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As Criancinhas que Morrem e Não Têm Sonhos...

por Robinson Kanes, em 24.05.17

IMG_2257.jpg

Bartolomé Estéban Murillo - Crianças Comendo Uvas e Melão, (Alte Pinakothek)

Fonte da Imagem: Própria

 

Deve, portanto,  cada um por sua vez descer à habitação comum dos outros e habituar-se a observar as trevas. Com efeito, uma vez habituados, sereis mil vezes melhores do que os que lá estão e reconhecereis  cada imagem.

Platão, in "República"

 

 

As criancinhas que morreram em Manchester colocaram o mundo a pensar em como é possível que se matem crianças num concerto, onde algumas até estão a realizar o sonho de uma vida. Como é possível? É a questão que todos colocam...

 

Lamento essas mortes como lamento quaisquer outras, mas o ódio e tristeza de muitos coloca o foco nas crianças que morreram. Por serem crianças, por serem jovens, por terem tantos sonhos e por estarem a realizar um deles que não era mais que ver um concerto. É legítimo, é um sonho...

 

Contudo...

 

E as criancinhas dos países do Sudoeste Asiático, da América do Sul, de África e até de países como na Turquia, qual imagem com que a personagem Mevlut de "Estranheza em Mim" (Orhan Pamuk) se deparou aquando da venda de Booza. A imagem de assistir a crianças que vivem fechadas em apartamentos a fabricar brinquedos, peças de roupa e calçado para muitas marcas que muitos de nós compramos... Às nossas criancinhas?

 

E as criancinhas que ficaram sem pai e/ou sem mãe porque foram mortos pela guerra? Criancinhas que nunca souberam o que era paz.

 

E as criancinhas que mal conseguem andar e começam a trabalhar para ajudar a família ou que então são escravizadas? 

 

E as criancinhas que não querem ficar fechadas em casa a viver no medo e arriscam brincar entre as crateras das bombas?

 

E as criancinhas que dão à costa ou andam a boiar? Quantos sonhos se perderam nas ondas que as arrastaram às areias do mediterrâneo e não só? São as mesmas areias onde muitos de nós vamos passar férias, com as nossas... Criancinhas...

 

E as criancinhas vitimas da guerra que aos 10-14 anos falam como adultos? Que demonstram uma frieza de adultos e guardam uma tristeza profunda por viverem como vivem? Criancinhas que nos fazem envergonhar e pensar como é que um discurso tão evoluído daqueles cabe em tão poucos anos de vida!

 

E as criancinhas que aos 12 anos sabem o que é disparar uma AK 47 e armar uma granada?

 

E as criancinhas que sufocam com gases tóxicos ou são contaminadas com urânio empobrecido?

 

E as criancinhas que são feitas em pedaços porque estavam a brincar na rua e a última coisa que ouviram foi o “click” da mina anti-pessoal que as enviou pelo ar e desfez as mesmas em pedaços?

 

E as criancinhas que sobrevivem a tudo isso e são transportadas para um hospital até o céu lhes cair em cima, porque lá de cima alguém o fez cair sob a forma de uma bomba?

 

E as criancinhas que, apesar de tudo isso, ainda conseguem ter um sorriso e não pedir nada?

 

E as criancinhas que, ao contrário das nossas, provavelmente nunca saberão o significado da palavra sonhar?...

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47 comentários

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De Ana a 24.05.2017 às 09:56

Não foi com estas palavras obviamente mas ontem foi esta a resposta que dei a uma amiga que me veio com o "Viste aquilo que se passou em Manchester? Eram crianças e jovens".
Como é que podemos chorar as crianças da nossa inexistente redoma norte-ocidental e não chorar todas as crianças do mundo que todos os dias sofrem barbaridades?
E já agora cresci a olhar para esse "quadro" os meus pais tinham um cópia em casa. Só agora fiquei a conhecer o nome e autor.
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 10:17

Podemos! Podemos porque começamos a pensar que poderia ter sido connosco. Podemos, porque fica bem dizer que ficamos sempre chocados… Então nas redes sociais e mesmo junto dos amigos e conhecidos. Fica sempre bem…

Fiquei contente por poder contribuir para esse re-descoberta. Está em Munique, se algum dia quiseres matar saudades...
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De Ana a 24.05.2017 às 10:22

É. Enquanto a ameça está longe é: coitadinhos, vamos enviar alguns cêntimos para lá, vamos rezar por eles e ficar com a nossa consciência em paz.
Sentir na pele é diferente. É duro. Mete medo.
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 13:04

Ora, e disse tudo…
Uns cêntimos ou dois dias de voluntariado (para os mais aventureiros) resolvem o problema...
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De Rita PN a 24.05.2017 às 10:08

