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Hoje, durante uma conversa com um profissional da área de eventos tive oportunidade de discutir como está Portugal neste segmento e os desafios que se colocam no futuro. No entanto, infelizmente ou não, o ponto principal desta conversa passou por um exemplo de mau recrutamento.

 

Segundo este, um profissional com vasta experiência na área, inclusive internacional, candidatou-se a uma posição de chefia em Portugal, num hotel que utiliza uma marca de uma grande multinacional.

 

Dei-lhe os parabéns, afinal é sempre bom ver que as coisas acontecem e que a valorização e procura de candidatos que não apregoam aos sete ventos a sua pessoa e surgem em destaque pelo seu trabalho ainda é uma realidade.

 

Mas a história é mais complexa... contactado numa terça-feira, por um trainee, vulgo estagiário, para estar presente numa entrevista lá começou a resolver a sua vida. Uma reunião com uma HR Manager, Dra. X, vulgo recrutadora com problemas de aceitar o facto de ser como é. Num país que se diz vanguardista ainda é interessante ver este tipo de títulos obsoletos e muitas vezes descontextualizados. Acusem-me do que quiserem, mas já tive oportunidade viajar por muitos locais a nível profissional e de conhecer verdadeiros doutores que ficariam ofendidos se utilizasse essa forma de tratamento. Importamos tantas coisas dos Estados Unidos sem sentido nenhum mas parece que algumas das mais interessantes não nos suscitam grande curiosidade.

 

Tudo estava bem, este colega até tem um Doutoramento e portanto nem levou a mal. Nem levou a mal... até na sexta-feira ter sido contactado pelo trainee, vulgo estagiário, um pouco nervoso e que o informou que depois de falar com o responsável do respectivo departamento, tinha sido informado de que a vaga era por ocasião de uma baixa de gravidez e que provavelmente, o mesmo, não estaria interessado. A isto junto que a situação era compreensível, até porque quando a dita “baixa” regressasse não haveria lugar para esta posição de gestão e que portanto o ideal seria nem avançar... 

 

Em suma: de terça a sexta-feira muita coisa aconteceu e por certo alguém apareceu pelo caminho, networking? É profissional colocar um anúncio onde não se menciona esse facto, fazer uma entrevista telefónica onde não se menciona esse mesmo facto e de repente... “Ah! Afinal é uma substituição, não está interessado, pois não?”. Fez-me lembrar aquelas pessoas que oferecem e dizem: "não queres uma fatia deste bolo, pois não?"

 

Sugeri ao meu colega que escalasse a situação para os headquarters (sede) no exterior e é isso que o mesmo irá fazer... quanto a mim, descobri que estou na base de dados e pedi imediatamente que fosse retirado da mesma, quer como potencial candidato quer como cliente da marca.

 

Não é um desabafo, não sou de lamechices desse género, quem me conhece sabe... é uma espécie de alerta para que este tipo de situações não tenha lugar, pois além de manchar a própria marca, é de uma falta de profissionalismo atroz e além disso permite que o mercado fique alerta, sinalize e corrija este tipo de situações. No fim de contas, as redes sociais, os blogues e tantos outros canais devem servir como canal de aprendizagem e informação e não somente de desfile de vedetas...

 

 P.S: o colega está em Bordéus e por mero acaso ainda não tinha comprado os bilhetes de avião.

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7 comentários

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De Dária a 14.11.2016 às 19:58

Tens aqui uma questão importante neste nosso universo tão tacanhinho. Numa altura em que estive desempregada questionei-me se não há anúncios de vagas a funcionar tipo publicidade. Beijinhos, amigo.
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De Robinson Kanes a 15.11.2016 às 08:53

Alguns são efectivamente publicidade, sobretudo nas empresas de recrutamento que pretendem mostrar que têm muitos pedidos/clientes. Outros são uma obrigatoriedade devido às políticas das organizações, mesmo que o candidato já esteja escolhido e muitas vezes quem está à frente nem sonha com isso. Outras vezes, como esta, é de uma falta de ética atroz.
Beijinhos e obrigado pelo teu comentário.
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De HD a 14.11.2016 às 20:47

As competências têm de ser comprovadas no terreno...
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De Robinson Kanes a 15.11.2016 às 08:53

Dava outro post...
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De Torcato a 15.11.2016 às 00:33

"não queres uma fatia deste bolo, pois não?" é muito bom!
Fora as brincadeiras... Enfim, já disseste tudo. Situação altamente lamentável.
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De Robinson Kanes a 15.11.2016 às 08:54

Infelizmente não é caso único...
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De Torcato a 15.11.2016 às 13:12

Não mesmo...

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