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Consultei, após ter visto uma notícia pouco clara sobre a matéria, o "Relatório para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação" encomendado pela Rádio Televisão Portuguesa (RTP) - importa notar, para este artigo, que a RTP é uma das fundadoras do Fórum Empresas para a Igualdade.

 

Após uma introdução e um enquadramento legal com um carácter teórico louvável, onde se discorre sobre valores e ética, conclui-se "no que se refere à eliminação de eventuais discriminações, ressalva-se que a RTP apesar de não mostrar evidencias, tem realizado um esforço e consciência no incremento progressivo do género feminino ao topo das carreiras e a posições de chefia e cargos de responsabilidade estratégica" - ou seja, não há evidências mas tem sido feito um esforço, não há provas suficientes desse esforço mas ele está lá, neste tipo de relatórios este tipo de subjectividade não pode nem deve constar.

 

Outras questões que se colocam estão relacionadas com a antiguidade dos colaboradores pois "a maioria dos trabalhadores se encontra nos escalões etários entre os 45 e 54 anos, sendo que 68,6% dos trabalhadores têm idade igual ou superior a 45 anos". Sou dos primeiros a defender que os mais velhos têm um lugar importante nas organizações, mas 68,6% de headcount  com 45 ou mais anos de idade não é sinal de uma organização dinâmica. 

 

Uma outra variável - e aqui assumo que sou de uma geração que não sonha com o emprego para a vida no mesmo local - prende-se com o facto de praticamente 60% dos colaboradores ter mais de 20 anos de casa! Aqui as interpretações podem ser várias, na medida em que pode ser um recrutador atractivo, mas também uma organização que pode não estar a acompanhar os tempos em termos de inovação, dinâmica e até recursos humanos. 

 

A resposta à questão anterior poderá estar na média salarial que se situa entre €2.219,99 para as mulheres e os €2.344,33 para os homens o que cria um certo comodismo (ambos são os números de um salário-base). A diferença, segundo o relatório, deve-se sobretudo ao facto de serem mais homens a ocupar cargos de responsabilidade. Já tinhamos aqui alguma matéria para análise, não só na questão de género (tão em voga) mas também na discussão de que em Portugal se trabalha só para o salário.

 

Contudo, chegamos à conclusão que a RTP, empresa pública paga por todos nós (mesmo por quem nem sequer tem aparelho de televisão ou rádio) remunera muito bem os seus colaboradores, isto à escala portuguesa. Tal não me assustaria se fosse uma organização privada mas... Fará sentido que uma empresa que dá prejuízo veja ser injectados milhões e mais milhões dos contribuintes e pague salários acima da média nacional, premiando, desse modo, os constantes e já mencionados prejuízos? Será que a RTP presta, efectivamente, um serviço público? Porque é que os contribuintes são obrigados a garantir a sobrevivência desta estação que nem sempre é conhecida pela sua transparência que, muitas das vezes, começa ao nível do recrutamento?

 

Porque é que na RTP, tal como a TAP, sempre que se fala em privatização, surge um coro de protestos com movimentos criados para o efeito - sempre pelos mesmos, sendo o mais famoso o realizador António Pedro Vasconcelos sempre patriota com a RTP e com a TAP mas muito pouco com o resto do país e demais instituições e valores. Que terá a RTP de tão especial que "não pode" ser privatizada mas pode continuar a dar um prejuízo gigante a todos nós, quando se privatizaram empresas estatais lucrativas e reconhecidas pela qualidade do serviço? Que interesses serve a RTP não só na política mas em algumas áreas da nossa sociedade? Todos sabemos que a um Governo, seja ele qual for, importa ter o seu canal televisivo e radiofónico, mas os tempos mudam e a cidadania deveria exigir mais da RTP.

 

Finalmente, e retomando a questão salarial, poderemos alegar que estamos perante profissionais, muitos deles, com qualificações superiores, mas aí também temos de fazer a ponte para a realidade nacional e as surpresas estarão à vista. Pegando no slogan de um movimento criado pelo indivíduo acima citado, é razão para dizer "não tap os olhos", ou neste caso, "não nos tapem é os olhos".

 

O estudo pode ser consultado aqui.

