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goodpitch.jpg

 Fonte da Imagem: https://www.moviepitcher.com/what-is-a-good-pitch/

 

Caro A.,

 

Espero que esta email o encontre muito bem (sim, o email foi enviado hoje mesmo).

 

Após ter recebido o vosso email a solicitar que, mais uma vez, colocasse os meus dados na vossa base de dados, admito que não fui capaz de conter algo que já me tem vindo a consumir há muito...

 

Da M. tenho a dizer o pior, talvez por isso, quando poderia ter sido vosso cliente não o fui e um dia lá voltarei e colocarei no lixo o cartão que um dia me enviou com uma pomposa carta a apresentar os seus serviços, posso garantir-lhe. Questionar-se-á do porquê desta minha afirmação, vejamos com alguns exemplos:

 

Sempre que vos contacto nunca obtenho qualquer resposta, mesmo quando são posições em que me encaixo - regra basilar, nunca se deixa um cliente sem resposta mesmo que o contactemos só para afirmar que temos muita gente na nossa base de dados que até cedemos pontualmente. Mas não fiquemos por aqui, já estive nas vossas instalações por uma vez, onde um consultor (e pelo discurso autoritário que usava a falar dos outros colegas, acredito que ambiciona uma posição de chefia na vossa organização - embora tenha de corrigir a postura) efectuou uma entrevista exploratória, por certo para cumprir os objectivos. Fui incitado a candidatar-me sempre, mas... Sempre que contactado, nunca tive qualquer retorno. Espero também que internamente informe esse colaborador de que a chefia não é ele... É um discurso deveras deselegante.

 

Tenho exemplos, bem perto da minha pessoa, que atestam o ridículo a que Vossas Excelências se sujeitam: uma das vossas consultoras (uma júnior, também com grande ambição, pelo menos a arrogância de má chefia já tem), chama um sénior com nome no mercado, mas que não chegou pela via do networking. Sei que actualmente alguém que seja realmente bom e não peça emprego a este e àquele não vale nada, nomeadamente face àquele que se poupa a isso e mais que garantir que faz um bom trabalho, procura garantir uma boa rede de amigos, perdão contactos, que o vão colocando aqui e acolá, mesmo que seja um inútil incompetente e que ande sempre a saltar até encontrar um lugar onde goze de impunidade ou encaixe numa organização tão "standardizada" que os processos disfarçam a incompetência... Acredito que foi isso que a mesma pensou ao mostrar alguma arrogância e que, perante um CV brilhante, se dá ao luxo de não apontar o mesmo salientando que o "forte deste" eram as línguas e menosprezar a procura de emprego sem ser por via dos abençoados contactos... Esse indivíduo é responsável hoje pelo recrutamento e recusa trabalhar convosco. 

 

Também me parece de mau tom, depois de ignorar um CV durante meses não dando retorno ao candidato que, de repente, com o candidato no estrangeiro, um consultor contacte o profissional (também sénior) e lhe peça com toda a urgência para falarem. Estando em viagem, o mesmo pediu um dia e eis que... Esse dia nunca mais veio porque o consultor desapareceu do mapa. Isto não é profissionalismo e, mesmo com grandes volumes de trabalho, não pode acontecer. Também esse sénior explora, entre outras, a área dos recursos humanos e não trabalha convosco. O que o vosso consultor não sabe, é que para a posição que o mesmo desesperadamente queria contratar, essa mesma pessoa foi contratada por uma Vossa concorrente e não muito longe de vós. Escusado será dizer-lhe que vão perder um cliente em breve...

