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Abençoado Agosto e Bendito Vento!

por Robinson Kanes, em 11.08.17

 

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  Fonte das Imagens: Própria.

 

O português tem um problema crónico: nunca, mas mesmo nunca, irá dizer... Estou bem! 

 

No Inverno é porque não chove! Vem a chuva... É porque não faz sol. É porque está calor e na sua senda consumista acredita que tem de vir o frio para se vestir de acordo com a estação. Vem o frio... É porque está frio! Por acaso, no Verão não se importa que o país seque. Desde que o calor esteja no pico, queremos lá saber que meio-mundo esteja a morrer à sede, que não faltem caipirinhas e água do mar na praia! E como é Verão e a silly season está aí a queimar muitas mentes o principal inimigo passou a ser... O fogo? Não, já ninguém quer ouvir falar de incêndios... Mas em Abrantes está o pânico! E? Espero que não morra ninguém, caso contrário ao invés de querermos inflacionar listas de mortos vamos querer é eliminar as mesmas só para não tirar o brilho às férias...

 

Mas o drama, o verdadeiro horror, a tragédia (gostaram do momento Artur Albarran?) dos herdeiros de Viriato é o vento! Maldito Éolo que ainda vives no Império Romano a atormentar estes lusitanos cuja principal preocupação são os teus ventos! 

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Adoro uma boa chuva de Verão e o vento, desde que não se ande sempre a dizer na comunicação social que vai continuar (os incendiários agradecem), também me é agradável. Além de que não é preciso ir para os trópicos ou até para o Algarve para assistir a profissionais de alto gabarito a fazerem acrobacias aproveitando aquele sobre o qual quase toda a gente, por estes dias, decidiu descarregar a sua frustração. Além disso... Sempre se partilham umas fotografias mal tiradas.

 

Posto isto, a minha sugestão para estes dias de fim de semana é simples: ponham-se ao vento e voem! Voar também faz bem!

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Até porque afinal, a verdade é esta: enquanto muitos de vós se refugiam no conforto de um espaço fechado com medo de uma brisa, ainda há quem aproveite, e bem, o Bóreas das nortadas!

 

Bom fim de semana...

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Uma Moca(ada) no João Quadros.

por Robinson Kanes, em 25.07.17

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Fonte da Imagem: https://static6.businessinsider.com/image/595bc1afd084cc817f8b6ac5-1454/snapshot20170704112537.jpg

Moca:

1. Cacete com uma maça na extremidade, clava, cacheira

2. Zombaria, mentirola, peta, coloquial tolice (Brasil)

3. Coloquia entorpecimento ou euforia induzida por drogas ou álcool, pedrada, ganza

4. Variedade arábica de café oriunda de Moca

5.Regionalismo estúpido, bruto (gosto desta)

6. De origem obscura.

moca in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-07-24 17:41:28]. Disponível na Internet:

 

Confesso que escrevi este artigo sugestionado por um indivíduo que comentou o artigo de ontem e... Também porque me encontrava sem ideias, admito.

 

Um artigo recente de João Quadros fez um ataque cerrado ao ciclismo. Como não conheço o indivíduo em questão nem nunca li nada do mesmo, procurei saber algumas informações, pelo que os meus comentários cingir-se-ão ao artigo em si e não à pessoa, embora o mesmo o tenha feito em relação aos ciclistas. Também não vou fazer o discurso do "racismo", da "discriminação" e da "xenofobia" dizendo que toda uma classe se sente ofendida e repudia tais palavras.

 

Após ler o artigo, cheguei a pensar que o mesmo era humorístico, tendo em conta o passado do indivíduo que o escreveu. Contudo, comecei a perceber que de humorístico e sarcástico até tinha pouco e que exprimia um sentimento real. A ser humorístico, também é interessante perceber que até já no humor a ditadura do politicamente correcto impera e na incapacidade/medo para atacar desportos como o futebol, por exemplo,optou-se por atacar o ciclismo, que sempre é uma modalidade menos seguida e com adeptos mais contidos. Interessante para um ferrenho adepto de um clube de futebol (que até fez parte da comissão de honra de uma candidatura à presidência de um clube) e que um dia disse: " Prefiro destruir os poderosos do que pôr as pessoas a rirem-se da profunda tragédia dos outros". Falar dos podres futebolísticos em Portugal pode granjear-nos ódios que não queremos...

