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Da Bordeira ao Amado...

por Robinson Kanes, em 14.07.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

De volta à Costa Vicentina, imaginem deixar a Praia de Vale Figueiras e fazerem uns meros 16km para sul, pela EN268 e depois pela Estrada da Praia e chegarem à Praia da Bordeira, também conhecida como Praia da Carrapateira pela proximidade com a Carrapateira e por também ser aí a foz da Ribeira com o mesmo nome. Podem sempre fazer o percurso a pé ou de bicicleta que são apenas 11km.

 

Nesta zona, depois de uma visita pelas localidades da Bordeira e da Carrapateira, nada como seguir em direcção à praia e a partir daí fazer o caminho da Estrada da Praia até à Praia do Amado. Deixem o carro e peguem na bicicleta ou vão a pé, pois serão dos 3,5km mais bonitos e pitorescos que algum dia farão! Recomendo vivamente e é não-negociável, além de que têm passadiços com miradouros que vos permitem ir descansando.

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É neste troço que começamos a sentir a Costa Vicentina verdadeiramente, onde rocha e mar tendem a ser mais austeros e a trazerem-nos já um pouco dos cheiros do Cabo de S. Vicente.

 

Após a Praia da Bordeira, surge-nos a Praia da Zimbreirinha, e é aqui que as portas se abrem para um mundo novo, para todo o expoente da Costa Vicentina e para um local encantadoramente inóspito. Ao longe ainda conseguimos observar a Arrifana, como se a paisagem insistisse em manter diante dos nossos olhos tão belo lugar. Infelizmente, já não é possível apreciar o Portinho da Zimbreirinha e o seu ancoradouro pelafita devido a uma derrocada.

 

Como é bom caminhar ou pedalar e observar as diferentes cores da rocha e do mar que alterna entre o verde água e o azul escuro das águas profundas. Como é bom sentir o vento do atlântico, suave mas ao mesmo tempo com força suficiente para nos fazer respeitar aquele mar donde outrora arriscamos sair em pequenas cascas de noz à conquista do Mundo! Lembro-me agora dos "Navegadores" de Sophia:

 

Esses que desenharam os mapas da surpresa

Contornando os cabos e dando nome às ilhas

E por entre brilhos espelhos e distâncias

Por entre aéreas brumas irisadas

Em extáticas manhãs solenes e paradas

No breve instante eterno surpreenderam

O arcaico sorrir do mar recém criado

Andresen, Sophia de Mello Breyner "Navegadores", Poemas Dispersos

 

De regresso a terra, voltar à caminhada ou sentir aquele vento enquanto nos deslocamos de bicicleta, é algo mágico mas também um verdadeiro postal. O difícil vai ser fazer o caminho sem parar de 50m em 50m.

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Um dos pontos altos deste passeio é a Praia do Portinho do Forno que, além de ser um pequeno porto e o mas antigo da Carrapateira, é também um ponto de encontro para os entusiastas do Todo-o-Terreno (TT), motorizado ou não. Não é incomum vermos pequenos grupos de praticantes de BTT, jipes ou motas de TT. Todavia, aqui podemos parar e contemplar a paisagem imaginando tempos passados em que os barcos atracavam e se carregavam os burros que deveriam levar o resultado da faina para a lota da Carrapateira. Também é aqui que o "puzzle" de diferentes tonalidades da água torna este lugar tão especial. Podem sempre aproveitar e beber um refresco ou até almoçar no restaurante que aí se encontra. 

IMG_3385.jpgE como o caminho se faz caminhando, nada como continuar um percurso que já não queremos que acabe, até porque já vemos a Praia do Amado ao fundo e ficamos com aquele misto de encanto e fadiga mas em que percebemos que afinal não estamos assim tão cansados e queremos que o momento não termine. Uma das formas de prolongar o mesmo será trazer um bom piquenique, ou como se utiliza no Brasil, um convescote. A oportunidade de apreciar uma refeição leve num local destes, nem em muitos dos melhores restaurantes do mundo! 

