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Com Lenine, Estaline e Tchaikovsky...

por Robinson Kanes, em 10.11.17

IMG_20171110_090509.jpgFonte da Imagem: Própria.

 

Por estes dias "celebrou-se" o aniversário da revolução soviética pelo que, embora tenha muitas questões em relação à mesma, não podemos negar que nos ficou comouma marca histórica que não pode ser apagada, mesmo que esse fosse o modus operandi, aliás, continua a ser, de uma esquerda mais radical. Foi isto que me deu a ideia para criar este artigo que já vai sendo de sugestões para o fim-de-semana e para a semana...

 

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 A primeira prende-se com Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido por Lenine. Mas não vos vou falar do estadista mas sim de um filme que é um dos relatos ficcionais mais brilhantes da história do cinema: o filme alemão "Good bye Lenin!" ou como é conhecido em Portugal, "Adeus Lenine!". Para muitos é uma comédia, para mim é um drama, sobretudo se escutarmos atentamente a banda sonora (Yann Tiersen) e nos deixarmos envolver na história. É o relato de uma mulher, comunista fervorosa que após um coma de 8 meses em 1989, desperta já em 1990 numa Alemanha unificada, onde já não existe divisão. Para evitar futuros ataques cardíacos, o filho, um anti-comunista, tudo fará para proporcionar no apartamento de Berlim uma encenação de como a Alemanha de Leste continua activa e o comunismo não caiu. O grande desafio vai ser, num país que abre os braços ao capitalismo, tudo fazer para parar a história. Um filme alemão dos mais brilhantes do século XXI e um dos meus preferidos onde política e família desempenham um papel ímpar e digno de apreciação. Este filme foi galardoado com um Goya, um César e tantos outros prémios. 

(Fonte da Imagem:http://www.wartburg.edu/2017/01/24/wartburgs-german-film-series-continues-with-good-bye-lenin/)

 

 

 

 

De Lenine, vamos até Estaline onde "A Vida Privada de Estaline", de Lilly Marcou merece o meu destaque. Uma daquelas biografias que não nos cansam, mesmo que descritas com minúcia. Mostra-nos sobretudo o homem com um carácter mais humano e familiar contra o homem que vive na obcessão da traição e que o fazia eliminar todos aqueles que julgava serem potenciais traidores, inclusive alguns dos que lhe eram mais queridos. Fala da eliminação de Trotsky e de como se aproximava daqueles que, pelos quais, não nutria grande simpatia e afastava quem já não lhe pudesse acrescentar nada de novo aos seus planos como foi o caso de Kamenev, após o assassintato de Trótski.

É um livro nada tendencioso e que não teme em elogiar, quando assim tem de ser, o monstro que, segundo muitos, exterminou mais seres-humanos que o próprio Hitler. Interessante será observar a relação deste com a mãe.

 

Finalmente, temos de abrir espaço para um génio e para um dos mais belos concertos para violino: Pyotr Ilyich Tchaikovsky e o "Concerto para Violino em Ré Maior Op. 35". Para mim é uma obra-prima e talvez um dos mais belos concertos alguma vez compostos! É daqueles registos clássicos que ouvimos vezes sem fim e que para os intérpretes é um desafio e tanto na medida em que é conhecido pela sua dificil execução. Cá por casa é presença habitual e já me tem valido alguns comentários do género "não ouves mais nada?". Estreado em Viena tem a particularidade de ter sido dedicado a Leopold Auer que se recusou a interpretar o mesmo, recaindo uma segunda dedicatória em Adolf Brodsky. Composto em 1878 na Suiça é talvez a expressão da depressão que o afectou então a propósito do divórcio com Antonina Miliukova! Para os que não apreciam música clássica, não tenho a mínima dúvida que serão os 35 minutos musicais mais preciosos que poderão escutar, o primeiro andamento (Allegro Moderato) será o suficiente para vos conquistar. Não faltam intérpretes a percorrer a obra do autor, por cá, Valeriy Sokolov é um deles, no entanto rapidamente encontramos vários em registo de disco ou nos canais online.

 

É um concerto inspirador e uma presença constante em momentos mais tenebrosos mas também naqueles momentos em que são necessários decisões com impacte em larga escala. Não gosto de entrar neste tipo de rótulos mas é sem dúvida uma das 10 músicas para ouvir antes de morrer. Deixo-vos numa interpretação feminina de Julia Fischer com a Orquestra da Radio France.

 

Bom fim-de-semana e... Sonhem...

 

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 Édouard Manet, Almoço Sobre a Relva - Musée d'Orsay

Fonte da Imagem: Própria.

 

O objectivo do homem não é a verdade mas o êxito.

