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Contas ao Salário e Amnésia Selectiva...

por Robinson Kanes, em 03.05.17

 

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 Fonte da Imagem: https://ak3.picdn.net/shutterstock/videos/10361234/thumb/12.jpg 

 

Já vem sendo recorrente a discussão em torno dos salários de alguns gestores de grandes empresas em Portugal (ou seja, pouco mais que meia dúzia). Ficamos chocados com os números numa espécie de misto de inveja e revolta - inveja na medida em que criticamos o facto de muitos destes senhores levarem uma vida de reis (esquecendo o essencial da questão) e de revolta pelo facto dos números serem, por vezes, autênticas provocações.

 

Comecemos por aqui: por muito que nos queira ser vendido e por muito que eu possa desejar e tenha objectivos traçados para ser o CEO de uma organização, tenho perfeita consciência de que não nascemos todos para auferir milhões! Nem todos podemos ser CEO como nos vendem nas revistas, nos seminários e nas universidades! Todos podemos ser óptimos, os melhores, mas nem 1% vai chegar a esse cargo! Convençamo-nos disso e já é uma forma de sermos mais felizes! Até porque muitos estão aptos para a posição de CEO em termos de salário mas não em termos de competências. E não! Não há lugar para todos!

 

Também vivemos num mercado livre e o Estado não pode nem deve intervir nas tabelas salariais de organizações empresariais privadas. O Estado tem de estar preocupado com a corrupção, desigualdade, má gestão e outros problemas que existem nas empresas públicas ou outros órgãos estatais. E já tem muito por onde se preocupar. Se eu estiver descontente posso sempre recursar-me a trabalhar numa organização assim. É fácil...

 

Não podemos censurar o CEO ou até o “gerente” de uma organização por auferir mais de um milhão de euros sem perceber os lucros que a organização gera e a responsabilidade deste na mesma! Haverá sempre quem ganhe mais! Moralmente podemos questionar algumas situações mas... caberá sempre aos accionistas, à administração da organização ter a palavra final. Mais uma vez, penso que é o facto do outro é rico e eu não que entra em jogo. Eu estou mais preocupado se a máquina do Estado garante que todos os impostos são pagos, se todas as regras de concorrência são cumpridas e se a organização paga o salário devido aos colaboradores e, mais que isso, lhes garante condições de bem-estar dentro e fora do local de trabalho. Finalmente, as organizações são muitas vezes "pertença" destes senhores! Gostariam que alguém vos entrasse em casa e vos limitasse os gastos e vos desse ordens de como gerir a vossa própria casa? Se andamos a celebrar o fim de ditaduras, mais uma vez, temos de ter cuidado para não cair noutras.

 

Contudo, à semelhança do que sucedeu com o episódio da Padaria Portuguesa, os críticos destas práticas, que têm na família Soares dos Santos e na família Azevedo grandes inimigos, por exemplo, são aqueles que não perdem uma promoção nos hipermercados destas organizações! Se temos de apontar a culpa a alguém que apontemos a nós próprios! Existem serviços ou produtos que simplesmente não compro por não concordar com as políticas das organizações!

 

Também vamos criticar algumas tecnológicas, marcas de desporto, marcas automóveis, imobiliárias e outras tantas organizações por explorarem populações, inclusive mão-de-obra infantil, e por poluírem o ambiente? Porque é que não criticamos os salários dos jogadores de futebol e outras indivíduos remunerados associados a este sector (comentadores, quadros desportivos, empresários...), ou os media? Tocar no futebol, num país como Portugal, torna as pessoas impopulares, talvez por isso nem o nosso Presidente da República, quando falou sobre este tema após recuperar da amnésia selectiva, tenha mencionado este desporto... ou os media que lhe permitiram que por menos de 4 horas mensais de trabalho auferisse €10.000 por mês! Uma grande maioria dos portugueses não aufere esse valor num ano por mais afectos que tenha! E o nosso Presidente da República não chegou recentemente a Portugal e sempre se moveu em muitos destes círculos, não entendo o choque...