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Levantemo-nos pois e sigamos em direcção à riqueza geológica e faunística da Praia do Amado, sem esquecer a flora que a tornam num dos locais mais importantes ao nível da preservação de habitats! Um outro habitat muito importante é o dos surfistas, pois é considerada uma das melhores praias a nível europeu para a prática desta modalidade. Esta já é uma praia mais movimentada, pois é escolhida por muitos veraneantes e por empresas de animação turística.

 

Cansados? Porque não voltar para trás e voltar a fazer o mesmo caminho? Eu fá-lo-ia, além de que o fim de semana, para quem o goza, está mesmo aí à porta! Não deixem de ir à Carrapateira e à Bordeira, são duas localidades fantásticas, de boas gentes e que vos proporcionam uma experiência singular onde o campo convive pacificamente e numa harmonia singular com o mar.

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Como estão no Parque Natural do Sudoeste Alenteja e Costa Vicentina, não se esqueçam do "Código de Conduta e Boas Práticas"pois estão num Parque Natural. Pode ser descarregado aqui.

 

Bom fim de semana. Voltarei na terça-feira!

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A Praia de Vale Figueiras.

por Robinson Kanes, em 04.07.17

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Fonte das Imagens: Própria 

 

Como o prometido é devido, porque é Verão e porque depois da Arrifana fiquei de fazer um piquenique, eis que me encontro convosco na Praia de Vale Figueiras!

 

Para lá chegarmos, nada como deixar a Arrifana e voltar à estrada que vem de Aljezur (N120) e virar para onde diz Vila do Bispo e Sagres entrando na N268! Seguindo essa estrada, após uns 4km encontraremos uma placa que diz Vale Figueiras e nada como seguir por uma estrada alcatroada até chegarmos a uma estrada de terra batida e novamente, mais perto da praia, voltarmos ao alcatrão. Também é um percurso que pode ser feito de bicicleta, todavia, já estamos a falar de 22km e de um regresso com uma inclinação por terra batida. Contudo, podem sempre aventurar-se pela estrada municipal 1003-1, sobretudo se vierem da Arrifana, são só 14km mas... Com mais aventura.

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Típica praia da Costa Vicentina, liga à Praia do Penedo, uma outra praia de beleza ímpar! Nesta praia podemos encontrar, sobretudo em época baixa, muitos praticantes de modalidades aquáticas, sobretudo surf e bodyboard e percorrer os quase 3km de praia (inclui Praia do Penedo) numa harmonia perfeita entre a terra e o mar. Para os amantes das bicicletas, sobretudo BTT, como já referi, é também um desafio interessante e a chegada à praia é qualquer coisa de fantástico, pois saímos de pequenos montes e até chegarmos ao meio do areal temos a sensação de estar a atravessar uma porta que nos fará entrar num mundo imenso onde a areia erve de palco para a observação de uma grande parte da costa... Inclusive a Arrifana.

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É um óptimo local para se estar e levar o piquenique. A Praia de Vale Figueiras não é uma praia muito frequentada e as vistas, bem como a própria envolvência tornam-na o local perfeito para estenderem a manta e com a vossa cara-metade, apreciarem ao longe a Arrifana. É também um óptimo local para recuperar energias antes de entrarem nas grandes falésias que ornamentam a costa até Sagres! Para quem tem animais, é também o local perfeito para um passeio, desde que apanhem os dejectos!

 

Como estão no Parque Natural do Sudoeste Alenteja e Costa Vicentina, não se esqueçam do "Código de Conduta e Boas Práticas"pois estão num Parque Natural. Pode ser descarregado aqui.

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Vamos Limpar a Lagoa de Albufeira?

por Robinson Kanes, em 26.06.17

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Bem pertinho de Sesimbra, a poucos quilómetros da praia do Meco, existe a maior zona húmida da Península de Setúbal!

 

Para terem uma ideia, a Lagoa de Albufeira encontra-se classificada como Zona de Protecção Especial (ZPE), como sítio da Rede Natura 2000 (http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/cart) e, a Lagoa Pequena é ainda considerada Zona Húmida de Importância Internacional pela Convenção de Ramsar (http://www.ramsar.org).

