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O "Lapa" do Posto de Combustível...

por Robinson Kanes, em 06.09.17

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 Fonte da Imagem: http://www.movies.ie/wp-content/uploads/2017/03/scarface.jpg

 

Lapa

Grande pedra ou laje que, ressaindo de um rochedo, forma debaixo de si um abrigo

Gruta ou galeria originada por erosão; furna

Molusco gastrópode, de concha univalve, pertencente à família dos PAtelídeos, utilizado na alimentação, que aparece com muita frequência preso aos rochedos do litoral, e que, quando grande, é denominado laparão

Pessoa importuna; maçador

Bofetada

lapa in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-09-05 18:51:37]. Disponível na Internet:

 

Sempre preferi lapa a emplastro. Além de ser mais saborosa, adoro arroz de lapas. A lapa é um petisco dos deuses e a figura de emplastro lembra-me sempre indivíduos com dores ou uma figura desdentada e com uma grande pancada.

 

Mas a verdade é que andam por aí umas lapas - ou mesmo laparões- bem estranhas e, por sinal, bem espertas.

 

Começa esta história quando, ao mudar de direcção para um posto de combustível, quase atropelo um indivíduo que se arrastava na entrada de acesso ao mesmo. Não havia passadeira e o mesmo estava escondido por arbustos. Confesso que levava alguma velocidade, o suficiente para o atropelar e lhe causar danos. Sim, basta ir a 40 ou até menos para o fazer.

 

Abro a porta para abastecer... Mas eis que aquele indivíduo de meia-idade, de aspecto algo descuidado e com um caminhar cómico à Cantinflas ou de quem acabou de sair de uma festa bem regada, passa junto a mim e, muito baixinho, solta um “deves estar cheeeeeiiiinho de pressa”.

 

Fiquei com o “cheeeeeiiinho” para mim e continuei a abastecer. Não vendo reacção, aquela personagem digna de programas de fim-de-semana à tarde vira-se para trás e solta mais um “deves estar cheeeeeiiiinho de pressa”. Ignorei, estava num bom dia, aliás, era bem cedo e sou um indivíduo calmo demais para começar o dia a distribuir chapadas. Além disso não sou violento e não procuro agredir indivíduos quando existem câmeras por todo o lado.

 

Não contente com as provocações e, tendo percebido que a miúda do Robinson estava na fila para o pagamento (viu-a abandonar o veículo), colocou-se atrás da mesma, já dentro da área de pagamento e eis que destila mais um pouco do seu veneno com um:

-está cheeeeeeeiiiinho de pressa o seu amiguinho.

 

"Amiguinho", "cheeeeeeeiiiiinho" e um "empurrãoziiiiiiiinho" para a valeta? 

 

Mas, quem conhece a miúda do Robinson, sabe que pode estar a decorrer um bombardeamento que ela simplesmente caminha tranquilamente entre as bombas até encontrar um abrigo chamando para o mesmo todos os que fogem na direcção errada. Perdeu-se um colosso na diplomacia...

 

Eis que senão quando, vem mais uma provocação:

 

- Anda com muita pressa, deve ir a algum lado o engravatadinho, tá cheeeeeiiiinho de pressa.

 

Por acaso nesse dia estava de gravata, e se me tivesse dito isso a mim tinha cometido ali um crime! Não por isso, mas a expressão “engravatadinho”! Lembra-me sempre aquele indivíduo cinzento, desagradado com a vida e sempre apoquentado com o crédito do carro mas que se liberta depois de umas cervejas assim que sai do trabalho.

 

Segundo a miúda do Robinson, o senhor, que por acaso até era parecido com o Chalana, ficou por aí. Embora eu não acredite...

 

Em suma, a história ficaria por aqui e não teria qualquer interesse, se é que tem, se alguém não nos tivesse dito que naquela zona era comum existirem indivíduos que viviam de subsídios ou de sabe-se lá do quê (este é um piscar de olhos ao André Ventura), a provocarem subtilmente outros indivíduos com o intuito de fazer os mesmos "perder a cabeça" e consequentemente partirem para a agressão. Tendo lugar a agressão são chamadas as autoridades que levantam o auto que irá ter continuidade até acabar em tribunal com um pedido de indemnização por parte dos “lesados”. Por norma, escolhem sempre locais com muita gente e com videovigilância.

 

E é assim que um indivíduo calmo e tranquilo fica metido numa grande alhada e perante a luta interior pela qual também o Condenado de Vitor Hugo teve de passar. Eu sei que não é fácil mas, por vezes, ignorar é o melhor remédio...

 

Scarface? Al Pacino? Sempre!