 

Eu estou mais preocupado com a produtividade, com a competitividade, com as condições de trabalho, com a competência e qualidade das chefias e acima de tudo com o populismo à volta da tolerância de ponto com a vinda de um Papa. Do ponto de vista económico, qual será o prejuízo? Se bem calculado será bem superior ao salário anual de muitos destes gestores! E o impacte em termos sociais? Vivemos num Estado laico e estamos a ter uma situação de tratamento desigual entre indivíduos de religiões diferentes... Afinal estamos a favorecer uma confissão religiosa em detrimento de outras e... pior que isso, estamos, mais uma vez, a criar um fosso constitucional em termos de direitos entre funcionários do privado e funcionários públicos.

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37 comentários

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De Anónimo a 03.05.2017 às 09:56

Ainda a gente com os olhos bem abertos
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 11:03

Mais do que pensamos :-)

Obrigado por passar.
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De Chic'Ana a 03.05.2017 às 10:39

Gostei muito da tua análise, e concordo!
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 11:06

Obrigado "mamã" :-)
Beijinho...
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De Francisco Freima a 03.05.2017 às 11:32

A religião e o futebol mexem com muitos interesses, são dois tentáculos do polvo português. Enquanto não acabarem com as isenções para a Igreja (e para os partidos) e enquanto andarmos a subsidiar estádios de futebol, não vamos longe. É preciso mudar mentalidades.
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 12:24

É preciso pensarmos como um todo e cair na realidade...
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De Francisco Freima a 03.05.2017 às 12:40

Cair na realidade é chato, eu tenho licença poética para querer o impossível de vez em quando
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 13:32

Querer o impossível permite-nos, muito provavelmente, nunca chegar a esse objectivo, mas… permite-nos com toda a certeza vencer muitos desafios que podem mudar a nossa e a vida dos que nos rodeiam :-)
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De Kalila a 03.05.2017 às 12:52

Meu querido amigo, tu tens toda a razão, este post é um assombro de sensatez, mas foram-se cavando fossos enormes entre as pessoas devido às disparidades salariais, quando, pelo resto do mundo, o que está na ordem dos dias é a abolição disto mesmo. Eu nunca invejei o salário de ninguém e duvido que alguma vez alguém tenha invejado o meu (LOL) mas sou contra as classes sociais, principalmente quando as diferenças são abismais.
Beijinhos, amigo.
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 13:36

Não sei se estará a abolição disto mesmo… se falarmos da acumulação de riqueza em que menos de 1% tem mais que o todo, a questão é bastante diferente… até porque muitas vezes essa riqueza é conseguida utilizando recursos que são de todos nós, por exemplo, o Petróleo… embora sejam pagas taxas e feitas concessões para a exploração do mesmo.

Eu sou contra as classes sociais e a favor de todos sermos cidadãos… a mobilidade social é importante, é positiva, todavia há limites para estarmos bem e, penso que, por mais que possamos dar a muito boa gente, essa mesma gente nunca estará satisfeita. É tudo uma questão social.

Além disso, em meu entender as classes sociais não se definem somente pelo dinheiro, e talvez aí esteja o cerne da questão.

Obrigado pela tua opinião, é importante para o debate!
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De Cecília a 03.05.2017 às 15:36

Ter... Tinha (o presidente noção de).... Não era grande coisa... Mas ter tinha...
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 15:58

ahahhahhaha

Não deve, mas pode… :-)

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De Alice Alfazema a 03.05.2017 às 18:04

Concordo plenamente:

"Além disso, em meu entender as classes sociais não se definem somente pelo dinheiro, e talvez aí esteja o cerne da questão."

A estratificação social é muitas vezes uma pele difícil de despir, ou seja por mais que te esforces és sempre rotulado por algo, ou porque és filho deste, ou porque tens determinada profissão, ou porque moras num determinado sítio...
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:14

De despir e vestir. Além disso existe sempre a tentação, cada vez mais, de uma classe se querer assemelhar à outra através do uso de insígnias próprias. Do ponto de vista do marketing é um mundo à disposição :-)
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De Rita PN a 03.05.2017 às 18:45

Antes de mais, parabéns pela análise feita e pela forma como olhas para as questões que aqui expões de forma clara.

