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Sapo em Modo "It is Leclerc"...

por Robinson Kanes, em 13.10.17

Leclerc.jpg

 Fonte da Imagem: http://alloallo.wikia.com/wiki/File:Leclerc.jpg

 

É impressão minha, ou com as novas alterações aos comentários (bem conseguidas), e enquanto não nos habituamos, andamos todos numa espécie de:

 

 

Em relação aos critérios de destaque...

 

 

 Agora sim... Bom fim-de-semana... Com algum humor...

 

P.S: "rasurando as palavras mérito e qualidade do meu dicionário". 

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Obrigado a Todos...

por Robinson Kanes, em 13.09.17

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Grupo do Leão - Columbano Bordalo Pinheiro (Museu Nacional de Arte Contemporânea/Museu do Chiado)

Fonte da Imagem: Própria

 

Nós não estamos no espaço, somo-lo funcionalmente no modo original de nos relacionarmos com o que nos cerca.

Vergílio Ferreira, in "O Existencialismo é um Humanismo"

 

Nascido em finais do ano passado, penso que é chegada uma das alturas em que me parece imperioso agradecer a todos os que ousam e perdem o seu tempo a ler um sem número de disparates... Já perceberam que falo deste espaço.

 

Poderia afirmar que o "Não É Que Não Houvesse" existiria, quanto mais não fosse num caderno cá em casa, sem a vossa presença,  mas não poderia afirmar que teria a riqueza que tem. São vocês que o alimentam com as vossas leituras, com as vossas passagens e sobretudo com os vossos comentários. Muitos comentários são de um conteúdo e rigor louváveis, e face a muito do que vejo, é com bastante orgulho que os acolho. De facto, a primazia da qualidade em alguns de vós é tocante e isso também a mim me faz sorrir e pensar que uma única leitura, uma única visualização ou um único comentário a um artigo tem muito mais valor que milhares de visitas e comentários vazios de conteúdo e até sem paixão.

 

Com o tempo, uma espécie de egoísmo - afinal fui eu quem criou este espaço, pelo que é natural - foi-se desvanecendo e fui levado a reconhecer que os impulsionadores disto são vocês. Penso que fazemos uma boa equipa e que não há aqui um indivíduo que escreve e se coloca por cima a olhar a multidão... Somos todos a multidão. 

 

Mais que o blog do Robinson, este é o vosso blog, pelo que não concebo deixar alguém sem resposta ou sem espaço para se expressar. Aqui não é um espaço para impor regras, tendências ou a minha palavra, é um espaço para todos juntos chegarmos a uma conclusão, seja uma lágrima ou um sorriso, ou até uma debandada popular. Aqui é um espaço onde são sempre bem acolhidas as pessoas verdadeiras, aqueles que são os cidadãos verdadeiros e não pseudo-elites mediáticas ou tecno-provincianas... Aqui os problemas são mesmo problemas e as celebrações são verdadeiras festas de chegar a casa pela manhã com a camisa aberta ou os saltos na mão. Também a revolta aqui pode ser mais descontrolada e... Nem com "zero" visualizações, ostracização, ou obrigação de seguir uma pseudo-elite virtual cederemos à tentação de perder a nossa essência, contudo, temos a humildade de reconhecer erros e aprender. 

 

Foi graças a vocês, mesmo aqueles que acompanham sem opinar, que senti a responsabilidade de não perder o foco, mesmo com todas as implicações que isso possa acarretar. Foi talvez por isso, e mencionei num blog de outrem, que também já tive os meus dissabores perante uma oferta de publicidade que obrigaria à perda de neutralidade da minha parte -  ou seja, dizer menos bem de algo (mesmo sendo verdade) não seria permitido. A minha perda de neutralidade é perder todo o meu carácter perante vós e o "Não É Que Não Houvesse" não é um blog publicitário nem sujeito a pressões, até poderiamos sê-lo e seria legítimo, mas não é, aqui não funciona assim. Também já perdi seguidores por tocar em temas sensíveis, mas isso não vai mudar, não podemos apregoar a bandeira de sermos muito para à frente, mas desde que só concordem connosco ou não nos toquem na ferida. 

