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Proibir a Entrada de Crianças em Hipermercados!

por Robinson Kanes, em 05.12.16

thinkstock1.jpg

 

 

Fim de semana é, por si só, um dos momentos predilectos dos portugueses para fazerem compras, sejam elas quais forem – aliás, é um dos motivos que me leva a evitar as grandes superfícies comerciais nestes dias.

 

Contudo, nem sempre podemos evitar e lá decidi vaguear pelos corredores de uma superfície alemã à procura de lombinhos de frango e de pão ralado. De facto, é uma superfície que “quer mais para mim” e já por várias vezes me salvou de ficar sem aquele ingrediente fundamental para uma boa “patuscada”.

 

Mas eis que tudo começa no corredor do açúcar e das farinhas... um ditador, com cerca de 10 anos de idade, arremessava pacotes de açúcar (de quilo) uns contra os outros provocando uma neve sazonal em toda aquela área e nem os adoçantes, que estão sempre com aquele ar de quem não entra excessos, escaparam. Escusado será dizer que a banda sonora de gritaria ecoava por toda a superfície.

 

Por norma, e segundo estudos científicos de grandes universidades, dizem que estes ditadores são acompanhados por um pequeno “séquito”... os pais. Mas naquele momento o séquito encontrava-se mais interessado em roupa desportiva low cost . É verdade que nestes supermercados alemães é “tudo ao molho”, mas podem imaginar a distância.

 

Já em direcção às caixas, com os meus lombinhos e o pão ralado (ainda tenho este hábito de levar sempre uma “bucha” quando saio do país, devido ao facto de ter viajado muito de regional na infância) deparo-me de novo com uma revolução junto à “secção” de comida para animais – era um labrador a rebentar com sacas de ração em busca de uns bons croquetes de carne de vaca? Era um siamês à procura de um refeição gourmet de salmão? Não, era o nosso pequeno ditador a rebentar os sacos de “Coshida”!

 

O séquito? Na caixa e a sorrir como se o pequeno ditador estivesse naqueles parques cheios de bolas onde os pais largam os filhos para comprar móveis que a posteriori se montam em casa.

 

Só perante algum repúdio por parte da plebe é que o séquito chamou a atenção do ditador, mas... diplomaticamente nem sempre é fácil demover um ditador dos seus intentos. Os colaboradores da superficie, no seu “pelo cliente e para o cliente” não agiram...

 

Desperdiçar comida ou outros produtos deveria ser crime (se as empresas, perdão, associações... que vivem de recolher comida para os mais carenciados lerem isto...) e no final de contas... não educar também... provavelmente não são as crianças que deveriam ficar à porta... mas os pais que no superior interesse da criança e, especialmente no seu, não têm certificado de educação de filhos e desconhecem as limitações da sua liberdade.

 

Fonte da Imagem: http://thefw.com

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35 comentários

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De Maria Mocha a 05.12.2016 às 13:43

É muito triste ver cenas dessas. Acontece também muito nos restaurantes. Às vezes fazem barulheiras infernais. A mim dá-me sempre vontade de dizer aos pais para cumprirem o seu papel.
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De Robinson Kanes a 05.12.2016 às 15:15

Os restaurantes é outro "mundo"... também não me faltam histórias. Claro que temos de ser sensatos em algumas situações, mas os exageros e a passividade por vezes é gritante.
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De mami a 05.12.2016 às 13:48

o grande problema das crianças, do meu modesto ponto de vista, são, sempre, os pais!
o que me perturba na tua descrição é a inatuação dos funcionários da superfície.
o interesse dos clientes deve efetivamente ser a primazia do serviço. mas de t.o.d.o.s. os clientes, ou seja nessa situação só um cliente estava a ser considerado, e então, os outros todos!?
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De Robinson Kanes a 05.12.2016 às 15:17

Verdade! No entanto, acredito que, na maioria das vezes, estes funcionários temem pelo seu posto de trabalho (erradamente). Ao actuarem podem vir a ser alvo de uma "chicotada" por parte de um supervisor. É errado esse pensamento, bem como a atitude. E na verdade lá venho eu repetir a célebre afirmação do Leonardo, "quem não condena o mal, ordena que ele se faça".
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De mami a 05.12.2016 às 15:22

não concordo com a desresponsabilização de quem tem que manter a ordem (já que os país se desresponsabilizam)
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De Robinson Kanes a 05.12.2016 às 15:30

Partilhamos da mesma opinião.
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De Maria a 05.12.2016 às 13:52

Bolas! És mesmo bom!

