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Já estamos em época natalicía... o vizinho da frente já comprou um lote de luzes que dava para iluminar Amesterdão inteira, mesmo naqueles dias mais escuros. Obviamente que o vizinho do lado, não querendo ficar para trás na corrida energética, comprou um lote de luzes que obriga os aviões com destino a Schiphol a mudar de rota e a aterrar em Haia.

 

Não vou questionar a vertente comercial do Natal. É preciso vender e, em alguns casos, antecipadamente. Um exemplo? Os jantares de Natal das empresas, isso leva tempo e começar em Setembro pode ser um bom ponto de partida. 

 

E quem não gosta de andar por Praga, Nuremberga, Dresden e outras cidades e sentir o espírito dos mercados de Natal? Quem não gosta do convívio, de um Glühwein ou de uma boa conversa embrulhado em cachecóis e casacos bem quentes? E a entrada é grátis! 

 

Todavia, em alguns países (Portugal também...), tenho a sensação de que quando chega o dia de Natal, para muito boa gente, é o dia em que finalmente chega a paz e o sossego! Acabou-se a injecção de anúncios, catálogos no correio, as músicas da Mariah Carey, crianças aos berros, os peditórios, os emails formatados e aquela correria de comprar coisas mais caras e que também existem a melhor preço noutras épocas do ano.

 

Acredito até que o dia de Natal, ou mesmo a consoada, são uma tremenda ressaca e que o ar enfadado, na cara de muitos, prova isso mesmo. Lá se vai um subsídio para meia-dúzia de horas e ainda por cima para marcar no calendário esta comunhão. O dia de Natal em si, é feito sentado à mesa e numa apatia muitas vezes assustadora... é preciso comer e ficar com um aspecto anafado! Tenho aquela sensação de que alguns indivíduos "encharcam-se" tanto nesta época que indago se não temos qualquer relação com o urso, por exemplo, que precisa de uns bons quilos de salmão para aguentar o período de hibernação sem comer ( no caso dos humanos, esse período dura até à Páscoa e em alguns casos até às chamadas férias de Verão).

 

A vertente consumista (mesmo a dos peditórios) é tanta e tão mecanizada como a própria época que questiono se ainda existe Natal. E nem sou daqueles que vê o Natal com o menino Jesus nas palhas deitado (ou será nas palhas estendido?) ,mas sim o Natal como uma época que se sinta, que se viva, que se experimente com naturalidade e com a emoção devida, independentemente da religião ou qualquer outra convicção... se tiverem oportunidade de partilhar e "ensinar" o espírito de Natal com indivíduos que não são crentes arriscam-se a ter um Natal mais cristão que os próprios cristãos...

 

Talvez seja uma visão romanceada... talvez seja até uma visão infantil, mas tal como Saint-Exupery, eu próprio possa ser levado a pensar se a infância em Saint-Maurice-de-Rémens não teria sido o corolário de uma vida e o que aí se seguiu uma luta pela verdade e pela realidade da mesma.

 

Fonte da Fotografia:  https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/89/16/3f/89163f33a238b5e825a89d506be59013.jpg

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A Bestas sem Ética!...

por Robinson Kanes, em 26.11.16

imgpsh_fullsize.jpegVoltando a um dos meus pensadores preferidos, acabei por dar comigo a pensar em Ética...

 

O que é hoje o Homem com Ética? Este conceito sempre teve várias interpretações e não pretendo dissertar filosóficamente sobre o mesmo e muito menos arriscar-me a perder as duas ou três pessoas que gostam de me ler.

 

Numa sociedade ocidental onde tudo parece trocado, onde os ideais de igualdade, transparência e democracia estão do avesso, como é que podemos falar de Ética? São muitas as situações em que somente invocar o conceito nos fecha imensas portas, nomeadamente ao nível de projectos, participação cívica, emprego ou até de simples discussões.

