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Eu Defendo a PSP!

por Robinson Kanes, em 12.07.17

pspanimais.png Fonte da Imagem: http://p3.publico.pt/sites/default/files/4_2013/pspanimais.png

 

É necessário saber reservar-se: esta é a prova mais forte de independência.

Friedrich Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"

 

 

Uma das formas mais interessantes que tenho de dar seguimento a este título é o facto de que sempre que alguém na PSP (Polícia de Segurança Pública) prevarica contra a lei, isso ser uma notícia que mexe com o país e com determinados sectores que não se tranquilizam enquanto não assistem a um julgamento público no pelourinho! Um pouco como o "homem que morde o cão", ou seja, que casos destes são isolados. E isso deixa-me contente e com confiança nas forças policiais...

 

Aqueles que esperam ler também um comentário ao processo que está a decorrer no âmbito das agressões no Bairro da Cova da Moura, devem procurar outro espaço, não conheço os detalhes do processo para começar a emitir juízos de valor. Apenas uma nota: a terem sido cometidos excessos, os mesmo devem ser punidos.

 

No entanto, o que me espanta é o facto de termos instituições que rejuvenescem e mostram todo o seu "poder" quando algum agente da autoridade comete um erro. Um dos maiores exemplos é a Amnistia Internacional, que tem a sua agenda própria (veja-se a tomada de posição em relação à Venezuela) e por certo encontra sempre nestas situações uma forma de "aparecer". Nunca vejo a Amnistia Internacional exaltar o trabalho das polícias quando encontram vítimas alvo de trabalho escravo ou de vítimas de tráfico de humanos, isto a título de exemplo.

 

Mas existem também outras instituições que surgem no espaço público a degradar a imagem de uma outra instituição como se de repente tomassem conhecimento deste tipo de situações pelos media mas apontando um sem número de factos passados. E até chegarmos aqui, porque não se procurou um diálogo? Se Polícia e moradores de bairros problemáticos não se entendem e se existe um sem número de instituições/associações mediadoras - muitas deles financiadas por programas nacionais e europeus, ou seja, por nós - porque é que ficamos com a impressão de que ainda há muito por fazer? Tanto dinheiro investido para tão parcos resultados, não deveria ser alvo da nossa interrogação? Tomara a muitas esquadras da PSP terem o orçamento de algumas associações de solidariedade...

 

E é interessante perceber, sempre que ocorre um crime, aqueles que dizem que os "pretos", os "ciganos", os "amarelos" e os "azuis" não são todos iguais e não devem ser metidos todos no mesmo saco, são os primeiros a medir uma instituição inteira pela mesma bitola quando têm interesse directo nesse espectáculo de achincalhamento público. Estranho paradoxo este!

 

Devemos é procurar saber o dia-a-dia de um agente da autoridade que sabe que vai sair da esquadra mas não sabe se vai voltar! As limitações, os desafios, os perigos... Devemos é procurar saber porque é que se somos todos tão amigos das pessoas destes bairros mas não fomentamos a economia destes mesmos locais! Porque é que não recrutamos aí colaboradores e nem fazemos lá as nossas compras? Porque é que não identificamos os problemas directamente e procuramos soluções? Não chega perder horas a pensar que indumentária devemos utilizar quando visitamos esses bairros, não chega ir distribuir beijinhos e dançar o funaná com um cinismo latente passar a mensagem de que somos todos os iguais.

 

Conheço as duas realidades, e de uma bancada parlamentar, de um sofá ou do alto de um título é fácil opinar e ser politicamente correcto, mas no quotidiano desses territórios, a realidade é outra... Mais uma vez, estamos focados no efeito e não na causa, porque falar de efeitos é fácil, identificar causas requer trabalho.

 

Nota de Rodapé: afinal o material furtado em Tancos valia pouco dinheiro. Não há preocupação! Deve ser porque as granadas baratas não matam tanto como as mais caras.

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Os Drones - Um Dia o Avião Vem Abaixo!

por Robinson Kanes, em 27.06.17

 

IMG_1517.JPG

Fonte de Imagem: Própria

 

Já fui praticante de "airsoft", ou seja, uma modalidade em que uns indivíduos sem muito que fazer se vestem de militares e com armas e equipamentos também militares (réplicas) se dedicam a andar aos tiros com pequenos projécteis de plástico. Alguns andam aos tiros porque sim, outros aprendem estratégia no terreno e outros levam as coisas tão a sério que trazem Damasco para um pinhal qualquer em Azeitão. Para praticar "airsoft", existe a "obrigação" de estar federado, de ter as armas pintadas com uma cor fluorescente nas pontas (eu não tinha, podem atacar-me) e ainda, sempre que se realize uma actividade, informar as autoridades e/ou pedir autorização aos proprietários dos terrenos ou infraestruturas. Imaginem andarem tranquilamente por uma aldeia e aparecerem uns 40 indivíduos vestidos de militares com armas que são iguais à reais. Porque não existe uma legislação eficaz para os drones?

 

Não vou falar dos drones para utilização profissional mas sim dos drones para uma utilização lúdica. Em meu entender, os drones padecem de um dos grandes problemas da actualidade: as leis não conseguem acompanhar as "inovações" tecnológicas (porque não acompanham é outra temática). Actualmente, o mundo está à espera (e não é só Portugal, é mesmo o mundo) que um avião aterre mais depressa e fique feito em bocados para tomar medidas. Existem drones que conseguem atingir os 2000m de altítude! Associado a isto, acontece que um drone é um óptimo invasor de privacidade e transformado em arma de ataque é fatal!

 

Confesso que é preciso debater o que pode ser feito: registo? Proibição para fins não autorizados? Limitar o espaço? Obedecer a regras como já obedecem os aviões de rádio-controlo que têm espaços próprios para a prática da actividade? E fora das áreas controladas dos aeroportos, como é que fazemos uma fiscalização eficaz?

 

Estamos perante um tema mais sério do que parece e a liberdade associada ao consumo desenfreado de brinquedos tecnológicos começa a chocar com outras liberdades e questões anexas bem mais importantes... Assumo que detesto estar a ser sobrevoado por drones, mas por vezes lá tenho de aceitar. Sugiro que quem gosta de ver o que é voar se dedique à observação de aves...

 

Além disso, do ponto de vista do terrorismo, não será o drone uma arma das mais eficazes? Um drone bem equipado pode fazer "maravilhas"! Se eu não posso levar um frasco com meio quilo de mel, ou uma lâmina de barbear num voo, porque é que se permitem veículos aéreos não tripulados a circular impunemente nos céus? E as responsabilidades? Se um indivíduo que passa uma tarde de domingo com o filho a brincar com um drone e faz um avião despenhar-se no Tejo, até onde vai a responsabilidade do mesmo?

 

São questões que importa responder e colmatar com a maior brevidade possível até porque... Acontecimentos recentes demonstraram bem o que o protelar de decisões importantes pode provocar!

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