Se surgir a petição quero ser a 1ª a assinar. Mais do que a falta de educação das criancinhas (que algumas já têm bem idade de distinguir o certo do errado) é a inércia dos animaizinhos que as tiveram que me tira do sério!
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De Robinson Kanes a 05.12.2016 às 15:14

Obrigado pelo comentário.
Sim, de facto muitas vezes as crianças já têm discernimento para distinguir o bem do mal... e deixemos o politicamente correcto de dizer que é sempre com bom fundo.
Em relação aos pais, acredito que a inércia na educação dos filhos vai ter consequências ainda mais desastrosas no futuro.
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De Maria a 05.12.2016 às 15:23

Sem dúvida!
desastroso é o termo correto, não podia estar mais de acordo.

Enfim!
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De HD a 05.12.2016 às 20:03

Estes ditadores de meio palmo fazem o que querem, não só nos supermercados :)
Provavelmente, nem os pais se sabem comportar em grandes superfícies... ;)
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De Robinson Kanes a 06.12.2016 às 10:41

Sim, o facto que apontas em último é bem real. Exemplos não faltam.
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De HD a 06.12.2016 às 21:38

Raramente não presencio casos deploráveis quando entro num shopping!
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De Chic'Ana a 06.12.2016 às 11:00

As crianças só fazem aquilo que os pais permitem (tirando raras exceções), portanto, estes têm de garantir o seu bom comportamento, educação e respeito pelo próximo...
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De Robinson Kanes a 06.12.2016 às 11:12

Essa é a grande questão. A desculpa "são crianças e por isso temos de sorrir" não serve para tudo e é aí que os país devem actuar.
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De Nay a 06.12.2016 às 12:40

Acho que abstenho-me de comentar porque apesar de ser mãe, não sou nada compreensiva com esse tipo de situações..aliás sou bastante intolerante à estupidez parental!

Quando ao resto, adorei aquele aparte das "associações" de recolha de alimentos...muito bom! ;)
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De Robinson Kanes a 06.12.2016 às 15:06

Já deste um contributo interessante, sobretudo sendo mãe.
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De Nay a 07.12.2016 às 12:22

E já ouviste falar em escolas em que o conceito é que não se pode dizer que Não às crianças?!?!

Pois eu já e o resultado?!?!? Assustador!
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De Robinson Kanes a 07.12.2016 às 15:17

Já tinha ouvido falar, mas nunca contactei com a realidade... talvez por receio de estar a entrar numa dimensão que... enfim. Imagino que o resultado seja a promoção de adultos altamente frustrados e cujos fins justificarão todos os meios. Interessante tema, se quiseres dar alguns exemplos.
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De Nay a 07.12.2016 às 16:01

Eu pergunto-me que adultos serão esses...se é que alguma vez serão!
Os exemplos mais gritantes: Um casal com 2 filhos, de 3 e 5 anos, dormem todos na mesma cama porque os meninos NÃO querem dormir sozinhos (questiono-me como fizeram o 2º ahahah)
O menino mais velho ficava em casa de uma amiga até ao dia que ela se fartou dele andar a fazer xixis, e não só, onde bem lhe apetecia e quando se fartou e disse-lhe que na casa dela Não, levou uma cuspidela na cara. Um miúdo de 5 anos!!!
Logicamente já se deixaram de falar!

É anti natura, completamente. O natural é os progenitores ensinarem as crias, seja qual for a raça, para sobreviverem no futuro. Inclui ralhetes ou até o "sacudir" da fralda.
Por exemplo nos cães, quantas vezes não vemos a cadela a rosnar ou a dar a dentadinha de aviso às crias?!?! E vamos acusa-la de maus tratos físicos ou psicológicos?!? Claro que não, é natural para eles e para nós.