 

Actualização a 09 de Setembro de 2017 - 19h:20m 

 

Muitos Parabéns para:

 

Ana Walgode - Vice-Campeã Mundial em Solo Dance Sénior

Beatriz Sousa - Vice-Campeã Mundial de "Solo Dance Júnior" - Patinagem

José Cruz - Vice-Campeão Mundial de "Solo Dance Dance Júnior" - Patinagem - era o anterior campeão.

Pedro Algode - Medalha de Bronze em Patinagem Artística

Ricardo Pinto - Campeão Mundial de Patinagem Artística

 

Muitos parabéns para a Selecção Nacional de Hóquei em Patins que continua no Mundial da Modalidade, lutando contra o abandono a que este desporto, onde éramos os melhores, tem sido deixado.

 

Parabéns ao Rui Costa e ao Nélson Oliveira que continuam a dar o seu melhor na "Vuelta".

 

Porque desporto não é só futebol... E porque não... Parabéns a todos aqueles que hoje fizeram algo por alguém...

 

 

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Portugal: O País da Fartura!

por Robinson Kanes, em 05.09.17

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Fonte das Imagens: Própria 

 

A  Terra, disse ele, tem uma pele, e esta pele tem doenças. Uma destas doenças, por exemplo, chama-se homem.

Friedrich Nietzsche, in "Assim Falava Zaratustra"  

 

Este país é um local mágico. O meu pai costumava dizer que não havia melhor país que este, pois bastava percorrer as estradas e as ruas para se encontrar mobiliário para a casa - são os colchões, as cadeiras, os móveis de sala, as camas e um sem número de coisas atiradas para a berma ou largadas no meio da floresta. Quem quiser um animal de estimação facilmente encontra um, sobretudo nos meses de verão.

 

É um país de fartura, onde estudos encomendados dizem que andamos todos muito entusiasmados e confiantes com a nossa situação económica, mas onde a dívida não pára de subir, esperemos que a situação se inverta. No meio de tudo isto, sempre é bom para dinamizar a economia, embora ainda não tenhamos percebido que os anos dourados não voltam, ou voltam, mas daqui a meia dúzia de anos voltam também os anos negros... E cada crise económica, tende a ser pior que a outra... Mas por aqui a comida vai parar ao lixo ou não fôssemos um país onde a alimentação até é barata (infelizmente).

 

Mas a fartura é tanta que até despejamos comida em condições de consumo para o lixo. Digam lá que não somos um país rico? Depois de ter fotografado aquilo que vos é apresentado no topo da página ainda remexi o lixo e encontrei pacotes de leite dentro da data de validade e iogurtes em iguais condições. Somos gente fina que não se limita a colocar o lixo no local próprio (quando coloca) mas ainda dá um bónus às gaivotas e às ratazanas que deambulam pelos aterros. Um dos bolos, que é visível, estava totalmente selado.

 

Um destes dias teremos o Banco Alimentar Contra a Fome a fazer recolhas junto aos caixotes do lixo com os senhores mais adultos em amena cavaqueira enquanto as crianças à civil ou vestidas com a farda dos escoteiros entregam sacos e pedem donativos. Chama-se a isto ser solidário.

 

P.S: o bolo acabou comido pelos corvos, cortesia do Robinson...

 

 

 

 

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Não Acabem com o Verão por Decreto!

por Robinson Kanes, em 30.08.17

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 Fonte da Imagem: Própria

 

Existe algo que ultimamente me tem consumido o pensamento e que se prende com o facto de se decretarem inícios de época e o seu contrário, nomeadamente, os fins de época. Se do ponto de vista administrativo, de gestão e até de marketing e vendas pode fazer o todo sentido, quando a questão já passa para a vida e mentalidade de todos nós as coisas tendem a agravar-se.

 

Desde finais de Agosto, sempre que falo de Verão no presente, sou olhado como se D.Afonso Henriques tivesse, hoje mesmo, chegado às portas de al-Lixbûnâ e proferido as seguintes palavras: “caro Egas Moniz, vamos lá conquistar o castelo aos mouros ou não?”. Praticar Falcoaria e Tiro com Arco já me têm valido comentários a remeter para os tempos da construção da Catedral de Reims, no entanto, parece que o Verão já lá vai e todo o espírito alegre e festivo (por vezes até em excesso) se dissipa a 31 de Agosto. Essa apologia ouve-se diariamente, por exemplo... experimentem ouvir rádio durante uma manhã de inícios de Setembro. Por aqui até já existem artigos a falar do Natal! Sim, do Natal!