Em segundo lugar, a questão salarial será sempre, a meu ver, tema para conversas por uma questão de cultura do povo. A insatisfação é crónica e por mais que lhes seja dado, mais querem. Os sindicalismos isso pelam, fomentam e quase impõem. Se há situais no sector público e privado que têm que ser revistas e melhoras? Há. Se continuam a existir desigualdades salarias no exercício de funções similares, também. Mas isso é um assunto e os CEO, fundadores, dirigentes, directores, secretrários ou qualquer outro cargo de topo em empresas privadas, são outro assunto.
Se quiserem debater (não é discutir e manisfestar com gritos de ordem) o valor do salário minimo, tudo bem. Se analisadas as despesas minimas mensais e essenciais para a sobrevivência e bem estar de um cidadão ou de uma familía, será de fácil compreensão que alguma coisa terá que mudar (que não muda, mas podemos apresentar argumentos e estudos concretos e bem elaborados, ao invés de reivindicar só porque sim). Agora discutir salários ou tecer comparações com altos cargos do sector privado, não lhe vejo grande lógica. Até porque, fala-se muito e analisa-se pouco. Ganham milhões, sim senhor, mas trabalharam para isso, são donos de empresas que geram lucros abismais, por mérito próprio (falando das empresas que referiste, sendo que já trabalhei demasiado tempo para uma delas). E aproveitando esse facto, vou falar por mim. A questão não é o que eles ganham ou o que a empresa lucra, a questão são as condições em que os funcionários trabalham e a remuneração que auferem. E que te digo, de humanas não têm muito. Não querendo expô-las aqui, posso-tas fazer chegar por e-mail se assim for do teu interesse.

Contudo, o português gosta é de números e cifrões, mas será que faz por lá chegar? Cada profissão tem um nível de qualificação (e não vou aqui discutir se é ou não é o mais correto), o qual tem uma remuneração associada. Ora se eu não tenho qualificações para Y, claro que não posso auferir do mesmo valor ao fim do mês. Se eu não tiver estudos, não vou querer receber o mesmo que um engenheiro ou que um médico que, por mérito próprio, traçaram o seu caminho e têm um certo conforto financeiro.

Da mesma forma, se acabei agora a universidade, não me posso querer dono e senhor da empresa onde estou a estagiar ou já a trabalhar e exigir aumentos salariais. Ninguém o fim de seis meses é dono de nada, senão da própria vida.
Mas o problema dos alter-egos e das ambições desmedidas deve-se, em muito, ao facto de nas próprias universidades se vender que há lugares lugares de topo para todos, que todos os sonhos são possíveis, que basta querer para se alcançar etc etc (a conversa que já tivemos e que tu bem conheces...). O que é que isso gera? Adultos frustrados.

Quanto à questão religiosa, é impressão minha ou Portugal ficou em primeiro lugar na lista de países mais abertos ao acolhimento de individuos de diferentes religiões e até ateus? Tanta igualdade para depis se declarar tolerância de ponto na visita do Papa?
Somos tão tugas senhores... gostamos é de feriados, pontes e tolerâncias de ponto. Fosse a visita oficial de um outro representante de religião diferente e estava aberto o julgamento à dita tolerância. Assim como é o Papa (e a malta nem vai à missa mas até calha bem um dia de folga semanal).
Ainda a proposito deste tema, exclarece-me uma questão, se te for possível, vai pagar-se para entrar em Fátima dia 13? Agora é legal pagar para entrar em localidades?
sabes om o que é que eu me escandalizo? Não é com o vencimento de um CEO, é mesmo com os cofres da igreja...
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:43

O salário mínimo é outra questão. Nas pequenas e micro-empresas carregadas com impostos o salário mínimo não fomenta a competitividade. Assisti a organizações que fecharam porque não conseguiam pagar o salário mínimo e estamos a falar de patrões esclarecidos… é uma pescadinha de rabo na boca. É um salário baixo para Portugal? É! Mas também é um fardo enorme para as empresas e muito por culpa da enorme carga com impostos, licenciamentos e regras que têm de cumprir.



"A questão não é o que eles ganham ou o que a empresa lucra, a questão são as condições em que os funcionários trabalham e a remuneração que auferem. E que te digo, de humanas não têm muito. Não querendo expô-las aqui, posso-tas fazer chegar por e-mail se assim for do teu interesse. "

Aí já é uma questão que me preocupa e que, sobretudo as grandes organizações empresariais, devem ter especial cautela. Totalmente de acordo, até porque muitas vezes a questão nem passa só pelo salário.

