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Sobre o "Slow Blogging"...

por Robinson Kanes, em 26.12.17

 

IMG_4611.jpg

Uma velha senhora lendo, Rembrandt Harmenszoon van Rijn - Rijksmuseum

Fonte: própria.

 

 

O Slow Blogging é uma espécie de prática, não lhe vou chamar tendência e muito menos movimento, inspirada no "movimento" slow food (com tantos "especialistas" em culinária e gastronomia por aqui, não percebo o facto de não existirem blogs em Portugal que abordem a temática...).

 

No fundo, e de uma forma simples e genérica, o que o movimento slow food (comida leve, comida lenta, comida... realmente comida) diz é que a fast food é nociva para as tradições locais e para os hábitos de consumo alimentares.

 

Acredito que é fácil de perceber, depois desta pequena abordagem, o porquê da analogia com o conceito de slow blogging. Um outro aspecto que pode ajudar a esta discussão é o "Slow Blog Manifesto" que encontrei mencionado num artigo do "New York Times" e que apontava esta prática como uma rejeicção do imediato, do "já". Segundo o autor, Todd Sieling, é uma espécie de "afirmação de que nem todas as coisas que merecem a nossa leitura são escritas de forma rápida e instantânea" e claro, muito menos por questões de tráfego. Não estamos a falar de uma pessoa que vive na sua caverna nos Himalaias, estamos a falar de um consultor na área das tecnologias da informação. 

 

De facto, é possível viver no mundo dos blogs sem querer atrair mais e mais seguidores ou transformar o blog numa espécie de prolongamento do "facebook". A propósito deste tema, uma frase de Barbara Ganley, do blog "(the new) bgblogging" resume bem a questão: "Blog to reflect, Tweet to connect.” Blogar para reflectir, tweetar para ligar". Além disso, de forma genuína, ninguém consegue alimentar um blog com "mil" artigos diários...

 

Estando a par destas novidades, até porque foi um artigo da m-M que me alertou para estas questões, procurei e vou procurando saber mais e encontrei um outro espaço o Dine & Dish onde a Kristen mencionava uma questão interessante e com a qual me identifiquei de imediato: Kristen diz que está interessada sobretudo nas relações, nos leitores que lhe enviam emails, que deixam comentários e acima de tudo partilham também um pouco de si.

 

Finalmente, e também aqui partilho da mesma opinião, Kristen acaba por mencionar que pode não ter milhões de visualizações, mas conseguiu construir um sem número de relações que são bem mais importantes. Penso que está aqui um dos segredos.

 

Espero que o espírito do Natal por aí ainda perdure...

 

 

 

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43 comentários

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De O ultimo fecha a porta a 26.12.2017 às 14:10

Hoje em dia, qualquer figura pública ou lança um romance, ou publica um livro de receitas ou tem um blog, mesmo que sejam outros a escrever para eles. A maioria dos posts são vazios de conteúdo ou patrocinado por hotéis que oferecem estadias em troca da publicação de umas fotos, ou mais grave o caso dos daddy/mummy bloggers que fazem dos filhos um negócio. Por vezes fico mesmo com a impressão que inventam histórias para ter o que escrever pois têm que satisfazer quem lhes oferece coisas. Isso para mim também é o fast blogging.
Não sigo nenhum blog de marca, mas admito que se encontre boas opções. Creio que uma vez na gillette davam conselhos sobre como minorar a irritação da pele no barbear. são conselhos uteis, mesmo com a segunda intenção de comprar da marca.nada contra. Cabe a cada um gerir as suas consultas.
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De Robinson Kanes a 26.12.2017 às 14:49

E é aí que o público tem de ser mais inteligente... Tem de saber escolher e ser mais exigente... Isto é o meu lado mais humano a falar, pois se for o lado mais comercial ou de marketing, ainda bem que assim é :-) No entanto, um público mais exigente, também leva a uma melhor e mais exigente marketing... Talvez assim até seja o melhor.

A maioria dos "posts", como dizes, são vazios de conteúdo, mas têm uma máquina que, muitas vezes, nem conta toda a verdade... E nós vamos nisso... Exemplos de produtos/pessoas/serviços fraquíssimos e que vingaram porque se disse nos canais certos que eram bons, não faltam.

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