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Fonte da Imagem: <a href='http://www.freepik.com/free-photo/blond-businessman-happy-expression_1030499.htm'>Designed by Freepik</a>

 

Ultimamente, sobretudo em redes profissionais, quantas vezes não lemos/ouvimos um coro de indivíduos "altamente motivados" a proferir as seguintes afirmações:

 

Na minha área nunca me deito antes das duas da manhã!

Entro sempre cedo para o trabalho e nunca tenho horas para chegar a casa!

Não tenho tempo para a minha família e mal vejo os meus filhos mas adoro o meu trabalho e dou tudo pelo menos!

Passo o dia em reuniões e trabalho tanto, mas tanto, mas tanto mesmo que não sei se chego aos 50 e adoro é tão bom!

Lido com clientes do pior e faço todo o trabalho do meu escritório mas é tão bom trabalhar em equipa!

O que eu gosto no meu trabalho é de trabalhar muito, mas muito mesmo até cair e estou sempre a sorrir!

 

Por norma, estas afirmações surgem sempre seguidas por um:

 

Mas estou super motivado, adoro o meu trabalho, é aquilo que eu gosto mais e todos os dias me entrego de corpo e alma, porque é mesmo um sonho!

 

Das duas uma: ou estamos perante indivíduos que têm um problema com a sua vida pessoal e veiculam todo o tempo para o trabalho, ou então são efectivamente... estúpidos.

 

Sou muito pragmático no trabalho. Já realizei trabalhos apaixonantes, já me deparei com meses sem vir a casa por causa do trabalho, nunca soube o que era sair mais cedo e muito menos sou daqueles que defende que viver sem trabalhar é possível e basta acreditar nos "Chakras" que se consegue tudo. Em suma, gosto de trabalhar, mas... meus senhores, poupem-me o discurso de que chegar aos 30 anos completamente arrasado e que trabalho e mais trabalho é que é bom, mesmo que sejamos um autêntico autómato. Não, não é! Além de que trabalho sem o lado familiar e de lazer não é... trabalho. Lamento se vos desiludi e se provavelmente gorei as vossas expectativas de agradarem ao vosso empregador... a não ser que, esse empregador seja aquilo a que em Espanha chamam de "negrero".

 

Todavia, também é interessante reparar que muitos destes trabalhadores 24/7 quando recebem uma chamada ou um email às seis da tarde não respondem porque já saíram do trabalho. Também é interessante reparar que muitos deste trabalhadores de árdua entrega, à sexta-feira, passam o dia a colocar informação nas redes sociais e a enviar emails aos colegas com frases como: "yuppppppie é sexta-feira, vem aí a rambóia do fim de semana!". Também é interessante ver as redes sociais, não profissionais, destes indivíduos com fotos de boa vida e pouco de trabalho. Finalmente, também é interessante, vocês estarem a fazer horas no trabalho ou a trabalhar durante o fim de semana e feriados e os convites para jantaradas e afins não pararem de cair... e quem convida? Estes profissionais que nem sabem o que é ir à casa de banho porque estão sempre a trabalhar.

 

E alguns dirão: "mas eles até enviam emails às duas da manhã!". Sim, eu também, sobretudo se passar o meu dia nas redes sociais e não me dedicar ao trabalho... ou então, programar o meu outlook (caixa de correio) para descarregar um sem número de emails a horas menos próprias - digam lá que não fica bem? Robinson trabalhador. Além de que, enviar emails, para mim, não é trabalho a não ser que se trabalhe em assistência ao cliente e se use essa via para prestar esclarecimentos. Fraco profissional e fraca chefia que mede a produtividade baseada na quantidade de emails enviados.

 

Em suma, se assistisse a um colaborador meu com este discurso, pensava duas vezes na manutenção deste na minha organização, pois está a passar uma imagem de que o cuidado com os colaboradores é igual a nada. Também aposto que, publicamente, estaria a piscar o olho a uma outra organização, ávida de contratar profissionais que só sabem trabalhar e andam sempre com a manta atrás qual personagem de Charlie Brown. Isto, talvez, porque está cansado e detesta a minha organização!... Ou então, porque... somente é parvo.