 

"A Lagoa da Albufeira encontra-se num sistema dunar, no seguimento da arriba fóssil da Costa da Caparica e tem uma área aproximada de 155 ha, apresentando uma forma alongada e sendo constituída por duas áreas lagunares denominadas por Lagoa Grande e Lagoa Pequena. Ambas estão ligadas por um canal estreito e sinuoso, designado por Bico dos Corvos.

A Lagoa Grande está separada do mar por uma barreira arenosa. No equinócio da Primavera é, em geral, aberta artificialmente uma barra única. No Inverno, durante temporais fortes, a barra pode abrir naturalmente. Nas zonas do litoral existe uma área de dunas. As margens da lagoa têm declives relativamente suaves, mais acentuados na zona norte. Uma boa parte do espelho de água da lagoa está livre de vegetação. 

 

A montante da lagoa encontra-se uma zona palustre formada por uma mancha relativamente extensa de caniçal, designada por Lagoa da Estacada. Actualmente esta zona está separada da Lagoa Pequena por um dique e é alimentada essencialmente pela ribeira da Apostiça. Junto ao dique desenvolve-se uma mancha de salgueiros e alguns choupos.

 

A rodear praticamente toda a lagoa encontra-se um vasto pinhal, onde se destacam o Pinheiro-manso (Pinus pinea), o Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e alguns Eucaliptos (Eucalyptus globulus) e Sobreiros (Quercus suber). Por vezes existe algum estrato arbustivo. Os terrenos agrícolas surgem normalmente nos terrenos de vale de cheia das ribeiras que desaguam na lagoa: ribeira de Aiana, Ferraria e Apostiça.". (Fonte: Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena).

 

A esta riqueza única, associa-se ainda a avifauna, mas disso voltarei a falar neste espaço.

 

Aproveitem o Verão para fazer algo pelo ambiente, passem uma manhã muito divertida e com impacte directo na natureza, eu não faltarei. Deixem-se também envolver num ambiente descontraído e onde haverá espaço para o convívio. Se a praia for a vossa preferência, isso não será desculpa porque a Praia (de Mar) da Lagoa é mesmo ali ao lado. 

 

Finalmente, deixo-vos também uma sugestão: a mata que rodeia a lagoa é vastíssima, levem piquenique, espaços não faltam! Para os mais aventureiros, a bicicleta também é uma óptima opção para passar um dia inesquecível!

 

 

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Aljezur, o Estuário e a Praia da Amoreira...

por Robinson Kanes, em 02.06.17

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Fonte das Imagens: Própria 

 

E porque o tempo convida e... Porque vem aí o fim-de-semana, para alguns... Que tal uma ida à praia? Apanhar sol e passar o dia junto ao mar, que tal? Não!

 

Praia, natureza (não que praia não o seja) e cultura podem conjugar-se perfeitamente. Existe um lugar em Portugal (entre outros) onde é possível conseguir tudo isso num raio de 10km! 

 

Que tal ir a Aljezur e subir ao Castelo? Apreciar ao longe aquele altaneiro monumento e daí contemplarmos o nascer do sol quais sentinelas medievais! Não vão ficar arrependidos porque terão de imediato uma vista para o que se segue e que acabará por preencher o resto do dia. E recordem-se, fica apenas a 60 km de Vila Nova de Milfontes, a 8 km da Praia da Carriagem (lembram-se?) e a 32 km de Lagos!

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Depois da História e de uma viagem pelos tempos medievais, nada como descer pelo castelo e de bicicleta (preferencialmente) rumar à Praia da Amoreira. São apenas uns 7 km!

 

O automóvel é opção e ir a pé também! No entanto, o estacionamento é condicionado e além disso perdem o encanto da estrada que ladeia o estuário-lagunar da Foz da Ribeira de Aljezur. Chegando cedo, é possível aproveitar para avistar a fauna e observar a flora. Para mim é um santuário, na medida em que permite avistar algumas das aves que mais me encantam: a Garça-Real Cinzenta (e que bonita que é) e o Guarda-Rios! Encontram outras como a Galinha-de-Água e também alguns mamíferos como a lontra (boa sorte com esta). Apreciem também as formações rochosas, as lagoas, o sapal, as dunas (apelidadas de “medos da Amoreira” pelos locais) e as arribas. É um local lindíssimo onde os binóculos são recomendados.

