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Será que me Amaste?

por Robinson Kanes, em 26.10.17

WP_20170201_13_27_28_Pro.jpg

Fonte da Imagem: Própria.

 

 

O "meu" artista de rua não só tem inspirado a minha pessoa a escrever por aqui como a pensar nas coisas como elas são ou não são. Depois de me ter feito pensar em quem somos nós daqui a 365 dias, trouxe-me uma nova inquietação que até surgiu nesse mesmo artigo.

 

"Será que me amaste?" Quantos de nós já não colocamos essa questão? Aliás, será que já colocamos mesmo a questão a nós próprios, uma espécie de "será que te amei?". Oui, tout est simple. Ce sont les hommes qui compliquent les choses, talvez seja eu que esteja a complicar e a desafiar as palavras de Camus (Vide o ensaio "Entre o Sim e o Não"), mas será algo tão subjectivo também descomplicado...

 

No campo das relações amorosas quem é que nunca colocou essa questão? Quando as relações terminam equacionamos sempre se outrem nos amou e aí entramos naquela questão de que o amor até pode existir mas termina, não tem de ser eterno. Mas poucas vezes questionamos se nós amámos. Na verdade, o fim de uma relação, ou melhor, o choque do fim de uma relação pode ser aligeirado se reservarmos um momento de introspecção e equacionarmos que provavelmente nunca amámos. A revolta e o choque devem-se ao abalo num certo egoísmo da nossa parte porque foi o outro que colocou um ponto final na relação e não nós.

 

Podemos sempre dizer que não concebemos estar com alguém sem a amar, mas na realidade, quando experimentamos o "amor" ou aquilo que lhe quiserem chamar, começamos a perceber que provavelmente tudo não passou de uma mera paixoneta ou de uma pressão social ou até de um certo comodismo. Quantas vezes o "primeiro amor" é aquela coisa que... daqui a dois meses já não nos diz nada?

 

Actualmente, quando conhecemos alguém, a primeira coisa que queremos saber é o que faz e um outro sem número de pormenores que pouco têm a ver com... Amor. Mas o amor vem depois, dirão... Mas será que o amor está sujeito a critérios materiais ou de status? Não é o amor desprovido de tudo isso? Como é que podemos dizer que amámos quando esses critérios são tidos em conta? E sim, já disse que o amor pode ser algo químico, físico, completamente normal sem nenhuma aura especial, ou pode até não existir, mas... Mesmo assim, tal processo estar condicionado a factores externos tem algo de falacioso.

 

Será que ao convidar aquela executiva de topo, ou melhor... Será que ao convidar aquela administrativa que ambiciona ser executiva de topo para aquele jantar romântico num local fantástico (nunca percebi porque também têm sempre de ser caríssimos) e de repente dissermos que ao invés de sermos "Specialist in Account Management of Multiple Projects in Different Departments and Internal and External Procedures and Evaluation Standards" (em suma, vendedor), somos serventes ou trabalhamos numa empresa de limpezas (no terreno) vai resultar? Será que é um bom começo para começarmos a amar?

 

Recordo-me agora de um amigo, que já não está entre nós, que quando saía à noite para conhecer pessoas - quem quero eu enganar? Miúdas, conhecer miúdas - levava sempre o seu Seat Marbella com mais de 20 anos e deixava o automóvel topo de gama em casa. Dizia ele que assim filtrava as oportunistas e encontraria o amor.

 

Acabei por me debater em questões distintas, mas independentemente de tudo, as questões que não devemos evitar são de facto estas: Será que me amaste? Será que amei? Talvez a resposta seja simples, nós é que complicamos.

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68 comentários

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De C.S. a 26.10.2017 às 09:59

Creio que hoje em dia, tal como dizes, o tal status conta. Mas não creio que seja daí que o amor nasce. Para amor verdadeiramente o que conta é a pessoa em si, com as suas qualidades e defeitos, com os seus sonhos e ambições. Ama-se o outro pelo que ele é e não pelo que ele tem.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 10:13

Certo... Mas, e se à partida o processo já estiver viciado?