 

Usufruir de férias em Setembro ou Outubro chega a ser encarado como uma espécie de segundas férias e pode gerar comentários do género: “outra vez de férias?” ou "este não faz nada, ricas vidas". Ir à praia em Setembro, mesmo que debaixo de temperaturas mais quentes que em Agosto é visto como uma aventura somente acessível a residentes de Trondheim em férias pelo sul da Europa. "Mas a maioria dos portugueses volta ao trabalho em Setembro" – dirão alguns – de facto, mas também, de férias ou não, não precisamos de deixar de viver num espírito, diria... mais luminoso e descontraído e não falo daquelas práticas massivas de Verão como as modas típicas da silly season.

 

Decretam-se, nas nossas cabeças, épocas e... quer queiramos quer não, tal acaba por ter implicações no nosso dia-a-dia, inclusive no das organizações empresariais. Tomemos como exemplo a hotelaria - uma das principais queixas da hotelaria, sobretudo daquela mais próxima do conceito de férias/lazer, passa por olhar a sazonalidade como um mal menor e aceitar, sem questionar muitas vezes, as baixas taxas de ocupação fora dos meses de Verão. Baixamos os braços, porque tendemos a pensar que simplesmente é assim... ou que os mercados no exterior pensam como nós, ou seja, que fora do Verão não há mercado e dinamizá-lo é um desperdício de recursos.

 

Também recentemente, numa deslocação a Castilla Y León, dei com a imagem que coloco a colorir este texto e que no fundo reflecte bem o espírito de um povo que vive para todos os dias e efectivamente sabe viver. Todas as nações têm defeitos e apesar do momento que Espanha atravessa não é por isso que não deixa de ser uma economia pujante, muito também por culpa do seu espírito e mentalidade – sim, caros compatriotas, não vão ao baú procurar o discurso ensaiado de que o nosso país é pequeno e sempre será assim - estamos numa era globalizada. Se não somos pequenos para copiar modas de países como os Estados Unidos, também não podemos dizer que somos pequenos quando é a nossa cabeça a tomar uma atitude.

 

São temperaturas na ordem dos 34º e indivíduos com um ar cabisbaixo, tudo acabou e toda a alegria se diluiu nessa data macabra que é o 31 de Agosto. Não vamos pensar na época Natalícia, onde mais uma vez o espírito vai ficar alegre e até vamos ficar mais solidários por obrigação. Até lá, temos os meses de Outubro, Novembro e até uma parte de Dezembro para continuar a sorrir e, num país como Portugal e consoante os anos, a desfrutar do sol. Porque temos de nos agasalhar sob dias quentes de Setembro ou Outubro, quando nos dias chuvosos de Agosto andamos de t-shirt e calções? Agasalhar... pode ser também extensível ao nosso espírito.

 

E recordem-se que, enquanto andamos sempre a dizer mal do Outono (talvez a época mais bonita do ano) muitos são aqueles, de outros países, que pagam milhares para ver as vindimas no Douro e em Azeitão, ou para visitar as nossas Aldeias Históricas, ou simplesmente para usufruírem das nossas esplanadas, da nossa gastronomia e até daquilo que se tende a perder -  a nossa cultura como portugueses, como povo lutador mas sempre com um sorriso no rosto e não colado à “saudade triste e ingrata” que nos foi ilegalmente vendida e da qual parecemos ter uma espécie de contrato de fidelização vitalício.

 

Deixe o queixume e se está de folga ou fim de semana, aproveite as esplanadas e a praia do Portinho da Arrábida que esperam por si (estive lá na sexta-feira rodeado, somente... por estrangeiros), saia que as noites estão quentes. Ao invés do "Thank God it's Friday", parta no espírito do "Happy Monday" para mais uma semana de trabalho... mesmo que o seu “chefe” seja daqueles mais difíceis... lembre-se que comportamento, gera sempre comportamento... use isso a seu favor e deixe também de viver por épocas e viva todos os dias.

 

Texto originalmente publicado a 06/10/2016

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Fonte da Imagem: Própria 

Muito se tem falado do Turismo, mas pouco se sabe sobre a dinâmica do mesmo. Uma classe que se julga urbana vê diferentes nacionalidades a deambularem pela rua e já se considera especialista em Turismo e, como qualquer português (estou aqui neste rol) opina sobre aquilo que não sabe e porque toda a gente fala nisso ao ponto da discussão sobre turismo se centrar em Lisboa ou Porto ou numa tendência que gera likes e visualizações.

 

Quando temos um jornal generalista de grande tiragem a fazer a distinção entre turista e "viajante", colocando ambos lado-a-lado e apenas baseado na questão se um tira fotos e se o outro planeia, já temos uma falácia de monta. Quando temos "especialistas" em viagens a olhar para o turismo como um conjunto de selfies ou uma lista de locais a visitar temos também um problema, sobretudo quando a mensagem dos mesmos tem eco. Turismo não é andar à boa-vida e será um conceito ao qual voltarei.