 

Mais recentemente, uma candidatura foi por vós ignorada. Depois de "mil e uma" tentativas de contacto com o consultor, este responde que a pessoa não reúne o perfil indicado. Segundo o anúncio publicado, tudo apontava para pelo menos merecer um contacto, mas a Vossa arrogância e falta de nível dos vossos "profissionais" ultrapassa tudo. Esse indivíduo, com nome na praça (não na praça do LinkedIn ou dos seminários vazios de conteúdo, mas das multinacionais de topo) pediu imediatamente a retirada dos dados pessoais da V/base de dados. Mas o pior estaria para vir, pois semanas mais tarde voltou a ser contactado (por outro consultor, igualmente desesperado - penso que seja importante reverem esta parte, dão muito nas vistas quando o vosso cliente não quer os vossos candidatos e vos obriga a procurar aqueles que provavelmente não são amigos dos consultores). O contacto era para essa mesma posição - o desespero era tal que até os dados que anteriormente haviam sido confidenciais foram revelados ao candidato. Recordem também, que já tinha sido pedida a eliminação dos dados, isso incorre numa situação grave. Contudo, a pessoa em causa acedeu em enviar o CV e disponibilizar-se para uma entrevista, mesmo sem tempo para tal e após ter mencionado o vosso flop. A verdade é que na M. devem trabalhar fantasmas, que desaparecem, que ficam incontactáveis por email, telefone ou até telemóvel... O vosso Consultor simplesmente desapareceu do mapa. Eu teria vergonha de ter uma equipa assim, deduzo que seja a mão-de-obra barata a causar isto ou a má selecção de candidatos (estranho, numa organização que recruta para outros)... Dirão que é cultural e a minha formação e experiência não vão por aí... Também é cultural o real desleixo nacional e o desenrasque... Vejam onde estivemos e estamos com este período de crise, é cultural... Mas querer continuar estúpido não é cultural em país nenhum do mundo. 

 

Portugal é um país pequeno onde tudo se sabe, até os favores que são prestados a amigos (não é novo, nem tem de ser grave, mas existem situações que ultrapassam tudo) e na M. não faltam esse tipo de procedimentos em alguns dos consultores, prejudicando claramente os clientes! Por este e por outros motivos A., só me apraz dizer que não acredito minimamente neste email que, para mim, não passa de marketing que não tem expressão na realidade. Infelizmente, e talvez por orgulho, não peço nem nunca pedirei trabalho a ninguém e talvez seja isso que me faz continuar no mercado à procura... Talvez ainda não tenha encontrado esse emprego, mas orgulho-me de viver e poder ser transparente, pois será isso que me garantirá ter imparcialidade e profissionalismo de modo a pautar a minha actuação com a maior competência e sem interferências ou pressões que prejudicam a minha organização ou os clientes da mesma. E lamento informar, mas não estou desesperado à procura de emprego... E o A. e os seus consultores?

 

Com os Melhores Cumprimentos,

"Robinson Kanes"

 

P.S: não é raro, e aqui não é só a M., ver indivíduos que pouco ou nada fazem nas organizações onde estão (ou melhor, fazem sobretudo no smartphone e nas redes sociais a dinamizar contactos) a assumirem claramente que basta contactar ou esperar que o consultor amigo os contacte com uma oferta (alguns gabam-se diariamente disso)... Os outros enviam CV, porque têm de trabalhar e porque têm ética e honra, mas esses caem no "black hole" dos recursos humanos e não têm margem para dedicar 90% do seu tempo ao networking e 10% ao trabalho. São esses que eu procuro, são esses que me dão garantias de fazer um bom trabalho... 

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71 comentários

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De Maria a 23.10.2017 às 09:48

Valente!
Se estas empresitas recebessem mais feedbacks destes...
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 10:00

Por vezes recebem e por vezes se assistem a algumas mudanças...

Infelizmente atacamos os políticos com tudo e mais alguma coisa, mas o problema começa de baixo... Uma grande maioria de nós não é diferente... Acabar com máfias e interesses instalados não é fácil... Sobretudo num país onde a resposta que nos dizem é que... é cultural... :-)
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De Maria a 23.10.2017 às 12:05

Tenho sempre a ideia que as pessoas queixam-se mas não formalizam a queixa...
é cultural, certamente ;D
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 14:10

Sim... Cultural... :-))))
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De Terminatora a 23.10.2017 às 11:07

Bravo! Muito bem dito!