Rabindranath Tagore, in  "A Casa e o Mundo"

 

Vivemos numa época em que tudo é polémico, dizemos polémico para não utilizarmos o termo "moda" e assim condernarmos à estupidez os nossos conceitos morais e querermos acreditar que somos livres no pensamento, quando mal sabemos que só estamos a seguir a corrente deste ou daquele interesse... Basta ver que não ficamos chocados com algo que acontece à frente dos nossos olhos mas se sair na capa de um jornal...

 

Uma das questões a debate nos últimos tempos têm sido os casos de assédio sexual e até violação no seio de Hollywood. Harvey Weinstein surge como o principal actor de todas estas polémicas e, embora alguma imprensa por cá até faça eco do caso, o mesmo parece não ter o "aplauso" do público como tem por exemplo o de uma sentença de um juiz que escolheu mal (muito mal, por sinal) a fundamentação de um veredicto. Alguém me dizia um destes dias que se deve ao facto de existirem muitos telhados de vidro e de outros nem saberem o que é. De estranhar o facto de só se falar de Weinstein quando Polanski é aclamado na Europa e sobre Woody Allen ninguém procure saber o que realmente aconteceu. E estes são apenas dois exemplos em tantos outros.

 

Mas porque é que só ao fim de tantos anos é que surgem as queixas? Recordo-me de casos como os de Bill Cosby ou até do antigo director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que foram sanados com pagamentos milionários que limparam qualquer trauma que pudesse ter ficado. Será que quando a vida nos corre mal, nada como lançar cá para fora segredos do passado e lucrar com isso, como provavelmente lucrei naquela época com o meu silêncio e até cumplicidade em alguns casos - não estou com isto a defender o assédio sexual. Todavia, quando queremos justiça, não nos vendemos por dinheiro... Uma coisa é ser ressercido pelos danos causados, outra coisa são acordos para não levar avante os processos e consequentemente desistir das queixas.

 

Porque é que à época estas senhoras (muitas delas actrizes com carreira) não denunciaram o caso? Porque é que foi preciso uma delas ter "coragem" (está entre aspas não é por acaso) para o fazer e de repente descobrimos que praticamente mais de metade das senhoras de Hollywood passou pelo mesmo! Porque é que foi preciso esperar tanto tempo e porque é que, perdoem-me a frase mais popular, não se abandonou o barco? E porque é que só agora, quando o cinema está em crise e muitas desaas actrizes precisam de holofotes sob pena de terem de trocar a mansão de 7 milhões por uma de 2 milhões? 

 

À época até era conveniente e, agora que estamos num outro patamar e tememos perder o mesmo, nada como lançar cá para fora uma verdade que todos já conheciam e que provavelmente até terá custado a carreira a muita gente que, também à época, percebeu o que era assédio sexual e não prosseguiu pelo caminho errado... Muitas dessas pessoas, provavelmente até ameaçadas por aquelas que agora denunciam estes casos... A diferença é que essas mesmas pessoas, hoje, não são estrelas de cinema...

 

E porque é que estamos assim tão escandalizados? Existem várias áreas da sociedade em que tal é uma prática comum, a política, por exemplo é uma delas? Todos sabem, é preciso ser capa de jornal para haver indignação? Aliás, existem políticos no activo e a desempenharem altos cargos que nunca clarificaram bem a sua inocência em casos muito mais graves que assédio sexual. E os célebres casos de suites de hotéis em Lisboa que serviam de antro sexual, uma espécie de antecâmara para o estrelato? Acerca destas situações, não me recordo de ver os senhores e as senhoras do costume a condenar, sobretudo aquelas que têm tempo de antena e que vão desde a política, à televisão, sem esquecer a cultura e tantas outras áreas...

 

E no dia-a-dia? Quantas pessoas são alvo de assédio sexual e violação? Quantas pessoas são alvo de assédio moral, tão comum, inclusive em Portugal? Mas essas mulheres, e até homens, não surgem nos jornais e são, muitas vezes, até ostracizadas pela sociedade que não quer ver a vergonha que tem à frente dos olhos - ou prefere não ver porque também beneficia.

 

Não se pode, após ter beneficiado da prática de um crime e vir ao fim de tantos anos denunciar esse mesmo crime tirando, novamente, proveito da situação - para mim é ser cúmplice desse mesmo crime! Todavia, a verdade é que se esses actos fossem denunciados quando tinham que o ser, muito provavelmente estas senhoras não seriam actrizes e foi isso que as fez pactuar com a situação todo este tempo... Não utilizei o "estar remetidas ao silêncio" porque, na verdade nunca estiveram, apenas beneficiaram de uma situação enquanto lhes era satisfatório. A propósito desta "moda", Kevin Spacey foi a última vítima.