Temos de saber também qual a nossa posição no mercado, as nossas competências e com isso negociar um salário, um pouco como discuti com o HD.
Tive há uns meses uma conversa com um quadro de topo no sector financeiro acerca dessa questão: a venda de sonhos que as universidades ainda fazem e as consequências que essa elevada criação de expectativas vai ter. Já dei aulas no ensino superior e eu próprio me vi a braços com alunos que pensavam que era chegar e andar. Confrontados com a realidade que lhes trouxe, foi complicado fazer com que estes conhecessem logo a partir dos estudos superiores a realidade do mercado laboral. Pode parecer que não, mas ainda circula a mentalidade do emprego para a vida, mesmo nos mais jovens, sobretudo na minha geração ou seja, os Millenials como lhe gostam de chamar.

Pois, desconheço. Confesso que não é tanto a religião em si. Cada qual tem o seu credo e se seguir uma determinada fé lhe faz bem, óptimo, aliás mais que óptimo. É mesmo a questão legal e moral…

É verdade que temos uma herança cultural profundamente católica, mas temos de ter algumas cautelas com isso, porque legalmente qualquer pessoa pode exigir que as suas práticas religiosas também sejam consideradas em termos de feriados e tolerâncias de ponto. Acredito que uma larga maioria das pessoas não vai aproveitar a tolerância de ponto para ir a Fátima, muito honestamente.

Confesso que desconheço se o pagamento terá lugar, mas não me parece.

As contas da Igreja Católica e de outras, é um outro tema daqueles que deve ser analisado com cuidado :-)





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De Rita PN a 03.05.2017 às 23:31

"Nas pequenas e micro-empresas carregadas com impostos o salário mínimo não fomenta a competitividade." O problema aqui não é pagar-se o salário minimo aos funcionários, são mesmo os impostos. Mas quando ouves os sindicalistas reivindicarem, ninguém fala nos impostos que as empresas pagam. Como é que as micro e pequenas empresas (que são em número elevado em Portugal) podem conseguir criar postos de trabalho? Ou recorrem a estágios, ou a prestações de serviços pagos a recibos verdes. Claro que pagar menos do que o salário mínimo não pode ser opção.

Falando apenas por mim, na questão do salário e das condições de trabalho, eu prefiro trabalhar numa empresa que me dê condições e onde me sinta bem, mesmo com um salário mais baixo, do que receber mais e não estarem reunidas as condições. Posso-te dizer que trabalhar mais de 8h em pé no mesmo lugar sem me poder sentar, não ter um espaço de refeição adequado (comia-se no armazém onde, de braços abertos, nem cabias. E comia sentada no chão, atenção.), não ter ar condicionado a funcionar com 45ºC ou com -3ºC, não poder fechar a loja para ir ao WC quando fazia turnos de 4 ou 5h seguidas sozinha, fazer horários não cumprindo os tempos de descanso obrigatório entre turnos... entre coisas que não posso mesmo dizer aqui... isto são condições? Não. E sabes porque é que as aguentei tanto tempo? Porque o ordenado minimo me faz muita falta. E tal como eu, existem milhares.

"Temos de saber também qual a nossa posição no mercado, as nossas competências e com isso negociar um salário, um pouco como discuti com o HD." - Li e estou plenamente de acordo.

Não estou a encontrar a noticia deste ano que nos colocava em primeiro lugar na liberdade moral e religiosa, mas está aqui o terceiro lugar do ano passado http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-04-04-Portugal-e-o-terceiro-pais-com-mais-liberdade-moral-do-mundo

Claro que mais de metade das pessoas não vai aproveitar a tolerância para ir a Fátima... Até porque nem todos são católicos. Também existem ateus e outras religiões.
Mas é engraçado... há uns anos suprimiram-se feriados, agora para além de serem repostos, ainda se aumenta o número de tolerâncias de ponto... Não sei que comentário teça a esta dualidade de critérios...

As contas da Igreja... E o Vaticano ser o Estado mais rico do mundo... hmmm cala-te Rita.