 

Também me quer parecer que um grande adepto do ciclismo não se cinge, nem procura cingir o escândalo do doping - que é passado - a Lance Armstrong. Armstrong foi sem dúvida um dos mais importantes, até pelos títulos que conquistou, mas admito que fiquei mais chocado com os testes positivos de Ivan Basso, Jan Ullrich, Vinokourov, Manuel Beltrán, Floyd Landis e de Alberto Contador! A par de José Azevedo eram as minhas estrelas! Lamento que alguém que se declarou um fervoroso adepto não tenha nomeado qualquer um destes. Até porque Armstrong sempre foi acusado de doping desde que ganhou o seu primeiro Tour, ou seja, já nem deveria ser novidade... Quem gosta de ciclismo e sempre foi adepto de Armstrong deveria saber...

 

Dizer que o doping trouxe um total descrédito ao ciclismo e que os ciclistas são um bando de drogados é no mínimo o ressentimento de alguém que nunca deve ter conseguido andar de bicicleta sem "rodinhas" (aqui sou eu a fazer humor). E os outros desportos, aqueles que o mesmo senhor tanto defende e tanto aprecia? Será até que João Quadros gosta de desporto? Pela imagem descontraída, demasiado descontraída (também podíamos fazer piadinhas de mau gosto), que apresenta no seu artigo de opinião acredito que goste, tem é um problema mal resolvido com o ciclismo. Sugiro a João Quadros que tome umas "drogas" como o mesmo lhe gosta de chamar e tente subir a Sra. da Graça, em Mondim de Basto ou o Alpe D'Huez - estranhei não ter mencionado esta subida quando tentou fazer a piada do triciclo para ursos. Será que João Quadros também sabe o ridículo que é utilizar animais num circo e que também são utilizadas "drogas"? Talvez não queira saber sob pena de se perderem alguns convites no Natal para ir ao circo no Parque das Nações.

 

Além disso, não sei que tipo de drogas conhece João Quadros, mas a utilização de drogas não passa somente pelo momento de pura explosão e loucura - a Eritropoietina (EPO) visa estimular o processo de Eritropoiese que não é mais que provocar o aumento de glóbulos vermelhos e com isso o rendimento do atleta. Não há "loucura"! Seria bom informar-se e perceber que também se pode apreciar a natureza sem estar drogado, sim é possível.

 

Uma outra nota, mas acerca de ciclismo:  esta modalidade vai para além das corridas de estrada, nem todos os ciclistas bebem muita água e não são só as farmacêuticas que produzem substâncias dopantes - que preconceito vindo de alguém tão esclarecido.

 

Também é interessante o foco do Sr. João Quadros no "Boom Festival" e o passar ao lado de outros festivais com "um festival de música", quando falou de consumo de drogas. Será que se referisse alguns festivais poderia ofender os patrocinadores, aqueles que lhe permitem trabalhar em media com dimensão nacional? Será que também o humor está "agarrado", entrando na linguagem cool do comentador, ao politicamente correcto, ao lobby e ao medo pouco rebelde de ser colocado na rua? Cada vez mais vejo que não é só a independência dos media que está em causa, mas também a do humor.

 

E porque ainda falamos de "drogas", porque foi interessante o modo como João Quadros ligou o doping ao estar "agarrado" à cocaina, que dizer de alguns mundos em que João Quadros se movimenta? Aliás, é o próprio que assume ter feito grandes negócios enquanto esteve na "tropa". Cinema, artes, cultura, televisão, futebol... São mundos isentos de drogas, eu vos garanto!

 

É interessante como hoje em dia somos politicamente correctos mas nos tentamos mostrar tão isentos e politicamente incorrectos que a maioria das pessoas até acredita que é verdade (uma das piores formas de manipulação)... Não podemos é cair no erro de procurar imediatamente a desonestidade que gerou um acto honesto, como diria Steinbeck. Por falar em desonestidade, esperava um artigo sobre a atitude de Peter Sagan para com Mark Cavendish - para alguém, como João Quadros, que passou pela área da gestão, mesmo que a correr, teria muito a dizer. Ainda por cima Cavendish de _ _ _ _ _ _ _ _ _ é a minha alcunha velocipédica...

 

Não é que João Quadros, tal como eu, tenha grande importância, mas quando as palavras fazem eco, temos de estar preparados para as consequências...

 

Este texto foi humorístico e politicamente correcto... Ou não... 

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O "Tour de France".

por Robinson Kanes, em 24.07.17

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Fonte da Imagem:  Tour de France 2017 - 19/07/2017 - Etape 17 - La Mure / Serre Chevalier (183 km) - France © ASO/Pauline BALLET

 

Como adepto incondicional de ciclismo, não podia deixar passar esta oportunidade de me focar na última etapa do Tour de France que não foi mais que a volta da consagração do suspeito do costume, o "queniano branco" como lhe chamam: Chris Froome.