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De Léon, o Profissional aos Ratoneiros...

por Robinson Kanes, em 27.10.17

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Fonte da Imagem: https://cdn-images-1.medium.com/max/1600/1*cQ3z3DWc3rw5uc9cstN3tA.jpeg

 

 

Como prometido a um habitual seguidor e posto que a imagem coloriu um dos meus artigos esta semana, uma das minhas sugestões vai passar por um filme: "Léon, o Profissional". Este é um filme com Jean Reno, Natalie Portman (e que prodígio já ali estava) e Gary Oldman. Não sendo um dos meus realizadores preferidos, só Luc Besson conseguiria inesperadamente  transformar um filme de pura acção com corruptos e pistoleiros, num drama singular.

 

Não desenvolvendo muito do filme, assistir a Jean Reno no papel de um assassino profissional mas que no fundo não passa de um ingénuo indivíduo é algo fantástico - Léon mata para o seu "padrinho" (Tony, um mafioso) que lhe "guarda" todo o dinheiro e faz com que Léon carregue uma vida miserável. Léon nada conhece do mundo, mas é um apaixonado por filmes musicais dos anos 40 e 50, bebe copos de leite quando outros bebem Vodka e ainda cuida de uma planta como muitos de nós não cuidam de um ser-humano. É interessante este lado de Léon que se irá reflectir na relação que terá com Mathilda (Natalie Portman).

 

É Mathilda que mudará a vida de Léon e também acabará por ver a sua altamente marcada por este... Aliás, Léon morrerá a salvar a sua protegida e a vingar a morte dos cuidadores desta e especialmente do seu irmão. Todo o filme tem uma carga dramática, a relação de ambas as personagens é deveras interessante, e na chamada "versão do realizador", Besson chega a explorar uma certa paixão entre o assassino e a menina de 12 anos - o público não gostou e os cortes impuseram-se, mas eu aconselho essa versão. A isto, acresce aquele que me encantou na primeira vez que vi um filme e, sendo eu à época, um miúdo de 10 anos, jamais conseguiria apanhar mais que isso - Gary Oldman. Reparem quando este fala de Beethoven e Mozart depois de ter morto uma família inteira e o célebre grito (que afinal foi um improviso para fazer Besson rir um pouco) "bring me everyone" que acabou por ficar no filme original - surge no minuto 1:44 do trailer. Um filme onde os bons não ganham sempre...

 

Considerado por muitos digno de figurar na lista dos melhores filmes de sempre, é uma fita que à primeira vista pode parecer mais um "dirty harry style" mas consegue agarrar-nos de uma forma nem sempre normal nestes argumentos. Talvez por essa surpresa tenha gerado tantas paixões.

 

Para ler, e já que andamos pelo lado de lá do Atlântico, nada como visitar o escritor do Mississipi, William Faulkner. Escolhi "Os Ratoneiros", último livro do autor que deu origem ao filme com o mesmo nome e com Steve Mcqueen no papel do destemido Boon. Nos Estados Unidos dos anos 20, Boon, um ratoneiro (ladrão) e empregado da família, convence Lucius a roubar o carro do avô e com Ned viajam até Memphis vivendo um sem número de aventuras que são uma tremenda descoberta para todos. Estamos perante uma viagem para o desconhecido, cheia de peripécias e onde a amizade é sempre posta à prova. Gosto particularmente de Boon que terá também um final interessante com uma das personagens que não mencionei aqui, por motivos óbvios. E porque não associarem o filme ao livro e debruçarem-se sobre os dois? Vai ser impossível não gostarem de Boon e do "tolo" Ned.

 

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Fonte da Imagem: Própria.

 

 

Se Steve Mcqueen não for suficiente, talvez a banda sonora de John Barry o seja... Histórias diferentes, também para diferentes estados de espírito... Duas grandes obras, uma da literatura e outra do cinema...

 

Por fim... Uma outra sugestão... Apaixonem-se...

 

Bom fim-de-semana... 

 

 

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 Fonte da Imagem: 

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Sexta-feira, o dia já conhecido pela actividade que me há-de acompanhar toda a vida: passar-a-ferro.

 

Lamento não ter texto sobre uma cidade onde vivi três meses e que foi alvo de um atentado, mas confesso (do ponto de vista pessoal) que não sigo a loucura dos "bicos de pés", vulgo hashtags... Posto que, quando a poeira assentar e termos percebido um pouco o que se passou, vou voltar ao assunto. Espero que as "Madres-Teresa de Calcutá" aproveitem também para partilhar fotos com os cadáveres dos mais de 50 civis que morreram esta semana na Síria "por engano" e durante um ataque da coligação. Eu sei que dizer que se esteve ou está em Barcelona é mais cool, mas Damasco é logo a seguir a Ankara e além disso tem uma história milenar.