 

Se deixarem que a hora de almoço se cruze no vosso caminho, porque não um piquenique? Ali mesmo à beira da estrada, mas com vista para o estuário e para os pastos, onde o gado bovino da região acrescenta mais uma cor à mescla de contrastes!

 

Depois do almoço, nada como um passeio na praias, ribeirinha e litoral, sem esquecer a passagem pela rocha do “treme-treme” onde poderão encontrar vários pescadores de cana na mão à espera dos sargos tão característicos daquela costa. Podem sempre tentar negociar a compra de um ou dois. Confesso, no entanto, que não é de todo o meu peixe predilecto.

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Depois do passeio e da digestão, nada como um mergulho no mar e deixar que o fim do dia chegue para contemplar as cores do crepúsculo... Ali mesmo, sentados na areia. Se estiverem acompanhados, namorem. Namorem muito porque o local a isso convida! E porque não surpreender a vossa cara-metade com uma bebida refrescante no bar que dá apoio à praia e que é um local simpático com uma vista panorâmica sobre a mesma. 

 

Fosse eu, e no fim do dia voltaria ao estuário, pois é a melhor altura do dia para observar as aves! É a hora da Garça-Real... E que encanto é observar tão nobre e portentosa ave!

 

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A entrada na noite pode ser passada junto da fogueira (cuidado com o local onde se dedicam a acender a mesma) a grelhar os sargos, ou então num café tradicional de Aljezur entre uns petiscos da terra e um bom vinho. Mesmo que o vinho não seja grande coisa, nestas alturas e nestes locais tem sempre um sabor especial... Talvez pela companhia. Juntem-lhe uns percebes, um queijo, ou uns bichos (camarões) e têm o momento perfeito! Sugiro que escolham o café menos apetecível e paguem uma rodada a quem lá estiver.

 

Quando deixarem este paraíso, podem sempre atestar o automóvel (se for o vosso meio de transporte) nas bombas de gasolina que ficam à saída da vila para quem vem do sul, sempre ajudam os bombeiros.

 

E nunca se esqueçam! Estão numa área de Parque Natural (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina) por isso é fundamental a leitura do “Código de Conduta e Boas Práticas” que pode ser descarregado aqui.

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Bom Fim de Semana...

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A Praia da Carriagem...

por Robinson Kanes, em 19.05.17

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Fonte das Imagens: Própria.

 

Tudo era claro:

céu, lábios, areias.

O mar estava perto,

fremente de espumas.

Corpos ou ondas:

iam, vinham, iam,

dóceis, leves - só

ritmo e brancura.

Felizes, cantam;

serenos, dormem;

despertos, amam,

exaltam o silêncio.

Tudo era claro,

jovem, alado.

O mar estava perto.

Puríssimo, doirado.

 

Andrade, Eugénio, "Mar de Setembro", Coração do Dia Mar de Setembro

 

 

E chegamos a mais um artigo, o penúltimo, desta série em que decidi mostrar que Portugal também tem coisas boas...

 

Seguindo o entusiasmo das praias e também do Condé Nast - sugeriu os trilhos da Costa Vicentina como uns dos mais bonitos do mundo - vamos a caminhar da Praia do Vale dos Homens até à Praia da Carriagem... Até porque são somente uns 6 kms para sul. O acesso também se faz de automóvel, um caminho de terra batida e com o cascalho a danificar a chapa... Eu gosto e afasta potenciais destruidores de fauna e flora. Podem sempre encontrar algumas indicações no website da Rota Vicentina, pois a praia encontra-se no "Trilho dos Pescadores".

