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Porque Não Sou Apologista de Contra-Concursos!

por Robinson Kanes, em 16.11.17

showtime.jpg

 Fonte da Imagem: http://alpientertainment.com/en/service/showtime/

 

 

Este é o artigo que me pode custar todos os seguidores e todas as visualizações que vou tendo ao longo dos últimos tempos, todavia, e posto que já fui abordado com esta situação cumpre-me também dar a minha opinião, e não, como muitos sabem não me considero um "blogger". Ainda tenho muito que aprender e, muito honestamente, não é a minha área.

 

Espero também que este meu artigo, se for lido, seja entendido como algo construtivo, porque a ideia base deste "contra-concurso" foi muito interessante. Falo do concurso que para melhores "blogs" e que está a ser divulgado nesta plataforma.

 

1. Promover algo como forma de revolta a algo que aconteceu no dia anterior parece-me contraprudecente, esta é a minha opinião. Pode ser uma "brincadeira", mas a fazer que façamos as coisas bem. Maturar a ideia só trará bons resultados a longo prazo. Isto é uma espécie de resposta quente a um "email" que recebemos e não gostamos e que mais tarde tem consequências. Em suma, é o poder a cair na rua e sempre que assim é as coisas não correm bem.

 

2. Um concurso tem de ter regras, este que está a decorrer não as tem. Antes de falar tive de fazer uma pesquisa e vemos "bloggers" a nomearem três e quatro "blogs" para a mesma categoria e outros a não nomearem para todas. Mais exemplos existem, como nomear "blogs" que já estão encerrados. Tem de existir um fio condutor. 

 

3. Defendo que também, sendo um concurso, tem de decorrer em espaço neutro, aliás, até como mais-valia para o futuro, seria interessante ter um espaço próprio. Com espaço próprio quero dizer um "blog" próprio, além de dotar o mesmo dessa neutralidade, poderia e deveria ser gerido por "bloggers" que seriam sorteados à sorte e convidados a gerir o mesmo. À neutralidade seria possível dar um toque de imparcialidade também. Já diz o ditado que "à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta" pelo que seria um bom começo e valorizaria e muito o papel da organização.

 

4. Penso também que seria de bom tom envolver a plataforma SAPO, e digo isto sem qualquer ligação à mesma, até porque quem me segue sabe que nem somos os melhores amigos. Daria até muito credibilidade à iniciativa.

 

5. Temos de ter em conta que o próprio SAPO dá primazia na divulgação de certos "blogs" e "bloggers" e que existem também bastidores activos e que não envolvem o SAPO. Como é que lidamos com esta situação? Não corremos o risco de cair num erro "Orwelliano" e substituir uma elite por outra? Será que estamos mesmo a chegar aos mais escondidos com esta iniciativa?

Como é que podemos conseguir que isso não aconteça? É uma discussão interessante para se ter. Aliás, não existindo um espaço neutro até a própria autora da iniciativa acaba por assumir um destaque face a muitos outros. Aqui vale o que vale, em meu entender, se teve a ideia merece disfrutar da mesma, mas nem sempre o público pensa assim.

 

6. Também não existe um sistema de votação único. Chocam várias formas de votação que levantam algumas questões: Ao colocar nos comentários os "blogs" nos quais vou votar não estou a influenciar outros votantes? Posso! Mas também o IP fica gravado e sabemos que o voto não é repetido, aliás, pode ser mas a origem é diferente e assim podemos reduzir a margem de erro.  Mas em privado a questões também se colocam: quem é que vota? Só "bloggers" ou também podem votar "não-bloggers"? E como é que garantimos que cada "email" por exemplo é único? Não é difícil a minha pessoa criar 100 enderenços e enviar nomeados.

 

7. Finalmente, e não me levem a mal, não vi tanto entusiasmo em criar e aderir a iniciativas de cidadania sobretudo face aos acontecimentos dos últimos meses. Um bom "blog" não deve ter impacte apenas na chamada "blogoesfera", um bom "blog" faz parte e toma parte no mundo real.