 

Hoje pensava falar de uma zona de praia e de mar, mas a revolta que por aqui vai com os incêndios é maior e não pretendo ser mais um a dizer que está muito preocupado com a temática ao mesmo tempo que tira uma foto a beber uma caipirinha no Algarve ou num outro destino qualquer.

 

Deste modo, esta semana deixo também a música de lado e parto para os livros: "A Farsa" de Raúl Brandão e a personagem de "Candidinha" fazem-nos querer matar tal figura logo de início e, sobretudo no fim da obra, quase que nos sentimos vingados com a morte do filho. Deixo que leiam este livro de desencanto com o mundo, ódio e ambição bem pincelada de tristeza, em suma, um expressionismo e neo-romantismo bastante característicos da obra de Raúl Brandão.

 

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Fonte da Imagem: Própria 

 

E como os temas estão fortes, revisito também Gabriel Garcia Márquez (parece que ando em maratona com o génio) e o seu "Outono do Patriarca". Sem entrar em grandes revelações, é interessante a leitura na medida em que é um retrato fiel de muitos ditadores e marca a literatura de uma época (apesar da obra estar bastante actual) que se debateu também nesta matéria - nomes como Miguel Angel Asturias ou Augusto Roa Bastos são bons exemplos. Garcia Márquez é conhecido pelas suas descrições violentas, mas aqui tem um toque especial, pois no fundo é um relato com espaço para toda a imaginação e espelho do real do autor sobressairem num máximo esplendor. Provavelmente ainda voltarei a este livro para a semana.

 

E um filme? Imaginem que numa só pelicula conseguem ter Sean Connery, Michael Caine (uma vénia), Robert Redford (idem), Gene Hackman (idem), Dirk Bogarde (de "Morte em Veneza"), Antonhy Hopkins (outra vénia), Edward Fox, Ryan O'Neil (gostei dele em "Barry Lindon"), James Caan,  Lawrence Olivier  e um outro sem número de estrelas.

 

Se gostarem do género, somem o facto de ser um filme de guerra, baseado numa conhecida operação militar da 2ª Guerra Mundial, nomeadamente a "Operação Market Garden" (e também no livro de Cornelius Ryan)!

 

Quem já andou pela Holanda e não ficou só por Amesterdão decerto passou pela icónica ponte de Arnhem - é aí que a missão falha redondamente para o lado dos aliados, que animados pela "vitória" na Normandia tentam entrar na Alemanha pela Holanda conquistando várias pontes.

 

O filme realizado por Richard Attenborough tem o nome de "A Bridge too Far". O nome ficou famoso, pois na realidade, o Tenente-General "Boy" Browning (interpretado por Dirk Bogarde no filme) virou-se para um optimista General Montgomery e disse que os aliados tentaram ir longe demais, neste caso, uma ponte longe demais. Se gostaram de Anthropoid, que já teve por aqui um artigo, vão adorar este. Aposto também que, ao fim de 3 horas de filme, vão assobiar durante muitos dias a banda sonora de John Addison. Com estes actores e com mais uma lição de história, não tenho dúvidas que o fim-de-semana ou a semana têm tudo para ser mais animados... Ideal para o pós-ferro e para quem sabe que já não se assiste a um bom filme de guerra desde "O Resgate do Soldado Ryan".

 

E não me acusem de ser saudosista ou velho! Em 1977, penso que ainda nem os meus pais se tinham conhecido.

 

Bom fim-de-semana...

 

P.S: A ponte de Arnhem tem agora o nome de "Ponte John Frost" em homenagem ao Tenente-Coronel John Frost que esteve à frente das tropas aerotransportadas que defenderem a ponte naquele fatídico mês de setembro. Esta personagem é interpretada no filme por Anthony Hopkins (uma vénia).

 

Actualização a 19/08: Se repararam, tive o meu momento à Jorge Jesus no último parágrafo quando escrevi "defenderem" ao invéms de "defenderam".

 

 

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"Friday I'm In Love"...

por Robinson Kanes, em 28.07.17

 

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 Fonte da Imagem: Própria

 

Aí está o fim de semana e com ele o delírio daqueles que trabalham cinco dias para viverem um e deprimirem a partir das 13 horas do segundo...

 

Por aqui deixo uma pergunta, já foram a Tourém? Então nada como ir até ao artigo de ontem, pode ser uma óptima sugestão para vos encher de boas energias ao invés de lastimarem a infelicidade de terem um trabalho e ainda terem tempo de descanso...

