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Para Onde Vai o Meu Dinheiro?

por Robinson Kanes, em 04.10.17

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Fonte da Imagem: https://www.forbes.com/forbes/welcome/?toURL=https://www.forbes.com/sites/laurashin/2015/02/26/44-ways-to-make-more-money/&refURL=https://www.google.pt/&referrer=https://www.google.pt/

Para Onde Vai o Meu Dinheiro?

 

Esta é a pergunta que muitos de nós fazemos, contudo, também é uma pergunta para a qual nem sempre encontramos resposta.

 

Alguém, que não aguentou presenciar muitas das coisas que se passam na Assembleia da República, disse um dia algo como isto: "se o povo soubesse o que ali se passa rapidamente aí acorria e pegava fogo a tudo". Na verdade, quantos de nós sabemos para onde vai o nosso dinheiro, mesmo que numa estimativa muito "caseira"? Poucos, muito poucos.

 

Foi neste sentido que decidi partilhar a iniciativa "Where Does My Money Go?" que visa, embora de uma forma ainda pouco detalhada, alertar e informar os contribuintes do Reino Unido das despesas realizadas com os seus impostos. Basicamente, e segundo os promotores da iniciativa, o objectivo passa simplesmente por procurar promover a transparência e o engagement dos cidadãos numa lógica de visualização e análise da informação dos gastos públicos no Reino Unido. 

 

Talvez se, a nós portugueses, nos dissessem com clareza para onde vai o nosso dinheiro e também cada um de nós procurasse saber essa informação, fosse possível ter uma melhor aplicação dos nossos impostos ou então, muito provavelmente face a um primeiro impacte da informação, fosse criado um clima de guerra civil... É um longo caminho, pois quantos de nós têm realmente interesse em saber onde são aplicados os seus impostos? E quando as próprias instituições públicas não cumprem a lei nem as directivas do Tribunal de Contas e infringem claramente as regras não sendo transparentes na divulgação das despesas? Está em cada um de nós ser mais activo e assim exercer também o papel fiscalizador nestas matérias... Porque o dinheiro é nosso e é um bem escasso.

 

E a vocês? Interessa-vos realmente saber onde é investido o dinheiro dos vossos impostos? Se sim, como exercem esse dever?

 

P.S: por cá existe o http://www.base.gov.pt, tenho é dúvidas que seja assim tão frequentado pelos cidadãos. Aconselho a consulta, foi aí que já encontrei algumas situações, no mínimo, ultrajantes para o erário público (lembram-se de ter falado de uma situação aquando dos incêndios?). Não é um espaço perfeito, muitos contratos e adjudicações directas permanecem omissas.

 

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Granada Ofensiva!

por Robinson Kanes, em 03.07.17

 

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Fonte da Imagem: https://www.defense.gov/Photos/Essay-View/CollectionID/13138/

 

Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantêm neutros em tempos de crise moral.

Dante Alghieri in “A Divina Comédia” (Inferno)

 

Dada a delicadeza do assunto e temendo que o mesmo fosse ofuscado por um outro assunto bem mais importante para os cidadãos portugueses, a flatulência, só hoje decidi falar do roubo de material militar de instalações militares de alta segurança.

 

Instalações militares de alta segurança presumem, hoje em dia, a existência de vários meios de segurança: segurança permanente, rondas, outros tipos de vigia apeada ou por intermédio de torres, sensores de calor, videovigilância, vedações (de preferência electrificadas) e outros meios bem mais complexos.

 

Ora... Posto isto, será que é crime o assalto a este tipo de instalações? Para mim, o verdadeiro crime é permitir que não exista segurança permanente! É também permitir que não exista qualquer tipo de videovigilância, sobretudo em vídeo, e permitir que meia-dúzia de larápios assaltem mais facilmente um paiol nacional do que uma mercearia em Vilar Formoso! 

 

Crime é um país como Portugal ter tantos oficiais superiores! Como diz o povo e bem "quanto mais gente a mandar mais desorganização"! Crime é termos Ministros da Defesa que, ou são formados em Jornalismo ou em Direito e com sorte até em Educação de Infância! A defesa é uma área demasiado sensível para estar entregue só a militares mas também é demasiado sensível para estar entregue a indivíduos cuja única experiência militar que tiveram foi a jogar Risco ou então, que os tempos são outros, a jogar Playstation! Estes factos e o alheamento da estrutura militar da vida dos cidadãos tem levado a uma descredibilização total das entidades militares que são encaradas como uma elite sem utilidade...

 

Crime é estarmos mais preocupados com a reputação do que propriamente com os cidadãos! Com alguma experiência em comunicação percebo o trabalho que tem de ser feito nesta área. Todavia, tenho mais experiência com pessoas e aí o meu outro lado diz-me que encomendar estudos de popularidade ao invés de nos focarmos na procura de factos e de apoio às populações é o mesmo que, depois de uma grave tragédia como a de Pedrogão Grande, rirmos todos nas caras daqueles que morreram e até fazer um concerto solidário como forma de camuflar a triste realidade de um povo que é reactivo (se isso permitir  ter os seus 15 minutos de fama) e pouco pro-activo! Penso que, por vezes, nos esquecemos da herança da República de Platão e não atendemos ao alerta deste quando nos disse que "uma natureza medíocre  jamais fará algo de grande, seja a um particular, seja a uma cidade", efectivamente, os resultados do descurar desse alerta estão à vista! Foi preciso a NATO alertar as nossas estruturas políticas, inclusive o principal responsável pelas Forças Armadas - o Presidente da República - para percebermos a diferença entre um assalto a uma caixa multibanco em Torres Vedras e um assalto a um paiol cujas consequências para a segurança nacional e internacional podem ser nefastas!