 

Nada disto invalida que a ideia não tenha sido óptima, bem pelo contrário - merece, aliás, os meus parabéns. E sim, é uma brincadeira e que todos se divirtam, vale mais alguma coisa do que nada. Eu nem me lembraria sequer...

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Sapo em Modo "It is Leclerc"...

por Robinson Kanes, em 13.10.17

Leclerc.jpg

 Fonte da Imagem: http://alloallo.wikia.com/wiki/File:Leclerc.jpg

 

É impressão minha, ou com as novas alterações aos comentários (bem conseguidas), e enquanto não nos habituamos, andamos todos numa espécie de:

 

 

Em relação aos critérios de destaque...

 

 

 Agora sim... Bom fim-de-semana... Com algum humor...

 

P.S: "rasurando as palavras mérito e qualidade do meu dicionário". 

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Não É Que Não Houvesse em Seara Alheia...

por Robinson Kanes, em 07.07.17

05hd.jpg

Fonte da Imagem: www.citac.org

E aí está...

 

Hoje estou a contribuir para que a Chic'Ana tenha a mais baixa taxa de visualizações de sempre...

 

Não deixem de lá passar e perceber como é que o Robinson Kanes às vezes consegue ser parvo... Fica mesmo aqui!

 

Obrigado à autora pelo convite, é uma honra!

 

Bom fim de semana!

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O Ódio Dos Moralistas...

por Robinson Kanes, em 22.06.17

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Artemisia Gentileschi - Judite Decapitando Holofernes (Galeria Uffizi)

 

Fonte da Imagem: Própria

 

O drama dos incêndios (e outras recentes polémicas) criou um facto curioso e que me fez ir à procura de “material” que permitisse dissertar sobre algumas inquietações e ter também o vosso retorno.

 

De facto, torna-se interessante assistir a um comportamento nas redes sociais e até nos blogs que já não é novo mas que, pela proximidade dos acontecimentos, torna as situações mais evidentes.

 

Vejamos... Nas redes sociais, nos media digitais e nos blogs, de um momento para o outro passamos do sentimento mais comovente e de revolta com os factos para as fotografias das “mini-férias” ou do fim de semana espectacular no Algarve. Rápida a transição do “estou em choque” para o “yuppie” (também existe o contrário)... Sim, estou chocado, mas tenho a necessidade de mostrar ao mundo que estou em “altas”. 

 

Mas o que tem sido interessante é a proliferação da mensagem contra o “ódio”. Hoje em dia, discordar de uma situação ou do status quo é odiar (ou populismo), sobretudo se o ódio for contra aqueles que defendemos (ou somos pagos para defender) diariamente em blogs e redes sociais. Interessante também, que muitos dos que criticam o ódio acabam por incitar ao mesmo, especialmente quando recorrem ao vernáculo e ao ataque directo...

 

Eu tenho mais medo dos “amigos” (e dos alpinistas) que defendem alguns do tal “ódio” e que são privilegiados na comunicação do que daqueles que odeiam e soltam os seus desabafos no momento... É que os últimos não procuram manipular ninguém e tendem a ser insentos. Acredito que muitas vezes só querem justiça, mesmo que não expressem essa vontade da melhor forma. Tenho medo daqueles que vivem tranquilos, à sombra de clientelismos, de uma pseudo-fama e de alguma pseudo-importância que nos tenta ser impingida todos os dias no sentido de nos fazer acreditar que são estes os "representantes" da voz do povo - e não falo de políticos como já perceberam. Não tenho medo do povo "revoltado", aliás, nem qualquer bom estadista tem medo do seu povo...

 

A apatia (ou falsa apatia) tende a reinar sobre a justiça... E se um povo pede justiça, ao invés de também descarregarmos um discurso de ódio, devemos inicialmente pensar o porquê de tanta revolta, de tanto ódio, se quisermos considerar uma solução. A apatia que nos faz ser líderes de uma certa sobranceria virtual não nos torna melhores do que aqueles que criticamos, pelo contrário.  Mas talvez seja mais fácil ignorar a interrogação de Steinbeck e deixarmo-nos arrastar ao invés de nos deixarmos guiar pelos nossos principios. Talvez o retorno seja imediato, porque a justiça é mais morosa e nem sempre nos enche a conta bancária ou o ego...

