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Porque é Importante Calcular Custos de Turnover...

por Robinson Kanes, em 23.05.17

Untitled.png

Joseph Mallord William Turner, Paz - Funeral no Mar  (Tate Britain)
Fonte da Imagem: Própria

 

O turnover ainda é encarado por muitos gestores como uma espécie de mal necessário ou como um meio de controlar as situações – de uma certa supremacia de quem gere face a quem é gerido. Altas taxas de turnover, contudo, não são somente uma consequência das políticas de má gestão de pessoas, mas também dos próprios colaboradores e das estruturas sindicais que, em muitos casos, ainda nem conhecem o conceito.

 

Todavia, o turnover tem custos e não são só para os departamentos de recursos humanos, que muitas vezes encaram este rácio como uma espécie de garante da qualidade do serviço prestado. Menos turnover continua a ser olhado como uma forma de justificar uma boa política de recrutamento mas também de alguma paz social nas organizações. No entanto, turnover é mais que isso. Segundo o “Center for American Progress”, num estudo realizado em 2012[1], a substituição de um colaborador nos Estados Unidos atinge o custo de um quinto do salário anual do mesmo (cerca de 21% para cargos executivos e 20% para salários acima dos 50.000 dólares anuais).

 

Temos de ter aqui em conta que existem diferentes realidades empresariais, diferentes áreas de actuação e, obviamente, não podemos olvidar os despedimentos que não visam a futura substituição do colaborador.

 

Contudo, como é que podemos inverter os números? Como é que num mercado que não é perfeito - e nem sempre assim é descrito nos livros e nas universidades - podemos melhorar resultados?

 

Se por um lado contratar colaboradores é fácil, contratar os melhores e sobretudo reter os mesmos torna-se mais complexo! Estive recentemente em conversa com um Director de Recursos Humanos que se orgulhava que a organização à qual pertencia havia recrutado mais de 57 colaboradores este ano! Notável, mas alguma impreparação do mesmo não o protegeu da questão fatal: e quantas rescisões existiram? Cerca de 70! Esses são, muitas vezes, os números que não surgem nas revistas.

 

O recrutamento é fundamental e nem sempre temos as melhores pessoas a recrutar, sobretudo em organizações que recrutam para outras! Temos ainda a questão dos prazos! Recrutar rápido e a todo o custo pode levar a erros dramáticos a curto-prazo! Acresce ainda a questão dos recrutamentos cuja escolha se baseia em premissas não profissionais e isso não acontece só em organizações propriamente ditas, também acontece em empresas de recrutamento e com as devidas consequências para o cliente final.

 

Mas que custos são estes? Que custos vão bem para além de uma potencial indemnização, por exemplo?

 

-Substituição temporária de um colaborador e também custos com o overtime (trabalho extra) de outros colaboradores (enquanto não preenchemos uma vaga os custos com o trabalho extra vão aumentar e também a produtividade pode ser afectada, nomeadamente com mais erros e menos produção propriamente dita);

-Custos de substituição: colocação de anúncios, despesas com empresas de recrutamento, screening (aqui do ponto de vista da observação inicial do currículo), despistes/análises, entrevistas e selecção de candidatos, background check (verificação de referências ou outras informações pertinentes), relocation (despesas de deslocalização, por exemplo), bónus de entrada...

-Custos com a formação: orientação, formação em sala, on-boarding (acolhimento do colaborador), certificações, on job training (formação em contexto de trabalho), uniformes, welcome kit (kit de boas-vindas), custos administrativos e legais;

-Baixa produtividade do colaborador que abandona a organização, nomeadamente nos últimos dias;

-Trabalho adicional para os demais colaboradores da equipa;

-Extensão da desmotivação a outros colaboradores;

-Com a entrada do novo colaborador um bom nível de produtividade não é imediato e a exposição ao erro e desperdícios é maior. A integração "perfeita" de um novo colaborador pode ir até aos 365 dias!

-Perda de clientes, sobretudo quando são os colaboradores a cara da organização;

-Má imagem da organização.

 

Contratar e despedir é fácil, o cerne da questão está em reter os colaboradores, mas, ainda mais que reter, é importante que estes estejam motivados (isso já é outro tema de que muito se fala e pouco se analisa). Não são raros os casos em que muitos preferem um salário mais baixo numa organização em detrimento de uma outra que renumera melhor.