 

O Tour, à semelhança do Giro e da Vuelta, são as corridas mais disputadas e mais importantes no círcuito mundial de ciclismo de estrada. Focando-me no Tour, é um verdadeiro espectáculo que ocorre em França e com uma comunicação e espírito que se estendem por todo o globo - li em tempos que o Tour é a prova desportiva com mais assistência do mundo! Do mundo, significa que tem mais assistência que o Mundial de Futebol ou até que os Jogos Olímpicos! Julho, em França, é conhecido como o mês do Tour!

 

Se por cá estas provas servem para ocupar um pequeno espaço nos media quando não existe mais nada para abordar, em França e em muitos outros países são um verdadeiro gáudio para aqueles que gostam de ciclismo e não só! Mesmo aqueles que não gostam não negam a satisfação de verem as belíssimas paisagens de França, alguns até seguem as etapas somente por isso.

 

Este ano o Tour deu-nos algumas lições, nomeadamente a que foi perpetrada pelo eslovaco Peter Sagan e que, com tanto pseudo-guru da gestão, da liderança e da motivação sempre interessados em forçar aquilo que não é possível e que chega a ser patético, quase ninguém a transportou para o que acontece no nosso dia-a-dia, profissional e não só. Mas disso voltarei a falar. 

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Fonte da Imagem: Tour de France 2017 - 23/07/2017 - Etape 21 - Montgeron / Paris Champs-Elysées (103 km) - France - Christopher FROOME (TEM SKY) © ASO/Alex BROADWAY 

 

Ao longo dos anos, o Tour também nos tem dado uma lição que em Portugal ainda não recebemos, ou preferimos não receber: é aquela que nos diz que não é só de futebol que vive um país, sobretudo na sua componente desportiva. Fora dessa componente, o Tour é uma autêntica campanha de promoção turística de França, como o é o Giro para Itália e a Vuelta para Espanha. Penso que, apesar da dimensão, Portugal podia aproveitar mais a sua "Volta", até porque a "Volta ao Algarve" é uma prova com cada vez mais reputação. E pode ser que possamos também aprender a lição de que não precisamos de ter nomes ou slogans noutras línguas para chegar ao sucesso... Tour, Vuelta e Giro disso são exemplos.

 

Parabéns Chris Froome e parabéns aos portugueses em prova: Tiago Machado pela Katusha-Alpecin (77º da geral) e José Azevedo, o Director-Geral da equipa com o mesmo nome.

 

Uma nota final para o aumento da pressão e das iniciativas tendo em vista a inclusão de mulheres no Tour e em outras provas do calendário internacional.

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 Fonte da Imagem: Tour de France 2017 - 23/07/2017 - Les Chmps pour elles - Paris Champs-Elysées © ASO/Thomas MAHEUX

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Da Bordeira ao Amado...

por Robinson Kanes, em 14.07.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

De volta à Costa Vicentina, imaginem deixar a Praia de Vale Figueiras e fazerem uns meros 16km para sul, pela EN268 e depois pela Estrada da Praia e chegarem à Praia da Bordeira, também conhecida como Praia da Carrapateira pela proximidade com a Carrapateira e por também ser aí a foz da Ribeira com o mesmo nome. Podem sempre fazer o percurso a pé ou de bicicleta que são apenas 11km.

 

Nesta zona, depois de uma visita pelas localidades da Bordeira e da Carrapateira, nada como seguir em direcção à praia e a partir daí fazer o caminho da Estrada da Praia até à Praia do Amado. Deixem o carro e peguem na bicicleta ou vão a pé, pois serão dos 3,5km mais bonitos e pitorescos que algum dia farão! Recomendo vivamente e é não-negociável, além de que têm passadiços com miradouros que vos permitem ir descansando.

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É neste troço que começamos a sentir a Costa Vicentina verdadeiramente, onde rocha e mar tendem a ser mais austeros e a trazerem-nos já um pouco dos cheiros do Cabo de S. Vicente.

 

Após a Praia da Bordeira, surge-nos a Praia da Zimbreirinha, e é aqui que as portas se abrem para um mundo novo, para todo o expoente da Costa Vicentina e para um local encantadoramente inóspito. Ao longe ainda conseguimos observar a Arrifana, como se a paisagem insistisse em manter diante dos nossos olhos tão belo lugar. Infelizmente, já não é possível apreciar o Portinho da Zimbreirinha e o seu ancoradouro pelafita devido a uma derrocada.