 

Em Portugal não têm faltado exemplos recentes a cair nos media... corrupção em ramos das forças armadas, corrupção na política, impunidade total de governantes perante a aceitação de subornos que podem passar pelo simples bilhete para um jogo de futebol... e tantos e tantos casos. A estes acresce o facto de já serem prática comum ao longo de muitos anos e em muitas situações aceites por quem deveria zelar pelo bem público e até privado. E a nossa Ética como cidadãos, porque o caos não está só na res publica.

 

A ausência de princípios Éticos estará realmente a criar um número crescente de bestas à solta por este mundo fora? E quem defende a ética... não passará de um Sísifo acomodado na sua rotineira e árdua tarefa de empurrar a pedra de mármore perante a assistência impávida dos falsos deuses?

 

 

 

P.S: ia escrever sobre as novas tendências Outono-Inverno, mas confesso que achei este assunto muito mais fashion. Provavelmente serei aquela loja do centro comercial que fica naquele canto e que está sempre vazia. Não posso esquecer que ainda falta a imagem do colaborador com ar enfadado.

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E Porque Ainda é Outono...

por Robinson Kanes, em 24.11.16

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 Fonte: Própria

 

 Na verdade, muitos apontam a ausência de luz e o tempo mais frio como causa de depressões - umas mais agudas, outras mais “contemporâneas”.

 

Mas o Outono é sem dúvida a época das cores: imaginem o verde, o castanho, o azul, até a luz solar ganha uma outra entoação particular, tal como o som que emana da chuva. Uma chuva gentil, triste também. Será? Experimentem a raiva da chuva de Inverno e depois falem-me da chuva outonal.

 

Pobre Outono que surge no final do Verão e nem um aplauso recebe por limpar os exageros da silly-season ou então por ser o início de um novo período, quer de trabalho, quer de desafios ou até de conquistas. Não dizem que os amores de Verão não duram mais que a estação? Os do Outono são talvez os mais resistentes. O Outono é o varredor e até o Inverno é mais apreciado, pois apenas apanha as folhas que o Outono deixou e no hemisfério norte ainda tem o Natal para o coroar.

 

O Outono dá cor às nossas telas, inspiração à nossa música, faz-nos dançar com as folhas e gentilmente sentir o chão ao pousarmos e a esvoaçarmos novamente, como as aves que partem para destinos mais quentes. O Outono é arte e não é por acaso que existem lugares neste Portugal e não só, onde o Outono é a época mais bonita do ano: pensem no Douro, no Alentejo ou então vamos até à Toscânia ou deixemo-nos prender pela paisagem de Santorini enquanto bebemos um café grego (aquilo para mim é café turco, mas pronto) e admiramos os telhados azuis. O Outono é talvez a mais poderosa e artística estação nos países do mediterrâneo.

 

Pensemos no Outono de Vivaldi, onde este entra com toda a pompa e circunstância por trazer a luz que o Inverno vai apagar, por nos inundar de cores. Um privilégio e a música isso o revela.

 

O Verão apenas se estende no Grand Canal (imaginem Veneza nessa altura) e absorve o que de bom todas as outras estações lhe deixaram, não vive o desafio da conquista e exala em toda a sua expressão numa musicalidade tranquila e de paz.

 

O Inverno vem com toda a sua força. Senão vejamos o som do violino a alternar com o suspense das demais cordas. É forte, poderoso e transporta-nos para uma guerra entre a luz e as trevas revelando contudo toda a sua suavidade e delicadeza de quem tem de lutar pela luz na escuridão.

 

Mas o Outono é a mais airosa das estações, na sonoridade, no glamour e romantismo com que entra em cena, à descoberta e trazendo uma vontade única de desafiar a herança do Verão. Em Novembro quase que se deixa finar. Muitos são aqueles que encaram até o Inverno como a incapacidade do Outono para segurar a luz e a força do Verão. Mas, se ouvirmos as notas finais de Vivaldi, vamos perceber que é simplesmente o adormecer de uma época dourada cuja duração no tempo tem de ser controlada sob pena de não resistir à gula da Terra e dos seus Seres. E é nessa alegria que se despede e dá lugar ao Inverno.

