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Faz Questão...Questão!

por Robinson Kanes, em 20.01.17

funwithdickandjanerace.jpg

 

Já referi aqui a minha relutância em aceitar favores ou subter-me a interesses para arranjar emprego. É por isso que procuro sempre emprego pela via normal, ou seja, enviar candidaturas e chatear os recrutadores até ser ouvido. Isto dá azo a que surjam sempre muitas histórias e hoje venho partilhar mais uma...

 

Atravesso o rio, um dia soalheiro e um optimismo estampando no rosto quando chego, antes da hora marcada, a uma entrevista. Como tenho tempo, e oportunidade, deambulo pelos corredores e deparo-me com uma maioria de indivíduos completamente cabisbaixos e sisudos... até os zombies do jogo Resident Evil eram mais simpáticos. Estaria eu a ser surpreendido com uma red flag (1)?

 

Esperei... passaram-se 20 minutos... até que indaguei se ainda ia demorar muito. A resposta foi simples e clara, um rotundo “não” sem qualquer expressão no rosto (nem boa, nem má).

 

Ao cabo de uns minutos, a mesma senhora do "não" pediu-me  para seguir em direcção a uma porta que ficava logo a seguir a uma outra porta e que, depois de um corredor, teria de subir umas escadas que davam para outra porta, que por sua vez, dava para o departamento "x". Interessante, tendo em conta que quase fui virado do avesso na portaria por questões de segurança...

 

Depois de guardar a bússola, eis que dou comigo num local com alguns indivíduos a olhar para mim, ao que eu, qual grande Chefe Apache, solto um “olá”! Estão a pensar que todos me responderam com um alegre e efusivo “olá”, deduzo...

 

Perante a ausência de retorno, abordei o colaborador que estava mais perto e disse que era o Robinson e estava ali para uma entrevista para a posição “x” com a senhora Carla (nome fictício como todos os outros). Este, pede-me para aguardar e ausenta-se até regressar e proferir:

 

-David, vais tu fazer a entrevista? A Carla disse para ires tu.

-Pois, pede a esse senhor para aguardar um momento.

Diz o David com ar de quem não gostou.

 

(David, eu estou aqui, podes falar directamente comigo.)

 

O David, rapaz simpático, com barba comprida, cabelo despenteado, umas sapatilhas de marca e umas calças de ganga peculiares (diria que tinha ido regar milho antes de ter vindo para o emprego) observa-me de cima abaixo com um ar reprovador... Sim, eu estava de fato azul escuro, camisa branca e gravata com riscas vermelhas e brancas. Como é que hoje em dia alguém é capaz de ir a uma entrevista com barba feita e sem uma peça de roupa rota! 

 

David diz qualquer coisa imperceptível, mas entendi que fosse um “venha”. Por exclusão de partes lá acertei e chegamos a uma sala onde, finalmente, o David me cumprimenta, se apresenta, e solta um... “fale-me de si” (perdoem-no, o David, profissional de Recursos Humanos, nem se lembrou de ter ido imprimir o meu Curriculum Vitae (CV) e tenho dúvidas que soubesse para o que estava a recrutar).

 

Mas a sorte protege os audazes e... os incompetentes também. Quando me preparava para começar a falar um pouco de mim, entra a Carla esbaforida:

 

-Deixa David, eu trato disso!

 

"Deixa David, eu trato disso". Eu trato desse tipo que ousou trazer um fato num dia de calor. Eu que estava bem era na praia a bater com a cabeça nas rochas por ter conduzido este processo tão mal e no fim a afogar-me nas águas mais profundas do oceano Atlântico ao largo de Sines. Isto sou eu a tentar ler o pensamento da Carla...

 

A Carla sentou-se... e nem uma pequena apresentação da posição. Reparei também que a minha interlocutora não tinha o meu CV, pelo que me ofereci para lhe dar uma cópia. Confesso que também fiquei com vontade de retirar uma pistola automática da pasta perante o que iria acabar de ouvir:

 

-Ah, Robinson, isso! Fale-me de si.