Aqui está... Aqui está tudo o que a nossa sociedade ocidental se esquece, muitas vezes, de ver. A realidade para lá das suas fronteiras, essas que querem fechar, por segurança dizem. Segurança do afastamento e do não se ser confrontado com aquilo que os olhos não vêem, inclusive.
Sim, houve um atentado onde morreram crianças e jovens. Como várias vozes no seio político o disseram, "o ataque mais bárbaro por ser contra crianças". E agora pergunto eu, mas quantas já nós matámos através de bombardeamentos aéreos e de forças especiais no terreno?
E as outras, que não tendo sido mortas por nós, o foram com a nossa convivência, uma vez que alimentamos essas guerras e vendemos armamento. (Digo vendemos em nome da França, Inglaterra, Rússia e EUA).
Quantas crianças morrer todos dias à fome e nós a ver? Tanto dentro dos nossos próprios países e cidades, como lá fora. E quantas não sofrem dessa escassez alimentar por consequência do nosso terrorismo ocidental?

Podia alongar-me mas tu citaste os diferentes casos, nus e crua. Não te vou repetir.
Uma coisa é certa, as crianças de Manchester podem ser as "nossas" crianças, pela proximidade que lhes temos enquanto sociedade que partilha os mesmos valores e se rege pelas (quase) mesmas doutrinas. Mas as outras, os milhares de vítimas inocentes da crueldade, supremacia e vingança humanas, não são menos "nossas" crianças. Ou também já nós dividimos o mundo, alimentando a xenofobia, o racismo e o ódio contra inocentes?
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 10:38

No seio político, falar de crianças é algo que toca os eleitores, sobretudo em Portugal onde a "infantocracia" é latente.

No seio das populações, como referi à Ana, tem a ver sobretudo com a sensação de que poderia ter acontecido com as mesmas… Com os filhos das mesmas. Então nós, que temos medo de tudo e mais alguma coisa.

Uma coisa é visualizar as imagens televisivas outra é pensar que afinal aquelas situações não estão confinadas numas fronteiras distantes… Mas quando começamos a ver determinadas imagens mesmo dentro da nossa "casa", talvez pensemos de forma diferente.

Também é interessante que a culpa vai sempre cair nos mesmos. Sem sabermos quem foram os autores já estamos a "bater" nos muçulmanos. O que não falta são "pseudo-comentadores" a espalhar esse ódio. Hoje em dia dá-se demasiada importância ao que meia dúzia de indivíduos dizem, mesmo sem terem qualquer formação nas áreas e conhecimento. Carregam um fardo de parcialidade tremendo. O público tem de ser mais inteligente e avaliar… Questionar…

Quem teve azar no meio de tudo isto foi o Roger Moore que não teve o destaque devido. Os "palradores" do tudo e do nada, tiveram matéria mais que suficiente para falar… Caso contrário, o Sir Moore "descobriria" que de repente toda a gente gostava dele, como acontece sempre que alguém morre. Não se fala da pessoa, mas de repente somos invadidos com um discurso de admiração.
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De Rita PN a 24.05.2017 às 11:03

Em política, tudo o que fala ao coração toca. Mas, como é sabido, palavras são só palavras. Os actos dizem exatamente o contrário. E usar crianças, pobrezinhos, vítimas de violência etc... é um marketing que a mim me repugna.
(E agora lembrei-me da Cristãs quando disse que vestia calças de ganga e botas para ir aos bairros sociais. Não sei se existe uma indumentária para visitas a bairros sociais, ou se tem que se descer do pedestal para lá se entrar e vestir-me de acordo com "os mais carenciados"). Bom mas isto foi um à parte.

A situação de Manchester podia ter acontecido com as crianças das nossas casas e familias. Tudo certo. A minha irmã tem 14 anos e vai a concertos como o de Manchester. Podia ter sido ela. Mas também podia ser ela a passar fome a sofrer todas as atrocidades que pelo mundo fora acontecem. Aliás, não estamos livres disso. Basta alguém querer fazer acontecer. Se é para pensar da porta para dentro, que se pense no global. E não só na situação da "visinha". (Desculpem-me os mais sensíveis).

A culpa recai efetivamente nos mesmos. Acabando por lhes dar ainda mais força. Não é por acaso que o Daesh reivindica todo e qualquer ataque, quer seja ou não da sua autoria.
Existem lobos solitários. Existe quem aproveite a oportunidade para levar a cabo a sua vingança, seja o motivo qual for. Existem radicais não muçulmanos. Existe. Extremistas cegos no seio da Europa, à esquerda e à direita. Existem loucos. Existem milhares e um casos. O que é facto é que o terrorismo está na moda, porque nós assim o fizemos ser. E como tal, ele vai ganhando cada vez mais força.
Agora não se esqueçam que existem dezenas de formas de terrorismo e que nós, Europa, também o fazemos.