 

O tema dos incêndios também tem sido uma tónica cá por casa, pelo que será necessário descomprimir antes que me sejam colocadas as malas à porta. Na leitura não será,  pois por aqui continua-se a reler Gabriel Garcia Márquez e o seu "Amor Nos Tempos de Cólera". Quem viu o filme e gostou, após ler o livro vai mudar de opinião em relação ao primeiro. Mas... Apesar de arrebatadores e geniais, os livros de Garcia Márquez não são propriamente os que nos colocam mais felizes...

 

Por tudo isto, lembrei-me da banda sonora desta semana: "The Cure" - aquele rock com um sotaque british bem vincado na voz de Roberth Smith, o vocalista da banda nascida nos anos 70 e que sobreviveu aos ricos anos 80 e ainda conseguiu atingir o apogeu nos anos 90! É a banda ideal para ouvir enquanto se conduz na cidade enquanto outros, fechados nos seus automóveis, apresentam a tradicional cara de atum. Destaco três músicas que estão incluídas no "Best Of" mais "recente" da banda - três porque não poderia esquecer "Friday I'm In Love"! As outras duas são "Why Can't Be You" (adoro além de que é das melhores para andar no trânsito - ver no final do artigo ) e "Mint Car" (ideal para filas longas - idem).

 

 

Um filme? Poderia pensar em vários mas talvez opte por uma produção francesa de Yann Samuell com Guillaume Canet e a belle Marion Cotillard. O filme é "Jeux d'enfants" ("Love Me if you Dare", em inglês). Uma história de amor, mais leve e mais animada que decorre em torno de um jogo, ideal para quem gosta de amores difíceis, e com alguns apontamentos mais sérios onde destaco a questão da morte e de levarmos a enganadora vida perfeita ao lado de quem não amamos... No final, uns conseguem corrigir o erro e viver o seu grande amor, outros nem por isso. Abaixo fica o trailler para os apaixonados.

 

 

Bom fim de semana e até terça-feira.

 

Abaixo as outras duas sugestões dos "The Cure".

 

"Why Can't Be You"

 

 "Mint Car"

 

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La Dolce Vita!

por Robinson Kanes, em 21.07.17

 

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 Fonte da Imagem: http://www.hotel-r.net/hu/dolcevita

 

Uma sexta-feira e está na hora de entrar no fim de semana com um ritmo menos acelerado, até porque esta semana os artigos foram bastante sérios... 

 

Poderia sugerir coisas tranquilizadoras mas não me parece que os "Olhos de Água" de Alves Redol ou mais uma leitura de "Crónica de Uma Morte Anunciada" de Gabriel Garcia Marquéz possam acalmar o espírito, apesar de terem sido as minhas leituras desta semana. Provavelmente senti-me na pele de um dos gémeos Vicario ("Crónica de uma Morte Anunciada") quando escrevi o artigo de terça-feira. No entanto, este fim de semana pede algo tranquilo...

 

A minha sugestão (e sim, sei que nasci muitos anos depois para me interessar por estas coisas) é o filme "La Dolce Vita" de Frederico Fellini, com Marcelo Mastroiani, Anita Ekberg e a bela Anouk Aimée. Filme italiano, se possível para ver sem legendas e com tempo, pois tem a duração de quase três horas.

 

É um filme ao estilo de Fellini e que conta a história de uma semana na vida Marcello Rubinni, um jornalista de revistas cor-de-rosa, que procura a felicidade na bela Roma. Aborda sobretudo a questão da vulgaridade, dos valores, da felicidade camuflada das elites artísticas e financeiras, das diferentes personagens (mulheres) na vida de Marcello e como isso, para o mesmo, é uma total demonstração das dificuldades em realizar essa felicidade. Neo-Realista, é um filme que conquistou uma Palma de Ouro em Cannes e deu lugar ao "nascimento" do conceito paparazzo. Foi também um filme censurado em muitos países e pela própria Igreja Católica, aliás, o início do filme deixa logo antever esse sentimento. Quem viu "Cinema Paradiso" vai-se recordar de algumas cenas... Abaixo deixo dois vídeos que marcaram o filme, aliás, a cena na "Fontana di Trevi" tornou-se uma referência! Vide o vídeo abaixo:

Uma curiosidade: consta que Anita Ekberg não teve qualquer problema em passar horas na água a filmar esta cena, por sua vez, Marcello Mastroiani lamentou-se profundamente por diversas vezes e só a Vodka o fez aguentar a água fria.

 

Finalmente a banda sonora, do grande Nino Rota, é também uma referência... Sobretudo para os amantes do estilo e que o colocam ao lado de Morricone e Piovanni como um dos meus preferidos. Deixo-vos também uma sonoridade, é impossível não reconhecer este som...