 

"Ah, Robinson, isso"...Confesso que já não tive vontade, tentei acelerar as coisas ao máximo e esperar pelo momento final para me ir embora. No entanto, no decorrer da conversa, eis que me tornei mais atento:

 

-Duas coisas! Isto aqui é um local muito difícil para se trabalhar, não é nada fácil, temos muito trabalho, as pessoas não são fáceis e não vai ser nada fácil. Aqui trabalha-se muito, sabe como é hoje em dia!

 

(esperem, há mais)

 

-Mais uma coisa, o nosso Director de Recursos Humanos tem um visão sobre o trabalho e os trabalhadores que todos seguimos sem excepção.

 

Diz a Carla com um orgulho de quem é mestre de cerimónias numa visita presidencial de Donald Trump.

 

Depois de ter visto o que vi, julguei que vinha aí a grande salvação... o famoso Director de Recursos Humanos era um indivíduo com o foco no bem-estar dos colaboradores, focado nos objectivos a cumprir, exigente, carismático e capaz de guiar todos em prol dos resultados, um líder como poucos e atento à eficiência...

 

Mas... Carla começa a soltar os ventos dessa ideologia que faria envergonhar qualquer conceituado professor da Harvard Business School:

 

-O nosso director, faz questão, questão mesmo, que os horários de entrada sejam para cumprir, é mesmo aquilo em que ele faz mesmo questão! Aqui trabalhamos das oito às duas da manhã se for preciso!

 

(Lamento que não possam ver o gesto com a mão aquando do “faz questão, questão”.).

 

Este texto já vai longo, e a conversa também o ia, ao que questionei:

 

-Perdoe-me, mas o rigor deve ser para entrar e também para sair, deduzo. Era uma excelente forma de gerir tempo. Permita-me também, mas o foco deve ser na performance, nos resultados e não no presencismo, porque para estar aqui a fazer que se faz qualquer um consegue. Além disso fala com uma pessoa que já trabalhou semanas, senão meses a fio praticamente sem pregar olho... mas com um objectivo e não porque sim.

 

Olhos de ira inundaram a Carla, que mais uma vez focou que o trabalho era muito... no entanto, pelo que me foi possível avaliar, aquela equipa era mais que suficiente para as necessidades da organização.

 

Finalmente, eu próprio tinha puxado pela pistola e dado um tiro em mim, abençoado...

 

Despedimo-nos com um aperto de mão e o habitual “vamos ver e dizemos qualquer coisa”. A Carla não sorriu, afinal só o fez quando disse “faz questão... questão...”.

 

A Carla não sorriu... a Carla não sorriu e também não deve ter sorrido quando lhe remeti um email a dizer que não estava interessado na posição, embora tenha tido plena consciência de que eu nunca seria a escolha... honestamente, também não fazia questão, não fazia mesmo questão.

 

 

1- Red Flag, de forma rápida, é uma espécie de... não te metas nisso.

Fonte da Imagem: http://commentaramafilms.blogspot.pt/2014/05/film-friday-fun-with-dick-and-jane-2005.html

 

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43 comentários

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De Sónia Pereira a 20.01.2017 às 10:42

Já trabalhei numa empresa assim, obcecada com o horário de entrada, mas estranhamente esquecida quanto ao horário de saída. Uma vez bati o ponto às 9:03 e fui chamada para uma reunião com a direção por causa desse atraso. Pelo que parece as duas horas extra diárias não remuneradas não compensavam aqueles únicos 3 minutos de atraso.
Acho que o que mais me choca nestas empresas nem é a visão distorcida de gestão da direção, mas o facto dessa visão acabar por ser entranhada e defendida por uma grande maioria dos trabalhadores. É quase como uma espécie de orgulho em serem mártires corporativos.
Ainda há muitas empresas portuguesas que ligam a produtividade ao presencialismo. O que é um erro absoluto.
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 10:54

Há coisas que ainda me custa "acreditar", a sério?