 

Já agora, cá fica a banda sonora...

 

 

 

 

 

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Mais Letal que um Comando!

por Robinson Kanes, em 22.11.16

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O que é que pode ser mais letal que um Comando (e não é de televisão)? Os media e um coro de indivíduos que usa e abusa da liberdade para achincalhar aqueles que estão na mó de baixo.

 

Seria interessante perceber porque se tem dado tanta importância a duas mortes nos Comandos, ocorridas no Verão e já nem se aborda a corrupção que grassa na Força Aérea e outras instituições... ou por exemplo, de dois Secretários de Estado que vendem a alma ao diabo a troco de bilhetes para o futebol e, depois de descobertos (depois de... descobertos), declaram ter a intenção pagar os custos de tamanho regabofe.  A integridade é reposta como se essa mesma integridade estivesse nos custos e não nos actos.

 

Será que se eu assaltar uma ourivesaria, for capturado e depois prometer o reembolso das peças escapo à justiça ou ao julgamento das populações?

 

Se existiu crime, mesmo que por negligência, deverá ser investigado e punido. Incluo a questão relacionada com o Regimento de Comandos.

 

É raro o dia que não circule uma notícia que permita o mau julgamento por parte dos cidadãos... a "última moda" é ir contado os recrutas que desistem dos cursos... é uma tropa de elite, as desistências são muitas vezes a regra, não a excepção. O desconhecimento dos factos é assustador...

 

No entanto, só quem nunca entrou no quartel da Carregueira é que pode afirmar que os Comandos não se respeitam como camaradas. Estamos a falar de uma força de elite e operacional - activa para a defesa do país e das populações a qualquer momento. Estamos a falar de homens que não hesitarão em dar a vida por nós, mesmo que debaixo do nosso achincalhamento.

 

Onde estavam os críticos quando os nossos Comandos estavam e continuam a estar, por exemplo, no Afeganistão como força de paz? E os louvores desse trabalho? Visitem o quartel da Carregueira e vejam os louvores que as instituições internacionais e até forças armadas congéneres concederam a estes homens... estão patentes nas paredes... bem como a “memória” pelos camaradas que se perdem...

 

Onde estão os cidadãos que não hesitam uma boa pancadaria virtual para defender uma Cristina Ferreira (nada tenho contra a senhora) ou um Pedro Dias mas protelam esta destruição pública daqueles que morrem a lutar por esses mesmos cidadãos? Ou porque é que os cidadãos não se questionam do porquê dos monumentos nacionais serem guardados por empresas de segurança privada e não por militares?

 

Os criminosos devem ser punidos, mas nunca se confunda uma instituição com um ou mais comportamentos, até porque muitas vezes determinadas falhas ocorrem devido a problemas estruturais.

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Artes nos Modelos de Gestão...

por Robinson Kanes, em 21.11.16

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Segundo Fiske, para as artes terem um poder transformador nos indivíduos e nas organizações é fundamental criar uma experiência que envolva e ligue os indivíduos racional e emocionalmente através de uma participação activa ou passiva. No entanto, activamente estes mesmos indivíduos podem ser actores na construção não só de obras de arte, mas no fomento do desenvolvimento pessoal e organizacional. Por sua vez, esta participação activa tem benefícios mais efectivos não só no comportamento, mas nas capacidades cognitivas e sociais (Fiske, 1999).

 

A relação entre artistas e as organizações é fundamental por diversas razões e desde que a expressão “inovação” surgiu, parece ser de tal forma importante, que os artistas podem ser actualmente as pessoas certas para alavancar a inovação nas empresas.