 

No final todos ganham, a organização que vê os custos com o trabalho reduzidos e a produtividade pouco afectada, o colaborador que se entrega totalmente à organização e consequentemente os demais colaboradores que se podem dedicar inteiramente às suas funções sem sobrecarga adicional, sobretudo quando em alguns casos já estão bastante sobrecarregados...

 

[1] Boushey, Heather; Jane Glynn, Sarah Jane, “There Are Significant Business Costs to Replacing Employees”, Center for American Progress, November 2012

 

Algumas notas breves:

Turnover (aplicado aos recursos humanos): É a taxa de rotação dos colaboradores numa organização. Dentro desta taxa, existem diversas formas de calcular diferentes formas de turnover.

Autoria e outros dados (tags, etc)


63 comentários

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De Maria a 23.05.2017 às 10:39

Tanto para dizer sobre: "O recrutamento é fundamental e nem sempre temos as melhores pessoas a recrutar... "
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 10:47

Esse é um tema tabu… Em muitas áreas, recursos humanos não são excepção, acredito que muitos erros se repetem por não se discutirem temas críticos e falhas que todos se recusam a admitir que existem.
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De Maria a 23.05.2017 às 13:35

Estive precisamente a falar neste tema agora na hora de almoço.
A recusa em admitir, a inércia, as pessoas erradas nos lugares errados, os ruidos, o não ouvir quem está no terreno ou numa 1ª linha de "defesa"...
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 13:46

Uma das queixas que mais escuto é a falta de comunicação… O que não falta são livros, formações (mas nem sempre os formadores são os melhores), "gurus" e todo o tipo de informação, contudo o problema cada vez é maior. Não se comunica! Se por um lado quem está abaixo da linha adquire mecanismos de defesa, quem está acima ou está sujeito a várias pressões ou então… E algo que não é tão fora do normal hoje, está a pensar somente em si, no seu "eu", na sua carreira, na sua promoção ou então está perfeitamente acomodado porque sabe que o despedimento não acontece (seja por amizade ou por uma lei ultrapassada).

Mais uma vez é fundamental debater os problemas e apostar forte no bom recrutamento. Mas, aparentemente, o ruído ainda é muito...
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De Sónia Pereira a 23.05.2017 às 10:47

Algumas empresas, principalmente em alturas de «vacas gordas», parecem indiferentes às consequências inerentes da rotatividade do seu pessoal ou, pelo menos, consideram que os proveitos dessa rotatividade são superiores aos custos.
Trabalhei numa empresa que funcionava assim, pelo menos em certos departamentos-chave. nas engenharias e área comercial, tinham uma rotatividade quase alucinante: salários baixos a profissionais em início de carreira, saídos da universidade, horários de trabalho extensos, pressão acrescida. Escusado será dizer que ninguém se aguentava muito tempo. Mesmo numa boa altura económica para a empresa, mesmo para quem não percebia nada de gestão, aquela opção parecia insólita. Os erros de funcionários inexperientes, cansados e pouco motivados tinham custos elevadíssimos e não se percebia como, apesar dessa evidência, se continuava a replicar mês após mês, aquele tipo de gestão.
Falo disto como mera observadora, pois não percebo muito da área. :)
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 11:26

Existem organizações que nem fazem esse cálculo, o que torna tudo mais grave, mesmo quando são obrigadas pelas sedes.

"Martelavam-se os números?"

Em Portugal é comum a desculpa do "o mercado é assim" de modo a camuflar os maus resultados que muitas vezes surgem por má gestão. Acredito que em muitas organizações, perante as falhas constantes e as consequências na produção e nos números, seriam tomadas outras opções.

Mas aqui nem é só por aí. Também existe o outro lado que é o das organizações estarem completamente paralisadas porque é dificílimo e oneroso despedir um rol de incompetentes.
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De Chic'Ana a 23.05.2017 às 10:50

Cada vez é mais difícil reter colaboradores valiosos. Estes não se encontram devidamente remunerados / recompensados, e como tal, à mínima oportunidade decidem "saltar" do barco...