O facto de ter muitas influências alemãs leva a que "nunca" falhe um horário... contudo, confesso que me faz confusão uma certa obsessão. Existem organizações que... simplesmente não produzem e têm bancos de horas (quando os têm) que é de loucos!

Em relação a esse orgulho de fazer muitas horas... não vejo o mesmo em relação à produtividade. Sempre que a conversa das horas vem para o meu lado eu pergunto sempre por resultados.

Denoto também que, muitos dos que fazem as ditas horas, se dispersam muito ao longo do dia... são as redes sociais, os cafés, as conversas de corredor, o olhar para o computador como um "zombie" e... de repente são horas de sair e há tanto trabalho para fazer.

Felizmente, algumas organizações vão alterando essa postura e os resultados estão à vista... há outras que ainda sobrevivem em moldes obsoletos, mas é porque também têm monopólios de produção e vendas.
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De Chic'Ana a 20.01.2017 às 10:44

Estava a ler com incredulidade. Como é possível?! Tanta falta de profissionalismo, de um e de outro... Enfim!
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 10:57

Ainda eu não me virei para as mais interessantes :-)

Honestamente, e nem é por mim, eu próprio não me revi na organização... é pelas consequências que vão existir no futuro. Um mau recrutamento, mal conduzido tem consequências nefastas na organização. Infelizmente, o trabalho de muitos profissionais da área não é, ainda, "avaliado" pelos candidatos... como por exemplo na área de vendas, ou até de "customer service"... isso acontece por medo, o chamado "burn bridges"...
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De Mamã Silvestre a 20.01.2017 às 10:53

Fiquei de boca aberta... trabalho na área de recrutamento e seleção, faço-o desde que acabei o curso e apesar de saber que muitos "colegas" tem essa atitude nunca deixo de ficar envergonhada com estas histórias!!!
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 11:04

Também existem bons profissionais! Ainda bem...

No meu caso, por exemplo, e tenho notado com outros colegas/amigos, sempre que fazem entrevistas ou enviam CV's directamente com profissionais de RH não têm grande sucesso... quando é com os responsáveis de área a taxa de sucesso é bem maior. Também temos de ter em conta que são muitos os "trainee" a recrutar para posições de sénior...

O mercado não está fácil... mas penso que os RH terão, eles próprios, de ser mais dinâmicos, mais próximos de candidatos e organizações...

Depois existe a história do "mercado paralelo" de candidatos, mas isso é outra história ;-)

Finalmente, em Portugal, ainda não estudamos com eficiência os custos de um processo de recrutamento.
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De Mamã Silvestre a 20.01.2017 às 11:25

Falo por mim sei que há coisas que não aprendemos no curso, vem de nós, da nossa educação! Eu faço muito recrutamento, recebo muitas candidaturas e não me passa pela cabeça não dar feedback a todas (mesmo que algumas não façam a menor ideia da actividade da Empresa e se candidatem para funções que nunca teremos)!
O processo de recrutamento é muito dispendioso, e cada no recrutamento tem gastos elevados!
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 11:34

Acima ler CV...

Isso já estamos a falar da ética e de comportamento exemplar e sim... não se aprende num curso. Mais do que um recrutamento puramente baseado na técnica, se deveria apostar num recrutamento baseado em "social & soft skills".

Sim... são muitos aqueles que entopem os "emails" ou os sistemas com candidaturas que... enfim... pagam aqueles que perderam horas a preparar uma candidatura. Por norma, e quem trabalha em recrutamento deveria ter isso em mente, um candidato perde cerca de 45 minutos a candidatar-se via sistema...
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De Mamã Silvestre a 20.01.2017 às 11:45

Concordo contigo quando referes que "se deveria apostar num recrutamento baseado em "social & soft skills" mas isso ainda acontece pouco (é a minha opinão)!