 

É com vocês que também tenho aprendido, é com vocês que também tenho rido e é com vocês que tenho percebido: a maior riqueza de um blog são as pessoas - aquelas que frequentam e não a pessoa que escreve! Quem pensar o contrário, quem se achar que é o guru que todos seguem, até pode ter sucesso, mas anda a enganar a "clientela".

 

Obrigado a todos e até breve...

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Não É Que Não Houvesse em Seara Alheia...

por Robinson Kanes, em 07.07.17

05hd.jpg

Fonte da Imagem: www.citac.org

E aí está...

 

Hoje estou a contribuir para que a Chic'Ana tenha a mais baixa taxa de visualizações de sempre...

 

Não deixem de lá passar e perceber como é que o Robinson Kanes às vezes consegue ser parvo... Fica mesmo aqui!

 

Obrigado à autora pelo convite, é uma honra!

 

Bom fim de semana!

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O Ódio Dos Moralistas...

por Robinson Kanes, em 22.06.17

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Artemisia Gentileschi - Judite Decapitando Holofernes (Galeria Uffizi)

 

Fonte da Imagem: Própria

 

O drama dos incêndios (e outras recentes polémicas) criou um facto curioso e que me fez ir à procura de “material” que permitisse dissertar sobre algumas inquietações e ter também o vosso retorno.

 

De facto, torna-se interessante assistir a um comportamento nas redes sociais e até nos blogs que já não é novo mas que, pela proximidade dos acontecimentos, torna as situações mais evidentes.

 

Vejamos... Nas redes sociais, nos media digitais e nos blogs, de um momento para o outro passamos do sentimento mais comovente e de revolta com os factos para as fotografias das “mini-férias” ou do fim de semana espectacular no Algarve. Rápida a transição do “estou em choque” para o “yuppie” (também existe o contrário)... Sim, estou chocado, mas tenho a necessidade de mostrar ao mundo que estou em “altas”. 

 

Mas o que tem sido interessante é a proliferação da mensagem contra o “ódio”. Hoje em dia, discordar de uma situação ou do status quo é odiar (ou populismo), sobretudo se o ódio for contra aqueles que defendemos (ou somos pagos para defender) diariamente em blogs e redes sociais. Interessante também, que muitos dos que criticam o ódio acabam por incitar ao mesmo, especialmente quando recorrem ao vernáculo e ao ataque directo...

 

Eu tenho mais medo dos “amigos” (e dos alpinistas) que defendem alguns do tal “ódio” e que são privilegiados na comunicação do que daqueles que odeiam e soltam os seus desabafos no momento... É que os últimos não procuram manipular ninguém e tendem a ser insentos. Acredito que muitas vezes só querem justiça, mesmo que não expressem essa vontade da melhor forma. Tenho medo daqueles que vivem tranquilos, à sombra de clientelismos, de uma pseudo-fama e de alguma pseudo-importância que nos tenta ser impingida todos os dias no sentido de nos fazer acreditar que são estes os "representantes" da voz do povo - e não falo de políticos como já perceberam. Não tenho medo do povo "revoltado", aliás, nem qualquer bom estadista tem medo do seu povo...

 

A apatia (ou falsa apatia) tende a reinar sobre a justiça... E se um povo pede justiça, ao invés de também descarregarmos um discurso de ódio, devemos inicialmente pensar o porquê de tanta revolta, de tanto ódio, se quisermos considerar uma solução. A apatia que nos faz ser líderes de uma certa sobranceria virtual não nos torna melhores do que aqueles que criticamos, pelo contrário.  Mas talvez seja mais fácil ignorar a interrogação de Steinbeck e deixarmo-nos arrastar ao invés de nos deixarmos guiar pelos nossos principios. Talvez o retorno seja imediato, porque a justiça é mais morosa e nem sempre nos enche a conta bancária ou o ego...