 

Boa semana, bom trabalho...

 

P.S: também não percebo porque é que quando procurei imagens para este artigo, sempre que utilizava a palavra trabalho, praticamente só me surgem indivíduos ao computador ou a sorrir (aquele sorriso forçado) em ambiente de escritório...

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53 comentários

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De Chic'Ana a 26.04.2017 às 10:38

Eu acho que o ideal é encontrar um ponto de equilíbrio, entre a vida laboral e a vida familiar, só assim poderemos ser completos em ambas as vertentes!
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 10:48

É esse o ponto nevrálgico da questão, embora o texto procure mexer com outras questões :-)
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De Marta Elle a 26.04.2017 às 11:28

Isso faz lembrar aqueles estudantes que dizem " Não estudei nada para o teste" e depois tiram uma bruta nota. Por mais que nos queiram convencer, sabemos que não é verdade.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 11:31

Olha que bem lembrado :-) e o inverso da questão…

Isso acontece, porque na nossa cultura, dizer que se estudou para um exame ainda não é bem visto pelos pares… e essa, é uma lição que começa bem cedo...
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De Marta Elle a 26.04.2017 às 11:44

Acho que não é só isso, é também a gabarolice falsa de "Eu sou tão inteligente que nem preciso de estudar" e, em alguns casos, também a tentativa de sabotar os outros. Quando questionados antes do teste «, pelos colegas, sobre alguma dúvida não sabem responder porque supostamente não estudaram.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 11:52

Por acaso nunca vi as coisas desse ponto de vista, do "sou tão inteligente que nem preciso de estudar", confesso. Mas sim, faz algum sentido :-)

Se os colegas forem preguiçosos acho bem que também não façam esse trabalho por eles, por outro lado, se é uma dúvida pertinente e fruto do estudo, concordo que o apoio deve ser dado...
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De Marta Elle a 26.04.2017 às 12:15

Se um aluno tem uma dúvida antes de um teste é porque estudou e tem interesse.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 12:18

Passa tudo pelo sentido de interajuda entre os colegas… algo que deveria ser estimulado e nem sempre o é.
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De Cecília a 26.04.2017 às 12:00

estúpidos e falhados (no que à vida pessoal diz respeito) e totalmente boçais profissionalmente falando. habituram-se (desde a mais tenra idade académica e familiar) a levar a vida compartimentada e a debitar coisas que engoliram sem sobre elas raciocinar.

mas parece que agora é in ingerir micro LSD...

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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 12:18

E pronto… chegou a Cecília e partiu a loiça toda :-)
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 12:21

Por vezes é preciso :-)
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De Maria a 26.04.2017 às 13:43

tenho duas coisas para te dizer sobre a frase: "Das duas uma: ou estamos perante indivíduos que têm um problema com a sua vida pessoal e veiculam todo o tempo para o trabalho, ou então são efectivamente... estúpidos."

Sim e sim, as 2 estão corretas!

de nada ;D
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 14:38

ahahhahahahha

Fico contente por não ser o único a assistir a estas coisas...
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De Maria a 26.04.2017 às 16:27

Não és, de facto :D
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De Rita PN a 26.04.2017 às 15:30

Ahaha és demais!
Estou convosco nesta hora!

Ninguém no seu perfeito juízo e em pleno estado de equilíbrio emocional prefere e eleva o prazer do trabalho em detrimento da sua vida pessoal, familiar e afetiva. Quando isso acontece cuidado, ou se sofre de algum distúrbio psíquico, ou é uma forma de (julgam eles) vingar certos complexos existenciais, de fugirem de outros, de se elevarem a eles próprios ou de simplesmente serem estúpidos.

Conheço casos em que lhes faz bem ao ego dizer-se a seu respeito "bolas, tu não páras, estás sempre a trabalhar". Outros, desculpam o défice na parte afetiva dizendo e mostrando "estou sempre a trabalhar tenho lá eu tempo para ter mulher/marido".
E dava-lhe mais exemplos, que julgo não serem necessários.