 

Como é bom caminhar ou pedalar e observar as diferentes cores da rocha e do mar que alterna entre o verde água e o azul escuro das águas profundas. Como é bom sentir o vento do atlântico, suave mas ao mesmo tempo com força suficiente para nos fazer respeitar aquele mar donde outrora arriscamos sair em pequenas cascas de noz à conquista do Mundo! Lembro-me agora dos "Navegadores" de Sophia:

 

Esses que desenharam os mapas da surpresa

Contornando os cabos e dando nome às ilhas

E por entre brilhos espelhos e distâncias

Por entre aéreas brumas irisadas

Em extáticas manhãs solenes e paradas

No breve instante eterno surpreenderam

O arcaico sorrir do mar recém criado

Andresen, Sophia de Mello Breyner "Navegadores", Poemas Dispersos

 

De regresso a terra, voltar à caminhada ou sentir aquele vento enquanto nos deslocamos de bicicleta, é algo mágico mas também um verdadeiro postal. O difícil vai ser fazer o caminho sem parar de 50m em 50m.

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Um dos pontos altos deste passeio é a Praia do Portinho do Forno que, além de ser um pequeno porto e o mas antigo da Carrapateira, é também um ponto de encontro para os entusiastas do Todo-o-Terreno (TT), motorizado ou não. Não é incomum vermos pequenos grupos de praticantes de BTT, jipes ou motas de TT. Todavia, aqui podemos parar e contemplar a paisagem imaginando tempos passados em que os barcos atracavam e se carregavam os burros que deveriam levar o resultado da faina para a lota da Carrapateira. Também é aqui que o "puzzle" de diferentes tonalidades da água torna este lugar tão especial. Podem sempre aproveitar e beber um refresco ou até almoçar no restaurante que aí se encontra. 

IMG_3385.jpgE como o caminho se faz caminhando, nada como continuar um percurso que já não queremos que acabe, até porque já vemos a Praia do Amado ao fundo e ficamos com aquele misto de encanto e fadiga mas em que percebemos que afinal não estamos assim tão cansados e queremos que o momento não termine. Uma das formas de prolongar o mesmo será trazer um bom piquenique, ou como se utiliza no Brasil, um convescote. A oportunidade de apreciar uma refeição leve num local destes, nem em muitos dos melhores restaurantes do mundo! 

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Levantemo-nos pois e sigamos em direcção à riqueza geológica e faunística da Praia do Amado, sem esquecer a flora que a tornam num dos locais mais importantes ao nível da preservação de habitats! Um outro habitat muito importante é o dos surfistas, pois é considerada uma das melhores praias a nível europeu para a prática desta modalidade. Esta já é uma praia mais movimentada, pois é escolhida por muitos veraneantes e por empresas de animação turística.

 

Cansados? Porque não voltar para trás e voltar a fazer o mesmo caminho? Eu fá-lo-ia, além de que o fim de semana, para quem o goza, está mesmo aí à porta! Não deixem de ir à Carrapateira e à Bordeira, são duas localidades fantásticas, de boas gentes e que vos proporcionam uma experiência singular onde o campo convive pacificamente e numa harmonia singular com o mar.

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Como estão no Parque Natural do Sudoeste Alenteja e Costa Vicentina, não se esqueçam do "Código de Conduta e Boas Práticas"pois estão num Parque Natural. Pode ser descarregado aqui.

 

Bom fim de semana. Voltarei na terça-feira!

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Cá em Casa Celebra-se o Giro com Risotto!

por Robinson Kanes, em 15.05.17

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 Fonte da Imagem: http://www.giroditalia.it

 

Tinha prometido a alguns leitores deste espaço que esta semana seria dedicada a dizer bem de Portugal, posto que, a minha paixão por Espanha era notória e seria necessário demonstrar a minha portugalidade. Todavia, não têm faltado indivíduos a dizer bem do nosso país, pelo menos até amanhã...

 

No entanto, guardei esta segunda-feira para ir a Itália. Parece-me estranho que, num país onde o uso da bicicleta sempre foi uma imagem de marca e onde cada vez mais se utiliza a bicicleta, o "Giro" de Itália seja algo perfeitamente desconhecido. Se, por um lado, o povo gosta é de bola e Fátima, também me parece que alguns meios não desejem que outras modalidades ganhem destaque.

 

Sou apaixonado por ciclismo de estrada, embora pratique BTT. Para mim, do ponto de vista da prática, poder sair de estrada é algo que me aproxima da natureza e de localizações que nunca conheceria de outra forma.