É a sugestão ideal para reflectir e pensar se "La Dolce Vita" não é algo tão simples, mas que continuamos a ignorar do alto da nossa pseudo-importância e da nossa ânsia de viver numa lógica de egoísmo, influência e até de nos sentirmos perdidos no nosso mundo que julgamos controlar. No que depender de mim, mal ou bem, procurarei sempre "La Dolce Vita".

 

Bom fim de semana...

 

Dois artigos que merecem a leitura dos comentários, aqui e aqui. Obrigado a todos.

 

 Cena Final de "La Dolce Vita" - Quem vir o filme vai perceber o impacte da mesma.

 

 

 

 

 

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Fonte da Imagem: Própria

 

Amanhã andarei ausente, ou melhor, vou andar noutras paragens deste mundo que é a blogolândia...

 

Também não irei estar agarrado ao ferro! Contudo, nem só o ferro nos inspira, pelo que aponto para algumas sugestões a ter em conta para o fim de semana e para a semana!

 

Terminada a obra "Uma Fenda na Muralha" de Alves Redol,  pergunto: como é que com tanto filme já realizado, ainda não se fez um filme baseado nesta obra? O argumento está praticamente feito e a mestria de Redol é latente. Se este livro chega a Hollywood temos filme para óscares, bem melhor que o "Perfect Storm" de Wolfgang Petersen. Foi esse o motivo que me fez arrancar  para a "Barca dos Sete Lemes", também de Redol. Deixei a Nazaré com o arrais "Zé Diabo" de "Uma Fenda na Muralha" e rumei ao não menos árduo Ribatejo! Ao cabo de 100 páginas, posso dizer que não me arrependo minimamente, ou não fosse o neo-realismo uma das minhas correntes de eleição. O modo como Redol olha para estas gentes é de uma proximidade e carácter etnológico surpreendentes. Num discurso simples mas aritisticamente talhado faz-nos questionar e admirar uma realidade que não tem assim tantos anos e não é diferente de muitas que encontramos nos dias de hoje.

 

Para um passeio, porque não a Praia de Vale Figueiras, a Praia da Arrifana ou até a Praia da Amoreira? Sigam os artigos já publicados clicando nas mesmas.

 

Uma música para o fim de semana? Talvez inspirado pelo filme que vou sugerir, recomendo o albúm "La Sublime Porte - Voix d'Istambul" de Jordi Savall. A música otomana, arménia e judaíca conjugam-se em notas e ritmos que nos vão transportar para a época em que o Palácio de Topkapi (Istambul) era um dos mais movimentados e a sua corte uma das mais poderosas do mundo! É de facto uma obra fascinante e que nos faz crescer, aprender e sonhar! Perfeito seria ficar numa das varandas do palácio a contemplar o Bósforo e a ouvir estas sonoridades...

 

Finalmente, um filme! Cinema turco, "Babam ve Oglum / Meu Pai e Meu Filho": devo dizer-vos que é um filme que me encantou desde o início porque nos leva de Istambul para Izmir e traz-me saudades daqueles 30 dias em que fui turco. No entanto, o filme  de Çagan Irmak começa trágicamente com uma morte no parto e leva-nos à Turquia dos anos 70-80, e dos seus golpes militares. Do filho que regressa a casa do pai e que agora traz também consigo o seu próprio filho! A luta e o reencontro entre pai, filho e neto, bem como algumas pequenas passagens que nos dão algumas lições de vida na relação entre parentes tão próximos. É claríssimo ao longo do filme alma turca, sobretudo daqueles que vivem fora de Istambul, da aspereza (muitas vezes exterior apenas) dos homens e da sensibilidade, carinho e doçura das mulheres daquela região, as gargalhadas de Nuran são um dos melhores exemplos. Mais não conto, vejam por vocês próprios, o filme existe com legendas em inglês se procurarem por aí... Uma nota para a banda sonora que deu o prémio de revelação do ano 2006 nos "World Soundtrack Awards" a Evanthia Reboutsika.

 

Bom fim de semana ou Bom trabalho...

 

Uma nota do disco "La Sublime Porte - Voix d'Istambul"

 (Aguarda Resolução de Problemas por parte do Sapo)

O trailer em inglês de "Babam ve Oglum"

(Aguarda Resolução de Problemas por parte do Sapo) 

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Fim de Semana de um Estranho no Paraíso...

por Robinson Kanes, em 24.03.17

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 Fonte das Imagens: Própria

 

Tinha vontade de falar de Londres, sobretudo porque tinha “pessoas” no Parlamento, mas... será que vale mesmo a pena? Não. Até porque hoje já todos regressaram aos trabalhos e só o “sensacionalismo” de uns ainda está focado na temática. E além disso, a história, neste caso, é de quem a vive... falem da Síria, de África, da Ásia, ou até de certas coisas que envergonhariam o próprio Satanás. Estou religioso, de facto...