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A Praia da Carriagem não é uma praia muito diferente da praia de Vale dos Homens, diria, no entanto, que a segunda tem um aspecto mais acolhedor, mais encantador até. Contudo, uma das grandas atracções desta praia é o seu anfiteatro natural rochoso que é visível aquando da maré-baixa. Dá para imaginar a "Turma do Nemo" a proporcionar-nos um espectáculo naquele belíssimo cenário natural enquanto, cá em cima, junto à escada, voltamos a ser crianças.

 

A pedra é uma constante, pelo que os banhos também devem ser realizados com muita cautela, pois o solo é bastante rochoso. E por favor, visto que também existem pequenas poças e "aquários" na praia, não se dediquem a capturar a fauna e a flora (peixes, algas, bivalves, estrelas do mar...). As crianças acham extremamente interessante e os adultos também, mas não deixem que o "giríssimo" se sobreponha à preservação dos vários habitats. Podem sempre aprender um pouco e apresentar uma aula sobre vida selvagem e a preservação da mesma aos vossos filhos. Preparem-se também para descer alguns degraus, pois a panorâmica cá de cima não permite a visibilidade que se consegue na Praia de Vale dos Homens.

 

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Finalmente, por se tratar de uma zona apetecível para a pesca, é comum encontrarmos os senhores da GNR a patrulhar a zona. Neste sentido, nunca se esqueçam, leiam ou levem sempre o Código de Conduta convosco, o download pode ser feito aqui. Lembrem-se que estão numa área de Parque Natural, por sinal, um dos mais bonitos e mais exclusivos do mundo.

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A Praia de Vale dos Homens

por Robinson Kanes, em 16.05.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Inauguro hoje, uma série de cinco artigos que visam dizer bem de Portugal. Procurarei mostrar o que temos de bom e, com isso, apontar também que não é só Espanha e outros países mediterrânicos que me apaixonam.

 

Hoje vou estar na Praia de Vale dos Homens, aproveitando o facto de ter falado deste local em artigos anteriores. A Praia de Vale dos Homens é uma das praias que podemos encontrar na Costa Vicentina e que também faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ou seja, uma área protegida.

 

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Em plena zona de planalto, é depois de Odeceixe, na freguesia de Rogil que encontramos este pequeno paraíso. As formas de chegar são imensas, sendo a mais recomendada, a EN120. Já dentro da freguesia do Rogil existe uma placa a indicar o caminho. Quem não gosta de sujar o carro, que não se aventure nas dicas que o colaborador do posto de combustível (REPSOL) da entrada norte da vila dá! No entanto, são óptimas!

 

Chegados a esta praia, nada como seguir pelo passadiço até uma das encostas. Aí, temos uma vista paisagística mais abrangente e, se a maré estiver baixa, as águas e as rochas serão o mote perfeito para não nos fazerem hesitar na descida dos 285 degraus. Não custa muito e o ar do mar ajuda. As pessoas com mobilidade reduzida podem apreciar a partir da encosta já mencionada.

 

Cuidado com as arribas, pois são instáveis, e também com os banhos, pois quando a maré sobe pode levar ao engano os menos cautelosos - grande parte da praia tem um fundo rochoso. Esse fundo rochoso, apesar dos perigos que encerra, cria pequenas poças durante a baixa-mar que fazem a delícia dos mais pequenos! Bem... E dos graúdos...

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Mas nem só as águas e as rochas tornam esta praia especial, pois também a típica Esteva marca presença e divide o seu espaço com a Armeria e o Rosmaninho. No entanto, o que a mim mais me apaixona é quantidade de Ulex Erinaceus.  Fui procurar e é uma planta endémica, exclusivamente portuguesa!

 

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De facto, o sossego que esta praia transmite, mesmo em meses de Verão, é algo que já vai sendo difícil de encontrar e é o mote perfeito para pousar as bicicletas, parar o carro ou conter a caminhada e fazer uma pausa. Mas cuidado! Quando andarem por lá, não saiam das zonas de circulação pois além da Flora, muitas outras preciosidades, como as rochas, são protegidas por lei! Além de que, as autoridades andam atentas a qualquer movimento em falso, nomeadamente a GNR. E nunca se esqueçam, levem sempre o Código de Conduta convosco, o download pode ser feito aqui.

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