 

Mas o "Giro"! O "Giro" está hoje a descansar antes de amanhã se fazer à estrada! E quem ainda não se lembra do "pirata", Marco Pantani, a desfilar com o seu lenço na cabeça pelas paisagens de Itália?

 

Entretanto, já se fizeram milhares de quilómetros de Alghero até Blockhaus. Pelo caminho já ficaram locais magníficos como Tortolí, Cagliarí (sim a Sardenha), Cefalú, Etna, Messina (sim a Sicília), Reggio Calabria e Alberobello! É extraordinário como, muitos de nós, que gostamos de viajar, nem sequer percamos 5 minutos para ver estas belíssimas paisagens. Para mim, recordar algumas dessas zonas é um bálsamo de memórias e paixão. Até porque, as memórias são isso mesmo, memórias. As fotos de muitos desses lugares ficaram perdidas num disco rígido que nem um dos melhores técnicos informáticos conseguiu salvar. Só me resta apaixonar no site da corrida.

 

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Fonte da Imagem: http://www.giroditalia.it

 

E, importa lembrar, que se encontra um português, um daqueles que tende a passar ao lado dos holofotes, a competir para um bom lugar na geral, nomeadamente o Rui Costa que está agora na 17ª Posição... Nada mau, tendo em conta que estamos a falar de 191 corredores! Estão ainda em prova os portugueses José Mendes e José Gonçalves.

 

Por estes lados, o apoio recai em Rui Costa (está a 46 segundos do líder que é Bob Jungels), mas também vai ser interessante assistir a uma disputa entre Vicenzo Nibali e Nairo Quintana. Sigam aqui todas as emoções!

 

Foi por isso mesmo que, na sexta-feira, numa forma de juntar Itália a Portugal e torcer pelo Rui Costa, me dediquei a um Risotto de Maçã e Morcela com Cogumelos. Afinal, este prato da Lombardia (Norte de Itália), deve-se ao facto dos Sarracenos terem trazido o risotto da Sicília para aquela região.

 

Acho que o resultado não foi mau...

 

... Sobretudo porque, depois da refeição e de toda a gente ter dito que estava óptimo, reparei que a validade do arroz já tinha passado há mais de 7 meses! Ainda estamos vivos, não há sinal para alarme.

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 Fonte da Imagem: Própria

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O Azores Airlines Rallye

por Robinson Kanes, em 12.04.17

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 Fonte das Imagens: Própria.

 

Como sei que existem aqui alguns seguidores apaixonados pelos motores e pelo desporto automóvel e... porque há duas semanas apeteceu-me interromper o café e fotografar algo de diferente, deixo aqui uma nota de uma iniciativa que ocorre todos os anos em São Miguel e que tende a ser encoberta por outras modalidades e outros expedientes - O Rallye Açores, ou como é denominado oficialmente "Azores Airlines Rallye" (AAR).

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O AAR é uma das provas mais bonitas e disputadas do mundo, ou não se realizasse no paraíso mais apetecível da terra, os  Açores! Do ponto de vista desportivo, a prova está inserida no " FIA European Rally Championship", ou seja, algo que nos deveria orgulhar a todos. A isto acresce o facto de ser uma competição muito próxima dos espectadores, contudo, sem colocar em risco a segurança destes!

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Para a ilha de São Miguel e para o arquipélago é uma oportunidade única de divulgação e de encaixe financeiro. Um outro ponto alto são as imagens, algo de facto apaixonante. Quando a prova é seguida de helicóptero a respiração tende a ser diferente e não é por estarmos no ar, é mesmo pelas filmagens e fotografias que se conseguem de tão bela ilha, de tão belo paraíso. Ainda me questiono como é que aguentamos 6 a 8 horas num voo para coisas tão banais e esquecemos este arquipélago... do meu ponto de vista, ainda bem. Acredito que os Açores são, sobretudo, para quem esteja num nível mais acima de desenvolvimento humano (e não estou a falar de dinheiro nem de intelecto).

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Ao que sei, no continente, é mais importante um jogo da décima quinta divisão de futebol, ou a pouca vergonha que envolve o futebol do que propriamente esta prova, contudo, a mesma foi amplamente divulgada fora de portas e sobretudo com acompanhamente total na Eurosport!

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Finalmente, parabéns ao vencedor, um português: Bruno Magalhães. Parabéns a todos os outros pilotos, pois é comum que nos cruzemos com um veículo de competição e este ainda nos ceda passagem ou agradeça o nosso civismo!

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