 

Mas vejamos:

 

Turista, de um modo breve, é um conceito definido teoricamente e com mais expressão em 1937, nomeadamente no âmbito da Sociedade das Nações, e que definia o turista como o indivíduo que passa no mínimo 24 horas fora do seu país. De facto, ao longo dos anos, esta definição foi sofrendo várias alterações até ser enquandrada num conceito mais abrangente, nomeadamente o de visitante, mas já lá iremos. Deste modo, o turista é um visitante que pernoita pelo menos uma noite num alojamento colectivo ou privado no local visitado. Uma nota para o facto de já não ser colocada a questão se é ou não fora do país de origem e para a dificuldade em definir o que é propriamente "pernoitar" e alguns tipos de alojamento.

 

Deste modo, o conceito de turista é uma ramificação de um conceito mais amplo, como já referi, nomeadamente o de Visitante e cuja definição é a de um indivíduo que viaja para um local fora do seu ambiente habitual por menos de 12 meses e que não exerce uma actividade remunerada no local que visita. Ou seja, o foco aqui é temporal, nomeadamente a deslocação que não pode ser superior a 12 meses e ainda a questão remuneratória. Podemos também questionar as motivações e o conceito de "ambiente habitual", mas isso é um tema mais extenso e a ser debatido de futuro.

 

O conceito de visitante, engloba ainda um outro conceito, nomeadamente o de Visitante do Dia, até há bem pouco tempo denominado de Excursionista. O Visitante do Dia não é mais que todo e qualquer visitante que não passa uma noite num alojamento colectivo ou privado do local visitado.

 

Finalmente, para chegarmos à conclusão que um Viajante não é propriamente um turista e nem se relacionam no estudo do turismo. Neste caso, o visitante (englobando aqui os conceitos de turista e visitante do dia) faz parte de um sistema bem maior e que começa, aí sim no viajante. Contudo, um viajante pode ser alguém que se desloca por um qualquer motivo, por exemplo, um refugiado é um viajante, ou até um estudante. Licínio Cunha, considerado um dos grandes estudiosos portugueses nesta área, define viajante como “(...) toda a pessoa que viaja entre dois ou mais locais, qualquer que seja o modo ou o meio da sua deslocação” (Cunha, 2009:17). 

 

Deste modo, temos aqui um conjunto de definições que nos ajudam a entender alguns dos diferentes actores e a compreender um pouco esta realidade que já não é nova mas que actualmente (no caso português) é um tema em extenso debate.

 

 Alguma bibliografia para ajudar à compreensão do tema:

 

  • Cunha, Licínio (2009[2001]) Introdução ao Turismo. Lisboa: Editorial Verbo.
  • Cunha, Licínio (2010) A Definição e o Âmbito do Turismo: um aprofundamento necessário. ReCiL - Repositório Científico Lusófona. Acedido a 28/08/2017 no endereço: http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/665/A%20Defini%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%20e%20o%20%C3%83%E2%80%9Ambito%20do%20Turismo.pdf?sequence=1
  • http://www2.unwto.org 

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Quando os Porcos Não Se Distinguem dos Homens...

por Robinson Kanes, em 24.08.17

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A Marcha do Cavalo de Tróia sobre Tróia - Giovanni Domenico Tiepolo (National Gallery)

Fonte da Imagem: Própria.

 

 

Há temas que não merecem a nossa atenção, contudo, não merecem a nossa atenção até envolverem aqueles que representam os cidadãos. Posto que o Ministério da Educação entrou em campo de lápis azul no caso dos manuais de actividades da Porto Editora, não poderia deixar passar esta situação em claro.

 

Sinto-me como um animal preso numa quinta incendiada, com vista para o atlântico e, como animal nessa quinta, a aperceber-me de que "dos porcos para os homens, dos homens para os porcos, e novamente dos porcos para os homens" começa a ser "impossível distingui-los uns dos outros". Foi assim que Orwell, em a "A Quinta dos Animais", tão bem soube definir a sociedade da época e que não parece ter evoluído muito deste então. Até me espanta que o livro acima esteja no Plano Nacional de Leitura face a muito do que se tem assistido.

 

A ditadura é tal que já não se pode ser menino nem menina, no entanto, não é raro o dia em que não vejamos um coro de vozes a exaltar a "homossexualidade" (é só um exemplo)... Dizem que é uma defesa da causa e que lutam contra a diferença. Quando não quero ser reconhecido procuro não andar em bicos de pés a chamar a atenção para a minha pessoa. Queremos liberdade sexual e vincar a diferença sob a capa da igualdade, depois andamos a discutir que entre meninos e meninas não há diferenças?

