20:46

Alguma já é aplicada efectivamente... Agora passa muito pelas pessoas e no modo como deve ser gerida.
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De HD a 14.11.2017 às 20:47

Sim, mas nem sempre a preços suportáveis ou acessíveis a muita gente...
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 20:52

Tens razão... Embora algumas até seja bom que não estejam... No caso da IA esse poderá ser um dos riscos...

Mas olha que há tecnologia (gadgets) a preços bastante elevados e não é por isso que ficam na montra :-)
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De HD a 14.11.2017 às 20:57

Agora... deixaste-me sem argumentos! :-)

As mesmas pessoas que se queixam de falta de tecnologia prática e útil... são os primeiros a gastar um ordenados em IPhones... :s
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 21:03

Isto é a velha história... Acha-se caro pagar 50 euros por um dentista, mas já não se acha caro pagar 2500 euros por uma TV. Acha-se absurdo que um psicólogo ou até um psiquiatra cobre 50 euros por uma hora de consulta que se reflectirá no nosso bem-estar a longo prazo, todavia já não se acha caro pedir um empréstimo para pagar um telemóvel de 600 euros. Pior, para o dentista e para os outros dois não há opção (ou há, é não ir) mas para as nossas escolhas em termos de "gadgets" existe sempre algo mais.

Cada um é livre de escolher, e isso não se discute... Não podemos é reclamar depois...

Agora se me disseres que um equipamento hospitalar podia ser mais acessível? Concordo, embora também reconheça que por detrás estão anos de I&D e toda uma equipa de profissionais altamente qualificados e, nesses casos, bem pagos.

Ainda no outro dia me diziam: os automóveis são caros! Só os custos que a indústria automóvel tem assustariam qualquer um e além disso pensem nos impostos a que os mesmos estão sujeitos. No fim, em algumas situações (não todas) até vamos é achar que o automóvel é barato :-)
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De HD a 14.11.2017 às 21:06

Mentalidades retrógradas... :\

Que resumo acertadíssimo da nossa realidade.
Identifico todas estas tristes situações... -.-
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 21:10

A verdade é que estamos mal habituados... E agora acabámos a discutir cultura e pessoas... Interessante, quando o tema era tecnologia, aquilo que estamos a defender :-)
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De HD a 14.11.2017 às 21:11

Creio que apontamos a nossa bússola para o que não está em evolução e precisa urgentemente de uma global summit... :-)
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 21:14

Têm que caminhar lado a lado, é inevitável para que as coisas sigam um caminho evolutivo, sustentável e ético.

Se reparares até tens algumas "global summits", todavia os resultados são parcos. Olha a questão do ambiente por exemplo? Depois tens o Fórum Económico Mundial e outros, mas no fim... E sejamos sinceros, o cidadão comum também não é lá muito participativo.
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De HD a 14.11.2017 às 22:12

Nem me fales na questão do ambiente... :|
Sim, o cidadão comum só se manifesta com likes e erros ortográficos :-)
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 22:16

Prometo não falar no Acordo de Paris :-)

O "like" e o comentário são o "outsourcing" da cidadania.
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De HD a 14.11.2017 às 22:20

;)

Essa está mesmo de mestre... RH :-)
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 22:23

Mestre de obras :-)
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De HD a 14.11.2017 às 22:26

Ainda por fazer ;p
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 22:30

Agora é que disseste tudo, um "uppercut" e "KO" no Robinson!

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