Agora tirem-me uma dúvida, qual é mesmo o objetivo daqueles profissionais de coaching quando, em todas as fotografias e vídeos sem excepção, ostentam um enorme sorriso que se vê perfeitamente ser forçado? Eles acreditam mesmo em tudo o que dizem? Não, não acreditam. Mas é o trabalho deles, vender um sonho, certo?
Um sonho que passa por dedicares tudo e abdicates do resto, em prol do trabalho, numa ilusória esperança de que, seguindo todos aqueles conceitos e dicas pré-establecidas e infinitamente treinadas, se alcance o tão desejado sucesso profissional e pessoal, que surjam no mínimo quatro zeros ao lado direito do primeiro digito na conta bancária e que o sonho (que muitos nem sabem definir nem priorizar) se concretize.
Ora, de uma coisa eu tenho a certeza, não existem trabalhos de sonho, há trabalhos que nos dão prazer e outros que não. Sendo que, os primeiros nos poderão ajudar a concretizar sonhos. Quando assim é, alcança-se o tal equilíbrio emocional, profissional e profissional que nos permite sentir realizados e sim, até o trabalho parece ser um sonho. Mas tudo porque estamos de bem para connosco. Não me venham dizer que quem se afoga no trabalho sem levantar a cabeça é feliz, porque não é.

E a propósito de vender sonhos:

[ A busca pelo sonho contaminou tudo. E se, até certo ponto, não há sonhos impossíveis, falhar é pelo menos tão certo, se não mais, quanto triunfar. A “venda” do sonho “nos anúncios da tv, nas redes sociais, em todas as campanhas publicitárias nos jornais e pela rua” como algo que “tem que ser conseguido” é uma coisa que “acentua a exclusão social”. Isto porque “se a pessoa não conseguir transformar um desejo numa concretização pessoal a frustração é muita” e “é cada vez mais difícil concretizar os sonhos por causa da precariedade laboral”. ] - Do artigo que te deixei, Robinson.

Por isso esses pseudo-maquinas que tirem uns dias e vão sorrir um bocadinho, mas a sério e com prazer.
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De Maria a 26.04.2017 às 16:30

Acho que nem o saberiam fazer, os infelizes... (sorrir um bocadinho, mas a sério e com prazer.)
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:25

E com este tiro de caçadeira de cano duplo, sai uma grande verdade...
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:49

Há vários "profissionais" para diferentes áreas de "coaching". Ou seja, cada um, se auto-intitula "coach" disto e daquilo. Até já tive conhecimento de pessoas que se auto-intitularam psicólogos clínicos, vê a gravidade da questão. Existem muitos mas os profissionais escasseiam e, por norma, não se publicitam muito.

Alguns têm um curso, mas são cursos que nem sempre são certificados e… mesmo que o sejam, nem sempre são avaliados no pós-curso e isso funciona como muitas outras áreas: tirar o curso é fácil e é uma coisa, ter vocação e ser bom profissional é outra.

Muitos "gurus" partem também de que o ser-humano é perfeito. Não é! Muitas vezes também estão longe das organizações quando a um nível empresarial. Conheço uma pessoa que já travou mil e uma guerras na defesa do "coaching" interno nas organizações. O resultado tem sido de uma eficiência única face a um serviço externo…

Definir "coaching" levar-me-ia a ficar aqui demasiado tempo, mas um "coach" seja ele qual for que… venda um sonho… fujam dele, não é um "coach" é um astrólogo ou um vendedor de automóveis.

Estamos demasiado focados no sonho mas esquecemos, ao criar a apologia do sonho, de desenvolver mecanismos para lidar com o falhanço! Já se fala de falhanço, muitos dizem que tem de ser tido em conta, mas quem o diz nunca fala dos seus falhanços ou, quando fala, é uma linda história de encantar.
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De Rita PN a 26.04.2017 às 20:04

"mas um "coach" seja ele qual for que… venda um sonho… fujam dele, não é um "coach" é um astrólogo ou um vendedor de automóveis." - não posso rir mais! ahahahaha O que me veio à ideia depois disto foi no minimo hilariante

