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IMG_7774.JPG

 Fonte da Imagem: Própria.

 

É licito concluir, portanto, que houve subavaliação e excesso de zelo na análise da fase inicial do incêndio de Pedrógão Grande, que contribuíram para que o ataque inicial não conseguisse debelar o avanço do fogo. (...) No caso de Pedrógão Grande, quando tecnicamente se passou à fase de ataque ampliado, dever-se-ia ter alterado o comportamento do combate. Contudo, entre as 16h00 e as 18h00, numa fase crítica do incêndio, não houve intervenção de meios aéreos. Este período abrange já um primeiro momento de ataque ampliado sem a presença de qualquer meio aéreo. (págs. 12 e 13)

 

Ao contrário do que disse o Primeiro-Ministro, afinal as falhas já não foram só no início do incêndio... Está a esquecer-se da prenvenção e desta fase...

 

Poder-se-á recordar que as medidas de gestão de combustível em redor das vias de comunicação e em volta dos aglomerados populacionais não tinham sido cumpridas. A promiscuidade entre casas e árvores nestes aglomerados, por incúria ou falta de recursos económicos dos proprietários, cria situações de enorme risco junto às habitações. Nas vias de comunicação, as obrigações das entidades gestionárias e/ou concessionárias não tinham sido cumpridas de acordo com as determinações legais. (pág. 14)

 

Vamos continuar a ter pena dos presidentes de câmara?

 

O PCO voltou a emigrar, já no dia 19, para Avelar (Ansião). O seu funcionamento, para além dos aspetos técnicos referidos, foi nos primeiros dias perturbado pela presença excessiva de autoridades e elementos de órgãos da comunicação social. Situação que se deveria evitar, pois a função de comando exige total concentração. (pág. 15)

 

O folclore dos senhores do colete, bem como o folclore de altas entidades governativas (Presidente da República e Primeiro-Ministro não são excepção) acabou por ser também responsável por uma maior ineficácia dos meios. Uma coisa é estar a apoiar, outra coisa é atrapalhar. O populismo tem destas coisas, desta vez as selfies foram um entrave. Interessante que pouco se falou sobre este tema...

 

Nestes dois mega-incêndios, as falhas de comunicações do SIRESP foram sendo colmatadas transitoriamente com o recurso às redes móveis públicas e à ROB. Estas redes permitiram superar pontualmente as ineficiências da rede SIRESP funcionando como redes redundantes. A rede SIRESP está baseada em tecnologia ultrapassada (quando comparada com as tecnologias 3G e 4G). Representou, quando foi introduzida, um enorme avanço em relação à fragmentação passada. Mas não acompanhou a evolução vertiginosa que as tecnologias de comunicação sofreram nos últimos anos. (pág. 15)

 

A culpa não foi do SIRESP, mas andamos a pagar milhões para ter um sistema de comunicações obsoleto que até é superado por sistemas ao dispor de qualquer cidadão. Sendo um sistema obsoleto, não tendo culpa na tragédia... Quem adjudicou tal sistema?

 

no que respeita ao incêndio de Pedrógão Grande, e para além das excecionalidades meteorológicas atrás referidas, não houve pré-posicionamento de forças, nem análise da evolução da situação com base na informação meteorológica disponível. A partir do momento em que foi comunicado o alerta do incêndio, não houve a perceção da gravidade potencial do fogo, não se mobilizaram totalmente os meios que estavam disponíveis e os fenómenos meteorológicos extremos acabaram por conduzir o fogo, até às 03h00 do dia 18 de junho, a uma situação perfeitamente incontrolável. (pág. 15)

 

O que é preciso mais?

 

Continua...

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8 comentários

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De O ultimo fecha a porta a 12.10.2017 às 20:55

Há um relatório, mas que consequências práticas sairão?
Queres que te diga o que acho? Se fosse Lisboa e se morresse alguém "famoso" ou influente, já teria havido consequências. Como tal não aconteceu, chuta-se para a frente confiando na miopia do povo.
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De Robinson Kanes a 12.10.2017 às 22:44

Também parte de todos nós... Não podemos ficar à espera que as coisas sejam varridas para debaixo do tapete...

Em Lisboa? Deixa vir o sismo...
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De Maria Araújo a 12.10.2017 às 21:16

É bom que haja relatório, mas melhor seria se todos os portugueses o lessem.
Contudo, já passou ao esquecimento.


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De Robinson Kanes a 12.10.2017 às 22:44

É um acto de cidadania e respeito por todos os que perderam a vida... Vou continuar a partilhar alguns excertos do que estou a ler.
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De A Hipster Chique a 12.10.2017 às 22:55

Que esse relatório venha a público!
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De A Hipster Chique a 12.10.2017 às 23:30

Ah bom, não sabia. Obrigada por partilhares!

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