Sim, sem dúvida é por aí que tem de nascer. Até porque a questão do "status" não se aplica a toda a gente, como é óbvio... Não quero com isto dizer que toda a gente, sem excepção coloca esse ponto como fundamental... Embora a história do "amor e uma cabana" já não seja para todos.
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De Maria a 26.10.2017 às 10:02

Este texto fez-me lembrar uma conversa que tive com um ex algo-semelhante-a-namorado-mas-nunca-rotulado-desta-forma, sobre a possibilidade de relacionamento entre um homem que trabalhasse nos camiões do lixo e uma mulher que tivesse uma "carreira de sucesso"... claramente inverosimel pela pressão social... A acontecer, seria claramente um caso de amor


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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 10:15

"ex algo-semelhante-a-namorado-mas-nunca-rotulado-desta-forma"

Ok, percebi-te! :-))))

Sem dúvida... Por vezes existe o facto "exótico", de quebrar as regras e que depois, na realidade não tem reflexo por muito tempo... Mas sim, situações dessas não faltam... Ou talvez faltem...
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De Maria a 26.10.2017 às 13:46

Acredito que faltem, sim.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:29

Leia-se "factor".

Ai o amor :-))))
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De Maria a 26.10.2017 às 19:37

Ja fui romântica, hoje claramente cética...
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 19:58

As pessoas mais românticas que conheço não viveram grandes amores... Ou não os querem viver :-)
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 09:22

Cautelosas, talvez idealistas...

Beijinho
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De Maria a 27.10.2017 às 09:23

e escaldadas
beijonho meu sábio!
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 09:37

ahahahahah
:-)
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De m-M a 26.10.2017 às 10:34

Ora cá está uma questão que me faço, muitas vezes.
Sobre mim e sobre os outros :)

O teu artista é fantástico!
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 11:04

E respostas?

Sim, coloca-me a pensar... Acredito que seja um adolescente, mas já com inquietações interessantes. Dele, ainda tenho outra herança, quiçá para daqui a uns tempos :-)
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De m-M a 26.10.2017 às 18:13

Tenho-as e vão mostrando evolução - e fazem-me sorrir, na maior parte dos casos :)

Será? Se sim, caraças! Fazem falta adolescentes destes!
Partilha quando o vires próprio!

Beijinho,
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 18:49

Boa!

Onde é, acredito que seja. Pode ser que ele descubra aqui a divulgação do seu trabalho :-)

Beijinho
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De Sónia Azevedo a 26.10.2017 às 10:50

Olá , vim aqui parar... e achei interessante o texto,e o artista.
O tema tem tanto de complexo como nada......
quando retirarmos os rótulos, os status...o q queiramos chamar...o que resta ?
Resta perguntar, tirando tudo isso que és profissionalmente, contas bancárias, aparência..
Questionemos a nós e aos outros ...
Quem és tu de verdade??

Porque garantidamente não vai ser a profissão, etc.. que vai manter ou fazer nascer Amor, pelo menos o verdadeiro.
Amor começa em nós...é de dentro para fora .
Não se encontra de fora ,para dentro...este é o maior erro que cometemos. Ninguém nos preencherá nunca se não estiveres já preenchido. Ninguém te vai completar, mas sim complementar.



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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 11:10

Olá Sónia... Agradeço a visita e sobretudo o comentário com um conteúdo que enriquece tremendamente o artigo.

Será que queremos saber quem somos nós de verdade? Será que não temos medo de mostrar quem somos de verdade?

Sim, de facto tem de partir de dentro, mas isso será numa lógica em que primeiro nos valorizamos/amamos a nós e só depois podemos estar preparados para amar outrem por aquilo que é, sem artificialismos se assim lhe quisermos chamar. Todavia, será também o amor hoje uma prioridade? Com tanta coisa à nossa volta, com tantos objectivos (ou falta deles) será que o amor é uma prioridade? Ou será que todos o desejamos mas assumimos não ter capacidade de estar ao comando do leme?