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30 comentários

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De Maria a 25.09.2017 às 09:17

Por acaso acho uma certa piada à questão das privatizações. Não as querem porque o Estado"qualquer dia não tem nada" mas ninguém se insurge para os milhões pagos pelos Contribuintes para estas entidades. Enfim, quem sou eu.
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De Robinson Kanes a 25.09.2017 às 09:21

Há privatizações e privatizações, de facto... No entanto, sempre que o assunto é RTP, ou a própria TAP certas áreas e certos indivíduos levantam-se como se estivessem a privatizar sectores estratégicos... Por acaso quando são sectores estratégicos não ouvimos nem vemos esses indivíduos... A RTP alimenta muita gente, não só dentro da estação mas também fora dela.

Uma empresa como a RTP dá prejuízo ao Estado, ou seja, a todos nós... No entanto, continua a sorver fundos e mais fundos. Não sendo essencial para a vida e bem-estar dos cidadãos, é estranho como continua a ser intocável neste país...

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De Chic'Ana a 25.09.2017 às 15:19

Não tinha a mínima noção de que essa percentagem era assim tão elevada!
Defendo que as empresas devem manter o seu Know How, e que normalmente este se situa nas pessoas com mais experiência e consequentemente com mais idade, mas é uma percentagem um pouco descabida...
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 25.09.2017 às 16:08

Eu desconfiava, por norma quem entra para estas organizações tende a não mais sair, não só por dinheiro, mas também pelo comodismo.

Nesse aspecto, da necessidade de conservar pessoas boas e experientes e da elevada percentagem, partilhamos exactamente da mesma opinião.

Beijinhos.
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De Marta Elle a 25.09.2017 às 18:42

Se soubesses as coisas que se passavam na RTP...O meu pai trabalhou lá uns 40 anos, até se ter fartado e vindo embora. Se quiseres conto umas coisas sumarentas.
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De Robinson Kanes a 25.09.2017 às 22:11

Eu sei que é "gossip" mas por acaso... Sou todo ouvidos... :-)
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De Marta Elle a 26.09.2017 às 12:48

Aqui vai.
Como te disse o meu pai trabalhou lá várias décadas, mas, apesar de ser uma pessoa trabalhadora e pontual ( chegava antes dos colegas ) nunca foi promovido.
Acontece que tinha um colega que era a Preguiça em pessoa. Uma das funções desse colega era, quando alguém de fora ia visitar a empresa, ter de ir buscar a pessoa à entrada e levá-la ao destino, por exemplo, ter de levar uma celebridade ao estúdio onde ia ser entrevistada. Isso nada mais era que levar a pessoa pelos corredores e elevadores. Acreditas que o tipo desaparecia sempre que tinha de fazer isso ? O meu pai desconfia que ele se trancava na casa de banho.
Certa vez, o chefe do meu pai mandou fazer uns livros de alta qualidade com fotos, etc. O trabalho desse tal colega consistia simplesmente em colocar os livros em envelopes, escrever as moradas e deixar os envelopes na receção. Um trabalho duríssimo . Não é que o gajo deitou os livros para o lixo ??? Pior ainda, foi tão burro que usou o caixote do lixo do departamento que os tinha feito. Os funcionários repararam e, surpreendidos, comunicaram o facto ao chefe.
Certo dia, os chefes de departamento receberam um documento em que deviam dar o nome de funcionários que não fizessem falta para serem despedidos. Claro que isto era uma política de contenção de despesas. Obviamente, o chefe do meu pai quis nomear o tal funcionário que não trabalhava, mas o meu pai e outro intercederam com o argumento "Ele trabalha pouco, mas sempre faz alguma coisa e se corre com ele não vão pôr aqui ninguém a substituí-lo". Após muita conversa o tipo ficou na empresa. Passado pouco tempo, chegou a altura das promoções. Adivinha quem é que o chefe promoveu ? O tipo que não trabalhava ! Certamente porque teve uma boa cunha.
Já antes disto, no final dos anos 90, os chefes de departamento receberam uma certa quantia em dinheiro para distribuir pelos funcionários, conforme achassem que eles mereciam. O chefe do meu pai ( que não era aquele que mencionei antes ) distribuiu o dinheiro...por ele próprio !
Que tal tudo isto ?
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 13:06

Infelizmente para mim e para quase toda a gente não é novo, sobretudo no sector público...

