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Limpeza de Casa e da Mente com o Ennio.

por Robinson Kanes, em 03.02.17

IMG_7059.JPG

 

Horácio dizia algo como isto - “minuentur atrae carmine curae” - ou seja, a “música ajuda as mentes perturbadas”. Só descobri isto quando o meu professor de latim me confrontou com tal frase e, desde então, tem-me acompanhado, sobretudo, quando a mente anda mais em turbilhão. 

 

Hoje, em casa, num dia menos bom, lembrei-me de Horácio e de como seria importante fazer uma arrumação na minha mente. Confesso que não é fácil, por isso acabo de decidir arrumar a casa. A casa... como o nosso pequeno ovo e a sua respectiva arrumação, nos ajudam a arrumar também o que nos vai na cabeça!  É óbvio que também permite eliminar alguns maus cheiros, limpar o pó e fazer com que um Pastor Alemão gigante enfrente o aspirador como se, o último, de um larápio se tratasse.

 

Aqui, sentado, ainda a escrever, já escolhi a banda sonora para esta arrumação, pelo menos a de casa: encontrei, em Ennio Morricone, a minha salvação. Escuto Morricone desde que me recordo de ter capacidade de escolha nas minhas paixões e honestamente... nunca mais larguei o velho maestro e compositor. Só me arrependo de nunca ter assistido a um concerto ao vivo e, com a idade do senhor, temo que isso não venha a suceder.

 

Sinto que, para hoje, entre um fim e uma necessidade de recomeço vou-me ficar pela “Cera Una Volta Il West”, composição a que o filme de 1968, “Once Upon a Time in the West/Era Uma Vez no Oeste”, dá o nome.

 

Para situar quem possa não conhecer, é  mais um daqueles filmes a que se convencionou chamar spaghetti western na senda dos western italianos que tinham a assinatura de Sergio Leone. Confesso que, quando o vi pela primeira vez, nunca consegui perceber o sofrimento da Sra. McBain (Claudia Cardinale) e aquele olhar sempre muito peculiar de Harmonica (Charles Bronson). No fim, é impossível não simpatizar com o Sr. Bronson (apesar do seu mau feitio) porque lá conseguiu acabar com a maldade de Frank (Henry Fonda). Não falta informação sobre o mesmo na internet.

 

A Sra. Mcbain é a mãe que perde tudo, que é violada (marido e três filhos assassinados) e necessita de recomeçar algo de novo com uma dor imensa. No entanto, à sua volta, o que não falta são vilões (mal ela sabe que alguns deles os seus melhores companheiros). Harmonica e sobretudo Cheyenne (Jason Robards) são quem lhe vai dar algum auxílio, e sim, são uns vilões com melhor coração. No fim, é a luta pelas terras para a construção do caminho de ferro e a “vingança” de Harmonica que dominam o filme e... a difícil mudança de vida encetada pela Sra. Mcbain.

 

E com isto, começo a pensar que devo ter nascido fora do meu tempo (tenho de reflectir sobre isto).

 

Mas a música! Essa coloca-nos perante alguma tristeza mas também nos dá alguma força para chegar ao fim com a casa arrumada e, quem sabe, com a vassoura e a pá em frente à porta da nossa mente. E aí, posto que as limpezas levam tempo, escuto, ainda em registo Ennio, “Speranze di Libertà”. Esta é uma banda sonora penosa, de outro filme - “Sacco and Vanzetti” - de Giuliano Montaldo e que data de 1971. Aqui, conta-se a história e julgamento, com pena de morte, de dois imigrantes anarquistas italianos nos Estados Unidos dos anos 20. Muito a propósito, após algumas políticas recentemente adoptadas no outro lado do Atlântico.

 

Deixo-vos as duas composições e, porque não, os votos de um bom fim de semana...

 

...e já agora...

 

...se vos for possível, saiam para a chuva!

 

Fonta da Imagem: Própria

 

Ennio Morricone - Cera Una Volta Il West

 

 

Ennio Morricone, Speranza di Libertà

 

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49 comentários

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De Rita a 03.02.2017 às 14:45

Bem verdade, tanto a parte da música ajudar as mentes perturbadas quanto a arrumação da casa ajudar à arrumação da cabeça.