E sim, nenhuma relação sobrevive sem essa autenticidade amoroso, chamemos-lhe assim... Pode sobreviver no tempo, mas não sobrevive em nós.

Mais uma vez, muito obrigado pelo "input".

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De Sónia Azevedo a 26.10.2017 às 14:30

São das principais questões da Humanidade :
Quem sou?
De onde venho ?
O que vim cá fazer? Qual o meu propósito?

Não são fáceis as respostas, dão trabalho, requer um encontro profundo contigo mesmo .
E isso Robinson, é do que a maioria foge!
Quem é que hoje em dia é capaz de estar só com ele próprio?
Nop, raros, chegamos a casa do trabalho, ou ligamos a tv ou a música, ou agarramo-nos ao tlm, pc etc..., sós connosco mesmo é que são elas!
Incomoda-nos, então tentamos calar a nossa voz interior, com ruído , para que não a ouçamos.
Quanto ao Amor, ah o Amor!! Que queremos nós?
Sermos amados acima de tudo, então procuramos alguém que nos dê o que nós não damos a nós próprios.
Porque a verdade é que procuramos todos o mesmo, andamos tão perdidos, tão enganados, que está tudo ao contrário.
Não amamos verdadeiramente ninguém enquanto esse amor não estiver em nós , amor próprio. Procuramos q alguém preencha o buraco que temos no peito que somente pode ser preenchido por nós.
Mas todos temos o mesmo buraco!
E sim o Amor é a maior prioridade. É a nossa humanidade.
Começa em nós e expande-se aos outros e a tudo o que nos rodeia.
O resto, tem apenas o significado e a importância que a sociedade lhe quer dar.
E quando se tiver a capacidade de se estar ao leme das nossas vidas , temos a capacidade de tudo! Sempre com amor com confiança, determinação...em Nós!
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:52

Quem sou? Vamo-nos construindo, penso que nunca saberemos realmente até à hora do balanço.

De onde venho ? Preocupamo-nos demasiado com isso, deixamos que essência preceda a existência quando deveríamos fazer o contrário.

O que vim cá fazer? Qual o meu propósito? Viver... Não pensar muito no dia depois da minha morte...

Hoje, parar para pensar é um desperdício de tempo, ou então estamos a perder essa capacidade. Estar em silêncio, ou mesmo acompanhado numa espécie de diálogo com outrem, tende a perder-se... É mais fácil ocupar o tempo com o envio de mensagens via "WhatsApp" ou a debitar falsos estados de alma no Twitter, procurando assim colmatar a incapacidade para sermos nós.


"E quando se tiver a capacidade de se estar ao leme das nossas vidas , temos a capacidade de tudo.".

Nem mais, mesmo quando por algum determinismo estamos condicionados a...

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De Outra a 26.10.2017 às 11:58

Pertinente pergunta em especial para este meu dia...vivo uma crise de (des)amor.
Acho que as pessoas tendem a apontar em muitas direções, muitos objetivos, sonhos...e à medida que vão correndo atrás deles, vão deixando de dar importância ao amor, vão desistindo, porque é mais fácil conhecer outras pessoas e não aprofundar muito as coisas.
Amar dá trabalho. E vivemos na era do facilitismo. Dá mais trabalho lutar pelo amor do que procurar outras pessoas ou coisas que preencham (apenas aparentemente) a nossa vida.
Eu ainda acredito no amor. Mas acho que agora mais no amor próprio. Porque só esse permitirá o outro entrar.
Gostei muito do texto.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:26

Hoje em dia temos tantos distracções que se torna muito difícil o foco no que realmente é importante... Penso que isso se passa com o "amor", com as relações em geral... Não culpo a tecnologia, não culpo a sociedade, "culpo" sobretudo as escolhas de cada um...

Amar dá muito trabalho, como disse há pouco tempo, é um trabalho diário que nem todos têm capacidade ou vontade de fazer...