 

Entre outras capacidades detidas pelos artistas, a capacidade de inovar é necessária: reinventar os próprios produtos, o processo e a performance de forma a que também a própria estrutura organizacional e a sua aproximação à realidade sejam concretizáveis.  Isto significa que as organizações têm de enveredar por uma tremenda mudança de mentalidade de modo a estarem preparadas para os desafios que vão surgindo.

 

Na gestão, por exemplo, as artes podem desempenhar dois papéis fundamentais: um deles passa por apresentar as artes como fonte de aprendizagem, criando uma espécie de ligação emocional e inspiracional para gestores e colaboradores. As mesmas podem ser utilizadas como modelo de transformação do capital organizacional e humano. O segundo papel é de que estas podem, como produto artístico, influenciar a dimensão estética e até comunicacional das organizações. Intervenções ao nível da gestão baseadas nas artes podem assumir um sem número de formas que vão desde o teatro organizacional, workshops de teatro e até de poesia, pintura, escultura, dança e formações musicais dirigidas por maestros ou agrupamentos (Stockil 2004, Nissley 2010).

 

Estaremos aptos a assumir estes compromissos? Artistas e empresas? Estaremos aptos a preparar um conjunto de intervenções que vão para além do mero team-building e permitam uma abordagem mais profunda quer ao nível do planeamento, quer ao nível da execução sem esquecermos a sempre difícil medição de impactes neste tipo de iniciativas?

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Há bons blogues de viagens? Há, ponto assente!

 

Mas também existem blogues de viagens por esse mundo fora que mais se parecem com um anúncio da Pescanova.  Vejo com cada posta de pescada chilena que me ponho logo a pensar numas batatas e num refogado - tomate incluido, fica um mimo! Passo a explicar o modo como leio a receita na embalagem dos ditos mimos de pescada.

 

Assim que se abre o blogue espera-se logo encontrar paisagens ou sitios culturais deslumbrantes, mas, na verdade, o que surge ou são casais ou indivíduos sozinhos em poses que me fazem pensar se não terei entrado num blogue de moda... ou até no website da Caras.

 

Revejo o título do blogue bem como a temática e confirmo que estamos a falar de viagens. Selecciono um destino, imaginemos... Paris! Toda a gente gosta de Paris, eu também, mas daí a enfatizarem aquela cidade escura como um local cheio de luz e romântico - já visitaram Lisboa?

 

Já em Paris, vejo que a maioria vai aos locais do costume. Quando estamos a pensar que lá vem aquela foto no Museu D'Orsay com aquela pintura de Degas que nos tinha escapado... não! Surge uma senhora (pode ser um senhor), a proprietária do blogue, a pousar como se fosse uma espécie de representação grega de Helena. E qual o local escolhido? A entrada! E em muitos, acabamos por chegar à conclusão que afinal nem é o Museu D'Orsay mas um outro museu não tão conhecido: o Louvre! Quem diria, uma pirâmide de vidro (quem nunca viu essa foto de um parolo a fazer que segura a pirâmide?)... o Louvre! Se não fosse esse blogue, eu algum dia saberia o que era o Louvre!

 

Vamos seguindo e visitamos a Torre Eiffel, com mais uma senhora em pose Vogue à frente. Percorremos o Marais... não, não percorremos, provavelmente nem sabe onde isso fica... Mais adiante, passeamos pelos Jardins de Luxembourg e percebemos que os mesmos estão ocultados por um corpo sorridente e com "bico de pato". Segue-se o Palais Garnier, e aí descobrimos que alguém faz jus à Garnier e pousa com os cabelos ao vento tapando a fachada da Ópera de Paris... e finalmente, chegamos ao Sacré Coeur e a Montmartre onde nos é dito que o romance, o glamour e a beleza abundam... se estiveram no mesmo Montmartre que eu viram, além de sex-shops, toxicodependentes e indivíduos dispostos a um roubo por esticão ou executarem manobras distratoras com o intuito de levarem a carteira da pessoa que vos acompanha, foi um local que de glamour tem pouco. Aproveitem e visitem o cemitério... o túmulo de Degas (lembram-se dele ali de cima?) está uma miséria. Também podem aproveitar e conseguir umas fotos execelentes! Mórbido? Realista...