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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 18:07

De facto :-)

Obrigado por passar.
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De Nay a 03.02.2017 às 15:11

Tantos domingos à tarde que passei a ver os filmes de "cowboys" como chamava na altura. Sinceramente não me lembro se já vi o que referiste mas fiquei com vontade de ver...ou rever!

Num tom mais ligeiro: se no fim da tua ainda não tiveres a mente arrumada, podes sempre vir limpar a minha casa...tudo para o teu bem estar psicológico, claro ;)
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 18:17

Já deves ter visto, pelo menos o primeiro é um clássico daqueles... toma lá esta cena inesquecível para te recordares:
https://www.youtube.com/watch?v=-mMd6D1Gw1g

A minha já está... mas acho que também acabei com o aspirador! Aguardo que o chão seque para pôr mãos à obra...
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De Nay a 04.02.2017 às 14:02

A cena diz-me algo mas a minha memória já não me ajuda . A idade não me está a fazer bem nenhum :D
Adorei a música, sem dúvida um concerto de emoções.
Sabes que a música clássica teve um papel muito importante para mim na adolescência. Ajudou-me a resolver muitos conflitos, dava-me grande clareza de pensamentos.

PS: Mesmo não sabendo a tua idade, também penso que nasceste na época errada. ;)
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 21:54

Acho que já somos os dois... ou então é a idade dos outros.

Isso é fantástico. Acompanhei e estudei muito a importância da música clássica, e não só, ao nível da gestão e do próprio impacte no desenvolvimento económico e social. Tenho a dizer que não é de fácil digestão para muito boa gente. Mas na verdade tem efeitos quase inexplicáveis.

Lembro-me de estar em reuniões onde, num comportamento algo "disruptive" optei por colocar Chopin, Mozart ou Schumann como fundo... as reuniões demoraram menos tempo (embora, se uma reunião para mim tem 15 minutos, tem de durar 15 minutos ou menos e nem mais um segundo), as discussões mais emocionais ficaram de lado e o entendimento foi maior. É óbvio que aqui, o papel da música clássica foi mais passivo, mas as diferenças foram notáveis.

P.S: às vezes questiono-me se isso terá sido bom :-)... hoje estive com a minha mãe e confesso que ainda me fartei de rir com o Crocodilo Dundee I e II! Parecia um tolinho. E... em 86 (ano de estreia do filme) acho que nem andar sabia, ou se sabia ainda não tinha noção do que era existência.
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De m-M a 03.02.2017 às 15:44

Ennio do meu coração.
Ennio que para mim é Cinema Paradiso. A quem recorro quando quero sentir ainda mais o meu coração :)

Bom fim-de-semana***
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 18:18

O Cinema Paradiso é outro dos hinos do Ennio e do cinema :-)

Bom fim de semana.
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De HD a 03.02.2017 às 18:34

Excelente escolha. :)
Ennio e um grande spaghetti western :D
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 18:37

Se não forem os clássicos a salvar a coisa...
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De HD a 03.02.2017 às 18:43

Tenho ouvidos alguns clássicos enquanto conduzo!
Têm um efeito bem similar ao que aqui demonstraste :)
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 18:48

Fico contente por ter escrito alguma coisa com sentido :-)
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De HD a 03.02.2017 às 18:50

Fez todo o sentido!
Serenidade, bom gosto e um recarregar de baterias para o fim de semana :D
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De HD a 03.02.2017 às 21:32

De nada, o prazer foi meu também :)
Bom fim de semana :D
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De Sónia Pereira a 03.02.2017 às 19:21

Também ando "a precisar de arrumar a casa". Mas isto já só lá vai com aspirador industrial. :)

A música é realmente terapêutica, regeneradora. E o mais interessante é que mesmo as músicas que são aparentemente mais tristes, têm um estranho efeito consolador, de revolução interna. Também gosto bastante do Ennio Morricone. Mas não tenho ouvido nos últimos tempos. Vou aproveitar agora para ouvir.
Ultimamente, quando estou assim em estado de desarrumo, gosto de ouvir Lisa Gerrard.

Bom fim de semana, Robinson.
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 21:37

Tem de se começar por algum lado... por vezes demora mais do que esperamos. Tudo tem o seu tempo.

Lisa Gerrard, entre outras muito conhecidas, lembra-me sempre a "Gortoz A Ran" do filme Black Hawk Down (traduzido em Portugal como "Cercados", enfim...). Tinha Deniz Prigent no dueto.