Os interesses e amigos falam sempre mais alto. Não há selecção justa na grande maioria dos casos, e se todos tivéssemos coragem de responder assim, mais mudanças seriam feitas.
Mas é aos poucos e com pequenos passos que as grandes mudanças vão sendo feitas, dizem que a esperança é a última a morrer. Eu acredito que não há mal que dure para sempre, mas ficar de braços cruzados sem fazer nada é que é impensável.

Desejo-lhe o melhor e continue a quebrar "costumes", temos falta de pessoas assim. :)
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 11:39

Grato :-)

Nestas organizações, porque delegam uma fase muito importante do processo de recrutamento, é fundamental que exista profissionalismo, sob pena de serem cometidos erros grosseiros. Não sou da área dos RH, mas então quando são posições destas, nem se fala. O que se provoca? "Turnover", incompetência e tráficos de influências...

Penso que existem muitas pessoas assim, o tema é que vai sendo tabu e os verdadeiros especialistas não gostam de falar do mesmo... Mas que em "off" se fala bastante, não tenhamos dúvidas...

Obrigado, mais uma vez.
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De Terminatora a 23.10.2017 às 13:21

Acho que o grande problema é as pessoas não conseguirem separar o emocional do profissional quando têm que tomar certas decisões. E depois ocorrem esses erros e segue o disco e toca o mesmo.
Claro que deve acontecer sim em qualquer lado, não duvido. Fala-se é pouco, isso sim :)
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 14:14

Mas são os primeiros a criticar se um administrador de uma organização empresarial nomeia o filho para adjunto.

Não é a questão emocional somente: a ambição tem que se lhe diga e, até hoje, não "conheci" um favor que não fosse pago. Além disso existem outros problemas: a nossa capacidade de decisão fica afectada e estamos a promover uma cultura de laxismo, de impunidade e irresponsabilidade. Em algumas organizações, muitos destes indivíduos só sobrevivem porque as coisas estão tão definidas pelas sedes (no caso de multinacionais) que praticamente não lhe permitem o erro...

...Noutras, o que acontece foi o que se viu nos incêndios... Quando é preciso agir, temos o colapso.
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De Terminatora a 25.10.2017 às 09:27

Sim concordo perfeitamente. E há que anos se arrasta esta situação? Lembro-me bem de pessoas mudarem de emprego, para algo que o cunhado, ou a prima arranjavam sem ter a mínima formação. É um ciclo vicioso...
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De Robinson Kanes a 25.10.2017 às 10:20

Dizem que é cultural, eu digo que é estúpido... Bem, talvez se conjugue :-)
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De Terminatora a 25.10.2017 às 10:29

Pois também digo que é estúpido dizer que é cultural... Que "desculpa" mais esfarrapada. Se eu me atirar do precipício, é que toda a gente fará o mesmo...Tenho a certeza! :D
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De Robinson Kanes a 25.10.2017 às 12:25

Infelizmente é o que acontece. Partilharei para a semana (e este teu comentário deu-me a ideia) a conversa que tive com um alpinista...

A lógica do se não o fizeres não irás conseguir, mesmo que seja aquilo que está certo...
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De Terminatora a 25.10.2017 às 14:55

aguardo para ler :)
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De Sofia a 23.10.2017 às 12:28

Infelizmente este é o retrato do que passe no nosso país em várias áreas!
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 14:10

E tende a ser aceite como algo normal...
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De Sofia a 23.10.2017 às 15:20

Eu considero uma anormalidade, como é que o país anda para a frente e faz concorrência?!
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 15:45

Não anda... Não é por acaso que temos os melhores em tudo (há hoje em dia quem não seja?) a discutir os problemas que se discutiam há 20 anos...
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De PP a 25.10.2017 às 11:42

Exatamente.
Acreditam que consegui projetar estas palavras, com as devidas adequações, ao campo da Educação?
A arrogância, associada à incompetência. O fator C e os que trabalham, mas que jamais deixarão de ser formigas. Mesmo assim, com o território frequentemente invadido por predadores desnecessários.

Parabéns pelo artigo.
Abraço e... Que venha a minha Net. Buahhh
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De Robinson Kanes a 25.10.2017 às 12:26

É sistémico...

No caso do sector público tem muito que se lhe diga... É cultural, dizem eles.