Na minha Empresa (uma média empresa) estamos agora a criar um novo sistema online para candidaturas baseado no que pretendemos e dando uma "ajuda" a quem se candidata vamos ver o resultado!

Mas o que me assusta mais, é ver que quem toma decisões nas Empresas, não sabe da importância que o departamento de RH tem no sucesso da sua actividade e não estamos só a falar de recrutamento e selecção!

Bom fim de semana!


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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 14:44

E será que o departamento de RH faz por isso? Ou melhor, os profissionais de RH?

Obrigado pelos seus "inputs" (muito valiosos) e bom fim de semana!
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De Mamã Silvestre a 20.01.2017 às 16:40

Talvez não faça! Por cá vou tentando fazer... às vezes é difícil.
Bom fim de semana.
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De Nay a 20.01.2017 às 11:18

Opah ainda bem que fechaste a história como eu esperava...uma "chapada de luva branca"
Que horror de profissionais e com tantos competentes no desemprego!

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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 11:30

Há coisas com as quais... :-)

Por vezes questiono-me da supervisão que é feita... este tipo de processos é supervisionado pelos superiores? Se o for, como é que é possível que erros destes, que colocam em risco toda a organização, sejam permitidos...
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De Nay a 20.01.2017 às 11:35

Tenho para mim que os profissionais são o reflexo dos seus superiores.
Ora se o superior fosse um profissional competente achas que permitiria tais comportamentos e negligências?!? Não me parece!

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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 11:46

De facto... isso encetaria outra discussão que tenho tido com alguns portugueses e muitos estrangeiros... os últimos são unânimes em dizer que o "middle management" é um dos cancros, senão o maior, no mercado de trabalho português.

Em relação ao resto, a postura perante o trabalho, por parte do superior, diz um pouco da sua visão.
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De Nay a 20.01.2017 às 14:32

Mas sem dúvida...uma pessoa que não dá ou exige muito de si nunca poderá exigir algo mais dos outros!
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De Sr. Solitário a 20.01.2017 às 11:40

É uma tristeza! Tratam-nos como se fossemos meros objetos à sua mercê! Eu não teria tanta frieza como tu tiveste... teria mesmo lhe respondido de uma forma torta! Gente sem nível!
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 11:51

Temos de ter calma nestas circunstâncias e... até brincar um pouco.

Por um lado, temos a questão do "burn bridges", por outro temos de estar acima e mostrar que somos verdadeiros profissionais. Quando muito, o que eu poderia ter feito? Tentar uma reunião com o senhor que "fazia questão", o que neste caso não teria grande efeito, dada a sua postura. Além disso... para mim também não seria um local para trabalhar.

Um bom profissional não tem de acompanhar o erro de um mau profissional e entrar numa guerra, sobretudo naquele momento, só iria fazer com que ficássemos ao mesmo nível.

Mas entendo a tua frustração... até porque são muitos os competentes que andam por aí desvalorizados... os anónimos que não têm grandes festas em torno da sua carreira e não passam o dia a promover-se, sobretudo em redes sociais (não só tecnológicas) ao invés de se dedicarem ao trabalho.
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De Maria a 20.01.2017 às 12:11

Eu não tenho palavras.
Tanta gente boa e competente a querer trabalhar e estas criaturas é que têm os empregos
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 14:46

Essa é outra conversa dava para um espaço destes... inteiro...
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De Ana a 20.01.2017 às 15:22

Que medo.
Como é que tu, não hipster vais para uma empresa a querer sorrisos, gente fácil e preocupado com horários de saídas. Shame on you .
Há com cada gentinha que tem a mania que é importante.
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 15:52

Horários de saída... uma coisa que nunca soube o que era, mas para lá dessa preocupação existe a produtividade... :-)
Obrigado
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De Ana a 20.01.2017 às 16:10

Neste país, a malta pode não estar a fazer nada mas fingir que trabalha e sair tarde é muito bem visto.
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 16:17