Resumindo, em Portugal querem-se é feriados e tolerâncias, altos salários e facilitismos.
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De Robinson Kanes a 04.05.2017 às 09:28

Entendo que tenhas aguentado, até porque, como referi… o mercado laboral perfeito é uma utopia. Acredito que, contudo, não estando satisfeita procuraste melhorar a tua carreira e sair de uma situação que para ti era menos boa… isso já é fazer algo e não ficar à espera que as coisas aconteçam.

Em relação à notícia, para mim estes estudos valem o que valem. São muito centrados na prática e no óbvio, é sempre interessante ver a metodologia e a forma como o problema foi abordado. Aqui temos de seleccionar muito bem, pois quando existem estudos a dizer que "a" é melhor que "b" existem logo outros tantos a dizer que "b" é melhor que "a". Ainda há um longo caminho a traçar sem dúvida, mas nem somos dos piores. Existem muitos países onde o assumir uma religião diferente, por exemplo, é assumir que se está preparado para morrer.

São decisões políticas e em Portugal ainda se governa para o voto… se isso é culpa dos Governos? Honestamente, neste campo, não sou critico da política. A culpa é nossa que queremos resultados imediatos. Nós eleitores somos responsáveis por essas situações.

Ainda não temos uma verdadeira cultura de trabalho. Vão-se dando alguns passos, até porque muitas vezes são as multinacionais, algumas delas, que puxam por isso. A prova é de que lá fora somos dos melhores quando envolvidos em ambientes mais favoráveis ao nosso desenvolvimento...

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De HD a 03.05.2017 às 18:56

Tinhas lançado o repto no blog do último...
Só posso concordar contigo na questão da recompensa de competência superior!
Contudo, há muita transparência salarial em algumas empresas que simplesmente não existe...
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:10

Isso já é outro tema, e daqueles…
Mas também há organizações que não fazem segredo disso :-)
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De HD a 03.05.2017 às 19:11

Sim, mas quem mais se queixa por norma desconhece quais os valores médios de cada quadro na sua empresa... :\
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:13

Depende das políticas salariais, se existem acordos de empresa, contratos colectivos de trabalho e por aí adiante. Hoje em dia saber negociar um salário é fundamental, por exemplo.
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De HD a 03.05.2017 às 19:19

Exato, quando se conhece inveja-se, quando se desconhece...revolta-se!
Isso é um assunto que praticamente ninguém valoriza no imediato... :)
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:21

Cada vez mais as pessoas têm de ter consciência do seu valor. De como se podem valorizar para lá do "blá blá blá" do "Personal Branding" e aí negociarem o melhor valor, independentemente deste ou daquele auferir mais.

Nem sempre é fácil e o mercado de trabalho está longe de ser perfeito, mas temos de fazer escolhas :-)
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De HD a 03.05.2017 às 19:31

Assim parece tudo mais fácil, mas é como dizes... muitos se pavoneiam e pouco produzem ;)
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 19:45

Temos é de ter os pés bem assentes no chão, porque também têm de existir condições para tal… nomeadamente ter a oportunidade de chegar à negociação por mérito próprio, não sejamos ingénuos :-)
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De HD a 03.05.2017 às 22:04

Só podes jogar com as fichas certas, nada de bluff :)
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 23:01

Por uma questão de princípios e ética sim, mesmo que os resultados não sejam os melhores :-)
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De Luis costa a 03.05.2017 às 22:14

Não podia estar mais de acordo
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 23:02

Obrigado Luis, por ir passando...
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De O ultimo fecha a porta a 03.05.2017 às 22:58

Uma empresa privada rege-se pelo lucro e aufere os seus colaboradores em função daquilo que eles lhe dá a ganhar. Ponto.

Essa é uma discussão velha, mas na minha opinião um privado paga o que entende que deve pagar ao seu CEO, CFO e outras funções começadas em "C" e acabadas "O". Todos os dias inventam uma nova. Hoje vi nos media um título provocatório "Chineses pagam x a gestora". Quando se foi ler a notícia, vi que era só mediante certas condições, por sinal difíceis de acontecer e esse montante é bruto. Pareceu até quase xenófobo e provocatório o título. Baaaahhh
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De Robinson Kanes a 03.05.2017 às 23:02

Além de que não podemos esquecer os impostos que incidem sobre esses valores.

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