Quanto ao Roger Moore, lá está, depois de morto todo o artista é bom...
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 15:11

Em política tudo o que parece é :-)

Esse foi um episódio lamentável de quem não percebe minimamente o que está a fazer. É alguém que vive completamente ao lado da realidade, num círculo burocrático e nada mais. Posso falar abertamente pois não tenho nenhuma cor política. Mas olha que é apenas mais uma pessoa entre tantas outras.

Dizemos que o mundo está cada vez mais pequeno, mas distanciamo-nos cada vez mais da realidade e do nosso vizinho :-)

Se existem, embora terrorismo hoje seja apenas associado ao Islão… É um pouco como aqueles que dizem que o conceito de "raça superior" foi "descoberto" pelos nazis, quando afinal já tinha bases naqueles que também eles procuraram eliminar… Paradoxal, no mínimo.
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De C.S. a 24.05.2017 às 10:09

Quando pensamos nestes problemas, (e temos mesmo de pensar), compreendemos no mundo triste e injusto em que vivemos e a culpa é nossa, enquanto humanos semeamos ódio. 😢
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 10:17

Ou fechamos os olhos… :-)
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De Chic'Ana a 24.05.2017 às 10:33

Nem tenho palavras para conseguir comentar este texto.. Sem dúvida que transmite o pensamento de muitos de nós... Sem dúvida que toca no coração de quem o tem pelo menos... Sem dúvida que deveria chegar a tudo e todos....
Beijinhos
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 12:48

Não procuro que chegue a todos, mas que pelo menos, e já que somos tão evoluídos, tenhamos consciência de que o Mundo não começa no Cabo da Roca, ou em S. Francisco (para quem gosta do lado de lá também) e acaba nas antigas repúblicas soviéticas, porque para muitos, Turquia já nem é Europa.

Obrigado também pelas tuas palavras.
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De Anónimo a 24.05.2017 às 11:10

Ler este texto ainda me faz ter esperança no futuro.Muito bom!!!
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 12:49

Grato! Sempre a acreditar :-)
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De Cecília a 24.05.2017 às 12:22

todas as criancinhas são iguais mas umas são mais iguais do que outras...

eu nem escrevo a primeira frase que me veio à cabeça quando soube do acontecido... estou a tornar-me mesmo muito má pessoa. ou, pelo menos, já nem disfarço o cansaço de tanta pieguice barata.


essa pintura estava quase lado a lado com uma natureza morta numa parede da casa de uma tia minha (a família separou-se entretanto porque nunca foi unida de facto). estava sempre torto o quadro e eu para fugir às inumeras tretas que se passavam nas conversas fitava a pintura achando que o peso da cesta das uvas contribuia para tal apontamento físico.

não há digital atual que bata uma realidade tão bem retratada. os pés, as camisas, enfim: longos minutos se passam no que parecem segundos.
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 12:54

Essa sua primeira frase até se aplica ao quotidiano de todos… :-) Todas iguais, mas as minhas são mais iguais.

Está a tornar-se ainda mais rica, eu diria :-)
Admita que hoje fica bem dizer mal do Islão e ter pena de tudo e mais alguma coisa… :-)

Gostei do "nunca foi unida de facto" e da sua interpretação artística do cesto das uvas! Olhe que isso é brilhante!
É a amizade, a partilha e a alegria, mesmo no meio de muitas dificuldades, o que eu consigo interpretar naquela tela e… São esses minutos de que fala… Segundos num balanço da infância ou até da vida… Uma tela tipicamente espanhola :-)
Ah! E a sua tia tinha extremo bom gosto, Murillo é daqueles que… Enfim.

(eu não digo que os seus comentários, seja aqui ou em outros blogs, valem ouro?)

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De Cecília a 24.05.2017 às 13:01

a minha tia não tinha sentido de coisa alguma. acredite. essa pintura era uma pérola atirada à estupidez em estado puro... aqueles acasos que nunca se descodificam.

efetivamente a má língua e a vaidade imperam e pesam demasiado. a ignorância só filhos assim pode parir.