Logicamente estou a falar "dos avisos" não da violência gratuita!

E é esta fornada os adultos de amanhã!!!
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De Robinson Kanes a 07.12.2016 às 17:13

Eu espero que o sejam.
É politicamente correcto ter um discurso e atitudes públicas congruentes com o "eu faço tudo pelos meus filhos", mas na realidade, salvo ainda muitos casos, nem sempre é isso que acontece.
Falar do tema também parece ser algo ainda pouco apreciado, implica tocar em pontos que são muito sensíveis para os pais, alguns pelo menos.
Estamos a criar muitos ditadores e em alguns casos, o facto de pais que passaram muito mal noutros tempos terem compensado em larga escala os filhos, deu-nos muitos maus exemplos de adultos que vemos hoje.
É importante discutir-se, porque afinal, a questão não está nas crianças mas nos pais.
Em relação ao reino animal, por muito que custe a algumas pessoas, a comparação não é descabida, de todo... e teríamos muito a aprender com isso.
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De Nay a 07.12.2016 às 17:32

O mal é mesmo esse, é que levamos à letra "eu faço tudo pelos meus filhos"...fazemos, não os ensinamos.
Falo por experiência, eu tive de me ensinar a deixar a minha filha "fazer". Como eu costumo dizer isto é uma aprendizagem nos dois sentidos e temos de nos ir adaptando conforme os resultados que vamos tendo.
É impossível os pais com filhos, com atitudes como falas no texto, continuarem a achar que estão a fazer um bom trabalho. Supostamente somos seres racionais, por favor usem e abusem da capacidade de raciocínio...a sociedade agradece!

Sobre a questão estar nos pais, hoje em dia o que se houve mais é "não é dos pais, cada criança é diferente"...completamente de acordo mas então encontrem a melhor maneira de lidar com as vossas.

A sociedade pode ensinar mas quem educa tem de ser os pais!
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De Robinson Kanes a 08.12.2016 às 10:02

A sociedade é o caminho para as crianças serem crianças e se tornarem adultas, mas têm de estar nos pais o ónus da educação... até porque delegar essa tarefa, por exemplo nos professores, também não me parece o melhor caminho... sobretudo porque quando muitos professores exercem essa tarefa, são muitas as vezes em que os país vão logo a correr para a escola...

Em suma, deveremos começar pela educação dos adultos?
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De Robinson Kanes a 08.12.2016 às 10:07

Leia-se "tem" ao invés de "têm".
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De Nay a 08.12.2016 às 15:26

Como é que educar alguém que acha que já sabe tudo?!!
Cada vez mais os inteligentes estão cheios de dúvidas e os burros cheios de certezas!
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De Robinson Kanes a 08.12.2016 às 15:32

Aí está o busílis da questão, aliás, é preciso que as pessoas queiram... será que querem?

Essa afirmação dava uma discussão gigante, sobretudo na Era do "pós-verdade".
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De Cecília a 06.12.2016 às 16:54

acho que o que faz falta é precisamente haver crianças em todo o lado, desde a mais tenra idade, para que saibam, desde cedo, como se comportarem em cada local. infelizmente, as pessoas, as ditas adultas, não sabem comportar-se em lado algum e portanto também não poderão ensinar o que não sabem. e para isso temos lindos remédios: ir ao bolso ou ao ego. mercadoria estragada? pagam. alvoroço que incomoda significativamente os outros clientes? expulsos da loja.

ponto.

está muito na moda deixarem-se os putos em qualquer lado para se poder fazer compras à vontade, o que eu considero a prova total da falta de autoridade pois que saber-se refém de alguém que nos deve obedecer e replicar nas atitudes é algo impensável.

não se devem proibir crianças. deve-se ser implacável para com a estupidez. e ainda há muito bom pai e mãe e crianças que dão alegria a uma fila de supermercado. falemos desses. deixemos o lixo a um canto. se as pessoas que não têm educação nem sabem dar começassem a sentir na pele o lixo que são, as coisas mudavam. assim, não. acham-se na e uma maioria in.



p.s. já agora, supermercados fechados ao domingo, isso sim, era bom de ver.
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De Robinson Kanes a 06.12.2016 às 18:02

Que matéria interessante para a discussão. Muito Obrigado.