Abraço e virá depressa...

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De Sónia Pereira a 23.10.2017 às 14:41

É a rebaldaria generalizada do costume. E o mal é quando, lá pelo meio, ainda existe alguém honesto e competente, esses profissionais vêm qualquer tipo de tentativa sua de justiça, competência, ser arrasada, cortada pela raiz, pelas hierarquias.

Depois, também noto que qualquer currículo que se destaque, seja pela criatividade da formação e competências, pela fuga à norma, é logo rejeitado. Procura-se um certo medianismo, segue-se a cartilha do amiguismo.
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 15:20

"Rebaldaria" que em muitas organizações não ocorre... Além disso, os honestos perdem demasiado tempo a trabalhar. Existem hierarquias boas e más, mas ainda há uns tempos, um CEO alemão me dizia: "em Portugal enquanto cada um não tiver a sua quinta jamais cessarão este tipo de situações".

Existem chefias (sobretudo intermédias) e não disse empresas, disse chefias, que abominam estar rodeadas de bons profissionais... O caos interessa, bem como interessa que ninguém se destaque, ou a acontecer que seja sobre o jugo de... Enquanto existir esta mentalidade podemos ter as "web summit" que quisermos que nunca iremos muito longe.

Reforço que também existem exemplos, e aí, posso dar um nome pelo excelente serviço que me foi prestado: Bravemind!

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De Corvo a 23.10.2017 às 14:44

Há coisas que nunca acabam nem se conseguem modificar. São imutáveis.
Favores, máfias instaladas, compadrios e cunhas nunca acabam enquanto isto for país.
Um excelente dia.
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 15:21

Não é fácil... Não é fácil... Já tive de "limpar" duas casas e acredite que é possível, mas para isso também é fundamental ter a maturidade de escolhermos os melhores e os mais isentos para trabalharem connosco, inclusive para nos apoiarem quando estamos no caminho errado.
Um excelente dia, que hoje até está a ser bom para esses lados ;-)
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De Sílex a 23.10.2017 às 14:52

Assim, mesmo! Dizem que houve mudança, de algum tempo, a esta parte. Eu acho que há sítios e procedimentos (maus) que nunca mudam, passe o tempo que passar. E sim as pessoas é que fazem, também, as empresas. O mau serviço que prestam.
Digo eu, uma coisa não terá muito a ver com a outra, mas cheguei agora a casa depois de passar 2 horas nas Finanças para me entregarem um papel (declaração) que demorou 1/2 minutos a imprimir.
Que podia muito bem estar-nos acessível online, mas não! Tive de ir, gastar gasolina, uma moedinha no estacionamento, perder duas horas úteis da minha vida, para trazer um papel praticamente em branco, que demorou 2 minutos a dar-me. E as caras das senhoras que parece que ainda nos fazem um favor? O máximo! Enfim... é a mudança! O progresso. Boa semana!
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 15:23

Vão existindo mudanças, como disse o "Corvo" são situações que não se mudam de um dia para o outro... O folclore instalado não ajuda, mas existem verdadeiros profissionais a trabalhar em verdadeiras máquinas que fazem muito pelo PIB do país.

Sobranceria dos serviços públicos? Isso era tema para 1000 artigos. Mas, mais uma vez, também já tive muito boas experiências... E aplaudo o facto de existirem ainda muitas pessoas com alguma visão, disponibilidade e sentido de dever nestes serviços.
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De m-M a 23.10.2017 às 17:55

"Li-me".
E às minhas pesquisas. E ao meu esforço. E às não-respostas. E às atitudes fracas. E às faltas de memória.

Se há dias em que lido bem, há dias em que me deitam abaixo...

Beijinho,
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 18:16

É perfeitamente normal... O problema ainda está no facto daqueles que nos tentam vender que isto são boas-práticas... Tenho tantas, mas tantas histórias...