As empresas assitsem impávidas e serenas e apenas olham para números. Contratámos os 57, mas saíram 70, secalhar com salários mais baixos, o trabalho aparece feito, excelente...
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 11:23

Concordo plenamente, sobretudo quando existem factores como a motivação, o "engagement" e não só a ser discutidos. Contudo, também são maus recrutamentos que podem levar a esta situação. É óbvio que nunca podemos culpar um recrutador por um mau recrutamento, mas deveríamos analisar o papel deste no processo. Muitas vezes não é só uma questão de dinheiro, existe uma cadeia de contactos que também propicia estas situações.

Podemos estar perante um Director de Recursos Humanos que está fechado na sua quinta e não tem visão estratégica. O que lhe interessa é recrutar, processar salários e… publicitar-se quiçá. Isto também tem consequências nefastas, aliás, uma das principais criticas a alguns (e digo alguns, porque também existem óptimos profissionais) gestores de recursos humanos é a que se foca na total ausência de pensamento estratégico e de visão por parte destes.
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De Anónimo a 23.05.2017 às 13:07

Escreva isto escreva que os limitados dos rh e chefes de outras areas ainda mandam apagar isto para os chefes deles nao verem e os mandarem embora
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 13:42

Não há assim tanta gente a ler-me :-)

E quero acreditar que provavelmente alguns também serão elogiados :-)
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De Kalila a 23.05.2017 às 13:49

Eu tenho assistido a muita "despersonalização". As pessoas são contratadas como peças de engrenagens e, quando "dispensadas" nos termos dos contratos a prazo, por questões de idade ou por mudanças de estratégia empresarial ou problemas económicos, passam de peças a lixo num instantinho. No meio de uns e outros há sempre excelentes que nunca são reconhecidos só porque não usam o artifício de "dar nas vistas", que é o que está instituído.
Muitos recrutadores e muita da engrenagem dos RH não prestam um bom serviço mas, para mim, o mal está na essência empresarial portuguesa no que toca às grandes empresas. Nas pequenas é ainda pior porque em meios "familiares" e "amistosos" vale absolutamente tudo, em muitos nem a lei lá entra, e "princípios morais" são coisas avessas a lucro fácil e sobrevivência económica no meio da selva gestacional.
Dizem que estamos prestes a sair da crise económica mas a de valores humanos instituiu-se há muito e fossilizou-se já. O não reconhecimento torna as pessoas improdutivas, o baixo salário acarreta toda a espécie de "desgraças" e a instabilidade traz até problemas de saúde.
Beijinhos, amigo.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 15:31

"só porque não usam o artifício de "dar nas vistas", que é o que está instituído."

É uma queixa tão comum… confesso que me faz espécie como é que quem está à frente de departamentos se deixe ir nisto. O meu foco nos resultados e no trabalho talvez me retire esse lado mais "vistoso".

"O não reconhecimento torna as pessoas improdutivas, o baixo salário acarreta toda a espécie de "desgraças" e a instabilidade traz até problemas de saúde.".

E aí temos o "turnover" e outras consequências a saltar. Tenho também tido um grande conhecimento de situações de "burn out" que estão a ser camufladas por empresas e colaboradores por receio de represálias. Assumo, contudo, que existem organizações a trabalhar para que isso não acontece e até com alguns resultados positivos.

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De Kalila a 23.05.2017 às 15:48

Mas é claro, com tanto desemprego, as questões de saúde ficaram para o último dos últimos planos. Até a "saúde" empresarial! Só interessa a financeira ou, pelo menos, a sobrevivência.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:07

Leia-se "burnout".

Se pensarmos somente na sobrevivência de uma organização corremos o risco de ficar para trás em relação à concorrência...
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De Kalila a 23.05.2017 às 18:39

E pior: a concorrência é quase sempre estrangeira!
Formam-se os melhores gestores e os melhores economistas ocupa-se-los atrás dum balcão de um banco/seguradora/financeira de meia tigela e continua tudo na mesma, não mudam as mentalidades. Depois de estágios/experimentais/1ºs empregos os recém-formados têm que lamber botas, condescender ou emigrar. As empresas nacionais continuam no mesmo charco hajam as valências que houverem! A concorrência estrangeira aproveita-se da incompetência das nativas que é nada mais nada menos que vício antigo e ressaca de outro chamado ignorância.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:13

E diz-me, não aproveitavas também? Era o que eu faria… Até porque o trabalhador português é bem mais produtivo lá fora do que cá dentro...
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De Kalila a 23.05.2017 às 19:32