Tocas num ponto interessante... As coisas que procuramos (muitas também elementos distractores) que pensamos que nos vão curar os males da alma, da vida, da estabilidade e por aí adiante... O problema é que as curas são momentâneas, por isso é que as modas também são importantes, caso contrário, nos dias de hoje cairíamos no abismo...

Para amar, temos de nos amar a nós próprios... Disso não restem dúvidas :-)

Muito obrigado pela visita e espero que a crise passe rápido...
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De Ladys a 26.10.2017 às 12:21

Essa questão também deverá ser feita no presente "Será que me amas?", "Será que eu te amo?". As relações passam por várias fases e nem sempre a resposta é clara ;). Bjs, Marina
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:27

Essa é uma conversa óptima para se ter num daqueles fins de tarde outonais e com todas aquelas cores... Espero que muitos sigam essa tua sugestão.

Beijinhos...
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De Luis Costa a 26.10.2017 às 12:24

Você não existe,tenho dito!!!!!
Abraço
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:28

Eu? ahahahahaha

Abraço
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De Sílex a 26.10.2017 às 12:30

O que importa, antes de tudo é amar. E amar de verdade, seja a quem for, ou tiver sido (isto para mim, claro) seguindo neste (para mim) nunca a profissão ou o estatuto de alguém foi impeditivo de me apaixonar a valer, ou de querer e tentar por todos os meios fazer valer esse amor. Embora, muitas vezes, por mais que façamos não o podemos fazer sozinhos.
Quanto ao primeiro amor, no outro dia e porque num comentário que te deixei, dizias que talvez fosse como eu via, fiz um post sobre o assunto que mantenho em rascunhos, porque não quis (exactamente, estar a publicá-lo) e pensares que estava a aproveitar-me ou a pedir aplauso. É realmente o que penso e sinto! Não alterei, pelo contrário, tenho enraizado algumas convicções com o passar dos anos! Repara: que seria de um coveiro? de um "apanhador" de lixo. Mesmo, além de médico e ter estatuto, um médico legista ou um polícia daqueles que inclui disfarces e integrar bandos para conseguir desmascarar vilões, sei lá... tanta profissão ingrata. Esses nunca teriam direito ao amor, se fossemos apenas pelo estatuto. O amor tem a ver com a pessoa e o seu interior. Tudo que é de bom e de construtivo e nos faz bem. Não com a família manhosa que às vezes tem, o que teve menos felicidade de encontrar na vida para fazer ou os estudos e canudos, que apresenta. É o que eu acho. O mais sinceramente. Tal como doer-nos se nos amaram ou não, dói venha a desilusão de onde vier, ou a provoquemos nós! Desculpa-me não queria deixar-te um testamento, mas tu só fazes post pertinentes que mexem connosco, muito bem escritos e descrito no que estás a analisar e depois dá nisto! Um dia enxotas-me do teu blog porque ficas farto das minhas teorias. Desculpa, não tenho a mania. É mesmo o que sinto, sou mesmo assim. Um excelente dia.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:33

"O que importa, antes de tudo é amar. E amar de verdade, seja a quem for, ou tiver sido"

Nem é preciso escreveres mais nada, está tudo dito :-)

Ora essa, faz saltar esse rascunho cá para fora...

Sim, o estatuto é só uma das causas, e ainda bem, que não é a regra primordial para um relacionamento, caso contrário, estaríamos condenados a uma "elite do amor".

Sim, um nome faz a diferença e também há quem case com a família, ou a traga para o relacionamento, em meu entender, é o pior que se pode fazer... Comigo, a família é importante, mas na relação não entra... Nem opina sequer, pois a imparcialidade é sempre discutível :-)

Pelo contrário, é com gosto que recebo os teus comentários que são uma mais-valia para os artigos e também para quem os lê.

Eu é que agradeço :-)

Um excelente dia,
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De Maria Araújo a 26.10.2017 às 14:27

Excelente, Robinson:

"Specialist in Account Management of Multiple Projects in Different Departments and Internal and External Procedures and Evaluation Standards" (em suma, vendedor).