 

Como é que vamos fazer em relação às casas-de-banho? Vamos retirar o urinol do WC dos cavalheiros? Vamos distribuir pensos higiénicos para o sexo masculino (alguns bem precisavam de facto)? Também vamos obrigar os meninos a brincar com bonecas (e há muitos que brincam, eu brinquei muito com a Barbie e com o Ken quando ia visitar uma das minhas primas)? As coisas acontecem naturalmente e não é crime nenhum ver uma "miúda" a andar de skate, no entanto, quando começamos a impor comportamentos as coisas começam a tornar-se mais sérias, sobretudo se esses comportamentos visarem uma larga maioria (quando esta não provoca dolo nos demais) que só comete o erro de simplesmente existir!  Mas deixo uma outra questão: vamos fechar os retalhistas de vestuário que têm uma secção para meninos e meninas? Não aprendemos nada com a história do "Happy Meal".

 

Porque é que andamos a dizer mal da Porto Editora e a corroer o negócio da mesma com "não-problemas" e, por exemplo, no caso do Ministério da Educação, não andamos preocupados com dirigentes corruptos, professores que facilitam a passagem de alunos (já ninguém se lembra dos exames?), professores com meia-dúzia de anos de casa que se dão ao luxo de saírem do país por dois anos para passear, voltarem e terem um lugar à disposição (perto de casa) estando à espera de um filho e consequentemente com uma "baixa" a caminho, prejudicando alunos e outros colegas? Não é que seja a pior coisa do mundo, mas aqueles que estão anos à espera de colocação e muitas vezes ficam sem trabalho por causa destes indivíduos? E as bolsas e os apoios aos livros? Andei numa faculdade onde sabíamos sempre quando as bolsas eram pagas, tal era o desfile de vaidade dos "pobres" bolseiros. Quantos portugueses beneficiam de apoios sem merecer os mesmos no que toca a educação? Vivemos na época do elemento distractor, mas começa a ser demais.

 

Estas são as perguntas que os portugueses querem ver respondidas e não o "Index" a promover a existência de uma só "religião" e de uma só forma de ver as coisas só porque meia-dúzia de indivíduos exerce mais pressão que 10 milhões... Os extremos tocam-se e... Se noutros regimes se promove a diferença, noutros promove-se a igualdade de uma forma que quem for diferente arrisca-se a acabar num auto-de-fé.

 

Um destes dias ainda vamos perceber que distinguir cidadania de opressão deveria ser punível por lei, vamos perceber também que não é o indíviduo isolado que assim pensa, até porque Nietzsche dizia e bem que "a loucura é rara nos indivíduos - mas é a regra, no grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas"... Como é estranho que num país onde grassa a corrupção, o favorecimento ilícito, o terrorismo interno (incêndios e não só), os desvios à ética e a ausência de planos estruturais para o país, ninguém procura leis que não estabeleçam diferenças nessas temáticas... A igualdade é muito importante, desde que o pensamento dos outros seja igual ao meu... 

 

 

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Política Autárquica de "Selfie"...

por Robinson Kanes, em 23.08.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Depois da grande reportagem da Trafaria TV, da autoria da Maria (sim, simplesmente Maria), acerca de cartazes das autárquicas e do seu conteúdo lascivo, a Robinson TV decidiu também ir à procura de alguns exemplos. A reportagem da Trafaria TV pode ser vista aqui.

 

Os nossos correspondentes encontraram em Ponte de Sor uma equipa jovem, tartarizada (aumentem a imagem, mas não se  choquem) e acima de tudo corajosa, ou alguns dos seus membros não vestissem um blazer azul com quadrados pequenos ou então de estilo liso mas em azul-choque - o bolso no peito também é uma realidade. Escapa o candidato a presidente que apenas se esqueceu de fazer a barba no dia em que tirou a foto para o cartaz de campanha. Neste, surge com um semblante de personagem de um qualquer livro de catequese.

 

"Juntos no rumo certo" é o lema, no entanto, confesso que uma selfie tirada com um telemóvel em tons de dourado me deixa sempre apreensivo, sobretudo quando se apela ao voto popular e se vai viver do erário público.

 

Uma nota: será que é boa ideia votar em candidatos que dizem estar empenhados em satisfazer as necessidades do concelho mas depois adoptam o comportamento humano de estarem auto-centrados a tirar uma foto a si próprios? Acabo por ficar com a sensação de que a modernidade não está no facto de se tirar uma fotografia com um smartphone mas sim no reforço do "eu". Só a definição de selfie já responde a muitas perguntas...