Beijinho,
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De Maria Araújo a 23.10.2017 às 19:55

"... não peço nem nunca pedirei trabalho a ninguém e talvez seja isso que me faz continuar no mercado à procura... Talvez ainda não tenha encontrado esse emprego, mas orgulho-me de viver e poder ser transparente, pois será isso que me garantirá ter imparcialidade e profissionalismo de modo a pautar a minha actuação com a maior competência e sem interferências ou pressões que prejudicam a minha organização ou os clientes da mesma. "

Estas palavras, aliás, muitos dos seus posts levam-me ao encontro de uma jovem blogger ( já retirou o blog de cena), que conheci pessoalmente vai para 2 anos, e que exprimia as suas ideias e opiniões precisamente sobre a questão do trabalho e de os jovens se subjugarem à arrogância destes senhores empregadores e não só, por um emprego barato para as competências que tinha e/ou têm.
Sou contra isto, Robinson.
Um dia destes, agora por outro motivo, a propósito de uma jovem, filha de uma amiga, que fez exame de condução, estava preparada, estava à vontade, contava ela que a examinanda antes de si teria feito muitas asneiras na condução, o mais provável era reprovar.
Habituada a lidar com o sucesso e porque se esforça por isso, dizia que tinha de passar no exame, era impensável reprovar, estava consciente de que passaria. No final dos dois exames, a primeira passou, e ela reprovou.
Chegou à conclusão que a primeira comprara o examinador.
Verdade ou não, e acredito que sim, o certo é que ela me disse que se tivesse dinheiro para dar ao examinador, provavelmente passava no exame.
Agora, nem tem dinheiro para o novo exame nem sequer para dar ao examinador.
A minha resposta foi: " Pensei que essa história das cunhas e envelopes com dinheiro já tivessem acabado. O dinheiro vais consegui-lo, com certeza, mas, repito, não vás por esse caminho. Quedas todos temos. Não compactues com essas pessoas, não dês um cêntimo que seja."
É este o país que continuamos a alimentar.



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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 21:43

O problema nem sempre são os empregadores, mas sim quem eles contratam :-)

A questão que coloca é interessante, é o velho "se todos fazem porque é que eu..." ou então "só assim é que me safo". Não tem de ser, poderei estar sozinho nesta luta, mas nunca cederei ao mais fácil... Como disse, é esse processo que me permite depois também executar o meu trabalho com toda a transparência.

Os envelopes continuam a existir... E muito... Posso chocar muita gente, mas ainda é muito fácil comprar muitos portugueses... Alguns, basta um almoço ou uma garrafa de vinho carrascão...
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De Maria Araújo a 23.10.2017 às 21:55

"Para ter um frango tenho de te oferecer um cabrito", dizia alguém que pedia favores a outro alguém, e esta recebia a sua parte, a esses "senhores" da condução.
Nunca na minha vida conheci alguém igual.
Desculpe a repetição "alguém".
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 22:01

A forma natural como se fala destas coisas... Isso assusta-me...

O que nos esquecemos é que não existem almoços grátis. Muitos "gurus" vendem a lógica da inter-ajuda, mas a experiência diz-me que não há um favor que fique por pagar... É que temos a tendência para nos esquecermos que o ser-humano não é perfeito e vender a lógica de que estamos a ajudar o próximo, só de quem quer vender essa teoria à força ou então de alguém que nunca saiu de casa.
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De naomedeemouvidos a 23.10.2017 às 20:26

Infelizmente, esse email poderia ser remetido a um sem número de departamentos de outro sem número de empresas. Tem muito que ver com os exemplos que vêm de cima. O mérito não é para ser premiado nem reconhecido. O "lambe-botismo" é que abre as portas. Haverá excepções...
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De Robinson Kanes a 23.10.2017 às 21:39

Existem muitas excepções... Infelizmente também existem muitas situações em que estas práticas são regra...
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De PP a 25.10.2017 às 11:47

Adoro a expressão lambe-botismo.
Está tão presente no meu quotidiano. E enoja-me tanto...
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De Robinson Kanes a 25.10.2017 às 12:27

"Lambe-botismo" enquanto interessa... Mas a culpa não é de quem "lambe-botas" mas de quem se deixa levar...
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De PP a 25.10.2017 às 14:36

Boa perspetiva.

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