"Estamos demasiado focados no sonho mas esquecemos, ao criar a apologia do sonho, de desenvolver mecanismos para lidar com o falhanço! Já se fala de falhanço, muitos dizem que tem de ser tido em conta, mas quem o diz nunca fala dos seus falhanços ou, quando fala, é uma linda história de encantar." - Aqui é que reside a questão. O falhanço é sempre tema tabu. Não se fala, ou quando se fala a história é deturpada. É como se falhar fosse crime, não é bem visto, não é tido como consequência natural de ações levadas a cabo por seres humanos que, pelos mais diversos motivos, não correram pelo melhor ou como previsto. Saber lidar com o falhanço e com o fracasso deveria ser ensinado desde cedo. As frustrações são parte integrante da visa, ignorar porquê? Fingir que não porquê? Hoje em dia, os pais querem os filhos perfeitos e nem nas coisas mais básicas aceitam que o filho erre, ou faça menos bem. Tem que errar. Tem que fazer mal feito. Tem que cair para se poder levantar. Tem que conhecer a consequência das suas ações. Tem que aprender que nem tudo o que faz traz o resultado esperado. Tem que saber que quando corre mal não é o fim do mundo. Claro que há situações em que devem ser castigados, mas há outras em que não. Caso contrário só estamos a criar personalidades frágeis com medo de errar e de falhar. Logo, quem tem medo não faz, deixa-se ficar. Não arrisca. E vive constrangido pelo medo e pelas barreiras que não ultrapassa com medo da represália social ou familiar. ( Isto dava grande conversa...)
Mas tudo para te dar razão.

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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 20:57

Podes partilhar, mas é o mais real que existe… o trabalho de um "coach" não pode assentar em sonhos.

Anos e mais anos e mais anos… e mais anos… de Humanidade ainda não nos ensinaram que aquilo que mais fazemos é falhar :-)

Falas dos filhos, mas olha que existem pais que já decidem o sexo, a cor dos olhos e outras coisas dos filhos… isso não é estudado, ou é pouco, sobretudo ao nível da componente emocional.

E agora vou cair no "cliché": "errar é humano".

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De Rita PN a 26.04.2017 às 21:16

De todo não pode assentar em sonhos. Mas que o fazem, fazem... (Esses não profissionais, mas que assim se intitulam).

Olha, não sei se não ensinaram ou se nós é que não queremos aprender.

Ai que agora é que tu foste falar num tema tão sensível para para os bem falados da sociedade... seleção de genes, barrigas de aluguer, inseminação...
Cada vez mais se idealiza a perfeição, projectando nos filhos aquilo que não se é, aquilo que não se foi ou que simplesmente se gostaria de ser.
Não é estudado porque move milhares e não convém. Quem o faz não é o cidadão comum, é o cidadão capaz de mover influências, é o cidadão de nome sonante, é o chamado figura pública, é o político de alto cargo, é o que já é perfeito aos olhos de alguns (mesmo que a sua vida mais não seja do que uma caderneta colecionadora de fracassos emocionais por não saber lidar com a exposição que tem).
Querer ter o filho perfeito é claramente sintoma de distúrbio emocional. Porque qualquer filho é (ou deveria ser) perfeito aos olhos dos pais, com todas as suas imperfeições.
Já modificaram a estrutura física da Barbie, mas esqueceram-se que o importante (é que tem que ser trabalhado) reside dentro da cabeça.

E totalmente de acordo com essa velha máxima: "errar é humano".
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De Robinson Kanes a 27.04.2017 às 09:01

Seria interessante aprofundar mais o que leva as pessoas a tomarem determinadas opções… acho interessante que se fala de egoísmo para os que não desejam ter filhos, mas… por exemplo… não se fala do egoísmo de ter um filho com TDI, ABS, ESP, Sensor de Estacionamento, Bancos Aquecidos, NAVTECH e por aí adiante :-)

O que leva uma pessoa a querer uma cirurgia plástica, por exemplo. Nada tenho contra a prática, se a pessoa se sente bem… óptimo! Mas, o que é preciso ser trabalhado para chegar aí? O porquê da escolha? Caso contrário caímos no erro do "stressado" que encontra paz nos chocolates… paz momentânea...
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De a mãe dos PP's a 26.04.2017 às 14:58