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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 15:02

Mas olhe que se a tinha, mesmo não conhecendo Murillo, é porque apreciava a arte do mesmo :-)

Mas quando o peso é demais...
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De Ladys a 24.05.2017 às 12:47

Triste realidade que a maioria prefere ignorar. Fechar os olhos e não ver é tão mais fácil :(. As pessoas só reagem com aquilo que lhes pode acontecer, aí sim, unicamente com medo que lhes "bata á porta" falam e lamentam... Marina
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 14:59

Não reagir ao que está à distância pode rapidamente fazer com que essa distância se encurte significativamente.
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De Luis costa a 24.05.2017 às 13:45

E voce a insistir.Nao diga as verdades que ainda fica mais invisivel e as pessoas nao gostam de levar socos na barriga.E Granada?
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 15:01

Mais ainda? ahahahahahah
Isto aqui não é um espaço "mainstream" é uma espécie de "underground"… A discoteca mais escura e escondida de Copenhaga :-)))
Amanhã! Está prometido, amanhã há Granada!
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De Kalila a 24.05.2017 às 14:25

As crianças são pessoas (que ainda não cresceram). É suposto serem protegidas e tudo o que as envolve apela ao enternecimento. São sentimentos básicos de adultos que ainda se lembram da própria infância e da felicidade ou da falta dela. Porque não há maturidade que não inclua os resquícios da infância, pura, feliz ou desgraçada mas faz sempre parte da nossa programação.
Nós, pessoas, que um dia já fomos crianças, que assistimos a tudo, que opinamos, que nos comovemos, que nos enraivecemos com o que se passa, temos é de pensar noutros moldes em vez de fazer do mundo um imenso teatro.
Todos vivemos pouco tempo, insuficiente para mudar o mundo, mas somos muitos e estamos sempre a nascer. As mesmas crianças que nos enternecem irão ser os futuros sábios, políticos, benfeitores, malfeitores e terroristas. São vacinadas contra algumas doenças, educadas bem ou mal, protegidas q.b. ou o que der, nem todas terão espíritos iluminados mas são pessoas! Que também viverão pouco tempo para mudar o mundo! É um círculo vicioso, sempre foi! Solução: a educação dessas mesmas crianças tem que abranger muito mais que números e letras, a diferença não se dará numa ou em duas gerações mas será a preparação de um melhor futuro e de um mundo melhor.
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 15:06

O problema é quando não existe infância…

Vivemos pouco tempo neste mundo (ou quiçá até tempo a mais) e é essa realidade que nos devia fazer pensar nas gerações vindouras ou até na estratégia para o futuro. Falamos tanto, quando temos filhos, na propagação da espécie, mas ao mesmo tempo nem sequer pensamos que a mesma só é sustentável se pensarmos também no futuro e nos outros.

A diferença nessa educação de que falas está nas competências básicas que nem sempre são trabalhadas nas escolas e muito menos em casa… E é muito, mas muito mais, fácil ensinar uma criança a programar do que propriamente a ser um ser-humano melhor :-)
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De Kalila a 24.05.2017 às 16:41

As crianças são verdadeiras esponjas de conhecimento, que deve ser estruturado conforme a idade e as capacidades. Há todo um mundo que nos passa ao lado até sermos quase adultos, por excessiva proteção, incúria escolar e paternal. Quando a humanidade se convencer de que as crianças não estão a ser devidamente educadas o mundo mudará.
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 18:39

Não é por acaso que na Suécia se colocam crianças com menos de 5 anos a "palestrar" para os colegas…

A mudança faz falta e é boa, mas o Mundo (não a Humanidade) já não está apto para grandes falhanços.
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De HD a 24.05.2017 às 20:55

Hoje o tema é assaz delicado...
Esta perspetiva global faz cair por terra a defesa ocidental à questão! :(
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 21:15

Bastante delicado…
A defesa ocidental que é pertinente mas muito esburacada...
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De HD a 24.05.2017 às 21:21

E lá está... só por te colocares do outro lado da barricada... ainda vais ser excomungado :)
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 21:38

Mas aí lá vão os valores da sociedade ocidental...
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De HD a 24.05.2017 às 21:41

Sabes, eu só já reconheço os valores como duma 'zona' quando assunto fica dentro das suas fronteiras...
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 21:43

Explica-me lá isso, que não apanhei...
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De HD a 24.05.2017 às 21:46

Temas mais abrangentes cingidos a uma cultura não têm razão de ser...
De certeza que já foste criticado por te colocares nos sapatos de outras personas non gratas que também merecem quem as defenda!
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De Robinson Kanes a 24.05.2017 às 21:49

E é por aí que a questão dos valores da sociedade ocidental se esfuma, nomeadamente no diálogo e na tolerância.

Tantas vezes! "Ethical Dilemmas" fazem parte da minha vida pessoal e profissional. Não é por acaso que na grande maioria dos países o arguido tem sempre direito à defesa. Até porque… Não são raras as vezes em que o culpado afinal não era o mordomo.
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De HD a 24.05.2017 às 21:56

Ainda bem que me entendeste, não me estava a conseguir explicar :)

O mordomo só é culpado quando o patrão não se consegue ilibar de outra forma ;)

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