Todo o texto tem sentido, e o amor está, como vocábulo, banalizado, já não tem a importância e o significado que tinha, penso eu.
Acredito no amor quando existe química, cumplicidade, atracção, sintonia, mas também acredito que para muitos homens e mulheres o factor social pese bastante nesse gostar, nessas escolhas que fazem e, quanto a isto, o seu amigo tinha razão.
Muitos e muitas quando sabem a profissão do outros desistem.
Há amores que se confundem com paixão, e esta pode durar anos. O tempo vai desgastando-a ( mas fica sempre algo e para toda a vida) sobretudo por pequenas coisas que vão surgindo aqui e ali, no ontem e no hoje, e isso leva-nos à questão que referiu:
Será que me amaste?", "Será que amei?"
É complicado falar sobre o amor e as relações, mas acho que hoje vive-se para a sociedade, e há muita falta de diálogo, de partilha de pequenos segredos e sentimentos.
E há amores verdadeiros, para toda a vida.
O homem é tão complicado!
E o tempo ajuda a curar...
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 14:46

O amor literário ainda surge, embora como uma mera utopia... O amor nas ruas... Esse é questionável e, como disse muito bem, encontra-se banalizado.


"Muitos e muitas quando sabem a profissão do outros desistem.".

É uma realidade, sem dúvida...

"É complicado falar sobre o amor e as relações, mas acho que hoje vive-se para a sociedade, e há muita falta de diálogo, de partilha de pequenos segredos e sentimentos."

Aqui ninguém poderia dizer melhor, o amor, como coisa tão nossa e cuja dificuldade em transmitir para fora (para os holofotes) tende a ficar encarcerado e a perder-se... Deixa de ter a importância que nos obrigue a pensar e a dialogar.

O homem é muito complicado, Camus e todos os que o afirmam de igual moda, nesse campo, são inquestionáveis.

Obrigado :-)
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De Anónimo a 26.10.2017 às 16:07

" o amor, como coisa tão nossa e cuja dificuldade em transmitir para fora (para os holofotes)"

Quando referi a falta de diálogo e partilha de segredos e sentimentos, quis dizer entre o casal, as duas pessoas que se gostam ou se amam e não para os outros.
Os holofotes enganam.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 17:58

"It is I Maria" :-)

Sim, eu percebi, só coloquei um pouco mais de "veneno".
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De Anónimo a 26.10.2017 às 18:07

Ai que venenoso!
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De Ana a 26.10.2017 às 17:28

E no fundo o que é o Amor?
Sim, há muitas pessoas que confundem admiração, paixão, ambição com Amor. E se realmente amamos alguém será que o Amor desaparece? Se desaparece se calhar não era Amor. Era algo parecido mas não era Amor.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 17:59

Um conjunto de processos físicos que de espiritual não têm nada? :-)

Daí a questão, será que me amaste? Será que sabemos sequer o que é o amor?
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De Ana a 26.10.2017 às 18:12

Eu como gaja que sou diria mais o contrário.: Um conjunto de processos espirituais que acabam por arrastar o físico.
Afinal amor não é só o que existe dentro de um casal, há amor por familiares, há amor por amigos, amor por algo que se faça.
Para mim se for só um processo físico é paixão, não é amor. E aí sim, tem um fim.

Agora lembrei-me deste post que já escrevi em dois blogs

http://derepentejanos40.blogs.sapo.pt/amor-e-paixao-61741

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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 18:54

É um ponto de vista interessante e... curioso :-)))))

Sim, existem outros tipos de amor... Talvez até mais fortes que o amor de casal. Embora acredite que o amor do casal tem de ser explosivo! :-)

Falava de físico, como algo causado por um processo químico. Não estava a ser maroto. ahahahahaha

A velha questão... Paixão ou Amor... As duas combinadas é o ideal, e muita paixão digamos que é... Pronto... Visitem a ligação da Ana... :-)


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