País onde a corrupção é premiada e onde, efectivamente, a impunidade grassa, há-de ter sempre coisas destas. Também há nos outros, mas em alguns parece que é prática aceite e ai daquele que questione, pois arrisca-se a ficar com a vida estragada.

Por outro lado, não são raras as organizações que têm alguns parasitas que subsistem numa total sensação de impunidade, muitas vezes sem o conhecimento de chefias superiores, mas que exercem pressão e medo (eles ou quem os colocou lá) para que estas situações não sejam denunciadas.

Essas situações nunca foram escaladas? Já trabalhei em organizações que têm linhas "speak out" para tentar eliminar algumas dessas situações.
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De Marta Elle a 26.09.2017 às 16:02

O meu pai queixou-se a alguns superiores mas nunca houve consequências.
Ele também tinha uma colega que foi para a cama com um chefe para ser promovida. Não só não conseguiu a promoção como o chefe ainda andou a fazer comentários ordinários sobre o assunto, mas a tipa não aprendeu e foi para a cama com outro chefe e...novamente o mesmo.
Ah, e o bar da empresa estava sempre cheio a qualquer hora do dia porque as pessoas, em vez de trabalharem, passavam lá o tempo. Tiveram que alterar o horário e só abrir a horas das refeições.
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De Robinson Kanes a 27.09.2017 às 13:08

Entendo... Penso que por vezes passei por óptimas empresas :-)
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De mami a 25.09.2017 às 22:02

por um lado compreendo que para ser criada igualdade, seja necessário passar a geração que lá está há mais tempos e dominantemente masculina.
por outro lado custa-me que consideres (tu e o estudo) que pessoas de 45 anos já não sejam capazes de inovar e estamos à espera que se reformem para renovar a "frota".
quanto aos salários, confesso ser para mim uma novidade. tinha a ideia que o pessoal que trabalha nessas áreas tinham muitos problemas em conseguir contratos e que a maior estariam a prestar serviços. concordo contigo quando ao desajuste dos valores.
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De Robinson Kanes a 25.09.2017 às 22:16

"por outro lado custa-me que consideres (tu e o estudo) que pessoas de 45 anos já não sejam capazes de inovar e estamos à espera que se reformem para renovar a "frota"."

Não te pode custar porque não foi isso que eu disse, e o estudo também não o disse. Considero que tanto jovens como "velhos" são todos essenciais numa organização, combinados podem trazer grandes resultados. Contudo, sabemos que o ser-humano não é perfeito e quem já teve oportunidade de trabalhar em algumas organizações percebe que demasiados "velhos" (está entre aspas, para balizar as coisas) nem sempre é bom. A velha guarda quando é dominante em larga escala tende a criar entropia - gostava de pensar diferente, pois tudo o que sei, ou quase tudo, devo-o a pessoas mais velhas que eu, mas na realidade as coisas não são assim tão lineares.

O desajuste de valores que não contempla, acredito eu, os contratos milionários (Ex: Fernando Mendes, Jorge Gabriel, José Carlos Malato, Catarina Furtado...), pois esses acredito que sejam a recibos verdes e não entram nestas contas.
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De mami a 25.09.2017 às 22:25

no último paragrafo não percebi se era ironia (ainda com a minha competência intelectual diminuída por falta de descanso lol)

acredito que há pessoas acomodadas e sem capacidade de inovação em qualquer faixa etária ,9
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 08:29

Daí a importância do equilibrio :-)
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De HD a 25.09.2017 às 22:49

Não fazia ideia sequer destes números...
O canal, por si só, já é um show de marionetas... ;)
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 08:30

Pena é que todos tenhamos de pagar esse "show"...
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De HD a 26.09.2017 às 17:52

E pouco podemos fazer para contrariar isso... -.-
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 22:55