Em alguns locais já não é... é óbvio que o trabalho tem flutuações... mas já são algumas organizações empresariais (a maioria não são portuguesas, de facto) que sabem bem medir a produtividade e o empenho e já não estão para reter colaboradores que apenas estão presentes ou cujo foco no essencial só começa perto da hora de saída. Esperemos que seja essa a tendência.
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De Marta Elle a 20.01.2017 às 15:52

A forma como o funcionário estava vestido, não é apropriada para trabalhar. Até no dia-a-dia é de mau gosto, mas isso é lá com ele, numa empresa nunca.
Parece que escapaste de boa, se a ideia deles é que os funcionários tenham de trabalhar mais horas do que o previsto. Aliás, está mais que provado que mais horas não é igual a mais produtividade.
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 15:56

Nem foi em tom jocoso que mencionei a indumentária do "David", embora para aquele tipo de serviço... desde que o "David" se sentisse bem e fizesse o seu trabalho...

Sim, também acredito que sim... o foco e a loucura num horário ao invés da produtividade. Eu perguntaria porque é que com tantos colaboradores (para mim até a mais) são necessárias loucuras de horas? O problema não estava nos horários, mas na produção... mas pela cara de quem lá trabalhava, a motivação era muito pouca.
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De HD a 20.01.2017 às 19:15

Se algum enfrentar um diretor de recursos humanos com as tuas convicções... vou fugir a 7 pés :D
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 22:07

Caramba, sou assim tão mau? :-)
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De HD a 20.01.2017 às 22:37

De forma alguma. Devo ter exagerado no ponto de seres implacável ;p
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De HD a 20.01.2017 às 22:55

No plano profissional deves ser como eu... Sem margem de erro xD
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 23:05

Deve ser por isso que em Portugal ninguém me pega :-)

Já fui mais, confesso. Erros acontecem, o importante é perceber como se aprende com eles... cair nos mesmo erros uma e outra vez é que já me parece ser demasiado. Embora comigo próprio seja muito exigente (talvez demais por vezes).
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De HD a 21.01.2017 às 13:55

Demasiada exigência é um cenário raro nos dias de hoje.
Independentemente do contexto, há sempre uma margem de... 'até podemos deixar passar, já é hora do almoço' xD
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De Robinson Kanes a 21.01.2017 às 13:58

Hoje os conceitos andam todos trocados e... não tendo uma idade que me permita ainda dizer "no meu tempo é que era", confesso que há coisas que me fazem alguma confusão. Exigência, hoje em dia (em alguns países, não todos) é visto como algo anormal, até. Enfim...
Agora vou à pescada de anzol com brócolos e batata cozida!
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De HD a 21.01.2017 às 15:08

Deixemo-nos de rigor e vamos atacar o fim de semana :)
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De Robinson Kanes a 21.01.2017 às 15:15

A melhor frase do dia!
Vamos!
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De Kikas a 20.01.2017 às 21:54

Querem muitas horas de trabalho mas nem sequer mencionam a qualidade do trabalho.... Ok.... Bom o David e a Carla não se iam sair muito bem na empresa em que trabalho porque lá em primeiro lugar prima-se pela boa educação em segundo pela empatia humana. Se é a melhor empresa de Portugal ou do mundo? Óbvio que não! Mas regem-se por outro tipo de padrões que não a empresa que falaste. Eu tenho que cumprir oito horas de trabalho e se porventura algum dia me atraso compenso o atraso na hora de saída mas sem radicalismos, nem é por minutos.
Só te digo duas coisas Robinson: adorei como descreveste a entrevista e ainda bem que não ficaste lá (por tua iniciativa) ;)
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De Robinson Kanes a 20.01.2017 às 22:24

Boa educação e empatia são uma grande parte do caminho para o sucesso noutras áreas da organização... além disso não existem organizações perfeitas e quem pensar o contrário é tolo.

Obrigado pelo comentário :-)

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