Sim, claro. Eu falava da concorrência estrangeira não nesse sentido, no de as empresas nacionais, nos moldes em que laboram, não chegarem a lado nenhum.
Mas, já agora, deixa que te diga que a produtividade do "tuga" aumenta lá fora porque é bem tratado, ganha melhor e não tem que andar a "trepar" e lá voltamos ao mesmo.
A economia só se recomporá quando acabarem por morrer estes "velhos" odiosos, corruptores, analfabetos do progresso e com manias retrógradas que está mais que provado que não funcionam.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:41

A internacionalização de algumas empresas portuguesas até correu bem. São ainda poucas, é claro, mas algumas conseguiram conquistar outros mercados e até expandir as operações. Mas também é claro que as empresas portuguesas não são muito fortes em termos de capital e isso afecta o crescimento para fora… E aí sim, podemos discutir porque é que isso acontece.

Temo que estejamos perante uma "pescadinha de rabo na boca". Muitos dos "novos" que trocam o fato e a gravata pela t-shirt e pelas calças de ganga também não são garantia de sucesso e têm até, em muitos casos, uma visão mais limitada das coisas. Não são a maioria, mas… Corrupção, Leis e Sistema Judicial e Fiscal, são coisas fundamentais que temos de mudar… Não serão incentivos em dinheiro que irão resolver a questão...
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De Kalila a 23.05.2017 às 19:53

Não, nunca dinheiro, só mesmo consciencialização.
(Eu já sofri e vi sofrer por isto, já tive que recorrer a altas instâncias e organismos. De tal forma que ao tentar escrever sobre o assunto tive que desistir ou ficava doente a relembrar. É muito triste e acho que não há completa consciência do que se passa).
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 09:46

Espero que se tenha resolvido :-)
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De Kalila a 24.05.2017 às 12:09

Comigo, sim, que passei a funcionar como freelancer numa área e acumulo part-times noutras mas é uma vida muito complicada, nem toda a gente tem estômago para isto. Por outro lado, cada vez assisto a mais desgraça porque alarguei o meu leque de ação... Ainda por cima ocupo-me de alguma consultoria... Tenho visto e sabido de coisas absolutamente incríveis, amigo!
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 14:54

Em Portugal, sobretudo, não é fácil ser "freelancer" a não ser que já tenha uma óptima rede de contactos.

Tens de partilhar também… Só discutindo e apontado os problemas é podemos partir para a melhoria dos processos.
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De Kalila a 24.05.2017 às 16:28

Algumas coisas não posso mesmo partilhar por estarem em processo de justiça. As outras, mais recentes, são dolorosas. Tenho feito o que posso para ajudar quem ficou mas sinto que pouco posso. O partilhar envolveria alguma revelação a que não me posso propor por outras questões profissionais, estas da atualidade. É complicado!
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 18:38

Entendo… Espero que tudo corra bem, no que me for possível ajudar, dispõe!
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De Kalila a 24.05.2017 às 18:41

Obrigada, meu querido amigo.
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De Cecília a 23.05.2017 às 15:38

enquanto tivermos patrões e nouvelle empresários a jogar golfe ou ténis a cada quinze dias, porque é bem, pode-se falar o que se quiser que não vale a pena; teremos inteligentes a lutar para ter um trabalho digno e viver bem com a sua consciência sabendo que são d. quixotes sem mancha nem pança, e teremos autênticos bossais a dar o gasto pelo custo porque sabem estar a trabalhar para autênticos idiotas que só querem ouvir falar de lucro ou cartões na carteira e brincar aos pópós, ao empreendedorismo 2020 etc coiso e tal.

para muitos o turnover até é capaz de ser uma boa aposta para treinador do fcp. já ouviram qq coisa sobre ele.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:09

Gostei da lógica do "nouvelle empresários", por acaso tenho um artigo sobre isso a fervilhar-me na cabeça :-)

Sim, para esses lados a taxa de "turnover"também anda alta :-)
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De mami a 23.05.2017 às 15:41

que palavrão me fizeste descobrir!
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:09

É para compensar o que vou descobrindo num outro blog :-)
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De HD a 23.05.2017 às 17:50

Por todas as empresas onde passei, a larga maioria da rotatividade teve mais consequências negativas que positivas...
Mas, como disseste e bem, os números apresentados são escolhidos seletivamente...
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:12

Existem sectores onde a rotatividade é normal… Se encararmos as coisas de acordo com as necessidades de negócio. O problema surge quando o "turnover" começa a ter maiores consequências negativas que positivas e sobretudo com impacte nos custos.