Até podemos... Até podemos... Mas isso implica que os cidadãos estejam e queiram ser informados...
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De O ultimo fecha a porta a 25.09.2017 às 22:59

completamente de acordo.
a rtp, como muitas outras empresas públicas, tem colaboradores muito antigos, no emprego para vida porque o estado não despede (o que diriam alguns partidos politicos?) e com muitas regalias. não podemos dissociar do facto da rtp ser mais antiga que outras estações. Basta ver os pivots e há quantos anos já estão no ar. porém, não vejo problema nenhum se essas pessoas forem competentes e se cumprirem bem as suas funções. tenho é duvidas que assim seja com todos. aliás, li por ai algumas criticas (não sei se dor de cotovelo) que um reconhecido pivot e escritor não cumpria as 8 horas de trabalho e limitava-se a ler o teleponto.
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 08:32

O "gossip" existirá sempre, sobretudo se o visado tiver algum sucesso. O Estado não despede e assim o lado da despesa e as grandes medidas estruturais vão ficando em "stand-by"... Para sempre...
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De PP a 26.09.2017 às 03:10

A RTP e os vencimentos de sempre...
Pelo menos a RTP 2. mantém-se culta e a meu ver, trata-se de um canal que merecemos. Já foi melhor, é certo, em tempos de 5 Noites 5 Filmes e até, imagine-se, de novelas ousadas para a época, como Dona Beija.
Compreendo que o vencimento de apresentadores de continuidade seja elevado. Afinal, têm que encontrar forças em dias negro, para sorrir, manter o corpo saudável, etc, etc... O quanto se paga por uma imagem. Já não concordo com o de apresentadores ocasionais ou deslumbrados. O que faz com que The Voice tenha tantos? Qual o papel de Catarina Furtado? Garantir o sucesso?
Sim, ela é uma das nossas melhores. Não digo o contrário.
Já na RTP Memória, quantas vezes encontro apresentadores que deviam estar do outro lado das câmaras. Não têm noção do desgaste da imagem... Sim dos muitos €€€€€
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 08:33

Acredito que o teu comentário tem algumas ironias :-) sobretudo nos sorrisos e no corpo saudável :-)

O problema aqui passa por estarmos a falar de dinheiro de todos e da acumulação de prejuízos...
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De Happy a 26.09.2017 às 11:58

Por acaso tinha duas amigas que trabalham na RTP e apesar de não gostarem do que faziam, não se iam embora por ser considerado um bom emprego. Hoje também já terão mais de 20 anos de casa, e uma delas era mesmo uma nulidade, mas entrou por cunha e isso tem muito peso...
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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 12:10

Isso é um dos dramas de muitas organizações (públicas e privadas) em Portugal - colaboradores que só trabalham para o dinheiro e para os anos de casa... Também é por esse motivo que muitas se encontram minadas de polvos e totalmente apáticas face ao desenvolvimento.

Depois temos a cunha, essa real instituição portuguesa que é cada vez mais bem aceite em detrimento do esforço. De facto, quando na RTP até para escrever rodapés vi uma pessoa entrar (sem qualquer experiência e só porque não estava para se esforçar a terminar o curso) com cunha, já não se pode dizer muito... O problema aqui, sobretudo quando estamos perante uma empresa pública, é que estamos perante casos de corrupção mas parece que ninguém se importa...
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De Maria Araújo a 26.09.2017 às 18:13

Ó Robinson, a RTP dá prejuízo, nós pagamos para se manter viva e o povo esquece isso tudo porque ele é detentora dos jogos de futebol ( Europeu, Mundial e outros), logo está tudo bem.
Uma contribuição audiovisual de 2,85€ + 6% IVA , são 3,02 € por mês na factura da EDP, nem custa a dar.


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De Robinson Kanes a 26.09.2017 às 22:57

Custa e muito... Eu que nem escuto as rádios nem vejo a televisão (até porque nem tenho o aparelho) públicas, sinto isso no bolso...

Esse valor multiplicado por inúmeros contratos... Que número grande...
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De Maria Araújo a 27.09.2017 às 21:47

Eu sei que não tem TV e admiro-o por isso mas lamento que pague na factura essa contribuição.
Posso estar enganada, mas lembro-me que nos tempos idos pagava-se a taxa de televisão, como era designada, e os meus pais ficavam tão revoltados por terem de pagar.
Mas entretanto foi abolida, penso que nos anos 80, para mais tarde voltar.


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De Robinson Kanes a 27.09.2017 às 22:17

Não é fácil pagar luxos de outros :-(

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