 

Mas talvez seja isso... Talvez, nós que tantas vezes somos tão solidários e "boa onda", sejamos bem piores que um povo que efectivamente se revoltou com a perda estúpida (sem aspas) dos seus compatriotas... Porque nas cidades, os apáticos e falsos moralistas de sofá continuam a apaziguar à calma de metralhadora na mão...  No entanto, se um dia o país precisar verdadeiramente destes indivíduos, fora do digital e das palavras, serão os primeiros a fazer as malas e a partir. Até porque é sempre mais fácil chorar do que assumir as responsabilidades...

 

 

 

(Este espaço esteve parado durante estes dois dias, por uma razão simples: respeito pelas vítimas e pelo luto e também pela necessidade de ouvir, de pensar... Sobretudo quando praticamente todos querem falar, mas poucos querem ouvir...).

 

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O Blogger (In)Visível...

por Robinson Kanes, em 18.05.17

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Uma Velha Senhora Lendo (Museu do Louvre)

Fonte da Imagem: Própria

 

Continuando a minha senda pelos cinco artigos a dizer bem do que é português, hoje dou comigo a pensar na comunidade deste alojamento que é o Sapo. E de como aqui também há um pouco do que é Portugal.

 

No Sapo, além dos habituais blogs em destaque e dos mesmos de sempre a serem sugeridos, uma espécie de corrida de fórmula 1, onde já se sabe quem ganha (embora na fórmula 1, ganhe quem tem os melhores motores e os melhores pilotos), existe ainda um sem número de blogs “(in)visíveis” e de uma riqueza acima da média.

 

Os “(in)visíveis” são, de certo modo, os mais visíveis, pelo menos para mim. Com algum tempo dedicado à pesquisa, facilmente se encontram aqui grandes blogs... Blogs verdadeiramente dignos desse nome. Blogs que me fazem pensar se não devo acabar com o meu perante tamanha riqueza e desinteresse na exposição...

 

Não vou destacar ninguém em particular, não quero correr o risco de esquecer algum, até porque também não os conheço a todos, longe disso. Contudo, quero elogiar muitos desses anónimos (outros nem tanto) que têm o dom da escrita, do pensamento, que detêm uma opinião bem formada acerca do mundo que os rodeia, que nos fazem rir e que nos fazem pensar. Existem por aí espaços que são de uma riqueza única e que revelam uma dedicação imensa de quem está por detrás. Muitos nem são demasiado penosos na leitura para o cidadão comum, mas conseguem transmitir uma mensagem clara, com sentido (e sem sentido, pois também faz falta) e dotada de conteúdo. Com uma sensibilidade própria e sem adereços fúteis ou até mesmo discursos construídos, sem lugares comuns, sem serem o prolongamento de uma rede social (ou individual), sem serem estupidificantes... Sem mais do mesmo.

 

Muitos nem os sigo, gosto de ir à procura, de sentir vontade de ir ler e de aprender, chorar ou simplesmente rir. São blogs que nos acrescentam algo, são blogs que não são mais lixo –sem ser em tom pejorativo – que são realidades próprias e que, ao fim do dia, nos dão e fazem acumular um pouco mais de conhecimento e boas emoções. Muitos nem são um verdadeiro tesouro, mas a partilha e a interacção daqueles que os criam, sobretudo nos comentários, são de um valor imenso.

 

Tenho ouvido dizer que em Portugal temos uma maioria silenciosa, os verdadeiros e bons portugueses, os portugueses que estão calados... Os portugueses que não fazem ruído... Talvez por aqui também exista um pouco dessa realidade, no fundo, uma consciência "Nietzschiana" de que existem mais ídolos de que realidades.

 

Para todos esses que andam por aí escrever, que fazem da nossa língua, do nosso pensamento, das nossas vivências e opiniões algo de útil: o meu muito obrigado. E, se por mero acaso, alguns se sentirem esquecidos, lembrem-se que “os grandes actos da vida nunca devem ter público”, já o dizia Vergílio Ferreira no seu “Em Nome da Terra”.

 

 

 

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