 

À noite onde vamos jantar? A um restaurante fantástico, muito típico e que paga para estar em todos os roteiros. Não vejo a comida mas alguém a sorrir para o flash (não usem flash à noite só porque é noite). Afinal não é em todo o lado que nos sentamos à mesa para comer, digno de registo... é Paris!

 

Foi óptimo ter conhecido a "Dadá" ou o "Vagueando pelo Mundo" (perfis ficcionais) e ter percebido que Paris é uma cidade sui generis mas sem a presença daqueles ilustres visitantes não seria a mesma coisa.

 

Fonte da Fotografia:  http://bucketlistjourney.net/2014/01/bucket-list-cheesy-travel-pictures/

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O Doente ou a TVI? Que se "Lixe" o Doente!

por Robinson Kanes, em 17.11.16

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Vou tentar não ser populista, embora nos últimos meses ser populista também é invocar a lei e a integridade. Baseando-me somente no que me foi transmitido e tive oportunidade de ler num jornal de grande tiragem existe algo que mais uma vez me faz pensar que a evolução humana não acompanha a tecnológica.

 

No Portugal onde todos têm o seu "mundinho", ai daquele que ouse levantar o dedo contra o "pseudo-poder" instalado. O último a ver a cabeça rolar foi o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde.

 

Deixou morrer soldados da paz? Era incompetente? Roubou a corporação? Não! Disse apenas que era inadmissível utilizar uma ambulância em marcha de emergência para transportar uma equipa de "apresentadores" de televisão que deixaram passar a hora de almoço... afinal em Vila Verde come-se bem e bebe-se ainda melhor.

 

Neste país onde chegar atrasado é escandalosamente instituido e aceite é permitido chegar atrasado ao médico, ao combate a um incêndio a promessas eleitorais ou até àquela reunião que não se pode falhar mas... o que não é permitido é chegar atrasado a um programa de televisão! Nem que se afectem recursos públicos e de emergência para esse efeito - na ausência de um helicóptero do INEM ou de uma VMER o que é que havia disponível? Uma ambulância de emergência médica!

 

Acham que é mau? Pior é ter o comandante - sim, o comandante, vulgo o "homem que manda naquilo tudo" - a insurgir-se contra tamanho comportamento e ser "despedido"! Já estou a imaginar o Sr. Pedro Dias ainda fugido e o carro da GNR que o persegue ser desviado porque as senhoras do Fama Show têm de estar na SIC às 13h:45m para o seu "programa" semanal. 

 

Infelizmente vivemos tempos de pouco esclarecimento por parte dos cidadãos... mesmo com tanta, mas tanta informação ainda não nos comportamamos como nação devidamente informada e esclarecida e enquanto assim for este tipo de situações passará impune. Cabe aos cidadãos que beneficiam com o trabalho dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde tomar medidas civicas e legais que coloquem em causa este status quo...

 

Fonte da Fotografia: O Vilaverdense 

 

 

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Psicólogos Católicos? Mas isso existe?

por Robinson Kanes, em 15.11.16

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Ontem cheguei a Portugal e reparo que praticamente toda a gente andava numa agitação. Pensei... será uma guerra? Talvez tenha acontecido alguma coisa de muito grave! Afinal não, foi alguém que disse algo nas redes sociais e/ou numa publicação sobre homossexualidade e pronto... país pequeno e sem o foco no essencial, dá nisto.

 

Não vou comentar a temática da discussão, seria dar importância a quem não tem. No entanto deparei-me que existe uma Associação dos Psicólogos Católicos Portugueses!