Bom fim de semana.
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De Kikas a 03.02.2017 às 21:04

Também gosto de ouvir música enquanto faço as arrumações, música clássica não é o meu estilo de música, mas julgo que seja qual for a música que gostemos aquece-nos de imediato o coração e dá-nos forças para tudo, arrumações incluídas ;)
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De Robinson Kanes a 03.02.2017 às 21:39

Ennio Morricone, sim... é clássico, mas fica num patamar que é difícil não gostar, mesmo para os amantes de outras tipos de música. Dá-lhe uma oportunidade, acho que vais gostar.

Mas sem dúvida, independentemente do tipo de música e gostos, o importante é que vá ao encontro das palavras de Horácio... como tão bem citaste mas com a tua visão :-)
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De mami a 03.02.2017 às 23:29

não conheço o filme, desconhecia a música.
mais uma vez contribuis para o meu crescimento cultural. e por isso te agradeço.

quanto à música e a arrumação da cabeça: sabes porque dificilmente ouço música clássica?
porque me perturba e irrita profundamente... e não si porque!
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 10:01

Ora essa, encara como uma troca :-)

Perturba-te e irrita-te em que sentido?

Conheço muita gente que não gosta, porque muita da outra gente ligada à área insiste em colocar a música clássica como algo atingível só para as elites económicas e culturais. Depois, temos um bando de pseudo-intelectuais que, baseado em interpretações fúteis e altamente forçadas, gosta de se colocar num patamar acima no que à música concerne... infelizmente... mal!

Será uma espécie de "bias" construído em torno da mesma por causa de um certo discurso obsoleto, ou pronto... não gostas mesmo? :-)
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De mami a 04.02.2017 às 13:56

não consigo explicar.
acho que tem a ver com a intensidade, perturba-me genuinamente.

até hoje só assisti a um concerto, em viena, e aí gostei, foi diferente, humano.

como disse ... não sei explicar!
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 21:40

Também é uma resposta, não saber explicar :-)

Queres definir intensidade?
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De mami a 05.02.2017 às 20:26

eu sou exímia em não saber explicar ;)

quando as notas sobem...exasperam-me. é como se não consegui-se lidar com essa (não consigo encontrar outra palavra ) intensidade!
e naquelas músicas em que a intensidade é um crescente cada vez mais rápido e intenso...é como se o meu interior fosse explodir... é demais!
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De Robinson Kanes a 06.02.2017 às 08:22

Então a música mexe verdadeiramente contigo... e esse "apogeu"que se dá e as emoções que desperta pode ser algo que tens de descobrir em ti. Afinal... apesar da intensidade e perturbação pode estar aí uma explicação para algo. Muito provavelmente és alguém a quem a "arte" (sobretudo esta) toca realmente e isso é fantástico.
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De mami a 06.02.2017 às 10:53

ok... tu tens mesmo jeito rapaz!

as tuas palavras tornam-se um desafio para mim.

orienta-me então nesta caminhada/descoberta.

aguardo indicações por que musicas devo começar!
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De Robinson Kanes a 06.02.2017 às 15:23

Gostas de piano? Pode ser um bom começo... estou a pensar já numas coisas .-)
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De mami a 06.02.2017 às 18:02

lança-te :)
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De Robinson Kanes a 06.02.2017 às 20:49

Não vamos muito lá para trás... experimenta este mais contemporâneo e diz-me o que achas... e já agora, vê lá se não te lembra nada...

https://www.youtube.com/watch?v=rEGOihjqO9w

(é um dos meus compositores preferidos)

Depois deixo-te outro... este revolucionou a forma como se faz música clássica... metendo o Jazz pelo meio. É impossível não gostar, mesmo para quem não é apaixonado. É mais "soft". Respeito pelo senhor que está ao piano que também foi Maestro e Compositor :-)

https://www.youtube.com/watch?v=cH2PH0auTUU



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De mami a 06.02.2017 às 21:27

prometo ouvir logo... despojada de distrações... amanhã trago feedback!
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De mami a 07.02.2017 às 20:24

em relação à primeira parte, do primeiro vídeo... para ver se consigo exprimir melhor o que sinto:
Tensão, dor, angústia, desespero, resignação
Numa segunda fase…. Tudo muda, há calma que se torna esperança, há felicidade que se vai tornam-do extasiante…
Depois cai tudo outra vez….e sobe depois em êxtase.