 

Mas talvez seja isso... Talvez, nós que tantas vezes somos tão solidários e "boa onda", sejamos bem piores que um povo que efectivamente se revoltou com a perda estúpida (sem aspas) dos seus compatriotas... Porque nas cidades, os apáticos e falsos moralistas de sofá continuam a apaziguar à calma de metralhadora na mão...  No entanto, se um dia o país precisar verdadeiramente destes indivíduos, fora do digital e das palavras, serão os primeiros a fazer as malas e a partir. Até porque é sempre mais fácil chorar do que assumir as responsabilidades...

 

 

 

(Este espaço esteve parado durante estes dois dias, por uma razão simples: respeito pelas vítimas e pelo luto e também pela necessidade de ouvir, de pensar... Sobretudo quando praticamente todos querem falar, mas poucos querem ouvir...).

 

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O Blogger (In)Visível...

por Robinson Kanes, em 18.05.17

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Uma Velha Senhora Lendo (Museu do Louvre)

Fonte da Imagem: Própria

 

Continuando a minha senda pelos cinco artigos a dizer bem do que é português, hoje dou comigo a pensar na comunidade deste alojamento que é o Sapo. E de como aqui também há um pouco do que é Portugal.

 

No Sapo, além dos habituais blogs em destaque e dos mesmos de sempre a serem sugeridos, uma espécie de corrida de fórmula 1, onde já se sabe quem ganha (embora na fórmula 1, ganhe quem tem os melhores motores e os melhores pilotos), existe ainda um sem número de blogs “(in)visíveis” e de uma riqueza acima da média.

 

Os “(in)visíveis” são, de certo modo, os mais visíveis, pelo menos para mim. Com algum tempo dedicado à pesquisa, facilmente se encontram aqui grandes blogs... Blogs verdadeiramente dignos desse nome. Blogs que me fazem pensar se não devo acabar com o meu perante tamanha riqueza e desinteresse na exposição...

 

Não vou destacar ninguém em particular, não quero correr o risco de esquecer algum, até porque também não os conheço a todos, longe disso. Contudo, quero elogiar muitos desses anónimos (outros nem tanto) que têm o dom da escrita, do pensamento, que detêm uma opinião bem formada acerca do mundo que os rodeia, que nos fazem rir e que nos fazem pensar. Existem por aí espaços que são de uma riqueza única e que revelam uma dedicação imensa de quem está por detrás. Muitos nem são demasiado penosos na leitura para o cidadão comum, mas conseguem transmitir uma mensagem clara, com sentido (e sem sentido, pois também faz falta) e dotada de conteúdo. Com uma sensibilidade própria e sem adereços fúteis ou até mesmo discursos construídos, sem lugares comuns, sem serem o prolongamento de uma rede social (ou individual), sem serem estupidificantes... Sem mais do mesmo.

 

Muitos nem os sigo, gosto de ir à procura, de sentir vontade de ir ler e de aprender, chorar ou simplesmente rir. São blogs que nos acrescentam algo, são blogs que não são mais lixo –sem ser em tom pejorativo – que são realidades próprias e que, ao fim do dia, nos dão e fazem acumular um pouco mais de conhecimento e boas emoções. Muitos nem são um verdadeiro tesouro, mas a partilha e a interacção daqueles que os criam, sobretudo nos comentários, são de um valor imenso.

 

Tenho ouvido dizer que em Portugal temos uma maioria silenciosa, os verdadeiros e bons portugueses, os portugueses que estão calados... Os portugueses que não fazem ruído... Talvez por aqui também exista um pouco dessa realidade, no fundo, uma consciência "Nietzschiana" de que existem mais ídolos de que realidades.