 

Finalmente, pois não sei se é a fotografia que é tratada, se é o brilho do telemóvel, sugiro que o indivíduo de casaco ofuscante consulte o médico, pois aquelas mãos amarelas não auguram nada de bom.

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E se em Ponte de Sor a moda da selfie parece estar a resultar, em Alcochete também já seguem a mesma estratégia, até o verde-água sai da arca de naftalina e vem para a ribalta. Mas Alcochete é terra de gente rija, onde se arregaçam as mangas e enquanto os "busca-tacho" estão mais interessados na fotografia, o candidato a presidente surge de cinzento a olhar para o povo com um olhar que transmite a sua mensagem:  "se pudesse candidatava-me sozinho, mas tenho de levar sempre a caravana atrás". E somos ou não somos um país com uma luz única? Olhem para os olhos deles, que mal se abrem, parecem estar todos a olhar para o mais brilhante lingote de ouro do mundo... Talvez até estejam, pelo menos é essa a expectativa no início de Outubro...

 

 

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O Fogo Que Fala...

por Robinson Kanes, em 17.08.17

 

 

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Foi logo depois dos incêndios de Sertã e de Nisa que andei por aquela zona e tive oportunidade de ouvir vários relatos, sobretudo na primeira pessoa, mais fidedignos mas sempre com margem para exageros... Se por um lado consegui verificar no terreno que alguns correspondiam à verdade, outros nunca saberei...

 

A impressão com que fiquei é que existe um conjunto de indivíduos que combate incêndios dando o seu melhor (bombeiros, polícia, militares e outros cidadãos, sobretudo com postos subalternos) e um outro conjunto que percebe muito de incêndios mas... Eu admito, tirando alguns em que já me vi envolvido a ajudar, nada percebo. Mas vejamos:

  

Sabes, quando o fogo de Nisa começou a chegar perto da fronteira de Espanha, os gajos entraram no nosso país com aviões, máquinas de rasto, bombeiros e apagaram o fogo. Quem apagou o fogo de Nisa em horas foram os espanhóis e nós andámos cá uma semana e não conseguimos controlar o fogo. Aqui ainda nem vi nenhuma máquina de rasto.

Disse-me um conhecido. Se é verdade ou mentira não sei, mas já não é a primeira vez que escuto isto! Algo se passa e levo a crer que são falhas no comando e na forma como são geridos os operacionais no terreno. Mas os cargos perpetuam-se.

  

Então o comandante que estava aqui e é daqui (Vila Velha de Ródão) chamaram-no para o incêndio de Proença (Proença-a-Nova), mas isto ainda estava muito mau. Deixaram isto aqui com outro gajo que não conhecia o terreno como o outro.

 Motivos operacionais?

 

E os gajos da Protecção Civil? Então os gajos trazem o gerador de Lisboa e quando chegam aqui parecem baratas tontas porque precisam de gasóleo porque o gerador não tinha? Lá tive de ir às oito da noite correr à bomba do ------- buscar gasóleo! Os gajos trazem aquela m---------- sem gasóleo?

 Organização?

  

Se não fosse o gajo do helicóptero a vê-los e a largar-lhes um balde de água em cima tinham lá ficado todos, estes gajos não conhecem o terreno e ainda levavam um dos nossos. Então ninguém viu que por ali não dava, o ------ bem lhes disse que por ali não dava? Por falar em helicópteros, vão lá ver quem é que manda naquilo.

Não comento.

 

Qual força-aérea, qual combate, os pilotos deles é que andam aí a encher os bolsos a apagar os fogos nos helicópteros e nos aviões do outro que também... (não digo mais por causa das acusações que foram feitas).

 (À minha afirmação "está bem, mas os pilotos da força aérea são pilotos de combate e não estão preparados para combate a incêndios?")

Idem

 

Gente dessa não precisamos cá, eles não querem meter os carros nem dar cabo deles no meio do fogo. Eles querem lá saber isto não é deles e os carros são, eles não querem perder nem estragar os carros. Andam a deixar arder.

 Idem

 

Eles estavam à rasca lá em baixo, e eu como tinha o barco disse logo para arranjarem uma bomba que nós íamos para lá e do rio conseguíamos dominar daquele lado, uns gajos que deviam ser de Lisboa ainda nos mandaram estar quietos que não percebíamos nada de fogos. Eu já conheço esta zona há mais de 40 anos e sei como chegar a sítios onde eles nem sonham.