Talvez sou mesmo eu que não consigo lidar com tanta emoção. Há momento em que me apetece chorar, gritar...sinto a pressão e intensamente o desespero....

a segunda parte já é mais "calma" com poucos picos emocionais...aliás a segunda eu conheço ;)
mas para o final começa outra vez aquela sensação de desespero! :(
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De mami a 07.02.2017 às 20:35

a segunda proposta é mais "comercial" lol
penso que é mais fácil de gostar...pelo jazz e por menos picos.
transmite menos emoções, ou pelo menos de modo menos intenso... sinto eu de que ;)
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De Robinson Kanes a 07.02.2017 às 21:29

Apesar de adorar, partilho da mesma ideia, excepto na parte comercial, embora Gershwin fosse mais uma "coisa" à Broadway...

Deixa-me tentar criar-te um Efeito Mozart mais emocional...

https://www.youtube.com/watch?v=BAn66xqaj-c

Diz-me o que achas, aqui não há espaço para emoções negativas.

(daqui a pouco tenho os puristas a baterem na minha pessoa).
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De Robinson Kanes a 07.02.2017 às 21:24

Sabes que esse concerto foi composto depois do Sr. Rachmaninoff ter "recuperado" de uma depressão e ter recuperado a auto-confiança? Dedicou-o inclusive ao seu terapeuta? Ajuda?

Também não encontras lá o All by Myself, do Eric Carmen?

Não vou entrar em abordagens intelectuais, eu próprio as abomino, a música, mesmo a clássica não é para isso. Como toda a arte entendo-a descomplicada e emotiva. Falas do vídeo, o facto de visualizares a orquestra pode ter ajudado a "deturpar" um pouco as emoções?

Bem, que panóplia de emoções que foram suscitadas... sabes que isso é fantástico não sabes? O problema é que levas sempre a coisa para o negativo... no entanto, se leres o meu primeiro parágrafo, acho que já consegues perceber... olha que...

Mas Vossa Excelência, deixe-me que lhe diga que... está uma verdadeira apreciadora de música clássica.
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De Olivia a 04.02.2017 às 00:56

E com tanta mente perturbada, a precisar de ser salva, o teu método parece bastante útil.
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 09:57

Espero que sim, efectivamente :-)

Obrigado por passar.
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De Maria a 04.02.2017 às 11:12

Tão bom... tão bom!
Por qualquer motivo tinha me esquecido disto e é tão bommm.

Nom fim de semana Mago!
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 21:38

Já tens banda sonora para o fim de semana :-)

Continuação de bom fim de semana :-)
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De Maria a 05.02.2017 às 16:51

Tive mesmo :)
E acabei de ver o Anthropoid (2016), se não fosses tu!...
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De Robinson Kanes a 06.02.2017 às 08:18

Olha! Que bom! E que tal? O filme não é para óscar, mas é bastante interessante ou não?
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De Maria a 06.02.2017 às 08:39

Nem sempre o que está para Óscar, para mim, é o melhor...
Gostei bastante! Acho que não há assim tantos filmes sobre a WWII que retratem algo que não os campos de concentração... É uma bela lição de História.
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De Robinson Kanes a 06.02.2017 às 08:42

Ou isso ou a invasão dos Aliados na Normandia. Tens razão, de facto!
Ainda bem que gostaste. É um episódio deveras interessante e que, por exemplo, a nós, não diz muito... mas para os checos é algo muito importante.
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De Um blog para todas a 04.02.2017 às 15:11

Também gosto de ouvir música enquanto arrumo a casa. Essa é uma ótima escolha. Geralmente também opto por musica mais calma, isto porque se colocar outro tipo de música, o mais certo é em vez de passar a tarde a arrumar...começar a dançar e esquecer-me de tudo o resto.
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De Robinson Kanes a 04.02.2017 às 21:43

Ora aí está uma boa visão também... a parte mais alegre da música. Não é sempre que coloco estes temas mas... sensíveis. Por vezes também gosto de abanar um pouco as coisas. E passar a tarde a dançar em casa pode ser um óptimo programa :-)

Obrigado por passar e continuação de um bom fim de semana.

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