Duas coisas na vida que nunca entenderei: Quem não estabelece laços por razões profissionais e um abraço negado! mas eu sou uma rebelde!
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:18

Isso não é rebeldia, é ser-se humano...
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De Mamã Silvestre a 26.04.2017 às 16:34

Eu acho que devemos conciliar a profissão e a vida pessoal... antes de ter o meu filho também "abusava" mas agora deixo bem claro que tenho outras prioridades.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:20

Cabe-nos ter um pouco de organização e também ter um ambiente de trabalho onde se procure essa organização… onde isso acontece os rácios produtivos são bastante tentadores.
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De Luís costa a 26.04.2017 às 17:20

Lá está você com as suas visões sempre verdadeiras da realidade.muitos aldrabões não vão gostar.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:20

Não diga isso :-)

Todas as opiniões cabem, uns deturpam é mais a realidade que outros :-)
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De Kalila a 26.04.2017 às 17:22

Parabéns por este post, amigo!!!
Do meu ponto de vista, as pessoas andam todas muito competitivas, no pior sentido. Tudo quer ter sempre mais e melhor do que o outro, vangloriam-se com as "vitórias" e nem sempre estas são reais. E muitas vezes o engano funciona só consigo próprio ou até nem isso consegue.
Em questões laborais isto dava para um livro completo e não se esgotava o assunto. E nem o livro esgotava nas bancas porque uma boa percentagem procura é fugir do desemprego ou dos empregos precários, que alguns conseguem disfarçar, como muitas das situações que brilhantemente expuseste e que não são nada mais do que isso.
Neste mundinho, todos temos que trabalhar porque é assim que se vive e, mesmo quem não precise, alguma coisa deve ter para fazer, quando não morre-se estúpido. Isso faz com que, dependendo do empenho e da arte, muitos queiram ser "diferentes" do rebanho, melhores que tudo e que todos, vaidosos do que até nem têm (mas gostavam), ciosos do seu grau de importância, briosos de conquistas estúpidas e mais uma enorme lista de "modernidades". Pouco há de real e lógico em tudo isto.
A minha experiência é vasta até de áreas e, digo-te, muitos adoram de facto trabalhar e o que fazem mas são uma ínfima minoria, a enorme maioria só trabalha porque tem de ser mas " faz-se" o maior dos maiores, sob todos os aspetos. E descura-se a família, os amigos, o namoro, o descanso mas é isso que está na moda e prontos.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:34

Eu defendo a cooperação com uma competição saudável em muitas situações… na verdade são as pessoas e muitas organizações que também fomentam esse espírito, depende muito da cultura de uns e de outros. Mas na verdade, a competição hoje, está em todo o lado, não só na vida profissional… e as consequências estão à vista…

Concordo quando afirmas que existe uma grande maioria só trabalha porque tem de ser. Tenho tido essa discussão e até já me vi envolvido numa intervenção que se focava nisso: uma organização, cujas chefias (com muitos anos de casa) trabalhavam para o salário (em meu entender demasiado elevado para as posições e produtividade). Isto levou a que a inovação, o acompanhamento das equipas e dos tempos ficasse para trás e… mais que isso, a vontade em melhorar também. Eu teria boa solução e, perdoa-me a rigidez, seria o despedimento, só que em Portugal despedir por incompetência é um drama e nem todas as organizações têm orçamento alocado para valores tão altos… Estamos a falar de chefias que nem sequer compareciam na unidade dias a fio…

A conclusão foi óbvia, apatia e trabalhar para o salário. Querer mudar, foi outra história e efectivamente conseguiram-se alguns resultados, mas… em meu entender, não os suficientes, porque faltava essa vontade, esse espírito em querer fazer mais. Nesta intervenção também foi encontrada muita competição mas, a competição era face às nova pessoas que entravam e cuja taxa de "turnover" estava perto dos 90%!!!!!!!! A entrada de mentes mais frescas era um problema.