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(não é a fotografia que está mal tirada, são pequenos "tornados" que se formam das cinzas no alto da serra criando um ambiente ainda mais dantesco) 

 

 

Quem sabe é que manda. Ouvi muitos relatos em que muitos indivíduos do alto da sua "sabedoria" ignoram todo e qualquer conselho que venha de quem conhece o terreno.

 

Esses querem é encher o rabo com o mal dos outros olha que dinheiro a eles não lhes falta, é só encherem-se de casas e carros novos desde que lá andam. 

A propósito de uma entidade de que se dedica à acção social.

 

 

Os jornalistas querem é ver miséria mas não ouvem o que nós lhes dizemos. Na televisão não dizem aquilo que a gente lhes diz e só querem filmar-nos em pânico. Dão é conversa aos políticos que não sabem nada disto.

Não comento, mas penso que não perco muito por não ver televisão ou outros media.

 

 

E pagarem-se 15000 euros à esposa de um responsável da Protecção Civil para esta elaborar um estudo tendo em vista a aquisição de uma viatura ligeira que custa pouco mais que o próprio estudo? A esposa do responsável é geógrafa e trabalha numa câmara municipal. 

Esta fui eu mesmo que disse e está no website onde são divulgados alguns contratos e adjudicações públicas. Estudos do estudo com vista à elaboração do estudo para estudar o estudo que vai servir de apoio ao estudo que vai estudar a aquisição de uma viatura.

 

Foram algumas das coisas que ouvi. Se são verdade, algumas presenciei, outras nem por isso... Ainda há muito a fazer e ao invés de andarmos a pensar em listas e em discursos bonitos, temos de começar a pensar no fogo como um todo, na prevenção, mas mais que tudo, na máquina que está por detrás...

 

Mais uma vez, obrigado pelo esforço daqueles que presenciei visivelmente cansados (bombeiros e soldados) às portas de quartéis como o de Vila Velha de Ródão, Sertã, Abrantes, Nisa, Idanha-a-Nova e outros... 

  

Só me consigo lembrar de alguém que um dia, abandonando a Assembleia da República por não se identificar com o cargo de deputado disse que "se o povo soubesse o que por ali se passava invadia o edifício e matava todos os que lá estão".

 

E o fogo continua à espera de mortos para alguém interromper as férias e colher mais uns votos de popularidade... Os feridos não trazem ou tiram votos, já os mortos sim...

 

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Na Vanguarda da Indústria 4.0

por Robinson Kanes, em 16.08.17

 

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Fonte da Imagem: indeed.pt

Captura e Edição da Imagem: Própria

 

 

Perante a entrada na "4ª Revolução Industrial" ou  "Indústria 4.0" (agora convecionou-se chamar as novidades ou as mudanças sociais desta forma como se toda e qualquer alteração ou evolução fosse uma nova versão de software) existem organizações que já se assumem como seguidoras do novo modelo. Algumas até já procuram autênticas máquinas e cyborgs, contudo, ainda 100% humanos... O futuro está aí e existem organizações que já estão na vanguarda.

 

P.S: não sei se foi uma máquina que escreveu, eu sugeriria "admitem-se máquinas".

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O Fogo Que nos Continua a Queimar...

por Robinson Kanes, em 14.08.17

 

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Fonte da Imagem: Própria. 

 

E as coisas tendem a não mudar... Quando a temperatura está prestes a aumentar e o vento a soprar com mais intensidade, anunciamos logo que vêm aí dias favoráveis a incêndios. Eu, se fosse incendiário, andava sempre informado como os surfistas o fazem em relação ao estado do mar... Mas esses ainda têm de ir à procura, já estes avisos caem de bandeja em cima daqueles que incendeiam e mandam incendiar... Mandam incendiar... Não são poucos os casos de incendiários (muitos com deficiências cognitivas) que perante a ameaça de pena máxima de prisão não ousam dizer quem lhes encomendou o serviço! É o medo e o poder de quem ordena. Não é um lugar-comum, são as palavras de quem já assistiu a situações do género!

 

Aposto também que o incendiário, no seu modus operandi, verifica se tem o bidão de gasolina, os fósforos e outros apetrechos logo que é anunciada a "época de incêndios" tal qual caçador de perdizes antes da abertura da "época de caça"...

