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O Encerramento do Café René...

por Robinson Kanes, em 24.01.17

allo-allo.jpg

 

Voltei a ser apanhado de surpresa... depois do "Jorge Miguel", uma nova chamada e... "sabes quem morreu? O René Artois". Não me vou alongar em dizer que Kaye tinha sido uma grande actor e que era isto e aquilo... para isso temos os seus admiradores e aqueles que... tendo ouvido hoje o nome pela primeira vez, passarão a gostar dele, pelo menos enquanto ainda se falar do mesmo.

 

Mais que Kaye, morreu a série... de facto, este elenco já havia perdido o seu undertaker , nomeadamente "Monsieur Alphonse" (Kenneth Connor) e a sua grande paixão "Edith" (Carmen Silvera). Perdeu também, o "Coronel Von Strohm" (Richard Marner), a "Madame Fanny" (Rose Hill), o já velhinho "Leclerc" (Jack Haig), o General, cujo nome eu adorava, "Von Klinkerhoffen", e finalmente o Sr. dos "Clop" (Sam Kelly). Com o desaparecimento de René o bar vai fechar para sempre. Esperemos que os dois british airmen já estejam em Inglaterra com a ajuda da Michelle.

 

Foi das poucas séries que me fez, e faz, rir como ninguém... ainda se lembram quando "Herr Flick" (Richard Gibson) é atingido por um dardo com veneno?  Com o humor britânico a que já estamos habituados, nunca nenhuma série, ou filme, digeriu tão bem uma catástrofe histórica como foi a 2ª  Guerra Mundial e, mais particularmente, a ocupação francesa. As peripécias, a sátira a todos os envolvidos (até os espanhóis que estavam neutros foram chamados) e a preocupação em mostrar que, acima da guerra, existem pessoas das várias frentes que são amigas e que até partilham interesses que vão para além da Paz... recordo, por exemplo "The Fallen Madonna with the Big Boobies".

 

Hoje, o Café René fechou para sempre, hoje... com toda a certeza, o Tenente Gruber (Guy Siner), que ainda está entre nós irá chorar a morte de René bem escondido no seu little tank e consolado pelo latir dos seus pastores-alemães. Hoje... fiquei com vontade de rever, mais uma vez, a série... são muitos DVD pela frente, mas começando, é impossível não ver até ao fim. 

 

Ah! O Herr Flick.. e o René também lá está...

 

 Fonte da Imagem: http://www.atvtoday.co.uk/wp-content/uploads/2014/06/allo-allo.jpg

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55 comentários

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De Chic'Ana a 24.01.2017 às 08:55

Uma série que ficará sempre na memória pelos melhores motivos! =)
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 09:09

De facto... e é interessante que sobreviveu a várias gerações. Lembro-me de ainda, sem grande entendimento, já visualizar estas personagens na televisão. E... naquela época já a série tinha "barbas".
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De Maria a 24.01.2017 às 09:14

O ano passado revi toda a série na RTP Memória. Fiz disso um ritual. Todos os dias quando chegava a casa garantia que via o episódio sem falta.
Impressionante como ainda me lembrava de tanto da série!

Nenhuma das personagens que referes funcionaria sem todas as outras. Foi um trabalho brilhante.

Listen very carefully i shall say this only once... RIP
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 09:22

É daquelas coisas que nos marcam, pela positiva. E tinha conteúdo...
"It is I, Leclerc"...
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De Maria a 24.01.2017 às 09:26

Tinha sim.
(M. Leclerc, enquanto levantava os óculos :) )

E quando a Edith (Stupid Woman) decidia cantar e todos os clientes punham bocados de quijo nos ouvidos?... tão british, tão bom!
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 09:31

ahahahhahaha o que já me ri... lembro-me tão bem.