 

Enquanto governarmos para votos e para um clientelismo que não pára de crescer, bem podemos continuar a pensar que estamos na cauda da Europa! Cauda da Europa em termo de tacanhez e provincianismo, porque geograficamente estamos no centro do Mundo! 

 

Mas... Crime é não passar uma semana em que não exista um escândalo (e pensar que nem um terço é do conhecimento público)! São Ministros e Secretários de Estado que se vendem por um bilhete de futebol, ou é a gestão danosa de um banco público, ou são as falhas na protecção civil, ou é o assalto, perdão... Passeio... A um paiol de alta segurança, ou é a distribuição de favores e atribuição de cargos públicos a indivíduos sem competência e sem mérito, ou é o silenciamento e criação de autênticas ditaduras em câmaras municipais, ou é corrupção no INEM, ou é... Ou é... Ou é... E quando os resultados não aparecem e é mais importante um casamento de um presidente de um clube de futebol, ou a barriga de alguém que não deve ter muito que fazer ou até um estúpido discurso sobre flatuência que prevalecem... Pois permitam-me dizer que todos concordamos com isso e no fundo não somos diferentes de um qualquer corrupto ou de um qualquer criminoso que lesa a sua pátria!

 

Chegado ao fim deste texto só me recordo de um amigo, ofical subalterno, que um dia ousou perguntar a um oficial superior o porquê da vigiância dos monumentos nacionais estar entregue a empresas privadas de segurança e cujo desagrado foi tal por parte da alta patente que por pouco não foi assentar praça para as Selvagens!

 

 

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Donald Trump já está a proceder às mudanças que tinha prometido... haja alguém, para o bem ou para o mal, que cumpra aquilo que promete.

 

No entanto, uma das coisas menos boas de Trump abriu portas para uma discussão deveras interessante. Se por um lado temos o discurso contra a imigração de Trump, pelo outro, temos cidades como Los Angeles, New York e até outras de menor dimensão como San Diego a chamarem a si a decisão de não tomarem partido no discurso e política anti-imigração. Assistimos à criação de uma espécie de autonomia que vai ao encontro das suas necessidades e desenvolvimento.

 

À semelhança de outras cidades pelo Mundo, são cada vez mais as cidades que se assumem como verdadeiras nações - cidades-estado fazendo aqui a colagem às cidades-estado gregas da Antiguidade.

 

A vantagem de termos muitas cidades deste género deve-se à proximidade com os cidadãos e com a realidade. Do ponto de vista admnistrativo, social e económico um Governo mais próximo da realidade e especificidades daquilo que administra parece-me ser muito mais eficiente que um poder central, muitas vezes alheio às realidades locais. Existem cidades que, pela sua capacidade de desenvolvimento, conseguem suplantar países... além disso, a reunião de consensos entre as diferentes partes (por exemplo, diferentes presidentes de câmara) torna-se mais fácil, sendo que o foco, mais que a um nível central e político, pode ser mais holístico. Até a própria eleição dos orgãos de governo pode ter como base a associação de cidadãos ou de indivíduos com conhecimento e obra feita e não somente um conjunto de "oportunistas partidários" incubados numa máquina partidária para partirem à conquista de territórios que desconhecem.

 

Podemos dizer que é uma espécie de área metropolitana... pode ser efectivamente, mas não podemos colocar interesses partidários ou lutas pelo poder à frente do desenvolvimento das cidades. O afastamento, por exemplo, face ao poder central, é também uma mais-valia. Contudo, não podemos, como se faz em Lisboa... governar a cidade como uma espécie de catapulta para outros voos.

 

Não podemos chegar ao ponto de cada um estar voltado para si em muitas decisões... muito do caos que se vive na periferia de Lisboa deve-se a essa falta de diálogo e concertação nas políticas de transportes, habitação, ambiente e não só. Cada um por si, e damos por nós numa completa  não-identificação com o meio por parte dos cidadãos.

 

 

Não podemos ter alguém no Montijo, Alcochete, Mafra ou até Vila Franca de Xira a utilizar o diálogo do "tenho que ir a Lisboa" como se isso fosse ir de Vladivostok a Moscovo para resolver um qualquer assunto. Não podemos ter uma espécie de "apatia" face a Lisboa nos subúrbios da cidade, pois na realidade também esses subúrbios são Lisboa. Não precisamos de perder a nossa identidade, aliás, esse afastamento é que tem gerado a perda de identidade por parte de muitas localidades. Nas cidades-estado existe espaço para tudo... se dentro de Lisboa conseguimos ter as áreas de excelência para a vida nocturna, porque não podemos ter a zona rural de Lisboa em Alcochete, ou até Mafra?

 

E as vantagens que podemos retirar na relação dessas cidades-estado com outras regiões? O Mundo está a mudar e as cidades são o futuro... enquanto permanecermos nos nossos pequenos "feudos", leais a uma "coroa" que distribui títulos e riqueza consoante as influências deste ou daquele "nobre", não conseguiremos competir com os nossos parceiros europeus e até, em outras distâncias mais longínquias... e aí, não existirá Web Summit que nos valha, seja qual o país em que esta se estabelecer.

 

Fonte da Imagem: Própria.

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