 

O tema está gasto? Também a minha paciência, também os solos deste país, um país que só acorda para os incêndios se alguém morrer (tristes cidadãos). É Verão e posto que até ao Natal não há tema, já só fala de eleições... Eleições para cargos responsáveis também pelos grandes incêndios... O papel de tristes vítimas dos presidentes de câmara durante os incêndios é lamentável! Quem é responsável pelo PDM? Quem também faz a fiscalização? O esquecimento, o rótulo do reaccionário, o rótulo do "sempre a falar do mesmo", é a capa perfeita para continuar a perpetuar a impunidade, a irresponsabilidade e a incompetência! Mas o que importa agora são as autárquicas e presidentes que não se podem recandidatar a passarem para candidatos na presidência das assembleias municipais para daqui a quatro anos voltarem a conduzir os seus pequenos impérios "demcocráticos". Não é por acaso, que existem municípios onde existe um medo generalizado qual campo de concentração! 

 

Mais uma vez, as coisas vão acontecendo, vamos engolindo em seco... Até passam à história, de um dia para o outro, aqueles(as) que procuraram protagonismo com listas, mas pelas suas amizades (sem aspas) com alguns meios de comunicação social e perante a vergonha, rapidamente são absorvidos por um programa de protecção de criminosos (não me enganei e não queria dizer testemunhas)... Volto a dizer que não seria má ideia que, ao invés do tão aguardado terramoto, Lisboa e outras localidades pudessem passar por um incêndio de grandes dimensões que dizimasse metade da população... E, mesmo assim, tenho dúvidas que os portugueses chegassem à conclusão de que os incêndios não são espectáculos de solidariedade mas sim um crime de lesa-pátria!

 

Com o país em chamas levata-se também uma questão: onde estão aqueles partidos que gostavam de virar o país do avesso quando ardiam meia-dúzia de hectares e agora permanecem em silêncio perante este e outros factos de extrema gravidade? Onde estão aqueles supostos intelectuais, artistas, profissionais do mal dos outros e gentes da "ribalta" que protestam por tudo e por nada e, nas horas em que realmente o país precisa de mentes capazes de abanar o status quo, temem dar a cara ou preferem um mergulho no mar?

 

Temos uma Constituição que dá para tudo e para nada mas... Aos maiores crimes contra a pátria, esta parece ter sido omissa, ou também silenciada... Sejam solidários e continuem a contribuir com donativos e a assinar por baixo a carta de destruição do país...

 

Uma nota para Inês Henriques: parabéns pela vitória, pois não fosse o ouro e a necessidade de ocultar algumas tragédias, a maioria dos portugueses continuava a desconhecer a modalidade de "marcha" e também que estão a decorrer os Mundiais de Atletismo (ao que sei, se não fossem as medalhas era temática que passava ao lado). Os do costume já deram os parabéns... Agora é a vez do teu povo! Parabéns.

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Abençoado Agosto e Bendito Vento!

por Robinson Kanes, em 11.08.17

 

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  Fonte das Imagens: Própria.

 

O português tem um problema crónico: nunca, mas mesmo nunca, irá dizer... Estou bem! 

 

No Inverno é porque não chove! Vem a chuva... É porque não faz sol. É porque está calor e na sua senda consumista acredita que tem de vir o frio para se vestir de acordo com a estação. Vem o frio... É porque está frio! Por acaso, no Verão não se importa que o país seque. Desde que o calor esteja no pico, queremos lá saber que meio-mundo esteja a morrer à sede, que não faltem caipirinhas e água do mar na praia! E como é Verão e a silly season está aí a queimar muitas mentes o principal inimigo passou a ser... O fogo? Não, já ninguém quer ouvir falar de incêndios... Mas em Abrantes está o pânico! E? Espero que não morra ninguém, caso contrário ao invés de querermos inflacionar listas de mortos vamos querer é eliminar as mesmas só para não tirar o brilho às férias...

 

Mas o drama, o verdadeiro horror, a tragédia (gostaram do momento Artur Albarran?) dos herdeiros de Viriato é o vento! Maldito Éolo que ainda vives no Império Romano a atormentar estes lusitanos cuja principal preocupação são os teus ventos! 

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Adoro uma boa chuva de Verão e o vento, desde que não se ande sempre a dizer na comunicação social que vai continuar (os incendiários agradecem), também me é agradável. Além de que não é preciso ir para os trópicos ou até para o Algarve para assistir a profissionais de alto gabarito a fazerem acrobacias aproveitando aquele sobre o qual quase toda a gente, por estes dias, decidiu descarregar a sua frustração. Além disso... Sempre se partilham umas fotografias mal tiradas.

 

Posto isto, a minha sugestão para estes dias de fim de semana é simples: ponham-se ao vento e voem! Voar também faz bem!

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Até porque afinal, a verdade é esta: enquanto muitos de vós se refugiam no conforto de um espaço fechado com medo de uma brisa, ainda há quem aproveite, e bem, o Bóreas das nortadas!

 

Bom fim de semana...

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