Sim, penso que tem sido unânime a conclusão de que a culpa é dos pais, provavelmente por lacunas na sua própria educação e inclusive uma espécie de crença em como têm mais liberdade que os demais. Aliás, também há exemplos de crianças que se sabem comportar e muito desse mérito advém dos pais.

A decisão de se ser pai, por norma parte do casal, logo é importante que conheçam as suas responsabilidades. Sou defensor de que os casais devem ter tempo para si, aliás muito tempo para si, mas também partilho da sua opinião, nomeadamente quando refere a questão do "abandono" e "os outros que aguentem porque sou pai ou mãe".

Infelizmente para encontrar lacunas temos de falar delas, e também temos de exaltar as boas práticas. Aliás, a propósito disso, ainda ontem aquando de uma mãe a entrar com os dois filhos num prédio, ouvi o seguinte: "agora pouco barulho, estamos a entrar no prédio.".

Gostei do "maioria in".

Penso que não se deve ter regras para uns e para outros. Cabe ao consumidor perceber onde está a melhor relação preço-qualidade ou no fundo a quem pretende confiar o acto de compra.


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De Kikas a 06.12.2016 às 21:39

O teu post mexeu-me com os nervos porque já assisti a mais do que um episódio deste estilo e pergunto-me sempre o mesmo: Onde é que andam os pais destas crianças e onde é que anda a educação supostamente dada pelos mesmos?
Há crianças com idade para já distinguirem o correcto do incorrecto e continuam nesta rebaldaria, com os paizinhos sempre a assistir, depois temos os mais pequenitos que ainda não têm a noção do que fazem, e os paizinhos pouco ou nada fazem. Se são assim em crianças, com esta ausência de limites e educação, temo que se tornem iguais aos "papás babados".
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De Robinson Kanes a 07.12.2016 às 09:19

Por motivos sociais, por motivos de moda, por motivos de... falta de umas "palmadas" em pequenos penso que se tornou quase imposto que tudo é permitido... são crianças, portanto. O problema, em meu entender, é quando o "são crianças" se torna o "que incómodo e que falta de respeito" para com os demais.

Levei as minhas palmadas, mas desde cedo soube o que poderia e não fazer, desde não gritar onde não devia, choradeiras, correrias e por aí fora...

Tenho andado a "estudar" alguns comportamentos de casais, nomeadamente antes de terem um filho e depois de terem um filho... penso que nessa minha experiência estou a chegar a uma conclusão pouco politicamente correcta. Vamos ver...
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De O ultimo fecha a porta a 06.12.2016 às 23:52

Que situação estúpida. Os piores são os piores culpados. Com 10 anos, também já tem mais do que consciência do que faz.
Mal tb esteve o supermercado que deixou passar essa situação impune.
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De Robinson Kanes a 07.12.2016 às 09:15

Compreendo.

Em relação ao supermercado, mais uma vez, acredito que os colaboradores não estejam preparados para este tipo de situações. Em Portugal como nos EUA o cliente tem muita força e isso pode levar a que muitos possam recear más consequências. É tudo uma questão da gerência tomar alguma posição que não acabe sempre contra o colaborador.
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De Carlos a 09.12.2016 às 07:37

O problema disto tudo reside no facto de que os pais hoje em dia não se preocupam com os mais novos (não generalizo) e deixam-nos à mercê da pequenez da sua inteligência! Depois também existem os pais que se preocupam mas que em público tem de manter a pose e não podem dar uma valente bofetada ao pequenote e então ao invés de darem um raspanete ou um puxão de orelhas, mais fácil lhes é deixar andar!
Não tenho filhos, julgo que se os tivesse e me fizessem uma cena dessas ou uma birra, passaria a ser o pior pai do mundo! Não tenho pachorra...
Abraço e obrigado pela força.
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De Robinson Kanes a 09.12.2016 às 08:14

Eu é que agradeço o comentário! Alguma coisa...

Não serias o pior pai do mundo, serias provavelmente alguém preocupado com a educação dos filhos e com a tranquilidade dos outros.

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