Em relação aos números, nestas coisas não é do impossível martelar os mesmos… Existem muitas situações que nem números existem...
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De HD a 23.05.2017 às 18:14

Só o tempo\dinheiro que demora a formar e adaptar um newcomer... :s
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:17

Dependendo da área pode ser um verdadeiro problema…

Se estamos perante uma posição importante para a operação e com muitas especificidades podemos ter aí matéria para durar.

Lembro-me de ter feito um curso nos EU em que a Professora (daquelas que têm grande experiência prática na área) mencionava que para termos um colaborador em pleno nunca deveríamos apontar para menos de 365 dias… Como referi ali.
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De HD a 23.05.2017 às 18:20

Não consigo apontar um período certo, mas acredito que nunca seja menos que isso!
Para não falar da parte social e de inserção que só se adquire com alguns eventos anuais...
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 18:26

A isso junta a hipótese de teres contratado a pessoa errada.

A parte social é outra… Até isso acontecer… Depende muito das pessoas, existem algumas que se encaixam na perfeição, mas nunca é fácil, de facto.

Não sou contra as pessoas procurarem emprego ao longo da vida, aliás, defendo isso e "volta e meio" levo na cabeça por essa minha forma de ver as coisas, no entanto, também é importante deixar algo de si nas organizações e não passarem pelas mesmas como… Custos? :-)
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De HD a 23.05.2017 às 19:01

Deixar algo nas organizações encaixa num cenário utópico raramente realizável...
Partilho a tua opinião, todavia poucos são os casos em que os profissionais saem reconhecidos e com o dever cumprido!
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:05

Eu pelo menos, e algumas pessoas que conheço, fazem esse esforço, caso contrário o gosto pelo trabalho perde todo o sentido. Nunca fez parte da minha filosofia trabalhar para o ordenado :-)

Em alguns casos saem, noutros não… aí escuto um pouco de tudo, embora com prevalência para o que admites.
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De HD a 23.05.2017 às 19:11

Acredito que o faças, o teu depoimento não depreende outro comportamento :)

Eu falo pela minha experiência, sempre em quadros médios e inferiores.
Nada comparado com o teu estatuto :)
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:15

ahahhahaahhaha
Olha que o meu "estatuto" não é grande coisa :-) - além disso é palavra que não gosto muito :-)
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De HD a 23.05.2017 às 19:22

Eu sei que sim, que não gostas ;p

E, apesar de não ter 'a tal posição', não fico atrás de muitos chefes que conheci...
Oportunidades!
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:24

Nota-se que tens pinta de "boss" ahahahah
Sim, as oportunidades ditam muitas vezes isto tudo, embora os "motivational speakers" (enfim, que conceito) nos tentem vender que basta acordar de manhã e gritar "sim, eu consigo" :-)
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De HD a 23.05.2017 às 19:29

Honestamente, 'acordei há pouco'... para tentar mudar alguma coisa :)

Esses motivadores, só são chamados à responsabilidade retoricamente e, muitas das vezes, são dos primeiros a descartarem-se de qualquer desvio tomado por algum formando...
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:34

Essa é que é essa…
Os resultados dos mesmos não são mensuráveis (ou até são), pois se fossem...
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De HD a 23.05.2017 às 21:31

A sua própria motivação iria prestar contas aos seus resultados ;)
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 09:48

Então não?
Mas pronto, também é importante conhecer as pessoas certas que possam dizer bem de nós :-)
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De HD a 24.05.2017 às 20:47

Também ;)
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De Marta Elle a 23.05.2017 às 18:57

Eu, se tivesse um negócio ou uma empresa, preferia ter sempre os mesmos funcionários porque acabam por ter "amor à camisola" e trabalhar melhor do que aqueles que sabem que em breve vão parar à rua.
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De Robinson Kanes a 23.05.2017 às 19:03

Por norma isso é uma realidade, mas olha que nem sempre… Por vezes também se criam vícios e esquemas difíceis de debelar.
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De Maria Araújo a 23.05.2017 às 21:28


Como mudou a política do recrutamento/ trabalho!
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 09:47

Às vezes acho que não mudou assim tanto :-)

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