"Heil Hitler... Heil Hitler... Heil Mussolini"....
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De Maria a 24.01.2017 às 09:34

AHAHAH. As pronúncias que eles faziam, esse italiano: " You're a beautiful Láidiiii..."
Lindo, lindo!
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 09:41

Ele usava aquelas "penas", típicas das fardas militares italianas... recordo-me de uma vez o General Von Klinkerhoffen ter perguntado porque é que ele usava um galo morto na cabeça... :-)
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De Maria a 24.01.2017 às 10:15

AHAHA, pois foi!!!
Pronto Robinson... lá vou ter de arranjar forma de rever a série
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De fashion a 24.01.2017 às 09:50

Eu gostava muito,também! :( beijinhos
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 10:09

Quem não gostava? :-)
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De fashion a 24.01.2017 às 10:12

Misturava inteligência e humor coisa rara nos dias de hoje ;)
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 10:21

As exigências eram outras... mais qualidade, menos foco na massificação de produto. A prática, podem muitos dizer, é obsoleta, mas a verdade é que resultou e resultaria novamente.
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De Sónia Pereira a 24.01.2017 às 11:57

Era uma outra maneira de fazer televisão. O humor televisivo não era tão condescendente com o telespetador, havia espaço para o humor negro, para brincar com temas fraturantes. O interessante é mesmo o que referiste: pegar num tema problemático e desmistifica-lo através do humor.

Não havia uma visão maniqueísta do conflito, os bons e os maus, havia uma visão humanizada onde, de lado a lado, existiam momentos de tensão, de amor e de humor. A personagem de Kaye surge no centro como dinamizadora de todos os «dramas» paralelos, mas, embora personagem central, o interessante na série, é que cada personagem era, em si, bastante rico em detalhes, fonte de comédia e não mero coadjuvante.

Lentamente, as nossas referências do passado, aqueles que, através do seu trabalho, da sua arte, nos formaram e transformaram naquilo que somos hoje, vão desaparecendo. mas ninguém nos tira as gargalhadas já dadas nem aquelas que ainda iremos dar ao rever estas personagens, este café.
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 15:35

Sim! Estamos perante uma produção apostada na qualidade e o resultado ficou à vista... não foi uma série, que foi campeã de audiências (como tantas o são) e depois, aquando do seu término e provavelmente uns meses depois, ficou esquecida.

Era uma série recheada de personagens principais, digamos que o René era o coordenador, de facto.

As gargalhadas não vão acabar e "good mouuuuning" como diria o "Officer Crabtree", um dos meus favoritos.
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De mami a 24.01.2017 às 14:07

estas mortes todas que me fizeram dançar, chorar, rir, ... fazem-me pensar que...estou a ficar um pouquinho velha!
e
tenho pena que os miúdos hoje não apreciem o humor britânico :(
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 15:31

Penso que não estás a ficar "velhinha"... eu penso é que não existem referências que façam "esquecer" aqueles que morrem... uma espécie de reis sem descendentes.
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De mami a 24.01.2017 às 18:46

essa falta de "descendência" é o aspeto mais triste!
hoje há tanta oferta ao nível de tv e cinema que por vezes é difícil não perder o trigo entre o joio!
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 19:47

Sim, muitos são aqueles que são levados a ver aquilo que não gostam e nem dão por isso.

Separar esse trigo do joio pode ser o segredo para assistir a coisas com real interesse e que nos preencham com algo e não somente criem uma pseudo-realização.
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De mami a 25.01.2017 às 12:12

Que nos preencham e desafiem 😉
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De Ladys a 24.01.2017 às 17:31

O que me ria com esta série. Marina
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 17:32

Penso que é impossível não rir.
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De HD a 24.01.2017 às 19:05

Fiquei muito triste em saber, mas parece que os nossos ídolos e heróis começam a desaparecer a cada ano que passa :(
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 19:50

"O Crepúsculo dos Ídolos" :-)

É um pouco como disse à "mami". Todos morremos, todos desaparecemos e a obra fica somente para quem cá esta ainda. O ponto fundamental, a meu ver, está relacionado com a ausência de "Ídolos" à altura. Embora, no caso do Reino Unido, ainda existem muitos actores (longa tradição do teatro, valha-nos isso) que nos fazem amar cada vez mais a representação.
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De HD a 24.01.2017 às 19:56

Sim, concordo.
Ainda vejo algumas séries britânicas fenomenais, mas os ídolos de infância vão connosco para além da sua morte :)
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 20:07

Sim, pelo menos connosco ficam, embora para eles de pouco possa valer tamanha admiração.