 

Psicólogos Católicos? Então mas um psicólogo na sua ética não tem de estar isolado de convicções religiosas, políticas, de género e por aí adiante? Não digo que não as tenha, como é óbvio. Mas fará sentido que este tipo de "movimentos" exista? Em que medida um psicólogo pode garantir a sua ética e profissionalismo quando logo à partida e formalmente se diz católico  acolhendo as convicções que essa religião lhe transmite?

 

Não é o mesmo que existir a Associação Portuguesa de Árbritros de Futebol Sportinguistas? Ou até a Associação Portuguesa de Jornalistas do Partido Socialista? Ou poderiamos até pensar na existência da Associação de Agentes da PSP Furtadores de Velinhas nas Praças Portuguesas.

 

Fiquei a pensar...

 

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Hoje, durante uma conversa com um profissional da área de eventos tive oportunidade de discutir como está Portugal neste segmento e os desafios que se colocam no futuro. No entanto, infelizmente ou não, o ponto principal desta conversa passou por um exemplo de mau recrutamento.

 

Segundo este, um profissional com vasta experiência na área, inclusive internacional, candidatou-se a uma posição de chefia em Portugal, num hotel que utiliza uma marca de uma grande multinacional.

 

Dei-lhe os parabéns, afinal é sempre bom ver que as coisas acontecem e que a valorização e procura de candidatos que não apregoam aos sete ventos a sua pessoa e surgem em destaque pelo seu trabalho ainda é uma realidade.

 

Mas a história é mais complexa... contactado numa terça-feira, por um trainee, vulgo estagiário, para estar presente numa entrevista lá começou a resolver a sua vida. Uma reunião com uma HR Manager, Dra. X, vulgo recrutadora com problemas de aceitar o facto de ser como é. Num país que se diz vanguardista ainda é interessante ver este tipo de títulos obsoletos e muitas vezes descontextualizados. Acusem-me do que quiserem, mas já tive oportunidade viajar por muitos locais a nível profissional e de conhecer verdadeiros doutores que ficariam ofendidos se utilizasse essa forma de tratamento. Importamos tantas coisas dos Estados Unidos sem sentido nenhum mas parece que algumas das mais interessantes não nos suscitam grande curiosidade.

 

Tudo estava bem, este colega até tem um Doutoramento e portanto nem levou a mal. Nem levou a mal... até na sexta-feira ter sido contactado pelo trainee, vulgo estagiário, um pouco nervoso e que o informou que depois de falar com o responsável do respectivo departamento, tinha sido informado de que a vaga era por ocasião de uma baixa de gravidez e que provavelmente, o mesmo, não estaria interessado. A isto junto que a situação era compreensível, até porque quando a dita “baixa” regressasse não haveria lugar para esta posição de gestão e que portanto o ideal seria nem avançar... 

 

Em suma: de terça a sexta-feira muita coisa aconteceu e por certo alguém apareceu pelo caminho, networking? É profissional colocar um anúncio onde não se menciona esse facto, fazer uma entrevista telefónica onde não se menciona esse mesmo facto e de repente... “Ah! Afinal é uma substituição, não está interessado, pois não?”. Fez-me lembrar aquelas pessoas que oferecem e dizem: "não queres uma fatia deste bolo, pois não?"

 

Sugeri ao meu colega que escalasse a situação para os headquarters (sede) no exterior e é isso que o mesmo irá fazer... quanto a mim, descobri que estou na base de dados e pedi imediatamente que fosse retirado da mesma, quer como potencial candidato quer como cliente da marca.

 

Não é um desabafo, não sou de lamechices desse género, quem me conhece sabe... é uma espécie de alerta para que este tipo de situações não tenha lugar, pois além de manchar a própria marca, é de uma falta de profissionalismo atroz e além disso permite que o mercado fique alerta, sinalize e corrija este tipo de situações. No fim de contas, as redes sociais, os blogues e tantos outros canais devem servir como canal de aprendizagem e informação e não somente de desfile de vedetas...