 

Para todos esses que andam por aí escrever, que fazem da nossa língua, do nosso pensamento, das nossas vivências e opiniões algo de útil: o meu muito obrigado. E, se por mero acaso, alguns se sentirem esquecidos, lembrem-se que “os grandes actos da vida nunca devem ter público”, já o dizia Vergílio Ferreira no seu “Em Nome da Terra”.

 

 

 

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Há bons blogues de viagens? Há, ponto assente!

 

Mas também existem blogues de viagens por esse mundo fora que mais se parecem com um anúncio da Pescanova.  Vejo com cada posta de pescada chilena que me ponho logo a pensar numas batatas e num refogado - tomate incluido, fica um mimo! Passo a explicar o modo como leio a receita na embalagem dos ditos mimos de pescada.

 

Assim que se abre o blogue espera-se logo encontrar paisagens ou sitios culturais deslumbrantes, mas, na verdade, o que surge ou são casais ou indivíduos sozinhos em poses que me fazem pensar se não terei entrado num blogue de moda... ou até no website da Caras.

 

Revejo o título do blogue bem como a temática e confirmo que estamos a falar de viagens. Selecciono um destino, imaginemos... Paris! Toda a gente gosta de Paris, eu também, mas daí a enfatizarem aquela cidade escura como um local cheio de luz e romântico - já visitaram Lisboa?

 

Já em Paris, vejo que a maioria vai aos locais do costume. Quando estamos a pensar que lá vem aquela foto no Museu D'Orsay com aquela pintura de Degas que nos tinha escapado... não! Surge uma senhora (pode ser um senhor), a proprietária do blogue, a pousar como se fosse uma espécie de representação grega de Helena. E qual o local escolhido? A entrada! E em muitos, acabamos por chegar à conclusão que afinal nem é o Museu D'Orsay mas um outro museu não tão conhecido: o Louvre! Quem diria, uma pirâmide de vidro (quem nunca viu essa foto de um parolo a fazer que segura a pirâmide?)... o Louvre! Se não fosse esse blogue, eu algum dia saberia o que era o Louvre!

 

Vamos seguindo e visitamos a Torre Eiffel, com mais uma senhora em pose Vogue à frente. Percorremos o Marais... não, não percorremos, provavelmente nem sabe onde isso fica... Mais adiante, passeamos pelos Jardins de Luxembourg e percebemos que os mesmos estão ocultados por um corpo sorridente e com "bico de pato". Segue-se o Palais Garnier, e aí descobrimos que alguém faz jus à Garnier e pousa com os cabelos ao vento tapando a fachada da Ópera de Paris... e finalmente, chegamos ao Sacré Coeur e a Montmartre onde nos é dito que o romance, o glamour e a beleza abundam... se estiveram no mesmo Montmartre que eu viram, além de sex-shops, toxicodependentes e indivíduos dispostos a um roubo por esticão ou executarem manobras distratoras com o intuito de levarem a carteira da pessoa que vos acompanha, foi um local que de glamour tem pouco. Aproveitem e visitem o cemitério... o túmulo de Degas (lembram-se dele ali de cima?) está uma miséria. Também podem aproveitar e conseguir umas fotos execelentes! Mórbido? Realista...

 

À noite onde vamos jantar? A um restaurante fantástico, muito típico e que paga para estar em todos os roteiros. Não vejo a comida mas alguém a sorrir para o flash (não usem flash à noite só porque é noite). Afinal não é em todo o lado que nos sentamos à mesa para comer, digno de registo... é Paris!

 

Foi óptimo ter conhecido a "Dadá" ou o "Vagueando pelo Mundo" (perfis ficcionais) e ter percebido que Paris é uma cidade sui generis mas sem a presença daqueles ilustres visitantes não seria a mesma coisa.

 

Fonte da Fotografia:  http://bucketlistjourney.net/2014/01/bucket-list-cheesy-travel-pictures/

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