Agora, e porque as conversas são como as cerejas, lembrei-me do "Blackadder" com o, ainda vivo, Rowan Atkinson.
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De HD a 24.01.2017 às 20:12

Blackadder *_*
Qual Bean, isso é que era um personagem ;p
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 22:22

O Bean faz-me rir, mas o Blackadder é qualquer coisa :-)
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De HD a 24.01.2017 às 22:28

Muito oldschool com, tipo Fawlty Towers :D
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 22:32

Vais buscar o John Cleese e o hotel mais doido de sempre? Temos conversa para um mês... E o Chef do hotel? :-)

Por acaso, agora que falaste nessa série, lembrei-me de outra, Smith & Jones... nunca mais me esqueci do "Campeonato do Mundo de Olhares Fixos".
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De HD a 24.01.2017 às 22:35

Lembrei-me do Fawlty por causa do Manuel que faleceu em dezembro -.-

O Alas conheço mas não acompanhei muito sinceramente :)
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 09:10

Desconhecia! Nem sabia que tinha morrido o "Manuel"... fui procurar, foi em Novembro :-(
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De Marta Elle a 24.01.2017 às 20:36

Segundo sei, só recentemente alguém responsável pela comercialização da série teve coragem de a propor a um canal alemão. Este aceitou e a série teve um enorme êxito na Alemanha.
Outro pormenor relevante, é que muitos dos episódios foram escritos em Portugal, na zona de Olhão, enquanto os autores passavam férias no nosso país.
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De Robinson Kanes a 24.01.2017 às 22:21

É um pouco como os portugueses... queixam-se de falta de vendas, mas também não vão aos mercados...

O último detalhe desconhecia completamente! Muito obrigado por ter adicionado essa informação!
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De Marta Elle a 25.01.2017 às 14:37

Compreendo um bocado o dilema dos ingleses. Como os alemães perderam a guerra e a série falava sobre isso, tinham receio que eles reagissem mal.
Trata-me por tu.
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 14:46

Sim :-)

Também é provável, mas nada como ser um pouco "disruptive", penso que o orgulho alemão não iria sair ferido, além de que até os próprios ingleses são bastante satirizados. Um dos melhores exemplos é mesmo o "Officer Crabtree" e até os próprios aviadores.
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De Marta Elle a 25.01.2017 às 15:34

Sim, nisso os autores foram muito democráticos, todos eram gozados.
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 16:20

Uma boa lição :-)
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De Maria Mocha a 24.01.2017 às 22:47

Incrível como te lembras de todos os nomes das personagens! Deu-me uma nostalgia, uma vontade de ver tudo outra vez.
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 09:06

Para mim é série de culto... personagens, episódios marcantes, a carreira dos actores...
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De Maria Mocha a 25.01.2017 às 10:14

Também adorei!
Parabéns pelo merecidíssimo destaque!
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 10:29

Obrigado!
Destaque? Tenho de ir ver isso :-)
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De m-M a 25.01.2017 às 10:27

Eu soube através de uma partilha do meu melhor amigo, que está na Inglaterra...
Automaticamente senti que um pedaço da minha infância, do meu humor, partiu com ele.
Eu que comecei a ver Allô, Allo^com o meu pai, aos 8 anos, ainda sem perceber grande parte das piadas... que revi a série toda aos 13 nas noites de sábado e domingo na "Britcom" da RTP2...
Estou triste, sinto-me vazia, sinto que a Britcom, que ainda hoje é usada cá em casa, está a desaparecer. E o fecho deste café de amigos é mais uma prova...
Mas temos o conforto da RTP Memória que ainda valoriza esta série :) (e outras da minha memória)
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De Robinson Kanes a 25.01.2017 às 13:54

Foi um pouco como eu... lembro-me de ver as personagens na televisão sem perceber o que quer que fosse... sabia lá eu o que era um oficial nazi :-)

Lembro-me das repetições da "Britcom" também, embora não colocassem os episódios por ordem.

Eu tenho o conforto dos DVD da série, cá em casa a televisão não entra.

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