 

Mas é fim de semana e já não falava aqui um pouco das limpezas e do estar agarrado ao ferro e à tábua. Também vai ter de ser...

 

Entretanto descobri que perder em média 45 a 60 minutos a preparar uma carta de apresentação bem bonita e um CV adequado à posição não traz resultados. Diz-me o marketing que pelo menos em cada 10, um cai! E em cada 500 ou 1000 não cair nenhum? Talvez porque o produto nem seja visto ou o “marketeer” é mau. Todavia, no que toca a este aspecto quero continuar firme como o Ethan Hawley de Steinbeck.

 

Para o fim de semana sugiro que vejam um filme bem adequado à semana que passou e aos tempos actuais... não, não é o Exterminador Implacável (embora pudesse ser, se nos lembrarmos da inteligência artificial). É o “Homem Elefante” de David Lynch, revi esta semana... se há um filme brilhante deste realizador é este! Uma história de dignidade humana que não deixa ninguém indiferente... à diferença. Além do excelente realizador (nem sempre...) ajoelhem-se perante Anthony Hopkins, John Gielgud, John Hurt e Anne Bancroft! O filme é de 1980 mas a preto e branco para dar mais enfâse ao cenário Vitoriano e à história. Deveria ser uma visualização obrigatória...

 

Se me é permitido, uma música... uma música que traz Borodin para o palco, pois a melodia é do mesmo, foi herdada deste compositor para posteriormente ser interpretada no musical “Kismet”. Confesso-vos que cantada pelo Tony (não é o Carreira) consegue projectar um halo de sensações múltiplas, sobretudo para aqueles que se sentem... estranhos no paraíso (talvez como John Merrick, o Homem Elefante, quiçá...). Tony Bennett pode ser música de velho, mas é dos meus preferidos, além disso foi o único que conseguiu fazer a Lady Gaga cantar alguma coisa com nexo e aproveitar a boa voz que a mesma tem.

 

 

E hoje há jackpot! E uma “passeata”? Vamos ao Ribatejo? Os “piquininos” já nasceram...

 

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Bom fim de semana...

 

O Homem Elefante (trailer... um trailer dos bons...)

 

Tony Bennett - "Stranger in Paradise" 

 

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Mais uma sexta-feira... mais um tempo para um balanço do ano... mais um tempo para encontrar formas de conseguir algo sem ter de ceder à facilidade... mas um tempo de ir contra tudo e contra todos... mesmo quando o todo, ou quase todo, me diz que é melhor deixar cair os meus valores em prol de um facilitismo bacoco...

 

Mas como é sexta-feira e só tenho de limpar a sala e o quarto... afinal não... também tenho roupa para passar a ferro... hum... 

 

Isso pede música... pede algo que me ajude a enfrentar o fim de semana, algo que me faça pensar... afinal ainda existo. Sinto que a banda sonora para o ritual de pegar no ferro e fazer-me aos vincos como se não existisse amanhã, tendo em conta o dia de hoje, tem de ser algo mais alegre, contudo não menos introspectivo. Não vou pela música clássica, hoje prometo que vos poupo a isso. Escolhi uma banda interessante, com influências judaicas, que interpreta algumas músicas em língua hebraica e com grande influência dos balcãs. O mix de instrumentos e um ritmo interessante, fazem-me escolher "Refugee"... talvez porque a temática dos refugiados não é nova, talvez por continuar a estar na ordem do dia é que deveria ser uma novidade e... porque os dois discos que tenho deste grupo foram caríssimos e demoraram imenso tempo a adquirir.

 

I'll show you,
That all our fates are so entwined.
Don't lose your faith in humankind.
Just don't forget my state of mind
Is fragile.

 

Together,
We can enjoy the taste of dignity.
As long as you believe in me,
I'll show you my reality,
I've seen a few.

(um pequeno aperitivo)

 

E um filme? É sexta-feira, chove... nada como um bom filme sem pipocas e sem crianças, adolescentes e adultos a fazerem barulho na sala... somente um Pastor Alemão a ressonar e o calor da presença humana no lar. Vou escolher o "La Stanza del Figlio", ou melhor, "O Quarto do Filho" que tem como actor principal o próprio realizador do filme, o conhecido Nanni Moretti. No meio de tanta superficialidade, penso que este poderá ser o filme ideal para uma sexta-feira à noite, contudo, preparem-se para que não seja a mais alegre.

 

Algumas cenas pesadas e uma representação fantástica de Moretti. Um filme devastador que coloca a família de um psicólogo (que acha ter resposta para tudo) perante um dilema que não será fácil de superar... a surpresa surgirá com uma carta de amor, mas isso deixo para aqueles que quiserem ver este filme de 2001, vencedor do Festival de Veneza.  Desta vez vou vê-lo em italiano, por isso desejem-me sorte. Esqueci-me! A banda sonora é do Nicola Piovani (lembram-se do "A Vida é Bela"?), mas desse compositor falarei outro dia.