 

 P.S: o colega está em Bordéus e por mero acaso ainda não tinha comprado os bilhetes de avião.

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Trump Não! Não Gosta de Democracia?

por Robinson Kanes, em 11.11.16

 

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Todos falam do Sr. Trump, e eu? O facto de estar fora de Portugal tem-me ajudado a ver este episódio sem a influência da nossa fraca comunicação social e dos comentadores do costume, já repararam que são sempre os mesmos?...

 

Antes, gostaria de dar voz a Lenine (e nem partilho das convicções do mesmo) quando disse que “a liberdade é um bem tão precioso que tem de ser controlado”. Neste momento vejo o mundo democrático a aplaudir essa afirmação... paradoxal? Lenine deve estar a sorrir...

 

Os americanos votaram e ganhou um presidente. Nós não somos ninguém para falar de política interna norte-americana – prestamos mais atenção à política americana que à nossa política interna. Mas aqui voltaremos.

 

Os media (e não só nos EUA) que mostraram uma parcialidade em relação à eleição de Trump e que tentaram inclusive orientar o sentido de voto do povo americano para Hillary Clinton foram derrotados – mas não foram derrotados numa espécie de batalha única – Trump, num dos momentos mais delicados da sua carreira, foi vendido por estes mesmos media como um empresário de sucesso e como um dos melhores empreendedores e business man dos Estados Unidos.  À época, Trump arriscava falir e tinha sido "diagnosticado" pela banca americana somente como um nome demasiado grande para cair, apesar do fiasco em termos de gestão.

 

Trump usou e foi exaltado pelos media e foi uma criação destes. Não vamos esquecer que em Portugal também temos o nosso Trump - Marcelo Rebelo de Sousa deveu a sua eleição a anos de exaltação nos media. Ainda se lembram do “se Marcelo disse é porque é” ou do “Marcelo afirma, acontece” mesmo que os discursos fossem vazios? Vimos jornalistas a fazerem campanha pelo actual Presidente da República que só foi derrotado pela abstenção. Sim, Marcelo sem apresentar soluções na campanha eleitoral e até ao longo de uma vida de comentador utilizou o show off a seu favor e conseguiu (não nutria simpatia pelos demais candidatos e não pretendo defender ninguém em detrimento de outrem).

 

Finalmente uma nota: não devemos questionar se Trump é uma boa ou má escolha, no entanto temos de pensar que se Trump venceu:

 

  1. A política, ou melhor, os políticos actuais estão descredibilizados e não é só nos Estados Unidos, está para rebentar uma bolha poítica?
  2. A sociedade está despedaçada em muitos sectores e palas nos olhos como ideologias de esquerda e de direita já não resolvem problemas financeiros, sociais, militares, territoriais, políticos e ambientais;
  3. O populismo ganha terreno e já vimos como isso acaba, ou caso contrário não falámos de História na escola;
  4. Orwell ainda está tão actual como quando escreveu a Quinta dos Animais;
  5. Estamos demasiado focados em gadgets e inovação tecnológica (o que é óptimo) e menos no lado humano e social, o resultado está aí.
  6. Comunicação e media – quando se pensava que os media estavam a perder terreno eis que estes se mostram mais fortes que nunca confundindo-se informação com publicidade e as duas com propaganda.
  7. A Califórnia já está com pensamentos separatistas.

 

São provocações que nos devem fazer pensar... quanto ao senhor Trump, goste ou não, tenho de dizer, como todos os que defendem a Democracia, que se não estão contentes podem sempre solicitar um regime ditatorial e não cair no paradoxo que têm caído nos últimos dias ao defenderem a Liberdade e a Democracia por um lado e pelo outro a desejarem a cabeça de Trump servida numa travessa.

 

P.S: faleceu Leonard Cohen... não era o maior admirador, mas reconheço o enorme talento!

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