Desviou-se aqui um pouco o tema, mas também tocaste em pontos que são importantes focar…
Também falas da literatura, mas muita dessa literatura é dedicada a grandes organizações baseando-se que o mundo é perfeito e… não é.
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De Kalila a 26.04.2017 às 20:26

Só falei num livro porque o tema é vasto mas tens toda a razão: quem escreve tratados desses parece que vive noutro mundo, sim. E empresas que funcionam como a Microsoft e outras, que parecem uma maravilha para se estar, escondem os porquês de funcionarem assim, nem tudo são motivos de mercados aguerridos, a maior parte ronda a corrupção, o funcionário deixa de ter direito à sua própria inteligência e discernimento. E é se quer continuar a ter mordomias! No outro extremo estão os "casca grossa", os que "escravizam" tudo o que trabalhe para eles, incluindo chefias. Conheci vários "casca grossa", infelizmente, são sempre intocáveis, claro, e dependendo do ramo, até andam em revistas das especialidades, alguns são até incultos e outros aparecem ligados a processos mediáticos de justiça, enfim...
No fundo, na minha opinião, os maus ambientes laborais e as prestações duvidosas devem-se a problemas dos "topos", alguns de má organização e gestão, a maioria de vícios velhos da própria estrutura empresarial "tuga", que ainda vive no "tempo da outra senhora".
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De Robinson Kanes a 27.04.2017 às 08:50

Penso que é falando nas coisas como elas são que se pode resolver muita coisa e até melhorar a produtividade e o bem-estar.

A organização perfeita não existe, aliás, quem pensar o contrário é tolo. Nem as famílias e os amigos são perfeitos, porque o seria uma organização empresarial?

Penso que, no caso português e não só, o cancro está no "middle management", é aí que muito há a fazer no que concerne ao desenvolvimento das organizações. A incompetência e a falta de competências pessoais e sociais e humanas é gritante nesse lote de chefias… e não sou só eu que o digo, aliás, muitos são os quadros de topo e até de "middle management" que partilham desta opinião.
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De HD a 26.04.2017 às 18:51

Looool
Essa de programar a hora de envio dos e-mails já é cada vez mais tema de chacota :D
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:21

É preciso mostrar que se trabalha, mais do que trabalho… isso para mim é insegurança...
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De HD a 26.04.2017 às 19:23

E chico-espertismo, tão típico tuga... :\
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:34

Quando crias algo, já alguém pensou em como é que vai contornar :-)
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De HD a 26.04.2017 às 19:36

Qual aperfeiçoar ou contribuir... :)
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 19:37

Isso dá trabalho…

Quando falas em aperfeiçoar, é interessante. Muitas criações ou empreendimentos, teriam muito a ganhar se, ao invés do arranjar uma "cópia" barata ou contornar o avanço, outros se unissem na criação de produtos acessórios...
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De HD a 26.04.2017 às 22:11

Eu falei em aperfeiçoar porque é precisamente o que sinto, quando alguém contorna deliberadamente um tema e volta a relança-lo... 'noutros moldes' -.-
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De Robinson Kanes a 27.04.2017 às 08:51

Estás sempre lá! :-)
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De HD a 27.04.2017 às 20:45

Grazie, sir :)
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De miss queer a 26.04.2017 às 19:52

por acaso, tenho mais do que um trabalho.
tenho o trabalho fixo e faço trabalhos enquanto freelancer (para mais do que uma empresa). são em áreas diferentes e ambas as áreas me apaixonam, não consigo abdicar de nenhuma delas.
às vezes tenho de trabalhar até às tantas, abdicar de fins de semana... mas nunca pela cabeça me passaria fazer disso uma constante. é uma exceção à regra.
o tempo com a família e amigos é precioso. e já recusei trabalhos para o poder ter.
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De Robinson Kanes a 26.04.2017 às 20:02

Concordo, uma espécie de tudo tem um limite e tu sabes até onde podes/queres ir.
Muitas vezes temos de trabalhar mais e muito e aí sim, é importante estar motivado para levar as coisas a bom porto :-)

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