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Rui_Veloso.jpgUnknown

 

Para não tornar o meu blog tão sério é preciso desanuviar, pelo que decidi escolher um tema que não arrelia ninguém.

 

Em Portugal é proibido criticar (criticar não é dizer mal) algumas personagens da cena musical e não só. Se for entre amigos ainda pode ser que tal seja permitido, mas nunca com uma "assinatura" por baixo. Se falarmos nos músicos e cantores do pós 25 de Abril é um cair de críticas e de ameaças que só iriam terminar com a detenção do autor num qualquer estabelecimento prisional de alta segurança - sem esquecer um certo apaladado rótulo de... fascista.

 

Mas também existem os mais recentes - aqueles que, ou por bons conhecimentos no show biz nacional, ou por terem bons amigos na comunicação social nos são impingidos diariamente como os melhores da música portuguesa - e ai daquele que diga o contrário...

 

Hoje vou reflectir sobre dois...

 

Rui Veloso

Experimentem dizer a um portuense que Rui Veloso não é o Eric Clapton português.

 

Rui Veloso tem boas letras, muitas delas obra de Carlos Tê, mas aquela voz e  aquele sotaque? Ai Robinson que andas a gozar com os sotaques! Negativo, até porque também acho que a música portuguesa cantada, sobretudo em Pop e Rock não soa bem a muitos ouvidos. Temos de ser sinceros e os nórdicos são os primeiros a reconhecer que cantar naquelas línguas não é garantia de sucesso na cena internacional.

 

Rui Veloso demonstra espírito, faz aqueles esgares, mas a voz deixa muito a desejar, além disso não tem postura de rockeiro em palco e fico sempre com aquela sensação de que está a fazer um frete.

 

Estar ligado aos anos 80, faz com que muitas das pessoas que sentiram de perto os ritmos do músico na juventude não queiram arriscar dizer que talvez tivessem ido longe demais nesse sentimento de paixão pelo cantor. Hoje, Rui Veloso critica o mediatismo que muitos outros músicos têm e não deviam ter, mas esquece que foi essa mesma fonte que o ajudou a chegar onde chegou. Até Isabel Silvestre consegue ter algo mais para mostrar e com sotaque.

 

António Zambujo

Fui uma das pessoas que não gostando do estilo de António Zambujo também não lhe prestou grande atenção... opções pessoais.

 

Mas num país pequeno como Portugal, quando algo está a dar muito que falar é impossível aguentar  tamanho ruído,  “injecção” de informação e promoção sobre determinado indivíduo ou acontecimento. Foi assim que já não aguentando a pressão, um dia não mudei a estação de rádio no carro e ouvi o senhor... uma coisa é não gostar, outra é dar oportunidade para ouvir.

 

Se não gostava do estilo, muito menos fiquei a gostar do músico... aquela voz a tremer, a entoação e a desafinação... Escutem com atenção e sejam genuínos na análise, mesmo que gostem do senhor. Isso não invalida que denotem as fraquezas.

 

Dizem-me: “Robinson, não vês que é um estilo Bossa Nova e até com uns toques de Fausto?”. Pode ser, mas Fausto está esquecido (infelizmente), Bossa Nova resulta como... Bossa Nova. Não me façam gostar de algo que tem uma máquina mediática por detrás a passar a imagem de que gostar de António Zambujo é digno de qualquer pseudointelectual que se preze e de um português moderno que rompe com um passado balofo... não é. É mais do mesmo, mas fica cool dizer que se adora António Zambujo e se é um indivíduo esclarecido e amante da sua cultura. Além disso, não coloquem este senhor como uma lenda do fado, não é... 

 

Aliás, se no Património Material da Humanidade é proibido fazer alterações que comprometam a identidade do espaço, no Imaterial também o é...

 

Fica o aspecto positivo de trazer um “novo” estilo, que independentemente de gostar ou não, não devo negar que é algo...

 

Um fim de semana afinado...

 

Fotografias: Wikipedia

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2 comentários

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De HD a 28.10.2016 às 22:56

Uma crítica saudável, mas controversa :)
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De Robinson Kanes a 29.10.2016 às 11:04

Tenho noção, vá lá que ainda não fui ameaçado de morte...:-)

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