 

E como a chuva está aí, andem à chuva e molhem-se, eu já tive a minha dose às sete da manhã com um cão enorme e peludo que não se apoquentou muito com o estado do tempo...

 

Deixo-vos os Oi Va Voi e uma cena do filme de Moretti... bom fim de semana...

 

Fonte da imagem: Própria

 

 

Oi Va Voi - Refugee

 

"La Stanza del Figlio" com algumas das cenas...

 

 

 

 

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Limpeza de Casa e da Mente com o Ennio.

por Robinson Kanes, em 03.02.17

IMG_7059.JPG

 

Horácio dizia algo como isto - “minuentur atrae carmine curae” - ou seja, a “música ajuda as mentes perturbadas”. Só descobri isto quando o meu professor de latim me confrontou com tal frase e, desde então, tem-me acompanhado, sobretudo, quando a mente anda mais em turbilhão. 

 

Hoje, em casa, num dia menos bom, lembrei-me de Horácio e de como seria importante fazer uma arrumação na minha mente. Confesso que não é fácil, por isso acabo de decidir arrumar a casa. A casa... como o nosso pequeno ovo e a sua respectiva arrumação, nos ajudam a arrumar também o que nos vai na cabeça!  É óbvio que também permite eliminar alguns maus cheiros, limpar o pó e fazer com que um Pastor Alemão gigante enfrente o aspirador como se, o último, de um larápio se tratasse.

 

Aqui, sentado, ainda a escrever, já escolhi a banda sonora para esta arrumação, pelo menos a de casa: encontrei, em Ennio Morricone, a minha salvação. Escuto Morricone desde que me recordo de ter capacidade de escolha nas minhas paixões e honestamente... nunca mais larguei o velho maestro e compositor. Só me arrependo de nunca ter assistido a um concerto ao vivo e, com a idade do senhor, temo que isso não venha a suceder.

 

Sinto que, para hoje, entre um fim e uma necessidade de recomeço vou-me ficar pela “Cera Una Volta Il West”, composição a que o filme de 1968, “Once Upon a Time in the West/Era Uma Vez no Oeste”, dá o nome.

 

Para situar quem possa não conhecer, é  mais um daqueles filmes a que se convencionou chamar spaghetti western na senda dos western italianos que tinham a assinatura de Sergio Leone. Confesso que, quando o vi pela primeira vez, nunca consegui perceber o sofrimento da Sra. McBain (Claudia Cardinale) e aquele olhar sempre muito peculiar de Harmonica (Charles Bronson). No fim, é impossível não simpatizar com o Sr. Bronson (apesar do seu mau feitio) porque lá conseguiu acabar com a maldade de Frank (Henry Fonda). Não falta informação sobre o mesmo na internet.

 

A Sra. Mcbain é a mãe que perde tudo, que é violada (marido e três filhos assassinados) e necessita de recomeçar algo de novo com uma dor imensa. No entanto, à sua volta, o que não falta são vilões (mal ela sabe que alguns deles os seus melhores companheiros). Harmonica e sobretudo Cheyenne (Jason Robards) são quem lhe vai dar algum auxílio, e sim, são uns vilões com melhor coração. No fim, é a luta pelas terras para a construção do caminho de ferro e a “vingança” de Harmonica que dominam o filme e... a difícil mudança de vida encetada pela Sra. Mcbain.

 

E com isto, começo a pensar que devo ter nascido fora do meu tempo (tenho de reflectir sobre isto).

 

Mas a música! Essa coloca-nos perante alguma tristeza mas também nos dá alguma força para chegar ao fim com a casa arrumada e, quem sabe, com a vassoura e a pá em frente à porta da nossa mente. E aí, posto que as limpezas levam tempo, escuto, ainda em registo Ennio, “Speranze di Libertà”. Esta é uma banda sonora penosa, de outro filme - “Sacco and Vanzetti” - de Giuliano Montaldo e que data de 1971. Aqui, conta-se a história e julgamento, com pena de morte, de dois imigrantes anarquistas italianos nos Estados Unidos dos anos 20. Muito a propósito, após algumas políticas recentemente adoptadas no outro lado do Atlântico.

 

Deixo-vos as duas composições e, porque não, os votos de um bom fim de semana...

 

...e já agora...

 

...se vos for possível, saiam para a chuva!

 

Fonta da Imagem: Própria

 

Ennio Morricone - Cera Una Volta Il West

 

 

Ennio Morricone, Speranza di Libertà

 

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